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  • A cortesia compensa
    Despertai! — 1979 | 8 de março
    • “Como motorista de ônibus, encontro todos os tipos de pessoas, desde as calmas e corteses até as rudes e irritadiças. Não é de admirar que muitos de meus colegas de trabalho fiquem incitados e respondam. No entanto, decidi aplicar as maneiras cristãs.

      “Por que não devo ajudar a alegrar os passageiros? Não custa nada ser prestimoso. Assim, quando alguém me pede parar num certo ponto, eu o chamo, agradeço-lhe por ter viajado comigo e lhe desejo um bom dia. Os sorrisos e agradecimentos retribuídos são uma agradável recompensa.

      “Os comentários se espalharam sobre o ‘feliz motorista de ônibus’, e a administração da empresa recebeu várias cartas comentando minha atitude. Por exemplo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres escreveu: ‘De todos [os motoristas], um me chamou a atenção e merece especial destaque pela maneira como se comporta, seja na direção do veículo, seja no trato com os passageiros e do público em geral (transeuntes), e ainda, no respeito ao Regulamento do Trânsito, o que deveras impressiona, levando em consideração a época conturbada que vivemos e a onda de abusos e indisciplina que se vem verificando em todos os setores de atividade. . . . Procurei saber quem era e qual o seu nome para recomendá-lo a V. S.ª como digno de toda a atenção e consideração, como bom motorista que é, em todos os sentidos que se queira interpretá-lo, seja como pessoa humana, seja como profissional.’

      “Visto que já cheguei à idade de aposentadoria, decidi tirar férias. No entanto, o dono da empresa de ônibus me pediu voltar ao trabalho, pois os passageiros se queixavam da minha ausência.

      “Recentemente, o jornal local me entrevistou e quis saber a razão de meu comportamento incomum. O texto que publicaram rezava: ‘Integrante da Organização religiosa “Testemunhas de Jeová”.’ A manchete dizia: ‘Comportamento. Em cada parada, os cumprimentos do chofer que não perde a linha.’ Que surpresa tive quando recebi o diploma de destaque do ano na cidade, ao lado de médicos, engenheiros, dentistas, etc.! Sinto-me feliz pelo treinamento cristão recebido para me fazer apreciar o valor da amabilidade. Só posso dizer que a cortesia compensa.”

  • Transfusões de sangue: por que muitos adotam novo enfoque
    Despertai! — 1979 | 8 de março
    • Transfusões de sangue: por que muitos adotam novo enfoque

      “ESPALHAM O AVISO SOBRE AS TRANSFUSÕES.” Com tal título, um artigo de Medical World News (Notícias Médicas Mundiais), de 28 de novembro de 1977, informou a milhares de médicos dos Estados Unidos:

      “Este mês, 370.000 médicos e autoridades hospitalares dos E. U. estarão recebendo um folheto de bolso, de 64 páginas: As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue. Um milhão de enfermeiras registradas obterão o mesmo opúsculo; também, 320.000 advogados e juízes de todas as instâncias, todos através de entrega pessoal por parte de Testemunhas voluntárias.”

      Mas os profissionais nos Estados Unidos foram apenas uma fração do total alcançado. O material também foi provido na Alemanha, Brasil, Canadá, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Japão, Portugal, Suécia e em muitos outros países.

      Todos estamos interessados em nossa saúde, consciência e nossos direitos fundamentais. Mas talvez perguntemos: Por que se empreendeu tão ampla campanha? Era importante? Como foi que reagiram os da classe médica e jurídica? Quais foram os resultados?

      Conforme observado por Medical World News, a campanha especial teve que ver com um novo folheto (e um volante de quatro páginas, para ser incluído na ficha médica do paciente), explicando por que milhões de cristãos, em toda a terra, não aceitam as transfusões de sangue. Esse material também abrangeu as implicações morais e éticas, vitais para os pacientes e os médicos, e apresentou evidência, que dava em que pensar, de que o uso de terapias alternativas, ao invés de transfusões de sangue, conta com sólida base médica.

      Qual Foi a Acolhida?

      Depois de ler tais informações, um especialista em medicina interna em Berlim, Alemanha, disse: “Acho que tais explanações são de grande importância para todo médico. Pela primeira vez entendo sua atitude, que agora posso apreciar e respeitar.”

      O chefe duma clínica médica no norte de Indiana, EUA, disse à Sra. Don Hahn: “As informações contidas nele são maravilhosas.” Com efeito, disse que havia solicitado aos médicos associados que o lessem. Semanas mais tarde, Fletcher Earles precisou de uma operação e consultou um dos outros médicos. Qual foi sua reação? “Não haverá nenhum problema.” O médico disse que o chefe da clínica fez com que todos estudassem juntos o opúsculo. Qual o resultado da operação sem sangue? Excelente.

      Em Curaçau, Antilhas Neerlandesas, um dos principais cirurgiões disse a T. R. Yeatts: ‘Eu já tenho um exemplar do folheto e já o examinei todo. Vocês estão certos; o sangue é perigoso.’ Disse que ele, também, fora operado pelo Dr. Denton Cooley (do Texas, EUA), e, assim, lera com interesse os recentes relatórios de centenas de casos de operações a coração aberto que o Dr. Cooley havia realizado sem usar sangue. O médico sentiu-se movido a oferecer uma contribuição generosa para a obra das Testemunhas.

      Naturalmente, as reações variaram. Muitos médicos, advogados e juízes simplesmente mostraram polidez, aceitando o material e prometendo lê-lo. Pequeno número reagiu de forma mui desfavorável, tal como por dizer que eram membros firmes de tal e tal igreja, e não liam nada de outra religião. Ou houve um médico, em Seattle, Washington, EUA, que disse, bem zangado: “Ganho a vida dando transfusões de sangue; assim, não estou disposto a ler isso!”

      Tratava-se, porém, de exceções. Muitos sentiram de imediato o valor do material. Ao ver o título, um professor de pediatria da Universidade do Novo México, EUA, bateu palmas e disse:

      “Eu realmente aprecio isto. Tentávamos ensinar os nossos médicos a adotar uma posição mais liberal para com as Testemunhas de Jeová; mas, francamente, não estávamos seguros de exatamente qual era nossa própria posição. Precisávamos de algo justamente assim.”

      Houve médicos que ficaram tão deleitados com As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sanque que falaram de forma entusiástica sobre o mesmo com seus colegas. Certo médico de Los Ângeles, Califórnia, EUA, recebeu o folheto e, duas semanas mais tarde, entrou-se em contato com um de seus colegas. Quando este segundo médico viu o folheto, comentou: “Estava preocupado se haviam esquecido de mim. Tenho esperado o meu folheto desde que tanto ouvi falar nele! Vou lê-lo logo, e daí o guardarei em minha biblioteca para uso futuro.”

      Difundido e Acolhido

      Muitas publicações médicas observaram essa campanha educativa. Exemplificando: Patient Care (15 de dez. de 1977) publicou um artigo sobre os usos do sangue, mas adicionou um destaque especial intitulado “Quando os princípios religiosos proíbem a transfusão de sangue.” Após mencionar que as Testemunhas de Jeová recusam o sangue por motivos religiosos e assinarão um formulário, aprovado pelos médicos, isentando a equipe médica e o hospital de qualquer responsabilidade, a revista instava com os leitores que obtivessem dos editores um exemplar do novo folheto. The Journal of the Medical Society of New Jersey, em sua edição de janeiro de 1978, reimprimiu, palavra por palavra, o volante de quatro páginas que cada Testemunha assinará e pedirá a seu médico que inclua em seu fichário médico.

      Quando um médico de San Antonio, Texas, EUA, ouviu Patsy Cross mencionar o sangue, disse: “Sou o encarregado do banco de sangue daqui. O que é que tem?” Ao começar a explicar que era Testemunha de Jeová, ele a interrompeu, contente: “Fiquei imaginando quando é que viriam! O aviso foi publicado em Texas Medicine, de que nos estariam visitando com algum material. Estou ansioso de obtê-lo. Já vi e li parte deste livro e estou certo de que gostaria de ter um exemplar para mim mesmo. Estou interessadíssimo no aspecto histórico. Espero que todos obtenham um exemplar destes.”

      Literalmente vintenas de médicos, advogados, bibliotecários médicos e outros escreveram à Sociedade Torre de Vigia pedindo exemplares. Por exemplo, nos EUA, um professor-adjunto de filosofia escreveu de Pittsburgo, Pensilvânia:

      “Ministro um curso de Ética Médica, e estou interessadíssimo em apresentar à turma os problemas que as Testemunhas de Jeová têm em recusar as transfusões de sangue. Apreciaria receber uma cópia do opúsculo.”

      Outros responderam por carta, depois de lerem o folheto. O Dr. L. H. Cohn, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Harvard, escreveu:

      “Prezados Senhores,

      Recentemente recebi material médico a respeito da relação das Testemunhas de Jeová com a questão das transfusões de sangue. Certamente aprecio ter recebido tais informações, e serão de grande ajuda nos problemas que exigem cirurgia de coração aberto. Temos feito várias operações cirúrgicas de coração aberto sem usar sangue, para muitos pacientes, não apenas para as Testemunhas de Jeová, mas temos operado vários de seus seguidores. Mais uma vez, obrigado.”

      O Dr. Richard Roelofs, Graduado em Bioética, do Hospital e Centro Médico Montefiore, escreveu-nos:

      “Li, com grande interesse, sua publicação recente . . . As questões e argumentos considerados nesta publicação dizem respeito, não só aos médicos, mas também aos administradores hospitalares e aos advogados e filósofos empenhados no estudo da ética médica. Eu bem que poderia utilizar uns 25 exemplares adicionais.”

      Muitos outros hospitais e médicos entraram em contato com as congregações locais das Testemunhas de Jeová, expressando seu apreço e dando certeza de sua disposição de cooperar. Isto até mesmo ocorreu com médicos que as Testemunhas não puderam contatar pessoalmente, e assim, tiveram de deixar tal material com a recepcionista ou enfermeira.

      Alguns contaram o excelente êxito que tiveram ao tratar as Testemunhas de Jeová. Um obstetra-ginecologista de Delaware, EUA, relatou:

      “Uma Testemunha grávida me foi trazida à sala de emergência do hospital, onde eu trabalhava. Tinha uma hemorragia que parecia originar-se da complicação conhecida como placenta prévia. Embora a equipe já tivesse realizado o teste cruzado para uma transfusão, eu respeitei suas convicções e tratei seu estado de choque. Quando o exame indicou que seria necessária uma operação cesariana de emergência, eu a realizei. Sua ‘contagem globular’ atingiu o ponto crítico de 3 gramas, e a equipe telefonou para um juiz e, pelo telefone, conseguiu uma ordem judicial para lhe ministrar sangue. Mas eu recusei isso por causa das convicções religiosas dela e me advertiram que poderia ser preso por desrespeito à autoridade judicial. Com dextrana e injeções de ferro, ela melhorou; seu nível de hemoglobina subiu. A mãe e seu filho saudável tiveram alta hospitalar em boas condições.”

      Um médico da equipe da faculdade de medicina da Universidade da Califórnia apreciou o folheto e relatou:

      “No ano passado, um dos mais notáveis professores de cirurgia [daqui] realizou a operação tremendamente difícil de Whipple, para remoção do câncer da Ampola de Vater sem transfusão de sangue, devido à insistência do paciente. Sinto-me feliz de relatar que o paciente apresentou excelente recuperação.”

      É “tremendamente difícil” porque envolve extensiva cirurgia abdominal e a reconstrução dos órgãos internos. Todavia, este médico escreveu que ela está sendo feita com êxito, confirmando o conceito “de que, ‘com calma, extrema cautela e certa medida de perícia, além de boa comunicação com o anestesista’ é possível operar com êxito as Testemunhas”.

      Profissionais Desejosos de Ajudar

      Muitos profissionais mostraram tanto apreço que ajudaram as Testemunhas de Jeová a realizar cabalmente a campanha.

      Um hospital, na Terra Nova, contatou nosso escritório ali e solicitou “300 folhetos para distribuição às enfermeiras do hospital”. Um médico da Universidade Memorial, de lá, desejava 65 exemplares adicionais para todos os estudantes de medicina. De Auburn, Nova Iorque, EUA, chegou um relatório de uma estudante de enfermagem que quase concluíra seu curso. Ela estava tão entusiasmada com tais informações e tão desejosa de partilhá-la com outros que “ela levou o folheto para a faculdade e o mimeografou na inteireza. Para benefícios de outras estudantes de enfermagem, ela colocou cópias no quadro de informações”.

      Quando se perguntou a um representante do Hospital da Universidade de San Diego, Califórnia, EUA, quantos outros folhetos ele queria, a resposta foi 300, ‘de modo que todos os chefes de departamento e outros que precisem dessas informações as obtenham’. A Testemunha que fazia a visita só dispunha de 50, naquela ocasião, e teve de voltar depois com mais 250. Um administrador hospitalar em Ann Harbor, Michigan, solicitou 66 exemplares do folheto e dos volantes. Daí, enviou um memorando a todos os demais administradores, a respeito da visita que receberiam. A Testemunha que fez tais visitas relatou: “Recebi uma acolhida calorosa e cordial. Eles obtiveram, cada um, de 30 a 40 exemplares. Disseram-me, também, que tornariam este assunto conhecido, através de suas reuniões regulares.”

      Um grande hospital de Los Ângeles, Califórnia, EUA, desejava 800 folhetos para distribuir junto com seus cheques de pagamento. Um administrador do Hospital das Clínicas de Harbor, EUA, relembrou sua experiência com uma Testemunha que era portadora de uma doença em fase final. Depois de cada uma de quatro operações, ‘ela havia calmamente sustentado sua posição quanto ao sangue, explicando suas razões bíblicas para isso’. Ele admirou tanto a coragem e atitude positiva dela que, quando ela finalmente morreu, ele foi ao enterro dela, a Testemunha sendo a única paciente a cujo enterro ele compareceu. Ele queria 50 exemplares do folheto para os chefes de departamentos e seus assistentes.

      Também as enfermeiras se beneficiaram de tal ajuda. Ao invés de conceder apenas os poucos minutos solicitados, um administrador de Missúri gastou uma hora e meia indagando a Testemunha visitante. Expressando apreço por “tal entendimento necessário”, esse administrador certificou-se de que toda enfermeira obtivesse um folheto. Daí, fez arranjos para que três Testemunhas “falassem, por uma hora e meia, a todas as enfermeiras, dos três turnos. O hospital até mesmo pagou as horas das enfermeiras”.

      Ajuda de outro tipo proveio de uma dirigente de uma associação de enfermeiras do Arizona, EUA. “Impressionadíssima” com esse material, ela forneceu 555 etiquetas de endereços, de modo que todas as enfermeiras pudessem receber um exemplar.

      Influiu nos Conceitos Profissionais?

      O objetivo de se distribuir tal material sobre o sangue foi primariamente informativo. Todavia, muitos profissionais formaram novos conceitos.

      A Sra. Beverly Perrin deixou um opúsculo com seu pediatra. Um mês depois, ela levou sua menina de 5 anos, Joy, para um exame geral. O médico lhe disse: “A senhora sabe que não pude deixar de achar que quem escreveu aquelas informações deveria ser o embaixador dos Estados Unidos. Expressaram-se de maneira tão branda. Trata-se dum assunto sensível; todavia, depois de o ler, poderia facilmente ficar convencido.”

      A Sra. Robert Cartwright precisava de uma grande cirurgia. Consultou um cirurgião, em Filadélfia, Pensilvânia, EUA, mas este lhe disse de modo enfático que nem sequer tocaria numa Testemunha de Jeová. Ele concordou, porém, em tentar encontrar outro cirurgião, e aceitou o folheto Sangue. Semanas depois, o casal Cartwright o viu de novo. Ele não tinha conseguido outro cirurgião, mas disse que ele mesmo faria a operação. Por quê? Ele explicou que “lera o folheto e entendera o ponto destacado. Ele dependeria e confiaria em sua própria perícia cirúrgica para operar sem sangue”. A cirurgia correu bem e Janice Cartwright se recuperou rapidamente.

      A questão do sangue surgiu no Arizona, EUA, a respeito de uma menininha prematura, de um quilo e oitocentos gramas, com problemas no fígado. Seus pais, José e Carmen Sandoval, explicaram suas crenças ao médico. Afirmando não poder aceitar seus conceitos, o médico ameaçou recorrer a um tribunal para remover o bebê de sua custódia. Mas concordou em aguardar um pouco mais e ler o folheto. Ficou mui impressionado e mostrou uma atitude mudada. Com cuidados peritos o bebê melhorou e, agora, está “vendendo saúde”. E o médico? Ele disse ao casal Sandoval que, caso surgisse de novo a questão do sangue, ele estaria mais do que disposto a cuidar da menina.

      Uma paciente que precisava duma histerectomia explicou a um ginecologista de Pittstown, Nova Jérsei, EUA, que ela não podia aceitar sangue. Ele respondeu, tristonho: “Bem, trata-se de um risco a mais.” Todavia, concordou em operar e leu o folheto. A Testemunha relata:

      “Quando o médico entrou na sala de cirurgia e viu algumas unidades de sangue preparadas, disse em voz alta: ‘Que isto está fazendo aqui? A Sra. é Testemunha de Jeová e ela tem direito a recusar o sangue. É contra esse direito ter até mesmo isso aqui. Eu não o pedi e quero que seja retirado daqui.”

      Ela se recuperou e voltou para casa. Duas semanas depois, ela teve de telefonar a um especialista a respeito da remoção das amígdalas de sua filha. Ao ouvir falar em sangue, ele ficou bem transtornado e disse: “Não vou operar com as mãos amarradas!” Ela mencionou o ginecologista e sua própria operação, feita sem transfusão. Isso resultou na mudança do tom de voz. Mais tarde, o especialista removeu as amígdalas da jovem. Posteriormente, quando a mãe retornou ao ginecologista para um exame geral, ele perguntou: “Como foi a operação de sua filha?” Como veio a saber dela? Ele respondeu:

      “Quando a senhora disse ao médico dela pelo telefone, que eu fiz uma histerectomia sem sangue, quase o deixou louco. Ele veio até aqui todo transtornado. Mas eu o corrigi. Forneci-lhe seu folheto e lhe disse que ele não tinha nenhum direito de lhe impor as opiniões morais dele.”

      Sim, o primeiro médico ficou convicto, e ajudou a convencer o seu colega.

      Alguns meses antes da campanha, a Sra. Hilda Meeks explicou sua posição ao médico dela em Geneva, Ohio, EUA. Crendo que sua consciência o obrigaria a sobrepor-se ao ponto de vista dela, ele instou com ela a que procurasse outro cirurgião. Quando o folheto se tornou disponível, ela lhe levou um exemplar. Explica a Sra. Meeks:

      “Na manhã seguinte, a enfermeira do médico telefonou-me e me disse: ‘O doutor pediu que a senhora viesse aqui e apanhasse aquele folhetinho. Ele está cabalmente convencido de que poderá ficar de seu lado nesta questão’.”

      Uma semana depois de terem sido dados 100 folhetos aos estudantes e professores de medicina em Gotemburgo, Suécia, duas Testemunhas foram convidadas para uma palestra. Alguns estudantes mostraram-se muito críticos, especialmente sobre o direito de um genitor de decidir por filhos menores. Daí, um professor de cirurgia levantou-se e disse que o assunto estava sendo muito exagerado, que um grupo de cirurgiões e médicos principais tinha concordado que as transfusões de sangue raramente são necessárias, mesmo nos casos em que se tenha imposto o sangue a alguém. “O tempo vindica as Testemunhas de Jeová”, acrescentou ele.

      Mais Interesse nas Coisas Espirituais

      Vários médicos e advogados mostravam maior interesse nos assuntos espirituais, depois de lerem essa matéria, baseada na Bíblia.

      Desde que o folheto Sangue foi distribuído na Itália, uma Testemunha de Jeová tem considerado regularmente a Bíblia com um neurocirurgião, que comentou: “Depois de um dia pleno de trabalho, sempre lidando com corpos físicos, acho necessário interessar-me por coisas espirituais.” De Avellino, Itália, escreve uma Testemunha: “Iniciei um estudo bíblico regular com um médico [que leu o folheto]. É uma pessoa extremamente devotada a Deus, e disse-me: ‘Gostaria de ser um homem como o senhor, completamente dedicado a Deus e à Sua obra’”.

      Lorraine Sanchez apresentou o folheto a um advogado em Las Vegas, Nevada, EUA. Já tendo lido um exemplar, ele disse:

      “Depois de se estudar para ser advogado e passar nos exames, a pessoa realmente não sabe tudo que se precisa saber sobre a lei. Similarmente, acho que os médicos não sabem tudo que precisam saber sobre o sangue. O sangue de cada pessoa é ímpar. Agora estou começando a aprender o que Deus pensa sobre o sangue.”

      Continuou seus comentários sobre a situação mundial, o que levou a uma palestra sobre o que a Bíblia diz sobre estarmos vivendo nos “últimos dias”. A Testemunha deixou com ele o livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Quando, a convite dele, a Testemunha retornou, o advogado lhe disse:

      “Não tenho nenhuma objeção a nada do que li nesse livrinho. Verifiquei que algumas coisas são muito diferentes das crenças religiosas em que fui criado. Disse à minha esposa que quero ser Testemunha de Jeová. Gastei minha vida toda estudando estes livros todos [apontando para sua biblioteca jurídica], e decidi que não é tarde demais. Irei estudar a Bíblia.”

      O visitante explicou o serviço de estudos bíblicos que as Testemunhas de Jeová oferecem. Ele respondeu que sua esposa também estava interessada, e convidou a Testemunha a vir à casa deles e estudar com ambos.

      Advogados e Juízes

      Muitos outros, da classe jurídica, acolheram de forma favorável a campanha e as informações do folheto sobre o Sangue.

      Gregory King é um administrador ligado à Suprema Corte do Estado de Nova Iorque, EUA. Sendo Testemunha, forneceu um folheto a um dos ministros da Corte, que então indagou amplamente sobre o sangue. Por fim, o ministro mostrou-se surpreso, afirmando que jamais soubera que as Testemunhas aceitavam alternativas que não contenham sangue, e que ele imaginara, erroneamente, que estavam lutando por certo “direito de morrer”. O ministro comentou que a argüição, no tribunal, é usualmente unilateral. Achando que os outros ministros gostariam de ouvir o lado das Testemunhas, deu permissão para que se usasse o sistema de correspondência interna para chegar a todos os ministros.

      Aconteceu algo similar em Pasadena, Califórnia, EUA. Depois de ouvir o que havia no folheto, um juiz disse: “Sempre fiquei imaginando por que as Testemunhas de Jeová não aceitam transfusões. Agora acho que descobrirei isto.” Embora a Testemunha só lhe tivesse solicitado alguns minutos, o juiz considerou o assunto por mais de uma hora e tornou possível a entrega do folheto a todos os demais juízes sob sua supervisão.

      Depois de deixar um opúsculo com um advogado num bairro rico de Washington, D. C., EUA, Gladys Clemmons recebeu uma carta dizendo:

      “Li com real interesse a brochura que me deixou, explicando por que as Testemunhas se opõem a receber transfusões de sangue. Foi um artigo interessantíssimo e a explicação, creio eu, foi convincente.”

      Semelhantemente, um advogado num escritório dum Promotor Público dos EUA, escreveu:

      ‘Li com grande entusiasmo o panfleto que me deram na sexta-feira, 7 de outubro de 1977. As questões médico-legais suscitadas e respondidas nele me convenceram de que as Testemunhas de Jeová devem merecer toda oportunidade de ter a palavra final sobre se as transfusões de sangue devem ou não ser administradas a um membro. Creio que este é um privilégio fundamental garantido pela Constituição.’

      Um juiz da divisão do juizado de menores de Orlando, Flórida, EUA, comentou: “Sou forte adepto da liberdade religiosa. Acho que este folheto será de grande ajuda para mim, para que possa compreender seu conceito sobre a transfusão de sangue.” Outro de tais juízes, de Orlando, disse: “Estou muito feliz que vieram oferecer-me este folheto, porque não raro ficava imaginando por que as Testemunhas de Jeová não aceitam sangue. Com efeito, solicitei a meu ministro que me mostrasse, na Bíblia, mas ele disse que não sabia onde encontrá-lo.”

      Um juiz na Califórnia, EUA, disse a Ralph Hainsworth:

      ‘Nunca entendi por que as Testemunhas de Jeová recusam o sangue. Depois de ler o folheto, e examinar os textos, compreendi que se trata de pura e simplesmente um motivo religioso.’ Expediria um mandado judicial para impor o sangue? ‘Não, absolutamente; a questão não deve ser resolvida num tribunal. Trata-se duma questão religiosa e os tribunais não devem intervir.’ Que dizer do caso de um menor de idade? ‘Seria difícil, mas, novamente, depois de ler o opúsculo, os pais têm a responsabilidade quanto aos filhos, física e espiritualmente. Estou colocando o opúsculo em meus arquivos. O fato de que a questão do sangue é, primariamente, uma questão religiosa, e não médica, foi o que mais me impressionou.’

      Excelente Compêndio de Ensino

      Em muitos lugares, o material sobre o sangue será usado no ensino de estudantes de medicina e de advocacia.

      Camilo Iacoboni deixou dois folhetos com o médico encarregado da seção de enfermagem, na Universidade Estadual Towson, de Maryland, EUA. Quando voltou na semana seguinte, disseram ao Sr. Iacoboni que o pessoal do departamento tinha examinado a matéria e desejava 175 exemplares, um para cada estudante de enfermagem e membro do corpo docente. O médico disse: “Os folhetos serão usados como matéria suplementar para cada estudante, num curso que trata com as crenças religiosas e como influem no tratamento.”

      Que dizer dos médicos e advogados? Na universidade de Lubbock, Texas, EUA, o médico encarregado dos estudos da Faculdade de Medicina desejava um folheto para exame. Quando o Sr. L. St. Clair voltou, o médico o tinha considerado com o deão, e concluíram que, todo ano, os estudantes de medicina estudariam o folheto. Solicitaram 185 exemplares para começar, e alistaram um ministro local das Testemunhas como consultor, para explicar a posição bíblica aos futuros médicos. O Sr. St. Clair também entrou em contato com o deão da Faculdade de Direito, que decidiu: “Se fornecerem esses folhetos, nós o incluiremos em nossos estudos. Nós precisaremos de 465 folhetos.”

      O ministro que coordenou a campanha de folhetos em San Antonio, Texas, EUA, concluiu: “Em meus 60 anos de associação com as Testemunhas de Jeová, esta campanha foi a melhor demonstração de zelo e cooperação em se executar um grande projeto.”

      Que dizer de muitos profissionais que receberam o prestimoso material sobre o sangue? Um médico de Nova Iorque, EUA, escreveu:

      “Nós, do campo médico, compreendemos a importante obra feita pelas Testemunhas de Jeová na disseminação de seus conceitos. Elas têm exercido profunda influência sobre as idéias médicas.”

      Na verdade, esta campanha educativa mundial tem sido muito gratificante, em muitos sentidos.

  • A Comemoração da morte de Cristo
    Despertai! — 1979 | 8 de março
    • A Comemoração da morte de Cristo

      Em 1978, um total de 5.095.831 pessoas se reuniram para comemorar a morte de nosso Senhor Jesus Cristo, em 23 de março. Agora, em 1979, espera-se que um total tão grande como este, ou ainda maior, reúna-se para realizar a única Comemoração realmente ordenada por Jesus Cristo, ao dizer: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” — Luc. 22:19.

      Foi mediante a morte de Cristo que a humanidade foi resgatada da morte para a vida. Assim, a morte de Cristo em breve significará o alívio da doença, do sofrimento e da morte. Até nossos entes queridos mortos serão ressuscitados para viver numa terra restaurada em um paraíso. Assim, com todos estes aspectos positivos envolvidos, não é de se admirar que cada Testemunha de Jeová faça o máximo esforço de estar presente a uma de tais Comemorações, em seu Salão do Reino local, na quarta feira, 11 de abril, após o pôr-do-sol.

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