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  • A bênção de se ter muito que fazer
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
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w70 1/4 pp. 193-196

A bênção de se ter muito que fazer

É UMA bênção ter muito que fazer? Como pode ser isso? alguém talvez pergunte. Não nos diz a Bíblia que o trabalho é uma maldição lançada por Deus sobre o homem? Infelizmente, este é um dos conceitos populares, errôneos, sobre a Bíblia, tidos por alguns que professam compreendê-la.

Neste respeito, o Professor W. R. Bowie, contando Gênesis 3:17-19, diz: “O trabalho é representado como maldição lançada sobre Adão e seus descendentes. Ter que trabalhar . . . parecia ao instinto humano o sinal da punição. . . . Os homens que formularam as tradições transmitidas em Gênesis procuraram aqui interpretar a experiência e o bom e o mau que encontraram nela. A necessidade da labuta era algo de que não gostavam; por isso a consideravam como mal. Sentiam-na como punição, por isso concluíram que era punição.” — The Interpreter’s Bible, Vol. 1, p. 511.

Após a desobediência de Adão, Deus lhe disse: “Maldito é o solo por tua causa. . . . No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado.” O solo foi amaldiçoado, mas é o próprio trabalho uma maldição? — Gên. 3:17-19.

O homem, logo que foi criado e quando era perfeito, recebeu trabalho a fazer. “Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele.” Este jardim do Éden era um enorme parque, suficientemente grande para acomodar alguns animais de todas as espécies terrestres que Deus havia criado, pois Adão deu-lhes nomes sem sair do Éden. Tomar conta de um parque tão grande e cultivá-lo significava trabalho. Mas não era trabalho penoso, estafante. Era uma alegria. Tal trabalho não era maldição. — Gên. 2:15.

Que esta é a conclusão certa se pode ver das demais partes das Escrituras Sagradas. Elas nos dizem que façamos com todo o nosso poder o que as nossas mãos acharem para fazer, pois na sepultura não poderemos mais trabalhar. (Ecl. 9:10) A pessoa indolente “será de poucos meios”, diz a Bíblia, “mas a mão do diligente é a que enriquecerá a pessoa”. (Pro. 10:4) Somos também advertidos de que o preguiçoso “é irmão daquele que arruína”, o principal destes não sendo outro senão o próprio Satanás! (Pro. 18:9) O Rei Salomão o expressou muito bem: “Vim a saber que não há nada melhor para eles do que alegrar-se e fazer o bem durante a sua vida; e também que todo homem coma e deveras beba, e veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo. É a dádiva de Deus.” — Ecl. 3:12, 13.

Jesus Cristo, quando na terra, declarou que seu Pai continuava a trabalhar e que ele mesmo também trabalhava. (João 5:17) E o apóstolo Paulo aconselhou repetidamente aos outros que trabalhassem, e falou também de seus próprios labores: “Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito.” “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” — Rom. 12:11; Efé. 4:28; 2 Cor. 11:27.

Entre as bênçãos de se ter muito que fazer se encontra a de que impede que entremos em dificuldades. Este princípio é apoiado pelas palavras do apóstolo Paulo, no sentido de que as viúvas jovens deviam casar-se e criar filhos, pois, terem muito que fazer lhes serviria de proteção. — 1 Tim. 2:15; 5:14.

Ter muito que fazer é também uma bênção por ajudar a fazer o tempo voar. Este fato é reconhecido especialmente pelos aposentados por causa da idade. Por não terem nada que fazer ou muito pouco para fazer estão inclinados a ficar frustrados, entediados.

Deve-se observar também, especialmente, que ter muito que fazer é uma bênção por ser acompanhado pela satisfação de se ter realizado muito. Mas, pressupõe-se, naturalmente, que o trabalho neste caso seja honroso e honesto. Os que se empenham em roubos, fraudes ou em outros empreendimentos egoístas não podem esperar derivar bênçãos por terem muitas de tais coisas para fazer, não importa quanto proveito material tiram disso no momento!

Bem que se pode dizer que nenhum grupo, hoje, está mais ocupado do que as testemunhas cristãs de Jeová. Estudam muito a Bíblia, em particular, assistem a cinco reuniões congregacionais por semana e gastam muito tempo, cada mês, na pregação das boas novas do reino de Deus e em fazer discípulos de pessoas, além de proverem honestamente as coisas materiais para si mesmos e para as suas famílias. (Mat. 24:14; 28:19, 20) Ter muito que fazer na obra do Senhor serve de proteção contra os muitos laços do mundo, da carne e do Diabo. Têm também a alegria e a satisfação de darem honra ao nome de Jeová e levarem consolo aos que pranteiam e buscam a verdade. E têm a promessa da recompensa da vida eterna. — 1 Cor. 15:58; 2 Cor. 8:21; 1 Tim. 5:8.

Ao visitar uma das congregações destas Testemunhas e se familiarizar com elas, verificará que se trata de pessoas realmente felizes. Provavelmente descobrirá também que os mais felizes entre elas são os que fazem mais na pregação e no ensino da Palavra de Deus aos outros. Isto forçosamente resulta em muitas bênçãos, pois há mais felicidade em dar do que há em receber. — Atos 20:35.

Não é que as Testemunhas sejam fanáticos ou extremistas. São gente razoável. Os chefes de família, em especial, com cargos de responsabilidade na congregação, exercem cuidado para ser equilibrados nestes assuntos. Reconhecem a sua responsabilidade de gastar tempo com a sua família. Deixam a sua família participar nas atividades tanto quanto possível, e certificam-se especialmente de que estudem juntos a Bíblia. Cuidam também de que a recreação seja questão de família.

Pode-se acusar a Bíblia de chamar o trabalho de maldição? De modo algum! Há bênção em se ter muito que fazer? Sim, há bênção, se estivermos fazendo a espécie correta de trabalho e o equilibrarmos com as nossas outras necessidades e as necessidades de nossos amados.

[Capa na página 193]

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