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Por que o visitam as Testemunhas de Jeová repetidas vezes?A Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
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acompanhado pela glória de Jeová (Ezequiel, capítulo 1), representava a organização celestial de Deus, dirigindo-se à guerra. Seguira a Ezequiel desde Tel-Abibe até o seu novo lugar, indicando que a organização divina o acompanhava no seu ministério. Mas, foi então informado de que sofreria oposição da parte de seu próprio povo, os judeus, conforme Ezequiel relata:
“Então entrou em mim espírito e me fez ficar de pé, e ele começou a falar comigo e a dizer-me: ‘Vem, fica encerrado na tua casa. E tu, ó filho do homem, eis que certamente porão sobre ti cordas e te atarão com elas, para que não possas sair para o meio deles. E a tua própria língua eu farei ficar apegada ao céu da boca e certamente ficarás mudo, e não te tornarás para eles um homem que dá repreensão, porque são uma casa rebelde. E quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e terás de dizer-lhes: “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová.” Ouça aquele que ouve e refreie-se aquele que se refreia de ouvir, porque são uma casa rebelde.’” — Eze. 3:24-27.
Sim, eram professos servos de Deus, que realmente procurariam impedir e restringir Ezequiel de sair de sua casa para proclamar as palavras de Jeová. Mas, Ezequiel não devia confiar em si mesmo, nem falar palavras de sua própria opinião sobre os assuntos. Quando Jeová não tivesse mensagem para ele proferir, então, neste respeito, Ezequiel seria mudo. Mas quando Jeová tivesse uma mensagem, abriria a boca de Ezequiel para proclamá-la, não importando o que fizessem aqueles israelitas rebeldes.
De modo similar, abriram-se os olhos das testemunhas de Jeová para verem e reconhecerem que há fundamentalmente apenas duas organizações, a de Jeová Deus, e a de Satanás, o Diabo. Reconhecem que Satanás é “o deus deste sistema de coisas”, que Deus destruirá. Colocam-se à disposição da organização de Jeová. Não afirmam ter inspiração divina, nem dizem ao povo o que elas pessoalmente acham. Antes, estribam-se na Palavra de Deus, a Bíblia. Confiam no espírito, de Deus para ajudá-las a ter coragem de falar.
Todas as pessoas nos países chamados cristãos sabem que os sistemas religiosos, por meio de seus líderes, têm odiado as testemunhas de Jeová e têm falado mal delas. Além disso, têm instigado ação política contra as Testemunhas, e, mediante informações errôneas sobre elas, têm incitado distúrbios para pará-las, se possível.
Mas as testemunhas de Jeová são destemidas. Continuam a visitar as pessoas para ajudá-las, confiando nas palavras de Jesus aos seus discípulos, encontradas na sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”, a saber:
“Também, em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas. Mas, quando vos levarem para vos entregar, não estejais ansiosos de antemão sobre o que haveis de falar; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós quem fala, mas o espírito santo. Outrossim, irmão entregará irmão à morte, e o pai ao filho, e os filhos se levantarão contra os pais, e os farão matar; e vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” — Mar. 13:10-13; Mat. 24:3-14.
Já estamos na década de 1970, e apesar de tudo o que a cristandade tem tentado fazer-lhes, por meio de seu clero religioso e dos ataques ferrenhos dos ditadores Benito Mussolini, Adolf Hitler, José Stálin e outros, os servos ungidos de Jeová têm perseverado até agora como vigia para a cristandade. Estão decididos a perseverar até o fim do seu ministério terrestre, o que será também até o fim da cristandade e o fim deste sistema de coisas do qual a cristandade tem sido a parte destacada.
Portanto, quando as testemunhas de Jeová o visitarem no seu lar, tome tempo para ouvir o que dizem e pense nisso. Veja se é uma mensagem veraz da Palavra de Deus. (1 Tes. 5:21) Daí, aceite-a ou rejeite-a, conforme achar conveniente. Se não acreditar agora no que dizem, talvez as circunstâncias mudem seu ponto de vista até a próxima visita delas. As testemunhas de Jeová continuarão a visitar seu lar, porque têm perante Deus a obrigação de dar ao povo o aviso do que vem no futuro. Querem livrar a sua própria alma, e desejam de coração ajudar a quantos puderem para fazer o mesmo. Têm a sincera esperança de que sobreviva ao fim deste sistema de coisas para usufruir a vida real na terra, sob o governo messiânico de Deus.
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Nossa recordação dos falecidosA Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
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Nossa recordação dos falecidos
É DEUS QUEM LEVA NOSSOS ENTES QUERIDOS?
O QUE DIZ SOBRE ISSO A PALAVRA DE DEUS?
A MORTE do homem não é coisa natural, pois o homem não foi criado para morrer. Não era este o propósito de seu Criador para ele. Por isso, a morte causa tristeza pela perda sentida profundamente pelos parentes e amigos sobreviventes. Recordamos nossos entes queridos, sua personalidade, sua cordialidade, seu amor e suas esperanças, e isto nos entristece.
Quando alguém morre, sofremos uma perda permanente? Deve a tristeza causada pela morte ser causa de profundo pesar e de desespero? As Escrituras respondem que os que crêem em Deus não devem ser “pesarosos como os demais que não têm esperança”. Por que não? Porque Deus fez uma provisão amorosa que nos consola grandemente. — 1 Tes. 4:13, 14; 2 Cor. 1:3, 4.
Então, podemos dizer corretamente que Deus “levou” o falecido? Não, porque a morte é chamada de “inimigo” na Bíblia, e Deus não coopera com os inimigos da humanidade. Ao contrário, promete destruir tanto a morte como todos os outros inimigos do homem. — 1 Cor. 15:26.
ORIGEM E DESTRUIÇÃO DA MORTE
Como veio a existir a morte! Surgiu por motivo da própria desobediência do homem a Deus, para a qual o Diabo contribuiu. Adão rebelou-se contra Deus. Por isso, “por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado”. — Rom. 5:12; Gên. 2:17; 3:19.
É natural sentir-se aflito com a condição dos falecidos. Onde é que estão! poderá perguntar. A Bíblia diz que estão no Seol ou Hades. Estas duas palavras, nas Escrituras Hebraicas e nas Gregas respectivamente, significam a mesma coisa: a sepultura comum da humanidade. Os que estão na Seol (Hades) estão realmente mortos, e não estão sofrendo. “Não estão cônscios de absolutamente nada.” “Não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol”, dizem as Escrituras. (Ecl. 9:5, 10; Gên. 42:38) O próprio Jesus esteve lá por partes de três dias. O apóstolo Pedro disse que Jesus esteve no Hades, mas não foi abandonado por Deus, porque Deus o ressuscitou. — Atos 2:31, 32.
Jesus comparou a condição de seu amigo Lázaro na morte à inconsciência do sono. Disse aos seus discípulos: “Eu viajo para lá para o despertar do sono.” Quando seus discípulos não compreenderam, “Jesus disse-lhes francamente: ‘Lázaro morreu’”. Não há registro de que Lázaro descrevesse qualquer sensação de consciência durante os seus quatro
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