BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Estudo número 7 — A Bíblia nos tempos modernos
    “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
    • 15. Que tradução foi produzida pela Sociedade em 1972?

      15 The Bible in Living English. Em 1972, a Sociedade Torre de Vigia dos EUA produziu a versão The Bible in Living English, do falecido Steven T. Byington. Ela verte uniformemente o nome divino como “Jehovah” (“Jeová”).

      16. Em que obra dupla estão assim empenhadas as Testemunhas de Jeová?

      16 Assim, as Testemunhas de Jeová não estão apenas pregando as boas novas do Reino estabelecido de Deus em mais de 200 países e ilhas ao redor da terra, mas elas se tornaram também uma sociedade impressora e editora, em grande escala, do inestimável Livro que contém a mensagem do Reino, as Escrituras Sagradas inspiradas por Jeová Deus.

      A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

      17. (a) Como têm sido úteis as muitas versões da Bíblia, e, contudo, que falhas contêm? (b) O que vinha procurando, desde 1946, o presidente da Sociedade Torre de Vigia?

      17 As Testemunhas de Jeová reconhecem a sua dívida para com todas as muitas versões da Bíblia que elas têm usado no estudo da verdade da Palavra de Deus. Entretanto, todas essas traduções, mesmo as mais recentes, têm suas falhas. Existem incoerências ou trechos insatisfatórios, que estão contaminados por tradições sectárias ou filosofias mundanas, e, portanto, não estão em plena harmonia com as verdades sagradas que Jeová registrou em sua Palavra. Especialmente desde 1946, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados estava à procura de uma tradução fiel das Escrituras, feita a partir dos idiomas originais — uma tradução tão compreensível aos leitores modernos como os escritos originais o eram às pessoas comuns e inteligentes da própria época da escrita da Bíblia.

      18. Como a Sociedade veio a ser a editora e a impressora da Tradução do Novo Mundo?

      18 Em 3 de setembro de 1949, na sede da Sociedade em Brooklyn, o presidente anunciou ao Conselho de Diretores a existência da Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia, e que ela havia concluído uma tradução moderna das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Leu-se o documento da comissão, pelo qual essa cedia a posse, controle e publicação do manuscrito da tradução à Sociedade, em reconhecimento do trabalho não-sectário da Sociedade na obra de promoção da educação bíblica em toda a terra. Leram-se também trechos do manuscrito, como amostra da natureza e da qualidade da tradução. Os diretores aceitaram unanimemente a doação dessa tradução, e fizeram-se arranjos para a sua imediata impressão. A composição tipográfica começou em 29 de setembro de 1949, e em meados de 1950, dezenas de milhares de exemplares encadernados estavam prontos.

      19. (a) Em que etapas foi publicada a Tradução do Novo Mundo? (b) Que esforços foram feitos para se preparar esses volumes?

      19 Lançamento por Etapas da Tradução do Novo Mundo. Foi na quarta-feira, 2 de agosto de 1950, no quarto dia da assembléia internacional no Estádio Ianque, Nova Iorque, que uma assistência totalmente surpreendida de 82.075 Testemunhas de Jeová acolheu entusiasticamente o lançamento da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Encorajada pela recepção entusiástica inicial, bem como por expressões posteriores de apreço pelos méritos da tradução, a Comissão empreendeu a seguir a extensiva obra de traduzir as Escrituras Hebraicas. Estas foram publicadas em cinco volumes adicionais, lançados sucessivamente de 1953 a 1960. O conjunto de seis volumes formava uma coleção da Bíblia inteira, em inglês moderno. Cada volume continha também ajudas valiosas para o estudo da Bíblia. Um vasto depósito de informação bíblica estava assim disponível para o estudante contemporâneo da Bíblia. Fez-se diligente esforço de recorrer a toda fonte confiável de informação textual, a fim de que a Tradução do Novo Mundo expressasse clara e acuradamente a poderosa mensagem das inspiradas Escrituras originais.

      20. Que valiosas ajudas continha a primeira edição da Tradução do Novo Mundo (em inglês) (a) nas suas notas, (b) nas referências marginais e (c) nos prefácios e apêndices?

      20 Entre as ajudas ao estudo da Bíblia que apareciam na primeira edição da Tradução do Novo Mundo (em inglês), em seis volumes, estava a inestimável coleção de notas textuais, que davam a base para a maneira de se verter textos específicos. Tornaram-se disponíveis poderosos argumentos em defesa das Escrituras, por meio dessas notas. Incluiu-se também um valioso sistema de referências remissivas. Estas referências de importantes palavras doutrinais foram elaboradas para conduzir o estudante a uma série de textos-chaves sobre o assunto. Havia numerosas referências cruzadas nas margens das páginas. Essas dirigiam o leitor a: (a) palavras paralelas, (b) pensamentos, idéias e eventos paralelos, (c) informações biográficas, (d) informações geográficas, (e) cumprimento de profecias e (f) citações diretas que apareciam em outras partes, ou tiradas de outras partes, da Bíblia. Havia também nos volumes importantes prefácios, ilustrações de alguns manuscritos antigos, apêndices e índices úteis e mapas de terras e localidades bíblicas. A primeira edição da Tradução do Novo Mundo fornecia uma mina de ouro para o estudo pessoal da Bíblia, bem como para as Testemunhas de Jeová ensinarem de forma proveitosa as pessoas sinceras. Uma edição especial do estudante, publicada em um único volume, foi lançada mais tarde, com uma tiragem de 150.000 exemplares, em 30 de junho de 1963, na abertura do Congresso “Boas Novas Eternas” das Testemunhas de Jeová em Milwaukee, Wisconsin, EUA.

      21. (a) Quais foram as circunstâncias do lançamento da Tradução do Novo Mundo revisada? (b) Quais eram algumas de suas características?

      21 Edição Revisada de um Único Volume. Em meados de 1961, em uma série de assembléias das Testemunhas de Jeová, realizadas nos Estados Unidos e na Europa, lançou-se para distribuição uma edição revisada, de fácil manuseio, em um só volume, da completa Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (em inglês; em português, 1967). Foi aceita com alegria pelas centenas de milhares que assistiram a essas assembléias. Encadernada com capa verde, continha 1.472 páginas e possuía uma excelente concordância, um apêndice de tópicos bíblicos e mapas.

      22, 23. Que edições adicionais foram lançadas, e quais são algumas de suas características?

      22 Edições Posteriores. Em 1969 foi lançada A Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas, sendo que uma segunda edição foi publicada em 1985. Essa obra contém uma tradução literal para o inglês do texto grego editado por Westcott e Hort, bem como a versão para o inglês contemporâneo da edição de 1984 da Tradução do Novo Mundo. Revela-se assim ao estudante sério da Bíblia o que o grego original básica ou literalmente diz.

      23 Lançou-se uma segunda revisão da Tradução do Novo Mundo em 1970, e, em seguida, uma terceira, com notas, em 1971 (em inglês). Nos Congressos de Distrito das Testemunhas de Jeová “Aumento do Reino”, realizados em 1984, foi lançada uma revisão da edição com referências, em inglês. Esta inclui uma atualização e revisão completas das notas marginais (cruzadas) que foram inicialmente apresentadas, em inglês, de 1950 a 1960. Elaborada para o estudante sério da Bíblia, contém mais de 125.000 referências marginais, mais de 11.000 notas, uma concordância extensiva, mapas, e 43 artigos no apêndice. Tornou-se disponível em 1984 (em inglês; 1987, em português), também, uma edição de tamanho normal da revisão de 1984 (em inglês; 1986, em português), com referências marginais mas sem as notas.

      24. (a) Quais são algumas das vantagens tanto da edição normal como da com referências? (b) Ilustre o uso dos títulos corridos.

      24 Algumas Vantagens. A fim de ajudar o leitor na rápida localização de qualquer matéria desejada, tanto a edição de tamanho normal como a com referências contêm títulos corridos, cuidadosamente preparados, no alto de cada página. Esses títulos corridos descrevem a matéria logo abaixo, e são especialmente elaborados para ajudar o publicador do Reino a localizar, rapidamente, textos para responder perguntas que lhe possam ser propostas. Por exemplo, ele talvez esteja procurando conselhos sobre o treinamento de filhos. Abrindo na página 864 (edição normal), em Provérbios, vê a primeira frase-chave, “Bom nome”. Visto que essa é a primeira frase do título, isso indica que o assunto aparecerá logo no início da página, e é onde ele o encontra, em Provérbios 22:1. O texto identificado pela segunda parte do título, “Educar rapaz”, ele encontra pouco depois do meio da primeira coluna, no versículo 6. O próximo elemento do título corrido reza: “Não poupar vara.” Essa matéria se acha próximo ao meio da segunda coluna, no versículo 15. Esses títulos corridos no alto das páginas podem ser de grande ajuda ao publicador do Reino que conhece a localização geral de textos que esteja procurando. Eles podem franquear a Bíblia para pronto uso.

      25. Que concordância é fornecida, e para que fins práticos pode ser usada?

      25 Na parte final dessa Bíblia, tanto da edição normal como da de referências, há uma seção chamada “Índice de Palavras Bíblicas”. Ali são encontradas milhares de palavras bíblicas importantes, junto com linhas do contexto. Tornou-se disponível, assim, uma concordância, que inclui um amplo leque de palavras novas, descritivas, usadas no texto. Para os acostumados com a forma de traduzir da versão Almeida, fornece-se ajuda por se fazer transições de palavras bíblicas do português antigo para os termos bíblicos mais modernos. Tome, por exemplo, a palavra “graça” na versão Almeida. Ela é alistada no índice, remetendo o estudante para “benignidade imerecida”, a expressão atualizada usada na nova tradução. O índice de palavras torna possível localizar textos bíblicos sobre os principais assuntos doutrinais, tais como “alma” ou “resgate”, fornecendo base para estudo pormenorizado diretamente de textos da Bíblia. O publicador do Reino a quem se pedir para falar sobre qualquer um desses assuntos importantes poderá de imediato usar os trechos do contexto, fornecidos nessa concordância. Adicionalmente, as principais citações de destacados nomes próprios são alistadas, o que inclui lugares geográficos bem como personagens bíblicos preeminentes. Presta-se, assim, inestimável ajuda a todos os estudantes da Bíblia que usam essa tradução.

      26. Ilustre uma das maneiras em que o apêndice da Tradução do Novo Mundo é de ajuda.

      26 Um apêndice erudito oferece informações adicionais precisas, úteis para o ensino. Os artigos do apêndice estão ordenados de uma maneira tal que podem ser usados como ajuda na explicação de doutrinas bíblicas básicas e assuntos relacionados. Por exemplo, ao tratar de “alma”, o apêndice, debaixo de oito subtópicos diferentes, alista textos bíblicos que mostram as várias maneiras em que a palavra “alma” (em hebraico, né·fesh) é usada. Forneceram-se, também, diagramas e mapas nos artigos do apêndice. A Bíblia com Referências contém um apêndice mais extensivo bem como valiosas notas, que suprem importantes informações textuais de maneira simples. Assim, a Tradução do Novo Mundo é notável pelo leque de vantagens que fornece ao colocar o conhecimento exato à pronta disposição de seus leitores.

      27. É a Tradução do Novo Mundo simplesmente uma revisão de traduções anteriores, e que aspectos dela apóiam sua resposta?

      27 Uma Tradução Nova. A Tradução do Novo Mundo é uma tradução nova dos idiomas bíblicos originais, hebraico, aramaico e grego. Não é de forma alguma uma revisão de outra tradução, tampouco imita outra versão qualquer quanto a estilo, vocabulário ou ritmo. Para a seção hebraico-aramaica, usou-se o aprimorado e universalmente aceito texto da Biblia Hebraica, de Rudolf Kittel, 7.ª, 8.ª e 9.ª edições (1951-55). Uma nova edição do texto hebraico conhecido como Biblia Hebraica Stuttgartensia, de 1977, foi usada para atualizar as informações apresentadas nas notas da Tradução do Novo Mundo — Com Referências. A seção grega foi traduzida principalmente do texto padrão grego preparado por Westcott e Hort, publicado em 1881. Contudo, a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia consultou também outros textos em grego, o que inclui o texto de Nestle (1948). Apresentam-se, nos Estudos 5 e 6 desse livro, descrições desses excelentes textos padrões. A comissão de tradução fez uma tradução vigorosa e precisa da Bíblia, e isso resultou num texto claro e vivo, abrindo o caminho para um entendimento mais profundo e satisfatório da Palavra de Deus.

      28. Qual a avaliação de um crítico sobre essa tradução?

      28 Note a avaliação de certo crítico sobre esta tradução: “São pouquíssimas as traduções das Escrituras Hebraicas vertidas do idioma original para o inglês. Portanto, dá-nos muita satisfação acolher a publicação da primeira parte da Tradução do Novo Mundo [das Escrituras Hebraicas], de Gênesis a Rute. . . . Esta versão fez evidentemente esforço especial de ser muitíssimo fácil de ler. Ninguém poderia dizer que é deficiente na sua novidade e originalidade. A sua terminologia não se baseia de forma alguma na de versões anteriores.”b

      29. Como avaliou um hebraísta a Tradução do Novo Mundo?

      29 Em uma entrevista com um representante da Sociedade Torre de Vigia, o hebraísta e professor universitário Dr. Benjamin Kedar, de Israel, avaliou a Tradução do Novo Mundo da seguinte maneira: “Em minha pesquisa lingüística em conexão com a Bíblia hebraica e suas traduções, não raro eu consulto a edição em inglês do que é conhecido como Tradução do Novo Mundo. Ao fazer assim, confirmo repetidamente meu conceito de que essa obra reflete um esforço honesto de obter uma compreensão do texto tão precisa quanto é possível. Dando evidência de amplo domínio da língua original, verte inteligivelmente as palavras originais para um segundo idioma sem se desviar desnecessariamente da estrutura específica do hebraico. . . . Toda declaração lingüística permite certa latitude de interpretação ou de tradução. Assim, a solução lingüística em qualquer dado caso pode ser discutida. Mas, eu nunca descobri na Tradução do Novo Mundo intento preconceituoso de dar ao texto uma interpretação que este não contenha.”c

      30. Até que ponto é literal a Tradução do Novo Mundo, e com que benefício?

      30 Uma Tradução Literal. Sendo literal, demonstra-se também fidelidade no que diz respeito à tradução. Isso exige uma correspondência quase palavra por palavra entre a forma de traduzir para o inglês e os textos hebraico e grego, onde o idioma inglês moderno permita. Na apresentação do texto no idioma para o qual está sendo traduzido, deve-se ser tão literal quanto a estrutura do idioma do tradutor permita. Ademais, ser literal requer que se dê atenção à ordem das palavras do hebraico e do grego, preservando assim a ênfase original. Mediante a tradução literal, pode-se transmitir de forma precisa o sabor, o colorido e o ritmo dos escritos originais.

      31. Como devem ser considerados ocasionais desvios da tradução literal do texto?

      31 Houve desvios ocasionais do texto literal com o fim de transmitir, em termos inteligíveis, as difíceis expressões idiomáticas do hebraico ou do grego. Contudo, na edição com referências da Tradução do Novo Mundo, chama-se a atenção do leitor a esses desvios por meio de notas que dão a tradução literal.

      32. (a) O que resultou de se abandonar a tradução literal? (b) Ilustre isso.

      32 Muitos tradutores da Bíblia abandonaram a tradução literal em favor do que eles consideram linguagem e forma elegantes. Argumentam que a forma literal de tradução é inexpressiva, rígida e restrita. Contudo, abandonarem a tradução literal ocasionou, pela introdução de paráfrases e interpretações, muitos desvios das precisas declarações originais da verdade. Eles têm, na realidade, diluído os próprios pensamentos de Deus. Por exemplo, o decano emérito de uma grande universidade americana certa vez acusou as Testemunhas de Jeová de destruir a beleza e a elegância da Bíblia. Por Bíblia ele se referia à Versão Rei Jaime, que há muito era venerada como modelo de beleza do idioma inglês. Ele disse: ‘Olhem o que os senhores fizeram ao Salmo 23. Destruíram o seu ritmo e a sua beleza por verterem “Je/ho/vah is/ my/ shep/herd” (“Jeová é o meu pastor”). Sete sílabas em vez de seis. É chocante. Fica desequilibrado. Não há ritmo. A Rei Jaime faz o certo com suas seis sílabas em equilíbrio — “The/ Lord/ is/ my/ shep/herd” (“O Senhor é o meu pastor”).’ Asseverou-se ao professor que era mais importante expressá-lo do modo como Davi, o escritor bíblico, havia feito. Usou Davi o termo genérico “Senhor” ou o nome divino? O professor admitiu que Davi usou o nome divino, mas ele ainda argumentou que, a bem da beleza e da elegância, a palavra “Senhor” estaria justificada. Que pretexto pouco convincente para remover o nome ilustre de Jeová desse salmo, composto para o Seu louvor!

      33. Por que motivo devemos agradecer a Deus, e qual é a nossa esperança e oração?

      33 Milhares de expressões traduzidas foram sacrificadas dessa maneira, no altar do conceito humano de beleza de linguagem, resultando em inexatidões em muitas versões da Bíblia. Os agradecimentos vão para Deus pela provisão da Tradução do Novo Mundo, com o seu texto bíblico claro e exato! Que seu grandioso nome, Jeová, seja santificado no coração de todos que a lêem!

  • Estudo número 8 — Vantagens da “Tradução do Novo Mundo”
    “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
    • Estudos das Escrituras Inspiradas e de Seu Fundo Histórico

      Estudo número 8 — Vantagens da “Tradução do Novo Mundo”

      Consideração de sua linguagem moderna, uniformidade, cuidadosa tradução dos verbos e expressão dinâmica da inspirada Palavra de Deus.

      1. (a) Que tendência corrige a Tradução do Novo Mundo, e como? (b) Em português, por que se usa Jeová em vez de Iavé ou alguma outra forma do nome?

      NOS anos recentes, foram publicadas várias traduções modernas da Bíblia que muito contribuíram para ajudar os amantes da Palavra de Deus a entender prontamente o sentido dos escritos originais. Entretanto, muitas traduções eliminaram o nome divino do registro sagrado. Por outro lado, a Tradução do Novo Mundo glorifica e honra o digno nome do Deus Altíssimo reintegrando-o em seu devido lugar no texto. O nome aparece agora em 6.973 lugares na seção das Escrituras Hebraicas, bem como em 237 lugares na seção das Escrituras Gregas, um total de 7.210 ocorrências. A forma Iavé é geralmente preferida pelos hebraístas, mas não é possível saber atualmente a pronúncia correta. Assim, a forma latinizada Jeová continua a ser empregada por estar em uso há séculos e por ser a forma mais comumente aceita da tradução em português do Tetragrama, ou nome hebraico composto das quatro letras יהוה. O hebraísta R. H. Pfeiffer observou: “O que quer que possa ser dito sobre a sua duvidosa origem, ‘Jehovah’ (Jeová) é, e deve continuar sendo, a tradução correta em inglês de Iavé.”a

      2. (a) Há precedentes para reintegrar o nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs? (b) Que dúvida é assim removida?

      2 A Tradução do Novo Mundo não é a primeira versão a reintegrar o nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs. A partir de pelo menos o século 14, muitos tradutores sentiram-se obrigados a reintegrar o nome de Deus no texto, especialmente nos lugares onde os escritores das Escrituras Gregas Cristãs citam textos das Escrituras Hebraicas que contêm o nome divino. Diversas traduções das Escrituras Gregas em linguagem moderna usadas por missionários, incluindo versões africanas, asiáticas, americanas e de ilhas do Pacífico, usam o nome Jeová liberalmente, assim como fazem algumas versões de língua européia. Sempre que consta o nome divino, não resta mais dúvida sobre que “senhor” é indicado. É o Senhor do céu e da terra, Jeová, cujo nome é santificado por ser mantido ímpar e distinto na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.b

      3. Por que meios a Tradução do Novo Mundo ajuda a transmitir a força, a beleza e o sentido dos escritos originais?

      3 A Tradução do Novo Mundo contribui adicionalmente para a santificação do nome de Jeová por apresentar Suas Escrituras inspiradas em linguagem clara e compreensível, que traz à mente do leitor o pleno significado intencionado. Usa linguagem simples e moderna, é tão uniforme quanto possível na versão de cada termo, transmite com exatidão a ação ou o estado expresso nos verbos hebraicos e gregos. Destes e de outros modos, a Tradução do Novo Mundo traz à luz, em linguagem moderna, tanto quanto possível, a força, a beleza e o sentido dos escritos originais.

      TRADUZIDA EM LINGUAGEM MODERNA

      4. (a) Que nobre propósito expressou um primitivo tradutor da Bíblia? (b) O que se tornou necessário com a passagem do tempo?

      4 As traduções mais antigas da Bíblia contêm muitas palavras obsoletas, pertencentes aos séculos 16 e 17. Embora não sejam compreendidas agora, eram prontamente entendidas então. Por exemplo, um dos homens que muito teve que ver com introduzi-las na Bíblia em inglês foi William Tyndale, que, segundo relatado, disse a um dos seus oponentes religiosos: ‘Se Deus me poupar a vida, farei com que, antes que se passem muitos anos, o rapaz que maneja o arado saiba mais sobre as Escrituras do que tu.’ A tradução que Tyndale fez das Escrituras Gregas era fácil o bastante para que um rapaz que manejasse o arado a entendesse no seu tempo. No entanto, atualmente muitas das palavras usadas por ele tornaram-se arcaicas, de modo que um “rapaz que maneja o arado” não mais pode captar claramente o sentido de muitas palavras na Rei Jaime e em outras versões mais antigas da Bíblia. Assim, tornou-se necessário retirar o véu da linguagem arcaica e restabelecer na Bíblia a linguagem simples falada pelo homem comum.

      5. Em que linguagem deve a Bíblia ser publicada, e por quê?

      5 A linguagem usada na escrita das Escrituras inspiradas foi a do homem comum. Os apóstolos e outros cristãos primitivos não usaram o grego clássico de filósofos tais como Platão. Usaram o grego cotidiano, o coiné ou comum. Portanto, as Escrituras Gregas, assim como as Escrituras Hebraicas anteriores a elas, foram escritas na linguagem do povo. É de suma importância, então, que as traduções das Escrituras originais também sejam feitas na linguagem do povo, de modo a serem prontamente entendidas. É por esta razão que a Tradução do Novo Mundo usa, não a linguagem arcaica de três ou quatro séculos atrás, mas a linguagem clara, expressiva e moderna, de modo que os leitores realmente cheguem a saber o que a Bíblia está dizendo.

      6. Ilustre o proveito de usar expressões correntes em vez de palavras obsoletas.

      6 Para dar uma idéia da extensão das mudanças lingüísticas entre os séculos 17 e 20, note as seguintes comparações entre a Tradução do Novo Mundo e outras versões. “Sofreu”, na Versão Rei Jaime (em inglês), torna-se “permitiu” na Tradução do Novo Mundo (Gên. 31:7); “na cana”, segundo a Almeida e Trinitariana, torna-se “em flor” (Êxo. 9:31); “salvação da minha face”, na Almeida, torna-se “salvação da minha pessoa” (Sal. 43:5); “desquitada”, da antiga Soares, torna-se “desmamada” (Isa. 11:8); “praça”, segundo a Figueiredo, torna-se “açougue” (1 Cor. 10:25), e assim por diante. À base disso, o valor da Tradução do Novo Mundo pode ser bem apreciado, ao usar palavras correntes em vez de palavras obsoletas.

      UNIFORMIDADE DE TRADUÇÃO

      7. Como é que a Tradução do Novo Mundo é coerente na versão de cada termo?

      7 A Tradução do Novo Mundo faz todo o empenho para ser coerente na tradução de cada termo. Para determinada palavra hebraica ou grega foi designada apenas uma palavra em português, e esta é usada tão uniformemente quanto o idioma ou o contexto permita, para dar o pleno entendimento em português. Por exemplo, a palavra hebraica né·fesh é coerentemente traduzida por “alma”. A palavra grega correspondente, psy·khé, é traduzida por “alma” em todas as ocorrências.

      8. (a) Dê exemplos de homógrafos. (b) Como foram tratados na tradução?

      8 Em alguns lugares, têm surgido problemas quanto à tradução de homógrafos. Estes são palavras que na língua original são grafadas da mesma forma, mas que têm significados diferentes. Por conseguinte, o desafio é dar à palavra o significado correto ao traduzi-la. Em português há homógrafos tais como amo (do verbo amar) e amo (senhor), bem como canto (ângulo) e canto (do verbo cantar), que são grafados de forma idêntica, mas são palavras claramente diferentes. Como exemplo bíblico há o vocábulo hebraico rav, que representa raízes totalmente diferentes, sendo, portanto, traduzido de formas diferentes na Tradução do Novo Mundo. Rav geralmente significa “muito”, como em Êxodo 5:5. Contudo, a palavra rav usada em títulos, como em “Rabsaqué” (hebr., Rav-sha·qéh) em 2 Reis 18:17, significa “principal”, sendo traduzida por “seu principal oficial da corte” em Daniel 1:3. (Veja também Jeremias 39:3, nota.) A palavra rav, de grafia idêntica, significa “arqueiro”, razão pela qual é traduzida assim em Jeremias 50:29. Lexicólogos, tais como L. Koehler e W. Baumgartner, foram aceitos como autoridades pelos tradutores quanto a distinguir estas palavras de grafia idêntica.

      9. Como é que certo comentarista de hebraico e grego avaliou a Tradução do Novo Mundo?

      9 Quanto a esta característica de uniformidade, note o que o comentarista de hebraico e grego, Alexander Thomson, disse em sua crítica sobre a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs: “A tradução é evidentemente obra de eruditos peritos e talentosos, que procuraram ressaltar o verdadeiro sentido do texto grego tanto quanto a língua inglesa seja capaz de expressar. A versão visa atribuir um só significado em inglês a cada uma das principais palavras gregas, e ser tão literal quanto possível. . . . A palavra usualmente traduzida por ‘justificar’ é geralmente traduzida mui corretamente como ‘declarar justo’. . . . A palavra para a Cruz é traduzida ‘estaca de tortura’, que é outra melhora. . . . Lucas 23:43 é bem traduzido, ‘Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.’ Trata-se de grande melhora em comparação com a tradução feita pela maioria das versões.” Sobre a tradução das Escrituras Hebraicas, o mesmo crítico tece este comentário: “Vale a pena adquirir a Versão do Novo Mundo. É viva e espelha a realidade, e faz que o leitor pense e estude. Não é obra de Altos Críticos, mas de eruditos que honram a Deus e a Sua Palavra.” — The Differentiator, abril de 1952, páginas 52-7, e junho de 1954, página 136.

      10. Ilustre como a coerência da Tradução do Novo Mundo defende a verdade bíblica.

      10 A coerência da Tradução do Novo Mundo venceu muitas discussões bíblicas no campo técnico. Por exemplo, anos atrás, uma sociedade de livres-pensadores em Nova Iorque pediu à Sociedade Torre de Vigia (EUA) que enviasse dois oradores para falarem ao grupo sobre assuntos bíblicos, pedido que foi concedido. Estes intelectuais apegavam-se a uma máxima latina, falsum in uno falsum in toto, significando que um argumento que se provar falso em um ponto é totalmente falso. Durante a palestra, certo homem desafiou as Testemunhas de Jeová quanto à veracidade da Bíblia. Ele pediu que Gênesis 1:3 fosse lido à assistência, e isto foi feito na Tradução do Novo Mundo: “E Deus passou a dizer: ‘Venha a haver luz.’ Então veio a haver luz.” Confiantemente, pediu a seguir que se lesse Gênesis 1:14, e este também foi lido na Tradução do Novo Mundo: “E Deus prosseguiu, dizendo: ‘Venha a haver luzeiros na expansão dos céus.’” “Pare”, disse, “o que está lendo? Minha Bíblia diz que Deus fez a luz no primeiro dia, e de novo no quarto dia, e isto é incoerente”. Embora asseverasse saber hebraico, foi preciso mostrar-lhe que a palavra hebraica traduzida por “luz” no versículo 3 é ʼohr, ao passo que a palavra no versículo 14 é diferente, sendo ma·ʼóhr, que significa luzeiro, ou fonte de luz. O intelectual sentou-se, derrotado.c A fiel coerência da Tradução do Novo Mundo venceu o ponto, defendendo a Bíblia como verídica e proveitosa.

      CUIDADOSA TRADUÇÃO DOS VERBOS

      11. Que característica dinâmica das Escrituras originais é preservada na Tradução do Novo Mundo? Como?

      11 A Tradução do Novo Mundo dá atenção especial a transmitir o sentido da ação dos verbos gregos e hebraicos. Ao fazer isso, a Tradução do Novo Mundo esforça-se em preservar a especial graça, simplicidade, força e estilo dos escritos na língua original. Assim, foi necessário usar verbos auxiliares em português para transmitir cuidadosamente o estado real das ações. É em virtude da força dos seus verbos que as Escrituras originais são tão dinâmicas e tão expressivas no que tange à ação.

      12. (a) Qual é uma das diferenças entre o hebraico e os idiomas ocidentais? (b) Explique os dois estados do verbo hebraico.

      12 O verbo hebraico não tem “tempos” no sentido que o termo é aplicado à maioria das línguas do Ocidente. Em português, os verbos são encarados particularmente do ponto de vista do tempo: passado, presente e futuro. O verbo hebraico, por outro lado, expressa basicamente a condição da ação, ou seja, a ação é vista quer como completa (estado perfeito), quer como incompleta (estado imperfeito). Estes estados do verbo hebraico podem ser usados para indicar ações no passado ou no futuro, o tempo sendo determinado pelo contexto. Por exemplo, o estado perfeito ou completo do verbo normalmente indica ações no passado, mas também é empregado para falar de um acontecimento futuro como se já tivesse ocorrido e fosse passado, indicando sua certeza futura ou a obrigação de que este ocorra.

      13. Por que é importante a devida consideração pelo estado do verbo hebraico para obter o entendimento correto de Gênesis 2:2, 3?

      13 É muito importante transmitir com exatidão o estado do verbo hebraico para o português; do contrário, o significado pode ser deturpado, transmitindo uma idéia totalmente diferente. Como exemplo disso, considere as expressões verbais em Gênesis 2:2, 3. Em muitas traduções, falando a respeito do descanso de Deus no sétimo dia, usam-se expressões tais como “descansou”, “cessou”, “repousou”, “tinha cessado”, “repousara” e “cessara”. Com base nestas traduções, poder-se-ia concluir que o descanso de Deus no sétimo dia terminou no passado. Mas note como a Tradução do Novo Mundo salienta o sentido dos verbos usados no trecho de Gênesis 2:2, 3: “E ao sétimo dia Deus havia acabado sua obra que fizera e passou a repousar no sétimo dia de toda a sua obra que fizera. E Deus passou a abençoar o sétimo dia e a fazê-lo sagrado, porque nele tem repousado de toda a sua obra que Deus criara com o objetivo de a fazer.” A expressão “passou a repousar”, no versículo 2, é um verbo no estado imperfeito no hebraico e assim expressa a idéia de uma ação incompleta ou continuada. A tradução “passou a repousar” está em harmonia com o que é dito em Hebreus 4:4-7. Por outro lado, o verbo em Gênesis 2:3 está no estado perfeito, mas, a fim de harmonizá-lo com o versículo 2 e com Hebreus 4:4-7, é traduzido “tem repousado”.

      14. Evitando o conceito errôneo do waw consecutivo, o que a Tradução do Novo Mundo esforça-se a fazer quanto aos verbos hebraicos?

      14 Uma das razões das inexatidões na tradução das formas verbais hebraicas é a teoria gramatical chamada atualmente de waw consecutivo. Waw (ו) é a conjunção hebraica que basicamente significa “e”. Jamais se apresenta sozinha, mas está sempre ligada a outra palavra, com freqüência um verbo hebraico, a fim de formar uma só palavra com este. Afirmava-se, e ainda se afirma, que esta relação tem força para converter o verbo de um estado para outro, ou seja, do imperfeito para o perfeito (como tem sido feito em muitas traduções, incluindo modernas, em Gênesis 2:2, 3) ou do perfeito para o imperfeito. Este efeito tem sido descrito também pelo termo “waw conversivo”. Tal aplicação incorreta da forma verbal tem levado a muita confusão e à tradução errônea do texto hebraico. A Tradução do Novo Mundo não reconhece que a letra waw tenha força para modificar o estado do verbo. Antes, procura salientar a força devida e distintiva do verbo hebraico, preservando assim o significado do original com exatidão.d

      15. (a) Com que cuidado foram traduzidos os verbos gregos? (b) Ilustre o benefício de se apresentar corretamente a idéia de continuidade.

      15 Cuidado similar foi tomado na tradução dos verbos gregos. Em grego, os tempos do verbo não expressam apenas o tempo da ação ou o estado, mas também o tipo da ação, se é momentânea, está começando, está continuando, é repetitória, ou se já terminou. Atenção a tais sentidos nas formas verbais gregas conduz à tradução precisa, com a plena força da ação descrita. Por exemplo, dar o sentido de continuidade da idéia onde esta ocorre no verbo grego não apenas salienta a verdadeira natureza da situação, mas também torna mais poderosa a admoestação e o conselho. Por exemplo, a contínua descrença dos fariseus e dos saduceus é demonstrada pelas palavras de Jesus: “Uma geração iníqua e adúltera persiste em buscar um sinal.” E a necessidade de ação contínua nas coisas certas é bem expressa pelas palavras de Jesus: “Continuai a amar os vossos inimigos.” “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino.” “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á.” — Mat. 16:4; 5:44; 6:33; 7:7.

      16. Levando em conta o tempo aoristo grego, como é expresso corretamente o comentário de João sobre o “pecado” em 1 João 2:1?

      16 O grego tem um tempo peculiar chamado de aoristo, que relaciona-se com ação transitória ou momentânea. Os verbos no aoristo podem ser vertidos de diversas formas, segundo o contexto. Uma forma em que é usado é para denotar um só ato de determinado tipo, embora não relacionado com nenhum tempo específico. Um exemplo disso é encontrado em 1 João 2:1, onde muitas versões traduzem o verbo “pecar” de modo a dar margem a um proceder contínuo de pecado, ao passo que a Tradução do Novo Mundo reza “cometer um pecado”, ou seja, um único ato de pecado. Isto transmite a idéia correta de que, se um cristão cometer um ato de pecado, tem Jesus Cristo qual advogado ou ajudador junto ao Pai celestial. Assim, 1 João 2:1 de forma alguma contradiz, mas apenas se contrasta com, a condenação da ‘prática do pecado’ mencionada em 1 João 3:6-8 e 5:18.e

      17. Além de indicar ação continuada, o que mais pode expressar o tempo imperfeito grego? Ilustre.

      17 O tempo imperfeito do grego pode expressar não apenas uma ação contínua, mas também a tentativa de uma ação que não foi realizada. Note como reza Hebreus 11:17 na versão Almeida: “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.” Em grego, o verbo “ofereceu” difere em forma nessas duas ocorrências. A primeira está no tempo perfeito (completo), ao passo que a segunda está na forma imperfeita (passado contínuo). A Tradução do Novo Mundo, levando em conta os tempos diferentes, traduz o versículo “Abraão, quando provado, a bem dizer ofereceu Isaque, e o homem . . . tentou oferecer seu unigênito.” O sentido de ação terminada expresso pelo primeiro verbo é assim mantido, ao passo que o tempo imperfeito do segundo verbo indica que a ação foi intencionada ou tentada, mas não levada a cabo. — Gên. 22:9-14.

      18. O que tem resultado da cuidadosa atenção à função de outras categorias gramaticais? Cite um exemplo.

      18 A atenção cuidadosa à função de outras categorias gramaticais, como os casos dos substantivos, tem levado ao esclarecimento de aparentes contradições. Por exemplo, em Atos 9:7, ao narrar a notável experiência de Saulo na estrada para Damasco, várias traduções dizem que seus companheiros de viagem ‘ouviram a voz’, mas não viram ninguém. Daí, em Atos 22:9, onde Paulo relata este incidente, as mesmas traduções rezam que, embora vissem a luz, ‘não ouviram a voz’. Entretanto, na primeira referência, a palavra grega para “voz” está no genitivo, mas na segunda ocorrência, está no caso acusativo, como se acha em Atos 9:4. Por que a diferença? Nenhuma é transmitida nas traduções acima em português, todavia o grego, pela mudança de caso, indica certa diferença. Os homens ouviram literalmente “da voz”, mas não a ouviram do mesmo modo que Paulo, isto é, ouvir e entender as palavras. Assim, a Tradução do Novo Mundo, atenta ao uso do genitivo em Atos 9:7, reza que os homens com ele estavam “ouvindo, deveras, o som duma voz, mas não observando nenhum homem”.

      A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO EM OUTRAS LÍNGUAS

      19. (a) Como se tornou possível que muitos mais dentre a população da terra usufruíssem os benefícios da Tradução do Novo Mundo? (b) Qual o total de exemplares da Tradução do Novo Mundo impressos pela Sociedade Torre de Vigia até 1989?

      19 Em 1961, foi anunciado que a Sociedade Torre de Vigia dos EUA passava a verter a Tradução do Novo Mundo em outros seis dos idiomas mais falados, a saber, alemão, espanhol, francês, holandês, italiano e português. Esta obra de tradução foi confiada a tradutores peritos e dedicados, todos trabalhando juntos na sede da Sociedade Torre de Vigia em Brooklyn, Nova Iorque. Serviram como uma grande comissão internacional trabalhando sob direção competente. Foi em julho de 1963, na Assembléia “Boas Novas Eternas” das Testemunhas de Jeová, em Milwaukee, Wisconsin, EUA, que os primeiros frutos desta obra de tradução tornaram-se disponíveis, quando a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs foi lançada simultaneamente nos seis idiomas mencionados. Assim, os habitantes da terra que falavam idiomas diferentes do inglês podiam começar a usufruir os benefícios desta moderna tradução. Desde então, a obra de tradução tem continuado, de modo que, por volta de 1989, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas já fora publicada em 11 idiomas, com mais de 56.000.000 de exemplares impressos.f

      GRATIDÃO PELO PODEROSO INSTRUMENTO

      20, 21. De que formas notáveis esta tradução das Escrituras inspiradas traz proveito ao cristão?

      20 A Tradução do Novo Mundo é deveras um poderoso instrumento para demonstrar que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa”. Com base nos pontos considerados neste estudo, podemos avaliar que ela é precisa e fidedigna e que pode proporcionar genuíno deleite àqueles que desejam ouvir a Deus falar animadoramente ao homem, em linguagem moderna e vívida. A linguagem da Tradução do Novo Mundo é espiritualmente estimulante e coloca prontamente o leitor em sintonia com a expressão dinâmica das Escrituras inspiradas originais. Não mais precisamos ler e reler versículos a fim de entender frases obscuras. Fala com força e clareza desde a primeira leitura.

      21 A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é uma tradução fiel da Palavra de Deus, “a espada do espírito”. Como tal, é deveras uma arma eficaz na guerra espiritual do cristão, uma ajuda ‘para demolir falsos raciocínios fortemente entrincheirados e raciocínios levantados contra o conhecimento de Deus’. Quão bem nos habilita a declarar, com melhor entendimento, as coisas proveitosas e edificantes, as gloriosas coisas relacionadas com o Reino de justiça de Deus — sim, “as coisas magníficas de Deus”! — Efé. 6:17; 2 Cor. 10:4, 5; Atos 2:11.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar