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  • Despertai! — 1971
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Despertai! — 1971
g71 8/4 p. 19

Ferrovia elevada para os navios

Do correspondente de “Despertai!” na Bélgica

UM NAVIO de 1.350 toneladas flutuando dezoito metros acima da terra firme! E sem nenhuma das tradicionais comportas de um dique! Não, o leitor não está imaginando coisas. Está em Ronquiéres, na Bélgica.

Entre Bruxelas e Charleroi, este elo vital de uma via fluvial internacional permite que navios e barcaças de até 1.350 toneladas transponham, de um só passo largo, por assim dizer, a diferença em nível d’água de 68 metros. Mas, como se levam navios de um nível ao outro sem comportas e um canal marítimo?

Ao invés de canal marítimo elevado aqui, há leitos ferroviários paralelos, cada um tendo quatro trilhos. Enormes reservatórios de água, metálicos, com capacidade que varia em profundidade de 2,75 a 3,65 metros, correm nestes trilhos, cada um estando aparelhado de um jogo de roletes que consiste em 236 polias de pouco mais de 71 centímetros de diâmetro. Cada polia é capaz de transportar uma carga de 22 toneladas. Seis motores elétricos, desenvolvendo uma força total de 1.000 cavalos, acionam oito cabos de cinco centímetros de espessura, cada um tendo cerca de 1.600 metros. Por meio destes se elevam ou abaixam os reservatórios de água nos trilhos inclinados da ferrovia.

As docas nas duas extremidades do projeto, rio acima e rio abaixo, medem 305 metros de comprimento por 60 de largura. Os reservatórios, com 90 metros de comprimento por 12 de largura, ficam presos no prolongamento das docas, e podem ser manobrados independentemente um do outro — um subindo enquanto o outro desce, por exemplo. Cada reservatório pode acomodar um só navio de 1.350 toneladas ou diversas barcaças.

O navio flutua para dentro do reservatório submerso, em uma das extremidades do protejo, e então se fecham as portas tanto do canal como do reservatório. Daí, o reservatório leva sua carga flutuante para cima ou para baixo do declive que separa os dois níveis. Na outra extremidade, as portas do canal e do reservatório se abrem e o navio segue caminho. Quando em operação, o peso de um dos reservatórios varia de 5.000 a 5.700 toneladas.

Para assegurar a junção do dique superior com o real plano inclinado, há uma ponte de canal de 290 metros, sustentada por setenta colunas de dois metros de diâmetro, cada uma tendo 19 metros de altura. A parte elevada global deste projeto se estende por uns 700 metros. De modo que se pode ter uma vista particular de navios que flutuam e vão adiante, muito acima da terra firme.

Cuidou-se em especial de não estragar a beleza do panorama. Mas, houve problemas mais sérios a prever e resolver. Se faltar energia elétrica externa, por exemplo, a instalação possui sua própria usina hidrelétrica. Todas as operações intrincadas, mormente nas horas de grande movimento, são facilmente controladas à distância por telas de televisão. O ‘cérebro, do plano inclinado está alojado corrente acima numa sala de controle encimada por uma torre de 125 metros de altura.

Impedem-se os efeitos do congelamento por cobrirem-se as paredes externas dos reservatórios com material isolaste térmico. Para evitar a derrapagem no tempo frio, dispõe-se dum sistema de descongelamento dos cabos. Polias ou roldanas de segurança controlam o movimento dos reservatórios. O movimento d’água e dos navios nos reservatórios foi um problema dos mais delicados que tinham de ser resolvidos.

Um sistema de compensação corrige automaticamente qualquer desnível possível do solo em baixo ou dos trilhos inclinados. Cavilhas automáticas evitam quaisquer manobras falsas. Nos períodos de seca, reservatórios suplementares garantem o suprimento de água para todo o projeto, e, se necessário, podem mantê-lo em funcionamento por um mês.

Este notável produto da engenharia fez que se cortasse o número de comportas do canal de Bruxelas-Charleroi de cinqüenta e cinco para dez. Cortou pela metade o tempo necessário para se percorrer a distância entre Charleroi e Antuérpia, desta maneira reduzindo o custo de transporte em mais de três cruzeiros a tonelada.

O inteiro complexo se tornou, também, interessante atração turística, trazendo cada ano uma afluência de milhares de visitantes Em 1968, houve mais de 250.000, a maioria dos quais desfrutaram o inesquecível panorama que pode ser vislumbrado do alto da grande torre.

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