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  • Aprecie a dádiva chamada “trabalho”
    A Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
    • Aprecie a dádiva chamada “trabalho”

      “Tudo o que alcançar a tua mão para fazer, faze-o com tuas forças.” — Ecl. 9:10, Brasileira.

      1. Como encaram alguns o trabalho, e por quê? Portanto, que perguntas se fazem?

      NESTE tempo da história, quando os homens trabalham menos horas e exigem mais em troca de seu trabalho, é sábio que todos os que procuram felicidade no que fazem e também a aprovação de Deus examinem sua própria atitude para com o trabalho. Grande parte da dessatisfação no mundo atual pode ser atribuída aos que estão descontentes com o seu trabalho. É cada vez maior o número dos trabalhadores, especialmente entre os jovens, que tendem a apresentar o trabalho como sendo maldição, punição ou destino do qual se deve fugir, se for possível. Queixam-se de que o trabalho esgota as energias e deixa o trabalhador cansado demais para usufruir a vida. Argumentam: ‘Por que trabalhar, se isto destrói o prazer de viver?’ ‘São demais os que trabalham sem viver’, dizem eles. Para demonstrarem a inconveniência do trabalho, os operários amiúde salientam os muitos protestos e as muitas greves entre os trabalhadores industriais, de escritório ou sociais, que não só se preocupam com o ordenado, mas também com as horas e as condições de trabalho. Alguns acham que a vida ideal seria num mundo livre de labuta. Poucos consideram o trabalho como bênção ou dádiva de Deus. Qual é a sua atitude para com o trabalho? Considera-o como uma bênção da parte de Deus ou apenas como um mal necessário? Como se deve encarar o trabalho?

      2. (a) Como é o trabalho encarado nas Escrituras? (b) O que diz a Bíblia sobre os preguiçosos? (c) Por que não devemos ter parceria com os preguiçosos?

      2 As Escrituras Sagradas elogiam o trabalho. Elas dizem que o homem deve comer, beber e ver “o que é bom por todo o seu trabalho árduo”. É da vontade divina que o homem ‘se alegre com o seu trabalho’. (Ecl. 5:18; 3:13, 22) Em parte alguma estimula a Bíblia o relaxamento, a indolência e a preguiça como modo de vida. Ao contrário, o homem é exortado a esforçar-se vigorosamente’. Elogia-se a diligência. O homem deve ‘fazer com forças o que a mão achar para fazer’. (Luc. 13:24; Ecl. 9:10; Heb. 6:10, 11) Diz-se às almas preguiçosas que devem ‘ir ter com a formiga para ver os seus caminhos e tornar-se sábias’. (Pro. 6:6) A despreocupação é associada com os estúpidos. É a sua ‘despreocupação que os destruirá’. (Pro. 1:32) Em vez de este ser um modo ideal de vida, a “mão indolente” logo se vê envolvida em pobreza. Os que gostam de dormir, de cochilar e de cruzar as mãos não se destinam a ter felicidade, senão a ruína. (Pro. 10:4; 18:9; 24:33, 34) Portanto, os que praticam a verdadeira religião, a religião da Bíblia, não podem ter associação com os indolentes e preguiçosos. Os do povo de Deus não são chamados para uma vida inativa e indolente, mas para uma vida ativa e vibrante, em imitação do seu próprio Deus Jeová. Esta vida ativa e produtiva é a dádiva de Deus que resulta em verdadeira felicidade. — João 5:17.

      DEUS E SEU FILHO SÃO TRABALHADORES

      3. O que se pode dizer sobre Deus como trabalhador e os efeitos de suas obras sobre a humanidade?

      3 Abra os olhos e olhe em volta de si. Só precisa dum relance para se aperceber de que está cercado de obras sem número, sem igual em beleza, e preciosas para se observar. Estas obras estão incluídas na expressão: ‘obras maravilhosas de Deus’. (Sal. 145:4, 5; 148:3-10) Há os céus acima que “declaram a glória de Deus”; e “a expansão está contando o trabalho das suas mãos”. A terra, com a sua enorme variedade de animais, peixes e vegetação criados, induz ao louvor. Um salmista apreciativo declarou: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. A terra está cheia das tuas produções.” (Sal. 19:1-4; 104:24) Todo o universo está literalmente cheio das obras de Deus. Seu número é sobrepujante, fazendo brotar louvor. Sua beleza é espantosa. Sua magnitude e sabedoria incitam ao louvor e à gratidão. Seu efeito produz humildade. Disse o salmista: “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele, e o filho do homem terreno para que tomes conta dele?” (Sal. 8:3, 4; 92:5; 150:2) Todas estas criações recebem a constante atenção e o cuidado de Deus.

      4. Quem foi a primeira criação de Deus, e que prova há de que é trabalhador?

      4 Todas as obras de Deus são incomparáveis, fiéis e verdadeiras. Todas elas foram produzidas em sabedoria. No livro bíblico de Provérbios, a sabedoria personificada é representada como estando ao lado de Jeová na obra criativa, como seu “mestre-de-obras”. (Pro. 8:12, 22-31) O apóstolo João revelou sob inspiração que aquele Mestre-de-Obras era “a Palavra”, a primeira criação de Deus, seu Filho unigênito, que mais tarde, na terra, tornou-se Jesus Cristo. João disse: “Este estava no princípio com o Deus. Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência.” (João 1:1-3; Col. 1:17) Este Filho sábio de Deus mostrou ser mestre-de-obras na terra. Nenhum homem antes dele, nem depois de seu tempo, conseguiu realizar tanto ou teve tal impacto na história do homem como ele. Metusalém, que viveu 969 anos, não deixou nenhuma única obra digna de ser lembrada. Sua longa vida pode ser considerada como desperdício total. Por outro lado, depois de recapitular as narrativas evangélicas das obras terrestres de Jesus, João escreveu: “Há, de fato, também muitas outras coisas que Jesus fez, as quais, se alguma vez fossem escritas em todos os pormenores, suponho que o próprio mundo não poderia conter os rolos escritos.” (João 21:25) A vida de quem era mais feliz — a de Jesus ou a de Metusalém? Contudo, Jesus viveu apenas o curto período de trinta e três anos e meio. É óbvio que ele foi trabalhador diligente!

      5. Os hábitos de trabalho de quem seguiu Jesus? Forneça prova disso.

      5 Quando certos homens procuraram impedi-lo de fazer obras de bondade num dia de sábado, Jesus respondeu com uma alusão à atividade incessante de Jeová, em todos os dias da semana, dizendo: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.” (João 5:17) Por que não se deviam fazer obras boas no sábado? Deixa de brilhar o sol de Deus só porque é sábado? Cessam de correr os rios? Pára a grama de crescer? Não amadurecem as frutas e cantam os pássaros? Não está Deus ocupado em cuidar das necessidades de sua criação? Ora, então porque devia seu Ungido negar-se a fazer obras de amor só porque era sábado? Jesus seguiu no seu hábito de trabalho o exemplo de seu Pai celestial. “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra”, disse ele. (João 4:34) O exemplo de quem segue no seu hábito de trabalho? Qual é a sua atitude para com o trabalho?

      O HOMEM, TRABALHADOR

      6. Que prova há de que o homem foi feito para trabalhar, e por que pode o trabalho ser chamado “dádiva de Deus”?

      6 O homem terreno foi feito por Deus para ser trabalhador. Não é só a Bíblia que diz isso, mas a própria constituição do homem, sua estrutura muscular e o formato de suas mãos e de seus pés mostram que alguma forma de trabalho é absolutamente necessária para o seu bem-estar. Todo crescimento depende de atividade. Não há desenvolvimento físico ou intelectual sem esforço, e esforço significa trabalho. O trabalho dá significado e objetivo à vida. As realizações do homem são a própria medida do homem. O trabalho que exige a energia do homem e lhe dá contentamento e o deixa expressar-se é uma proteção contra a dissipação e a sensualidade. Os homens que trabalham arduamente costumam ser os mais felizes. No entanto, os que não trabalham por amor ao trabalho, mas sim por dinheiro ou por outro motivo egoísta, provavelmente não vão achar muita felicidade na vida. O trabalho árduo dá fome ao homem, de modo que ele come e se deleita tanto mais com o alimento. Dá-lhe também sede, de modo que ele bebe. Sente-se cansado, tornando-lhe o sono agradável. “Todo homem coma e deveras beba, e veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo”, diz a Bíblia. “É a dádiva de Deus.” “Para o homem não há nada melhor do que comer, e deveras beber, e fazer sua alma ver o que é bom por causa do seu trabalho árduo. Isto também tenho visto, sim eu, que isto procede da mão do verdadeiro Deus.” (Ecl. 3:13; 2:24) Encara seu trabalho como bênção da parte do verdadeiro Deus? Isto é essencial, se quiser ter felicidade duradoura e satisfação de seu trabalho.

      7. (a) Significa a vida em perfeição que não há trabalho para o homem? (b) Que fatores dão significado ao trabalho?

      7 O primeiro homem Adão estava cercado de perfeição, mas, mesmo nestas condições paradísicas, ele devia ser trabalhador. Não devia recostar-se e passar o tempo em repouso indolente. Deus ordenou que Adão cultivasse o jardim do Éden e que cuidasse dele. (Gên. 2:15) Isto significava trabalho. Exigia iniciativa, imaginação e habilidade. Como guardião do Éden, Adão podia considerar-se como colaborador de Deus, cumprindo a vontade e o propósito de Deus na terra. Seu trabalho devia transformar a terra inteira num jardim paradísico e povoá-la com uma raça perfeita de gente. (Gên. 1:28) Não era uma tarefa pequena; exigia coragem e empenho para cumpri-la. Mas era este trabalho que dava significado à sua vida. O que dá satisfação e alegria é saber que se colabora com Deus. Quando falta a percepção disso, mesmo hoje, o trabalho perde a sua objetividade e seu significado. Torna-se logo monótono, enfadonho e maçante, sem qualquer finalidade ou objetivo duradouro.

      8. Que proceder seguiu Adão e a humanidade desde aquele tempo, e com que resultado?

      8 Entretanto, Adão escolheu seguir um proceder contrário à vontade de Deus. Empenhou-se em satisfazer os seus próprios anseios e desejos, o que se mostrou desastroso para ele mesmo e para toda a raça humana depois dele. (Rom. 5:12) A vasta maioria da humanidade, desde os tempos de Adão, seguiu o seu exemplo indigno. Empenha-se em empreendimentos que são quase que exclusivamente egoístas. Deus nem entra em suas cogitações. (Sal. 10:4; 14:1) Na maior parte, seu trabalho não se relaciona com a vontade de Deus para com a humanidade, nem conseguem ver-se como colaboradores de Deus. Seu trabalho não tem nenhum sentido construtivo. Sentem-se assim fúteis e aborrecidos com o que fazem. (Ecl. 2:22, 23) Se a humanidade se tivesse mostrado disposta a realizar o propósito de Deus, de transformar esta terra num jardim paradísico, imagine quão bela esta terra seria agora, depois destes milhares de anos! E pense também em quantas lágrimas, em quanto derramamento de sangue e em quanta miséria e sofrimento teriam sido poupados à humanidade em todas as partes da terra!

      CONVOCADOS PARA UM TRABALHO ESPECIAL

      9, 10. Por que se deu a Noé uma tarefa especial a cumprir, e em que consistia?

      9 Desde a criação de Adão e até Noé ter 600 anos de idade, num período de 1.656 anos, o empenho da humanidade foi quase que inteiramente materialista e egoísta, com resultados calamitosos. O registro da Bíblia reza: “A terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Deus viu, pois, a terra e eis que estava arruinada, porque toda a carne havia arruinado seu caminho na terra.” (Gên. 6:11, 12) Esta declaração nos faz lembrar de certo modo o estado em que a terra se encontra hoje. Jesus Cristo, na sua profecia a respeito do fim deste sistema de coisas, declarou que seria assim, dizendo: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:37-39) Durante estes tempos críticos na terra, Deus convoca homens para fazerem para ele um trabalho especial. Noé foi um dos que receberam uma tarefa assim.

      10 Ordenou-se que este homem de Deus, Noé, construísse uma arca para a preservação de si mesmo, de sua família e de toda a vida animal. Isto exigiu força e determinação extras, porque significou reunir muita madeira e outros materiais. Também, cuidar duma porção de animais que mais tarde entraram na arca exigiu planejamento e manejo ordeiro. Este trabalho envolvia conhecimento de matérias-primas, dos hábitos dos animais, de alimentação, arquitetura, carpintaria e impermeabilização. A tarefa de Noé envolvia também a pregação e a prática da justiça. E este trabalhador Noé tinha mais de 500 anos de idade quando começou a construir a arca. — Gên. 6:9-22; 7:6; 2 Ped. 2:5.

      11. Por que podemos dizer que o trabalho de Noé significava sua salvação e não era apenas uma demonstração de sua fé?

      11 Depois de cuidar de todos os preliminares, Noé entrou na arca em 2370 A.E.C., com uma sociedade organizada, da qual era o chefe. Durante o ano lunar e os dez dias que passou na arca, ele trabalhou. Sem dúvida, dirigiu palestras em adoração, presidiu em orações de agradecimentos, alimentou os animais, removeu o lixo e manteve a contagem do tempo. Foi um trabalho significativo. Significou a sua salvação. O discípulo Tiago disse: “Vedes que o homem há de ser declarado justo por obras e não apenas pela fé.” (Tia. 2:24) As obras de Noé atestavam a sua fé. O que atestam as suas obras, leitor? O exemplo de Noé assegura-nos que Deus é Aquele que determina que obras são corretas e que obras são impróprias. Deus adverte agora que ele “levará toda sorte de trabalho a julgamento com relação a toda coisa oculta, quanto a se é bom ou mau”. (Ecl. 12:13, 14) Noé demonstrou que estava à altura do desafio de seu tempo. Pode-se dizer a mesma coisa no seu caso? Qual é a sua reação diante do trabalho, diante da obra de Deus?

      UMA NAÇÃO QUE TRABALHAVA JUNTO COM DEUS

      12. Como se tornou Israel uma nação de colaboradores de Deus?

      12 No propósito de Deus, de produzir uma nação, homens tais como Abraão, Isaque e Jacó, bem como outros, receberam tarefas específicas a executar da parte de Jeová. O capítulo onze de Hebreus registra suas obras de fé. Por fim, junto ao monte Sinai, no ano 1513 A. E. C., Jeová organizou a nação de Israel para o seu propósito exclusivo, dizendo: “Agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” A estas palavras, o povo respondeu unanimemente: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxo. 19:5, 6, 8) O objetivo deste pacto da Lei, disse o apóstolo Paulo, era conduzir os judeus a Cristo, “para que fôssemos declarados justos devido à fé”. — Gál. 3:23-25.

      13. (a) O que se pode dizer sobre os deveres dos sacerdotes e como vieram a distinguir-se nas suas designações? (b) O que nos ajuda isso a ver a respeito do trabalho que fazemos?

      13 Dentro da nação exclusiva de Israel, diversas tribos tinham tarefas específicas a executar. Por exemplo, os deveres sacerdotais restringiam-se aos membros masculinos da família de Arão, sendo que os demais da tribo de Levi agiam como seus ajudantes. (Núm. 3:3, 6-10) Erigir, desmontar e carregar o tabernáculo era o trabalho dos levitas não-sacerdotais. Este trabalho estava altamente organizado sob o Rei Davi, que designou supervisores, oficiais, juízes, porteiros e tesoureiros. Mais tarde, depois da construção do templo de Salomão, havia muitos que ajudavam os sacerdotes nos pátios e nos refeitórios, em relação com as ofertas, os sacrifícios, as purificações, a pesagem, a medição e diversos deveres de vigilância. Grande parte disso era trabalho árduo e nada fascinante. Em certa ocasião, o número dos sacerdotes ascendeu a 1.760, todos “homens poderosos, capacitados para a obra do serviço da casa do verdadeiro Deus”. (1 Crô. 9:10-13) Eram sacerdotes de notável capacidade. Contudo, não devemos imaginar que todos estes sacerdotes eram altamente qualificados ou dotados por nascença, que lhes era excepcionalmente fácil ser eficientes em tudo o que se lhes mandasse fazer. Não, mas por meio de diligência em aprender seu trabalho e pela atenção inabalável dada aos seus deveres designados, todos eles, no tempo devido, ganharam a reputação de ser homens bem capazes para a obra de Jeová. Isto salienta que homens podem trabalhar em coisas de que gostam ou de que não gostam. Quando um homem se esforça, nenhum trabalho é tão ordinário ou servil que ele não possa elevá-lo; nenhum trabalho é tão enfadonho ou tedioso que não lhe possa dar alguma animação; nenhum trabalho é tão monótono que o homem não possa animá-lo com a sua imaginação, se ele apenas se esforçar.

      14. Como se consideravam os sacerdotes e que atitude expressa pelo apóstolo Paulo pode ajudar-nos no nosso trabalho?

      14 Os sacerdotes de Jeová, no seu trabalho, consideravam-se como colaboradores de Deus, o que fazia com que considerassem suas designações como privilégio, e não apenas como uma tarefa meramente comum a cumprir. Apesar da servilidade de suas tarefas, podiam manter um espírito excelente, igual ao que o apóstolo Paulo incentiva, dizendo: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” E ele disse novamente: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens.” (1 Cor. 10:31; Col. 3:23) Mas, mesmo que os homens se considerem como colaboradores de Deus, ainda assim precisam fazer empenho. É este esforço vigoroso e diligente como colaborador de Deus que por fim resulta em consecuções e verdadeira felicidade. É esta a sua atitude para com o trabalho?

      15. Como encaravam os hebreus o trabalho, e o que se pensava da diligência e da perícia?

      15 Os antigos hebreus, iguais aos seus sacerdotes, nunca duvidavam da importância do trabalho. Este era considerado como muito honroso, como dever sagrado e uma dádiva de Deus. O Talmude ensina: “Quem não ensinar ao seu filho um ofício, cria-o como que para o roubo.” “O trabalho deve ser muito prezado, pois eleva o trabalhador e o sustenta.” A Bíblia louva a diligência e o trabalho perito, dizendo: “Observaste o homem que é destro na sua obra? É perante reis que ele se postará; não se postará diante de homens comuns.” (Pro. 22:29) A diligência era sinônima de riquezas. (Pro. 10:4; 12:27) O apóstolo cristão Paulo também declarou: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” — 2 Tes. 3:10.

      16. Como era encarado o trabalho da parte das mulheres hebraicas, e o que dizem os Provérbios sobre isso?

      16 Até mesmo entre as mulheres hebraicas louvava-se a diligência. A mulher que estava disposta a trabalhar com as mãos era muito elogiada como “esposa capaz”. “Ela . . . trabalha em que for do agrado das suas mãos.” — Pro. 31:10, 13, 31.

      17. Por que eram os judeus estimados como cativos?

      17 Com tal estima elevada pelo trabalho, não é difícil de compreender por que os hebreus prosperavam como nação. Também, não é difícil de compreender por que as nações conquistadoras os prezavam como cativos. Nabucodonosor, assim como o rei de Tiro, sem dúvida encontrou, entre os milhares de cativos que fez, artífices judaicos peritos, de toda espécie: ferreiros e metalurgistas, carpinteiros e pedreiros, construtores de navios, mestres na arte da fiação e da tecelagem, tanto com lã como com linho, sapateiros, alfaiates e pintores. — 2 Crô. 2:13, 14.

      O VALOR DO TRABALHO E DO DESCANSO

      18, 19. O que podemos dizer a respeito do descanso, e por que não se deve deturpar o objetivo da noite?

      18 A vida tem belos ritmos. Há tempo para trabalho e tempo para descanso. As leis sabáticas de Deus para Israel estabeleciam que uma sétima parte das horas de trabalho do homem devia estar livre de labuta. Serviria para descansar o corpo e aperfeiçoar a mente, o que contribui para fortalecer, revigorar e sustentar o homem. No dia de sábado, o homem devia descansar e adorar. O corpo exige descanso, ao passo que a mente e o coração se fortalecem com a adoração, nutrindo-se com os pensamentos de Deus. (Mat. 4:4) Visto que o homem precisa adorar a Deus para viver, é somente razoável que esta adoração esteja livre de todas as distrações. Embora o trabalho seja importante, precisa haver também tempo para a reflexão sossegada, a fim de se avaliar os esforços e tirar de tal avaliação o senso de vida e de realização. Não se sugere com isso que os trabalhadores sonhem durante as horas do dia. Não, mas que é preciso dedicar algum tempo à contemplação sossegada, depois do fim do dia. A noite serve bem para isso.

      19 Entretanto, não se deve deturpar ou perverter o objetivo da noite. Para muitos, é o tempo para se ouvir música “rock”, para se tomarem bebidas alcoólicas em boates e para se dançar muito em discotecas, coisas que todas deixam o homem, ou a mulher, mais esgotado e exausto do que todo o trabalho do dia. Deus, porém, deu a noite para a espécie de descanso que deveras restabelece o corpo e a mente. Descanso real, assim como o trabalho real, dá bem-estar e alegria.

      20. Por que se devia a humanidade fazer perguntas sobre o trabalho que faz, e por que não há motivo para desespero?

      20 Nada determina mais o valor de um homem como o trabalho que ele faz de dia em dia. Deus deu ao homem mãos e músculos para ação. Portanto, são as suas ações que determinam seu valor. De fato, Deus julgará a humanidade segundo as suas ações. (Rev. 20:12) Por isso, faremos bem em perguntar-nos: O que fizemos com a nossa vida? Que trabalhos fizemos ou podemos indicar para mostrar nosso valor? Se tiver pouco ou nada para mostrar pelo seu tempo na terra, não desespere. A boa notícia é que ainda não é tarde demais para mudar. Ainda há tempo em que poderá fazer trabalho útil para a glória de Deus e do qual poderá tirar satisfação eterna. Nestes tempos críticos e difíceis, Deus tem uma obra em que poderá empenhar-se e tornar-se Seu colaborador. Esta obra, e como poderá ter parte nela, para a sua felicidade eterna, será considerada no artigo que segue.

  • Trabalhe arduamente pela recompensa da vida eterna
    A Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
    • Trabalhe arduamente pela recompensa da vida eterna

      “Tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” — 1 Cor. 15:58.

      1, 2. (a) Que perguntas são amiúde feitas pelos jovens, e por quê? (b) O que admitem alguns quanto à sua vida passada? (c) Que disseram o salmista e Jesus Cristo sobre a vida e a necessidade mais urgente da humanidade?

      SE TIVESSE hoje a oportunidade de iniciar um modo de vida completamente novo, estaria disposto a aproveitá-la? Ou se contentaria com o trabalho que está fazendo e com a vida que leva agora? Os jovens perguntam amiúde aos mais velhos: ‘Se tivesse a oportunidade de viver novamente a sua vida, faria o mesmo trabalho que faz agora ou escolheria algo diferente? Desejaria que seus filhos e suas filhas fizessem o mesmo trabalho que está fazendo?’ Estas indagações são a maneira de os jovens decidirem se o seu trabalho tem sido satisfatório e seria um empenho que valesse a pena fazer.

      2 Poucos, porém, admitirão ter desperdiçado a vida em trabalhos sem valor, não importa quão dessatisfatória tenha sido sua vida. Um de tais, Andrew Carnegie, homem invejado pela sua riqueza, disse: “Eu daria todos os meus milhões, se pudesse ter juventude e saúde. Se eu pudesse, faria o negócio de Fausto. De bom grado venderia tudo para dispor de minha vida de novo.” Mas, acontece que a vida eterna não está à venda. A juventude e a saúde estão além do alcance da riqueza. É possível que os mais lastimáveis dentre a humanidade sejam aqueles que se empenham em acumular riquezas como se fossem alguma forma de panacéia. Pois a sua vida é realmente uma ilusão vã. O salmista inspirado escreveu: “O homem passa como uma simples sombra, é em vão que se afadiga; entesoura, e não sabe quem desfrutará.” (Sal. 38:7 [39:6], Matos Soares) Examinando este mesmo assunto de se determinar qual é o principal interesse ou empenho da vida, o maior pensador de todos os tempos, entre os homens, a saber, Jesus Cristo, salientou a resposta em duas perguntas esquadrinhadoras, dizendo: “Pois, de que proveito será para o homem, se ele ganhar o mundo inteiro, mas pagar com a perda da sua alma [ou: vida]? Ou que dará o homem em troca de sua alma [ou: vida]?” (Mat. 16:26) A necessidade mais premente e duradoura do homem, segundo Jesus Cristo, não é fama ou fortuna, prazer ou bens, mas sim a própria vida. É pela recompensa da vida eterna que cada uma das pessoas na terra devia trabalhar agora. Está fazendo isso?

      3, 4. (a) O que fazem hoje milhares de pessoas, e o que tomam por alvo? (b) Ser discípulo de Cristo exige o quê, com que recompensa em vista?

      3 Literalmente centenas de milhares de pessoas, em toda a parte, pensam hoje muito nas palavras de Jesus sobre a vida. Trabalham agora arduamente pela recompensa da vida eterna por aceitarem um novo modo de vida em imitação de Jesus Cristo. (1 Ped. 2:21) Só nos três anos de 1969, 1970 e 1971, em 207 terras, um total de 434.906 pessoas passaram por uma grande mudança na sua vida, ao se tornarem candidatos à recompensa da vida eterna. Dedicaram sua vida a Jeová Deus e simbolizaram esta dedicação pela imersão em água. Relegaram a segundo plano os empenhos materialistas. Tomaram a peito o apelo de Jesus: “Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, que o Filho do homem vos dará.” (João 6:27) Embora provejam para si as necessidades da vida, estas coisas não são mais seu objetivo principal. Sabem que, se confiarem plenamente em Jeová, ele lhes proverá o necessário para a vida. Por isso, buscam primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e, conforme Deus promete, todas essas coisas necessárias lhes são acrescentadas. — Mat. 6:25-33.

      4 Esta vida em imitação de Jesus Cristo exige fé. É trabalho árduo e exige diligência e perícia. Requer auto-sacrifício, a disposição de compartilhar o que se tem. Esta obra de fazer discípulos de Cristo das pessoas de todas as nações exige paciência. Entretanto, o trabalhador diligente tem alegria nesta obra de Deus, conforme declarou o salmista: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus.” (Sal. 40:8) Jesus disse aos seus ouvintes: “Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes.” (João 13:17) O homem que não se esquiva do trabalho árduo de ser cristão candidata-se a uma recompensa esplêndida e derradeira — a vida eterna. — Mat. 16:24, 25.

      BEM-VINDO À ORGANIZAÇÃO TRABALHADORA DE JEOVÁ

      5. Na assembléia de 1971 em Nova Iorque, como foram saudados os prospectivos discípulos de Cristo pelo orador batismal, e em que espécie de congregação lhes deu boas-vindas?

      5 Para os trabalhadores cristãos, o acontecimento notável e feliz de 1971 foi a série maravilhosa das Assembléias de Distrito “Nome Divino”. Elas foram realizadas em toda a terra. Uma das vistas mais emocionantes destas assembléias foi observar centenas, sim, milhares de pessoas levantar-se e testemunhar publicamente sua determinação de se empenhar no trabalho árduo de ser discípulos de Jesus Cristo. Numa destas assembléias, em Nova Iorque, o orador batismal cumprimentou os batizandos por dizer: “É muito emocionante e faz-nos sentir felizes ver aqui, esta manhã tal multidão de pessoas cujo amor a Jeová Deus as impele a seguir as pisadas de seu amado Filho, Jesus Cristo! Estudaram a Bíblia sistematicamente durante muitos meses. Vieram a aceitá-la como o manual de Deus para suas criaturas humanas. Aprenderam seus ensinos básicos. Vieram a saber o que está envolvido em se ser servo genuíno do Deus Altíssimo. Seu estudo tem dado bons frutos, pois produziu um forte desejo em seu coração, o desejo de fazer o que todas as criaturas inteligentes de Deus deviam fazer de direito — dedicar sua vida a Deus, tornando-se assim seus servos voluntários, para sempre. . . . Sentimo-nos realmente felizes com isso, e damos-lhes as boas-vindas à congregação dos servos felizes e trabalhadores de Deus, suas testemunhas.”

      6, 7. (a) Como mudaram as coisas da vida no caso de muitos dos batizados, e em que espécie de trabalho foram convidados a participar? (b) Que fatos provam que estes novos trabalhadores vieram a uma organização atarefada?

      6 Daí, trouxe-se à sua atenção a organização terrestre de Jeová, composta de pessoas muito atarefadas. “Em tempos passados”, continuou o orador, “muitos dos presentes provavelmente acharam que a vida não tinha objetivo, que era apenas uma série de incidentes, que levaria finalmente ao grande incidente, a morte. Outros dos presentes talvez . . . se apercebessem vividamente de que a vida está cheia de injustiças e de frustrações. Mas, agora, tudo isso mudou no seu caso. Têm um motivo para viver. Verificaram que Jeová Deus e Cristo Jesus mandam realizar uma grande obra em toda a terra, nestes dias — e, ainda mais, que eles oferecem a oportunidade a multidões de pessoas a trabalhar com eles numa obra vitalizadora e transformadora da vida. Ser colaboradores de Deus! Isto não se parece a levar uma vida fácil, parece?”

      7 Por exemplo, durante 1971, os que estão na organização das testemunhas de Jeová gastaram 291.952.375 horas falando com outros sobre a Palavra de Deus, a Bíblia. Fizeram 133.785.116 revisitas, porque se interessam na vida das pessoas. Além disso, organizaram estudos bíblicos domiciliares com muitos dos interessados, dirigindo em média 1.257.904 estudos. Assim, multidões de pessoas foram feitas discípulos, e tudo isso em obediência à comissão que Jesus deu aos seus seguidores: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as.” — Mat. 28:19, 20.

      8. Por que trabalha o povo de Deus tão arduamente?

      8 Por que é que o povo dedicado de Deus trabalha tão arduamente? Porque fixam o coração na obra de Deus. Sua dedicação é genuína. Estavam decididos quando escolheram colocar a vontade de Deus em primeiro lugar na sua vida. Além disso, pensam na rica recompensa que Deus lhes oferece: a recompensa da vida eterna! Quão grande é este incentivo!

      9. Por que devem os que amam a vida querer ingressar nas fileiras das testemunhas de Jeová?

      9 Todos os amantes da vida devem querer ingressar nas fileiras das testemunhas de Jeová. E devem querer fazer isso especialmente hoje, porque somos abençoados por viver no tempo da maior necessidade de mais trabalhadores. Lembre-se das palavras de Jesus quando ele olhou para as pessoas com dó e disse: “A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Mat. 9:36-38, Almeida, atualizada) Estamos agora na parte final de outra grande obra de ajuntamento. Os que amam a Deus devem querer participar nesta obra de Deus e colher a grande recompensa pelo trabalho fiel, a saber, a vida eterna.

      10. Por que se deve cultivar a atitude de urgência, com que conceito para com o trabalho à frente?

      10 Ao empreender a obra de Deus, é necessário que se aperceba dos perigos e dos obstáculos que talvez ameacem desviá-lo do proceder de serviço leal a Deus. Terá de ter o conceito correto sobre a obra que precisa ser feita depressa, entre agora e a “grande tribulação” que acabará com o atual sistema iníquo de coisas, e terá de manter este conceito correto. (Mat. 24:21) Mas como se pode manter este conceito correto sem ser influenciado pelas atitudes preguiçosas ou indiferentes de pessoas do mundo ou pelos que não têm fé?

      SEMPRE MANTENHA O CONCEITO CORRETO SOBRE O NOSSO TRABALHO ÁRDUO

      11. (a) A aprovação de quem procura o trabalhador cristão, e por quê? (b) Que atitude para com o trabalho assinala alguém como verdadeiro cristão? (c) Que conselho deu Paulo?

      11 Visto que os verdadeiros cristãos são servos de Jeová e dedicaram sua vida a ele porque o amam, o que importa que os outros pensem deles ou de sua obra? O que querem é a aprovação de Deus. “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” (1 João 5:3) A indiferença para com a pregação do Reino e a obra de fazer discípulos não é o que destaca o servo genuíno e dedicado de Deus. Antes, o verdadeiro cristão destaca-se pelo zelo e pela avidez de participar no trabalho árduo da grande organização testemunhadora de Deus. (Rev. 3:16; Luc. 13:24) Devemos querer fazer cada vez mais, sempre progredindo na nossa vocação escolhida, como os que trabalham junto com Deus. (2 Cor. 1:24) O apóstolo Paulo, este trabalhador incansável, tem o conselho certo para nós, ao recomendar: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens, pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa.” (Col. 3:23, 24) Note isso! Jeová é o recompensador. É a sua norma de serviço que precisamos satisfazer. Não sugere isso que poderíamos fazer mais?

      12. A que será motivado o cristão pelo seu amor genuíno a Deus?

      12 Em vez de o cristão imitar os mundanos no seu empenho de trabalhar o menos possível pelo máximo lucro possível, ele precisa colocar o ministério de Deus num nível muito mais elevado e numa base muito mais estável, e daí precisa continuar a fazer progresso constante. (Fil. 3:16) Não procurará agradar a homens, mas sim a Deus, que examina nosso coração. (1 Tes. 2:4) Igual a Cristo e seus apóstolos, não agradará a si mesmo, nem se poupará, mas prosseguirá trabalhando naquilo que Deus aprova. — João 8:29; Atos 20:31.

      13. Por que é urgente a obra cristã de ajuntamento, especialmente agora?

      13 Há também necessidade premente de se completar a obra de ajuntamento de Deus, porque resta agora pouco tempo antes de sobrevir o fim a este sistema iníquo de coisas e todos os que ainda fazem parte dele. Pense em quantos ainda poderão ser ajudados a ter paz com Deus e a tomar posição firme ao lado dele, contra este velho sistema e seu deus, Satanás, o Diabo. Ao se esgotar rapidamente este tempo oportuno, o que poderá fazer para entrar em contato com estas pessoas com a salvadora Palavra de verdade de Deus? Este é um verdadeiro desafio, que não se pode desperceber. — Efé. 5:15-17.

      PREVINA-SE CONTRA FORÇAS NEGATIVAS E DEPRIMENTES

      14. O que pode esperar o trabalhador cristão, e que conselho compensador encontramos em Gálatas, capítulo 6?

      14 Só é de se esperar que a obra de Deus e seus trabalhadores suscitem a ira e o ódio de Satanás e de sua organização, e que estes, por sua vez, sujeitem o cristão a pressões de toda espécie, no esforço de fazer com que o cristão viole a sua integridade para com Deus. Mas não se deixe desviar de sua relação dedicada com Deus, mesmo que o cônjuge incrédulo, um membro de sua própria família ou algum amigo íntimo se torne o próprio instrumento usado pelo Diabo para desanimá-lo. Mesmo quando os que são co-trabalhadores na congregação de Deus deixam de algum modo de dar-lhe consolo e ajuda quando mais precisa deles, não é motivo válido para virar as costas para o trabalho honroso e significativo que Jeová lhe ofereceu. Antes, estribe-se fortemente na Palavra de Jeová e confie implicitamente nas Suas promessas. Pode estar certo de que os que semeiam visando o espírito ceifarão do espírito a vida eterna, se não desfalecerem. — Gál. 6:8-10.

      15. Quando surgem questões de dúvida, as respostas de quem devemos procurar? O exemplo de quem podemos imitar?

      15 O que devemos fazer quando o Diabo aflige a nossa mente com idéias de dúvida, idéias tais com estas: ‘É tudo em vão? Estou realmente conseguindo alguma coisa? Espera-se que eu faça todo este trabalho sob pressão, crítica e zombaria?’ Lembre-se de que somente Jeová pode dar as respostas certas, as respostas fidedignas, pois é ele quem comissiona seus servos a fazer esta obra de fazer discípulos. Quando tem perguntas precisa obter as respostas Dele. Recorra a ele imediatamente e peça-as. (Pro. 3:5, 6; Mat. 7:7) Lembre-se do profeta Jó! Lembre-se de como continuou a orar a Deus com seus lábios, embora sofresse provações amargas de fé. Deus também o abençoou por isso. Lembre-se também daqueles homens de fé registrados no capítulo onze de Hebreus e tire proveito de suas experiências. “Eis que proclamamos felizes os que perseveraram”, escreveu o discípulo Tiago. “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” — Tia. 5:11; 1:12.

      COMPENSAÇÃO DO DESCASO PELA VONTADE DE DEUS NO PASSADO

      16. (a) Que reflexões podem mostrar-se proveitosas, e por quê? (b) Que palavras do apóstolo Pedro podemos tomar a peito? (c) Em que é proveitoso o exemplo de Jonas?

      16 Ocasionalmente, convém refletir sobre o passado e relembrar nossa situação anterior antes de nos tornarmos servos de Deus, quando estávamos sem Deus e sem esperança no mundo. Tais reflexões devem despertar em nós o sincero desejo de compensar este descaso passado, quando Deus não entrava em nossas cogitações. Mas, como podemos compensar o nosso descaso por Deus e pela sua vontade no passado? Por nos esforçarmos no serviço de Jeová e assim provarmos que nos arrependemos de nosso passado. Pedro insta conosco para que nos preparemos com esta disposição correta, “com o fim de viver o resto do [nosso] tempo na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus. Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada”. (1 Ped. 4:2-11) O profeta Jonas é um bom exemplo disso. Quando caiu em si e se deu conta de como se havia esquivado de sua responsabilidade para com Deus, deu meia-volta, e verificamos que proclamou em voz alta: “Temo a Jeová, o Deus dos céus, Aquele que fez o mar e a terra seca.” Declarou além disso: “Quanto a mim, vou oferecer sacrifícios a ti com voz de agradecimento. O que votei, vou pagar. A salvação pertence a Jeová.” (Jon. 1:9; 2:9) Ele estava ansioso de compensar seu descaso passado; e nós devemos fazer o mesmo.

      17. (a) De que se devem lembrar os cristãos atarefados? (b) Como mostrou Paulo esta mesma preocupação?

      17 Lembre-se também de que, embora Jeová nos ofereça bondosamente participar na obra atarefada do Reino, ele espera também que mantenhamos uma boa conduta nas relações cotidianas da vida. Ocupar-se na atividade de pregação, mas ao mesmo tempo rebaixar as normas de moral mostraria que não servimos por amor a Deus. Servir com a motivação errada poderá tornar nulo todo nosso trabalho. Portanto, embora nos ocupemos na obra do Senhor, procuremos, cada um de nós, a aprovação de Deus em todos os nossos caminhos. Foi com isto que se preocupava o apóstolo Paulo, embora fosse trabalhador vigoroso, ao declarar: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo [sob estrito controle], para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Cor. 9:27.

      18. O que nos pode proteger contra sermos desaprovados por Deus?

      18 Evite ser desaprovado, por revestir-se da nova personalidade de que a Bíblia fala. (Efé. 4:22-24; Col. 3:9, 10) Permita o fluxo livre do espírito de Deus para que guie cada aspecto de sua vida, a fim de que se evidenciem os frutos do espírito. Assim, o amor, a alegria, a paz e os outros frutos do espírito influirão beneficamente nas nossas relações mútuas. Tal conscienciosidade decidida da nossa parte é evidência da motivação correta e de um coração puro no nosso serviço a Deus. — Gál. 5:16-25.

      O CONCEITO CORRETO SOBRE A RECOMPENSA É UM ESTIMULANTE ÚTIL

      19. Por que deve haver também um conceito correto sobre a recompensa?

      19 Não só se precisa ter o conceito correto sobre a obra de pregação, mas também um conceito correto sobre a recompensa. Não se engane, trabalhar pela recompensa pode realmente ser harmonizado com trabalhar por amor a Deus. De que modo? É Deus quem oferece a recompensa e nos pede que nos esforcemos a obtê-la. Lemos em Tito 1:2: “A base duma esperança de vida eterna que Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos de longa duração.” Foi pensando nesta prometida dádiva da vida que Deus deu seu Filho unigênito Jesus Cristo como resgate, “a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. (João 3:14-16, 36) Visto que Deus proveu tal dádiva preciosa, certamente ele só pode amar os que com toda a diligência procuram recebê-la. E, além disso, as Escrituras inspiradas asseguram-nos que “sem fé é impossível agradar-lhe bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Heb. 11:6) E qual é esta recompensa? Lembre-se sempre de que a recompensa é a vida eterna sob condições justas na nova ordem de Deus. Portanto, empenhe-se agora em obter a recompensa e habilite-se a recebê-la, enquanto ainda tem a oportunidade.

      20, 21. (a) Como será a vida na nova ordem de Deus? (b) O que usufruirão as pessoas em toda a parte e em que transformarão esta terra?

      20 Quão diferente será a vida na nova ordem de Deus daquela que vemos hoje! Agora, um homem pode gastar muitas horas em construir um lar e em cultivar um belo jardim, só para morrer de repente e deixar tudo para outro. Mas, na prometida Nova Ordem, o homem usufruirá o resultado de seus labores por anos sem fim. Considere todas as maravilhas dos céus, do mar e da terra! Os cientistas mais adiantados apenas tocaram na superfície disso, na sua tentativa de entender a sabedoria e os princípios em que se baseia nosso universo. A recompensa da vida eterna, que os servos íntegros de Deus usufruirão naquele tempo, oferecer-lhes-á ampla oportunidade de investigar todas estas maravilhas da criação. O tempo permitirá então viagens para se conhecer de primeira mão outros humanos de todas as raças e as criaturas animais em todas as partes da terra.

      21 O melhor de tudo, as pessoas em todas as partes da terra usufruirão a paz e a liberdade como filhos terrestres de Deus. Estarão livres dos temores que afligem este velho sistema de coisas. Poderão servir a Jeová em tudo o que suas mãos quiserem fazer, porque Deus cuidará de que haja trabalho significativo para todos. Não, não trabalhos que signifiquem fardos ou que ponham em perigo a vida da própria pessoa ou de outros, mas trabalho que tenha que ver com a reabilitação do homem e a transformação desta terra num belo jardim paradísico.

      22. Por que não é sábio deixar a imaginação ficar desenfreada ao pensar no futuro novo sistema de coisas?

      22 Naturalmente, é bom não deixar a imaginação ficar desenfreada quando se pensa em condições na Nova Ordem que Jeová não prometeu na sua Palavra, a Bíblia. Por exemplo, não há necessidade de se treinar agora para alguma atividade esperada naquela era gloriosa, pois, haverá bastante tempo então para se obter tal treinamento e experiência. Sob a regência do Reino de Deus, as pessoas viverão num sistema em que não se lutará contra o tempo. O tempo ainda será contado em dias e anos, mas a qualidade infindável da vida tornará então desnecessária a pressa.

      23. Por que podem os trabalhadores cristãos ter certeza da recompensa, e os exemplos de quem são convidados a imitar?

      23 A recompensa pela qual o povo de Deus trabalha arduamente é certa, pois é garantida pelo próprio Criador, a respeito de quem o apóstolo Paulo declarou com confiança: “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.” (Heb. 6:10) Seu trabalho árduo na proclamação das boas novas de seu reino e a divulgação que assim se faz do santo nome de Jeová não passarão sem recompensa. Certo disso, seja como Abraão, que manteve a sua fé inquebrantável na palavra de Deus dirigida a ele: “Não temas, Abrão. Eu sou para ti escudo. Tua recompensa será muito grande.” (Gên. 15:1) Seja também como a moabita Rute, que aceitou em plena fé a perspectiva maravilhosa que se lhe apresentou: “Jeová recompense teu modo de agir e haja para ti um salário perfeito da parte de Jeová, o Deus de Israel, debaixo de cujas asas vieste refugiar-te.” (Rute 2:12) Ache também a força e a coragem para procurar refúgio sob as asas largas de Jeová, como seu colaborador.

      24. Por que é o trabalho cristão a mais elevada de todas as causas, e com que fim em vista?

      24 Ao manifestar a atitude correta para com o trabalho, não desejará diminuir seus esforços, mas desejará estar sempre atento a ter bastante para fazer na obra do Senhor, fazendo cada vez mais, se possível. (1 Cor. 15:58) Nosso serviço a Deus é a forma mais elevada de trabalho à qual o homem pode dedicar-se. É a maior Causa de todas. Tem que ver com o Nome de nosso Deus e Criador, Jeová, e certamente não é uma causa perdida. Antes, é uma causa triunfante, que promete aos que a promovem diligentemente uma vida plena e satisfatória agora, e a perspectiva de vida infindável na nova ordem de Deus, agora tão próxima. Habilite-se a participar conosco agora nesta mais urgente de todas as causas.

  • A Câmara Municipal de Boston expressa apreço
    A Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
    • A Câmara Municipal de Boston expressa apreço

      MUITOS apreciam a obra das testemunhas cristãs de Jeová e admiram seu zelo e sua devoção. Alguns sentem-se até mesmo induzidos a expressar publicamente seus sentimentos. Isto aconteceu na cidade de Boston, E. U. A.

      Em 28 de maio de 1972, o presidente da Câmara Municipal de Boston, Sr. Gabriel Francis Piemonte, passeava com seu cachorro diante de sua casa. Duas senhoras e um homem dirigiram-se a ele e se apresentaram como testemunhas de Jeová. Deixaram com ele números correntes das revistas A Sentinela e Despertai!. Mais tarde, o Sr. Piemonte viu mais quatro Testemunhas participar na mesma atividade.

      Impressionado com a sua dedicação, seu interesse e seu objetivo, tomou a liberdade de apresentar em 5 de junho uma moção na Câmara Municipal de Boston. A moção foi adotada unanimemente e rezava:

      “CIDADE DE BOSTON

      “NA CÂMARA MUNICIPAL

      “VISTO que representantes voluntários das Testemunhas de Jeová empenham-se atualmente num programa de promoção da leitura da Bíblia; e

      “VISTO que a Bíblia oferece uma fonte de consolo, compreensão e esclarecimento da civilização; e

      “VISTO que as Testemunhas de Jeová, no seu programa de porta em porta, distribuem exemplares de duas de suas revistas — a ‘Sentinela’ e ‘Despertai!’ para incentivar uma vida mais moral; e

      “VISTO que a ‘Sentinela’ distribuída contém um artigo oportuno e bem escrito, intitulado ‘Como Encara a Autoridade?’, portanto, seja

      “RESOLVIDO: Que a Câmara Municipal de Boston, em reunião neste 5.º dia de junho de 1972, elogia as Testemunhas de Jeová pelo seu programa atual de exortar todas as pessoas de todas as crenças a levarem uma vida mais moral, e congratula os voluntários das Testemunhas de Jeová, empenhados no seu atual programa de porta em porta, pela sua dedicação, generosidade e preocupação.

      “Na Câmara Municipal, 5 de junho de 1972. Adotada.

      Atesto:

      (assin.)

      (Selo) Secretário Municipal.”

      “Ponde de lado toda a maldade moral, e toda a fraudulência, e hipocrisia, e invejas e toda sorte de maledicências. Mantende a vossa conduta excelente entre as nações, para que, naquilo em que falam de vós como de malfeitores, eles, em resultado das vossas obras excelentes, das quais são testemunhas oculares, glorifiquem a Deus no dia da sua inspeção.” — 1 Ped. 2:1, 12.

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