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  • Traduzir a Bíblia — tarefa arriscada
    A Sentinela — 1975 | 15 de março
    • queimaram-se no lugar chamado St. Paul’s Cross, em Londres, exemplares da tradução de Tyndale. Perto do fim de maio, um edito real, apoiado pelas autoridades eclesiásticas, alistava as traduções de Tyndale das Escrituras, do hebraico e grego, entre os livros perniciosos e declarava: “Detestai-os, abominai-os; não os segureis nas mãos, entregai-os aos superiores, que os pedirem.” Quanto aos desobedientes a isso, o edito continuava: “Os prelados da igreja, tendo o cuidado e o encargo de vossas almas, deviam compelir-vos, e vossos príncipes, punir e corrigir-vos.” Fizeram-se esforços extensos para destruir as traduções na Inglaterra e no estrangeiro.

      Um dos motivos pelos quais Tyndale enfrentava oposição tão amarga era que não se apegava aos termos eclesiásticos, mas usava palavras que transmitiam o sabor da língua original. Por exemplo, usava “congregação”, não igreja; “superintendente”, não bispo, e “amor”, não caridade. O fato de a escolha de palavras por Tyndale chegar mais perto do grego original não valia nada para as autoridades eclesiásticas. Tyndale até mesmo expressara sua disposição de mudar tudo que fosse achado errado ou que pudesse ser traduzido de modo mais claro. As autoridades religiosas, porém, simplesmente não queriam que a Bíblia fosse lida pelo povo comum, que assim ficaria induzido a rejeitar suas interpretações eclesiásticas.

      Pouco depois, os trabalhos de Tyndale foram interrompidos. Certo Phillips fingiu-se amigo e depois o traiu aos seus inimigos. Tyndale foi então encarcerado no castelo de Vilvorde, perto de Bruxelas. Em setembro de 1536, foi executado por estrangulamento e queimado.

      Assim terminou a vida dum grande erudito, cujos trabalhos influenciaram a tradução da Bíblia para o inglês por quase os próximos 400 anos. Tyndale havia trabalhado sob o risco de sua vida, não para obter honra ou reconhecimento e posição pessoais, mas para tornar a Palavra de Deus disponível ao homem comum.

      A BÍBLIA EM CHINÊS

      Foi em 1807, cerca de 271 anos depois da execução de Tyndale, que Robert Morrison, missionário protestante, chegou a Cantão, na China. Em pouco tempo passou a trabalhar na tradução da Bíblia para o chinês. Morrison tinha algum conhecimento de chinês, mas precisava de ajuda adicional com a língua. Tal ajuda não estava prontamente disponível, porque a tradução para o chinês era um empreendimento arriscado, punível com a morte. Contudo, Morrison conseguiu obter a ajuda de dois eruditos chineses. Um deles ficou tão temeroso de ser preso e depois morto por tortura vagarosa, que carregava consigo veneno, para suicidar-se caso fosse apanhado.

      A cidade de Cantão estava então aberta aos estrangeiros apenas durante seis meses por ano, exigindo que Morrison partisse cada seis meses. No ínterim, Morrison morava na ilha de Macau. Tendo aceito o emprego de intérprete na Companhia das Índias Orientais, pôde voltar a Cantão.

      Durante o dia, enquanto trabalhava para a Companhia das Índias Orientais, Morrison cuidava dos negócios rotineiros e trabalhava num dicionário chinês-inglês e numa gramática chinesa. A noite, ele e seus ajudantes chineses trabalhavam na tradução da Bíblia.

      Em 1810, imprimiu-se o livro de Atos em chinês, com blocos de madeira produzidos à mão. Não querendo que estes blocos caíssem em mãos erradas, Morrison enterrou-os ao partir para Macau. Ficou muito desapontado quando, ao retornar seis meses depois, descobriu que os cupins haviam consumido os blocos.

      Apesar dos problemas e dos reveses, Morrison, com a ajuda de outro missionário, William Milne, terminou a tradução das Escrituras Gregas Cristãs em 1814. Até 1818, a Bíblia inteira já estava traduzida.

      Deveras, traduzir a Bíblia tem sido uma tarefa arriscada. Tradutores tais como Tyndale e Morrison eram homens dedicados e corajosos, dispostos a perseverar apesar de enormes obstáculos. O que faziam estava em harmonia com a vontade de Deus, de que todos os povos tivessem a oportunidade de obter um “conhecimento exato da verdade”. — 1 Tim. 2:3, 4.

  • ‘Apressa-se’ a obra de fazer discípulos na França
    A Sentinela — 1975 | 15 de março
    • ‘Apressa-se’ a obra de fazer discípulos na França

      QUANDO recentemente se fez a pergunta: “Qual é a atitude atual dos franceses para com a religião?” a cerca de cinqüenta testemunhas cristãs de Jeová que percorrem a França de um canto a outro a palavra que ocorreu mais vezes nas suas respostas escritas foi “indiferença”. Parece haver vários motivos para isso.

      Nos últimos anos, aumentou o nível de vida da maioria do povo francês. Para muitos, o materialismo tornou-se sua nova religião. Também, muitos franceses estão aborrecidos com a Igreja Católica, não por motivos genuinamente religiosos, mas por causa das mudanças que afetam costumes populares. Outros católicos, especialmente entre a geração mais velha, ficam aflitos com as mudanças mais revolucionárias dentro da Igreja, tais como a abolição da sexta-feira sem carne, a eliminação de “santos”, a rejeição de imagens, mudanças na Missa e o crescente envolvimento dos clérigos na política. Não obstante, grande número de pessoas na França, especialmente nas cidades menores e em regiões rurais, ainda se apegam à religião católica romana para os ritos tradicionais da família.

      Além da grande massa de católicos professos, a população francesa inclui cerca de um milhão de protestantes, vários milhões de pessoas que regularmente votam nos comunistas e um grande número de livres-pensadores ateus, muitos deles instrutores.

      Como reagem os franceses pertencentes a estas diversas religiões e escolas de pensamento à atividade das testemunhas de Jeová?

      Durante anos, as testemunhas de Jeová foram consideradas na França como seita protestante, insignificante, idéia que foi fomentada pelos sacerdotes católicos. Mas os protestantes aqui, embora muito orgulhosos de sua religião, fazem pouco ou nada para divulgá-la. Além disso, nos últimos anos, os protestantes franceses envolveram-se cada vez mais na política. Por estes motivos, sem se falar nas diferenças doutrinais, o povo francês dá-se conta de que as testemunhas de Jeová não são protestantes.

      O preconceito contra as testemunhas de Jeová desaparece mais difícil nas regiões rurais, mas ele é aos poucos vencido pelas visitas mais freqüentes das Testemunhas. Além disso, um crescente número de fábricas abrem suas portas em regiões rurais e os trabalhadores de outras partes, que conhecem as testemunhas de Jeová, ajudam a informar a população local sobre nós. Finalmente, com quase 57.000 pregadores ativos, bem mais de 100.000 pessoas freqüentando nossas reuniões e um número ainda maior tendo estudado a Bíblia conosco, são cada vez menos as famílias francesas que

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