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Seu futuro — pode ser predito?A Sentinela — 1978 | 1.° de janeiro
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de impérios, e suas caraterísticas, junto com pormenores específicos sobre as suas relações com o próprio povo de Deus — e grande parte disso com séculos de antecedência.
Também, dessemelhantes das predições dos adivinhos, as quais não têm nenhuma relação entre si, todas as profecias da Bíblia estão interligadas. Por exemplo, as Escrituras dizem: “Dar-se testemunho de Jesus é o que inspira [literalmente: o espírito de] o profetizar.” (Rev. 19:10) Todas as profecias bíblicas giram em torno do papel desempenhado por Jesus Cristo como “descendente” ou prole de Abraão, para a bênção de “todas as nações da terra”. — Gên. 3:15; 12:1-3; 22:18; Gál. 3:16.
Além disso, os profetas bíblicos proferiram mensagens morais do mais alto valor. Repreenderam destemidamente reis e altas autoridades por violações da lei de Deus, amiúde pondo sua vida em perigo por fazerem isso.
O que mais impressiona, porém, é que as predições bíblicas se destacam como realmente diferentes por causa de seu cumprimento, até nos mínimos pormenores. E descrevem acontecimentos futuros que envolverão você, leitor, pessoalmente. Nos dois artigos seguintes, consideraremos alguns exemplos disso.
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Como se escreveu história com séculos de antecedênciaA Sentinela — 1978 | 1.° de janeiro
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Como se escreveu história com séculos de antecedência
O QUE acha da possibilidade de alguém escrever história com antecedência? Alguns insistem em que isso é impossível e rejeitam toda a questão sem outra investigação.
Mas, pense por um instante: Refuta a mera rejeição por pessoas céticas que é possível haver predições genuínas? Certamente, não seria sábio chegar precipitadamente a tal conclusão. É provável que no seu próprio lar possua evidência de história escrita com séculos de antecedência. De que modo?
É provável que tenha um exemplar da Bíblia Sagrada, que centenas de milhões de pessoas, em todo o mundo, encaram como sendo a palavra inspirada de Deus. (2 Tim. 3:16) As Escrituras estão cheias de predições de acontecimentos que ocorreram centenas de anos depois de terem sido preditos. Consideremos alguns exemplos.
‘TIRO TORNAR-SE-Á ENXUGADOURO DE REDES DE ARRASTO’
Um exemplo da precisão espantosa da profecia bíblica refere-se ao antigo porto marítimo, fenício, de Tiro. Esta cidade tornou-se muito grande às custas de outros povos. Havia ali manufatura de objetos de metal, de vidro e de púrpura, sendo centro comercial para as caravanas terrestres e grande depósito de importação e exportação. Seus comerciantes e mercadores gabavam-se de ser principescos e honrosos. (Isa. 23:8) Em certo tempo, existiam relações amigáveis entre Tiro e Israel. Mas elas não continuaram, porque Tiro, por fim, aliou-se aos inimigos de Israel. Por causa da traição de Tiro para com Israel, Deus inspirou seus profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e outros a predizer calamidade para este porto fenício. Por exemplo, lemos:
“Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eis que sou contra ti, ó Tiro, e vou fazer subir contra ti muitas nações, assim como o mar faz subir as suas ondas. E elas certamente arruinarão as muralhas de Tiro e derrubarão as suas torres, e vou raspar dela o seu pó e fazer dela a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. Enxugadouro de redes de arrasto é o que ela se tornará no meio do mar. . . . Eis que trago contra Tiro a Nabucodorosor, rei de Babilônia, desde o norte, um rei de reis, com cavalos, e carros de guerra, e cavalarianos, e com uma congregação, sim, um povo numeroso. Vou fazer de ti a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. Enxugadouro de redes de arrasto é o que te tornarás. Nunca mais serás reconstruída; porque eu, Jeová, é que falei’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová.” — Eze. 26:3-5, 7, 14.
A história secular registra que Nabucodonosor começou a sitiar Tiro algum tempo depois de destruir Jerusalém e o templo da adoração de Jeová, em 607 A. E. C. O historiador judaico Josefo, à base dos anais fenícios e de outra história escrita anteriormente, declara que o sítio de Nabucodonosor contra Tiro durou treze anos. A Bíblia indica que as forças de Nabucodonosor causaram consideráveis danos a Tiro. — Eze. 26:8-11.
Tiro restabeleceu-se deste golpe dado por Babilônia. Todavia, séculos mais tarde, as forças gregas, sob Alexandre, o Grande, avançaram contra Tiro, que naquele tempo estava situada numa ilha, a uns 800 metros do continente. Quando os habitantes se negaram a se entregar a Alexandre, ele ficou enfurecido e mandou que seus homens raspassem as ruínas da cidade continental e as lançassem no mar, construindo assim um molhe até a cidade insular. Ocorreu então uma batalha naval, em que as forças de Alexandre prevaleceram. Após um sítio de sete meses, os homens de Alexandre tomaram a cidade insular. Quando seus habitantes ofereceram resistência desesperada, a cidade foi incendiada. Isto mostrou ser conforme predissera outro profeta, Zacarias: “Ela mesma será devorada pelo fogo.” — Zac. 9:4.
Embora Tiro tentasse restabelecer-se, no decorrer dos séculos, a cidade caiu várias vezes diante de forças hostis, assim como o profeta de Deus havia predito. (Eze. 26:3) Qual é a atual condição de Tiro, que era uma das grandes potências marítimas do mundo antigo? O lugar é assinalado por ruínas e um pequeno porto de mar, chamado Sour (Sur). Nina Jidejian declara no seu livro Tiro Através das Eras (1969; em inglês): “O porto tornou-se hoje abrigo para barcos de pesca e um lugar para se estenderem as redes”, exatamente como profetizado por meio de Ezequiel. — Eze. 26:5, 14.
MEDO-PÉRSIA E GRÉCIA HAVIAM DE SUCEDER A BABILÔNIA
Durante o sexto século A. E. C., quando Babilônia exercia domínio como a potência mundial predominante, o profeta Daniel recebeu uma espantosa visão num sonho, envolvendo dois animais simbólicos. O primeiro era um carneiro de dois chifres. “E os dois chifres eram altos, porém, um era mais alto do que o outro, e o mais alto é que subira depois.” (Dan. 8:3) O que representava este carneiro? O anjo explicou a Daniel: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia.” — Dan. 8:20.
Forneceu-se ali a Daniel o nome da potência mundial que sucederia a Babilônia. Fiel a estes detalhes, Babilônia caiu diante da Medo-Pérsia. Os medos (o chifre menor), no começo, eram os mais fortes, e depois foram os persas que passaram a predominar (o chifre maior, que subiu depois).
Que dizer do segundo animal desta visão? Daniel nos informa de que “vinha um bode dos caprídeos desde o poente sobre a superfície de toda a terra, e ele não tocava na terra. E quanto ao bode, havia entre os
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