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Deus quer que o homem viva no paraísoA Sentinela — 1989 | 1.° de agosto
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que o cultivasse e tomasse conta dele. E Jeová Deus deu também esta ordem ao homem: ‘De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.’” — Gênesis 2:15-17.
12. Pelo que deve Adão ter agradecido a seu Criador, e, assim, como poderia o homem glorificar a Deus?
12 Adão deve ter-se sentido grato a seu Criador por ter recebido algo a fazer para mantê-lo proveitosamente ocupado nesse belo jardim do Éden. Agora ele conhecia a vontade de seu Criador, e podia fazer algo na terra por Ele. Tinha agora sobre si uma responsabilidade, a de cultivar o jardim do Éden e cuidar dele, mas essa seria uma tarefa prazenteira. Ao cumpri-la, ele poderia conservar a aparência do jardim do Éden de tal modo que trouxesse glória e louvor a seu Fazedor, Jeová Deus. Sempre que Adão ficasse com fome em decorrência do trabalho, poderia comer à vontade das árvores do jardim. Podia assim renovar as suas forças e manter a sua vida de felicidade indefinidamente — para sempre. — Compare com Eclesiastes 3:10-13.
Perspectiva de Vida Eterna
13. Que perspectiva tinha o primeiro homem, e por quê?
13 Para sempre? Que idéia quase inacreditável deve ter sido para o homem perfeito! Mas, por que não? O seu Criador não intencionava destruir esse magistralmente projetado jardim do Éden. Por que deveria destruir a sua própria obra, sendo ela tão boa e tão expressiva de sua criatividade artística? Logicamente, ele não pretendia fazer isso. (Isaías 45:18) E, visto que esse inigualável jardim havia de permanecer sob cultivo, necessitaria de um cultivador e um zelador como o homem perfeito, Adão. E se o homem zelador jamais comesse do fruto da proibida “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, jamais morreria. O homem perfeito poderia viver para sempre!
14. Como poderia Adão ter vida eterna no Paraíso?
14 Apresentou-se a Adão a perspectiva de vida eterna no paradísico jardim do Éden! Poderia ser usufruída eternamente, contanto que ele permanecesse perfeitamente obediente ao seu Criador, jamais comendo do fruto que fora proibido pelo Criador do homem. Era Seu desejo que o homem perfeito continuasse obediente e continuasse a viver eternamente. A proibição de comer do fruto da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” nada tinha de mortífero em si. Era meramente um teste da perfeita obediência do homem a seu Pai. Proveu uma oportunidade para o homem provar o seu amor a Deus, seu Criador.
15. Por que poderia Adão aguardar um futuro brilhante, recebendo de seu Criador o que era bom?
15 Com a satisfação íntima de saber que não era simplesmente fruto de um acidente não intencional, mas que tinha um Pai celestial, com a sua mente esclarecida por um entendimento de seu objetivo na vida, com a vida eterna no Paraíso em vista, o homem perfeito contemplava o brilhante futuro à frente. Ele comia das árvores que eram boas para alimento, evitando “a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Ele queria receber de seu Criador o que era bom. O trabalho, não do tipo ruinoso, mas o de cultivar o jardim do Éden, era bom, e o homem perfeito trabalhava.
Nenhuma Obrigação de Explicar as Coisas
16-18. Que assim chamados mistérios Adão não se sentiu obrigado a resolver, e por que não?
16 A claridade do dia diminuía à medida que o grande luzeiro do dia, que ele podia observar cruzando o céu, se punha. Caía a escuridão, a noite, e a lua tornava-se discernível a ele. Ela não o encheu de um sentimento de medo; era o luzeiro menor que dominava a noite. (Gênesis 1:14-18) Provavelmente, vaga-lumes voavam pelo jardim, com sua luz fria piscando como diminutas lâmpadas.
17 Ao passo que anoitecia e a escuridão o cobria, ele sentiu a necessidade de dormir assim como os animais à sua volta. Ao despertar, ele passou a sentir fome, e comeu com bom apetite das árvores frutíferas permitidas, o que se poderia chamar de desjejum.
18 Com forças renovadas e bem reanimado pelo descanso da noite, ele voltou a sua atenção para o trabalho do dia. Ao observar todo o verde ao seu redor, ele não achou que tinha de aprofundar-se no mistério daquilo que as pessoas milhares de anos mais tarde chamariam de fotossíntese, a enigmática operação através da qual a matéria verde das plantas, a sua clorofila, utiliza a energia da luz solar para produzir alimentos para o consumo do homem e do animal, e, ao mesmo tempo, absorvendo o dióxido de carbono que o homem e o animal exalam e produzindo-lhes oxigênio para respirar. Um ser humano talvez chame isso de mistério, mas não havia necessidade de Adão resolvê-lo. Era um milagre do Criador do homem. Ele o entendia e fê-lo funcionar para o benefício dos seres vivos na terra. Assim, bastava para a inteligência perfeita do primeiro homem saber que Deus, o Criador, fazia as coisas crescerem e que a tarefa que Deus confiara ao homem foi cuidar dessas formas de vida vegetal que cresciam no jardim do Éden. — Veja Gênesis 1:12.
Sozinho — Mas Não Sem Alegria
19. Embora sentisse que estava sozinho, sem mais ninguém igual a ele na terra, o que Adão não fez?
19 A educação do homem às mãos de seu Pai celestial ainda não terminara. O homem cuidava do jardim do Éden sem mais ninguém igual a ele na terra para juntar-se a ele ou para ajudá-lo. No tocante à sua espécie, a espécie humana, ele estava só. Ele não se pôs a procurar alguém igual a ele com quem pudesse ter companhia terrestre. Ele não pediu a Deus, seu Pai celestial, que lhe desse um irmão ou uma irmã. Estar ele sozinho como homem não o levou à loucura, nem lhe tirou a alegria de viver e trabalhar. Ele tinha companheirismo com Deus. — Compare com o Salmo 27:4.
20. (a) Qual era o auge da alegria e do prazer de Adão? (b) Por que não seria para Adão uma aflição mortífera continuar naquele modo de vida? (c) O que considerará o próximo artigo?
20 Adão sabia que ele e sua obra estavam sob a inspeção de seu Pai celestial. O auge de seu prazer residia em agradar seu Deus e Criador, cuja magnificência foi revelada por todas as belas obras de criação que cercavam o homem. (Compare com Revelação [Apocalipse] 15:3.) Continuar neste modo de vida não teria sido uma aflição mortífera, ou uma tarefa enfadonha para esse homem perfeitamente equilibrado que podia conversar com seu Deus. E Deus dera a Adão trabalho interessante, fascinante, que lhe daria grande satisfação e prazer. O artigo seguinte considerará mais a respeito das bênçãos paradísicas e das perspectivas que Adão usufruía às mãos de seu amoroso Criador.
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Grandiosas perspectivas humanas num paraíso de delíciasA Sentinela — 1989 | 1.° de agosto
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Grandiosas perspectivas humanas num paraíso de delícias
“Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.’” — GÊNESIS 1:28.
1, 2. Com que fim está Jeová amorosamente trabalhando com respeito a humanos, e que designações de trabalho deu ele a Adão?
“DEUS é amor”, diz-nos a Bíblia Sagrada. Amorosa e altruisticamente ele se interessa pela humanidade, trabalhando incansavelmente para que esta tenha para sempre uma vida saudável e pacífica num deleitoso paraíso terrestre. (1 João 4:16; compare com Salmo 16:11.) O primeiro homem, o perfeito Adão, tinha uma vida pacífica e um trabalho interessante e agradável a realizar. O Criador do homem designara-o para cultivar o prazeroso jardim do Éden. Daí, Ele deu-lhe uma tarefa adicional, especial, uma missão desafiadora, como revela o relato do que ocorreu:
2 “Ora, Jeová Deus estava formando do solo todo animal selvático do campo e toda criatura voadora dos céus, e ele começou a trazê-los ao homem para ver como chamaria a cada um deles; e o que o homem chamava a cada alma vivente, este era seu nome. O homem deu assim nome a todos os animais domésticos e às criaturas voadoras dos céus, e a todo animal selvático do campo.” — Gênesis 2:19, 20.
3. Por que não havia medo da parte de Adão e da criação animal?
3 O homem chamou o cavalo de sus, o touro de shohr, a ovelha de seh, o bode de ‛ez, o pássaro de ‘ohf, a pomba de yoh·náh, o pavão de tuk·kí, o leão de ’ar·yéh ou ’arí, o urso de dov, o macaco de qohf o cachorro de ké·lev, a serpente de na·hhásh, e assim por diante.a Quando se dirigiu ao rio que fluía do jardim do Éden, ele viu peixes. Aos peixes deu o
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