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    • em transmitir o sentido correto, em vez de ser literal.

      Por volta de 245 EC, Orígenes, o famoso perito de Alexandria, Egito, terminou uma gigantesca versão múltipla das Escrituras Hebraicas, chamada de Hexapla (que significa “sêxtupla”). Embora ainda existam fragmentos dela, nenhum manuscrito completo dela conseguiu sobreviver. Orígenes organizou o texto em seis colunas paralelas que continham (1) o texto hebraico consonantal; (2) uma transliteração do texto hebraico para o grego; (3) a versão grega de Áquila; (4) a versão grega de Símaco; (5) a Septuaginta, revisada por Orígenes a fim de corresponder mais de perto ao texto hebraico; e (6) a versão grega de Teodocião. Nos Salmos, Orígenes empregou versões anônimas, que ele denominou de Quinta, Sexta e Sétima. A Quinta e a Sexta também foram utilizadas em outros livros.

      VERSÕES ANTIGAS DAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS

      Traduções das Escrituras Gregas Cristãs para o siríaco (dialeto aramaico) foram produzidas a partir do século II. Uma versão siríaca de especial destaque é o Diatéssaron (Diatessarão; ‘entre os quatro’), de Taciano, uma harmonização dos Evangelhos que data do século II EC. É possível que tenha sido escrita originalmente em Roma, em grego, e, mais tarde, traduzida para o siríaco, na Síria, pelo próprio Taciano, mas isto é incerto. O Diatéssaron ainda existe atualmente numa tradução em árabe, além de num pequeno fragmento de velino do século III, em grego, e numa tradução armênia de um comentário do século IV, nele constante, que contém extensas citações de seu texto.

      Hoje só existem manuscritos incompletos de uma versão em siríaco antigo dos Evangelhos (uma tradução diferente do Diatéssaron), os Evangelhos siríacos curetoniano e sinaítico. Embora tais manuscritos talvez fossem copiados no século V, provavelmente representam um texto siríaco mais antigo. A versão original pode ter sido feita do grego por volta de 200 EC. É bem provável que certa vez existissem versões em siríaco antigo de outros livros das Escrituras Gregas Cristãs, mas não mais existem manuscritos delas. Todos os livros das Escrituras Gregas Cristãs, exceto Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação (Apocalipse) foram incluídos na versão Pesito, siríaca, do século V. Por volta de 508 EC, Filoxeno, bispo de Hierápolis, mandou que Policarpo fizesse uma revisão das Escrituras Cristãs da Pesito, e esta foi a primeira vez que Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação foram acrescentadas a uma versão em siríaco.

      Já em fins do século II EC as Escrituras Gregas Cristãs haviam sido traduzidas para o latim. Estavam também disponíveis em egípcio por volta de meados do século III.

      VERSÕES ANTIGAS DA BÍBLIA INTEIRA

      A versão Pesito, siríaca, dos povos de língua siríaca que professavam o cristianismo, gozava de utilização geral a partir do século V EC. O nome “Pesito” significa “simples”. A parte das Escrituras Hebraicas era basicamente uma tradução do hebraico, feita provavelmente no decorrer do século II ou III EC, embora uma revisão posterior envolvesse a comparação com a Septuaginta. Ainda existem numerosos manuscritos da Pesito, o mais valioso deles sendo um códice do século VI ou VII preservado na Biblioteca Ambrosiana em Milão, Itália. Certo manuscrito do Pentateuco (que omite Levítico), da Pesito, possui uma data que corresponde a 464 EC, o que o torna o manuscrito bíblico datado mais antigo, em qualquer idioma.

      Versões em latim antigo

      Estas provavelmente apareceram a partir da parte final do século II EC. A Bíblia inteira em latim já parece ter sido utilizada em Cartago, África do Norte, pelo menos por volta de 250 EC. As Escrituras Hebraicas foram traduzidas da Septuaginta (ainda não revista por Orígenes) para o latim antigo, mas as Escrituras Cristãs foram traduzidas do grego. Ê possível que tenham sido feitas várias traduções, ou que, pelo menos, diversos tradutores trabalhassem com a versão para o latim antigo. Os peritos às vezes se referem a três tipos básicos de texto em latim antigo: o africano, o europeu e o italiano. Não existem mais quaisquer manuscritos completos; apenas cerca de trinta fragmentos.

      A “Vulgata” latina

      A Vulgata latina (Vulgata Latina) é uma versão da Bíblia feita inteiramente pelo mais destacado perito bíblico daqueles tempos, Eusébio Jerônimo, de outra forma conhecido como Jerônimo. Ele empreendeu inicialmente uma revisão da versão em latim antigo das Escrituras Cristãs, comparando-a com o texto grego, começando com os Evangelhos, publicados em 383 EC. Entre c. 384 a 390, fez duas revisões dos Salmos no latim antigo, comparando-os com a Septuaginta, a primeira sendo chamada de Saltério Romano, e a segunda de Saltério Gálico, devido à sua adoção primeiramente em Roma e na Gália. Jerônimo também traduziu os Salmos diretamente do hebraico, esta obra sendo chamada de Saltério Hebraico. Não se tem certeza de exatamente quando ele concluiu sua revisão das Escrituras Cristãs em latim antigo. Ele começou a revisar a parte das Escrituras Hebraicas, mas, pelo que parece, jamais concluiu tal revisão, preferindo traduzi-las diretamente do hebraico (embora também consultasse as versões gregas). Jerônimo trabalhou em sua tradução do hebraico para o latim desde c. 390 a 405 EC.

      A versão de Jerônimo foi originalmente recebida com hostilidade generalizada e só gra- dualmente granjeou a aprovação geral. Vindo a gozar de posterior aceitação geral na Europa ocidental, veio a ser chamada de Vulgata, nome que indica uma versão comumente recebida (o termo latino vulgatus significando “comum, aquilo que é popular”). A tradução original de Jerônimo sofreu revisões, a Igreja Católica Romana fazendo da edição de 1592 a sua edição padrão. Ainda existem hoje milhares de manuscritos da Vulgata.

      Outras versões antigas

      À medida que o cristianismo se espalhou, outras versões antigas foram necessárias. Pelo menos no século II EC já se tinha feito a primeira tradução das Escrituras Gregas Cristãs para os nativos cópticos do Egito. Diferentes dialetos cópticos eram usados em diferentes áreas do Egito, e, com o tempo, foram produzidas várias versões cópticas. As mais importantes são a versão Tebaica ou Saídica do Egito Superior (no S) e a versão Boaírica do Egito Inferior (no N). Tais versões, que contêm tanto as Escrituras Hebraicas como as Gregas Cristãs, foram provavelmente produzidas nos século III e IV EC.

      A versão Gótica foi produzida para os godos no decorrer do século IV EC, enquanto ainda estavam estabelecidos na Mésia (Sérvia e Bulgária). Nela se omitem os livros de Samuel e os dos Reis, alegadamente removidos porque o bispo Úlfilas, que fez a tradução, julgou que seria perigoso incluir, para a utilização dos godos, estes livros que consideravam a guerra e que continham informações contra a idolatria.

      A versão Armênia da Bíblia data dos séculos IV e V EC, e foi, provavelmente, preparada à base de textos tanto gregos como siríacos. A versão Georgiana, feita para os georgianos do Cáucaso, foi concluída em torno do fim do século VI EC, e, ao passo que revela influência grega, possui uma base armênia e siríaca. A versão Etíope, usada pelos abissínios, talvez tenha sido produzida por volta dos séculos IV ou V EC. Há diversas versões Árabes antigas das Escrituras. Traduções de partes da Bíblia em árabe podem datar até do século VII EC, mas o registro mais antigo é o de uma versão feita na Espanha, em 724 EC. A versão Eslava foi feita no século IX EC, e tem sido atribuída a dois irmãos, Cirilo e Metódio.

      Para maiores pormenores, veja Manuscritos da Bíblia; o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 291-322.

  • Vestido
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    • VESTIDO

      Veja TRAJE (VESTIDO).

  • Viagem
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    • VIAGEM

      Veja JORNADA.

  • Víbora
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    • VÍBORA

      [Heb., ’eph‘éh; tsiph‘oní; gr., ékhidna].

      Uma serpente venenosa, equipada de presas altamente especializadas que podem ser inclinadas para trás, junto ao céu da boca, quando não estão sendo utilizadas. A peçonha das víboras varia conforme o tipo, existindo vários deles na Palestina. Um dos mais perigosos é a pequena cobra da areia do vale do Jordão. O termo hebraico ’eph‘éh é comumente ligado ao árabe ’afa, que se refere à víbora-carenada, perigosa cobra das arenosas planícies de Jericó.

      Em Jó 20:16 faz-se alusão à potência da peçonha da víbora, Zofar ali mencionando “a língua duma víbora” como tendo poder de matar. Tendo naufragado na ilha de Malta, o apóstolo Paulo estava juntando alguns gravetos e colocando-os sobre uma fogueira quando uma víbora saiu e agarrou-se à mão de Paulo. Não obstante, Paulo “sacudiu a bicha venenosa para dentro do fogo e não sofreu dano”, embora as pessoas que estavam ali perto esperassem que Paulo inchasse devido à inflamação ou morresse subitamente. — Atos 28:3-6.

      EMPREGO ILUSTRATIVO

      A perigosa mordida da víbora é empregada de modo ilustrativo em Provérbios 23:32, ondo o sábio descreve os efeitos da ingestão excessiva de vinho, afirmando: “Morde igual a uma serpente e segrega veneno igual a uma víbora [Heb., tsiph’oní].” Descrevendo a iniqüidade que o povo de Deus, Israel, viera a praticar, escreveu o profeta Isaías: “Ovos duma cobra venenosa é o que eles chocaram . . . Qualquer que comia dos seus ovos morria e o ovo esmagado era chocado para resultar numa víbora.” (Isa. 59:5) A maioria das cobras são ovíparas, e, ao passo que a maioria das víboras não são ovíparas, certas espécies o são.

      João, o Batizador, chamou os fariseus e os saduceus de “descendência de víboras”. (Mat. 3:7; Luc. 3:7) E Jesus Cristo chamou os escribas e fariseus de “descendência de víboras” por causa da iniquidade deles e do mortífero dano espiritual que podiam causar às pessoas insuspeitas. — Mat. 12:34; 23:33.

  • Víbora-cornuda
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    • VÍBORA-CORNUDA

      [Heb., ‘akhshúv; shephiphón].

      A mais perigosa das víboras venenosas que povoam a Palestina, distinguindo-se por pequeno chifre pontiagudo acima de cada olho. O autor Raymond Ditmars relata que a víbora-cornuda (Cerastes cornutus) é encontrada no N da África, desde a Argélia até o Egito, e também na Arábia e no S da Palestina. Atingindo um máximo de c. 80 cm de comprimento, a víbora-cornuda apresenta um matiz pálido, cor de areia, e assim se oculta na areia, aguardando a presa. O olho destreinado acha dificílimo localizar uma víbora-cornuda à espreita.

      O veneno da víbora-cornuda é extremamente potente e pode ser fatal a um homem em questão de meia-hora. Davi menciona apropriadamente o homem violento como tendo aguçado a língua “como a duma serpente; a peçonha da víbora cornuda está sob os seus lábios”. — Sal. 140:3.

      Tem-se conhecimento de que a víbora-cornuda,

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