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  • Um pistoleiro aprende a verdade

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  • Um pistoleiro aprende a verdade
  • Despertai! — 1985
Despertai! — 1985
g85 22/2 p. 15

Um pistoleiro aprende a verdade

O domingo, 8 de setembro de 1984, foi um dia especialmente feliz para as Testemunhas de Jeová que lotaram dois ônibus e se dirigiram à uma colônia penal no sul do Brasil, para o batismo de um famoso ex-pistoleiro, cuja sentença só termina no ano 2005.

Tudo começou há cerca de cinco anos, quando um ministro pioneiro especial, designado a Charqueadas, Rio Grande do Sul, recebeu um convite do diretor da prisão local para visitar um interno que solicitara uma visita das Testemunhas de Jeová. Iniciou-se um estudo bíblico que tem continuado desde então, a cada sábado de tarde, com excelentes resultados. Não só Amaro, o interessado, tornou-se publicador [ministro de tempo parcial] do Reino, mas diversos outros homens contatados na prisão tomaram posição a favor da verdade, já receberam sua liberdade desde então e estão ativamente associados com congregações do povo de Jeová nas cidades de Montenegro, Passo Fundo e Porto Alegre.

Logo na primeira visita, feita em 1979, Amaro apresentou o ministro pioneiro a outro preso, Luiz, que queria saber algo sobre as Testemunhas de Jeová, visto achar-se confuso quanto à religião. Dotado dum temperamento extremamente perverso, seus olhos ventilando ódio e vingança, e gesticulando de modo desordenado e fumando sem parar, ele disse, dum modo truculento e malcriado: “Então você é Testemunha de Jeová? Já ouvi falar muito de vocês, só que acho que se trata de mais uma religião. Tudo é comércio, mas visto que o Amaro me falou que as Testemunhas de Jeová sabem muito a respeito da Bíblia . . . ” A palestra resultante exerceu profundo efeito sobre ele.

Na semana seguinte, ele aguardava o pioneiro, de Bíblia em punho, ansioso de falar sobre ela e preocupado com o que Deus pensava a seu respeito. Bombardeou o pioneiro de perguntas e as duas horas de visita se passaram depressa demais. Disse Luiz após a segunda visita: “Por favor, não me deixe fora da lista para o estudo no próximo sábado. Esta é a verdade.”

Na quinta visita, houve uma comoção e tanto quando Arvedo, o pioneiro, chegou à prisão para dirigir o estudo. Tão grande foi o entusiasmo com que Luiz saudou o pioneiro, que os guardas vieram correndo, imaginando que se tratava duma agressão. Chorando como um bebê, e abraçando efusivamente Arvedo, num tom de voz que podia ser ouvido por todos os presentes, bradou Luiz: “Tu me salvaste de cometer mais crimes, meu bom velho. Quero ser um homem como está em 1 Coríntios 16:13, 14.” Ele tem chamado afetuosamente o pioneiro de “meu bom velho” deste então.

O diretor da prisão se mantinha céptico quanto a Luiz, sendo um dos piores arruaceiros entre os presos, e temido por todos. Era conhecido como “João Grande”, e ninguém jamais ousava retrucar-lhe uma só palavra, mas eis que agora, subitamente, ele tratava a todos com bondade, amor e compreensão, e, o que ainda era notável, mostrava o devido respeito pelas autoridades carcerárias. Depois de estudar um ano e meio, Luiz progrediu ao ponto de lhe ser permitido conversar livremente entre a comunidade de cerca de 750 presos, e tornou-se responsável pela preparação das listas dos que obteriam licença para assistir às reuniões das Testemunhas de Jeová a cada sábado.

Agora, decorridos cinco anos desde a visita inicial, Luiz goza da completa confiança das autoridades carcerárias, e permite-se-lhe trabalhar na fazenda do presídio, fora dos muros da prisão, onde também dirige estudos bíblicos com moradores locais.

Havia 160 pessoas presentes ao batismo dele, incluindo Testemunhas de congregações vizinhas, pessoas recém-interessadas e autoridades do presídio. Quanta alegria tais transformações trazem aos corações daqueles que adoram a Jeová Deus com espírito e verdade, pois faz-nos lembrar Seu grandioso propósito, segundo declarado em 1 Timóteo 2:3, 4: “Isto é excelente e aceitável à vista de nosso Salvador Deus, cuja vontade é que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade.”

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