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‘Há bastante para fazer na obra do Senhor’Nosso Ministério do Reino — 1982 | maio
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‘Há bastante para fazer na obra do Senhor’
1 “Conseqüentemente, meus amados irmãos, tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” (1 Coríntios 15:58) Estas palavras têm um significado especial para nós, hoje. O apóstolo inspirado sabia que a receita para permanecermos espiritualmente sadios seria termos “bastante para fazer na obra do Senhor”. Certamente, todos nós temos bastante para fazer em nossas ocupações diárias, para obter o sustento de nossa família, e ao cuidarmos de outras responsabilidades bíblicas. (1 Timóteo 5:8) Contudo, o apóstolo Paulo indicou que deveríamos ter sempre bastante para fazer não em qualquer obra, mas “na obra do Senhor”.
2 O que inclui a “obra do Senhor”? Ela inclui de forma destacada pregar o Reino e fazer discípulos. (Mateus 24:14; 28:19, 20) Aliás, esta foi a obra principal de Jesus Cristo, quando esteve na terra. Jesus não poupou esforços para pregar as boas novas do Reino. (João 18:37; Mateus 4:17) Ele não se limitou a pregar apenas às pessoas que viessem até ele, ou com as quais fosse fácil entrar em contato. Ao contrário, Jesus foi até às pessoas, procurando-as em suas cidades, aldeias e vilas. Além disso, ele ensinou e ordenou a seus discípulos que fizessem o mesmo, ou seja, que levassem a mensagem do Reino às pessoas até onde elas se encontrassem. — Lucas 8:1; 9:1, 2; 10:1, 8, 9.
3 Quanto é o “bastante” na obra do Senhor? Não é possível estabelecer uma quantidade fixa de serviço. Não é lógico, nem tampouco razoável, esperar que todos façam a mesma quantidade de trabalho. As circunstâncias na vida diferem de pessoa para pessoa. A idade, a saúde, as responsabilidades familiares, o serviço secular, e vários outros fatores devem ser tomados em conta. Assim como no corpo humano, nem todos os membros na congregação exercem a mesma função, mas todos são importantes. — 1 Coríntios 12:14-18.
4 Por este motivo, cada cristão, individualmente, deve decidir o quanto é o seu “bastante” na obra do Senhor. Ninguém pode arvorar-se em ‘amo da fé’ de seu irmão. (2 Coríntios 1:24) Decidir o quanto nos é possível fazer, é parte da responsabilidade que temos de assumir diante de Jeová. (Gálatas 6:5) Isto porém, não diminui a importância do assunto. É Jeová quem avaliará a quantidade de serviço que prestamos e julgará se é realmente o “bastante”, segundo as nossas circunstâncias pessoais. E, não podemos nos esquecer que esta é uma obra na qual Jeová está especialmente interessado. — Romanos 14:10.
5 O povo de Jeová reconhece a importância desta obra e está desejoso de fazer o máximo nela. Contudo, em vista do espírito ocioso, indolente e preguiçoso existente no mundo atual, sempre são apropriadas algumas palavras de cautela. (2 Pedro 1:12) Sem nos apercebermos poderíamos ser influenciados pela atitude de fazer o mínimo possível, apenas o indispensável para manter as aparências. Isto seria perigosíssimo, pois nos levaria à inanição e à morte espirituais, conforme indica Provérbios 19:15.
6 Por outro lado, é animador saber que Jeová conhece as nossas limitações, e é compreensivo. Ele considera aceitável o que lhe é oferecido “segundo o que a pessoa tem, não segundo o que a pessoa não tem”. (2 Coríntios 8:12) Por isso, não há motivos para nos sentirmos desaprovados por Jeová, se não nos é possível fazer tanto quanto gostaríamos de fazer. Talvez o nosso “bastante” não seja tanto quanto gostaríamos que fosse. Mas se for o “bastante” segundo as nossas limitações, será agradável a Jeová.
7 O ponto de vista correto sobre o assunto é bem ilustrado pelo exemplo da viúva pobre, mencionado por Jesus. Aquela viúva contribuiu apenas “duas pequenas moedas de muito pouco valor”. Mas Jesus elogiou-a, porque ela havia lançado “todo o seu meio de vida”. (Lucas 21:1-4) Embora o valor da contribuição dela fosse pequeno, era o “bastante”, porque era “todo o seu meio de vida”. O mesmo princípio se aplica a nós, hoje. O que fizermos na obra do Senhor será o “bastante”, se for tudo o que estiver ao nosso alcance segundo as nossas circunstâncias pessoais.
Há “Bastante” Para Você na Obra do Senhor?
8 No entanto, alguém talvez indague se há “bastante” o que fazer na “obra do Senhor”. A resposta não poderia deixar de ser um enfático SIM! Em primeiro lugar, participamos no cumprimento final da profecia bíblica feita por Jesus a respeito da pregação mundial das boas novas do Reino. Jesus disse que estas boas novas “têm de ser pregadas primeiro” em todo o mundo, antes de vir o fim deste atual sistema de coisas. (Marcos 13:10) Confiamos em que tal profecia se cumprirá plenamente, em harmonia com a vontade de Jeová. Portanto, ao passo que se aproxima rapidamente o fim deste sistema de coisas, torna-se evidente que agora é o tempo para termos “bastante” para fazer na obra do Senhor.
9 Além disso, vidas estão em jogo. “Como invocarão aquele em quem não depositaram fé? Por sua vez, como depositarão fé naquele de quem não ouviram falar? Por sua vez, como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14) Este ponto foi bem enfatizado por Jeová ao seu profeta Ezequiel no passado. Jeová indicou que exigiria uma prestação de contas pelo sangue dos que fossem destruídos por negligência do profeta. Não é este também um bom motivo para nos mantermos “bastante” atarefados na obra do Senhor? — Ezequiel 33:7-9.
10 O apóstolo Paulo foi um ótimo exemplo de alguém que sempre teve “bastante” para fazer na obra do Senhor. Ele pôde dizer que havia dado “cabalmente testemunho”, e assim estava “limpo do sangue de todos os homens”. (Atos 20:24, 26) Para o apóstolo Paulo o “bastante” incluiu, entre outras coisas, empreender muitas viagens missionárias, longas e desconfortáveis, enfrentando perigos de toda sorte. — 2 Coríntios 11:23-27.
11 Ele estava plenamente convencido de que havia “bastante” para fazer na obra do Senhor. E isto não foi sem motivo. Por exemplo, o registro bíblico diz que, em certa ocasião, “durante a noite, apareceu a Paulo uma visão: Certo homem macedônio estava em pé, suplicando-lhe e dizendo: ‘Passa à Macedônia e ajuda-nos.’” Paulo e seus companheiros chegaram à ‘conclusão de que Deus os convocara para declarar-lhes as boas novas’, e, não hesitaram, ‘passaram à Macedônia’. — Atos 16:9, 10.
12 O que dizer dos dias atuais? Será que há pessoas iguais ao homem macedônio que clamam por ajuda? Será que há uma convocação da parte de Jeová para que se passe a estes lugares necessitados, semelhantes à Macedônia no passado? Certamente que há! Há muitos macedônios modernos em nosso país que clamam que alguém vá a suas cidades e ajudem-nos espiritualmente. E, igualmente, Jeová convoca hoje os seus servos para irem ajudar a tais pessoas. — 1 Timóteo 2:3, 4.
“Passa . . . e Ajuda-nos”
13 Quão forte é o clamor por ajuda dos macedônios modernos em nosso país? O Ministério do Reino de fevereiro de 1975 publicou o artigo: “20 Milhões Aguardam Ouvir as Boas Novas!”. Naquele artigo foi feita a pergunta: “Ouvirão os 20 milhões das cidades não-designadas as boas novas antes do início da grande tribulação? Se for da vontade de Jeová que ouçam, então será nosso privilégio participar na atividade desafiadora de lhes levar as boas novas do Reino.” Naquela ocasião, foi feito o convite para que irmãos e famílias que tivessem condições, se mudassem para lugares onde havia mais necessidade. Também, foram cobertos muitos territórios não-designados através do arranjo de pioneiros especiais temporários.
14 Mais recentemente, no suplemento do Nosso Ministério do Reino de agosto de 1981, fomos informados de que “calculadamente, 15 milhões de pessoas . . . não tiveram ainda a oportunidade de entrar em contato com a mensagem do Reino em nosso país!” Eram evidentes as bênçãos de Jeová sobre os esforços que seus servos estavam fazendo para cobrir os territórios não-designados. O número de pessoas que ainda não havia entrado em contato com a verdade tinha diminuído em 5 milhões. Contudo, ainda restava atingir um número considerável de pessoas.
15 Aquele suplemento estimulou-nos a prosseguir determinados em nossos esforços de atingir milhões de pessoas. Em resultado, muitos irmãos e irmãs escreveram à Sociedade expressando o desejo de colaborar. Apreciamos muito as contribuições financeiras enviadas para manter os pioneiros especiais e para custear a impressão de publicações.
16 Muitos também foram pessoalmente a territórios não-designados. Recentemente, um de tais irmãos, um ancião que se mudou com sua família para onde havia mais necessidade, escreveu-nos sobre a sua disposição de permanecer no território que lhe havia sido designado: “Se Jeová permitir, eu pretendo ficar aqui até que haja uma congregação bem estruturada e alicerçada espiritualmente. Só então mudarei para uma outra cidade que necessita de ajuda. Esta é a minha intenção daqui para frente. Portanto, meus irmãos, estou a inteira disposição da Sociedade, para servir como escravo do nosso Deus Jeová, e do nosso Senhor Jesus Cristo.” Não é animador saber que há irmãos em condições de servirem desta forma, e desejosos de fazê-lo?
17 Também, duas jovens pioneiras regulares aceitaram o desafio de servir onde há mais necessidade. Colocaram-se à disposição da Sociedade e receberam uma designação. Para a subsistência elas trabalham num emprego secular de tempo parcial, obtendo o necessário para o sustento. (1 Timóteo 6:8) Passados alguns meses, como será que elas se sentem servindo onde há grande necessidade? Recentemente elas escreveram à Sociedade expressando grande contentamento por estarem fazendo “bastante” na obra do Senhor naquela cidade.
18 Duas famílias do sul do país fizeram arranjos para servirem alguns meses na região nordeste do país. Inicialmente, haviam planejado permanecerem três meses. Mas em vista dos excelentes resultados obtidos, permaneceram por quatro meses. Eles relataram, em média, 18 estudos bíblicos por mês. Todos apreciaram muitíssimo a experiência, e, embora no início tivessem alguns problemas de adaptação à região, estão planejando servir novamente no nordeste, no próximo ano.
19 Os pioneiros especiais também continuam contribuindo muito para que territórios não-designados sejam cobertos. Por exemplo, dois pioneiros especiais no norte do país aceitaram o desafio de pregar em territórios “próximos”, até então ainda não atingidos. Fizeram uma ótima colocação de publicações em fazendas e povoados. No mês que foram a tais territórios, dedicaram 378 horas de serviço de campo. Também, proferiram várias conferências públicas. Mas quão “próximos” eram os territórios? Eles gastaram 5 dias de viagem de ida usando um barco a motor percorrendo mais de 400 quilômetros. Certamente, aqueles pioneiros têm “bastante” para fazer na “obra do Senhor”.
20 Estas são apenas algumas das muitas experiências de esforços feitos para fazer face ao grande desafio de cobrirmos o território que nos foi designado. (2 Coríntios 10:15) Muito foi feito desde o mês de agosto último para atingir os milhões de ‘macedônios’ que clamam por ajuda. E, sem dúvida, os esforços feitos têm sido abençoados por Jeová pois, “a menos que o próprio Jeová construa a casa, é fútil que seus construtores trabalhem arduamente nela”. — Salmo 127:1.
Oito Milhões — Como Alcançá-los
21 A pouco fizemos um novo levantamento da população que ainda se encontra em territórios não-designados. Pedimos a todas as congregações que especificassem o território que cobriam. O resultado foi bastante animador, conforme passamos a descrever:
População em Territórios Não-Designados
Zona Urbana Zona Rural
Alagoas 44.540 146.023
Amapá 2.514 2.531
Amazonas 86.702 251.551
Bahia 176.940 683.291
Ceará 99.389 292.007
Espírito Santo 23.475 28.106
Fernando de Noronha 1.342
Goiás 213.821 448.691
Maranhão 173.746 711.918
Mato Grosso 66.100 171.272
Mato Grosso do Sul 15.136 25.977
Minas Gerais 306.199 773.020
Pará 51.403 235.220
Paraíba 123.778 356.302
Paraná 107.661 234.928
Pernambuco 97.929 355.279
Piauí 128.398 399.269
Rio Grande do Norte 138.633 282.238
Rio Grande do Sul 44.883 181.535
Santa Catarina 39.406 161.311
São Paulo 20.386 30.649
Sergipe 39.748 88.926
2.002.129 5.860.044
TOTAL: 7.862.173
22 Isto significa, que dos 15 milhões calculados em agosto último, 7 milhões de pessoas não se encontram mais em territórios não-designados. Também, tínhamos 1.281 municípios não-designados, ao passo que agora temos apenas 776 municípios. Não é esta uma forte evidência de que é da vontade de Jeová que continuemos empenhados em alcançar os milhões de pessoas que ainda restam em territórios não-designados?
23 Quão vital é que estas cerca de 8 milhões de pessoas ouçam as boas novas! A consideração de Jeová para com os habitantes de Nínive, nos dias do profeta Jonas, ilustra muito bem tal importância. Jeová fez com que aquelas pessoas tivessem a oportunidade de ouvir o aviso divino, e demonstrou misericórdia para com aqueles ‘cento e vinte mil homens que absolutamente não sabiam a diferença entre a sua direita e a sua esquerda’. — Jonas 4:11.
‘Que Todas as Coisas Ocorram por Arranjo’
24 A Sociedade enviou recentemente a todas as congregações uma lista das cidades não-designadas. Todos os publicadores, pioneiros, grupos familiares ou congregações que puderem, são incentivados a fazerem arranjos para trabalharem nos próximos meses em tais territórios.
25 Alguns talvez possam permanecer no território por alguns meses, digamos, por um período de três meses. Outros talvez não tenham condições de ficar tanto tempo assim. Talvez possam ficar apenas duas ou três semanas no máximo. No entanto, poderão pedir para trabalhar em qualquer dos municípios por um mínimo de duas ou três semanas. Quando terminarem a designação, deverão informar-nos o que foi feito, de modo que os que forem depois possam se dedicar primeiro às áreas não trabalhadas, e a visitar as pessoas que tenham demonstrado interesse.
26 Qualquer publicador, pioneiro, grupo familiar ou congregação interessada em obter uma designação temporária deve escrever à Sociedade explicando a sua disponibilidade. Cada um que pedir para trabalhar em território não-designado deverá ter pelo menos um (a) companheiro (a) e o nome dele ou dela deve ser incluído na carta. Se possível, a carta de seu(sua) companheiro(a) e a sua própria, deverão ser enviadas à Sociedade ao mesmo tempo. Deverão indicar também o(s) município(s) nos quais desejam trabalhar. Sugerimos que sejam alistados mais de um ou dois municípios, pois é possível que alguns dos indicados já tenham sido designados a outros quando recebermos a carta. Gostaríamos de cobrir completamente o maior número possível de tais localidades.
27 Tais irmãos deverão estar preparados para arcar com todas as despesas envolvidas nesse empreendimento, incluindo a hospedagem, o transporte e a alimentação. Também, precisaremos saber quando estarão disponíveis para se empenharem nessa atividade e por quanto tempo. Isto nos será útil ao fazermos a designação. Uma vez tendo escrito a carta, deverão entregá-la à comissão de serviço da congregação, para a recomendação e assinatura dela. A Sociedade só enviará a designação se a recomendação da comissão de serviço da congregação acompanhar a carta dos interessados A comissão de serviço da congregação é quem encaminhará a carta dos interessados com seus comentários à Sociedade, através do secretário da congregação.
28 Antes de partirem para o território, aguardem a designação da Sociedade. O mesmo se aplica às congregações. Não seria apropriado trabalhar em qualquer território sem ter antes a designação em mãos. Isto é necessário, pois o escritório da Sociedade coordena os esforços de todos, mantendo um registro do que está sendo realizado no serviço de campo. (1 Coríntios 14:40) As congregações que desejarem, poderão pedir à Sociedade para incluir em sua designação regular de território qualquer de tais cidades.
29 Servir desta forma requer bom planejamento. Conforme Jesus ilustrou, é preciso ‘primeiro calcular a despesa, para ver se há o bastante para completar o empreendimento’. (Lucas 14:28) Por isso, verifiquem cuidadosamente suas circunstâncias pessoais. Há o bastante para completar o ‘empreendimento’? Considerem a orientação fornecida no livro Organização páginas 134 e 135.
30 Ir e trabalhar em territórios não-designados é desafiador. Pode ser que surjam problemas. Isto, porém, não deveria ser motivo para desânimo. O apóstolo Paulo incentivou-nos a travar uma luta — a “luta excelente da fé”. (1 Timóteo 6:12) Numa luta sempre há dificuldades, o que exige determinação por parte dos combatentes. Nem tudo sempre ocorre como fora previsto. Mas a fé e a firme convicção de que é preciso vencer, faz com que se persevere. Além disso, contamos com a ajuda de Jeová. — Mateus 17:20; 2 Tessalonicenses 1:3.
31 Visto que os pioneiros especiais servem em regiões onde é grande a necessidade de ajuda, em muitos casos eles já se encontram próximos de territórios não-designados. Portanto, planejamos usá-los para cobrirem territórios num raio de 150 quilômetros, em adição à sua designação principal.
32 Este arranjo, porém, envolverá despesas extras. A Sociedade terá de ajudar os pioneiros nas despesas de condução até o território adicional. Contudo, este parece ser um meio eficiente de cobrir muitos dos territórios não-designados. Por isso, incentivamos a que se continue a enviar contribuições para ajudar nas despesas com os pioneiros especiais, assim como os irmãos têm feito até agora. Desta forma, usaremos os pioneiros especiais já designados para cobrirem um número maior de territórios.
33 Esperamos que todos estes arranjos sejam abençoados por Jeová, e nos seja possível repetir em breve as palavras do apóstolo Paulo: “Mas agora . . . não tenho mais território virgem nestas regiões.” (Romanos 15:23) Nosso “território virgem” é constituído atualmente por 8 milhões de pessoas que ainda não ouviram a pregação das boas novas. Confiamos em que, com a ajuda de Jeová, nos meses à frente possamos cobrir todo o “território virgem” em nossa ‘região’.
“Uma Porta Larga para Atividades” ao Alcance de Todos
34 Mesmo que não lhe seja possível trabalhar em território não-designado, poderá fazer “bastante” na obra do Senhor nos meses à frente. Há territórios pouco trabalhados próximos de sua congregação? Talvez lhe seja possível ajudar uma outra congregação do seu circuito com dificuldade em cobrir o território. O seu superintendente de circuito está especialmente interessado em que isso seja feito. Ele talvez saiba também de necessidades similares em circuitos vizinhos. Se assim for, entre em contato com o seu superintendente de circuito por meio da comissão de serviço da sua congregação, e ele terá muito prazer em lhe prestar as necessárias informações. Os que receberem uma designação de ajudar outra congregação na cobertura do território, desejarão aceitá-la como uma designação da parte de Jeová, cientes de que participarão na “obra do Senhor”.
35 E o que dizer do território designado à sua própria congregação? Há partes que poderiam receber atenção especial nos próximos meses? Talvez haja certos trechos pouco trabalhados. Se há edifícios de apartamentos, o que tem sido feito para entrar em contato com os moradores? Alguns irmãos têm tido boas experiências por escreverem cartas aos moradores em edifícios de apartamentos. Será que algo mais poderá ser feito para ajudá-los? Naturalmente, deve-se usar de razoabilidade e bom juízo, reconhecendo que não é correto “forçar” o acesso a tais edifícios. Mas com “temperamento brando e profundo respeito” é provável que se descubram meios de fazer a mensagem do Reino chegar até os moradores. — 1 Pedro 3:15.
36 Em cidades onde há mais de uma congregação, os anciãos, e em especial os superintendentes do serviço de cada congregação, devem estar atentos para que toda a cidade seja coberta cabalmente. Às vezes certa faixa de território passa despercebida, sem ser incluída na designação de território de nenhuma das congregações. Isto pode ocorrer, pois sempre há novas ruas e avenidas surgindo. Portanto, os anciãos devem certificar-se que os limites de território de sua congregação combinem exatamente com os limites de território das congregações vizinhas. Caso haja necessidade de ajustes, comuniquem o escritório da Sociedade, seguindo as instruções da carta S-6 “Como Pedir Ajuste de Território”.
37 Se o território de sua congregação inclui várias cidades e municípios, com que freqüência é dada cobertura cabal a todos eles? Isto pode representar um verdadeiro desafio, em vista do custo elevado dos transportes. Contudo, com bom planejamento, muitas congregações têm tido êxito. Por exemplo, uma congregação no interior do estado de São Paulo se dispôs a cuidar de uma cidade a 50 quilômetros de distância. No último ano eles cobriram toda a cidade por duas vezes, e realizaram várias reuniões. Duas irmãs têm arranjos de ir àquela cidade durante a semana dirigir estudos bíblicos. Atualmente, estão sendo dirigidos seis estudos bíblicos.
38 O corpo de anciãos de uma congregação no triângulo mineiro, considerou em sua reunião trimestral como dar maior assistência a uma cidade a uns 100 quilômetros de distância, que fazia parte da designação regular de território da congregação. Dois irmãos estavam dispostos a servirem como pioneiros regulares naquela cidade, mas não tinham recursos financeiros suficientes. O assunto foi levado ao conhecimento da congregação, e os anciãos escreveram-nos sobre o resultado: “Para nossa surpresa, a congregação prontificou-se a contribuir mensalmente com certa importância, para ajudar aqueles irmãos a servirem como pioneiros regulares naquela cidade.” Os arranjos foram concretizados, e eles já estão servindo como pioneiros. No primeiro mês, iniciaram 5 estudos bíblicos.
39 Iguais ao apóstolo Paulo, podemos dizer que se ‘nos abriu uma porta larga para atividade’. (1 Coríntios 16:9) Há “bastante” o que fazer. No entanto, quer tenha condições de fazer muito em algum desses aspectos adicionais do trabalho quer não, pode estar certo de que o nosso alvo em comum de ajudar pessoas a conhecer e a amar nosso Pai Jeová e seu Filho, produzirá muitas recompensas. Jeová jamais se esquecerá do trabalho de seus servos, não importa o quanto represente o seu “bastante”. — Hebreus 6:10.
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Faça bom uso das publicaçõesNosso Ministério do Reino — 1982 | maio
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Faça bom uso das publicações
1 Jeová não só ordenou que seus servos divulgassem a mensagem do Reino, como também os equipou com os meios necessários para que façam isso. No livro de Revelação tais meios são representados por “cavalos” montados por cavalarianos. (Revelação 9:16-19) Sabemos que tais “cavalos” têm o seu equivalente nos livros, folhetos, tratados e revistas, distribuídos pelo povo de Deus. Eles não só têm exposto a falsidade da religião babilônica, como também têm sido usados de forma destacada no cumprimento da ordem de Cristo de ‘ir e fazer discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as’.
2 Quão amplamente temos conduzido tais “cavalos” simbólicos em nosso território? Temos feito um excelente uso de tais instrumentos fornecidos por Jeová, através de sua organização. Por exemplo, apenas no ano passado, distribuímos no serviço de campo em nosso país, 915.077 livros. Esta ampla distribuição de livros contribuiu significativamente para que muitos novos se achegassem à organização. Também, cada um de nós, quer estejamos a muito quer a pouco tempo na organização, temos sido pessoalmente beneficiados pelo rico alimento espiritual contido em tais livros.
3 Pensando nos meses à frente, surge a pergunta: É possível aumentar ainda mais a distribuição dos “cavalos” simbólicos? Tudo indica que poderemos incrementar a distribuição dos livros em nosso território. Há potencial para isso. Temos um bom estoque de livros em Betel e nas congregações. Além disso, fomos abençoados por Jeová com duas linhas de encadernação, e estamos agora em condições de produzir livros aqui mesmo, em nosso país. Não faz isto com que pensemos em aumentar a nossa participação em fazer os “cavalos” simbólicos chegarem até às pessoas, em cumprimento da profecia bíblica?
4 Primeiro, é necessário ter os livros à mão para oferecê-los. Excelentes oportunidades podem escapar por não se possuir as publicações. Isto talvez já tenha ocorrido com o irmão ou com a irmã. Por isso, faça empenho de sempre que possível tê-los disponíveis. Alguns publicadores criaram o hábito de sempre terem consigo algumas publicações, talvez no automóvel. Desta forma, aproveitam as várias oportunidades que surgem para oferecê-las. — Eclesiastes 11:6.
5 O mesmo pode se dizer quanto ao trabalho no serviço de campo, de casa em casa. Por exemplo, durante este mês ofereceremos três livros antigos de 192 páginas, incluindo o livro O Reino de Deus — Nosso Iminente Governo Mundial. Será que levaremos conosco ao serviço de campo um número suficiente de livros? Os anciãos e os dirigentes de serviço de campo em grupo, poderão ajudar os publicadores a reconhecerem a importância de seguirem de perto a sugestão da oferta fornecida pela Sociedade. Há muitas vantagens nisso. Assim a Sociedade poderá programar melhor o uso das publicações disponíveis, além de ser evidência de que trabalhamos em união, em íntima cooperação com o escravo fiel e discreto. — 1 Coríntios 1:10.
6 Podem surgir ocasiões em que outra publicação diferente da oferta sugerida seja mais apropriada a determinado morador. Não há objeção quanto a se oferecer a publicação mais apropriada. Contudo, de modo geral, é possível suscitar o interesse do morador para um ponto na publicação sugerida pela Sociedade.
7 Alguns publicadores talvez tenham às vezes dificuldade para obterem as publicações para a oferta do mês. Embora o preço das publicações seja o mínimo possível, pode ser que não disponham no momento da importância necessária para adquiri-las no balcão de literatura da congregação. Que arranjo há para ajudá-los? A Sociedade tem o arranjo de ceder uma quantidade limitada de publicações a crédito. Isto se refere apenas às publicações que constituem a oferta do mês. O publicador poderá retirar uma nova publicação para a oferta, desde que tenha pago a anterior. Desta forma, todos poderão trabalhar com a oferta sugerida pela Sociedade.
8 Com exceção dos livros Verdade, Comentário à Carta de Tiago, Vida Familiar, Felicidade e “Venha o Teu Reino”, todos os demais livros de 192 páginas são considerados mais antigos pela Sociedade. A expressão “mais antigos” não diminui o valor que eles possuem. Gostaria de relembrar algo sobre o conteúdo de alguns deles e ter algumas sugestões de como apresentá-los no serviço de campo?
9 Consultar números anteriores do Nosso Serviço do Reino pode ser de grande ajuda nesse sentido. Como exemplo indicamos alguns livros antigos e o Nosso Serviço do Reino com sugestões sobre como apresentá-los:
Evolução — Ministério do Reino de abril de 1971, página 3.
Verdadeira Paz e Segurança — Ministério do Reino de junho de 1974, página 8.
“Propósito Eterno” — Nosso Serviço ao Reino de agosto de 1976, página 8.
Juventude — Nosso Serviço do Reino de fevereiro de 1977, página 4.
10 Quão generosamente Jeová nos supriu para ajudarmos as pessoas em nosso território! Pense em como seria difícil tentar explicar a mensagem da Palavra de Deus às pessoas se não tivéssemos as publicações! Não haveria tempo suficiente para se falar sobre tudo isso às portas, de modo que a verdade está disponível aos outros em forma impressa. O morador pode lê-la quando melhor lhe convier, e muitos aprendem assim a verdade.
11 Naturalmente, a colocação de publicações não é um fim em si mesmo. (2 Coríntios 2:17) Nosso objetivo como representantes de Deus é ajudar as pessoas a compreender a mensagem da Palavra de Deus, bem como proclamar os julgamentos de Jeová. Em vista da grande ajuda que as publicações fornecem nesse sentido, não podemos desconsiderar esta excelente provisão de Jeová, através de sua organização. Portanto, continuemos a fazer bom uso de nossas publicações para enaltecer o nome de Jeová.
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