-
Dirigir com segurança — é premente necessidadeDespertai! — 1988 | 8 de janeiro
-
-
esforços, embora sejam muito elogiáveis, alcançam êxito? Notícias publicadas no jornal Glasgow Herald afirmam que tais iniciativas “não bastam para reduzir de modo significativo a incidência dos que dirigem depois de beber”.
Qual, então, é a solução para o problema do motorista que bebe? “Em última análise, temos de tornar o dirigir depois de beber algo anti-social”, conclui Peter Joslin, chefe de polícia do condado de Warwick, acrescentando: “Nosso único conselho é: ‘Não dirija depois de beber.’”
É esta uma orientação realística? Alguns países impõem de forma estrita seus regulamentos de trânsito, ministrando pesadas punições ao motorista embriagado. A legislação da Suécia dá poder às autoridades para confiscar o carro de um motorista perigoso, assim como tomariam o facão ou o revólver dum criminoso violento. A Associação Britânica de Magistrados alegadamente apóia um movimento para cassar os motoristas que não passam nos testes de bafômetro, sempre que, antes de o processo ser julgado, acredite-se que eles possam cometer de novo tais transgressões.
Há, contudo, mais coisas envolvidas em dirigir com segurança do que apenas permanecer sóbrio.
-
-
Evite a velocidade excessiva e a agressividade!Despertai! — 1988 | 8 de janeiro
-
-
Evite a velocidade excessiva e a agressividade!
“SE O carro fosse inventado hoje em dia, ele seria banido”, assevera Geoff Large, diretor-adjunto da RoSPA (Real Sociedade Para a Prevenção de Acidentes), da Grã-Bretanha, que cuida da segurança das estradas. “Jamais se permitiria vender algo que matasse e ferisse um terço de um milhão de pessoas, por ano, apenas neste país.”
Os fabricantes de veículos reconhecem o perigo em potencial de seu produto. Eles investem amplas somas, bem como fazem grandes esforços de aprimorar os acessórios de segurança incluídos nos carros modernos. Mas, como comenta a Sunday Express Magazine, de Londres: “Os motoristas cônscios da segurança sabem que a proteção do carro — e de seus ocupantes — não é algo que sai barato.” Embora a publicidade possa destacar os acessórios de segurança, o que capta a atenção do comprador? Não raro, é o desempenho do veículo, como ele atinge a velocidade máxima em tempo mínimo, sua potência, bem como suas linhas aerodinâmicas e aspecto esportivo.
O juiz aposentado, Richard Spiegel, crê que os motoristas alemães parecem “ter uma relação neurótica com a velocidade . . . que ainda é a causa mais freqüente de acidentes”. É esta atitude que, acredita ele, é explorada na “publicidade da indústria automobilística”. Dá-se isso também em seu país?
Outros fatores, tais como a crescente densidade de tráfego, e a decrescente qualidade da malha rodoviária, tornam o dirigir mais arriscado em muitos países. Notícias do Brasil focalizam os perigos dos cruzamentos não-sinalizados. “Nestas situações”, comenta o jornal de língua inglesa, Brazil Herald, “um ou mais motoristas subitamente ficam confusos,
-