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Dando fruto em idade avançadaA Sentinela — 1961 | 1.° de setembro
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avançada pode ser considerado mais pertinente para os atuais servos de Jeová, do que para os nos tempos passados, porque mais deles alcançam proporcionalmente uma idade avançada. Assim hoje, nos Estados Unidos, há duas vezes mais pessoas com 65 anos de idade, em proporção com a população, do que havia há cinqüenta anos. Incidentalmente, note-se que apesar do “progresso cientifico” de que o homem se gaba, ainda são verdadeiras as palavras de Moisés, proferidas há uns 3.500 anos, de que a duração da vida do homem é geralmente de 70 a 80 anos de idade. De fato, segundo a Encyclopaedia Britannica, a expectativa de vida aos 68 anos para os egípcios nos tempos de Cristo era maior do que é para o homem moderno da mesma idade.
Para obtermos a atitude mental correta quanto ao envelhecimento é vital que lembremos que é de fato uma expressão da misericórdia de Deus. Adão, em razão de sua transgressão, merecia a morte instantânea, mas Deus deixou misericordiosamente que Adão morresse gradualmente, por um período de nove séculos. Agora, segundo os que estudam o processo do envelhecimento, o nosso corpo continua a crescer até à idade de trinta anos, e depois, os diversos órgãos do corpo, o coração, os rins, etc., começam a funcionar com eficiência cada vez menor, até ocorrer a morte. É como se até a idade de trinta anos absorvêssemos mais do que gastamos, e, depois disso, durante os próximos quarenta anos (setenta anos sendo a duração média da vida em países tais como os Estados Unidos), gastássemos mais do que absorvemos. E embora a hereditariedade seja talvez o fator mais importante em decidir a duração da nossa vida, podemos aumentar nosso potencial individual por exercer autocontrole no trabalho, no comer, no beber e nos prazeres.
É também animador observar-se que, embora cessemos de crescer fisicamente à idade de trinta anos, não há limite para o desenvolvimento mental e emocional, não havendo nenhuma razão por que não devêssemos continuar a crescer indefinidamente neste respeito. De fato, somos advertidos de que “‘velho’ é aquele que não tem nenhum objetivo na vida”. E certamente os servos .de Jeová, mais do que quaisquer outras pessoas na terra, têm grandes expectativas, visto que se encontram no limiar do novo mundo.
É assim óbvio que, para nos mantermos jovens apesar da nossa idade; temos de continuar a crescer mental e emocionalmente, sim, continuar a crescer espiritualmente. Como? Por adquirir conhecimento acurado, por renovarmos a nossa mente com as verdades contidas na Palavra de Deus e com o entendimento delas, conforme revelado através do canal de comunicação de Deus; por nos associarmos com outros que se mantêm assim jovens, não despercebendo os jovens em idade, nas reuniões congregacionais e nas diversas assembléias; e por nos esforçarmos a pôr em prática as coisas que aprendemos.
DANDO FRUTOS EM IDADE AVANÇADA
É somente por continuarmos a crescer assim que podemos continuar a dar frutos, apesar da nossa idade. E, lembre-se, há mais de uma espécie de frutos. Há “os frutos do espírito [a saber] amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, autocontrole”. Talvez não nos possamos comparar com os jovens em idade quanto à beleza física da estatura ou das feições, mas se estivermos de posse dos frutos do espírito, pareceremos belos aos olhos de Jeová e aos olhos dos que têm o seu espírito. — Gál. 5:22, 23, NM; Pro. 31:30.
E podemos produzir também os frutos do Reino do ministério cristão, apesar da idade avançada. Num dos “lares de Betel” da Sociedade, uns quinze irmãos, entre 70 e 88 anos de idade, servem dia após dia, da manhã até a noite, ao lado dos seus irmãos mais jovens. Não contentes com isso, saem às noites, aos sábados à tarde e aos domingos de manhã, pregando nas ruas, nos lares e de casa em casa. Um deles, cujo pé aleijada não lhe permitia caminhar muito ou subir escadas, lia os anúncios fúnebres, obtendo o endereço dos enlutados, aos quais enviava uma carta de consolo junto com um folheto com uma mensagem semelhante. Há também o relatório sobre uma irmã já bastante idosa, que, embora cega e acamada, produz muitos frutos do reino por meio do telefone.
Tampouco precisamos lamentar-nos se não podemos mais produzir tantos frutos como antes. Se o nosso tempo ou as nossas energias estiverem limitadas por causa da idade avançada, lembremo-nos da lição do óbolo da viúva. O que vale é o motivo, a apreciação do coração é a sinceridade acompanhante, ao darmos; portanto, demos alegremente, pois Deus ama o dador alegre. Ele julga a cada um segundo o que tem e não segundo o que não tem; e quem julga é Ele, e não outro. — Luc. 21:1-4; 2 Cor. 8:12; 9:7.
E, em vez de invejarmos à juventude seu papel mais ativo e mais destacado na pregação do Reino, sejamos prestimosos e cooperemos plenamente, usando liberalmente o nosso conhecimento bíblico, acumulado durante os anos, e nossa integridade provada, por termos suportado muitas tempestades. Se tivermos realmente tirado proveito dos nossos anos de experiência, não teremos inveja, mas, antes, regozijo com a elevação dos nossos irmãos mais jovens.
E, finalmente, se chegarmos a atingir o ponto ou o tempo em que parece que não podemos fazer mais nada, ainda podemos produzir frutos por manter a nossa integridade, por continuarmos leais e fiéis no coração ao nosso grande Benfeitor, tendo o privilégio de alegrar-lhe o coração. (Pro. 27:11) Podemos encher a mente com a memória das passadas alegrias do Reino, podemos regozijar-nos na atual prosperidade da sociedade do Novo Mundo, embora nossa parte seja pequena, e podemos esperar inúmeras e ilimitadas bênçãos no novo mundo, agora tão próximo. E, embora nunca tenhamos negligenciado a oração, podemos ganhar muito conforto, energia e alegria por nos comunicarmos mais freqüentemente com o nosso Pai celestial, lembrando-nos também que “a súplica do justo, quando em operação, tem muita força”. — Tia. 5:16, NM.
No entanto, apesar dos nossos anos, podemos continuar a crescer, podemos continuar a dar frutos. Deveras, “coroa de honra são as cãs, achando-se elas no caminho da justiça”. — Pro. 16:31, Al.
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Os comunistas fracassam em converter as TestemunhasA Sentinela — 1961 | 1.° de setembro
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Os comunistas fracassam em converter as Testemunhas
◆ “O peso total da oposição comunista caiu sobre as Testemunhas de Jeová, uma seita que já por muito tempo tem tido adeptos na Europa Oriental e assim era bem conhecida em alguns setores da população expulsa. As Testemunhas tinham sido também o alvo das hostilidades dos nazistas, e muitas centenas delas pereceram em Dachau e em outros campos de concentração. Durante 1950, os comunistas proscreveram a seita na Alemanha oriental, à base de que se tratava supostamente dum ramo do ‘sistema de espionagem’ norte-americano, embora recebesse tratamento especialmente favorável na Polônia. Crê-se que por volta do fim do ano cerca de oitocentas Testemunhas estavam cumprindo termos de prisão em cárceres e campos de trabalho, e que se impuseram sentenças de prisão perpétua a treze dos seus principais promotores. . . .
◆ “As Testemunhas de Jeová crêem que o fim do mundo se aproxima ràpidamente, baseando-se nas suas deduções das Escrituras Sagradas, e por isso se entregam a profecias sobre o iminente desaparecimento de nosso mundo, devido ao pecado e defeito. O comunismo também crê em profecia . . . Mas as Testemunhas de Jeová, confiantes de que a Palavra de Deus tem sido conferida a elas, são incorrigíveis. Nunca jamais se relatou que houvesse ‘patriotas’ ou ‘democratas’ nas suas fileiras.” — Religion Behind the Iron Curtain, de Shuster.
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