Declaração
1. As testemunhas de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra”, acharam a ocasião propícia para que ato público?
NÓS, as testemunhas cristãs de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra” em (nome da cidade e do país), neste dia (data), aproveitamos esta ocasião favorável para especificar a nossa posição e atitude, neste período dos mais turbulentos e perigosos da história humana:
2. (a) Qual é a chave da paz duradoura da humanidade, e o que se exige para ser filho de Deus?
2 PAZ COM o Criador do céu e da terra, por meio do seu há muito prometido reino de seu Messias — isto é o que consideramos ser a chave para haver paz duradoura para todo o mundo da humanidade. Quando mantemos paz com Deus, nunca podemos estar em guerra com os nossos próximos que são criaturas de Deus como nós; a paz com Deus e a paz com o nosso próximo estão intimamente ligadas. Para sermos filhos de Deus e súditos leais do seu reino messiânico, somos obrigados a ser pacificadores. (Mat. 5:9) Por isso repudiamos toda e qualquer relação com o domínio que professa ser cristão, conhecido como cristandade, pois a sua história prova que ela é fomentadora de guerra carnal até mesmo entre concrentes da mesma religião, manchando as suas vestes com o sangue deles. Ela tem perseguido com tortura e morte violenta os que divergiram dela na questão de consciência religiosa. Ela não tem promovido os interesses do reino messiânico de Deus, tendo fracassado notoriamente neste sentido desde o irrompimento da Primeira Guerra Mundial em 1914. Não podemos ter parte nela, pois se manifesta agora claramente que os julgamentos de Deus, conforme expressos na Bíblia Sagrada, se dirigem contra a cristandade e serão em breve executados nela.
3. (a) Desde a Primeira Guerra Mundial, tem havido uma revolução mundial em prol de que, por quê e como? (b) Que atitude continuaremos a manter, mostrando ao mesmo tempo o que, à base das Escrituras?
3 Os tipos de governo político que existiram anteriormente, até o conflito mundial de 1914-1918, não conseguiram manter a estabilidade do mundo da humanidade. Desde então se procura fazer uma revolução mundial a favor de formas radicais de governo, e ainda há empenho nisso. Grande parte da população da terra foi subjugada ao domínio comunista, em grande proporção involuntariamente, não por livre voto popular. Suscitou-se no meio do povo desassossegado a questão de fazer ou não uma revolução e estabelecer um governo radical. Nós, porém, ainda mantemos, como até agora, a nossa estrita neutralidade cristã para com as controvérsias políticas deste mundo. Desde o início indicamos a Palavra escrita de Deus para mostrar que a vida duradoura com paz e prosperidade nunca será trazida por governos políticos radicais dos homens que não estão em paz com Deus. Segundo as profecias infalíveis da Palavra de Deus, o radicalismo político terá de fracassar como remédio para o mundo.
4. (a) Que divisão religiosa não aprovamos? (b) De que modo fracassou o clero como luz, causando a morte espiritual de muitos?
4 Continuaremos a rejeitar a divisão das pessoas religiosas em clero e leigos. A Bíblia nos apóia nesta atitude. Os clérigos e os elevados líderes religiosos da cristandade não cumpriram as suas obrigações para com o povo, que espera deles que o guie a uma relação pacífica para com Deus. Tendo uma vez ocupado uma posição alta como o céu, na qual poderiam ter brilhado como estrelas de iluminação espiritual para os seus paroquianos, caíram para um nível terreno, materialista, faltando-lhes verdadeira inspiração espiritual. Não proveram revigoramento vitalizador à cristandade, sem se falar nos demais da humanidade. Tornaram amarga a bebida que deram de beber ao seu povo, tanto pelas suas doutrinas sectárias como pelo proceder na vida em que orientaram o povo. Por causa desta amargura, houve a morte espiritual de um número incontável dele.
5. Que obrigação imposta a nós reconhecemos, e como procuraremos desincumbir-nos dela?
5 Nós nos apegamos à declaração de que o cristianismo, e não a cristandade, é “a luz do mundo”. Como cristãos dedicados e batizados, reconhecemos ser nossa obrigação servirmos unidamente como “a luz do mundo”. (Mat. 5:14-16) Nós, como testemunhas de Jeová, continuaremos a desincumbir-nos desta obrigação por pregarmos e ensinarmos a Sua Palavra escrita. Continuaremos a procurar, desta maneira bíblica, a iluminar a escuridão para tantos quantos for possível na cristandade, os quais os clérigos e altos líderes religiosos deixaram de esclarecer espiritualmente ou de levá-los à luz do favor de Deus.
6. (a) A quem reconhecemos como nosso Libertador religioso, e como o imitaremos no que se refere às susceptibilidades religiosas de certas pessoas? (b) Em vez de ter esperança e confiança semelhantes a estas, o que faremos?
6 Reconhecemos a Jesus Cristo como nosso Libertador religioso, dado por Deus. Ele nos livrou da sujeição e morte religiosa sob Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que inclui a cristandade. Jesus Cristo, nos seus próprios dias na terra, não poupou os sentimentos religiosos dos homens que afirmavam ser instrutores e guias do povo, ordenados por Deus. Em imitação dele, não podemos deixar de indicar ao povo confiante da cristandade a delinqüência dos seus clérigos e de outros líderes religiosos perante Deus. Embora isso fira as susceptibilidades religiosas destes líderes religiosos e seja uma tribulação para eles, continuaremos a fazer isso enquanto vivermos e enquanto eles ocuparem postos de influência na cristandade. Não participaremos com eles em depositar nossa esperança e confiança em qualquer organização internacional, humana, para a paz e a segurança mundiais, mas continuaremos a proclamar a condenação de tal organização.
7. (a) À disposição de quem nos manteremos para serviço ativo, e por quê? (b) Consideramo-nos estar sob ordens de revelar o que, e que meios de publicidade usaremos para aumentar nossa capacidade como publicadores da mensagem de Deus?
7 Mantemo-nos à disposição de Deus, para o Seu serviço, em qualquer ocasião, segundo ele designar. Ele nos soltou, livrou do cativeiro em Babilônia, a Grande, senhora figurativa do rio Eufrates. Visto que a nossa liberdade religiosa se deve a Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, temos de usá-la em harmonia com a Sua vontade, neste tempo dos mais críticos da história humana. Em obediência à sua Bíblia Sagrada, confessamos que temos ordens de revelar ao povo que não há possibilidade de vida espiritual agora, nem de vida eterna no futuro, dentro da cristandade ou por meio dela. Ela significa a morte espiritual para o seu enorme rol de membros das igrejas, no tempo atual, e a morte literal deles no “dia de vingança da parte de nosso Deus”, que rapidamente se aproxima. Nós, testemunhas cristãs de Jeová, somos poucos em comparação com os 977.383.000 membros da cristandade. Mas Deus tem aumentado cem vezes, sim, o dobro disso, a nossa capacidade como publicadores de sua mensagem para o dia de hoje. Ele, por meio de sua própria organização terrestre, nos supriu de centenas de milhões de exemplares impressos de publicações, Bíblias, livros, folhetos, revistas e tratados, como meio de cavalgarmos para a guerra espiritual contra os baluartes do erro na cristandade que está espiritualmente morta. Por meio destas miríades de meios de publicidade, cumpriremos até o fim o nosso dever de proclamar o “dia de vingança da parte de nosso Deus”, como “ai” para a cristandade.
8. (a) O que temos o privilégio feliz de anunciar? (b) Juntamos as nossas vozes às do céu em dizer o que, e, portanto o que agradecemos?
8 A única esperança da humanidade, de ter paz, felicidade, prosperidade, vida, sim, a ressurreição dos mortos, é o reino messiânico de Deus. Temos o privilégio feliz de anunciar a todas as nações o estabelecimento deste reino nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Unimos nossas vozes as no céu, dizendo que o reino do mundo da humanidade tornou-se o reino de nosso Senhor Deus Jeová e de seu Messias ou Cristo. Agradecemos publicamente a Ele de que assumiu o seu grande poder e começou a reinar eternamente por meio de seu Messias, seu Filho Jesus.
9. (a) O que significará o reino de Deus para as nações no dia de Sua vingança? (b) No entanto, o que faremos lealmente com respeito a este reino?
9 Sabemos que este reino significará finalmente uma tribulação desastrosa para as nações políticas, no clímax do dia da vingança de Deus, mas não tememos o furor delas por causa disso. Até o fim, daremos lealmente a nossa total submissão ao reino messiânico de Deus. Obedeceremos ao nosso Rei reinante, Jesus Cristo, e continuaremos a cumprir a sua ordem de pregar “estas boas novas do reino”, em toda a parte, em testemunho a todas as nações, até que venha o fim delas. Sem parar, indicaremos às pessoas dóceis o reino messiânico de Deus para o cumprimento da esperança de ‘glória a Deus nas maiores alturas, com paz na terra, para sempre, para os seus homens de boa vontade’.