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Zelo pela casa de JeováA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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Zelo pela casa de Jeová
Consumiu-me o puro zelo pela tua casa.” — Sal. 69:9.
1. Que mensagem poderosa foi proclamada na primavera (setentrional) de 29 E.C.?
ERA a primavera do ano 29 E.C. No ermo da Judéia apareceu uma figura notável, trajando vestimenta de pêlo de camelo e cinto de couro. Era João, o Batizador. Tinha uma mensagem excitante! “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” Entre os que vieram para o batismo havia muitos saduceus e fariseus. João não mediu as palavras ao pôr estes hipócritas religiosos no seu lugar. Chamou-os de “descendência de víboras”. E tornou claro que o vindouro Rei batizaria com espírito santo e com fogo — que pessoas semelhantes ao trigo seriam ajuntadas para serem preservadas, mas que os inúteis, como palha, seriam destinados ao julgamento ardente da destruição eterna. — Mat. 3:2-12.
2. Como foi identificado o Rei?
2 Veio o outono, e então surgiu o designado para ser Rei. João batizou a este Perfeito, sobre quem desceu então o espírito de Deus qual pomba. Ouviu-se a própria voz de Jeová declarar desde o céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” — Mat. 3:13-17.
3. (a) Que palavras desafiadoras ressoavam na primavera de 30 E.C.? (b) Como é que o ungido de Deus já demonstrara zelo pela casa de seu Pai?
3 Veio novamente a primavera, a do ano 30 E.C. Já se celebrara a Páscoa E novamente, na Galiléia, ressoavam aquelas palavras desafiadoras! “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 4:17) Quem era o proclamador deste reino? Não era outro senão o próprio Rei ungido, que então se havia aproximado. Lá em Jerusalém, por ocasião da Páscoa, ele havia indicado seu amor à justiça por expulsar do templo de Jeová os mercadores que procuravam comercializar a adoração de Deus. Fora então que os discípulos deste homem Jesus se lembraram de que o salmista havia escrito sobre ele: “Consumiu-me o puro zelo pela tua casa [Jeová].” — Sal. 69:9; João 2:13-17.
ZELOSO EM ORAÇÃO E EM ATIVIDADE
4. Como mostrou Jesus profunda preocupação pela vindicação do nome de seu Pai?
4 Jesus foi sempre zeloso pelo nome e pela reputação de Jeová. Ensinou aos seus discípulos a orar para que este nome fosse santificado. (Luc. 11:2) E ele disse em oração a Jeová, antes de ser separado de seus discípulos: “Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu em união com eles.” (João 17:26) Jesus preocupava-se profundamente com que o nome de seu Pai fosse limpo de todo o vitupério — que fosse vindicado.
5. (a) Em que se fixava o ministério de Jesus? (b) Com que outro objetivo benéfico viera ele?
5 Este ministro pioneiro veio com uma mensagem que abalou o mundo. (Veja Hebreus 2:10; 12:2, Versão Normal Revisada, em inglês.) Fazia uma pregação dinâmica do Reino, pelo qual também ensinou seus discípulos a orar: “Venha o teu reino.” Naquela mesma ocasião, num monte da Galiléia, aconselhou seus ouvintes a não fixarem o coração em coisas materiais, mas, em vez disso, a ‘buscarem primeiro o reino de Deus e a Sua justiça’. (Mat. 6:10, 19-21, 24-34) Jesus veio para ministrar à humanidade, da qual é o futuro rei. Veio também para “dar a sua alma como resgate em troca de muitos”. (Mat. 20:28) Todos os que quisessem exercer fé no seu sacrifício resgatador encontrariam vida eterna no domínio do seu reino. — João 17:3.
6. Onde e como pregava Jesus, e com que atitude exemplar?
6 Que gloriosas “boas novas”! Jesus empenhou-se em pregá-las em toda a extensão da terra da Palestina. Pregou nas encostas dos montes, nas sinagogas, em casas particulares, no templo, à beira do mar e em outros logradouros públicos.a Realizou também milagres de cura, demonstrando assim como, no seu reino, curaria toda a humanidade na terra. Ele a levaria assim de volta à perfeição de vida num paraíso global. O registro declara:
“Jesus empreendeu uma viagem por todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles e pregando as boas novas do reino, e curando toda sorte de moléstias e toda sorte de padecimentos. Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor. Ele disse então aos discípulos: ‘Sim, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.’” (Mat. 9:35-38)
Como se respondeu a tais orações pedindo “trabalhadores”?
MAIS ‘TRABALHADORES PARA A COLHEITA’
7. (a) Como devia a obra ser executada pelos doze discípulos? (b) Onde encontrariam pessoas merecedoras?
7 O próprio Jesus começou a satisfazer a necessidade por instruir e enviar aqueles doze discípulos. E como deviam executar o seu trabalho? Ora, com o mesmo zelo que seu Amo havia demonstrado! Ele lhes disse: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor.” Isto exigia irem aos lares das pessoas, onde os ‘merecedores’ acatariam as “boas novas”. Desta maneira, esses discípulos iriam também encontrar hospedagem para pernoitar. Mas, algumas cidades não lhes mostrariam hospitalidade. De modo que Jesus disse: “Onde quer que entrardes num lar, ficai ali e parti dali. E onde quer que não vos receberem, ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles.” — Mat. 10:11-15; Luc. 9:1-6.
8. (a) O que indica adicionalmente que se faziam visitas domiciliares? (b) Naquele tempo, e também agora, como podia a atitude bondosa do morador resultar em bênção para ele?
8 Os que recebiam os doze candidatavam-se a receber bênçãos de Jeová por meio de seu Filho, assim como Jesus disse àqueles discípulos:
“Quem vos recebe, recebe também a mim, e quem me recebe, recebe também aquele que me enviou. . . . E aquele que der a um destes pequenos ainda que seja um copo de água fria a beber, porque ele é discípulo, deveras, eu vos digo, de nenhum modo perderá a sua recompensa.” (Mat. 10:40-42)
Lá naquele tempo, assim como também tem acontecido muitas vezes nos tempos modernos, a atitude mansa e cortês do morador abriu para ele o caminho para receber bênçãos espirituais com a perspectiva da vida eterna. — Veja Mateus 25:34-40.
9. Onde realizavam os 70 a sua atividade de colheita, e com que objetivo duplo?
9 No entanto, era preciso treinar mais trabalhadores para a colheita. De modo que, “depois destas coisas, o Senhor indicou outros setenta e os enviou, aos dois, na sua frente, a cada cidade e lugar aonde ele mesmo estava para ir”. O registro não diz se iam às sinagogas ou às feiras. Mas receberam instruções de ir às casas das pessoas. Jesus disse-lhes: “Onde quer que entrardes numa casa, dizei primeiro: ‘Haja paz nesta casa.’ E, se ali houver um amigo da paz, descansará sobre ele a vossa paz. Mas, se não houver, ela voltará para vós.” Os discípulos deviam aceitar de bom grado a hospitalidade daqueles moradores que escutassem as “boas novas”. Mas, se uma casa, ou mesmo toda uma cidade, recusasse escutar a mensagem, os discípulos pelo menos deviam advertir as pessoas, dizendo: “Lembrai-vos do seguinte, que o reino de Deus se tem chegado.” Estabeleceram assim um modelo que as Testemunhas de Jeová procuram seguir hoje. Foram pioneiros numa obra dupla de ensinar aquelas famílias que os recebiam de bom grado e de advertir os que desprezavam as “boas novas” sobre o vindouro julgamento de Deus. — Luc. 10:1-16.
10. Como podem as Testemunhas de Jeová ter hoje alegria assim como a dos 70?
10 O registro diz-nos que ‘os setenta voltaram com alegria’, porque os demônios lhes foram sujeitos pelo uso do nome de Jesus. Mas, Cristo mostrou que seus discípulos deviam antes alegrar-se com a sua perspectiva celestial e seu esclarecimento espiritual. (Luc. 10:17-24) Do mesmo modo hoje, os cristãos que se gastam no ensino e na pregação nos lares das pessoas têm motivos para ter grande alegria por causa de sua relação com Deus, de seu conhecimento dos propósitos dele e da bênção de Jeová sobre os seus esforços de proclamar as “boas novas” a outros.
“ALEGRIA COM ESPÍRITO SANTO”
11. Como reagiu a nova congregação cristã diante das perseguições?
11 A cena mudou para Pentecostes de 33 E.C. e depois. A responsabilidade da proclamação das “boas novas” recaía então toda sobre a recém-formada congregação cristã. Ela logo enfrentou perseguições. Mas estas apenas serviram para aumentar-lhe o apreço pela sua missão de defender a soberania de Jeová e pela pregação de seu reino por Cristo. Pedro e João declararam denodadamente: “Quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” Junto com outros crentes, louvaram a Jeová e rogaram a ele, como “Soberano Senhor, . . . Aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e todas as coisas neles”. — Atos 4:18-24.
12. Que atitude exemplar adotaram os apóstolos em face das perseguições, e com que resultado?
12 Quando estes seguidores de Cristo foram atingidos por outra onda de perseguição, deram testemunho destemido perante o Sinédrio religioso, dizendo:
“Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens. O Deus de nossos antepassados levantou Jesus, a quem matastes por pendurá-lo num madeiro. Deus enalteceu a este, como Agente Principal e Salvador, para a sua direita, para dar a Israel arrependimento e perdão de pecados. E nós somos testemunhas destes assuntos, e assim é também o espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.” (Atos 5:29-32)
Enquanto esses apóstolos permanecessem inabaláveis no seu apoio ao Soberano Senhor Jeová e seu Agente Principal, Jesus Cristo, teriam espírito santo para ajudá-los na sua obra de pregação e ensino.
13. Como podem os cristãos manter hoje a “alegria com espírito santo”?
13 Durante aquele período decisivo, não havia tempo para disputas sobre alimentos e outras coisas triviais. Tiveram de cerrar fileiras e apresentar uma frente unida contra o inimigo de fora. Procedendo assim, sentiram aquilo sobre que escreveu mais tarde o apóstolo Paulo, dizendo: “O reino de Deus . . . significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” (Rom. 14:17) Até hoje, os cristãos que proclamam destemidamente a soberania e o reino de Jeová, ao passo que defendem princípios corretos em união com seus irmãos, têm a garantia de ter a ajuda do espírito santo e alegria no seu trabalho. — Veja Mateus 25:21.
“CONTINUAVAM SEM CESSAR”
14. Embora se lhes mandasse que ‘parassem de pregar’, como cumpriram aqueles discípulos a sua comissão divina?
14 As “boas novas” espalharam-se rapidamente. Nada abatia a alegria e o zelo dos apóstolos. Quando se acatou o conselho sábio do advogado Gamaliel de ‘deixá-los em paz’, eles “retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome” de Jesus. E como reagiram à ordem do Sinédrio, de que “parassem de falar à base do nome de Jesus”? A narrativa nos conta que “cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus”. — Atos 5:38-42.
15. Embora alguns aspectos de nossa obra possam ser diferentes, que atividade básica podemos adotar, seguindo o modelo dos apóstolos?
15 Nós, iguais aos apóstolos, onde temos liberdade, procuramos “de casa em casa” os que merecem receber as “boas novas”. Quando os encontramos, podemos revisitá-los e ajudá-los por meio dum estudo bíblico gratuito no seu lar. Naturalmente, certos aspectos de nossa obra hoje são diferentes, visto que não vamos a templos ou sinagogas para pregar. Também, temos agora a ajuda da página impressa, do automóvel e de outros meios de transporte para facilitar nossa obra. De maneira que as visitas aos lares são um modo admirável de divulgar a mensagem impressa e de retornar para ensinar a Palavra de Deus aos que reagem favoravelmente às “boas novas”.
‘NÃO SE REFREIE’
16. (a) Onde testemunhava e ensinava Paulo? (b) O que indica que Paulo fazia visitas domiciliares, similares à nossa atual atividade de casa em casa?
16 Também o apóstolo Paulo deu um exemplo excelente de pregação pública. Paulo dava testemunho nas sinagogas, na feira, à beira dum rio — onde quer que pudesse encontrar judeus e outros com quem falar. Durante dois anos, no auditório duma escola em Éfeso, ele proferia diariamente discursos a novos “discípulos”. (Atos 16:13; 18:4; 19:9) E mais tarde Paulo disse aos que se haviam tornado anciãos na congregação de Éfeso: “Desde o primeiro dia em que pisei no distrito da Ásia . . . não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho.” A quem? Só aos que por fim se tornaram anciãos? Não; porque Paulo acrescentou que tinha dado testemunho “tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. Portanto, pessoas novas, que precisavam saber dos ensinos elementares sobre o arrependimento e a fé, estavam incluídas entre os que foram instruídos “publicamente e de casa em casa”, desde o começo do serviço missionário de Paulo em Éfeso. — Atos 20:18-21; 18:19; 19:1-7; veja Hebreus 6:1.
17. (a) Que base há para muitas traduções da Bíblia verterem o grego kat oikous por “de casa em casa”? (b) Segundo indica o ‘testemunho cabal’ de Paulo, o que está incluído no testemunho cristão?
17 Esta frase, “de casa em casa”, traduz o grego kat oikous. Embora haja outras traduções dela, muitas versões bem-conhecidas da Bíblia usam esta expressão: “de casa em casa”.b Isto se dá porque a preposição grega kata tem o sentido “distributivo”. (Veja o uso similar de kata em Lucas 8:1: “de cidade em cidade”, “de aldeia em aldeia”; e em Atos 15:21: “em cidade após cidade”.) Assim se pode dizer que o ‘testemunho cabal’ de Paulo se distribuía em casa após casa. O erudito bíblico Dr. A. T. Robertson comenta o seguinte sobre Atos 20:20:
“Pelas (segundo as) casas. Vale a pena notar que este maior de todos os pregadores pregava de casa em casa e não tornava as suas visitas apenas encontros sociais.”
Assim como Paulo ‘deu cabalmente testemunho’, os cristãos procuram hoje moradores com inclinações espirituais, revisitando estes lares e estudando com os interessados. Mais tarde, conforme necessário, superintendentes fiéis fazem visitas de pastoreio.c
18. Por que não se refreavam Paulo e seus companheiros de pregar e ensinar de casa em casa?
18 Havia todos os motivos para Paulo e os outros cristãos dos seus dias ‘não se refrearem’ na sua pregação e ensino de casa em casa. Aqueles eram tempos críticos. O sistema judaico de coisas aproximava-se rapidamente da sua destruição. Os imperadores romanos incentivavam a idolatria. Havia uma necessidade premente que aqueles que estavam “dados ao temor das deidades” buscassem “o Deus que fez o mundo e todas as coisas nele”, Aquele que então estava ‘dizendo à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependessem’. — Atos 17:22-31.
19. (a) Por que há hoje necessidade muito urgente de que se dê testemunho de casa em casa, bem como que se tome parte em outra atividade de dar testemunho? (b) Em que resultará ‘continuarmos na fé’ com zelo?
19 A necessidade de ‘dar testemunho cabal’ — de casa em casa, por testemunho informal, nas feiras, por revisitas, por dirigir estudos bíblicos regulares nos lares — é hoje urgente. De fato, assim como se deu nos dias do apóstolo Paulo, as “boas novas”, têm sido “pregadas em toda a criação debaixo do céu”. Mas há necessidade dum adicional esforço intenso antes de sobrevir a “grande tribulação”. Assim como o apóstolo Paulo disse àqueles cristãos colossenses, é necessário que todos nós ‘continuemos na fé, estabelecidos no alicerce e constantes, e sem sermos deslocados da esperança daquelas boas novas’. — Col. 1:23; Mat. 24:21.
20. Como pode hoje servir de proteção pregar de casa em casa de toda a alma?
20 Assim como no apogeu do Império Romano, também se dá hoje, que as pressões mundanas têm por objetivo fazer os cristãos entregar-se aos prazeres, à chamada “recreação” e às imoralidades de pessoas ímpias — “os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus” — os mesmos que estão para serem “submetidos à punição judicial da destruição eterna”. (2 Tes. 1:6-9) Nossa proteção está em trabalharmos assim como Paulo e todos os outros cristãos zelosos do seu tempo, por termos “sempre bastante para fazer na obra do Senhor”, trabalhando “de toda a alma como para Jeová, e não como para homens”. (1 Cor. 15:58; Col. 3:23) Há grande satisfação e alegria em trabalhar segundo o modelo dado pelo apóstolo Paulo e outros da congregação do primeiro século, publicamente e “de casa em casa”, dando ‘testemunho cabal’ para que outros saibam do “arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. (Atos 20:20, 21) Ao passo que servimos assim, que sempre se possa dizer de nós assim como de nosso Amo: ‘O zelo da casa de adoração de Jeová me devorou.’ — João 2:17.
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Pregação num mundo sem leiA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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Pregação num mundo sem lei
“Por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:12-14.
1. Até que ponto a violação da lei toma conta do mundo atual? (2 Tim. 3:1-5)
NOTA hoje o aumento da violação da lei? Em muitas partes da terra, o desrespeito pela lei e ordem está assumindo proporções gigantescas. O crime anda desenfreado na maioria das cidades grandes. Não é mais seguro andar pelas ruas. Nos últimos anos, muitos governos foram derrubados por revoluções, e outros se armam até os dentes contra a rebelião interna e as ameaças externas. Até mesmo o mundo comunista tem dificuldades, ao passo que o nacionalismo toma precedência à “unidade” socialista.
2. Como tem sido muitas seitas da cristandade permeadas por aquilo que é contra a lei?
2 Que dizer da cristandade? Conforme Jesus profetizou sobre os nossos dias, o “aumento do que é contra a lei” tem tido um efeito devastador sobre muitas de suas seitas. A Bíblia, que advoga o devido respeito pela lei e ordem, é agora considerada por muitos como “antiquada”. Muitas igrejas têm acompanhado a atual sociedade permissiva, fechando os olhos à imoralidade, ao homossexualismo e à corrução — produzindo assim uma safra de cristãos falsos, da espécie que não ‘herdará o reino de Deus’. — Mat. 24:12; 1 Cor. 6:9, 10.
3. Como é que pessoas que são contra a lei tem tentado penetrar na congregação cristã, e o que diz Jesus sobre tais pessoas?
3 Pessoas que são contra a lei até mesmo têm tentado penetrar na verdadeira congregação cristã, argumentando que a “prometida presença” do Senhor não ocorrerá nos dias atuais. Escarnecem dos anciãos e questionam a designação do “escravo fiel e discreto” pelo Amo para cuidar dos interesses do seu Reino na terra. (2 Ped. 3:3, 4; Mat. 24:45-47) Os desta espécie estão incluídos no aviso de Jesus, registrado em Mateus 7:15-23: “Vigiai-vos dos falsos profetas que se chegam a vós em pele de ovelha, mas que por dentro são lobos vorazes. . . . [Naqueles dias] eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.”
4. Que qualidade somos exortados a cultivar, e como podemos demonstrá-la?
4 No entanto, Jesus declarou a respeito dos que realmente são como “ovelhas”: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” Como podemos demonstrar que temos esta qualidade de perseverança? Ora, por participarmos no cumprimento das palavras adicionais de Jesus: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:13, 14) É pela nossa perseverança na proclamação destas “boas novas do reino” que podemos obter a salvação.
5. (a) Por que se pode dizer que não estamos sozinhos na nossa obra? (b) Que julgamento está sendo feita agora, e por quem?
5 Não estamos sozinhos em fazer este trabalho, porque a profecia de Jesus, sobre esta “terminação do sistema de coisas”, passa a dizer-nos que, “quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso”. É desde os céus invisíveis que ele dirige a obra de julgamento, na qual ele separa as pessoas das nações “assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos”. Esta obra de separação atinge o clímax na “grande tribulação”, tempo em que os “cabritos” indiferentes partirão “para o decepamento eterno”, ao passo que as “ovelhas” obedientes herdarão o reino que o Pai tem preparado para elas “desde a fundação do mundo”. — Mat. 24:3, 21; 25:31-46.
6. (a) Como se fez com que as “ovelhas” e os “cabritos” se identificassem? (b) Como se demonstrou muitas vezes a orientação angélica sobre nosso serviço de casa em casa?
6 Como se identificam as “ovelhas” e os “cabritos” como sendo tais? Fazem isso em conseqüência duma obra de testemunho realizada na terra pelos “irmãos” do rei, ungidos com o espírito, e pelos companheiros deles, obra que atinge a “parte mais distante da terra”. (Atos 1:8) Principalmente, trata-se duma campanha global de pregação feita de casa em casa. Tal atividade resulta numa reação apreciativa para com as coisas espirituais, sugerida pelas palavras do Rei dirigidas à classe das “ovelhas”: “Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente.” (Mat. 25:35) Ele considera a acolhida que dão aos seus “irmãos” como algo feito a ele mesmo. Isto está em contraste com a recepção dada pelos obstinados, que não prestam atenção a assuntos espirituais. Esta obra de separação, de fato, tem sido realizada sob direção angélica. (Mat. 25:31, 32) Em conjunto com ela, tem havido ajuda angélica na proclamação das “boas novas”, pois, quantas vezes tem acontecido que alguém sincero orou a Deus pedindo ajuda, encontrando logo uma Testemunha de Jeová parada à porta! E quantas vezes já foi uma Testemunha guiada por circunstâncias incomuns para visitar um lar quando mais se precisava de ajuda espiritual! Apercebidos do apoio de miríades de anjos celestiais, que nunca deixemos de procurar os merecedores por meio da zelosa pregação de casa em casa.
SIGA O MODELO DO PRIMEIRO SÉCULO
7. (a) O que indica que os primitivos cristãos estavam intensamente envolvidos em dar testemunho “publicamente e de casa em casa”? (b) Que outra comparação se pode fazer entre os cristãos do primeiro século e os hodiernos?
7 Entre os primitivos cristãos não havia nenhuma separação entre clérigos e leigos. Aqueles crentes no Senhor Jesus Cristo não eram apenas gente que se sentava nos bancos de igrejas. Eram homens e mulheres de ação, intensamente envolvidos em dar testemunho “publicamente e de casa em casa”. (Atos 20:20) Eles literalmente ‘encheram Jerusalém com o seu ensino’ e pregaram as boas novas “em toda a criação debaixo do céu”. (Atos 5:28; Col. 1:23) Foram bem-sucedidos porque, conforme observou o historiador E. Arnold no seu livro Os Primitivos Cristãos (em inglês): “Até os membros mais simples de suas comunidades eram mensageiros, divulgando a verdade que lhes fora confiada.” O mesmo se deve dar hoje, porque as seguintes palavras de Paulo aplicam-se a todos os cristãos crentes: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” E o resultado novamente é que multidões estão ouvindo as “boas novas”, pois, “de fato, ‘o som deles saiu por toda a terra, e as suas pronunciações, até às extremidades da terra habitada’”. — Rom. 10:10, 18.
8. Que nítido contraste se pode ver entre as religiões da cristandade e o verdadeiro cristianismo?
8 Quão diferente é a mensagem profética dos verdadeiros cristãos daquelas cerimônias formalistas da cristandade! O historiador H. G. Wells comentou esta diferença no seu Bosquejo da História (em inglês), como segue:
“É necessário que tragamos à atenção do leitor as profundas diferenças entre este plenamente desenvolvido cristianismo de Nicéia [de 325 E.C.] e o ensino de Jesus de Nazaré. . . . O que se torna bem evidente é que o ensino de Jesus de Nazaré era ensino profético do novo tipo, que começara com os profetas hebreus. . . . A sua única organização era uma organização de pregadores, e sua principal função era o sermão. Mas o plenamente desenvolvido cristianismo do quarto século . . . era principalmente uma religião sacerdotal dum tipo já conhecido no mundo por milhares de anos. . . . tinha uma organização em rápido desenvolvimento de diáconos, sacerdotes e bispos.”
Para o seu atual ensino profético, os verdadeiros cristãos têm as preciosas boas novas do reino estabelecido, que precisam ser ‘pregadas primeiro em todas as nações’ antes de vir o fim. — Mar. 13:10.
9. Que serviço de casa em casa, iniciado em 1919, continua a ser bem sucedido nos dias atuais?
9 Esta hodierna pregação das “boas novas” recebeu impulso adicional após o anúncio da projetada revista nova, A Idade de Ouro, no congresso de Cedar Point, Ohio, E. U. A., em 5 de setembro de 1919. Esta revista se chama agora biblicamente de “Despertai!”. (Rom. 13:11) Ela passou a ser um instrumento para uma obra especial anunciada pela Sociedade Torre de Vigia naquele congresso:
“A IDADE DE OURO será usada num trabalho de casa em casa com a mensagem do reino, proclamando o dia da vingança de nosso Deus e consolando os que pranteiam.”
Até hoje, o trabalho de casa em casa com Despertai! e também com a revista A Sentinela continua a ser um dos métodos mais valiosos de contatar as pessoas regularmente com as “boas novas”.
10. Que emocionante chamada à ação foi feita em 1922, e como foi relacionada com isso a atividade de casa em casa?
10 O serviço de casa em casa, das Testemunhas de Jeová, obteve maior ímpeto a partir do segundo congresso de Cedar Point, em 1922, onde se fez esta memorável chamada à ação:
“Avancem na luta até que fique desolado todo vestígio de Babilônia. Proclamem a mensagem em toda a parte. O mundo precisa saber que Jeová é Deus e que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este é o dia de todos os dias. Eis que o Rei reina! São os seus agentes de publicidade. Portanto, anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino.”
Um dia daquele congresso foi reservado para o testemunho em grupo, de casa em casa, e relatou-se que os publicadores do Reino distribuíram 10.000 livros. Até o dia de hoje, programas especiais de pregação de casa em casa, nos congressos, aumentam a alegria dos reunidos.
UM EXÉRCITO DE “GAFANHOTOS” AVANÇA
11. (a) A que foi biblicamente comparado o exército de Testemunhas na sua pregação de casa em casa? (b) Como afetou esta atividade dos “gafanhotos” (1) os clérigos, (2) as pessoas sinceras?
11 Durante as décadas de 1920 e 1930, este vigoroso testemunho dado de casa em casa foi como uma praga de gafanhotos passando pela cristandade. Conforme o expressa Revelação 9:7-10: “As semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha . . . E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha. Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões.” Um “poderoso” exército de Testemunhas zelosas passou como enxame pelas cidades e vilas da cristandade, expondo doutrinas erradas e práticas religiosas hipócritas. Isto amiúde incitou os clérigos a uma oposição ativa. A nuvem de “gafanhotos” deu aviso a respeito do iminente dia da vingança de Jeová a todos os difamadores do Seu nome e consolou os sinceros com as boas novas da terra paradísica a ser restabelecida debaixo da soberania de Deus. — Isa. 61:2.
12. (a) Por que é que estes “últimos dias” não são ocasião de complacência? (b) De que modo podem ser aplicadas as palavras de Joel, a respeito do exército de “gafanhotos”, à atividade das Testemunhas de Jeová?
12 Estes “últimos dias” não são ocasião de complacência. (2 Tim. 3:1) Conforme declarou o profeta de Deus, Joel: “Está chegando o dia de Jeová, pois está perto!” (Joel 2:1) Embora deva ser um dia de depressão e angústia para os religiosos falsos, os que amam a Deus podem regozijar-se agora com o esclarecimento espiritual que é semelhante à “luz da alva difundida sobre os montes”. (Joel 2:2a) Como exército de “gafanhotos”, têm levado a mensagem do Reino de casa em casa. O profeta de Deus descreve a sua atividade zelosa com estas palavras notáveis:
“Há um povo numeroso e poderoso, semelhante a ele não se fez existir nenhum, desde o passado indefinido, e depois dele não haverá mais nenhum até os anos de geração após geração. Adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome. Adiante dele a terra está como o jardim do Éden; mas atrás dele é um ermo desolado, e também se mostrou que dela nada escapa.” (Joel 2:2b, 3)
De fato, nunca houve um exército espiritual igual a essas testemunhas ungidas de Jeová! Elas têm marchado através da terra, expondo o erro das religiões babilônicas e devastando completamente qualquer aparência edênica do seu domínio de atividade, mas dando consolo aos lares que acolhem as “boas novas”. Por meio de Joel, Jeová Deus disse a respeito desta hoste de testemunhas:
“Correm como homens poderosos. Sobem a muralha como homens de guerra. . .. Sobem às casas. Entram pelas janelas como ladrão. . .. E o próprio Jeová fará ouvir a sua voz perante a sua força militar, pois o seu acampamento é muito numeroso. Pois, aquele que cumpre a sua palavra é forte; porque o dia de Jeová é grande e muito atemorizante, e quem poderá resistir nele?” (Joel 2:7-11)
Protegidos pelas miríades de anjos celestiais, estes “gafanhotos” espirituais têm levado avante suas visitas de casa em casa. O povo comum os tem ouvido de bom grado, ao passo que se aproxima o ‘dia atemorizante de Jeová’. — Veja Religião, caps. 6 e 7 (1940 E.C.); também A Torre de Vigia, os números de outubro a dezembro de 1939, sob “Ruína da Religião”.
13. Que “cavalos” têm servido hoje como instrumentos do exército de “gafanhotos”, e que grandioso testemunho de casa em casa tem resultado disso?
13 O profeta Joel visionou este exército de “gafanhotos” como correndo quais “cavalos” preparados para a batalha, produzindo um ruído como o de muitos carros. (Joel 2:4-6) Estes proclamadores do Reino são deveras mundialmente um grande exército, ao travarem a guerra espiritual, pregando “de casa em casa”! E a visão de João passa a descrever cavalos montados constituindo “exércitos de cavalaria” no número de “duas miríades de miríades”: 200.000.000! (Rev. 9:16-19) Estes “cavalos” têm sido poderosos instrumentos para ajudar na proclamação dos julgamentos de Jeová! Quão bem se comparam com os milhões e milhões de Bíblias, livros e revistas que a nuvem de “gafanhotos” tem distribuído durante estes anos na sua atividade de casa em casa! (Veja “Cumprir-se-á, Então, o Mistério de Deus”, cap. 17.) Só no ano de 1978, eles, junto com os da “grande multidão” de Revelação 7:9-17, distribuíram nos lares 216.709.937 exemplares das revistas A Sentinela e Despertai!. A pregação de casa em casa feita pelo exército de “gafanhotos” certamente dá um grande testemunho
SUPERAM A PERSEGUIÇÃO
14. Como pode Joel 2:7 ser aplicado à atividade das Testemunhas de Jeová que estão sob proscrição?
14 Os inimigos da verdade têm tentado impedir esta atividade de pregação. Em muitos países, governantes nacionalistas têm proclamado uma proscrição contra esta obra dos “gafanhotos”. Eles têm tentado erguer uma “muralha” contra a atividade da pregação do Reino. Mas o exército de “gafanhotos” sobe tais muralhas “como homens de guerra”. Em algumas cidades em que a obra está proscrita, pessoas interessadas da localidade tem-se juntado às Testemunhas, guiando-as às casas em que sabem haver pessoas amistosas. Às vezes dão testemunho numa ou em duas casas por quarteirão, passando então a fazer o mesmo em outro quarteirão de casas. Muitas vezes dão testemunho apenas com a Bíblia. Em outros países, as Testemunhas realizam uma obra eficaz de maneira informal, ansiando o dia em que se rompam os grilhões restritivos, para que possam de novo ir livremente de casa em casa.
15. Como se expressou o Supremo Tribunal dos Estados Unidos em apoio da pregação de casa em casa?
15 Durante a Segunda Guerra Mundial, os clérigos religiosos nos Estados Unidos fizeram o máximo para conseguir a proscrição da atividade das Testemunhas de Jeová de casa em casa. Mas, em muitas ocasiões, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos tem reconhecido que esta pregação de casa em casa tinha apoio das garantias constitucionais referentes ao livre exercício da religião e à liberdade de palavra e de imprensa. Trazendo à atenção a base bíblica da atividade das Testemunhas de Jeová, o Supremo Tribunal declarou na sua opinião majoritária no caso de Murdock v. Commonwealth of Pennsylvania, em maio de 1943:
“Afirmam seguir o exemplo de Paulo, ensinando ‘publicamente e de casa em casa’. Atos 20:20. Adotam literalmente o mandado das Escrituras: ‘Ide a todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.’ Marcos 16:15. . .. Esta forma de evangelismo é hoje usada em grande escala por várias seitas religiosas, cujos colportores levam o Evangelho a milhares e milhares de lares e procuram granjear adeptos para a sua crença por meio de visitas pessoais. É mais do que pregação; é mais do que distribuição de literatura religiosa. É uma combinação de ambas.”
Deveras, o exército de “gafanhotos” e seus companheiros têm sido bem sucedidos em transpor as muralhas legais que os inimigos têm tentado erguer contra sua obra de casa em casa.
“DE CASA EM CASA” EM TODO O MUNDO
16. (a) Que atividade angélica abrange agora o campo do mundo? (b) Por que não foram bem sucedidos os métodos de “pregação” dos missionários da cristandade?
16 Ao explicar uma de suas parábolas, Jesus disse: “O campo é o mundo . . . A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos.” (Mat. 13:38, 39) O apóstolo João observou também em visão uma atividade angélica neste “tempo do fim”, e por isso escreveu:
“Eu vi outro anjo voando pelo meio do céu e ele tinha boas novas eternas para declarar, como boas notícias aos que moram na terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com voz alta: ‘Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele, e assim, adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.’ E seguiu outro anjo, um segundo, dizendo: ‘Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, aquela que fazia todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação!’” (Rev. 14:6-8)
Como poderiam ser avisados todos os povos da humanidade sobre as boas novas eternas a respeito do governo do Reino de Deus, e sobre a iminente queda do império mundial da religião falsa e sua destruição? Seria feito pelo método da cristandade de ir a países chamados “pagãos”, construir igrejas, hospitais e centros de assistência, pregando incidentalmente aos “cristãos de arroz” que se chegassem a eles? Não, porque tais métodos nunca poderiam ser bem sucedidos. Não foram bem sucedidos, e as religiões da cristandade, que têm sido sócias no contrabando de armas e na guerra colonial, durante séculos, gozam de muito pouca estima em muitos dos países não-cristãos da terra.
17. Que métodos têm sido usados pelos missionários das Testemunhas de Jeová, e com que resultado?
17 Os anjos do céu têm orientado um serviço missionário bem diferente, nos últimos anos. A partir do ano de 1943, as Testemunhas de Jeová têm mantido a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia (originalmente em South Lansing, Nova Iorque, E. U. A.) com o fim explícito de treinar missionários para o campo mundial. E estes missionários têm sido enviados para pregar “publicamente e de casa em casa”, dirigir estudos bíblicos domiciliares e reunir pessoas interessadas em novas congregações. Tem sido bem sucedida esta pregação pública “de casa em casa”? Certamente que sim. Em 1943, 126.329 Testemunhas de Jeová em 54 países e territórios da terra estavam servindo em 6.310 congregações. Em 1978, 35 anos mais tarde, houve 2.182.341 Testemunhas ativas em 205 países, organizadas em 42.255 congregações.
18. (a) É importante hoje o testemunho de casa em casa, e por que responde assim? (b) Como devem os do povo de Jeová encarar seu papel em conexão com a obra de julgamento? (c) O que temos de fazer para assegurar que o resultado final seja a felicidade?
18 Ao passo que se aproxima rapidamente “a hora do julgamento” por Deus, também se precisa acelerar esta atividade de casa em casa realizada por aqueles de vocês que são missionários nativos e missionários estrangeiros, levando-a à sua conclusão. (Rev. 14:7) Embora muitos hoje talvez mostrem a disposição de “cabritos”, ainda há “ovelhas” esperando no seu território. Enquanto prosseguem corajosamente na sua atividade de casa em casa, os anjos celestiais cuidarão de que sejam guiados a estas “ovelhas”. O Rei entronizado, Cristo Jesus, é o Juiz. Somos apenas servos humildes que têm o privilégio de desempenhar um papel em conexão com a sua obra de julgamento, e podemos realizá-la por ‘dar cabalmente testemunho e por ensinar publicamente e de casa em casa’. (Atos 20:20, 21) Muito em breve, as cidades sem lei da cristandade e da terra inteira ‘realmente se desmoronarão em ruínas, para ficarem sem habitante’. Então, felizes serão os que tiverem acatado a chamada ao serviço de Jeová, dizendo: “Eis-me aqui! Envia-me.” — Isa. 6:8-11.
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Elas pregaram de casa em casaA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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Elas pregaram de casa em casa
LÁ EM 1956, duas pregadores de tempo integral das Testemunhas de Jeová foram designadas para trabalhar na pequena cidade de Princeton Kentucky, E. U. A., onde não morava nenhuma Testemunha. Perceberam que, para cobrir o território eficazmente, elas teriam de morar ali mesmo em Princeton. Não tinham carro, e era difícil viajar diariamente da cidade distante onde moravam com algumas Testemunhas. Como arranjariam acomodações?
Bem, elas foram de casa em casa, como de costume, pregando as boas novas do reino de Deus. Quando encontravam pessoas que manifestavam algum interesse, explicavam sua necessidade de um lugar para ficar, para que desse modo, pudessem servir a comunidade de maneira mais plena no seu trabalho educacional, bíblico. Infelizmente, porém, ninguém tinha um quarto extra para acomodá-las.
“Já estava anoitecendo”, explicou recentemente, numa assembléia de circuito, Katie Williams, uma das proclamadoras do Reino por tempo integral, “e nos dirigimos à última casa, no fim da rua, onde estávamos trabalhando”. Depois de informarem a senhora de que eram Estudantes da Bíblia e lhe falarem brevemente sobre a natureza de seu trabalho, Katie e sua companheira explicaram sua necessidade de acomodações.
Neste ponto, a senhora clamou para seu marido: “Estão aqui algumas Estudantes da Bíblia, e elas estão procurando um lugar para ficar.”
“Estudantes da Bíblia?” ele perguntou. “Faça-as entrar. É do que precisamos.” As duas moças ficaram um pouco surpresas com a calorosa recepção. Mas, então, a senhora disse: “Precisamos de vocês para incentivar nossa congregação.”
Logo souberam que o marido dela, Frank Wattley, um homem de cerca de 70 anos de idade, era ministro batista local. “Eles nos receberam tão calorosamente”, explicou Katie, “que aceitamos o seu convite para ficar”. Mais tarde, Frank informou as moças de que ele realmente tivera em mente convertê-las à sua religião.
Desde a primeira manhã, Katie e sua companheira começavam as atividades do dia considerando um texto bíblico, e convidando os Wattley a se sentarem e participarem. O casal idoso aceitou prontamente o convite. Certa manhã, o texto em consideração era Ezequiel 18:4 que diz: “A alma que pecar — ela é que morrerá.”
“O quê? Você quer dizer que a alma morre?” perguntou Frank. “Espere um minuto. Preciso aprender algo mais sobre isso.” Assim, iniciou-se um estudo regular da Bíblia com ele e sua esposa. Depois de se convencer a respeito do ensino da Bíblia sobre a alma, Frank disse: “Escutem, moças, eu nunca mais voltarei a ensinar à minha congregação a doutrina da imortalidade da alma.” Assim, ele e sua esposa deixaram a igreja e passaram a pregar de casa em casa juntamente com Katie e sua companheira. Mas isto não foi tudo.
Certo número dos membros da anterior congregação de Frank começou a estudar a Bíblia com eles. Com o tempo, foram organizadas reuniões na casa dos Wattley, e, ao passo que o grupo aumentava em tamanho, foi alugado um armazém para as reuniões. Muitos, inclusive os Wattley, logo foram batizados. Uma Testemunha de outra cidade vinha para dirigir as reuniões. Por fim, formou-se uma nova congregação das Testemunhas de Jeová.
Quando seu local de reuniões se tornou pequeno demais, Frank disse: “Queremos doar um terreno para a congregação.” Por fim, um Salão do Reino foi construído naquele local. Frank Wattley permaneceu como fiel Testemunha de Jeová até sua morte, e Katie Williams está agora no seu 32.º ano de pioneira, ainda pregando regularmente de casa em casa.
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O que outros disseram sobre ir de casa em casa para dar testemunhoA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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O que outros disseram sobre ir de casa em casa para dar testemunho
Quando chegou o tempo para Jeová executar julgamento na apóstata cidade de Jerusalém, Ele deu ao seu profeta Ezequiel uma visão, na qual ele viu um homem vestido de linho que tinha um tinteiro de secretário. A este homem Jeová deu a comissão: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.” Aqueles que receberam o sinal de aprovação foram poupados por ocasião da destruição. Todos os outros pereceram. — Eze. 9:2-11.
Uma obra similar de marcação está sendo efetuada hoje em dia, identificando aqueles que estão angustiados com a hipocrisia, corrução e culpa de sangue que encontram na cristandade, e que estão desejosos de se revestirem da verdadeira personalidade cristã — com vistas à vida eterna. Esta obra de marcação está sendo efetuada pelas Testemunhas de Jeová em todo o domínio da cristandade, sob a liderança da classe representada pelo “homem vestido de linho” e em grande parte por uma vigorosa campanha de pregação das “boas novas do reino” de casa em casa. (Mat. 24:14; Atos 20:20) Como as pessoas têm recebido esta campanha de testemunho?
Como nos dias de Ezequiel, alguns se mostram favoravelmente dispostos a receberem o sinal do verdadeiro cristianismo. Outros têm se oposto amargamente à mensagem. Ainda outros têm proferido palavras de elogio para as Testemunhas e seus métodos de pregação. Por exemplo, o sacerdote católico John A. O’Brien disse a cerca de 200 sacerdotes no Seminário de São José, em Nova Iorque:
“Para arregimentar conversos e recuperar membros desviados nada melhor do que o contato pessoal. Isto é conseguido pelo diplomático, cortês e bem treinado apóstolo da campainha da porta. O segredo do fenomenal sucesso de São Paulo era o seu incansável uso do método de arregimentar conversos de casa em casa. É irônico que o método apostólico é usado agora por seitas não-católicas, especialmente as Testemunhas de Jeová, cujo número de conversos envergonha os católicos.” — The Monitor, 7 de Julho de 1961.
Um comentário similar foi o do sacerdote católico J. S. Kennedy, que disse ao escrever sobre as Testemunhas de Jeová:
“Suas visitas pessoais à procura de conversos é intensiva e nunca pára. . . seu zelo e sua abnegação deviam fazer-nos parar e pensar.” — Our Sunday Visitor, 3 de Junho de 1962.
E mais recentemente, numa conferência de líderes religiosos na Espanha, observou-se o seguinte:
“Talvez [as igrejas] sejam excessivamente negligentes quanto ao que constitui precisamente a maior preocupação das Testemunhas — a visita aos lares, que estava incluída na metodologia apostólica da primitiva Igreja. Enquanto as igrejas, em não poucas ocasiões, se limitam a construir seus templos, a tocar os sinos para chamar as pessoas e a pregar dentro de seus lugares de reunião, [as Testemunhas] seguem o método apostólico de ir de casa em casa e de aproveitar cada ocasião para testemunhar.” — El Catholicismo, Bogotá, Colômbia, 14 de setembro de 1975.
Ao passo que as religiões ortodoxas esperam que as pessoas cheguem a elas, as Testemunhas de Jeová seguem o exemplo de Jesus e de seus apóstolos indo até às pessoas. Mesmo sob proscrição ou perseguição, elas continuam a proclamar as “boas novas”, assim como fizeram os primitivos seguidores de Cristo, sobre os quais se falou:
“Levantou-se grande perseguição contra a congregação que estava em Jerusalém; todos, exceto os apóstolos, foram espalhados através das regiões da Judéia e de Samaria. No entanto, os que tinham sido espalhados iam pelo país declarando as boas novas da palavra.” — Atos 8:1, 4.
Naquele tempo, não houve paralisação da pregação do reino de Deus.
EM ESCALA MUNDIAL
Nos tempos modernos, um testemunho extensivo foi dado na cristandade até a Segunda Guerra Mundial. Este testemunho expandiu-se grandemente à medida que eram treinados e enviados missionários da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, em South Lansing, Nova Iorque, a partir de 1943. Num país após outro, eles levaram a cabo a pregação intensiva de casa em casa, resultando em muitos estudos bíblicos domiciliares. E qual foi o resultado? Logo em 1950, um professor de história religiosa, da Universidade Northwestern, E. U. A., escreveu o seguinte:
“As Testemunhas de Jeová têm coberto literalmente a terra com seu testemunho. . . . Pode-se dizer verdadeiramente que nenhum grupo religioso no mundo demonstrou mais zelo e persistência em procurar difundir as boas novas do Reino do que as Testemunhas de Jeová. . . . Este movimento provavelmente continuará cada vez mais forte.” — C. S. Braden, no seu livro Estes Também Crêem.
Outros também fizeram um estudo da atividade missionária das Testemunhas de Jeová. Um destes eruditos, Bryan Wilson, catedrático na Faculdade de Todas as Almas, da Universidade de Oxford, Inglaterra, visitou o Japão, onde estudou o que ele denomina de “o recente crescimento rápido” nas fileiras das Testemunhas de Jeová. O resultado dos seus estudos foi publicado no Social Compass, de janeiro de 1977, e fizeram-se interessantes comentários, tais como os que se seguem:
“As Testemunhas oferecem uma ampla esfera de conselho prático, expresso num tom de autoridade, sobre relações maritais, questões morais, educação de filhos e outros assuntos práticos. . . . [Para os pais] as Testemunhas têm muito a oferecer na forma de firme conselho fundamentado na Sagrada Escritura e integrado numa filosofia de vida coerente, regida por um só propósito . . . Ainda mais, no conselho das Testemunhas acrescenta-se o caráter distintivo de ser oferecido de maneira uniforme e sem concessões às preocupações culturais da localidade. É oferecido sem ares de condescendência e sem regalias ou preconceito, e tem a força para não transigir. . . . Ninguém adota a religião da Torre de Vigia precisamente por causa de suas conseqüências benéficas: seus ensinos com respeito à educação de filhos não podem ser considerados análogos ao arroz no aliciamento de nativos pelas antigas missões católicas e protestantes.”
Hoje, no Japão, mais de 48.000 Testemunhas de Jeová nativas estão pregando de casa em casa a grande esperança do reino de Deus. Numa enquête de 377 destas Testemunhas em Tóquio, o Professor Wilson verificou que 58,3 por cento tornaram-se interessadas por meio das visitas de casa em casa, ao passo que 34,3 por cento receberam testemunho primeiro por parentes, amigos ou conhecidos. Assim, pode-se avaliar quão eficientes tem-se mostrado as visitas de casa em casa neste campo missionário. O professor perguntou também a estes entrevistados o que os atraiu de início às Testemunhas de Jeová, e as respostas típicas foram as seguintes:
“A bondade das Testemunhas”. “A ausência de qualquer vestígio do formalismo religioso e a inexistência de ostentação.” “A cordialidade das Testemunhas atraiu-me, seu esmero, seu desejo de ajudar e o bom relacionamento entre eles.” “A virtude na congregação.” “Fiquei surpreso de encontrar pessoas tão mansas.” “Fiquei impressionado com a união da organização.” “Fiquei impressionado com a linguagem cortês das Testemunhas. Quando assisti à Assembléia de 1973, fiquei impressionado com a união da organização: pensei que estava observando soldados bem treinados.” “As pessoas eram amorosas e bondosas; e deleitavam-se com a reunião, e tentavam sinceramente aplicar os princípios bíblicos na sua vida.” “O amor e a cordialidade entre as Testemunhas de Jeová.”
Retornando agora ao mundo ocidental, examinemos um artigo que saiu no U. S. Catholic de janeiro de 1979. Foi escrito por William J. Whalen e intitulava-se “Testemunhas de Jeová: Vão Fazer Uma Jornada Fundamental”. O subtítulo pergunta: “A religião de porta em porta funciona?” Então, o artigo prossegue num exame imparcial da história e das atividades das Testemunhas de Jeová. Concluindo, o escritor diz:
“Há cem anos, um jovem [Charles Taze Russell] largou sua loja de roupas e começou a ensinar a sua interpretação da Bíblia. Desde então, centenas de pessoas morreram em vez de repudiarem o que eles entendiam ser a vontade de Jeová. Outros arriscaram sua vida e a de seus filhos em vez de aceitarem uma transfusão de sangue. Muitos passaram longos anos em prisões e campos de concentração.
“Em 1962 finalizei um estudo sobre as Testemunhas de Jeová com esta observação: ‘É duvidoso que a Sociedade do Novo Mundo acabe subitamente. Quer o Armagedom esteja bem perto quer não, centenas de milhares, senão milhões de pessoas, vivem cada dia na crença de que ele está perto. O Armagedom continua bem perto, e existe bem mais de o dobro de Testemunhas hoje do que naquela ocasião. Todos os sinais indicam que provavelmente a Sociedade Torre de Vigia dobrará em tamanho outra vez durante a próxima década.”
Na opinião do escritor mencionado há pouco, “a religião de porta em porta” obviamente funciona. Mas, o mais importante de tudo é o espírito e a bênção de Jeová sobre o seu povo. — Zac. 4:6; João 14:15-17.
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