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A ‘luz brilhou para o justo’A Sentinela — 1982 | 1.° de agosto
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A ‘luz brilhou para o justo’
“A própria luz brilhou para o justo e a alegria, até mesmo para os retos no coração.” — Salmo 97:11.
1. Qual é uma das coisas que diferenciam os justos dos iníquos?
QUAL é uma das coisas que diferenciam o justo do iníquo, os verdadeiros servos de Jeová dos que estão em servidão ao adversário de Deus, Satanás, o Diabo? Sem dúvida, acima de tudo está o fato de que os verdadeiros servos de Jeová Deus têm luz. Para eles, deveras, a “luz brilhou”. (Salmo 97:11) Quanto aos iníquos, eles andam em escuridão. Sim, “a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos perversos é como a escuridão: nem sabem eles em que tropeçam”. — Provérbios 4:18, 19, Almeida, atualizada.
2. Como se poderia ilustrar o aumento da luz sobre a vereda do justo?
2 Note que o brilho da luz sobre a vereda do justo é progressivo. “Vai brilhando mais e mais.” Poderíamos ilustrar isso com um homem que se levanta antes do alvorecer para um passeio no campo. Talvez veja à distância os contornos duma edificação, mas no início não sabe distinguir se se trata dum celeiro ou duma casa. Aos poucos, com o amanhecer, e ao passo que chega mais perto, pode ver que se trata duma casa. Depois de mais um pouco, poderá ver que é uma casa de madeira, não de tijolos. Logo mais poderá distinguir a cor da casa, e assim por diante.
3. Que fatores influem no aumento da luz?
3 A experiência dos servos de Deus tem sido similar a isso. Encarando certos assuntos distantes no tempo e com pouca luz sobre eles, muitas vezes formamos um conceito incompleto, e até mesmo inexato sobre as coisas. Em tais situações, talvez fôssemos influenciados por conceitos anteriores. Mas, ao passo que a luz aumenta e nos aproximamos mais dos acontecimentos, nosso entendimento da realização dos propósitos de Deus torna-se mais claro. As profecias esclarecem-se para nós, ao passo que o espírito santo de Jeová lança luz sobre elas e à medida que se cumprem nos acontecimentos mundiais ou no que acontece com o povo de Deus. Não tem sido exatamente assim que Jeová Deus tem lidado com os seus servos desde a antiguidade? Sim, tem sido assim!
O EXEMPLO DE ABRAÃO
4, 5. Como revelou Deus aos poucos seu propósito a Abraão?
4 Considere Abraão, o homem de fé a quem Deus chamou de amigo. (Isaías 41:8; Tiago 2:23) Apesar de seu relacionamento bem achegado a Jeová Deus, no início ele não tinha um entendimento completo dos propósitos de Deus. Podemos deduzir isso duma série de acontecimentos na vida de Abraão — seu entendimento aumentou aos poucos. Deus convocou-o para abandonar sua pátria, dizendo-lhe que faria dele uma grande nação e que por meio dele todas as famílias da terra abençoariam a si mesmas. Mas Abraão não conhecia todos os pormenores; lemos que ele obedeceu, “embora não soubesse para onde ia”. (Hebreus 11:8) Além disso, embora Deus lhe prometesse que seu descendente receberia aquela terra, Abraão não sabia como isso se daria. Expressou até mesmo a preocupação de que seu servo Eliézer poderia herdar a sua casa. Jeová esclareceu então o assunto, dizendo a Abraão: “Alguém que virá das tuas próprias entranhas te sucederá como herdeiro.” (Gênesis 12:1-3, 7; 15:2-4) Visto que a esposa de Abraão, Sara, era estéril, ela lhe pediu que tivesse relações com a criada dela, Agar, por meio da qual ele gerou Ismael. Mais tarde, Deus explicou a Abraão que o herdeiro da promessa viria por meio de Sara. — Gênesis 17:15-17.
5 Assim, podemos ver que, embora tudo o que Jeová revelou a Abraão fosse verdade, ainda assim Abraão não entendeu exatamente como Deus cumpriria esse objetivo. Todavia, continuou a ter fé e a esperar por Jeová, recebendo esclarecimento adicional com o passar do tempo. Do mesmo modo, quando Jeová lhe ordenou que oferecesse seu filho Isaque como sacrifício no monte Moriá, Abraão não sabia exatamente como este assunto seria resolvido. Mas ele tinha fé em que Deus suscitaria um descendente por meio de Isaque, mesmo que Deus tivesse de ressuscitar Isaque dentre os mortos. — Hebreus 11:17-19.
DANIEL E OUTROS PROFETAS
6, 7. (a) Que palavras de Daniel mostram que Deus revela os assuntos apenas no Seu próprio tempo devido? (b) Que testemunho é dado pelo apóstolo Pedro neste sentido?
6 Entre os muitos profetas que Jeová favoreceu com revelações diretas estava Daniel, “homem mui desejável” para Deus. (Daniel 10:11, 19) Jeová deu-lhe muitas informações específicas tanto sobre a própria época dele como sobre épocas futuras; todavia, Daniel não entendia tudo o que estava envolvido. Ele disse a respeito de algumas das visões que recebera: “Ouvi, mas não pude entender.” Quando pediu mais informações, foi-lhe dito: “Vai, Daniel, porque as palavras são guardadas em segredo e seladas até o tempo do fim.” (Daniel 12:8, 9) De maneira similar, Jeová Deus passou a revelar muitas verdades aos seus servos, os profetas. Mas, havia muitas coisas que eles não chegaram a entender.
7 Por isso, o apóstolo Pedro podia escrever: “Acerca desta mesma salvação fizeram diligente indagação e cuidadosa pesquisa os profetas que profetizaram a respeito da benignidade imerecida que vos era destinada. Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam. Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas.” De fato, nem mesmo os anjos tinham entendimento pleno e completo sobre como se realizariam os propósitos de Deus. — 1 Pedro 1:10-12.
8. Como mostrou certa pergunta de João, o Batizador, que seu entendimento era incompleto?
8 O último desses profetas foi João, o Batizador. Deus usou-o para preparar o caminho diante do Cristo, Jesus. (Lucas 1:16, 17, 76-79) João foi altamente favorecido por obter de Deus o sinal que identificou o Messias, e por apresentá-lo a Israel. (João 1:26-36) Mesmo assim, João não entendia claramente todos os pormenores referentes à primeira vinda de Jesus. Vê-se isso do fato de que João, enquanto na prisão, enviou seus discípulos a Jesus com a pergunta: “És tu Aquele Que Vem, ou devemos esperar alguém diferente?” A pergunta de João não era uma expressão de falta de fé, mas o desejo de ter uma confirmação mais específica. A resposta de Jesus, salientando as suas obras, sem dúvida consolou João. — Mateus 11:2-6.
JESUS E SEUS APÓSTOLOS
9. O que dá prova que Jesus não tinha entendimento completo dos propósitos de seu Pai?
9 Deus revela sua vontade aos seus servos apenas no seu tempo devido, e isto se aplicava até mesmo a Jesus Cristo. Jesus, sem dúvida, recebia informações diretas enquanto estava com seu Pai no céu. Contudo, ele mesmo não sabia quando viria o fim de nosso atual sistema de coisas. Por isso, ele confessou: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” — Mateus 24:36.
10, 11. (a) A que conclusão errônea chegaram os discípulos de Jesus quanto ao Reino? (b) Por que limitou Jesus aquilo que ele disse aos seus apóstolos sobre o futuro e também sobre outros assuntos?
10 O próprio Jesus agiu em harmonia com o princípio declarado em Provérbios 4:18, ao lidar com os seus discípulos. Falou-lhes muito sobre o Reino: que ele partiria e voltaria após um longo tempo, levando-os consigo para casa, para os céus. Apesar de tudo isso, porém, seus apóstolos apegavam-se à idéia de que o reino messiânico seria o restabelecido reino de Davi, em Jerusalém. Foi por isso que perguntaram ao ressuscitado Jesus: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” Jesus disse-lhes que havia algumas coisas que eles ainda não podiam entender: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição.” — Atos 1:6, 7.
11 Que há um tempo devido para se obter entendimento de certos aspectos dos propósitos de Deus torna-se claro das palavras que Jesus dirigiu aos seus apóstolos: “Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não sois atualmente capazes de suportá-las.” (João 16:12) Isto indica que Deus dá aos seus servos entendimento de sua vontade segundo a capacidade deles de compreender e fazer uso de tal entendimento. É verdade que Jesus disse aos seus apóstolos que o espírito de Deus os guiaria “a toda a verdade”. (João 16:13) Mas queria Jesus dizer que a partir do dia em que recebessem espírito santo eles discerniriam toda a verdade, sem precisarem de obter mais tarde entendimento adicional? Os fatos mostram que não era assim.
A ADMISSÃO DE GENTIOS
12, 13. (a) Que avaliação mais clara tiveram os seguidores de Jesus em Pentecostes, e que efeito teve isso sobre eles? (b) Embora Jesus os tivesse comissionado a fazer discípulos de pessoas de todas as nações, somente quando começaram a fazer isso, e por que só então?
12 No dia de Pentecostes de 33 E.C., os discípulos receberam espírito santo e com ele uma avaliação muito mais clara das verdades relacionadas com a ressurreição de Jesus, sua ascensão ao céu e a importância do reino de Deus. Este conhecimento infundiu neles o zelo de contar as “boas novas” a outros. Embora Jesus lhes dissesse que deviam fazer discípulos de pessoas de todas as nações, no princípio limitaram sua pregação aos judeus, aos prosélitos não-judaicos e depois, com o tempo, aos samaritanos. Não entendiam que deviam ir aos gentios incircuncisos. (Mat. 28:19, 20) Jeová, sem dúvida, reteve tal esclarecimento, porque a profecia de Daniel havia declarado que o Messias manteria em vigor o pacto com os judeus durante o restante da 70.º semana. — Daniel 9:24-27.
13 Quando essa “semana” terminou em 36 E.C., Jeová Deus agiu de modo positivo em tornar as “boas novas” disponíveis a pessoas das nações. Pedro deveras precisou de ajuda para ajustar seu modo de pensar, antes de entrar na casa dum gentio incircunciso, considerado impuro pela Lei. Teve de ser instruído enquanto em transe: “Pára de chamar de aviltadas as coisas que Deus purificou.” De modo que Pedro e os outros apóstolos tiveram de mudar de conceito sobre este assunto. Pedro fez isso, e ele foi usado por Deus para declarar aos gentios que o caminho para o reino celestial de Deus estava aberto. — Atos 10:9-43.
14. Anos mais tarde, que luz receberam os primitivos cristãos sobre os requisitos da lei mosaica?
14 Contudo, 13 anos mais tarde, a circuncisão ainda era questão de controvérsia entre alguns cristãos. Foi necessário que Paulo e outros discípulos fossem a Jerusalém para tratar deste assunto com os apóstolos e outros anciãos, que naquele tempo constituíam o corpo governante da congregação cristã. Este corpo ouviu o que Pedro tinha a dizer sobre a conversão de Cornélio e a evidência de Paulo a respeito das obras poderosas que Deus havia realizado em conexão com o ministério de Paulo entre os gentios. Daí, consideraram o que a Palavra inspirada de Deus tinha a dizer sobre o assunto. Com a ajuda do espírito santo, chegaram à conclusão correta, a saber, que, embora se exigissem certas normas de conduta, não era necessário que os gentios fossem circuncidados e guardassem a lei mosaica, para se tornarem cristãos. — Atos 15:1 a 16:5.
15, 16. (a) Que palavras de Paulo mostram que ele reconhecia que a revelação da verdade era progressiva? (b) Que testemunho similar apresentou o apóstolo Pedro?
15 Cerca de seis anos após esta reunião, Paulo escreveu a sua primeira carta aos coríntios, na qual declarou a respeito dos cristãos gerados pelo espírito, daquele tempo: “Pois temos conhecimento parcial e profetizamos parcialmente; mas, quando chegar o que é completo, será eliminado o que é parcial. Pois, atualmente vemos em contorno indefinido por meio dum espelho de metal, mas então será face a face Atualmente eu sei em parte, mas então saberei exatamente, assim como também sou conhecido exatamente.” Portanto, mesmo naquela ocasião, cristãos gerados pelo espírito, incluindo o próprio apóstolo Paulo, não haviam sido levados pelo espírito santo a um conhecimento completo de toda a verdade. Seu conhecimento ainda era apenas parcial, até onde Deus lhes dera entendimento até aquela ocasião. Mas era suficiente para as suas necessidades do momento. — 1 Coríntios 13:9, 10, 12.
16 Uns nove anos depois de Paulo ter escrito o acima, ou por volta do ano 64 E.C., o que escreveu Pedro aos seus co-cristãos? Depois de tratar do acontecimento da transfiguração que confirmou que Jesus era o Filho de Deus, ele passou a dizer: “Por conseguinte, temos a palavra profética tanto mais assegurada; e fazeis bem em prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que amanheça o dia e se levante a estrela da alva, em vossos corações.” (2 Pedro 1:16-21) Portanto, os cristãos ainda precisavam pesquisar as Escrituras, dando muita atenção à palavra profética, que seria como lâmpada num lugar escuro. Precisavam continuar a fazer isso até o tempo em que os cristãos ungidos recebessem a sua recompensa na gloriosa Revelação de Jesus Cristo.
17. (a) Quando se proveu o livro de Revelação, de que novas verdades ficaram os cristãos sabendo? (b) Quando se devia lançar mais luz sobre este livro?
17 Uns 32 anos depois de Pedro ter escrito a sua segunda carta, ou uns 63 anos depois de Pentecostes de 33 E.C., o apóstolo João recebeu e registrou a série de visões que constituem o livro de Revelação. Nestas visões revelaram-se pela primeira vez aos cristãos gerados pelo espírito uma série de verdades a respeito dos propósitos de Deus. Por exemplo, aprenderam assim que 144.000 homens e mulheres seriam remidos dentre todas as nações para serem co-herdeiros de Jesus Cristo no céu e que governariam como reis, sacerdotes e juízes no reino messiânico, de 1.000 anos de duração. (Revelação, capítulos 7, 14 e 20) Todavia, nem mesmo os cristãos daquele tempo primitivo tiveram conhecimento completo. Os estudantes da Palavra de Deus podem hoje ver que as visões de Revelação, embora possam ter sido instrutivas e esclarecedoras para os cristãos dos dias de João, são de valor especial para os que vivem no “dia do Senhor”, em que nos encontramos agora. (Revelação 1:10) Neste respeito, Revelação 5:1-14 descreve figurativamente um rolo, com selos que precisavam ser rompidos para que se pudesse abrir o rolo. Isto indica que, no tempo do cumprimento das profecias de Revelação, deve haver uma exposição gradual de conhecimento e entendimento, ao passo que se rompe cada selo.
18. Então, como revelou Jeová Deus as verdades aos seus servos na antiguidade e durante o primeiro século?
18 Podemos assim ver que, tanto com respeito aos servos fiéis de Jeová dos tempos pré-cristãos como quanto à congregação dos cristãos ungidos do primeiro século de nossa Era Comum, todos, sem exceção, tiveram conhecimento e entendimento incompletos. Tiveram de continuar a progredir, reajustando seu entendimento ao observarem a realização gradual dos propósitos de Jeová, e passarem por ela. Para eles, a vereda dos justos tem sido realmente como uma “luz clara que clareia mais e mais”. (Provérbios 4:18) Com o aumento da luz, aumentaram em conhecimento, discernindo mais plenamente as grandiosas verdades que Jeová continuou a revelar-lhes.
19. O que disse Deus ao profeta Daniel sobre o conhecimento e o entendimento no “tempo do fim”?
19 Mas que dizer dos servos de Jeová no tempo do fim? Um anjo dissera a Daniel: “Ó Daniel, guarda em segredo as palavras e sela o livro até o tempo do fim. Muitos o percorrerão [na Palavra de Deus], e [em resultado disso] o verdadeiro conhecimento se tornará abundante.” (Daniel 12:4) No Dan 12 versículo 10, declara-se adicionalmente a respeito dos servos de Deus: “Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão refinados. E os iníquos certamente agirão iniquamente, e absolutamente nenhum iníquo entenderá; mas os perspicazes entenderão.” Viria tal esclarecimento de uma só vez? Serem identificados como os “perspicazes” exigiria dos servos de Deus conhecimento e entendimento completos e pormenorizados, para que não precisassem, com o tempo, fazer reajustes ou mudanças nos seus conceitos sobre certos ensinos ou outra matéria? Tais perguntas e outras serão consideradas nos artigos que seguem.
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O aumento da luz nos tempos modernosA Sentinela — 1982 | 1.° de agosto
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O aumento da luz nos tempos modernos
“A vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” — Provérbios 4:18.
1. Que evidência já consideramos quanto ao cumprimento de Provérbios 4:18?
O REGISTRO bíblico, desde Gênesis até Revelação, mostra que a vereda dos servos de Jeová deveras tem sido como uma luz brilhante que se torna cada vez mais clara. (Provérbios 4:18) Nos dias de Jesus e de seus apóstolos, muitas das profecias relacionadas com o Messias tornaram-se compreensíveis, como é atestado por Mateus e outros escritores de Evangelhos. E o derramamento do espírito de Deus em Pentecostes e a divulgação das “boas novas” entre os gentios foram acompanhados pelo esclarecimento adicional da Palavra de Deus. — Atos 2:14-36; 10:34-43; 15:6-21.
2. (a) A que se deve o período de escuridão que se abateu sobre os professos seguidores de Jesus Cristo? (b) O que desempenhou um papel de destaque na obra de separação da colheita?
2 Todavia, após a morte dos apóstolos, os professos seguidores de Jesus Cristo foram aos poucos envolvidos por um período de escuridão. “Lobos opressivos” passaram a tomar conta. (Atos 20:29, 30) Aconteceu exatamente como Jesus predissera numa de suas parábolas. Ele comparou o reino do céu a “um homem que semeou excelente semente no seu campo”. Então veio um “inimigo e semeou por cima joio entre o trigo”. Em resultado, o joio predominou nesse campo religioso mundial por muitos e muitos séculos. Mas, com a época da colheita vem também uma separação. Esta colheita já chegou, porque “a colheita é a terminação dum sistema de coisas”. Felizmente, a classe do “trigo”, de verdadeiros cristãos, já foi ajuntada. Os fatos mostram que a luz cada vez mais forte lançada sobre a vereda desses cristãos desempenha um grande papel em separá-los do “joio” que é contra a lei e cujo fim é a destruição. — Mateus 13:24-30, 36-43.a
LUZ SOBRE JEOVÁ DEUS E SUA PALAVRA
3, 4. Que fatos sobre o Criador, Jeová Deus, passaram a reconhecer os primitivos Estudantes da Bíblia?
3 No início da década de 1870, um grupo de fervorosos e imparciais estudantes da Bíblia começou a reunir-se para um estudo da Palavra de Deus, sem idéias preconcebidas. Em vez de tomarem os credos da cristandade por guia, recorreram às Escrituras inspiradas. A sabedoria, razoabilidade, a harmonia e o vigor da mensagem da Bíblia lançaram luz no seu coração. Convenceram-nos — ao contrário dos prevalecentes ensinos ateus e evolucionários — do fato básico de que realmente existe um Criador inteligente. Puderam compreender que os “efeitos devem ser produzidos por causas competentes” e que “a imensidão da criação, sua simetria, beleza, ordem, harmonia, diversidade” atestam ser Ele o grande Projetista.b (Romanos 1:20) Obtiveram também um conceito claro sobre a personalidade do Criador, que ele tem quatro atributos cardeais, a saber, infinita sabedoria, ilimitado poder, perfeita justiça e inigualável amor. — Deuteronômio 32:4; Salmo 62:11; Provérbios 2:6, 7; 1 João 4:8.
4 Além disso, aprenderam a reconhecer que Deus é ‘de eternidade a eternidade’, e que seu nome é Jeová. (Salmo 83:18; 90:2) Passaram a entender que o dogma principal da cristandade — a doutrina da Trindade — tanto é desarrazoado como antibíblico. A luz da verdade bíblica mostrou-lhes que Deus é “um só Jeová”, que Jesus é o Filho de Deus (sendo que o próprio testemunho dele confirma que seu Pai é ‘maior do que ele’) e que o espírito santo de Deus, longe de ser a terceira pessoa da Trindade, é ‘a energia de Deus, que ele usa para obter diversos resultados’.c — Marcos 12:29; João 14:28; Atos 2:17, 18.
5. Que atitude adotaram esses amantes da verdade para com a Bíblia?
5 Pregaram com intrepidez e convicção que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus; que, em vista dos atributos de Deus, é razoável que se espere que o Criador proveja uma revelação divina para a orientação do homem. Descreveram a Bíblia como “tocha da civilização e liberdade”. É “o livro mais antigo em existência; sobreviveu às tempestades de trinta séculos”. Além disso, “todos os outros livros juntos falharam quanto a dar alegria, paz e bênção à criação gemente, que a Bíblia deu”.d Esses estudantes sinceros viram na vida altruísta e abnegada dos escritores da Bíblia prova clara de que sua motivação era pura. Em suma, chegaram a compreender que ‘a Bíblia é uma declaração razoável e harmoniosa das causas do mal, e que ela fala sobre a solução e o resultado final; e ela serve para guiar e fortalecer os servos de Jeová Deus’.
JESUS CRISTO E O REINO
6. Que verdades reconheciam esses Estudantes da Bíblia a respeito de Jesus Cristo?
6 Desde o começo, esses fervorosos Estudantes da Bíblia, como se chamavam, entenderam claramente as verdades básicas sobre Jesus Cristo. Ele é o “Filho unigênito” de Deus. Teve uma existência pré-humana. Deu a sua vida como ‘resgate por todos’. Foi ressuscitado como espírito e subiu ao céu como espírito, e havia de voltar como espírito — como o invisível rei messiânico do reino de Deus. É deveras importante o assunto da segunda vinda de Cristo: Por que, como e quando? — João 3:16; 17:5; 1 Timóteo 2:5, 6; 1 Pedro 3:18.
7. O que revelou a crescente luz a respeito do reino de Deus e suas bênçãos?
7 A luz sempre-crescente tornou claro a esses cristãos a importância do reino de Jeová como a única solução para os males da humanidade. Este reino compõe-se de Jesus Cristo e seus 144.000 associados, resgatados dentre os homens e que governarão com ele quais reis e sacerdotes por 1.000 anos. À base do sacrifício resgatador de Cristo, o Rei ressuscitará todos os remidos que estão nos túmulos memoriais, com a perspectiva de vida eterna na terra paradísica. De modo que a Bíblia oferece dois destinos aos salvos da humanidade — um destino celestial para um “pequeno rebanho” de herdeiros do Reino, e a vida na terra para as “outras ovelhas” de Jesus, que incluem “uma grande multidão” de sobreviventes da maior “tribulação” na terra, e também os muitíssimos milhões que estão nos túmulos memoriais, os quais sairão para usufruir a vida na terra paradísica. — Lucas 12:32; João 5:28, 29; 10:16; Revelação 7:9, 14; 14:1, 4; 20:6.
8. Que entendimento foi obtido sobre a alma humana e a condição dos mortos?
8 A crescente luz também revelou a esses estudantes imparciais da Bíblia que os ensinos da cristandade sobre a natureza da alma humana e a condição dos mortos são completamente errados! Viram claramente que, quando Adão foi criado, ele se ‘tornou alma vivente’, e que, quando voltou ao solo por causa de sua desobediência, ele morreu como alma, simplesmente deixando de existir. Sim, ele voltou ao pó, do qual havia sido tomado no começo. No estado morto não há nenhuma consciência, nenhuma atividade. (Gênesis 2:7; 3:19; Eclesiastes 9:5, 10) O “salário pago pelo pecado é a morte”, não o tormento eterno. O inferno de fogo e o purgatório de tormentos só existem na mente de religiosos desinformados. Que o homem realmente deixa de existir ao morrer é o que torna necessário uma ressurreição, a fim de que se possa beneficiar do sacrifício de Cristo. — Romanos 6:23.
OBRIGAÇÕES CRISTÃS
9. Que atitude adotaram esses cristãos esclarecidos para com a santidade?
9 Esses cristãos também tomaram a sério aquilo que a Bíblia diz sobre a verdadeira santidade. Esta não deve ser confundida com uma piedade simulada ou santimoniosidade. Compreenderam que precisavam viver segundo princípios bíblicos tais como: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Hebreus 13:4) Reconheceram que não podiam fechar os olhos a práticas tais como a fornicação, o adultério e o homossexualismo, ou tolerá-las — coisas que a Bíblia condena. (1 Coríntios 6:9, 10) Do mesmo modo, precisam evitar todas as violações da lei, pagar “a César as coisas de César”, bem como “a Deus as coisas de Deus”. Precisam ser honestos em todos os seus tratos com outros, vivendo segundo a regra cristã: “Assim como quereis que os homens façam a vós, fazei do mesmo modo a eles.” — Mateus 22:21; Lucas 6:31.
10. Que verdade reconheceram logo cedo esses cristãos com respeito à comissão cristã?
10 A principal preocupação desses Estudantes da Bíblia evidentemente era cultivar uma personalidade cristã. Viam também a necessidade de dar testemunho de Deus e de Jesus. Davam-se conta de que cada cristão, esclarecido pela luz da verdade, tinha a obrigação de difundir esta luz a outros. Reconheciam a necessidade de serem ministros de Deus, deixando a luz brilhar tanto pela excelente conduta cristã, como pela palavra falada. (Mateus 5:14-16) De fato, já bastante cedo se fez a convocação: “Procura-se: 1.000 Pregadores.” Foi um apelo especial aos que não tinham obrigações familiares e que podiam devotar metade ou mais do seu tempo à divulgação das “boas novas” por meio da página impressa.
11. Que medidas se precisa adotar para alguém se tornar ministro cristão, e por que foi rejeitada a diferenciação entre clérigos e leigos?
11 Para se tornar ministro cristão, cada um precisa crer na Palavra de Deus, arrepender-se, ser convertido, e ter fé em Deus e em Jesus Cristo como Redentor da humanidade. Precisa tornar-se “consagrado” a Deus, para fazer a vontade Dele, e ser batizado por imersão total em água. (Atos 3:19; Mateus 28:19, 20) Visto que todos eram ministros, esses cristãos rejeitavam a diferenciação entre clérigos e leigos. Compreenderam, porém, à base da Palavra de Deus, a necessidade da designação de homens qualificados para serem “anciãos” e “diáconos”, a fim de cuidar das necessidades de cada congregação. — Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3:1-10, 12, 13.
12. Que verdade a respeito de organizações passaram estes a reconhecer, e que se seguiu logicamente?
12 Com o aumento da luz, reconheciam cada vez mais a importância da divulgação do nome de Jeová e do reino como única esperança da humanidade. Compreendiam também que havia apenas duas organizações no universo, e que todos pertenciam ou à organização de Deus, ou à de Satanás, sendo esta última, na terra, constituída pelo alto comércio, a alta política e a religião influente. A organização celestial de Deus, de suas leais criaturas espirituais, é representada na terra pelas Suas testemunhas organizadas. (Gálatas 4:26; 2 Coríntios 4:4) Segue-se que os cristãos não podem empenhar-se na política, nem envolver-se na violência entre as nações; de fato, não podem nem mesmo tomar parte em práticas nacionalistas. Os servos de Jeová Deus apóiam Seu reino e lutam por ele, embora não o façam com armas carnais. — Mateus 26:52; João 15:19; 18:36; 2 Coríntios 10:4; Tiago 1:27; 4:4.
13. O entendimento de que questão destacada induziu esses Estudantes da Bíblia a adotar o nome “testemunhas de Jeová”, e por que era este tão apropriado?
13 Com o tempo, esses servos fiéis de Jeová passaram a dar-se conta de que a vindicação do nome de Jeová é a grande questão com que a humanidade se confronta, e que ela é muito mais importante do que até mesmo a salvação das criaturas humanas. Este foi realmente um fulgor brilhante de luz, refulgindo de maneira mais brilhante do que tudo o que se entendera anteriormente. Esta notável verdade tornava ainda mais evidente a distinção entre a verdadeira religião cristã e a falsa. Uma vez reconhecida esta poderosa verdade, não demorou muito até que esses cristãos entendessem que seu nome (Estudantes da Bíblia), embora não fosse incorreto, não era bastante distintivo. Em primeiro lugar, sua missão primária e seu objetivo na vida não era simplesmente ser estudantes da Bíblia, mas também testemunhas a favor de Jeová. E o nome Estudantes da Bíblia tampouco os diferenciava dos milhões de pessoas que afirmavam estudar a Bíblia, mas que, apesar disso endossavam erros doutrinais. Assim, pelo poder esclarecedor do espírito santo de Deus, compreenderam que a designação que se aplicava correta e exclusivamente a eles era a encontrada em Isaías 43:10-12, a saber: “Testemunhas de Jeová.” Adotaram este nome alegremente em 1931.
LUZ LANÇADA SOBRE PROFECIAS E PARÁBOLAS
14. Que entendimento o aumento da luz forneceu a respeito das profecias sobre o restabelecimento?
14 Até aquele tempo, muitos pensavam que a volta dos judeus à sua pátria era cumprimento da profecia bíblica. Mas não era assim; aquelas belas e animadoras profecias sobre o restabelecimento tiveram cumprimento inicial lá no sexto século A.E.C., quando os judeus voltaram de Babilônia, e elas têm seu cumprimento maior em nossos dias, no Israel espiritual. Vemos a prova de seu cumprimento no paraíso espiritual em que se encontram o hodierno “Israel de Deus” e seus companheiros leais. — 2 Coríntios 12:4; Gálatas 6:16.
15, 16. Que luz foi lançada sobre duas das parábolas de Jesus?
15 Houve também um entendimento mais exato das parábolas de Jesus. Um exemplo notável disso envolvia a parábola das ovelhas e dos cabritos, registrada em Mateus 25:31-46. Pensava-se por muito tempo que esta parábola se cumpriria durante o reinado milenar de Cristo. Mas as Testemunhas de Jeová viram então que simplesmente não se podia aplicar àquele tempo. Entre os muitos motivos para isso havia o de que, durante o reinado milenar de Cristo, seus “irmãos” não estariam na terra, muito menos ainda em necessidades por estarem doentes ou serem perseguidos. De modo que se tem de cumprir agora, enquanto o entronizado Jesus, no céu, ajunta as nações para o julgamento, e isto é confirmado pelos fatos observáveis, em cumprimento.
16 Do mesmo modo, a parábola do rico e de Lázaro ficou esclarecida. Viu-se que o rico não representava a nação judaica como um todo, mas sim os opulentos e hipócritas líderes religiosos dos dias de Jesus, e, por conseguinte, os clérigos religiosos da cristandade nos nossos dias. — Lucas 16:19-31.
17. Que entendimento notável obtiveram sobre o livro de Revelação?
17 De maneira similar, o aumento da luz fez com que os servos de Jeová chegassem a reconhecer que o livro de Revelação tem seu cumprimento culminante coincidindo com o começo do “dia do Senhor”, quer dizer, desde 1914, e não durante toda a história da congregação cristã, desde os tempos apostólicos até a época presente, conforme se pensava antigamente. (Revelação 1:10) Passaram a entender que o começo do “dia do Senhor” fora marcado por uma guerra no céu, na qual Miguel (o entronizado Jesus Cristo) e seus anjos expulsaram Satanás e os anjos dele do céu. (Revelação 12:1-12) O povo de Jeová alegrou-se muito de notar que sua obra do Reino havia sido predita, especialmente nos capítulos 2, 3, 6-11 de Revelação.
ORDEM TEOCRÁTICA
18. O que se aprendeu sobre a ordem teocrática nas congregações cristãs, e como foi isso posto em vigor?
18 Muitos outros exemplos do aumento da luz nos tempos modernos poderiam ser fornecidos, mas o espaço só permite mencionar mais um. Este se relaciona com a lei teocrática ou o procedimento governado por Deus. Na última parte do século 19, os Estudantes da Bíblia tinham um método democrático de governar suas congregações; queriam afastar-se do sistema hierárquico, autocrático. Mas, em 1938 deram-se conta de que este arranjo democrático não tinha apoio bíblico. Não estava em harmonia com a ordem teocrática, que consiste em governo que parte de Deus, em vez de partir dos homens. (Isaías 60:1, 17-19) Assim, em tempos mais recentes, pela direção do espírito santo, o “escravo fiel e discreto”e faz a designação dos homens nas congregações, para servirem quais anciãos e servos ministeriais. (Atos 20:28) Estes precisam ter as qualificações bíblicas especificadas em 1 Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9.
19. Por que não era de esperar que a luz plena e correta viesse de uma só vez?
19 De fato, tudo isso demonstra que a vereda do povo de Jeová tem sido e é como a luz clara que brilha cada vez mais. (Provérbios 4:18) Não era de esperar que vissem logo todas as coisas na sua verdadeira luz ao saírem da profunda escuridão que envolve “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa. (Revelação 17:5) O brilho da verdade revelada poderia ter tido sobre eles um efeito cegante, e até mesmo confuso, em sentido espiritual. Poderia ser comparado a alguém sair dum quarto totalmente escuro para a luz brilhante do sol. Levaria tempo até que os olhos da pessoa se ajustassem ao repentino fulgor da luz brilhante do sol.
20. (a) Que amplo alcance teve a luz progressiva da verdade? (b) Que questão resta a considerar?
20 E, conforme já vimos, a progressiva luz da verdade tem amplo alcance. Existem entendimentos aprimorados de doutrinas, de profecias, de conduta cristã e da comissão dos cristãos, do significado das parábolas de Jesus, da organização congregacional correta, e assim por diante. Tudo isso é bastante claro. Mas, alguém poderá perguntar: Por que parece que a vereda dos verdadeiros cristãos nem sempre segue diretamente em frente? Como se explica isso? Indicamos ao leitor o artigo que se segue, para obter a resposta a estas perguntas.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja as páginas 101 a 103 do livro “Venha o Teu Reino”, distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
b Studies in the Scriptures, Vol. 1, pp.29-35.
c “The Watch Tower Reprints”, Vol. 1, pp. 369-371.
d Studies in the Scriptures, Vol. 1, p. 38.
e Jesus Cristo predisse que encarregaria seu “escravo fiel e discreto” de todos os seus bens, a fim de prover alimento espiritual aos seus seguidores. Os fatos mencionados provam que este “escravo” é um personagem composto e está associado com as testemunhas cristãs de Jeová. — Mateus 24:45-47.
[Foto na página 24]
O entendimento dos propósitos de Jeová, conforme divulgado pela “Sentinela”, tem ficado mais claro com o decorrer dos anos.
[Quadro na página 25]
Os hodiernos servos de Jeová logo cedo entenderam que:
Jeová é o único Deus verdadeiro e Jesus Cristo é seu Filho unigênito.
O espírito santo é a força ativa de Deus.
A alma é mortal e a esperança dos mortos está na ressurreição.
Cristo terá 144.000 co-herdeiros nos céus, ao passo que os demais da humanidade obediente receberão a vida eterna na terra paradísica.
Com o tempo, também chegaram a reconhecer:
Que Deus permitiu a iniqüidade por causa da questão da soberania universal.
Que as profecias sobre o restabelecimento se aplicam ao Israel espiritual.
Que o cumprimento de Revelação se dá no “dia do Senhor”.
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A vereda dos justos realmente clareia mais e maisA Sentinela — 1982 | 1.° de agosto
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A vereda dos justos realmente clareia mais e mais
“Quando aquele que governa a humanidade é justo, . . .então é como a luz da manhã quando raia o sol.” — 2 Samuel 23:3, 4.
1. Conforme 2 Samuel 23:3, 4, que podemos esperar? E realizou-se isso?
A LUZ lançada sobre a vereda dos servos de Jeová, desde os tempos mais primitivos, tem aumentado cada vez mais. Isto tem acontecido ainda mais desde o momentoso ano de 1914, quando, conforme mostraram os acontecimentos aqui na terra, “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor [Jeová] e do seu Cristo”. (Revelação 11:15) A luz da Palavra de Deus tem raiado como o sol numa “manhã sem nuvens”, para iluminar ainda mais a vereda que os servos de Jeová têm de seguir. — 2 Samuel 23:3, 4.
2. Como podemos encarar os ajustes periódicos de pontos de vista?
2 No entanto, a alguns talvez tem parecido que a vereda nem sempre seguiu reto em frente. Ocasionalmente, as explicações dadas pela organização visível de Jeová têm indicado ajustes que aparentemente voltam a pontos de vista anteriores. Mas, na realidade, não tem sido assim. Poderia ser comparado ao que se conhece em náutica como “bordejar”. Manobrando as velas, os marujos podem fazer o barco ir da direita para a esquerda, em ziguezague, mas sempre avançando em direção ao seu destino, apesar de ventos contrários. E o objetivo visado pelos servos de Jeová são os “novos céus e uma nova terra” da promessa de Deus. — 2 Pedro 3:13.
3. Qual é a evidência de que Jeová continua a abençoar suas testemunhas?
3 Não há dúvida de que Jeová Deus continua a abençoar a atividade global de suas testemunhas, conforme dirigida pelo “escravo fiel e discreto”. Pode-se ver isso pelos frutos. Lembre-se de que Jesus disse: “Toda árvore boa produz fruto excelente.” E tais frutos justos podem ser vistos hoje em escala internacional em apenas um povo: a sociedade unida e global das Testemunhas de Jeová. — Mateus 7:17.
4, 5. Além de sua Palavra inspirada, que outro instrumento tem Jeová Deus usado para guiar seu povo?
4 Não importa onde vivamos na terra, a Palavra de Deus continua a servir de luz para a nossa senda e de lâmpada para o nosso caminho, no que se refere à nossa conduta e às nossas crenças. (Salmo 119:105) Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na sua vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia. — Veja Atos 8:30-40.
5 A respeito do canal de comunicação de Deus, Jesus disse que o “escravo fiel e discreto” proveria nutrição espiritual no tempo certo para todos os seus seguidores e que colocaria este “escravo” sobre todos os seus bens. (Mateus 24:45-47) É também digno de nota que o apóstolo Paulo, em Efésios 4:11-16, indicou que a congregação cristã não somente precisava de instrumentos inspirados tais como apóstolos e profetas, mas também de evangelizadores, pastores e instrutores, para ajudar os cristãos a chegar à unidade na fé e no conhecimento exato sobre o Filho de Deus, e a alcançar a plena madureza cristã. — Veja também 1 Coríntios 1:10; Filipenses 1:9-11.
6. Por causa de que fatores foi às vezes necessário reavaliar conceitos?
6 Este “escravo fiel e discreto”, associado com as Testemunhas de Jeová, deveras tem sido usado por Jeová Deus para guiar, fortalecer e orientar o Seu povo. Visto que a luz brilha progressivamente, e por ter havido enganos devidos a imperfeição e fraqueza humanas, é verdade que esses cristãos tiveram de reavaliar ocasionalmente conceitos e ensinos. Mas, não resultou isso em refinamento, para o seu benefício? Veja alguns exemplos.
O RESGATE E O NOME DE JEOVÁ
7. Por que e em que base deram os Estudantes da Bíblia tanto destaque ao ensino do resgate?
7 Em 1878, Charles T. Russell, que mais tarde se tornou o primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia [nos E.U.A], cortou suas relações com o co-editor do Arauto da Aurora (em inglês), N. H. Barbour, por causa da questão do resgate. O Sr. Barbour rejeitava a crença no poder do sacrifício de Jesus para tirar pecados. Por muitos anos depois disso, os Estudantes da Bíblia, como então se chamavam essas testemunhas de Jeová, consideraram o resgate como o ensino principal da Bíblia. E não há dúvida de que a salvação por meio da fé no resgate de Cristo é destacada na Palavra de Deus. (João 3:16; Atos 4:12; Hebreus 5:9; Revelação 7:10) O sacrifício resgatador de Jesus foi profeticamente prefigurado por Abraão ofertar Isaque e pelos sacrifícios sob a lei mosaica. Foi também predito pelos profetas. De modo que os Estudantes da Bíblia deram grande ênfase àquilo que Jesus Cristo fez pela humanidade. — Lucas 24:25-27, 44.
8. (a) O que se viu então como sendo de maior importância? (b) A que levou isso, mas que ajuste foi feito em décadas posteriores?
8 Todavia, a Bíblia mostra que há algo muito mais importante do que a nossa salvação pessoal. É a grande questão que envolve a soberania universal de Jeová, posta em dúvida por Satanás por ocasião da rebelião no Éden. (Gênesis 3:15; 1 Coríntios 15:24, 25; Revelação 11:15; 12:10) Esta exige a vindicação do nome de Jeová. De fato, o tema inteiro da Bíblia, de Gênesis a Revelação, é o reino messiânico, por meio do qual este glorioso Nome será vindicado e enaltecido para todo o sempre! Lemos umas 75 vezes na Bíblia a declaração do próprio Deus: “Terão de saber que eu sou Jeová.”a Com o tempo, suas testemunhas vieram a reconhecer que as criaturas podem fazer solicitações a Jeová Deus à base do envolvimento do nome dele e de que “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. (Romanos 10:13; Joel 2:32; Sofonias 3:9) Assim, por alguns anos, o nome de Jeová e sua vindicação foram destacados tanto, que os críticos das Testemunhas as acusavam de não crerem em Jesus Cristo. No máximo, porém, era uma questão de excesso de destaque. Conforme os leitores regulares da Sentinela nas últimas décadas estão bem apercebidos, as testemunhas cristãs de Jeová certamente têm atribuído o devido mérito ao papel de Jesus na realização dos propósitos de Deus. De fato, a Palavra profética de Jeová enfoca Jesus como ‘Agente Principal da salvação’ da parte de Deus. — Hebreus 2:10; 12:2; Revelação 19:10.
9. Que princípio que rege o progresso científico parece aplicar-se aqui?
9 Pode-se dizer que tais ajustes seguem o princípio que se diz que rege o progresso da verdade científica. Em suma, funciona mais ou menos assim: No começo, faz-se uma proposição sujeita a argumentação. Ela oferece grandes possibilidades de esclarecimento ou de aplicação prática. Mas, com o passar do tempo, vê-se que tem certas falhas ou fraquezas. Então, a tendência é recorrer a uma proposição no outro extremo. Mais tarde se verifica que esta posição tampouco representa a verdade inteira, e então se combinam os pontos válidos de ambas as posições. Vez após vez, este princípio se aplicou na maneira de se cumprir Provérbios 4:18.b
CONDUTA E PREGAÇÃO
10, 11. Que duas posições foram sucessivamente salientadas, mas com que resultado final?
10 Considere outro exemplo de entendimento progressivo: Durante uns 40 anos, os Estudantes da Bíblia salientaram a importância de se cultivar uma boa personalidade cristã, cultivo que chamavam de “desenvolvimento do caráter”. Isso foi enfatizado tão fortemente por ter sido algo negligenciado pela cristandade. Era verdade que os cristãos também deviam dar testemunho por falar aos outros sobre os propósitos de Deus, mas isso era considerado mais ou menos secundário. Mais tarde, quando os do povo de Deus chegaram a reconhecer a importância do nome de Jeová e que deviam ser testemunhas de Seu nome e reino, destacou-se isso, o que resultou em que se dava menos atenção ao cultivo da personalidade cristã. Argumentava-se que, acima de tudo, Jesus veio para dar testemunho e que aquilo que realmente importava era a pregação. Tornou-se necessário encontrar um meio-termo entre as duas posições. — Romanos 10:10; Gálatas 5:22, 23.
11 No tempo devido, chegou-se a um meio-termo feliz. Os cristãos tanto precisam cultivar os frutos do espírito de Deus como testemunhar destemida e fielmente a favor de Jeová. Ambos esses requisitos são importantes. Não podemos negligenciar um deles, usando a desculpa de estarmos empenhados no outro. O apóstolo Paulo disse: “Ai de mim se eu não declarasse as boas novas!” Mas ele disse também: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Coríntios 9:16, 27.
SUJEIÇÃO ÀS “AUTORIDADES SUPERIORES”
12, 13. (a) Que conceito foi no começo adotado quanto às “potestades superiores” de Romanos 13:1? (b) A que extremo oposto levou isso, mas com que evidente benefício?
12 A maneira de se chegar ao entendimento correto de Romanos 13:1-7 oferece mais outro exemplo de “navegar” em direção ao conceito correto. Os primitivos Estudantes da Bíblia entendiam corretamente que as “potestades superiores” ou “autoridades superiores” eram os governantes deste mundo. (Veja a Versão Almeida, revista e corrigida, e a Tradução do Novo Mundo.) À base desse entendimento, chegaram à conclusão de que, se o cristão fosse convocado em tempo de guerra, ele teria de servir no exército, usar uniforme e ir à batalha. Mas, admitia-se que, quanto a realmente matar o próximo, o cristão atiraria para o ar em vez de matá-lo.
13 Todavia, era bastante evidente que o apóstolo Paulo não podia estar advogando tal proceder. Surgiu a questão: Referiam-se as “potestades superiores”, então, a Jeová Deus e a Jesus Cristo? Por algum tempo, os do povo de Deus adotaram tal conceito. E, durante os anos dificultosos da Segunda Guerra Mundial, isto pelo menos os fortaleceu a ‘obedecer a Deus como governante antes que aos homens’, estabelecendo uma maravilhosa reputação de destemida neutralidade cristã em toda a terra. (Atos 5:28, 29) Nunca houve qualquer dúvida de que os cristãos devem sua lealdade primária ao Soberano Senhor Jeová e ao seu Rei messiânico, Jesus Cristo. Mas, são estes ao mesmo tempo as “autoridades superiores” às quais precisamos ‘render imposto, tributo e honra’? — Romanos 13:7
14. Como se viu finalmente na verdadeira luz o assunto da sujeição às autoridades governamentais do mundo?
14 Felizmente, no ano de 1962, Jeová levou os do seu povo ao entendimento do princípio da sujeição relativa. Viu-se que os cristãos dedicados precisam obedecer aos governantes seculares como “autoridades superiores”, reconhecendo-os de bom grado como “ministro de Deus”, ou servo de Deus, para o próprio bem deles. (Romanos 13:4) Contudo, se essas “autoridades” lhes pedissem que violassem as leis de Deus, o que fariam nesse caso os cristãos? Até este ponto, os cristãos têm obedecido à ordem em Romanos 13:1: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores.” Mas, a dita sujeição é limitada pelas palavras de Jesus, registradas em Mateus 22:21: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” Portanto, sempre que “César” quer que os cristãos façam algo contrário à vontade de Deus, eles têm de colocar a lei de Jeová à frente da de “César”. Isto é contrário ao que é praticado na cristandade em geral. Muitos pretensos cristãos têm poucos escrúpulos quanto a violar as leis de Deus, quando César manda fazer isso. Certo patriota expressou isso até mesmo do seguinte modo: “Nossa pátria!. . . que ela sempre tenha razão; mas nossa pátria acima de tudo, tenha ela razão ou não.” Mas isso não se dá com as testemunhas cristãs de Jeová! Quando se lhes ordena que violem a vontade de Deus, repetem as palavras dos apóstolos de Jesus, dizendo: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:29.
QUEM É MINISTRO?
15, 16. (a) Qual foi por muito tempo o entendimento sobre quem era ministro de Deus? (b) Que ajuste foi feito, e por quê? (c) Mas que falhas tinha este ajuste?
15 Citando apenas mais um exemplo de esclarecimento progressivo, surge a questão sobre se todos os cristãos, sinceramente dedicados, são ministros, sem consideração de idade ou de sexo. Por muitos anos as Testemunhas de Jeová sustentavam que todos os que se arrependiam, convertiam e exerciam fé em Deus e Cristo, dedicando-se a Jeová para fazer a Sua vontade conforme revelada por Cristo e sendo então batizados, eram deveras ministros. Mas então alguns levantaram objeções. As autoridades governamentais amiúde não reconhecem este ponto de vista. Argumentou-se também que muitas línguas não têm um equivalente para o termo “ministro” e que, por isso, não deveria ser usado em sentido religioso por aqueles em cuja língua existe. Argumentou-se também que o batismo dificilmente parecia ser uma adequada cerimônia de ordenação. Mas, eram estes motivos válidos para restringir o termo “ministro” aos designados a um cargo na congregação, a anciãos e “diáconos”, ou servos ministeriais?
16 O fato é que a lei do país costuma conceder a cada organização religiosa o direito de decidir o que faz com que alguém se torne ministro na dita organização. Se outros não reconhecem este cargo ou não concordam com a sua designação, não tem nenhuma importância. Tampouco importa que em muitas línguas não exista o equivalente do termo “ministro”. Isto não deveria impedir que aqueles em cuja língua tal termo existe — espanhol, inglês, italiano, português e outros — o usem, se servir para um fim válido.
17, 18. Quem pode ser realmente classificado como “ministro”, e como devia este considerar seu “ministério”?
17 O termo “ministro” é útil, porque se refere a um tipo especial de “servo”, com uma designação de serviço enaltecida e especial. Todo aquele, sem consideração de idade ou de sexo, que puder demonstrar que tem bom entendimento da vontade e dos propósitos de Deus para com a humanidade, e que tiver harmonizado sua vida com os princípios bíblicos, tendo também feito uma dedicação e sido batizado em harmonia com a ordem de Jesus em Mateus 28:19, 20, é deveras um dos ministros de Deus. De fato, pode-se dizer que tal pessoa está mais habilitada a falar em nome de Deus do que qualquer pessoa que tiver cursado seminários teológicos, mas que não entende os propósitos de Deus e talvez não tenha harmonizado sua vida com os justos requisitos de Deus. Os que realmente servem a Deus podem dizer assim como o apóstolo Paulo: “Glorifico o meu ministério.” — Romanos 11:13.
18 Deve-se salientar que o termo “ministro” não é título, mas é uma descrição. (Veja Mateus 20:28) Não basta que alguém tome as devidas medidas para se habilitar para ser batizado como servo de Jeová Deus. A pessoa precisa tornar seu ministério, seu “serviço sagrado” a Jeová Deus, o principal objetivo na vida. Do contrário, independente do tempo que devota ao seu ministério por causa das circunstâncias fora de seu controle, não poderá ser corretamente classificada como ministro, nem ser considerada pelos outros como ministro de Deus. — Romanos 12:1; 2 Timóteo 4:5.
19. (a) Em que resultou esse desenvolvimento do entendimento, mas como são abençoados os leais? (b) Qual é o arranjo de Jeová para distribuir alimento espiritual, e por que deve este arranjo sempre ser a nossa opção?
19 Naturalmente, o desenvolvimento do entendimento, envolvendo “bordejar”, por assim dizer, muitas vezes serviu de prova de lealdade para os associados com o “escravo fiel e discreto”. Mas há contínuo progresso em direção a uma avaliação mais plena das “boas novas” e de tudo o que significam. Os que se mantiveram achegados à organização de Deus têm visto que as questões e as coisas difíceis de entender sempre são esclarecidas com o passar do tempo. E ao passo que a luz brilha cada vez mais, quão animador e satisfatório se torna o caminho! É como Pedro o expressou, quando alguns dos discípulos tropeçaram por causa do ensino de Jesus: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” (João 6:68) O Senhor Jesus Cristo ainda tem essas “declarações”, e ele as transmite por intermédio da única organização do “escravo fiel e discreto” que ele usa hoje na terra. É como a “árvore boa” que Jesus descreveu como produzindo “fruto excelente”. (Mateus 7:17) Fora disso, a única outra opção é a associação com a “fera” política de Satanás e com “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa. (Revelação 13:1; 17:5) Nenhum cristão dedicado desejará voltar para isso! — 2 Pedro 2:22; João 14:6.
20. (a) Por que podemos agora mais do que nunca antes ter confiança na ‘luz que brilha’? (b) Que perspectiva de futuro feliz têm todos os que escolhem seguir a vereda da crescente luz?
20 Deveras, “a própria luz brilhou para o justo”. (Salmo 97:11) Provérbios 4:18 está sendo cumprido no sentido de que “a vereda dos justos” é como uma luz que clareia mais e mais. Se às vezes precisa haver algum ajuste, o resultado é invariavelmente uma situação melhor. O refinamento não tem sido em vão. Já que Cristo está agora reinando, o esclarecimento usufruído pelo povo de Jeová “é como a luz da manhã quando raia o sol”. (2 Samuel 23:3, 4; Mateus 25:31) Todos os que servem lealmente com a organização do “escravo fiel e discreto”, o instrumento de comunicação visível de Jeová, são deveras favorecidos! Fizeram a escolha sábia, porque sua vereda os levará ao objetivo precioso da vida eterna na nova ordem que Jeová está criando.— Isaías 65:17, 18; 66:22.
[Nota(s) de rodapé]
a Ocorre umas 60 vezes só no livro de Ezequiel; também em Êxodo 6:7; Deuteronômio 29:6; Isaías 49:23; Joel 3:17, e em outros textos.
b Isto tem sido chamado de tese (proposição), antítese (proposição contrária) e síntese (a fusão das duas).
[Diagrama/Foto na página 27]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Bordejando contra o vento.
[Quadro na página 31]
Pelo estudo e pela experiência, os ancião de Jeová entendem agora com o devido equilíbrio:
Que a vindicação do nome de Jeová é mais importante do que a salvação de criaturas.
Que ter zelo em dar testemunho e cultivar os frutos do espírito têm a mesma importância.
Que a sujeição do cristão às autoridades seculares é relativa.
Seu cargo honroso como ministros, realmente representando a Jeová, sem levar em conta como outros possam encará-los.
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“O livro mais fascinante que já li”A Sentinela — 1982 | 1.° de agosto
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“O livro mais fascinante que já li”
A seguinte carta foi recebida dum homem que servia na marinha de certo país:
“Li seu livro intitulado ‘Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la’, e foi o livro mais fascinante que já li. Estive em alguns lugares enquanto na marinha, e os artigos do livro são verdadeiros e muito exatos. Estou bastante interessado em obter mais informações. Quando meus amigos me apresentaram o livro, pensei que seria cansativo, mas quanto mais eu o lia, tanto mais gostava de lê-lo. Quero agradecer-lhes por publicarem um livro assim, e espero que tenham um ano muito bom. Este livro realmente modificou minha vida, e espero que continuem com o bom trabalho.
“Obrigado,
D. D. S.”
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