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TormentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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bíblicos da palavra “tormento” a fim de apoiar o ensino do sofrimento eterno no fogo. No entanto, como acabamos de indicar, há motivos bíblicos para se crer que Revelação 20:10 não tem este sentido. Com efeito, o V. 14 mostra que o “lago de fogo”, em que ocorre tal tormento, realmente significa “a segunda morte”. E embora Jesus tenha falado de ‘certo homem rico’ como “estando em tormentos” (Luc. 16:19, 23, 28), o verbete LÁZARO (N.° 2) mostra que Jesus não descrevia a experiência literal de uma pessoa real, mas, em vez disso, proferia uma ilustração. Revelação (Apocalipse) nos fornece vários outros casos em que “tormento” possui, claramente, um sentido ilustrativo ou simbólico, conforme se deduz do contexto. — Rev. 9:5; 11:10; 18:7, 10.
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TorreAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TORRE
A história da construção de torres remonta à época pouco depois do Dilúvio, quando os homens nas planícies de Sinear declararam: “Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre com o seu topo nos céus.” (Gên. 11:2-4) Julga-se que esta torre tenha tido seu formato no estilo das pirâmides oblíquas dos zigurates religiosos que foram descobertos naquela parte da Terra. — Veja BABEL.
Torres simples eram erguidas nos vinhedos, como pontos de observação para os vigias que guardavam as vinhas dos ladrões e dos animais. — Isa. 5:1, 2; Mat. 21:33; Mar. 12:1.
Para fins de defesa militar, construíam-se torres nos muros das cidades, geralmente havendo torres mais elevadas nos cantos e nos flancos das portas. (2 Crô. 26:9; 32:5; Eze. 26:4, 9; Sof. 1:16; 3:6) Em alguns casos, as torres serviam como uma cadeia de pontos avançados ao longo duma fronteira, ou como locais de refúgio em áreas isoladas, para pastores e outros. — 2 Crô. 26:10; 27:4; veja FORTIFICAÇÕES (PRAÇAS FORTES) .
Amiúde, uma torre no interior duma cidade servia como cidadela. As torres de Siquém, Tebes e Penuel eram estruturas assim. (Juí. 8:9, 17; 9:46-54) Ruínas de outras torres de cidades também foram encontradas em Jericó, Bete-Sã, Laquis, Megido, Mispá e Samaria.
Às vezes, os exércitos atacantes, ao se lançarem contra cidades fortificadas, construíam torres de sítio. Estas serviam como posições elevadas de fogo para os arqueiros ou arremessadores. Também, algumas torres de assalto continham aríetes e forneciam proteção para os que operavam os carneiros. — Isa. 23:13.
AS TORRES DE JERUSALÉM
A Torre dos Fornos estava localizada no lado NO da cidade, perto do Portão da Esquina, ou nele mesmo. (Nee. 3:11; 12:38) Não se tem certeza da razão de ser assim chamada, mas, é bem possível que houvesse padeiros comerciais naquela vizinhança. Pode ser uma das torres que foram construídas por Uzias, que reinou em Jerusalém de 829 a 777 AEC. (2 Crô. 26:9) Ao longo da muralha N da cidade havia duas outras torres importantes. Situada no ponto mais setentrional da muralha havia a Torre de Hananel. (Zac. 14:10) Também foi restaurada e santificada nos dias de Neemias. (Nee. 3:1; 12:39; Jer. 31:38; veja diagrama na p. 1326.) Perto dela, e na direção E, perto do Portão das Ovelhas, havia a Torre de Meá. Não se sabe o motivo de ser chamada de Meá, que significa “cem”. — Nee. 3:1; 12:39.
Ao longo da muralha E, ao S da área do templo, havia a Torre Saliente, e ainda mais para o S, em algum ponto situado na vizinhança do palácio de Davi, havia a Torre da Casa do Rei, perto do Pátio da Guarda. (Nee. 3:25-27) Alguns imaginam que esta última torre fosse a mencionada em O Cântico de Salomão como “a torre de Davi, construída em camadas de pedras, em que se penduram mil escudos, todos os escudos redondos dos poderosos”. (Cân. 4:4) Esta torre não devia ser confundida com a mais moderna e assim chamada “Torre de Davi”, que incorpora a torre de Fasel, parcialmente destruída por Tito em 70 EC. Esta torre de Fasel foi uma das três erguidas por Herodes, o Grande, para a proteção de seu novo palácio, erigido próximo do local do antigo Portão da Esquina, do lado O da cidade.
A Torre de Siloé achava-se provavelmente na vizinhança do reservatório com esse mesmo nome, no setor SE de Jerusalém. Jesus mencionou que esta torre desabou, matando dezoito homens, acontecimento que ainda devia estar fresco na memória dos que o ouviam. — Luc. 13:4.
EMPREGO FIGURADO
Aqueles que se voltam com fé e obediência para Jeová, obtêm grande segurança, como Davi entoou: “Tu [Jeová] mostraste ser um refúgio para mim, uma torre forte em face do inimigo.” (Sal. 61:3) Aqueles que reconhecem o que o Seu nome significa, e que confiam em tal nome e fielmente o representam, nada têm a temer, pois: “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” — Pro. 18:10; compare com 1 Samuel 17:45-47.
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Torre De BabelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TORRE DE BABEL
Veja BABEL.
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Torre De VigiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TORRE DE VIGIA
Locais de vigia ou postos de observação eram com frequência construídos nas cidades ou nas muralhas das cidades. (Veja TORRE.) Outros eram erguidos em áreas desérticas ou nas zonas de fronteiras. Visavam principalmente fins militares, quer para proteger uma cidade, quer uma área limítrofe, embora também fossem edificados como refúgio para pastores e lavradores em locais isolados, bem como para habilitar o vigia ou atalaia a soar o aviso sobre saqueadores, de modo que os rebanhos e as safras maturescentes na área pudessem ser protegidos. — 2 Crô. 20:24; Isa. 21:8; 32:14.
Havia várias cidades chamadas de Mispé (Heb. , mitspéh, “torre de vigia”), provavelmente devido a estarem situadas em grandes elevações ou por haver torres notáveis ali erguidas. Às vezes a Bíblia diferençava tais cidades por citar nominalmente sua localização, tal como “Mispé de Gileade” (Juí. 11:29) e “Mispé, em Moabe” (1 Sam. 22:3).
Jacó ergueu um monte de pedras e o chamou de “Galeede” (“monte de testemunho”) e “A Torre de Vigia”, porque, conforme Labão disse então: “Vigie Jeová entre mim e ti quando estivermos sem nos ver um ao outro.” (Gên. 31:45-49) Este monte de pedras testificaria que Jeová estava observando, a fim de certificar-se de que Jacó e Labão cumprissem seu pacto de paz.
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Tortura, Estaca DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TORTURA, ESTACA DE
Veja ESTACA DE TORTURA.
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Touro (Novilho; Vitelo)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TOURO (NOVILHO; VITELO)
Várias palavras na língua original, por exemplo, o termo hebraico par, foram traduzidas de forma variada como “touro”, “novilho” (ALA), “rês bovina” (PIB), e “boi” (BV). No emprego moderno, em português, “boi” veio a aplicar-se especialmente a um touro castrado (Novo Dicionário Aurélio, acepção 2), mas as palavras da língua original amiúde traduzidas “boi” e “bois”, em várias traduções, não devem ser entendidas neste sentido restrito. Embora a castração seja o método comumente utilizado para domar touros a fim de servirem como animais de carga, pelo visto os israelitas não praticavam tal coisa, pois um animal mutilado era inapropriado como sacrifício. (Lev. 22:23, 24; Deut. 17:1; compare com 1 Reis 19:21.) Por conseguinte, sugeriu-se que a raça usada pelos israelitas pode ter sido de índole mansa.
O macho do gado bovino tem ocupado um lugar de destaque nas religiões de muitos povos pagãos. Seja devido à sua grande força, seja ao seu potencial como reprodutor de numerosa progênie, ele tem sido honrado, e até mesmo adorado. Os babilônios empregavam o touro qual símbolo de seu principal deus, Marduque. No Egito, touros vivos, tais como o Ápis, em Mênfis, e o Mnevis, em Heliópolis, eram venerados como encarnações dum deus. Na Grécia, o touro era vinculado de forma destacada com a adoração de Dioniso. A ocorrência do Touro como um dos principais signos do Zodíaco, fornece evidência adicional do importante lugar atribuído ao touro nas religiões pagãs.
Pouco depois do Êxodo, até mesmo os israelitas, provavelmente por terem sido contaminados pelos conceitos religiosos com os quais se familiarizaram enquanto no Egito, trocaram a glória de Jeová por uma “representação de um touro”. (Sal. 106:19, 20) Mais tarde, o primeiro rei do reino de dez tribos, Jeroboão, estabeleceu a adoração do bezerro em Dã e em Betel. — 1 Reis 12:28, 29.
Segundo a Lei que Deus forneceu a Israel, não se devia prestar qualquer veneração, nem mesmo de modo representativo, ao touro ou a qualquer outro animal. (Êxo. 20:4, 5; compare com Êxodo 32:8.) Naturalmente, ofereciam-se touros em sacrifícios (Êxo., cap. 29; Lev. 22:27; Núm., cap. 7; 1 Crô. 29:21), e, em certas épocas, a Lei ordenava especificamente que se sacrificassem touros. Caso o sumo sacerdote cometesse um pecado que trouxesse culpa sobre o povo, exigia-se que ele oferecesse um touro, a maior e mais valiosa vítima sacrificial, isto sem dúvida em harmonia com sua posição responsável qual líder de Israel na adoração verdadeira. Um touro também tinha de ser oferecido quando toda a assembleia de Israel cometia um erro. (Lev. 4:3, 13, 14) No Dia da Expiação, devia-se oferecer um touro em favor da casa sacerdotal de Arão. (Lev., cap. 16) No sétimo mês de seu calendário sagrado, os israelitas tinham de oferecer mais de 70 touros como ofertas queimadas. — Núm., cap. 29.
O touro também era utilizado pelos israelitas no trabalho relacionado com as operações agrícolas, para arar e debulhar. (Deut. 22:10; 25:4) Tal animal devia ser tratado de forma humanitária. O apóstolo Paulo aplicou aos servos cristãos de Deus o princípio incorporado na Lei com respeito a não açaimar um touro enquanto este debulhava, indicando que, assim como o touro que trabalhava tinha direito a comer o cereal que debulhava, semelhantemente aquele que partilha coisas espirituais com outros é digno de receber provisões materiais. (Êxo. 23:4, 12; Deut. 25:4; 1 Cor. 9:7-10) A legislação abrangia casos de roubo dum touro e de danos causados às pessoas e às propriedades por um touro deixado solto. — Êxo. 21:28 a 22:15.
Os touros sacrificados pelos israelitas simbolizavam a oferta sem defeito de Cristo como o único sacrifício adequado pelos pecados da humanidade. (Heb. 9:12-14) Touros sacrificiais também representavam um sacrifício superior, um em que — em todos os tempos e em todas as circunstâncias — Jeová se deleita, a saber, os frutos espontâneos dos lábios que, como novilhos vigorosos, são utilizados para louvar o nome de Deus. — Sal. 69:30, 31; Osé. 14:2; Heb. 13:15.
No simbolismo bíblico, o touro é empregado para indicar poder e força. O mar de fundição, em frente do templo de Salomão, repousava sobre representações de doze touros, em grupos de três, de frente para cada um dos pontos cardeais. (2 Crô. 4:2, 4) As quatro criaturas viventes, observadas em visão pelo profeta Ezequiel, que acompanhavam o trono, semelhante a um carro, de Jeová, tinham cada uma delas quatro faces, uma das quais era a dum touro. (Eze. 1:10) Na visão do apóstolo João, uma das quatro criaturas viventes
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