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O tratamento médico com sangue — uma questão emocionalDespertai! — 1979 | 8 de novembro
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fígado, mediante transfusões de sangue contaminado”.
As transfusões de sangue são também responsáveis pela transmissão de muitas outras doenças que afligem e matam milhares de pessoas cada ano. Adicionalmente, muitos pacientes apresentam reações pós-transfusionais adversas, que às vezes resultam fatais. “Na área de Miami, [Flórida, EUA]”, comenta o Dr. Charles Gilpin, “cerca de uma dentre cada 10 transfusões apresenta algum tipo de reação”.
Assim, quão grandes são os perigos? O Southern Medical Journal (Jornal de Medicina do Sul), de abril de 1976, sugeriu que o cálculo “entre 3.000 e 30.000 mortes atribuíveis às transfusões” cada ano é provavelmente um cálculo conservador. Todavia, tais estatísticas são apenas para um país — os Estados Unidos! Por conseguinte, poderá culpar as pessoas informadas de hesitarem em tomar transfusões de sangue?
É óbvio, contudo, que se perder muito sangue, a pessoa morrerá. As transfusões de sangue, afirmam a maioria dos médicos, poderão salvar tais pessoas que, de outra forma, morreriam. Embora isso possa ser verdade, as Testemunhas de Jeová se recusam a tomar transfusões de sangue. O motivo é que encaram a sério a seguinte ordem da Bíblia para os cristãos: Persisti em “vos absterdes . . . de sangue”. (Atos 15:28, 29) A obediência a tal ordem, às vezes, as tem colocado em desacordo com o tratamento médico popular, criando uma questão emocional.
No entanto, há formas alternativas de tratamento, e estas não apresentam os perigos das transfusões de sangue. As Testemunhas de Jeová aceitam tais processos médicos, que amiúde se têm provado salvadores de vidas. Muitos médicos talvez achem que estão plenamente informados sobre a questão do sangue, mas talvez não disponham de todos os fatos. Considere só a experiência de um ex-chefe de equipe dum hospital do Texas, EUA.
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O que aprendi sobre o sangueDespertai! — 1979 | 8 de novembro
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O que aprendi sobre o sangue
Um cirurgião conta sua história
COMO médico, mantinha movimentada clínica geral em Dallas, Texas, EUA. Amiúde, às 7 da manhã já estava na sala de cirurgia, junto à mesa cirúrgica, do outro lado de meus colegas cirurgiões, com o gorro e o avental dum traje cirúrgico verde-claro. Lembro-me, em especial, duma cesariana que realizamos em 1965, como se acontecesse ontem.
A operação ia bem. Roy tinha feito rápida incisão, não encontrando grave hemorragia. Agora, diante de nós, estava o
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