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  • Nova e surpreendente evidência vem à luz!
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • por volta de 280 A. E. C., as Escrituras Hebraicas começaram a ser traduzidas para o grego, produzindo-se a chamada Versão dos Setenta ou Septuaginta grega (LXX).

      Quando Jesus iniciou seu ministério, esta versão tinha amplo uso entre os judeus de língua grega. Sabemos da fraseologia dos escritos dos apóstolos que eles conheciam a Septuaginta, e é certo que Jesus também.

      Mas, continha esta tradução grega o nome de Deus? Os mais completos manuscritos sobreviventes da Septuaginta, que remontam ao quarto século E. C., revelam uma situação surpreendente. Sempre que a Bíblia hebraica tinha o tetragrama, a Septuaginta grega o substituiu pelas palavras “Deus” (Theos) e “Senhor” (Kyrios). Por isso, o mundo erudito adotou o conceito de que Jesus e seus apóstolos não usavam o nome pessoal de Deus. Afirmou-se que, quando liam ou citavam as Escrituras hebraicas, seguiam o costume de pronunciar em lugar dele as palavras para “Senhor” ou “Deus”. E, quanto à cópia da Septuaginta que usavam, esta nem mesmo continha o Nome.

      A maioria dos téologos tem-se apegado confiantemente a este conceito. Mas agora, que dizer da pista encontrada na Caverna dos Horrores?

      A PISTA JUDAICA

      Lembre-se de que a Caverna dos Horrores, no deserto judaico, continha alguns fragmentos de couro dos Doze Profetas dum rolo escrito por volta do tempo em que Jesus nasceu. Era em grego, na forma da Septuaginta. Mas, que dizer do nome de Deus? Observe a reprodução mostrada aqui.

      Estes fragmentos do deserto judaico contêm o nome divino num estilo antigo de hebraico! Embora o texto principal fosse em grego, reteve-se o nome de Deus em letras hebraicas. Não se substituiu o tetragrama pelo título grego Kyrios, como foi feito nos manuscritos da Septuaginta nos séculos posteriores.

      Então, ainda mais recentemente, outra pista importante veio à atenção. Ela também tem que ver significativamente com se o nome de Deus deve estar na sua Bíblia, e, portanto, se você deve usar este nome. Esta pista surgiu no Cairo.

      A PISTA EGÍPCIA

      A pista consiste em muitos fragmentos dum antigo rolo de papiro de Deuteronômio, classificados pelo museu como Papiros Fuad Número 266. Embora estes fragmentos tivessem sido achados nos anos 1940, estavam inacessíveis à comunidade erudita, para estudo.

      Em 1950, a edição em inglês da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs publicou pela primeira vez fotografias de alguns destes raros fragmentos. Contudo, durante a década dos anos 1950 e 1960, a maioria dos peritos não teve acesso aos próprios fragmentos, e nenhuma outra publicação erudita havia reproduzido fotografias ou feito uma análise de todos eles. Finalmente, isto apareceu no volume de 1971 de Études de Papyrologie. Mas, o que havia de incomum nestes fragmentos? E que relação tinham com o uso do nome de Deus?

      Os papiros Fuad 266 foram preparados no segundo ou no primeiro século A. E. C. Não estão em hebraico, mas em grego. veja a escrita nas amostras dos Fuad 266 reproduzidos mais abaixo. Nota que, embora o texto principal seja em grego, usa-se o tetragrama em letras hebraicas quadradas? De modo que os copistas deste rolo de papiro tampouco o substituíram pelas palavras gregas para “Senhor” (Kyrios) ou para “Deus”. Antes, colocaram mais de trinta vezes — no meio da escrita grega — o tetragrama em letras hebraicas!

      O Dr. Paul E. Kahle, de Oxford, explicou que estes fragmentos contêm “talvez o texto mais perfeito de Deuteronômio da Septuaginta que veio até nós”. Em Studia Patristica, ele acrescentou: “Temos aqui num rolo de papiro um texto grego que representa o texto da Septuaginta numa forma mais fidedigna do que o Códice Vaticano e que foi escrito mais de 400 anos antes.” E ele reteve o nome pessoal de Deus, assim como os fragmentos gregos dos Doze Profetas, do deserto da Judéia. Ambos concordam entre si.

      No Journal of Biblical Literature (Vol. 79, pp. 111-118), o Dr. Kahle examinou a evidência cumulativa a respeito do uso do nome divino entre os judeus, e chegou à seguinte conclusão:

      “Todas as traduções gregas da Bíblia, feitas por judeus para judeus, nos tempos pré-cristãos, devem ter usado, como nome de Deus, o tetragrama em caracteres hebraicos e não [Kyrios], ou abreviaturas dele, tais como encontramos nas [cópias] cristãs” da Septuaginta.

      Esta escolha do nome divino para ser cuidadosamente preservado manifestava-se até mesmo em textos da língua hebraica de aproximadamente o primeiro século. Em alguns rolos hebraicos, das cavernas perto do Mar Morto, o tetragrama foi escrito com tinta vermelha ou num tipo mais antigo de hebraico, facilmente distinguível. J. P. Siegel comentou isso:

      “Quando primeiro se descobriram os manuscritos de Qumran, há mais de vinte anos, um de seus aspectos mais surpreendentes foi o aparecimento, num grupo limitado de textos, do tetragrama escrito em caracteres paleo-hebraicos. . . . É quase um turismo dizer que esta prática significa profunda reverência pelo(s) Nome(s) Divino.” — Hebrew Union College Annual, 1971.

      Adicionalmente, relatou-se que, na Jerusalém do primeiro século, havia um rolo hebraico dos cinco livros de Moisés que continha o tetragrama em letras douradas. — Israel Exploration Journal, Vol. 22, 1972, pp. 39-43.

      Não é esta nova evidência um forte indício para você de que Jesus deve ter conhecido muito bem e usado o nome divino, quer lesse as Escrituras em grego, quer em hebraico?

  • Algo novo sobre o nome de Deus?
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • Algo novo sobre o nome de Deus?

      NAS páginas precedentes, consideramos nova e surpreendente evidência do uso do nome de Deus no período em que Jesus e os apóstolos estiveram na terra.

      Vê a conclusão a que leva esta evidência? Como influi isso no que você devia encontrar na Bíblia e no que pessoalmente acha sobre o nome de Deus? Considere as conclusões duma famosa autoridade que estudou a evidência dos manuscritos:

      Há mais de um ano, George Howard, professor adjunto de religião, da Universidade de Geórgia, E. U. A., examinou o assunto envolvido no Journal of Biblical Literature. (Vol. 96, N.º 1, 1977, pp. 63-68) Seu artigo se iniciou:

      “Recentes descobertas no Egito e no Deserto Judeu permitem-nos ver de primeira mão o uso do nome de Deus nos tempos pré. cristãos.”

      Daí, passou a considerar os recentemente publicados textos gregos do período pré-cristão, que já viu reproduzidos nas páginas precedentes. Lemos a respeito do conceito anteriormente adotado, de que o título grego Kyrios sempre substituía o nome de Deus:

      “Em vista destes achados, podemos agora dizer, com certeza quase que absoluta, que o nome divino, יהוה, não foi traduzido por [Kyrios] na Bíblia grega, pré-cristã, como muitas vezes se pensava.”

      Que dizer do montante geral dos Rolos do Mar Morto? O Professor Howard escreveu:

      “Talvez a observação mais significativa que podemos fazer, em vista deste padrão de uso variegado do nome divino, é que o tetragrama era tido por muito sagrado. . . . Na cópia do próprio texto bíblico, o tetragrama era cuidadosamente preservado. Esta proteção do tetragrama estendia-se até mesmo à tradução grega do texto bíblico.”

      MAS, QUE DIZER DE JESUS E DE SEUS DISCÍPULOS?

      Embora todo o precedente possa ser de interesse especial para os eruditos, que relação tem isso com a Bíblia que você possui? Como deve encarar o uso do nome pessoal de Deus?

      O Professor Howard tirou algumas conclusões importantes. Primeiro, salientou:

      “Sabemos como fato que os judeus de língua grega continuaram a escrever יהוה dentro de suas Escrituras gregas. Além disso, é muito pouco provável que os primitivos cristãos judaicos de língua grega se tenham desviado desta pratica. . . . Para eles, teria sido extremamente incomum excluir o tetra grama do próprio texto bíblico.”

      O que faziam os escritores das Escrituras Gregas Cristãs quando citavam os livros da Bíblia hebraica, quer do hebraico original, quer duma tradução grega? Usavam o tetragrama onde aparecia na fonte que citavam? Baseado na evidência agora disponível, o Professor Howard explicou:

      “Visto que o tetragrama ainda se achava escrito nos exemplares da Bíblia grega que compunha as Escrituras da primitiva igreja, é razoável crer que os escritores do N[ovo] T[estamento], citando a Escritura, preservassem o tetragrama no texto bíblico. À base da analogia da prática judaica pré-cristã, podemos imaginar que o texto do NT continha o tetragrama nas suas citações do AT.”

      Então, por que falta o tetragrama em todos os exemplares existentes do “Novo Testamento”? Teria sido o nome de Deus eliminado após a morte dos apóstolos? A evidência mostra que foi assim. O Professor Howard prosseguiu:

      “O tetragrama, nestas citações, naturalmente, deve ter permanecido enquanto continuava a ser usado nas cópias cristãs da LXX. Mas, quando foi eliminado do AT grego, também foi eliminado das quitações do AT no NT.”

      “Assim por volta do começo do segundo século, o uso de substitutos [para o nome de Deus] deve ter excluído o tetragrama em ambos os Testamentos. Em pouco tempo, o nome divino perdeu-se completamente para a igreja gentia, exceto no que se refletia nos substitutos convencionados ou era ocasionalmente lembrado por eruditos.” (O grifo é nosso.)

      ISTO É NOVO! OU É MESMO?

      Muitos eruditos que leram o Journal of Biblical Literature talvez tenham ficado surpresos com a conclusão a que se chegou, a saber, que o nome divino, Jeová (Javé), aparecia no “Novo Testamento” quando foi originalmente escrito. Isto talvez parecesse novo, porque representava uma reviravolta quanto ao conceito antigo de que os escritores cristãos tinham evitado usar o nome divino. Mas, é algo novo?

      Lá em 1796, Dominikus von Brentano usou o nome divino na sua tradução alemã do “Novo Testamento”. Por exemplo, considere Marcos 12:29, que reproduzimos aqui. Perguntara-se a Jesus: “Qual é o mais distinto mandamento?” A tradução de Brentano reza então: “O mais distinto mandamento, respondeu Jesus, é este: Ouve Israel! Jeová, nosso Deus, é o único Deus.”

      29. Das allervornehmste Gebot, antwortete Jesus, ist dieß: Höre Israel! Jehovah, unser Gott, ist der einige Gott*).

      Tinha Brentano um bom motivo para mostrar que Jesus pronunciava o nome divino? Sim, porque Jesus estava citando Deuteronômio 6:4, que contém o tetragrama. Jesus, por certo, não estava preso as tradições, assim como a maioria dos líderes religiosos judaicos, pois ele “ensinava como quem tinha autoridade, e não como seus escribas”. (Mat. 7:29) Cristo disse publicamente que desejava glorificar o nome de seu Pai, tanto seu nome real, como todos os propósitos e realizações associados com este nome. (João 12:28) E perto do fim de sua vida terrestre, ele disse que tinha dado a conhecer o nome de seu Pai. Portanto, o tradutor Brentano tinha uma base lógica para apresentar Jesus como usando o nome de Deus, ao citar um texto que o continha. — João 17:6, 26.

      De modo similar, só a narrativa evangélica de Mateus já contém mais de 100 citações das Escrituras Hebraicas. Em 1950, a edição em inglês da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs dizia sobre Mateus: “Onde estas citações incluíam o nome divino, ele se via obrigado a incluir fielmente o tetragrama.”

      Esta tradução, em 1950, chegou à mesma conclusão básica exposta mais tarde no Journal of Biblical Literature, em 1977. Em vista da evidência de que os escritores do “Novo Testamento” encontraram o tetragrama, quer fizessem citações do texto hebraico, quer da Septuaginta grega, o Prefácio da Tradução do Novo Mundo, em inglês, dizia:

      “O tradutor moderno é justificado em usar o nome divino como equivalente de [palavras gregas para “Senhor” e “Deus”] nos lugares em que Mateus, etc., citaram versículos, passagens e expressões das Escrituras Hebraicas, ou da LXX onde havia o nome divino.”

      Assim, a posição apresentada pelo Professor Howard, em 1977, não é totalmente nova. Mas, ela traz à luz uma excelente evidência nova que não estava disponível quando a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, em 1950 (em português, em 1963), usou “Jeová” 237 vezes no “Novo Testamento”.

      Portanto, é certo que o nome de Deus tem lugar nas traduções da Bíblia. Deve constar nelas, para ser usado e apreciado por todos os verdadeiros adoradores, que desejam fazer o que Jesus fez — glorificar o nome de seu Pai — e que oram: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” — Mat. 6:9, Almeida.

      [Foto na página 9]

      Nahal Hever, olhando-se para o leste em direção ao Mar Morto.

  • Criticaram cedo demais!
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • Criticaram cedo demais!

      JÁ EM 1950, a Tradução do Novo mundo das Escrituras Gregas Cristãs apresentou evidência em apoio de seu uso do nome divino. Não obstante, certos escritores religiosos criticaram a colocação de “Jeová” no “Novo Testamento”. Tornaram assim público que divergiam de Davi, que cantou: “Magnificai comigo a Jeová, exaltemos juntos o seu nome.” — Sal. 34:3; veja o Salmo 74:10, 18.

      Um folheto publicado pelos Cavaleiros de Colombo, católicos romanos, acusava:

      “Os primitivos cristãos que escreveram o Novo Testamento não usavam [Jeová], mas, em vez disso, a palavra ‘Senhor’, que também aplicavam a Cristo. Portanto, temos aqui um exemplo patético de pseudo-erudição tentando defender o indefensível.”

      Também o erudito presbiteriano Bruce M. Metzger afirmou que era “indefensível”, e acrescentou:

      “A introdução da palavra ‘Jeová’ no texto do Novo Testamento, . . . é um exemplo claro de arrazoado especial.”

      Jack P. Lewis, professor duma faculdade da Igreja de Cristo, escreveu sobre o uso de “Jeová”:

      “Sendo já bastante duvidoso no Antigo Testamento, e inteiramente injustificável no Novo Testamento.”

      E o ministro batista Walter R Martin fez crítica da

      “inadequada erudição das Testemunhas de Jeová, cuja arrogante pretensão, de que tinham base sólida para restaurar o nome divino (Jeová) nas Escrituras, . . . é revelada como vã fraude de erudição.”

      Como eram atrevidas, dogmáticas e imodestas essas críticas! Contudo, conforme mostram os artigos aqui acompanhantes, essas críticas eram inteiramente infundadas. Até mesmo a comunidade erudita admite agora que os apóstolos de Jesus usavam o nome divino, de fato, o incluíam no “Novo Testamento”.

  • O nome de Deus é tropeço para os teólogos
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • O nome de Deus é tropeço para os teólogos

      COMO é que o nome de Deus pode causar tropeço a clérigos e a autoridades em teologia?

      Primeiro, parece ter resultado um grande erro doutrinário com a retirada do nome de Deus da Bíblia. Conforme foi salientado num artigo precedente, pelo visto foi “por volta do começo do segundo século” que o nome divino passou a ser substituído no “Novo Testamento” por “Senhor” ou “Deus”. Isto causou um problema de identificação: A que Senhor se referia?

      Nas Escrituras Hebraicas, há versículos sobre Jeová citados no “Novo Testamento” num contexto que fala sobre o Filho. (Isa. 40:3 — Mat. 3:3 — João 1:23; Joel 2:32 — Rom. 10:13; Sal. 45:6, 7 — Heb. 1:8, 9) Isto é compreensível, por que Jesus era o mais destacado representante do Pai. De fato, de maneira similar, até mesmo se falava dum anjo como se fosse Jeová, visto que servia para Jeová numa qualidade representativa. (Gên. 18:1-33) Entretanto, qual tem sido o efeito da eliminação do nome de Deus?

      O Journal of Biblical Literature diz:

      “Em muitas passagens, onde as pessoas de Deus e de Cristo eram claramente distinguíveis, a eliminação do tetragrama deve ter criado muita ambigüidade. . . . Quando se criou a confusão com a mudança do nome divino nas citações, a mesma confusão se estendeu a outras partes do NT, onde as citações nem estavam envolvidas”.

      Evidentemente, por se dar conta de que isso pode ter contribuído para o desenvolvimento da doutrina da Trindade, o artigo pergunta:

      “Será que tal reestruturação do texto deu margem às posteriores controvérsias cristológicas [sobre a natureza de Cristo] na igreja, e eram as passagens envolvidas nestas controvérsias idênticas às que, na era do NT, evidentemente não criavam problema nenhum? . . . Baseiam-se num texto alterado que representa um tempo da história da igreja em que a diferença entre Deus e Cristo era confusa no texto e obscura na mente dos eclesiásticos?”

      Portanto, a eliminação do nome de Deus, do “Novo Testamento”, pode ter contribuído para a posterior aceitação da doutrina da Trindade, que não foi em absoluto ensinada na Bíblia original.

      Para os teólogos, uma segunda pedra de tropeço refere-se à pronúncia do Nome. Em hebraico, este é escrito com quatro consoantes, usualmente transliteradas por IHVH ou JHVH. No antigo Israel, aprendia-se a pronúncia dele desde os primeiros tempos. Mas, pelo visto, em algum ponto após 70 E.C., perdeu-se a pronúncia exata. Quando os copistas judaicos, posteriores, colocaram marcações vocálicas junto às consoantes, para ajudar o leitor, usavam sinais para Adonai (Senhor) e Eloím (Deus), o que levou à forma “Jeová”.

      Muitos eruditos hebraicos favorecem agora a pronúncia “Iavé” (ou “Javé”). Mas, atualmente, ninguém pode dizer com certeza como, por exemplo, Moisés pronunciou o nome divino.

      Em Vetus Testamentum (out. 1962), o Dr. E. C. B. Maclaurin declarou: “É preciso repetir que não há nenhuma evidência primitiva, conclusiva, de que o nome fosse alguma vez pronunciado Iavé, mas há abundante evidência primitiva de Hu’, Iah, Io-, Iau-, -iah e talvez -io.” O Dr. M. Reisel, em The Mysterious Name of Y. H. W. H., disse que a “vocalização do tetragrama, originalmente, deve ter sido IeHuàH ou IaHuàH”. Contudo, o Cânone D. D. Williams, de Cambridge, afirmou que “a evidência indica, não, quase que prova, que Javé não foi a pronúncia verdadeira do tetragrama, . . . O próprio Nome foi provavelmente JAHÔH”. — Zeitschrift für die alttestamentliche Wissenschaft, Vol. 54.

      A maioria das línguas tem um modo costumeiro de grafar e pronunciar o nome de Deus, e isto varia de língua para língua. No italiano, é Geova, em fijiano é Jiova, e em dinamarquês o nome é Jehova. Por que teria de insistir alguém que todos, hoje, deviam esforçar-se a imitar alguma antiga pronúncia hebraica, sobre a qual nem mesmo as autoridades conseguem concordar? Conforme disse o Professor Gustav Oehler, de Tübingen, num livro, depois de considerar diversas pronúncias:

      “Doravante, eu usarei a palavra Jeová, porque, na realidade, este nome ficou sendo agora mais naturalizado no nosso vocabulário e não pode ser substituído, assim como tampouco seria possível que a forma mais correta de Jarden substituísse a forma mais usual de Jordão.”

      Este é um conceito sensato, porque permite que pessoas usem uma amplamente conhecida pronúncia que ainda identifica claramente o Criador e Deus, o qual nos exorta a usar seu nome. (Isa. 42:8; Rom. 10:13) Muitos teólogos, porém, em vez disso, escolheram tergiversar sobre pontos técnicos e caíram na armadilha de evitar o nome de Deus.

  • O nome de Deus e o seu
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • O nome de Deus e o seu

      SEU próprio nome interessa corretamente a você e lhe é importante. Você fica atento, quando é mencionado. Mas, além de seu nome próprio — seja João, Maria, Joaquim ou outro — seu “nome” pode representar também sua reputação. Deste ponto de vista, seu nome envolve você como pessoa e o que mostra ser.

      É provável que os achegados a você não o chamem pelo nome de família, mas pelo seu nome próprio ou apelido. Sente-se mais feliz quando o encaram como alguém que tem ‘um bom nome’. (Pro. 22:1) Todos nós temos razões para nos preocupar com o nosso nome.

      Se é assim com os homens, certamente deve-se dar ainda mais com o Criador do universo. Para os homens, ele escolheu revelar-se como tendo um nome pessoal, significativo, que o identifica como Cumpridor de seus propósitos e de suas promessas. Deus, por isso, pôde corretamente chamar seu nome Jeová de “memorial” para si. (Êxo. 3:14, 15; Osé. 12:5; Sal. 135:13) Este nome está relacionado com tudo o que tem feito e ainda pretende fazer.

      Portanto, não devíamos usar e apreciar o nome de Deus? Além disso, conhece-nos Deus por nome — tanto pelo nosso nome pessoal, como pela nossa reputação como alguém a quem ele aprova?

      A tendência existente entre a maioria dos líderes religiosos, e mesmo em muitas traduções da Bíblia, de desconsiderar ou menosprezar o nome distintivo de Deus contribui para impedir que as pessoas tenham tal reputação perante ele. O Dr. Walter Lowrie, escrevendo sobre a omissão do nome divino em algumas Bíblias, declarou no periódico anglicano, Theological Review:

      “Nas relações humanas, é altamente importante saber o nome próprio, nome pessoal, daquele a quem amamos, com quem falamos ou até sobre quem falamos. Exatamente assim se dá na relação do homem com Deus. O homem que não conhece a Deus por nome realmente não o conhece como pessoa, não está em termos de conversação com ele (o que quer dizer orar) e não pode amá-lo, se ele o conhece apenas como força impessoal.”

      O escritor estava pensando, em especial, em que, numa recente versão da Bíblia, o nome divino aparece apenas quatro vezes Sim, embora muitos clérigos tenham ensinado aos seus rebanhos a orar: “Santificado seja o teu nome”, não têm tomado a dianteira em usar este nome ou em exortar à sua inclusão nas Bíblias. — Luc. 11:2, Almeida.

      Tome, como exemplo, a Bíblia Comum (1973, em inglês), aprovada para uso tanto por protestantes como por católicos romanos. Seu Prefácio diz especificamente que não segue o exemplo da Versão Normal Americana (1901), que usa o nome de Deus milhares de vezes Por que abandonar este nome? Uma razão apresentada era a diferença de conceitos sobre a sua pronúncia. Uma segunda era: “O uso de qualquer nome próprio para o único e exclusivo Deus, como se houvesse outros deuses dos quais

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