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Mamão — fruta muito apreciadaDespertai! — 1979 | 8 de fevereiro
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tal idéia talvez não seja muito agradável, certamente poderia proteger seu organismo da invasão de parasitos. As sementes possuem um sabor pungente, não muito diferente do agrião ou dos rabanetes.
Sempre que saborear uma refeição pesada, rica em proteínas, coma uma fatia de mamão maduro. Poderá poupá-lo dum ataque de indigestão. Caso seja a cozinheira, envolva a carne crua em uma folha grande de mamoeiro, de um dia para o outro. Ficará surpresa diante de seu efeito amaciante. Os caçadores e as donas-de-casa, no Brasil interiorano, fazem isso há muito tempo. Quando matam um animal velho, envolvem sua carne rija em folhas de mamoeiro e, no dia seguinte, ela é tão tenra quanto a de um animal jovem. Uma galinha velha pode ser amaciada do mesmo jeito, ou por esfregar-se a carne com látex de mamão. Por esse motivo, a maioria dos produtos comerciais para amaciar a carne contêm papaína.
Mas, há outros benefícios. Será que alguém em sua família sofre de vez em quando com muito catarro? Bem, então, cozinhe flores de mamoeiro em água, açúcar queimado ou mascavo, e coe o xarope. Resulta num excelente xarope contra a tosse. No Brasil, muita gente simples coloca um pedaço de folha de mamão sobre feridas, para apressar a cura. Simplesmente amarram a folha diretamente sobre a ferida ou o machucado. Também, a polpa do mamão é usada, externamente, para tratar manchas da pele.
Agora que “conhece” muito melhor o mamão, deixe-nos lembrar-lhe onde o poderá encontrar. Embora parecido ao “melão”, não crescem em trepadeiras. Antes, olhe para o alto à procura deles, pois são frutas que dão em árvore.
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Médico avalia os riscos transfusionaisDespertai! — 1979 | 8 de fevereiro
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Médico avalia os riscos transfusionais
SOB a manchete “Os perigos da transfusão”, o Dr. Salomão A. Chaib escreveu para Shopping News de São Paulo:
“Não há dúvida que, em certos casos, há exagero no uso e abuso da transfusão. Talvez um controle mais rigoroso, para evitar perdas sanguíneas, reduzisse o número de transfusões.
“ . . . Inegavelmente, a transfusão é fator importante de segurança e muitas vezes recurso único para salvar uma vida em perigo. Entretanto, oferece certos riscos, como todos os transplantes; a transfusão não passa de um transplante. Pode ser responsável pela transmissão de muitas doenças como: sífilis, malária, hepatite, moléstia de Chagas, vírus; o sangue pode ter sido contaminado durante a colheita e conter bactérias e provocar infecção e septicemia [envenenamento sangüíneo].
“ . . . O sangue armazenado perde suas plaquetas e reduz a capacidade do recebedor de coagular seu sangue. Quando ministrado em grande quantidade, há maior hemorragia durante e após a operação. Cria-se um círculo vicioso, mais sangue recebido, mais hemorragia. . . .
“Convém estar atento para o fato de que pessoas que já tomaram muitas transfusões desenvolveram anticorpos contra sangue estranho e não devem doar sangue ou mesmo receber, a não ser com cuidado e observação para surpreender alguma reação. . . .
“Mas o pior dos acidentes é a transfusão de sangue incompatível. Provoca inevitavelmente choque, falta de ar, febre e tremores. Glóbulos vermelhos são destruídos, o doente passa a urinar sangue, há lesões dos rins, pode haver uremia [doença causada devido à insuficiência renal]. No doente anestesiado, essas reações são difíceis de serem percebidas, pois estão mascaradas pela anestesia; o cirurgião atento notará que as partes cortadas começam a sangrar abundantemente, o sangue baba e embebe tudo, o que pode ser um sinal de alarme. Felizmente, tratado a tempo, quase sempre o organismo se recupera, se os rins não forem muito lesados.
“Nos Estados Unidos, com todo o rigor da técnica, fazem-se cerca de 8 milhões de transfusões de sangue por ano, com incidência de 160.000 casos de reações. Em nosso País, [o Brasil], a porcentagem deverá ser, sem dúvida, maior.”
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