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O exercício da paciênciaA Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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respeito do reino estabelecido de Jeová seriam pregadas em toda a terra habitada, em aviso às pessoas, antes de vir o fim deste sistema. Estas boas novas estão sendo agora trazidas à atenção das pessoas de todas as nações pelos esforços ministeriais ativos e unidos das testemunhas de Jeová. Seu ministério pode de certa maneira ser comparado ao trabalho dum lavrador, e a ilustração ajuda a enfatizar a grande paciência necessária no serviço ministerial que Deus tem designado hoje aos verdadeiros cristãos. Alguém que nunca lavrou o solo não pensaria em ir e comprar terra e iniciar uma lavoura sem aprender primeiro algo sobre os métodos de lavoura e obter instrução. Do mesmo modo precisa haver um período de estudo, de instrução e treinamento congregacional antes que alguém possa empreender o serviço ministerial. Jesus reconheceu esta necessidade de treinamento, e ele enviou seus discípulos aos dois, para que tirassem proveito da associação e das sugestões úteis que cada um daria ao outro.
13, 14. Como pode o ministério ser comparado ao trabalho dum lavrador, e por que requer paciência?
13 O lavrador não sai um dia e planta a semente, voltando logo na semana seguinte para a colheita. Antes, ele precisa beneficiar o solo, adubá-lo, ará-lo, gradeá-lo, plantar nele a semente, cultivar e capinar o solo e manter afastados os pássaros. Depois, talvez tenha dificuldades com pragas, de modo que borrifa as plantas. E ainda por cima pode haver uma seca, e a safra pode ficar destruída. Desiste o lavrador e vai ele para a cidade em busca dum emprego ou muda de profissão? Não se ele for realmente lavrador. Antes, no ano seguinte, fará a mesma coisa outra vez. Talvez plante um arvoredo contra o vento, para reter o solo. Talvez cave um poço para ter água para a irrigação do solo. Mas não desiste. Tem paciência e continua a trabalhar até tirar finalmente os frutos dos seus labores, recolhendo a safra, graças à bênção de Jeová.
14 O verdadeiro cristão que deseja seguir as pisadas de Jesus partilha com outros as verdades que aprende. Descobre que, em primeiro lugar, precisa cultivar o solo. Isto pode ser feito por se dar um bom exemplo como cristão, na vizinhança onde mora. As.. pessoas observam sua conduta e seu modo de falar, e se for de acordo com os princípios bíblicos, então estarão mais aptas de ouvir a mensagem que lhes. traz. Mesmo assim, depois de muitas visitas e de se lhes falar sobre as Escrituras, talvez não haja reação favorável. Mas, não fique impaciente. Lembre-se de que os muros de Jericó não caíram com a primeira marcha em volta deles. Antes, os israelitas tiveram de marchar em volta dos muros por seis dias, e no sétimo dia andaram sete vezes em volta deles, e então, por fim, se desmoronaram os muros. Não devemos pensar que vamos derrubar as barreiras, feita muralhas, dos ensinos religiosos e das tradições dos credos, que se edificaram durante os séculos, logo a primeira vez que falamos alto a mensagem da verdade. Mas, por reconhecermos a importância da mensagem que levamos, precisamos ser corteses e pacientes, e mostrar amor. Não estamos lidando com plantações, como o lavrador, mas com vidas; por isso há necessidade de paciência ainda, maior.
15, 16. (a) Por que não deve o cristão ficar facilmente desanimado no seu serviço? (b) Que bom conselho deu Tiago?
15 Depois de o ministro ter visitado as pessoas de boa vontade, de ter plantado a semente da verdade cá e acolá, regando-a com o testemunho incidental, ocasionalmente ou por revisitas, quando ele por fim nota um pouco de interesse manifesto, como um broto fosse que surge da terra, então ele procura ajudá-lo a crescer e a se tornar espiritualmente forte, cultivando o fosse interesse com um estudo bíblica. Mas, se a planta enfraquece ou o interesse morre, diz ele:‘Agora chega para mim, eu não posso ser instrutor’? Não se ele se tiver realmente dedicado a Jeová Deus e desejar servi-lo de todo o coração, mente, alma e força. O mundo é o campo, e a ceifa é grande; por isso há muitas oportunidades de tentar novamente e de mostrar paciência.
16 Tiago enfatizou este ponto, dizendo: “Portanto, irmãos, exercei paciência até a presença do Senhor. Vêde! O lavrador continua a esperar o precioso fruto da terra, exercendo paciência com ele, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Vós, também, exercei paciência; fortalecei vossos corações, porque a presença do Senhor tem-se aproximado.” (Tia. 5:7, 8, NM) Tiago reconheceu que depois da plantação a chuva temporã é necessária para fazer a semente germinar, e que depois a chuva serôdia é necessária para fazer a planta frutificar. Assim se dá, com o ministério. As águas da verdade ajudam a fazer germinar a apreciação pela Palavra de Deus e a fazê-la viver no coração e na mente da pessoa, mas só a irrigação e o cultivo contínuos fazem que pessoa se torne como planta de justiça, pronta para dar frutos para o louvor e a honra do Criador.
17. O que se destaca quanto ao tempo em que vivemos?
17 Tiago disse aos primeiros cristãos que exercessem paciência até a presença do Senhor. Em Mateus 24:3, os discípulos pediram que Jesus lhes indicasse um sinal da sua presença ou parousía, e ele lhes forneceu evidência múltipla num sinal composto de pelo menos trinta e nove particularidades distintas. (Veja-se “Certificai-vos de Todas as Coisas”, página 316.) Parte deste sinal, que se tem cumprido desde 1914, foi que estas boas novas do Reino seriam pregadas em toda a terra habitada, com o fim de dar testemunho a todas as nações. Isto se tem cumprido literalmente em nossos dias, ao passo que as testemunhas de Jeová, jovens e idosas, homens e mulheres, participam ativamente na obra de pregação e de ensino em todo o mundo, em 179 países e ilhas do mar. A evidência da realização do propósito de Jeová pode ser vista na contínua expansão e no crescimento da sociedade do Novo Mundo. Em 1914, quando a segunda presença de Cristo começou invisivelmente, houve apenas alguns milhares de publicadores ativos no ministério. Em 1938, houve 59.000. Agora há mais de 916.000. A bênção de Jeová tem estado sobre a obra de plantar e de regar, e ele tem dado o aumento.
PACIÊNCIA COM ATIVIDADE
18. Como podem os cristãos exercer agora paciência?
18 Embora não estejamos mais aguardando a presença do Senhor, desde o início do cumprimento do sinal em 1914, ainda precisamos ter paciência, até que a obra de pregação tenha sido cabalmente realizada e Jeová disser que basta, no Armagedon. Quando Tiago disse que devemos exercer paciência, ele não se referia a um período de espera inativa, mas, antes, se devia exercer fé e esperança por partilhar com outros as verdades aprendidas, ao mesmo tempo tendo confiança na Palavra de Jeová e no breve cumprimento dos seus propósitos. Conforme predisse o salmista, o povo de Jeová está voluntariamente disposto no dia do Seu poder. (Sal. 110:3) São felizes de poderem participar no Seu serviço, e muitas famílias até mesmo venderam seus lares e deixaram seu emprego secular, mudando-se para novos territórios, onde sua atividade ministerial tem sido grandemente apreciada pelas pessoas de boa vontade a quem servem agora.
19. Que bom conselho bíblico devemos seguir, e por quê?
19 Estes cristãos sinceros reconhecem a sabedoria do conselho dado por Jesus: “Ninguém que, tendo pôsto a mão’ no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Luc. 9:62, ALA) Portanto, em vez de olhar para trás ao sistema do velho mundo é às vantagens ou promoções temporárias que oferece, olham para a frente, para as bênçãos do novo mundo, e fixam seus olhos no alvo do Reino, fazendo todos os esforços para promover os interesses do Reino pela atividade ministerial. Seguem o conselho: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas [ou: ‘vidas futuras’].” (Luc. 21:19, NM) Reconhecem que a maravilhosa dádiva da vida no novo mundo vale a pena o trabalho paciente, por isso não ficam desanimados. Entendem que embora muitos estudos bíblicos sejam talvez necessários antes de alguém chegar a avaliar a verdade, isto tudo faz parte da obra, da separação das ovelhas dos cabritos, que Jesus predisse, e assim são felizes de ter uma parte nisso. Aguardam o tempo quando esta obra terá sido acabada e quando todos os viventes conhecerão a Jeová. — Jer. 31:34.
20. O que está envolvido na obtenção da bênção de Jeová sobre a nossa obra de pregação?
20 Enquanto a pessoa fizer a obra de pregação e de ensino do modo como Jeová ordena através de sua organização, ela não será em vão, mas terá a bênção de Jeová. Sempre busque dele a orientação e ore pela sua ajuda, por meio do seu espírito. Paulo explicou a relação entre o ministro e Deus: “O que, então, é Apolo? Sim, o que é Paulo? Ministros pelos quais viestes a tornar-vos crentes, assim como o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus continuou a fazê-lo crescer; de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer.” O texto passa então a explicar que se colherá do ministério segundo o que se plantou, dizendo: “Mas cada pessoa receberá a sua própria recompensa segundo seu próprio trabalho.” Dá valor ao privilégio de ser um dos colaboradores de Deus? Em caso afirmativo, faça todo esforço para que seu ministério seja bom aos olhos de Deus. “Pois somos cooperadores de Deus. Vós, povo, sois o campo de Deus em cultivo, o edifício de Deus.” (1 Cor. 3:5-9, NM) Como parte do campo de Deus em cultivo, está crescendo à madureza espiritual? Não seja como um parasita numa vide, sempre ingerindo nutrição, mas nunca produzindo frutos; antes, estude, assista as reuniões da congregação e faça verdadeiro esforço para ser bom instrutor, tornando-se forte na verdade, preparado para produzir frutos como cooperador de Deus. Então se lhe aplicarão as palavras de Paulo: “Por conseguinte, meus amados irmãos, tornai-vos firmes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão com relação ao Senhor.” — 1 Cor. 15:58, NM.
21. Por que não devemos mais acompanhar o velho mundo?
21 Há toda a razão para sermos pacientes e inabaláveis no nosso ministério, agora, que os tempos dos gentios já passaram e estamos vivendo no tempo da segunda presença de Cristo. Em vez de seguir um proceder de devassidão e de conduta desenfreada, acompanhando as nações do sistema deste velho mundo, o cristão tem uma razão melhor para viver. (1 Ped. 4:3) Ele quer trabalhar para promover os interesses do Reino. Tem a maravilhosa esperança do Reino e todas as suas bênçãos prometidas por Jeová e sabe quê a palavra de Deus nunca vota para ele vazia. (Isa. 55:11) Em vista do tremendo aumento da sociedade do Novo Mundo, avance cada um com ela por crescer em madureza espiritual, progredindo à madureza do entendimento da Palavra de Deus e participando plenamente no Seu serviço.
22. Que conselho deu Paulo aos colossenses?
22 Quanto aos que dizem que vão “esperar para ver”, manifestando falta de fé, eles são da mesma classe dos que esperavam fora da arca, nos dias de Noé, para ver o que ia acontecer. Não tinham confiança na Palavra ou nos propósitos de Deus e morreram afogados por causa disso. A verdadeira fé do cristão combina o conhecimento com a esperança. Isto exige paciência e perseverança. O apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses, deu ênfase à necessidade de paciência na vida diária. Ele mencionou que não cessada de orar. Queria ver os colossenses cheios do conhecimento acurado e sabia que isso levaria tempo e esforço. Ele os estimulou a ir e dar fruto e a aumentar em conhecimento acurado, tornando-se espiritualmente fortes e poderosos, suportando plenamente toda a oposição e mostrando-se longânimos. Ele disse que, se fizessem estas coisas, estariam andando dignamente de Jeová, agradando-o plenamente por darem frutos em toda boa obra, e este é certamente o alvo de todos os verdadeiros cristãos. (Col. 1:9-11) Há toda a razão para sermos gratos de que Jeová é paciente na execução dos seus propósitos, pois significa para nós uma oportunidade de servir agora, e um futuro de vida eterna num novo mundo de justiça. — 2 Ped. 3:15.
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“A cabeça de todos estes reinos”A Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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“A cabeça de todos estes reinos”
HAZOR, cidade cananéia nos dias de Josué, não era nada pequena nem insignificante. Descrevendo Hazor brevemente, a Bíblia diz: “Naquele tempo tornou Josué, e tomou a Hazor, e feriu à espada ao seu rei: porquanto Hazor dantes era a cabeça de todos éstes reinos.” (Jos. 11:10) Um arqueólogo comentou quão apropriada era a descrição bíblica. O jornal Times de Nova Iorque, de 12 de maio de 1959, relatou: “Um arqueólogo israelense relatou ontem que as escavações da cidade bíblica de Hazor, na Galiléia de Israel, tinham revelado ‘o melhor quadro até a data’ sobre a cultura material dos antigos cananeus e israelitas. Ao mesmo tempo, o Dr. Yigael Yadin, autoridade no assunto dos Rolos do Mar Morto, disse que a descoberta de cerâmica micena, em novembro passado, nas escavações de Hazor, confirmaram que o Josué bíblico tinha conquistado Hazor no século treze A. C., junto com Jericó, quando os israelitas atravessaram o Jordão para a Terra Santa. A cerâmica descoberta, disse ele, localiza a campanha de Josué por volta de 3.300 anos atrás, o que coincide com o relato bíblico. . . .
“Durante os últimos quatro anos, o Dr. Yadin tem chefiado a expedição arqueológica de James A. de Rothschild-Universidade Hebraica, no local na Galiléia setentrional. Ele descobriu os restos de vinte e uma cidades. . . . Suas escavações, disse o Dr. Yadin, indicaram que a maior das vinte e uma cidades, e provavelmente a maior em Canaa, era a de Hazor, que Josué conquistou e queimou. . . . As escavações de Hazor, disse o Dr. Yadin, indicaram que a cidade se ajusta à breve descrição bíblica como ‘a cabeça de todos éstes reinos’. ‘A Hazor de Josué foi uma cidade de aproximadamente 150 acres [60,7 ha]; pode ter abrigado de 25.000 a 30.000 pessoas’, disse o Dr. Yadin. ‘Podemos ter uma idéia do seu tamanho impressionante, para aqueles dias, quando tomamos em consideração que Magedo, a famosa cidade-fortaleza que protegia o Vale de Jezreel — Armagedon — abrangia apenas uns quinze acres [6 ha], e que a Jerusalém dos tempos do Rei Davi, séculos depois, abrangia cerca de dez acres [4 hectares].’”
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