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  • yb80 pp. 173-196
  • Ilhas Sotavento

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  • Ilhas Sotavento
  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980
  • Subtítulos
  • ENCONTRAR VERDADEIRAS RIQUEZAS
  • A VERDADE CHEGA A MONTSERRAT
  • O COMEÇO DA OBRA EM DOMINICA
  • POSTOS À PROVA
  • CRESCIMENTO EM DOMINICA
  • A VERDADE CHEGA A ANTÍGUA
  • O INÍCIO EM S. CRISTÓVÃO E NEVIS
  • A VERDADE RESSOA!
  • OUTRA ESPÉCIE DE REAÇÃO
  • OUVIR A VOZ DA VERDADE
  • PERSEVERANÇA DURANTE OS ANOS DE GUERRA
  • NECESSÁRIA — UMA LUTA ÁRDUA PELA FÉ
  • DISSENSÃO EM DOMINICA
  • NOSSAS ATIVIDADES EM ANTÍGUA
  • DESPONTA UMA ‘NOVA ERA’
  • AJUDA DE GILEADE
  • NOVOS “NAVEGANTES” NESSAS ÁGUAS
  • MAIOR USO DE BARCOS
  • AUMENTO DA NOSSA OBRA
  • ESTABELECIMENTO DE UMA FILIAL
  • EM EVIDÊNCIA A EXPANSÃO GRADUAL
  • A OBRA DE CIRCUITO DESEMPENHA SEU PAPEL
  • MUDANÇAS NO MODO DE VIDA
  • EDIFICAÇÃO VISANDO O FUTURO
  • FORTES VÍNCULOS DE AMOR CRISTÃO
  • CONGRESSO INTERNACIONAL “FÉ VITORIOSA”
  • CONSTANTE REGOZIJO NO SERVIÇO DE JEOVÁ
Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980
yb80 pp. 173-196

Ilhas Sotavento

No Mar das Antilhas salpicado pelo sol, estendendo-se das Ilhas Virgens, norte-americanas, até Dominica, por uns 560 quilômetros ao sul de Porto Rico, acham-se as Ilhas Sotavento. Por séculos, estes pontinhos como pedras preciosas — Angüila, S. Martinho, Saba, Sto. Eustáquio, S. Cristóvão, Nevis, Antígua e Barbuda, Montserrat e Dominica — permaneceram inalterados no seu modo de vida. Contudo, a procura de tesouro e de poder causou impacto. Mesmo antes da chegada dos europeus grupos nômades de índios caraíbas assolaram os nativos aruaques.

A primeira salva de artilharia a um navio de guerra dos Estados Unidos na sua infância retumbou da ilha holandesa de Sto. Eustáquio em 1776. A Antígua, banhada pelo sol, ancoradouro dos navios de guerra do Almirante Nelson, foi de grande importância para o poder naval britânico nas Antilhas. E alguns dizem que foram as limas de Montserrat dadas aos marinheiros britânicos para combater o escorbuto que lhes deram o apelido de “limeys”.

Diversas origens culturais se evidenciam nessas ilhas. Por exemplo, há os bretões-normandos de S. Bartolomou, com suas toucas brancas cheias de babados, que pouco mudaram desde a chegada de seus primitivos ancestrais. Há também os dialetos holandês, francês e irlandês — tudo isso faz lembrar os primitivos colonizadores

ENCONTRAR VERDADEIRAS RIQUEZAS

Hoje em dia, pouco despojo material pode ser encontrado em quaisquer dessas ilhas, outrora famosas pelos seus tesouros. Mas há certamente ali muitas “coisas desejáveis” — pessoas com profundo apreço da mensagem do Reino. — Ageu 2:7.

Dessemelhantes dos exploradores do passado, armados de cutelos e espadas de dois gumes, corajosos cristãos, em princípios do século vinte, começaram a servir ali com “a espada do espírito”, a Palavra de Deus, em sua mão. (Efé. 6:17) Eles próprios buscaram os verdadeiros tesouros, o entendimento correto das Escrituras. Mas não entesouraram essas coisas espirituais. Partilharam alegremente com outros nessas ilhas espalhadas. — Veja Mateus 12:35.

Entre os anos de 1914 e 1920 era difícil a viagem a bordo das escunas e dos navios a vapor que navegavam nessas águas. Havia muitos recifes perigosos e violentas tempestades. Além disso, depois de chegarem os viajantes a uma dessas ilhas, tinham de permanecer talvez ali por semanas, até mesmo meses antes que um navio de retorno lhes permitisse continuar sua viagem.

Não obstante essas dificuldades, algumas pessoas nas Ilhas Sotavento entraram em contato com a verdade por volta de 1914. De que maneira? Quer por entrarem em contato direto com os Estudantes da Bíblia (como eram conhecidas naquela época as Testemunhas de Jeová), por meio de literatura enviada a elas, quer por escutarem o testemunho dado por pessoa como E. J. Coward em Barbados e em Trinidad. W. R. Roch, de Antígua, lembra-se de ter ouvido o irmão Coward falar (sobre o ‘segundo advento de Cristo’) no Palácio da Justiça de Roseau, Dominica, lá em 1914.

A VERDADE CHEGA A MONTSERRAT

De modo similar, a verdade bíblica penetrou em Montserrat, comumente chamada de Ilha Esmeralda por causa da forte influência dos colonizadores irlandeses. Era numa esquina de rua em Plymouth, a capital de Montserrat, que James Lynch, dono de uma farmácia, podia ser ouvido dar discursos em 1916 sobre ‘o segundo advento de Cristo’. Os que conheceram Lynch dizem que ele tinha naquela época mais de 60 anos de idade. Por volta de 1916, ele organizou um grupo, composto principalmente de rapazes, com os quais estudou a Bíblia no seu lar.

Em 1919, os Estudantes Internacionais da Bíblia realizaram um congresso em Barbados. Entre os que compareceram estava W. H. Rock, que tinha então 19 anos e o único congressista procedente de Montserrat. Naquela assembléia, ele conheceu W. R. Brown e o convidou a visitar a ilha. O irmão Brown visitou no ano seguinte levando sua esposa. Descrevendo essa visita, Brown escreveu anos mais tarde: “Eu e minha esposa nos casamos em 1920, mas havia trabalho a fazer. Dois dias depois do nosso casamento, partimos de Trinidad para Montserrat, levando conosco o Fotodrama da Criação. Demos testemunho em Dominica, Barbados e Granada, daí voltamos a Trinidad. Foi uma alegre lua-de-mel no serviço de Jeová.”

O Fotodrama da Criação (uma apresentação fotográfica a respeito do propósito de Deus para com a terra e o homem) foi exibido em diversos locais em Montserrat durante a visita do irmão Brown e sua esposa. Edward Edgecombe, que faleceu recentemente, lembrava-se de uma dessas exibições e disse: “Os diapositivos estavam bem programados e eram muito animadores para toda pessoa. Todos ficaram impressionados com a riqueza dos fatos e a habilidade do irmão Brown de os apresentar tão claramente.” O irmão Brown e sua esposa estiveram bastante ocupados durante a visita, mudando-se com freqüência e partilhando a verdade com muitos.

O COMEÇO DA OBRA EM DOMINICA

De regresso a Trinidad em 1920, os Brown pararam em Dominica. O irmão Brown havia estado ali em 1915 e colocara volumes dos Estudos das Escrituras com um homem de negócios de nome De Boin. Este, por sua vez, os passara adiante para E. F. Dumas. O Sr. Dumas leu os livros. Interessou-se e escreveu à Sociedade Torre de Vigia encomendando um suprimento de literatura para distribuir entre os homens de negócio, o clero e outros. No ínterim, ele escreveu para o irmão Brown, convidando-o a visitar Dominica. Os Brown pararam ali em 1920 e exibiram numa pequena sala o Fotodrama.

Dois anos mais tarde, o irmão Brown escreveu para J. F. Rutherford, então presidente da Sociedade, dizendo: “Com a ajuda de Jeová eu dei testemunho na maioria das ilhas das Antilhas e fiz discípulos em muitas delas. Devo tornar a visitá-las?” A resposta que ele recebeu dizia: “Prossiga para a Serra Leoa, África Ocidental, com sua esposa e a criança.” Portanto, em princípios de 1923, o irmão Brown e sua família embarcaram em Trinidad no SS Orange Nassau, indo para seu novo lar na África Ocidental, onde ele veio a ser conhecido por “Bíblia Brown”.

O zelo do irmão Brown em declarar a mensagem do Reino nas ilhas ajudou muitas pessoas. Nas ilhas menores das Antilhas, primeiro em Montserrat e daí em Dominica, alguns fizeram descobertas alegres. Haviam encontrado verdadeiros tesouros espirituais. Mas, será que fariam bom uso dessas coisas valiosas para assim receber verdadeiras bênçãos do seu recém-encontrado tesouro espiritual?

POSTOS À PROVA

Começou ali um período de prova por volta de 1922. Alguns que haviam aceitado a verdade bíblica ‘enterraram seus talentos’ por assim dizer, ao passo que outros viram a necessidade de investir. (Veja Mateus 25:14-30.) Desenvolveu-se em Montserrat uma dissensão e todos exceto o irmão James Lynch seguiram um novo grupo. Foi preciso ter verdadeira coragem e forte fé para permanecer com a verdadeira congregação cristã, mas o irmão Lynch demonstrou isso. Serviu fielmente até terminar sua carreira terrestre em 1926 à idade de 75 anos.

Outros 10 anos se passariam antes de chegar a mensagem do Reino novamente até o litoral de Montserrat. No ínterim, o que estava acontecendo em outras partes das Ilhas Sotavento?

CRESCIMENTO EM DOMINICA

Primeiro de tudo, vejamos o que estava acontecendo com as sementes da verdade que haviam sido plantadas em Dominica. Dir-se-ia uma ilha de “luz solar líquida”, pois chove muito ali. Em Roseau, que fica ao nível do mar, a precipitação anual, em média, é de 1.900 a 2.000 milímetros, mas isto aumenta grandemente com a altitude do terreno. Por exemplo a média anual na região do lago Água Doce é de 9.100 milímetros, e a quantidade é indeterminada nas encostas mais elevadas do monte diablotin, que se eleva à altitude de 1.447 metros. Mas as preciosas águas da verdade começaram a fluir também em Dominica apesar dos esforços tenazes de desviá-las.

Lennard Lee relembra o princípio da década de 1930 e a luta para sobreviver à perseguição virulenta lançada contra os verdadeiros cristãos em Dominica. O próprio Lee viu E. F. Dumas pregar nas ruas de Roseau, mas lembra-se de que muitas pessoas maltrataram muito a Dumas, até mesmo prendendo com alfinete rabos de burro nele e atirando-lhe pedras. Um grupo de advogados e de outras pessoas influentes, inclusive o carcereiro, formaram o que se chamou de Ação da Guelda. Eles apareciam em cena e avisavam a Dumas que ele “receberia algo” se mencionasse sequer o nome do bispo enquanto pregava nas ruas. Acenavam ameaçadoramente varas no rosto de Dumas. Vendo a injustiça dessas ações, Lee investigou o caso, e isto o levou a aprender a verdade.

Naquela época, Lee estava trabalhando como carpinteiro na construção da escola de um convento. A certas horas do dia, requeria-se que os trabalhadores fizessem o sinal da cruz. Embora Lee não soubesse naquele tempo todos os motivos por que isto era errado, achou incorreto e recusou-se a fazer. Isto lhe custou o emprego, mas fortaleceu sua decisão de se apegar ao verdadeiro cristianismo, apesar da oposição que enfrentou.

Naturalmente, os sacerdotes eram ásperos com todo aquele que não se deixasse controlar por eles. Tal inimizade foi demonstrada de diversos modos. Por exemplo, Lennard Lee relembra que em certa ocasião o Sr. Dumas estava transferindo uma casa de um local para outro. Contratara homens para este trabalho, mas um sacerdote os encontrou e ordenou-lhes que abandonassem o trabalho. Visto que eram católicos, obedeceram — e deixaram a casa bem no meio da rua! Ficou ali por vários dias até Dumas conseguir outros homens para terminar o trabalho de transferi-la.

Com o tempo, o conselho municipal baixou uma lei que exigia que todos os que desejassem pregar nas ruas de Roseau tinham de obter licença. Dumas recusou fazer isso. Ele foi preso enquanto estava pregando e, sendo julgado culpado, teve de passar dois dias na prisão. Com a continuação da oposição à obra de pregação do Reino, as testemunhas de Jeová da localidade entraram em contato com a filial da Sociedade Torre de Vigia em Trinidad e foram informadas que alguém os visitaria naquele ano em Dominica. Assim se deu que em 1934, segundo prometido, chegou um pioneiro de nome Waldo Roberts. Ele encontrou em Roseau um grupo de 10 pessoas desejosas de servir a Jeová. Esta visita resultou na formação da primeira companhia (congregação) do povo de Jeová em Dominica.

Quão ativas eram essas pessoas em declarar as “boas novas”? Bem, durante o chamado “Período de Louvor do Reino” (29 de setembro a 7 de outubro de 1934), um relatório indicou que havia 10 trabalhadores que deram 463 testemunhos durante 110 horas de serviço de campo. Colocaram 5 livros e 145 folhetos com as pessoas a quem deram testemunho. Isto, falando-se de passagem, foi em adição ao relatório pessoal de serviço do irmão Roberts. Esse período de nove dias foi feliz, o que marcou o primeiro serviço organizado de pregação de casa em casa feito em Dominica.

Durante aquele período, houve também um pequeno grupo que se reuniu para estudo da Bíblia em La Roche, na costa oriental da ilha. Portanto, as águas da verdade se tornavam mais do que mera corrente escassa em Dominica. Estavam, com efeito, avolumando-se, prontas para se infiltrar em todas as partes da ilha.

A VERDADE CHEGA A ANTÍGUA

Neste ponto, vamos investigar um pouco as ilhas, saltando de uma para outra. Portanto, para orientação, por que não olha de relance no mapa que acompanha nossa história? De Dominica olhe uns 160 quilômetros para o norte. Pule Guadalupe e não terá dificuldade de achar Antígua. É a nossa próxima parada.

Por volta de meados dos anos 30, as “boas novas” começaram a alcançar outras ilhas em Sotavento. Isto se deu porque zelosos proclamadores do Reino em Barbados e em Trinidad se dispuseram a mudar-se para novos territórios, uma dessas áreas sendo Antígua.

Dessemelhante de Dominica, Antígua é afetada por prolongadas secas. Por quê? Porque quase não há montanhas ali, o que é um fator contribuinte para as chuvas anuais de apenas 1.070 milímetros.

Em comparação com Dominica, onde o catolicismo é tão forte, Antígua tem uma variedade de religiões principais da cristandade. Era predominante entre essas a religião anglicana, embora surgissem no cenário com o passar do tempo, os metodistas, os morávios, os católicos romanos e outros. Mas como chegou a esta ilha o verdadeiro cristianismo?

Em 1934, William Byam, um antiguano que aprendera a verdade em Trinidad, voltou para Antígua a fim de difundir as “boas novas” na ilha como pioneiro. Pelo que parece, duas mulheres cristãs de Trinidad chegaram também a Antígua naquele ano. O relatório anual em conjunto indica que estavam bastante atarefados no serviço de Jeová. Relataram 1.008 horas no serviço de campo, 2.720 testemunhos, colocação de muitas publicações, bem como a realização de 20 reuniões de congregação. Os relatórios da atividade de pregação do Reino em Antígua foram recebidos durante quatro anos depois disso, mas daí, a obra cessou no que diz respeito a registros feitos.

Contudo, algumas Testemunhas hoje relembram vividamente que o irmão Byam apresentou verdades causticantes da Palavra de Deus nas esquinas das ruas de St. John’s, a capital. Por exemplo, o irmão Donald Meade relembra: “Byam pregava a respeito dos sacerdotes e do clero e especialmente no tocante à vestimenta deles. Ele os chamava de ‘homens de saia comprida’. Lembro-me de que desencorajava as pessoas de dar apoio ao clero.” O irmão William Tonge, já falecido, relatou certa vez que Byam “costumava vir a Pigotts toda terça-feira e dava discursos no prado”.

William Byam era figura familiar que ia de vilarejo em vilarejo, com uma lanterna na mão, dando sermões. Byam morreu em 1939 e parece que por algum tempo depois a única pessoa que declarava as “boas novas” em Antígua era o irmão Tonge, embora não relatasse nenhuma atividade à filial da Sociedade em Trinidad. Contudo, as sementes da verdade foram plantadas esperando ser regadas adicionalmente. — 1 Cor. 3:6.

O INÍCIO EM S. CRISTÓVÃO E NEVIS

Agora, queira dar mais uma olhada no nosso mapa. Alguns quilômetros a oeste de Antígua acham-se as ilhas de S. Cristóvão e de Nevis. Foi na década de 1930 e em princípios de 1940 que a nossa obra teve início nessas ilhas.

Em princípios dos anos 30 as “boas novas” foram divulgadas em S. Cristóvão, a ilha metrópole das Antilhas, que teve a primeira colonização permanente, britânica, em 1624. Por volta de 1932, um casal holandês de nome Bennett visitou a ilha e deu testemunho ali brevemente, colocando algumas publicações cristãs com os habitantes. Foi também em 1932 que o trinitino E. P. Roberts (irmão de Waldo Roberts mencionado antes) chegou a S. Cristóvão.

Algum trabalho de pregação de casa em casa foi efetuado em S. Cristóvão nos anos 30, e bons resultados estavam por vir. Diversas pessoas foram batizadas antes de Roberts partir para Montserrat em 1936. Após sua partida, um grupo se reunia para o estudo da Bíblia na casa de Edwin Saunders em Irish Town.

A família Saunders e Adina Day iniciaram nossa obra em Nevis entre 1939 e 1940. Havia naquele tempo quatro ou cinco publicadores do Reino nessa ilha.

A VERDADE RESSOA!

Deveras, a verdade bíblica se difundia nas Ilhas Sotavento durante a década de 1930. E, certamente, Jeová fazia prosperar nossos esforços de declarar as “boas novas”. Mas, para resumirmos nossa consideração daquela década, gostaríamos de lhe falar sobre uma parte especialmente eficaz do nosso serviço a Jeová.

Em 1934, introduziu-se um novo meio de alcançar o público nas Ilhas Sotavento. Naquela época, a Sociedade Torre de Vigia estava produzindo discursos bíblicos, gravados, para serem tocados em aparelhos de som portáteis. Essas gravações foram usadas com grande benefício ali, pois as pessoas não tinham inclinação especial para leitura, mas gostavam muito de ouvir. Portanto, suscitou-se muito interesse.

Não muito depois, usamos também fonógrafos portáteis no nosso serviço de campo, assim como o povo de Jeová os usava em outras partes. Os discursos bíblicos, gravados, relativamente curtos, de quatro minutos e meio, que foram tocados nesses aparelhos, foram acolhidos com grande interesse e apreço. Costumávamos ir às portas e as pessoas nos convidavam a entrar em suas casas, onde podiam ouvir sem se sentir constrangidas, especialmente na Dominica católica, onde os sacerdotes dominavam por meio de medo e ameaça uma população predominantemente analfabeta.

O aparelho de som serviu para um bom propósito nas reuniões públicas. Por exemplo, a irmã Beatrice Pond, que trabalhava nessa época como doméstica em Plymouth, Montserrat lembra-se de reuniões ao ar livre em Salem. “As pessoas saíam para fora, ouviam e se aproximavam”, relembra ela, acrescentando: “Algumas delas diziam: ‘É bom ouvir’, e outras observavam: ‘Escute só!’”

OUTRA ESPÉCIE DE REAÇÃO

Temos de admitir, porém, que alguns irmãos nem sempre usavam de muito tato ao empregarem o aparelho de som. Por exemplo, considere o que aconteceu lá em junho de 1936 em Roseau, Dominica, durante a celebração de Corpus Christi.

Havia uma procissão nas ruas e alguns irmãos acharam que isto fornecia boa oportunidade para dar testemunho. Por conseguinte, instalaram o aparelho de som no segundo pavimento, na varanda de uma casa, e começaram a tocar seu disco que falava do “Ano Santo”. Essa gravação deixou a multidão enfurecida! Uma mulher deixou a procissão, correu escadas acima e despedaçou o alto-falante, atirando-o ao chão.

Com isso, uma grande massa de gente atacou os portões de ferro na frente do prédio. Alguns irmãos conseguiram empurrar grandes engradados de madeira contra o portão e assim; impedir temporariamente o avanço da multidão. No ínterim, as Testemunhas fugiram para o quintal dos fundos. Mas não conseguiram escapar da turba amotinada. Um irmão relembra: “Nós os resistimos, naturalmente, e houve grande tumulto.”

Embora o bispo instasse com a polícia para que prendesse os irmãos, as autoridades disseram que não podiam fazer isso porque as Testemunhas estavam na sua propriedade. Por causa desse incidente infeliz, porém, houve muita oposição à obra de pregação por algum tempo depois. Com efeito, os irmãos foram até mesmo apedrejados enquanto iam para as reuniões.

OUVIR A VOZ DA VERDADE

Em geral, porém, os discursos bíblicos gravados pelo então presidente da Sociedade Torre de Vigia, J. F. Rutherford, foram todos bem acolhidos pelo povo. De fato, foi assim que alguns ouviram pela primeira vez as “boas novas”.

Para ilustrar: Charles Payne, um nativo pardacento, com forte sotaque irlandês, entrou em contato pela primeira vez com a mensagem do Reino ao ser transmitida por carro sonante em Montserrat lá no ano de 1936. Payne, um montanhês, trabalhador árduo e que bebia muito, orgulhava-se de seu serviço de marceneiro, cortando majestosos cedros à mão e usando a madeira para fazer magníficos móveis para os habitantes mais abastados da ilha. Depois, aos 31 anos de idade e pai de dois filhos, era mestre-de-obras de um grupo de construtores que estava fazendo uma escola no norte de Montserrat. Encontrara o livro Libertação, da Sociedade, na cozinha de um vizinho e o levara para casa para ler. Durante uma palestra no trabalho, na hora do almoço, uma senhora disse a Payne: “Um homem está pregando na ponta do cais e paga para as pessoas dois xelins e seis penies para entrarem na religião dele.”

Payne teve a oportunidade de investigar essa informação incomum quando E. P. Roberts visitou sua casa ao fazer a obra de pregação. Depois de adquirir um livro, Payne perguntou a Roberts se ele era o homem que pagava dois xelins e seis penies para quem entrasse na sua religião. A informação errada foi corrigida, seguindo-se uma explicação sobre nossa obra e isto levou a palestras bíblicas com a família de Payne.

Charles Payne era leitor leigo e superintendente da escola dominical na Igreja Anglicana. Ele começou imediatamente a falar sobre seu recém-encontrado tesouro espiritual. Isto lhe causaria algumas dificuldades, mas sobreviveu a estas com firme determinação.

Payne assinara contrato para construir a balaustrada do altar de comunhão de uma das igrejas em Antígua. Ele seria pago por etapas à medida que ia completando. Todavia, por causa da pregação zelosa de Payne, dois sacerdotes anglicanos procuraram tirar o serviço dele. Foram falar com Payne e, durante a conversa, um deles disse que ele havia recebido o segundo pagamento pelo seu serviço. Nisso, Payne chamou o sacerdote de mentiroso e mandou que ambos saíssem do seu quintal.

Em razão disso, um dos sacerdotes instaurou processo judicial contra Payne. No tribunal, esse sacerdote insistia em ser chamado “Reverendo”, mas Payne contendia que ele não era reverendo para ele. O juiz ameaçou acusar Payne de desacato ao tribunal se não chamasse o sacerdote de “Reverendo”.

Payne respondeu: “Estou em suas mãos para fazer o que achar melhor. Mas ele não é reverendo para mim. Se ele desejar ‘Reitor’, posso dizer isso, mas não ‘Reverendo’.” Finalmente, o clérigo disse: “Prossiga, fale.” Exigiram que Payne pagasse dois guinéus e os custos, mas no fim lhe pagaram pela construção da balaustrada do altar de comunhão conforme o contrato. Mais tarde, no ano de 1939, Charles Payne e sua esposa foram batizados em símbolo de sua dedicação a Jeová Deus.

PERSEVERANÇA DURANTE OS ANOS DE GUERRA

A Segunda Guerra Mundial trouxe certos problemas para os proclamadores do Reino nas Ilhas Sotavento. Durante os anos desse conflito, houve proibição à importação da literatura da Sociedade Torre de Vigia, e isto foi sentido muito. Contudo, o povo de Jeová, nesta parte do mundo, manteve-se ativo com as publicações que podia obter. Usaram-se também o aparelho de som e os fonógrafos quando possível.

Em S. Cristóvão, as publicações despachadas para os irmãos foram retidas no depósito do governo. Em 20 de março de 1944, essas caixas, que continham os livros Filhos e O Novo Mundo, bem como a edição da Torre de Vigia da Versão Normal Americana da Bíblia, foram levadas para uma usina de açúcar. Para que fim? Haviam sido dadas instruções para que a literatura fosse queimada na fornalha da caldeira.

Todavia, os irmãos Franklin Nisbett e Arthur Henry trabalhavam nessa época na usina. Alguém, todo agitado, correu para eles e disse: “Há alguns livros das Testemunhas de Jeová na casa da caldeira e parece que vão queimá-los esta manhã!”

Os dois irmãos deixaram seu trabalho e conseguiram salvar uma caixa quase cheia de Bíblias Versão Normal Americana e suficientes livros para a congregação. De fato, muitos trabalhadores levaram livros para casa, de modo que, não obstante os esforços de destruir as publicações, algumas delas chegaram às mãos do povo.

Em Montserrat, onde vigorava também a proscrição, dois publicadores do Reino estavam fazendo tudo ao seu alcance e se mantinham em contato com a Sociedade apesar das dificuldades de correio. Em Dominica, durante o ano de serviço de 1944, três publicadores do Reino devotaram 74 horas ao serviço de campo e colocaram 94 publicações, além de fazerem algumas revisitas. É verdade que os irmãos em Dominica, S. Cristóvão e Antígua precisavam de alguma ajuda espiritual. Contudo, perseveraram na atividade cristã e procuraram agradar a Jeová durante aqueles anos difíceis da guerra.

NECESSÁRIA — UMA LUTA ÁRDUA PELA FÉ

Por que era tão essencial a ajuda espiritual? Por que se desenvolveram problemas internos em certas congregações. Deveras, os fiéis servos de Jeová tiveram de travar uma “luta árdua pela fé”. — Judas 3.

Alguns, por exemplo, não queriam mais associar-se com a congregação de S. Cristóvão por causa da conduta do servo de companhia (superintendente presidente). Ele foi substituído, mas continuaram as facções divisórias e três grupos se reuniam separadamente. Com o tempo, Franklin Nisbett foi designado servo de companhia, mas ainda havia necessidade de ajuda.

Com o passar do tempo terminaram os problemas internos em S. Cristóvão. No ínterim, porém, não era fácil permanecer fiel e continuar a servir a Jeová. O irmão Arthur Henry, de S. Cristóvão, diz que as palavras do Salmo 72:4 o habilitaram a se apegar à congregação do povo de Deus durante aqueles tempos de provações. Segundo a Versão Rei Jaime que ele usou então, o texto reza: “Ele julgará os pobres do povo . . . e despedaçará o opressor.”

DISSENSÃO EM DOMINICA

Em Dominica, os irmãos em geral não participavam na obra de pregação de casa em casa. Naquela época, Phillip C. Pemberton estava trabalhando de pioneiro em Roseau, e ele e Lennard Lee estavam desentendendo-se um com o outro e com E. F. Dumas. Todos os três realizavam reuniões nos seus respectivos lares e enviavam à Sociedade cartas criticando uns aos outros. Todavia, a Sociedade escrevia em resposta cartas encorajando-os a parar de brigar e a continuar a obra do Reino.

Muitos irmãos ficavam em casa por causa dessas desavenças triviais, embora dessem testemunho de um modo incomum. Escreviam textos bíblicos em quadros negros expostos em frente de suas casas. Os transeuntes podiam ler esses textos. Esse costume continuou por alguns anos, mas foi finalmente descontinuado.

O irmão Hodge Dominique relembra que havia às vezes discussões, e que pelo menos uma vez não houve reunião de serviço por causa de disputa. Quando Dumas partiu para os Estados Unidos em 1943, o irmão Lee cuidou dos assuntos da congregação. Relembrando o que aconteceu, ele declara:

“Bem, vi na Sentinela que outros iam de casa em casa. Portanto, eu disse aos irmãos: ‘Nossa reunião não deixa de ser igual às outras denominações, a menos que saiamos para fazer a obra.’ Eles se recusaram a fazer, portanto eu parti e deixei outro irmão a cargo e fui até La Roche para incentivá-los também. Mas não concordaram com a idéia de pregar de casa em casa.

“Quando Dumas voltou, ele disse que soube que eu havia iniciado o trabalho de casa em casa, e sustentou que eu estava pondo em perigo a sua posição. Palestramos sobre o assunto e decidimos que eu faria a obra de casa em casa e que não se devia incomodar os outros no grupo.”

Como outras Testemunhas, o irmão Lee foi apedrejado e espancado muitas vezes enquanto pregava em vilarejos católicos circunvizinhos de Roseau. Por volta daquele tempo, sua cunhada morreu, pelo que parece de angústia, apenas três semanas depois de ter sido excomungada da Igreja Católica por ter recusado pôr para fora de sua casa o irmão Lee quando um sacerdote lhe ordenou fazer isso. A esposa do irmão Lee, Lictina, foi expulsa da casa de seus pais porque não quis parar de se associar com o povo de Jeová. Não obstante, a atividade cristã continuou em Dominica.

Naquela época, os irmãos em Roseau se reuniam num salão de um prédio que pertencia a E. F. Dumas. Ele se opunha à pregação de casa em casa. Também, estava ressentido de que a Sociedade não o apoiara em conexão com o uso do aparelho de som da maneira usada que provocara o motim de 1936.

Em junho de 1947, Joshua W. Steelman chegou a Roseau como servo aos irmãos (agora chamado superintendente de circuito). Em resultado dessa visita, a congregação local foi reorganizada para melhor serviço do Reino. Dois meses após a visita do irmão Steelman, as Testemunhas foram forçadas a deixar o prédio de propriedade de E. F. Dumas, e começaram a se reunir na casa do irmão Lee.

Dumas escreveu mais tarde tratados para se justificar e enviou esses pelo correio aos irmãos e à Sociedade. Em fevereiro de 1948, Dumas foi desassociado da congregação cristã. Ele morreu em 1957.

NOSSAS ATIVIDADES EM ANTÍGUA

Vejamos agora o que vinha ocorrendo em Antígua e na sua ilha tutelada de Barbuda, centros de tráfico britânico de escravos em princípios do século dezenove. Quando E. P. Roberts chegou à ilha em 1939, encontrou o irmão Byam que ainda pregava nas ruas, mas tinha havido poucos frutos resultantes de seus esforços.

Com o tempo, Roberts, que demonstrara muito zelo altruísta em declarar as “boas novas”, começou a usar mal as coisas preciosas confiadas a ele. Por alguns anos, manteve os irmãos em temor, ensinando que eles eram “ajuntadores de lenha e tiradores de água”, e fazendo-os pensar que deviam ser escravos dele porque professava ser um seguidor ungido de Jesus Cristo. (Jos. 9:23) Ele até referia a si mesmo como “profeta”. Roberts foi desassociado em 1948, mas pela grande misericórdia de Jeová ele foi aceito de volta à associação com o povo de Jeová em janeiro de 1962.

Mediante este breve resumo, é evidente que as condições não eram muito favoráveis para o progresso dos interesses do Reino quando Joshua W. Steelman visitou Antígua como servo aos irmãos entre 2 e 5 de julho de 1947. Entretanto, trabalhou em St. John’s intimamente com os irmãos no serviço de campo, e deu um discurso de serviço espiritualmente edificante antes de partir. Naquela época, o irmão Steelman visitou também as congregações em outras partes de Sotavento.

De 28 a 30 de maio de 1948, realizou-se uma ótima assembléia em St. John’s, Antígua. Cinco irmãos visitantes, junto com um ou dois oradores locais, apresentaram o inteiro programa da assembléia. Quatro pessoas foram batizadas nessa reunião. Bicicletas haviam percorrido as ruas para anunciar o discurso público “O Gozo de Todo o Povo”. Quão satisfeitos ficaram os irmãos ao ver 184 pessoas na assistência durante o discurso público! Deveras, o coração do povo de Jeová ficou animado com as boas coisas ouvidas nessa assembléia.

É verdade que os irmãos em Antígua estavam um tanto abalados por causa das provações que haviam sofrido. Mas, em última análise, sua fé havia sido fortalecida. Em 1947, havia 26 publicadores ativos na congregação de St. John’s. Naquele ano 67 pessoas assistiram à Refeição Noturna do Senhor. Todavia, no ano de 1948, a assistência à Comemoração foi de 91 pessoas em St. John’s.

DESPONTA UMA ‘NOVA ERA’

Com a chegada do ano de 1949, despontou uma ‘nova era’ em Sotavento. Começou a ser dada ênfase à ajuda espiritual e treinamento dos proclamadores do Reino. Por exemplo, em fevereiro de 1949, realizou-se a primeira assembléia de circuito em Roseau, Dominica. Hodge Dominique (o superintendente presidente ali naquele tempo), junto com Peter Brown e A. E. Tharp, de Trinidad, apresentaram o programa inteiro da assembléia. Todos os presentes ficaram exultantes de que 76 pessoas assistiram ao discurso público apesar de fortes chuvas. Duas pessoas foram imersas em símbolo de sua dedicação a Jeová Deus. Com efeito, a inteira assembléia foi um êxito, e os irmãos agradeceram a Jeová a sua amorosa orientação e o desenvolvimento espiritual em evidência nesse tempo.

Lionel Williams, um apicultor de Barbados, chegou a Dominica em 1948. Os irmãos apreciaram realmente sua ajuda em conexão com as reuniões de serviço e a Escola Teocrática. Quando B. H. Berry visitou a ilha como superintendente de circuito, o irmão Williams o acompanhou numa viagem de 29 quilômetros através de trilhas como que dentro da selva e através de rios para organizarem um grupo de pessoas que se reunia em La Roche.

Portanto, em fins da década de 1940, houve excelentes desenvolvimentos na obra de proclamação do Reino em Sotavento. Deveras, despontara uma ‘nova era’. Mas, antes de terminar a década, a obra de pregação nessas ilhas foi favorecida por ainda outro desenvolvimento.

AJUDA DE GILEADE

Mais pessoas para brandir a ‘espada do espírito, a palavra de Deus’, começaram a chegar a Sotavento em 1949 após sua formatura da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. (Efé. 6:17) Com efeito, o ano de 1949 foi um ano culminante para a entrada de missionários treinados em Gileade nessas ilhas. O irmão e a irmã E. F. Krueger, bem como o irmão e a irmã L. M. Frazier, chegaram a S. Cristóvão, ao passo que o irmão e a irmã Wilfred A. Howlett foram para Antígua.

Quão feliz foi aquele tempo! Uma recepção típica foi a recebida pelo irmão e pela irmã Howlett ao chegarem a Antígua de navio. Ora, a congregação inteira estava à espera deles no cais, na manhã que chegaram, e foram acolhidos de braços abertos e por rostos sorridentes! Em S. Cristóvão, os Krueger e os Frazier encontraram um grupo razoavelmente organizado de 15 publicadores dedicados do Reino. Entretanto, não foi sem dificuldade que se obteve visto de entrada na ilha junto às autoridades locais. Houve forte oposição da parte dos membros do conselho de S. Cristóvão, muitos dos quais eram católicos. Robert Bradshaw, que era nessa época representante sindical do conselho, argumentou que, se se concedia a outros entrar na ilha, também a esses missionários se devia conceder entrada. Até sua morte em 1978, o Sr. Bradshaw, que era o primeiro-ministro do estado, foi favorável aos missionários.

Os recém-chegados tinham por objetivo dar treinamento pessoal aos irmãos na obra de pregação do Reino e ajudá-los em sentido congregacional. Por conseguinte, era certo que a ajuda de Gileade produziria bons resultados.

NOVOS “NAVEGANTES” NESSAS ÁGUAS

Outrora os bucaneiros navegavam nessas águas para atacar navios espanhóis. Diz-se que esses bucaneiros se originaram da ilha de Tortuga, mas que eram antigos colonizadores de S. Cristóvão que fugiram dos franceses. Com efeito, o nome “bucaneiro” parece ter-se originado do costume dos navegantes de assar carne sobre fogo ou boucaner e vender para os viajantes de passagem. Diferente dos bucaneiros de outrora, porém, houve um novo tipo de “navegantes” que apareceu nessas águas em fins de 1949. Com esses homens surgiu um método emocionante de difundir as “boas novas” entre os ilhéus.

Em 18 de novembro de 1949, a escuna Sibia, da Sociedade, de 20 metros, começou a navegar de S. Tomás a S. Martinho em Sotavento. Havia a bordo quatro pregadores das “boas novas” — Gust Maki, Ronald Parkin, Arthur Worsley e Stanley Carter. E, naturalmente, o barco estava carregado de muitas caixas de Bíblias e de literatura cristã.

Pormenores obtidos do diário do irmão Parkin nos ajuda a fazer reviver a primeira viagem de Sibia. Venha a bordo!

“Chegamos a S. Martinho à noitinha de 19 de novembro, ancorando no porto francês de Marigot. Esta é uma ilha franco-holandesa. Alguns jovens, cheios de curiosidade, vêm ao nosso encontro ao chegarmos, e ficamos muito contentes de que sabem falar inglês. Ouvem atenciosamente a mensagem do Reino. Ficamos surpresos de que já há uma Testemunha de Jeová nesta ilha. Encontramos com ele quatro dias mais tarde.

“Trata-se de George Manuel, que vem à doca para nos cumprimentar e passa o dia inteiro conosco no serviço de campo. O povo é hospitaleiro e temos boas palestras. Mas o pregador adventista do sétimo dia certamente não está contente com a nossa presença.

“Em 25 de novembro, encontramos certo Sr. Duchene que mostra grande interesse pela obra do Reino. Outros também estão interessados e isso causa certa agitação na cidade. Na noitinha de 27 de novembro, o irmão Carter dá um discurso ao ar livre, e cerca de 200 pessoas ouvem. Respondemos a muitas perguntas depois.

“Em 29 de novembro, o irmão Parkin dá um discurso público ao ar livre e cerca de 250 pessoas chegam para ouvir. Numa região chamada Columbier, o irmão Worsley dá um discurso público no dia seguinte. Certo Sr. Flemming nos deixa usar seu quintal para esse fim e sacerdotes furiosos ameaçam excomungá-lo. E aquele pregador adventista do sétimo dia está realmente irado. As coisas ficam cada vez mais ‘quentes’ ao passo que damos mais discursos públicos, e o sacerdote começa a avisar seu ‘rebanho’ durante a missa matinal. Mas, quanto ao povo, a situação continua do mesmo modo. Ainda escuta a mensagem do Reino.

“Em 5 de dezembro, chegamos ao lado holandês da ilha, a Philipsburg. Precisamos obter autorização junto ao governo para dar discursos públicos, mas nossas atividades vão bem. Após cerca de duas semanas, voltamos a Marigot e realizamos alguns estudos bíblicos.

“Em 25 de dezembro, navegamos em direção à ilha britânica de Angüila. Não há meios de transporte na ilha nesta época; portanto, temos de caminhar de um lugar para outro. Mas nossos esforços são recompensados ao passo que vamos difundindo a mensagem do Reino e colocando publicações cristãs. No vilarejo Sandy Ground, o irmão Carter dá um discurso e cerca de 100 pessoas assistem.

“Em 31 de dezembro, voltamos a Marigot, onde nos reabastecemos. Daí, vamos de volta a Angüila para dar mais testemunho. Em 11 de janeiro, voltamos a Marigot, e no dia seguinte partimos da ilha de S. Martinho, mas com recordações agradáveis de nossa primeira viagem em Sotavento.”

MAIOR USO DE BARCOS

Quando a Sociedade Torre de Vigia produziu películas cinematográficas baseadas na Bíblia, os irmãos que tripulavam a Sibia exibiram os filmes em vários lugares. Às vezes, o único meio de usar o projetor era por utilizar o gerador portátil do barco. Portanto, a nave tinha mais de uma serventia.

Naqueles tempos antigos em que se dava testemunho com o uso de barcos havia muitas experiências satisfatórias ao passo que eram procuradas as pessoas semelhantes a ovelhas nessas ilhas distantes. Sim, aqueles dias “foram cheios de trabalho missionário e de alegrias no serviço de Jeová”, relembra Ronald Parkin. Eram “bênçãos que não podem ser descritas em palavras”, diz ele, exclamando: “Quão bom é Jeová por nos permitir ter parte nesta grande obra de colheita!”

O barco da Sociedade, de nome Light (Luz), com o tempo tomou o lugar de Sibia. Esta última embarcação navegou nas águas das Antilhas num circuito que incluía as Ilhas Sotavento e outras ilhas meridionais até o ano de 1957. E, quais foram alguns dos desenvolvimentos durante aqueles anos?

Bem, em princípios da década de 1950, começou um núcleo do povo de Jeová em South Hill, Angüila, no lar de Eugene Bradley. Em 1957, dois pioneiros especiais foram enviados a uma outra parte da ilha — a um lugar chamado Stoney Ground. A obra do Reino continuou a fazer progresso, e há atualmente 14 proclamadores do Reino associados com a congregação de Angüila.

Em 18 de novembro de 1951, houve em S. Martinho o primeiro batismo de cristãos dedicados. Dois irmãos foram então imersos, George Dormoy e Leonce Boirard, o capitão do porto. Há hoje duas congregações com 100 proclamadores do Reino que servem em S. Martinho.

Portanto, em parte devido ao uso de barcos na divulgação das “boas novas”, tem havido progresso cristão nas ilhas Sotavento. Ao olharmos para trás para os dias em que as naves Sibia e Light eram usadas extensivamente nas Antilhas, temos recordações vívidas. Por exemplo, naquela época, os irmãos empregavam vários métodos para atrair ouvintes. E. F. Krueger, já falecido, relatou certa vez como ele ficava parado na rua tocando sua gaita-de-boca até que se reunisse um grupo considerável de pessoas. Daí, ele apanhava sua Bíblia e começava a dar um discurso.

Naturalmente, houve também alguns incidentes humorísticos. O irmão Parkin relembra: “Eu estava dando um discurso debaixo de uma árvore com uma enorme lanterna a querosene acima de minha cabeça. Durante o discurso, um rato perseguiu outro animal lá em cima na árvore e ambos caíram aos meus pés lutando. Daí, uh! Foram embora, e atrás deles metade dos jovens na assistência.”

Nessa época, a filial da Sociedade em Trinidad supervisionava a obra de fazer discípulos nas ilhas Sotavento. Portanto, sentimo-nos justificados de lhe contar o que aconteceu em relação com um discurso que seria dado por um dos tripulantes do barco, o irmão Parkin, numa praça pública de Trinidad. Seu assunto era, em inglês, “Hell Is a Scare” (O Inferno É um Espantalho). Todavia, os jornais anunciaram como sendo “Heill Is a Square” (O Inferno É um Quadrado). Ora, 300 pessoas compareceram ao discurso. Talvez alguns estivessem curiosos sobre o formato do inferno. Será que era realmente square (quadrado)?

AUMENTO DA NOSSA OBRA

A obra de pregação do Reino e de fazer discípulos estava aumentando em Sotavento em princípios da década de 1950. Por exemplo, progredia em S. Cristóvão, aquela ilha fértil, notável pela sua produção de açúcar e melados. Com efeito, o aumento foi suficiente para se poder realizar a primeira assembléia de circuito em S. Cristóvão, de 17 a 19 de novembro de 1950. Samuel McKenzie e Arnold Stoute, mais dois diplomados de Gileade, que haviam chegado recentemente, participaram do programa.

Em pouco tempo, os irmãos McKenzie e Stoute assumiram as suas designações em Charlestown, Nevis, onde encontraram o irmão Walter Joseph, sua esposa e mais duas pessoas que proclamavam as “boas novas”. Começaram a realizar reuniões regulares na casa de Joseph, e o pequeno grupo que foi organizado como congregação lá em 1947 começou a fazer notável progresso.

Em Gingerland, próximo de lá, o pioneiro Benjamin Smith estava atarefado trabalhando junto com nove outros publicadores. Todavia, os missionários descobriram que seis deles ainda continuavam a assistir aos cultos de organizações da religião falsa. Portanto, foram imediatamente excluídos das fileiras dos proclamadores do Reino.

É verdade que a nossa obra estava fazendo algum progresso nas ilhas como S. Cristóvão. Obviamente, porém, havia necessidade de mais ajuda espiritual e havia um grande trabalho à frente. Portanto, será que se poderia fazer mais para promover os interesses do Reino nas Ilhas Sotavento?

ESTABELECIMENTO DE UMA FILIAL

O ano de 1954 foi memorável para o povo de Jeová nessas ilhas. No começo da primavera, a Sociedade Torre de Vigia fez arranjos para acelerar nossa obra estabelecendo uma filial separada para as Ilhas Sotavento. Este arranjo fez com que nossas atividades recebessem melhor supervisão. Os irmãos Roy F. Bruhn e Kenneth Gannaway foram enviados ali para cuidarem da nova filial. Sob esse arranjo, foram formadas duas novas congregações em Antígua, em All Saints e em Pigotts.

As dificuldades iniciais de abrigar a nova filial em St. John’s, Antígua, foram vencidas com a ajuda de um homem de negócios da localidade. Não obstante a pressão de seus sócios, ele insistiu que, já que a Sociedade desejava seu prédio, este estava disponível. Portanto, foi ali que começou a nova filial. Um pouco mais tarde, mudou-se daquele prédio para um melhor no mesmo quarteirão, e permaneceram ali a filial, o lar missionário e um Salão do Reino durante os 14 anos que se seguiram.

Milton G. Henschel, da sede da Sociedade em Brooklyn, visitou Sotavento entre 30 de março e 1.º de abril de 1954, e programou-se uma assembléia de três dias de duração em conexão com essa visita. As Testemunhas locais apreciaram certamente o excelente conselho bíblico provido durante os discursos do irmão Henschel na assembléia. Imagine, também, a alegria dos irmãos em resultado da inesperada exibição do filme da Sociedade intitulado “A Sociedade do Novo Mundo em Ação”! O irmão Henschel voltou às Ilhas Sotavento como superintendente de zona em 1961 e novamente em 1966.

EM EVIDÊNCIA A EXPANSÃO GRADUAL

Neste ponto, talvez algumas estatísticas comparativas sejam de ajuda para mostrar o progresso da nossa obra após o estabelecimento da filial nas Ilhas Sotavento. Em 1954, foram recebidos relatórios de serviço de campo de sete ilhas — Antígua, Angüila, Dominica, Montserrat, Nevis, S. Cristóvão e S. Martinho. Durante aquele ano de serviço, houve 193 proclamadores do Reino e estes devotaram 34.367 horas à obra de declarar as “boas novas”. A assistência conjunta à Comemoração foi de 303. Dez anos mais tarde, durante o ano de serviço de 1964, havia 396 publicadores do Reino que relataram 114.047 horas na obra de fazer discípulos. Durante aquele ano, um total de 575 pessoas assistiram à Refeição Noturna do Senhor através dessas ilhas.

Houve alguns desenvolvimentos notáveis durante os anos que decorreram entre um fato e outro. Por exemplo, os irmãos a bordo do barco Light, da Sociedade, continuaram a visitar as ilhas distantes até meados de 1957, quando a embarcação foi vendida e três membros da tripulação receberam designações em lares missionários. Por anos agora, o outro membro da tripulação, Arthur Worsley, vem servindo como membro da família de Betel em Brooklyn, Nova Iorque.

Em 1957, Alban Joseph tornou-se o primeiro irmão nativo que entrou no serviço de circuito nas Ilhas Sotavento. Também, durante a Assembléia Internacional da Vontade Divina de 1958, na cidade de Nova Iorque, Carlton Hull, de S. Cristóvão, foi o primeiro dentre três ilhéus de Sotavento a ser diplomado da Escola de Gileade no período de um ano. Em 1959, Gerald Christopher e Kennedy Phillip, ambos naturais de S. Cristóvão, cursaram a Escola.

Jeová continuou a abençoar nossos esforços, não obstante alguns partirem para a Inglaterra e para os Estados Unidos à procura de emprego. Outros ‘trabalhadores da colheita’ chegaram para ajudar a obra. Por exemplo, em 1966, o irmão e a irmã Ernest Jackson, dos Estados Unidos, assumiram a sua designação como missionários em Montserrat. O irmão e a irmã Paul Ondejko, canadenses, chegaram a S. Cristóvão um ano mais tarde. E, naturalmente, um número crescente de proclamadores do Reino empreendeu fielmente seu serviço a Jeová.

A OBRA DE CIRCUITO DESEMPENHA SEU PAPEL

Desde que Joshua W. Steelman visitou as Ilhas Sotavento como superintendente viajante lá atrás em 1947, essa obra tem desempenhado um papel importante no progresso da obra de pregação do Reino nessas ilhas. Portanto, permita-nos falar-lhe um pouco sobre essa atividade através dos anos.

No começo da obra de circuito nas Ilhas Sotavento, os irmãos viajantes levavam amiúde consigo pequenas camas dobradiças, e preparavam sua própria comida, visto que seus humildes concrentes simplesmente não os podiam alojar. Especialmente em Dominica a viagem era extremamente difícil. Portanto, naquela época, nenhum superintendente de circuito era casado. Foi só em 1956 que Roseau e Portsmouth foram ligadas por estrada. Mesmo então, por causa das estradas serpenteantes levava quase duas horas e meia de automóvel para percorrer os mais de oitenta quilômetros entre essas cidades, embora a distância real seja de apenas 32 quilômetros. Certo observador comentou: “A ilha tem tantos picos, serras e precipícios que, em proporção à sua superfície, é mais acidentada que a Suíça.” O patoá, um dialeto do francês, falado por quase 70.000 habitantes, representa outra barreira a transpor para a verdade bíblica.

Quando os superintendentes de circuito visitavam Dominica, era por trilhas escabrosas nas montanhas que tinham de caminhar amiúde de um povoado a outro. O irmão Fred Snow era tão resistente e zeloso que se esforçava em reduzir seu tempo de percurso cada vez que visitava, de Grand Bay a La Roche, através do monte Paix Bouche.

Com o passar dos anos, muitos irmãos, naturalmente, participaram no trabalho de circuito nas Ilhas Sotavento. Não é possível contar todas as experiências deles. Mas uma coisa é certa: Seus esforços foram apreciados.

Refletindo sobre as primeiras visitas dos superintendentes de circuito a Dominica, Hodge Dominique observa: “Quando eu recebia uma carta da Sociedade dizendo que um irmão viria visitar-nos, ficávamos no cais até bem mais das onze horas da noite, olhando para o mar à espreita dos navios. Vinham amiúde a bordo de um navio francês naquela época, antes de a Sociedade abrir uma filial em Antígua. Lembro como o servo de circuito ficava sempre tão alegre de nos ver, e eu o levava diretamente para minha casa.” Deveras, tal apreço, a associação estreita e o resultante intercâmbio de encorajamento beneficiaram através dos anos tanto os superintendentes viajantes como as pessoas que eles visitavam. — Rom. 1:11, 12.

Em fins dos anos 50, começaram a aparecer pistas de pouso à beira da região da selva em grande parte das ilhas, e isto resultou no aumento do turismo. Habilitou, sem dúvida, também os superintendentes de circuito e sua esposa a viajar de uma ilha a outra em questão de minutos. Isto foi certamente muito melhor do que esperar semanas, senão às vezes meses, até a chegada dos dois navios que serviam o arquipélago.

Também, com a ajuda financeira da Grã-Bretanha, do Canadá e dos Estados Unidos, começaram a ser feitas melhorias nas ilhas em conexão com a eletricidade, a água e as estradas. Naturalmente, tais desenvolvimentos beneficiaram o povo em geral, inclusive as Testemunhas locais e os superintendentes viajantes.

MUDANÇAS NO MODO DE VIDA

Com o passar do tempo, houve muitas mudanças nessas ilhas e entre seus habitantes. Contudo, nada influiu mais na vida do povo do que a Palavra e o espírito de Jeová Deus. Com a divulgação da mensagem do Reino aqui, ‘as coisas desejáveis’ foram encontradas, e estas tomaram posição a favor de Jeová. (Ageu 2:7) Por natureza, muitos desses ilhéus são cautelosos embora amigáveis. Alguns, embora tímidos como os caraíbas, os habitantes originais, estão mudando de atitude e aceitam estudos bíblicos domiciliares.

Toda parte de nosso território, todo vilarejo isolado, se tornou importante para nós quando fomos declarar as “boas novas”. Por exemplo, uns 400 descendentes dos caraíbas moram numa reserva perto do rio Gaulette, na margem atlântica de Dominica. Tais pessoas ainda fazem canoas cavadas à mão, outrora usadas para fins de guerra, mas que são vendidas agora aos estranhos para pesca. Sim, a mensagem do Reino chegou até esses descendentes dos caraíbas e exerceu boa influência em sua vida. Que alegria foi ver as duas primeiras pessoas dentre eles batizar-se no ano de serviço de 1970!

Foi também encorajador o fato de que irmãos e irmãs jovens aceitaram entusiasticamente responsabilidades, o que lhes proporcionou a bênção de Jeová. Por exemplo, nos anos recentes, diversas dessas pessoas jovens, como os primeiros proclamadores das “boas novas” nessas ilhas, organizaram pequenos grupos de pessoas interessadas, nos vilarejos dispersos. Tal obra teve um tremendo efeito fortalecedor sobre as congregações do centro, especialmente em Antígua, S. Cristóvão e Dominica.

EDIFICAÇÃO VISANDO O FUTURO

Além de mudanças no modo de vida, a própria configuração dessas ilhas mudou nos últimos anos. Gigantes mecanizados arrancaram enormes trechos de terra para a construção de conjuntos residenciais e luxuosos hotéis. Mas as Testemunhas de Jeová também construíram visando o futuro.

Em 1966, com a contínua expansão da nossa obra, surgiu um problema em conexão com abrigar a filial e o lar missionário, que se encontravam nessa época no primeiro andar de um prédio alugado em St. John’s, Antígua. Fez-se naquele ano um esforço sincero para se encontrar um local mais adequado para residência e para as instalações da filial. Esse esforço também teve a bênção de Jeová. Assim, comprou-se em novembro de 1966 um terreno em St. John’s, e a Sociedade construiu ali um belo prédio de dois pavimentos. No andar térreo, há um espaçoso Salão do Reino, bem como depósito de literatura e dependências da filial. No andar de cima, há confortáveis acomodações para oito missionários. O prédio foi dedicado em 26 de janeiro de 1968, por ocasião da visita do superintendente de zona Robert W. Wallen, membro da sede da Sociedade em Brooklyn. Mais de 200 pessoas estiveram presentes a essa ocasião alegre.

Contudo, não se limitou apenas a isso a nossa obra de construção visando o futuro. O povo de Jeová construiu em várias partes dessas ilhas ótimos locais de adoração. Atualmente, todas as congregações, exceto duas, são proprietárias de Salões do Reino nas Ilhas Sotavento. Foi construído em 1976, pelos irmãos de Antígua, um dos salões maiores, com 500 assentos e espaço para mais.

FORTES VÍNCULOS DE AMOR CRISTÃO

Atualmente, os verdadeiros cristãos nas Ilhas Sotavento não têm motivo para se sentir como ilhéus isolados que estão muito longe de concrentes em outras partes da terra. Ao contrário, podem sentir o vínculo de amor e a estreita unidade que caraterizam o povo de Jeová em toda a terra. (João 13:34, 35) Não resta dúvida de que muitos fatores contribuem para essa atitude, mas parece especialmente apropriado mencionarmos um deles.

Os irmãos nessas ilhas receberam grande estímulo espiritual dos visitantes da sede de Brooklyn. Por exemplo, em novembro de 1968, foram muito encorajados com a primeira visita do irmão N. H. Knorr, então presidente da Sociedade. As 281 pessoas presentes para ouvir seu discurso foram incentivadas a se olhar pessoalmente no “espelho” mencionado pelo discípulo Tiago. Instou-se com tais para que ‘aceitassem com brandura a implantação da palavra de Deus’, sendo ajudadas a ver a si mesmas à luz dos tempos perigosos em que vivemos. (Tia. 1:21-24) Depois disso, um grupo de uns 20 a 30 irmãos e irmãs permaneceu cerca de uma hora no aeroporto sob o céu estrelado, típico dos trópicos, para conversar calorosamente com o irmão Knorr enquanto esperava o avião que o levaria à próxima etapa na sua viagem às filiais nas Antilhas e na América do Sul.

Foram também grandemente edificados com as recentes visitas de membros do atual Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. Os irmãos Lloyd Barry, Albert Schroeder e John Booth visitaram todos eles S. Cristóvão e Antígua no mês de agosto de 1976. Os irmãos Barry e Schroeder tiraram uma noite de seu horário ocupado para ir de avião até S. Cristóvão. Naquela noite, menos de uma hora antes do horário previsto para darem discurso perante a assistência, os visitantes expressaram seu desejo de trabalhar no território para conhecê-lo. Pode-se imaginar, sem dúvida, a alegria das Testemunhas locais e de seus hóspedes quando saíram na hora do crepúsculo e participaram em dar testemunho aos ilhéus. Instantes depois, os irmãos ficaram maravilhados de ver que 375 pessoas haviam chegado para ouvir os discursos encorajadores dos irmãos visitantes.

John Booth serviu numa assembléia de distrito nas Ilhas Sotavento perto do fim de agosto de 1976. Mas outros irmãos do Corpo Governante também estiveram ali. Em outubro de 1976, Lyman Swingle devotou dois dias animando os irmãos em Dominica. E. C. Chitty visitou na qualidade do superintendente de zona em 1977, bem como Daniel Sydlick, em 1978. Portanto, não é de surpreender que os irmãos nas Ilhas Sotavento se sintam muito achegados a seus conservos de Jeová, que trabalham na sede da Sociedade. E, certamente, o povo de Deus nestas ilhas preza o vínculo do amor cristão que os une aos adoradores de Jeová em toda a terra.

CONGRESSO INTERNACIONAL “FÉ VITORIOSA”

Quão emocionante foi para os irmãos nas Ilhas Sotavento terem o Congresso Internacional “Fé Vitoriosa”, realizado de 23 a 27 de agosto de 1978, em St. John’s, Antígua! Deleitaram-se de acolher entre os congressistas irmãos da Suécia, da Inglaterra, dos Estados Unidos, do Canadá e das Antilhas. O auge de assistência na assembléia foi de 1.717, e 35 pessoas foram batizadas.

Muito animador para os missionários, que testificou o desenvolvimento espiritual dos irmãos locais, foi que o inteiro funcionamento da assembléia esteve a cargo dos irmãos locais das Ilhas Sotavento. O irmão Karl Klein, do Corpo Governante, serviu esta assembléia, e diversos membros das famílias de Betel de Brooklyn e de Londres participaram do programa.

CONSTANTE REGOZIJO NO SERVIÇO DE JEOVÁ

“Devo tornar a visitá-las?”, escreveu W. R. Brown a irmão J. F. Rutherford em 1922 após ter feito discípulos nessas belas ilhas. O irmão W. R. Brown foi então enviado a outra parte, mas desde então muitos outros como o irmão Brown ‘tornaram a cobrir essas ilhas vez após vez’, e muitas pessoas preciosas se ajuntaram na casa de Jeová, servindo-o fielmente. (Isa. 2:2-4; Ageu 2:7) Mas o que dizer do futuro? As perspectivas são excelentes! Há atualmente 716 proclamadores do Reino nas Ilhas Sotavento. Estiveram presentes à Refeição Noturna do Senhor, em 23 de março de 1978, nas 18 congregações e nos dois grupos isolados, 1.594 pessoas.

Rememorando os anos de pregação do Reino nas Ilhas Sotavento, torna-se manifesto um registro inapagável de fidelidade. Usufruímos o grande amor de Jeová e a paciente orientação por intermédio do “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) E somos alegres no serviço de Deus. Até que ela diga que a obra está terminada, os cristãos verdadeiros das Ilhas Sotavento continuarão a se regozijar à medida que vão difundindo as magníficas novas: “O próprio Jeová se tornou rei! Jubile a terra. Alegrem-se as muitas ilhas.” — Sal. 97:1

[Foto na página 188]

A escuna “Sibia” usada outrora na divulgação das “boas novas” através das Ilhas Sotavento e outras partes das Antilhas.

[Mapa na página 176]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

ANGÜILA (Br.)

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