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O conceito correto sobre a obra a fazerA Sentinela — 1962 | 1.° de fevereiro
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louvar a Deus, pois “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. — Atos 2:21.
6. Como mostrou o apóstolo Paulo discernimento na seleção das oportunidades que se lhe apresentavam?
6 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, mostrou vivo discernimento na seleção das oportunidades que se lhe abriam, ao dizer: “As coisas que eram para mim lucro, estas eu considerei perda por causa de Cristo. Ora, quanto a isso, considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.” Não se deixou prender pela consideração de sua anterior posição social, suas oportunidades profissionais ou seu destaque no mundo religioso. As ‘coisas que eram para ele lucro’, do ponto de vista mundano, estas ele estava disposto a considerar como perda, a fim de concentrar a sua vida no ministério que lhe foi confiado pelo Senhor. Seu coração estava empenhado no ministério, e ele disse: “Sou grato a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me delegou poder, por me ter considerado fidedigno, designando-me para um ministério.” — Fil. 3:7, 8; 1 Tim. 1:12.
REALIZAÇÃO CABAL DA OBRA
7, 8. (a) Que conceito formava Paulo sobre a maneira em que o ministério devia ser realizado? (b) Como demonstrou isso no seu ministério em Éfeso?
7 Paulo provou a sua devoção por realizar o seu ministério de maneira exemplar. Ao recapitular com os superintendentes da congregação de Éfeso o proceder que ele tinha seguido, fez menção da oposição que encontrara, mas, mostrou que esta não o fez refrear-se. Realizara o ministério de maneira cabal. “Bem sabeis como desde o primeiro dia em que pisei no distrito da Ásia eu estive convosco todo o tempo, agindo como escravo do Senhor, com a maior humildade da mente, e com lágrimas e provações que me sobrevieram pelas maquinações dos judeus; enquanto não me esquivei de vos comunicar quaisquer das coisas que eram proveitosas, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, a respeito do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” Não teve a atitude de que bastara ter estado no meio deles, e que, se quisessem saber as boas novas, poderiam ter vindo a ele para ouvi-las. Ele tinha ido de casa em casa para entrar em contato com ‘eles. Estava confiante de que eles realmente tinham ouvido a mensagem, e, quer cressem nela, quer não, sabiam de que se tratava. Na sua mente não se formulava a pergunta: Participei eu no ministério? mas: Realizei-o cabalmente? Paulo reconhecia a importância de fazer assim, e êle deu ênfase a isso, dizendo: “Não considero a minha alma de qualquer modo preciosa para mim mesmo, contanto que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar cabalmente testemunho das boas novas da benignidade imerecida de Deus.” — Atos 20:18-24.
8 Para cumprir a sua designação em, Éfeso, êle, de início, realizou uma série de reuniões bíblicas, públicas, na sinagoga, e esta durou cerca de três meses. Usava de linguagem franca e vigorosa na sua apresentação, e, ao mesmo tempo, tomava em consideração os pensamentos dos seus ouvintes, fraseando a mensagem em termos que podiam facilmente compreender. (1 Cor. 9:20-23) Não se podia confundir o ensino dele com a doutrina dos clérigos de Éfeso, que agradavam aos ouvidos, e em pouco tempo tornou-se evidente uma separação entre os endurecidos e os que queriam aprender; Paulo levou assim os que queriam aprender, os discípulos, a outro local de reunião, e ali, no auditório da escola de Tirano, ele realizava reuniões cada dia, por dois anos. (Atos 19:8-10) Ao mesmo tempo ele participava no ministério de casa em casa e os treinava nele. Preocupando-se amorosamente com eles, não só lhes transmitiu as boas novas, mas gastou-se livremente a favor deles. Realizou cabalmente o seu ministério.
9. (a) Que atitude para com o ministério recomendou Paulo a Timóteo, e por quê? (b) Como pode alguém ‘salvar os que o ouvem’?
9 O mesmo reconhecimento da importância de se ser cabal no ministério foi o que Paulo recomendou ao seu colaborador Timóteo e aos que hoje têm fé semelhante à de Timóteo: “Mantém teu equilíbrio em todas as coisas, sofre o mal, faze a obra dum evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” (2 Tim. 4:5, margem) Ele não incentivou Timóteo a ter apenas alguma parte no ministério, a certificar-se de que pudesse dizer ao corpo governante, cada mês, que ele tinha pregado as boas novas durante aquele mês. Seu conselho foi muito mais forte: “Cumpre cabalmente o teu ministério.” Por quê? Porque vidas estavam envolvidas. Timóteo estava bem a par disso, visto que pouco antes Paulo havia escrito, admoestando-o: “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Persevera nestas coisas, porque, por fazer isto, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Tim. 4:16) Devia preocupar-se com mais do que a sua própria salvação. Não devia participar no ministério apenas com a idéia de que esta era a maneira de ele ganhar a salvação. A diligência da sua parte, executar cabalmente o ministério, significaria salvação para os outros que, embora ouvissem as boas novas, não teriam de outro modo recebido a atenção pessoal que lhes ajudava a reconhecer a sua importância e de agirem de acordo com elas.
10. Que conceito devemos formar sobre a obra entre agora e o Armagedon?
10 Quão apropriado é para nós, hoje, o conselho dado a Timóteo! Ele coloca na luz correta a obra que temos para fazer entre agora e o Armagedon. Isto nos ajuda a evitar o sentimento de que “temos feito a nossa parte”, simplesmente porque entregamos um relatório de serviço de campo durante o mês. Estaríamos desacertando o propósito da benignidade imerecida de Deus, se apenas marcássemos tempo no ministério, entregando relatórios apenas para termos um registro de regularidade, com o objetivo de alcançarmos a nossa própria salvação! Temos de ‘considerar a paciência de nosso Senhor como salvação’, não apenas para nós mesmos, mas também para outros. (2 Cor. 6:1; 2 Ped. 3:15) Agora, durante este tempo de “grande tribulação” que terminará na batalha do Armagedon, é o tempo que Jeová Deus tem reservado para chamar uma grande multidão, que ninguém pode contar, “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, pessoas que participarão em atribuir publicamente a salvação a Deus e ao Cordeiro. — Apo. 7:9, 14.
11. Como será o nosso serviço nos dias futuros afetado por fixarmos a nossa atenção em Jeová?
11 Por formarmos um conceito maduro sobre a obra que Deus nos deu para fazer, empenharemos o coração nela. O amor a Deus e o desejo de dirigir outros à sua adoração nos incitarão ao zelo. Quando encontramos oposição, nossa participação no ministério, para divulgarmos o nome de Jeová, não será governada pela aceitação que encontramos às portas, ao nos empenharmos no serviço. Não ficaremos desanimados nem afrouxaremos a atividade só porque a grande maioria rejeita as boas novas. Antes, nosso serviço será motivado pela nossa devoção a Jeová Deus; será estimulado pela profundeza de nosso sentimento de indignação por causa dos abusos lançados sobre o Seu nome pelo Diabo e por seu mundo ímpio; perseveraremos por causa de nosso amor à justiça e continuaremos a procurar os que são gratos pelo meio de salvação provido por Deus. Em vez de estarmos contentes apenas com uma atividade pro forma, estaremos atentos a todas as oportunidades que se nos apresentem e procuraremos tirar plena vantagem destes privilégios de serviço.
12. (a) Que exame podemos nós fazer individualmente para determinar quão cabalmente nós fazemos o ministério de casa em casa? (b) Como podemos instruir com mansidão até mesmo os que não estão favoravelmente dispostos, e com que possível resultado?
12 Pode dizer a respeito do seu ministério, na sua designação de território, o mesmo que Paulo disse a respeito do ministério dele: ‘Tenho dado testemunho cabal a respeito das boas novas’? Tem mantido cuidadosamente registros e tem feito revisitas até encontrar as pessoas em cada casa? Tem feito visitas suficientes para que, depois de um período de tempo, tenha entrado em contato com os diversos membros de cada família? Ainda mais, tem-lhes dado testemunho cabal a respeito do reino de Deus? Às vezes requer muita paciência e muitas visitas da sua parte antes que a pessoa realmente interrompa o que está fazendo por um tempo suficiente para escutar. No ínterim, pela preparação cuidadosa e pelo uso de tato, poderá ser capaz de apresentar em cada visita mesmo um só ponto de seu sermão preparado, por usar algumas sentenças bem escolhidas. Quer o morador reconheça a urgência da situação, quer não, nós, como ministros, a reconhecemos como tal. Por esta razão nos esforçamos a instruir com mansidão “os que não estão favoravelmente dispostos, visto que Deus talvez lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento acurado da verdade”. (2 Tim. 2:25) Talvez seja que a semente da verdade assim lançada só comece realmente a crescer muitos meses ou até anos depois. Talvez aconteça algo na vida da pessoa, na localidade ou na sua igreja que a faça começar a ‘suspirar e gemer’ por causa das coisas detestáveis que vê acontecer. (Eze. 9:4) Isto a pode fazer mais receptiva para com a mensagem do Reino, e então, quando a visitar, ela está disposta a escutar. O vivo interesse nas pessoas da localidade nos fará perseverar em nosso ensino, reconhecendo que a situação na vida da pessoa pode mudar a sua atitude, tornando possível que lhe ajudemos no caminho da salvação. Torna-nos atentos às muitas oportunidades existentes para revisitas, a fim de estimular ainda mais o apreço pelas verdades bíblicas.
PREOCUPAÇÃO COM OS A QUEM MINISTRAMOS
13. Como se pode mostrar preocupação com os a quem se ministra?
13 Os ministros que têm tal vivo interesse nas pessoas a quem pregam não formam um conceito impessoal do ministério. Não pensam em gastar apenas duas ou três horas no serviço quando se empenham nele, e quando voltam não falam apenas em quanta literatura colocaram. Estão interessados nas pessoas e estão procurando pessoas de boa vontade para com Deus. Reconhecem que estão empenhados numa obra de salvar vidas. Onde eles encontram sinceridade da parte do morador, mesmo que o Diabo tenha erguido barreiras de medo, usam eficientemente a espada do espírito para eliminar os obstáculos e proclamam “liberdade aos que foram tomados cativos e a ampla abertura dos olhos dos presos”. (Isa. 61:1) Embora não percam tempo discutindo com os que não mostram consideração para com as coisas piedosas, não presumem que todos os que levantam objeções sejam oponentes. Mas, pelo uso de tato, empregam os métodos de ensino do Senhor Jesus, refreando-se sob as circunstâncias más, e assim encontram muitas oportunidades de instruir com mansidão até mesmo os que no princípio não estão favoravelmente dispostos. Tais pessoas, com o tempo, podem cair em si e obter um conhecimento acurado da verdade. — João 1:46-49; Atos 9:1-22.
14. Que atitude tiveram Jesus e Paulo para com os a quem pregaram?
14 Jesus destacava-se na sua preocupação amorosa pelos a quem ministrava. Não afastava de si as crianças, como sendo jovens demais para ouvir, nem os ricos, como sendo orgulhosos demais para valerem o seu tempo, nem mandou embora os pobres, os cegos e os aleijados. Seu coração abria-se para o povo; ele “sentiu terna afeição por elas, porque estavam sendo abusadas e maltratadas como ovelhas sem pastor”. (Mat. 9:36) Embora estivesse cansado e necessitasse de descanso, ele não mandava embora os que o procuravam. Também Paulo sentia “terna afeição” pelos a quem pregava. (1 Tes. 2:8) Nós devemos formar o mesmo conceito.
15. Que experiência ilustra o conceito cristão maduro sobre o ministério?
15 Esse sentimento foi bem demonstrado por uma irmã pioneira, que participou no ministério enquanto estava de visita a uma amiga numa outra congregação. Durante o serviço matinal, ela encontrou uma jovem senhora que mostrou algum interesse e aceitou a literatura bíblica que se lhe ofereceu. A irmã não teve oportunidade de lhe fazer revisitas, visto que estava ali apenas para uma visita muito breve, mas o seu coração se abria para com tal pessoa de boa vontade, e, quando voltou para casa, começou a escrever-lhe, para animá-la a estudar. Realizou-se um estudo bíblico por correspondência e o interesse dessa pessoa aumentou tão rapidamente, que a irmã fez em pouco tempo arranjos para fazer uma viagem especial para visitar novamente a jovem senhora e apresenta-la à congregação local. Esta senhora participa agora no serviço! A irmã pioneira certamente não estava empenhada no serviço apenas para poder relatar o tempo gasto na pregação. Seu desejo era honrar a Jeová por achar e alimentar, as pessoas de disposição semelhante a ovelhas para com ele. É assim que cada ministro maduro considera o serviço.
O CONCEITO CORRETO SOBRE A DEDICAÇÃO
16. Embora alguém possa participar regularmente no ministério de campo, que passo adicional exige Deus, e por quê?
16 Nosso trabalho não acabou depois de termos achado essas pessoas semelhantes a ovelhas e as termos ajudado a se tornarem publicadores das boas novas do Reino. Ninguém deve pensar que a associação com a sociedade do Novo Mundo seja em si mesma garantia de aprovação divina, ou que a participação na pregação da mensagem do Reino seja tudo o que Deus requer da pessoa para ela sobreviver ao Armagedon. Absolutamente não! Enquanto a pessoa não disser a Deus: ‘Servir-te é meu propósito na vida. Eu tenho prazer em fazer a tua vontade e minha vida está dedicada ao teu serviço, não importa o que acontecer’, seu serviço não é prestado de toda a alma. Talvez não queira assumir a responsabilidade que acompanha a dedicação a Deus, mas ela não ficará numa posição mais favorável por evitá-la. Quando alguém, que pode fazê-lo, não segue o exemplo de Jesus Cristo, fazendo uma dedicação para servir a Deus e simbolizar isso pela imersão em água, ele ainda não está no caminho estreito que conduz à vida. Ele se apega de certa forma ao modo de pensar característico dos membros das organizações religiosas da cristandade. Estes também aceitam alguns dos princípios bíblicos como guia na vida. Mas, reservam-se o direito de impor limitações; arvoram-se em juízes de Deus, fazendo as suas próprias decisões quanto às coisas da Palavra de Deus que eles querem aceitar. Quando alguém sabe o que Jeová requer, mas decide na sua própria mente que nem tudo o que ele requer é bastante importante para ser obedecido, então, realmente, não aceita a Jeová como seu Deus; portanto, como pode esperar que Deus o aceite para a vida no novo mundo? Acerca dos que não cumprem o que sabem que Deus requer, Tiago, irmão do Senhor, disse: “Se alguém souber fazer o que é correto e não o faz, para ele é pecado.” (Tia. 4:17) Tais pessoas precisam da ajuda de pessoas maduras para formar o conceito correto sobre o seu serviço prestado a Deus. Precisam adquirir, não só conhecimento da Palavra de Deus, mas um apreço dos seus requisitos.
17. (a) São a dedicação e o batismo garantia de sobrevivência para o novo mundo? (b) Que procura Deus nos que o servem?
17 Naturalmente, a dedicação e o batismo não são em si mesmos garantia de vida no novo mundo. Depois de ter feito a dedicação, a pessoa precisa usar a sua vida do modo como prometeu a Deus. Ninguém pode esperar entrar no novo mundo como que “pela porta dos fundos”. Os que se esforçam a passar com o mínimo serviço possível já têm violado o maior dos mandamentos. Ao ser interrogado sobre o assunto, Jesus disse que, para se obter a vida eterna, “‘tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força, e de toda a tua mente’, e, ‘ao teu próximo como a ti mesmo’”. (Luc. 10:25-27) Jeová Deus, que é nosso Juiz, vê mais do que os homens vêem. “Jeová pesquisa todos os corações e discerne toda inclinação dos pensamentos.” (1 Crô. 28:9) Ele sabe não só o que fazemos, mas também os nossos motivos. Sabe se realmente nos esforçamos de todo o coração no seu serviço e se o nosso amor ao próximo, nosso desejo de vê-lo ganhar a salvação, é tão grande como o nosso amor a nós mesmos. O tempo para examinarmos os nossos corações, para analisarmos o nosso próprio ministério, é agora, antes de Deus proferir o julgamento final, a fim de verificarmos se temos o conceito correto sobre a obra vital que Deus nos deu para fazer.
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Aumente seus privilégios de serviçoA Sentinela — 1962 | 1.° de fevereiro
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Aumente seus privilégios de serviço
1. (a) Que ilustrou Jesus convincentemente na parábola das minas, e como o fez? (b) Quem é aquele que recebeu poder régio, e que interesses confiou ele aos seus servos?
A NECESSIDADE de sermos produtivos no serviço de nosso Mestre foi bem ilustrada por Jesus em certa parábola. Ele falou a respeito dum certo homem de estirpe nobre, que estava para viajar ao estrangeiro para assumir poder régio, e que convocou os seus servos, confiando a cada um uma mina, dizendo-lhes que negociassem com ela. “Por fim, quando ele voltou para casa, depois de ter assumido o poder régio, ordenou que lhe chamassem êsses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de verificar o que tinham lucrado com a atividade comercial. Apresentou-se-lhe, então o primeiro, dizendo: ‘Senhor, a tua mina, pelo comércio, aumentou para dez minas.’ Por isso lhe disse êle: ‘Muito bem, escravo bom! Porque provaste ser fiel num assunto muito pequeno, aceita a autoridade sobre dez cidades.’ Então veio o segundo, dizendo: ‘Tua mina, Senhor, produziu cinco minas.’ Ele disse também a este: ‘Tu, também, toma o encargo de cinco cidades.’” Outro escravo, embora não tivesse perdido a mina, não mostrou nenhum aumento, e por isso foi julgado infiel e foi-lhe tirado o que ele tinha. (Luc. 19:12-26) Cristo Jesus é Aquele a quem Jeová tem dado poder régio, e ele tem confiado a todos os seus seguidores o privilégio de participar no ministério como testemunhas do Reino, dizendo: “Portanto, ide e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado.” — Mat. 28:19, 20.
2. Por que é importante que cada um mostre um aumento?
2 Ele mostrou, por meio desta parábola, que se consegue a aprovação, não por meramente retermos o que se nos confiou, mas por trabalharmos com isso de tal modo que possamos mostrar um aumento. Por quê? Porque indica uma condição reta e boa do coração. Conforme Jesus explicou na sua parábola do semeador: “Quanto ao que foi semeado na espécie correta de solo, este é o que ouve a palavra e percebe o sentido dela, o qual realmente dá fruto e produz, este cem vezes mais, aquele sessenta e outro trinta.” (Mat. 13:23) O coração daquele que mostra ser a espécie correta de solo é receptivo à Palavra de Deus e aceita a orientação de Sua organização, e, em resultado disso, Deus abençoa a obra de suas mãos com aumento.
3. Que é necessário, da nossa parte, se havemos de mostrar aumento?
3 Para termos aumento, temos de fazer empenho, procurando adquirir mais conhecimento e maior perícia; devemos ser progressivos e dispostos a aceitar mais responsabilidade no serviço de Deus. Cada um precisa continuar a crescer em conhecimento da verdade bíblica, ser produtivo nos frutos das qualidades cristãs na sua vida e disseminar as boas novas por fazer declaração pública de sua fé. (1 Tim. 2:3, 4; João 15:8; Rom. 10:10) Em nenhum instante devemos tornar-nos complacentes, resignando-nos a uma atitude de termos feito todo o necessário. Antes, precisamos esforçar-nos. “Ficai despertos, mantende-vos firmes na fé, procedei como homens, tornai-vos poderosos. Que todos os vossos negócios se realizem com amor.” “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que são muitos os que procurarão entrar, mas não serão bastante fortes.” — 1 Cor. 16:13, 14; Luc. 13:24.
PROGRESSO NO MINISTÉRIO DE CAMPO
4. Que privilégio se abre para os que obtiveram algum conhecimento da Palavra de Deus e o aceitaram, e como devem considerar esta oportunidade?
4 Talvez seja um dos que têm estudado a Bíblia por alguns meses, com a ajuda de uma das testemunhas de Jeová. Seus esforços, sem dúvida, foram ricamente recompensados; encontrou respostas bíblicas satisfatórias às perguntas que o deixaram intrigado por muitos anos, e a solução para muitos problemas pessoais; encontrou uma esperança fidedigna no novo mundo de Deus, que o tem enchido de alegria. Por ter comparado os eventos da nossa geração com a grande profecia de Jesus a respeito do fim do velho mundo, sabe agora que estamos vivendo nesse tempo, e isso desde 1914. Aprendeu também, essa profecia, que há um serviço em que pode participar, pois Jesus disse. “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações, e então virá o fim consumado.” (24:14) Lembrando-se de que a Palavra de Deus incentiva a todos a progredirem à madureza cristã, está agora na hora de fazer arranjos definitivos para aumentar seu serviço a Deus pela participação nesta grandiosa obra. (Heb. 5:12-6:1) Há milhões de pessoas que não conhecem ainda as coisas que já aprendeu. Jesus disse: “A ceifa é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Mat. 9:37) Participará na alegre obra da ceifa junto com aquele que o instruiu oralmente? Aumentará os seus privilégios de serviço, mostrando que a verdade que Deus lhe deu tem penetrado no ‘solo correto’ dum bom coração, que compreendeu o sentido dela e é produtivo no serviço de Deus? — Gál. 6:6.
5. (a) Com respeito ao ministério, de que se devem lembrar todos os associados com a sociedade do Novo Mundo? (b) Quais são algumas das atividades a que, cada um pode ramificar-se para mostrar aumento?
5 Todos os associados com a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, quer recém-interessados, quer ministros experientes, devem pensar em aumentar os seus privilégios de serviço. Cada um, sendo progressista, deve ter um alvo no ministério em que se empenha — um alvo que pode ser atingido dentro dum período razoável de tempo e que servirá como degrau para maior progresso. Há muitas fases de serviço em que nos podemos empenhar, e devemos esforçar-nos progressivamente para incluir a todas elas no nosso programa regular de atividade. Nas congregações, em toda a parte, há muito lugar para melhora, neste sentido, e isso significa que há necessidade de melhora pessoal. Está participando regularmente no ministério de casa em casa, assim como fizeram Jesus é seus apóstolos? (Atos 20:20; 1 Cor. 11:1) Participou nele esta semana? Visto que estamos no tempo em que as novas do reino estabelecido de Deus hão de ser proclamadas; participa regularmente na distribuição da revista que é dedicada à proclamação do reino, A Sentinela, junto com a sua companheira, a revista Despertai!? Grande bem pode ser feito pela distribuição regular destas revistas, e é o privilégio de cada publicador ter uma parte nela. Tem apreço deste privilégio? Depois há as atividades muito importantes de revisitas e estudos bíblicos. Sem dúvida foi por meio de tal serviço que pôde chegar ao conhecimento da verdade, e isto deve ajudá-lo a reconhecer a importância de ter uma parte regular, semanal, nestas fases do serviço, para ajudar outros a encontrar o caminho para a vida. Aumente seu ministério para incluir todas estas atividades. Se já estiver participando regularmente nelas, pense em como pode melhorar a sua eficiência para conseguir mais no tempo que dedica ao ministério de campo. Ao ampliar, o seu serviço, encontre alguém mais na congregação, que precise de ajuda para fazer o mesmo, e ofereça-se amorosamente a prestar essa ajuda e estímulo. Ao passo que tiver aumento no seu próprio ministério, ajude outros a fazer o mesmo, e assim terá a alegria compensadora que acompanha tal proceder produtivo. — Mat. 25:23.
6. (a) Como ajuda a escola do ministério teocrático a fazer progresso? (b) De que maneira é a diligência em progredir, da parte de cada estudante, uma fonte de bênção para todos os que freqüentam a escola?
6 O conselho a respeito do ministério dado por Paulo a Timóteo é apropriado para todos nós hoje em dia. Ele disse: “Pondera estas coisas, absorve-te nelas, para que o teu progresso seja manifesto a todas as pessoas. Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino.” (1 Tim. 4:15, 16) A escola do ministério teocrático, em todas as congregações das testemunhas de Jeová, oferece excelentes oportunidades para fazer exatamente isso, e todos os associados com a congregação farão bem em aproveitar-se desta provisão. Mostre-se semelhante a Timóteo e ‘deixe que o seu progresso seja manifesto a todos’. Lembre-se do conselho que recebe na escola e faça um esforço sincero, não só no tempo de sua próxima designação, mas diariamente, na sua conversação e regularmente, no seu ministério de campo, para fazer progresso. Que cada designação seja um marco de progresso no seu ministério, ao passo que aprende a dominar a matéria que apresenta e desenvolve boas qualidades de falar e de ensinar. A assistência também se aproveitará do seu progresso. É verdade que a maioria dos presentes têm um conhecimento geral da matéria que apresenta, mas um esforço extra da sua parte, para expressar as idéias com clareza, fará que possam entender melhor os argumentos. Sua apresentação da matéria do modo como realmente a faria a uma pessoa de boa vontade, no ministério de campo, tornará possível que aprendam do seu exemplo a arrazoar sobre ela e a fazê-la compreensível à pessoa que pouco sabe da verdade bíblica. A sinceridade e o entusiasmo de seu proferimento aprofundará o apreço profundo pela verdade da parte de todos os que o ouvem. Ora, a sua apresentação bem preparada e sincera pode ser a própria coisa que estimule o apreço dum novato o bastante para voltar às reuniões futuras e para continuar a beber das águas vitalizadoras da verdade. Seu progresso é assim uma fonte de bênção para si próprio e para todos os que o observam.
BUSCANDO MAIORES PRIVILÉGIOS
7. Em conexão com o ministério de campo, que oportunidades para maior serviço na congregação estão disponíveis aos maduros, e como devem todos considerar esta atividade?
7 É grande a necessidade de ministros maduros, de pessoas aplicadas e cujo progresso seja manifesto a todos, de pessoas que estejam prontas e dispostas a aceitar maior responsabilidade. Quantos, na sua congregação, dedicam apenas poucas horas ao serviço, cada mês, e mostram pouco aumento, devido à falta de madureza? Eles necessitam da ajuda dos maduros que estiverem dispostos a sentar-se e a estudar com eles, ajudando-os a preparar sermões, ajudando-os a melhorar o seu manejo dos problemas enfrentados na obra de casa em casa, acompanhando-os nas revisitas e auxiliando-os a iniciar estudos bíblicos domiciliares. Precisam de instrução e incentivo pessoal. “Nós, porém, os que somos fortes, devemos suportar as fraquezas daqueles que não são fortes, e não agradar a nós mesmos. Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para a sua edificação.” (Rom. 15:1, 2) Está tomando medidas para aumentar seu ministério, a fim de incluir este privilégio de serviço?
8. Qual é o conceito correto sobre as designações da reunião de serviço que se possam receber?
8 Ao passo que progredir, verificará que recebe o privilégio de superintender parte do programa da reunião de serviço da congregação. Muitos são regularmente chamados para fazer isso. Que conceito deve formar disso? Paulo responde: “Aquele que preside, faça-o com verdadeiro fervor.” (Rom. 12:8) Ao receber este privilégio, mesmo que seja cada semana, não deixe a preparação para o último momento, ajuntando então rapidamente algumas idéias apenas para encher o tempo designado. Confiou-se-lhe servir à congregação do povo de Deus alimento espiritual e conselho da Sua mesa; nunca trate isso como coisa corriqueira. (Mal. 1:12) Estude cuidadosamente a sua designação, com bastante antecedência. Dê consideração à apresentação da matéria de tal maneira, que seja diretamente aplicável às circunstâncias dos presentes na congregação. Sua designação não é apenas apresentar informação, mas transmiti-la de tal modo que todos apreciem o seu valor, lembrando-se dela e usando-a. Sua eficiência será refletida na eficiência deles no ministério de campo, e, por sua vez, nas vidas dos a quem ministramos.
9. Que oportunidades de serviço se apresentaram em resultado do aumento no número das congregações?
9 O ministério produtivo no campo tem resultado num espantoso aumento no número das congregações, e isto também abre oportunidades para aumentar o serviço. Imagine: Durante os últimos dois anos de serviço formaram-se mundialmente 3.130 novas congregações do povo de Jeová! Isto significa que durante esse tempo se precisava de 3.130 novos superintendentes de congregação, além de mais de 21.000 servos ministeriais e mais de 160 servos de circuito e de distrito, para visitá-las em intervalos regulares. E isso ainda não é tudo. Em quase cada congregação há lugares para irmãos maduros, para aumentarem seus privilégios por assumirem responsabilidades de servos, pois muitos dos já designados ocupam dois ou três cargos.
10. (a) Como se aspira a um cargo de superintendente? (b) Por que é este o proceder sábio a adotar?
10 Paulo elogia os que procuram tal
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