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A pureza do texto bíblico é ameaçadaDespertai! — 1980 | 22 de abril
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quarto século e, daí, com nossas Bíblias atuais? Não há exatidão em letra por letra, mas a mensagem é a mesma. Qualquer alteração é facilmente descoberta. A mensagem soa claramente.
Mais de 5.000 manuscritos gregos provêm amplos meios para virtualmente reconstruir o texto original. Frederic Kenyon, que tem gasto praticamente a vida inteira estudando estes manuscritos, concluiu:
“É realmente prova admirável da solidez essencial da tradição que, com todos estes milhares de cópias, remontando suas origens a partes tão diferentes da terra e a condições de natureza tão diversa, as variações do texto sejam inteiramente uma questão de detalhes, não de sentido intrínseco.
“E é tranqüilizador descobrir, ao final que o resultado geral de todas estas descobertas e de todo este estudo vem fortalecer a prova da autenticidade das Escrituras e nossa convicção de que temos em nossas mãos, em real inteireza, a genuína Palavra de Deus.” — The Story of the Bible, (A História da Bíblia), pp. 136, 144
A Bíblia se saiu duplamente vitoriosa! Sobrevive como livro e com um texto puro. Entretanto, parece razoável que sua sobrevivência com um texto refinado aconteceu meramente por acaso? É por simples acaso que um livro concluído há mais ou menos dois mil anos, e sujeito a intensas agressões, ainda exista, junto com milhares de cópias antigas, algumas remontando a talvez 25 anos de seus originais? Não é evidência abundante do poder Daquele de quem se diz: “A palavra de nosso Deus permanece eternamente”? — Isa. 40:8, Almeida, atualizada.
Ainda em nosso relato sobre a luta da Bíblia pela sobrevivência, existe um capítulo final. Como este livro, que “nasceu” no Oriente, conseguiu ser distribuído em línguas vivas até às partes mais distantes da terra? Também, qual é a razão todo importante por que Deus providenciou que a sua Palavra estivesse disponível às pessoas em toda parte?
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Um livro vivo alcança os confins da terraDespertai! — 1980 | 22 de abril
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Um livro vivo alcança os confins da terra
ELE conquistara a Europa e não temia ninguém. Nenhuma força oponente parecia invencível. Todavia, após considerar a história da Bíblia, Napoleão admitiu: “A Bíblia não é um mero livro, mas é um Ente Vivo, com poder que vence tudo o que se lhe opõe.”
Na verdade, é um livro que revelou ser indestrutível! E sua poderosa influência não se limita à sua terra de origem. Embora nascesse no Oriente Médio, a Bíblia alcançou um país após outro. “Aprendeu a falar” em centenas de idiomas ao próprio coração da humanidade. Entretanto, tal avanço em países de línguas desconhecidas não foi feito sem sérios problemas.
Nos Idiomas do Mundo
Entre fins dos séculos 15 e 19, o número de línguas que a Bíblia “falava” aumentou de 30 para mais de 450. Isso não foi tarefa fácil, pois os tradutores depararam amiúde com línguas não-escritas ou com línguas cujas estruturas eram totalmente desconhecidas, conforme explica Adoniram Judson, o tradutor da Bíblia em birmanês:
‘Quando encontramos letras e palavras, todas elas totalmente destituídas da mínima semelhança com qualquer língua com que já deparamos, e estas palavras não são claramente divididas, mas ajuntadas numa linha contínua, numa sentença ou parágrafo, parecendo aos olhos uma só palavra comprida; quando não temos nenhum dicionário e nenhum intérprete para explicar sequer uma palavra e precisamos entender alguma coisa da língua antes de podermos ter à nossa disposição a ajuda de um instrutor nativo — isto é trabalho!’
Contudo, houve outros obstáculos mais sérios.
A Bíblia em Chinês
Quando Robert Morrison começou, em 1807, a traduzir secretamente a Bíblia em Cantão, na China, teve de contender com certa lei chinesa que dizia: ‘A partir de agora, tais europeus que imprimirem secretamente livros e propagarem sua religião serão executados.’
Num armazém abandonado, vivendo em constante medo de detenção, ele terminou o livro de Atos. Mandou imprimir exemplares e os distribuiu livremente, com capas falsas, aos vendedores de livros. Para esconder os clichês de madeira, feitos à mão, ele os enterrou, só para descobrir mais tarde que os cupins haviam destruído todos eles! Mesmo assim, não desistindo de sua meta, completou com o tempo a Bíblia inteira.
Entretanto, sua tradução era numa linguagem literária, que não era falada pela maioria dos chineses, de modo que Isaac Schereschewsky começou a fazer uma versão no dialeto comum. Após ter apenas iniciado, uma doença da espinha dorsal o deixou completamente inválido. Ele só podia movimentar um dedo! Assim mesmo, prosseguiu a tradução. Com seu único dedo bom, ele datilografava, ao passo que seus ajudantes convertiam as palavras em caracteres chineses. Durante sete anos, segundo o livro Chinese Versions of the Bible (Versões Chinesas da Bíblia), ‘tinha literalmente um só objetivo — tornar inteligível a Palavra de Deus aos chineses. Dia após dia, sem descanso ou interrupção, ele labutou nisso’. Por fim, “a Bíblia de Um só Dedo”, como foi chamada, traduzia a Palavra de Deus para a língua falada por mais pessoas do que qualquer outra no mundo!
Os esforços decididos desses tradutores tornaram possível que várias partes da Bíblia estejam disponíveis atualmente em 1.660 idiomas. Apenas uma sociedade bíblica distribui atualmente mais de 200 milhões de exemplares por ano.
Está o Poder Dela em Declínio?
Mas será que a ampla divulgação da Bíblia garante que ela seja uma influência viva? Perguntou-se a uma mocinha se sabia alguma coisa que se encontra na Bíblia. A resposta lamentável que ela deu foi: “Sim, há um rabo prensado de um esquilo, uma rosa
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