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Ornamentos vivos para seu larDespertai! — 1973 | 8 de janeiro
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Plantas Secas
Plantas secas são amiúde muitíssimo apreciadas como ornamentos. Vagens de leguminosas, folhas, líquens, amoras silvestres, tifas, todas elas podem tornar-se itens decorativos para seu lar. Um colecionador alerta de tais itens achará materiais úteis quase em qualquer parte: nos campos, jardins, matagais, até mesmo em seu próprio quintal.
Estróbilos de pinheiro, de abetos e de espruces podem ser usados para fazer lindos adornos. São abundantes nas áreas florestais. Um único estróbilo, talvez aspergido com tinta dourada, e colocado à base duma madeira exposta ao tempo constitui excelente adorno de mesa. Uma cesta de estróbilos bem formados, aspergidos com verniz claro para preservar sua cor natural constitui um atraente adorno para a mesa ou para a cornija da lareira. Adicione algumas brilhantes amoras silvestres secas em cachos, ou fruto da silva-macha, para ter mais cor.
Gramíneas ornamentais secas constituem lindos bouquês para o inverno. As sedosas plumas brancas da gramínea alta e seca dos pampas podem encher um canto vazio com um adorno dignificante. Cardos espinhosos são amiúde secados e espargidos com tinta para complementar o colorido de determinada dependência. Talvez a decoração mais simples de todas nesta categoria se ache na mostra de brilhantes folhas do outono.
Porongueiros ornamentais são naturais para as mesas do outono. De cores brilhantes, agradáveis em sua forma, surgem numa variedade que é quase ilimitada. O milho ornamental multicolorido também constitui excelente adorno de mesa na época da colheita.
Não resta dúvida de que o Criador revestiu a terra de miríades de plantas vivas e crescentes. Adicionar alguns destes adornos a nossas casas pode ajudar-nos a apreciar Seu interesse amoroso na terra e em seu futuro. Natural é que precise lembrar-se de que há coisas mais importantes na vida do que ornamentar sua casa com plantas. (Mat. 6:33) Na medida em que dispuser de tempo, contudo, poderá gozar os efeitos decorativos dos ornamentos vivos.
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“Táxi”Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
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“Táxi”
OS MOTORISTAS de táxi, ou choferes de praça, como são muitas vezes chamados, são em sua grande maioria gente amigável. Às vezes, têm experiências interessantes e incomuns, que se poderia dizer que são um dos dividendos de sua ocupação. Exemplificando: vêm a conhecer muitas das chamadas celebridades, famosos músicos e autoridades governamentais, bem como outras pessoas interessantes das muitas rodas da vida e de vários países, e, amiúde, conseguem conversar com elas. Tais experiências que os motoristas tiveram, desde 1907, quando apareceram pela primeira vez os táxis movidos a gasolina, bem que poderiam encher um livro.
Muito antes de os táxis virem a ser usados, a jinriquixá era popular no Oriente. Tratava-se dum veículo leve de duas rodas, puxado por um corredor entre duas lanças, bem parecido a um cavalo que puxava uma carruagem leve. Usualmente tinha teto para proteger os passageiros do sol ou da chuva. Uma vez muito popular, tem sido declarado ilegal em muitas cidades chinesas, à base de que ‘cavalos humanos’ não são dignificantes. Tem sido grandemente substituído pelo pedicab, um triciclo, que, por sua vez, está sendo substituído cada vez mais pelos táxis.
Os táxis nas terras ocidentais têm aumentado muito desde sua introdução em 1907, cerca de 150.000 operando nos EUA apenas. Deste número, uns 7.000 táxis amarelos emplacados operam na cidade de Nova Iorque.
Quase todos os táxis têm taxímetros, embora, em algumas cidades, um arranjo zonal determine a taxa que os motoristas podem cobrar. Um taxímetro é um aparelho que registra a quilometragem a fim de computar a taxa, enquanto roda e enquanto fica parado. Também, em alguns casos, registra os recebimentos totais para informação do dono do táxi.
O Salário do Motorista de Táxi
“Por que resolveu ser motorista de táxi?”, perguntou-se a um certo chefe de família que já dirige carros há dez anos. “Porque é o meio mais simples que eu conheço de ganhar dinheiro, e é um trabalho interessantíssimo, em especial se gostar de falar.” Deve ser lucrativo, pois, na cidade de Nova Iorque, uma licença ou placa para um táxi é vendida por mais de Cr$ 120.000,00 o número de táxis sendo estritamente limitado ali. Nessa cidade, a taxa atual é de Cr$ 3,60 para os primeiros trezentos metros, aproximadamente, e de Cr$ 0,60 para cada trezentos metros adicionais. Isso faz com que os primeiros 1.600 metros (uma milha) custem cerca de Cr$ 6,00 e cada 1.600 metros adicionais custem Cr$ 3,00.
Na cidade de Nova Iorque, os motoristas de táxi podem ganhar de 42,5 a 50 centavos de cada dólar (Cr$ 6,00) que ganhem, além das gorjetas, que talvez cheguem até a 15 por cento dos recebimentos. Por trabalhar cinco dias por semana, e de dez a doze horas por dia, os choferes de praça ganham de Cr$ 900,00 a Cr$ 1.350,00 por semana. Segundo certo chofer de Nova Iorque, dirigir táxis no fim-de-semana pode ser um serviço mui lucrativo, pois a pessoa talvez chegue a ganhar até Cr$ 360,00 numa noite. Naturalmente, muitos choferes possuem seus próprios carros de praça e, assim, não precisam partilhar sua renda com ninguém, senão com o imposto de renda. Alguns alugam carros, como um em San Juan Porto Rico. Ele paga Cr$ 54,00 por noite para usar um táxi e recebe bastante mais do que isso para sustentar a esposa e os filhos. Em muitas cidades, os choferes se sindicalizaram e, em troca de suas taxas do sindicato, receberam aumentos, bem como benefícios adicionais. Mas, o mais recente aumento salarial em Nova Iorque, que resultou em quase dobrar a tarifa, não tem sido um êxito ilimitado, pois os choferes anteriormente faziam uma média de 65 corridas por dia, em dois turnos, ao passo que agora fazem em média cerca de 49 apenas.
Regulamentos dos Táxis
Cada cidade que licencia choferes de táxi dispõe de seus próprios regulamentos. Na cidade de Nova Iorque, para a pessoa se tornar motorista de táxi é preciso não só ser motorista profissional, mas também não ter grave registro criminal, e, para conseguir vaga, precisa usualmente dispor de três referências comerciais. Precisa estar plenamente familiarizado com o Hack Driver’s Manual, à base do que presta exame. Entre as coisas que deve supostamente saber se acham a localização dos principais hospitais e aeroportos. Há também regras que governam o uso do rádio, o que ele poderá recusar transportar ou não; também, não deve supostamente perguntar à pessoa, antes de ela entrar no carro, para onde ela quer ir.
Diz-se que uma frota de táxis usualmente é bem prestimosa para com aquele que deseja tornar-se motorista de táxi, visto que não raro têm mais táxis do que motoristas. O que ajuda a compensar esta falta é a tendência de as mulheres se tornarem motoristas de praça. Mas, por que haveria problema em recrutar motoristas quando o salário é tão bom e o trabalho tão interessante? Por quê? Por causa dos desafios associados com o dirigir um táxi.
O Desafio dos Acidentes
Ao trabalhar, o chofer de praça precisa manter-se vigilante, em especial quanto aos jovens que guiam, e que amiúde estão muito mais inclinados a aventurar-se do que o motorista de praça e que são responsáveis por grande quinhão de acidentes.
Daí, também, as pessoas se metem na frente dos carros. Será que o motorista as verá a tempo? Numa rua movimentada de Manhattan, numa noite chuvosa, uma senhora foi atravessando a rua, apesar do sinal vermelho, e se colocou bem na frente dum táxi. Ele pisou forte nos freios, mas não pôde impedir de atropelá-la. A polícia o isentou de qualquer culpa; todavia, o choque foi tão grande que ele deixou de ser motorista de praça; não quis ter outra de tais experiências!
A Tentação do Violar as Regras de Trânsito
Relacionada de perto ao desafio dos acidentes se acha a tentação de violar as regras de trânsito. A tentação é grande de passar correndo na frente dum sinal de trânsito, de atravessar um cruzamento quando o sinal fica vermelho, a fim de levar um passageiro a seu destino no tempo mínimo. Ou, quando a pessoa faz sinal para um táxi do outro lado da rua, há tentação de fazer uma curva em U, quando isso não é permitido. Mas, os motoristas de praça podem guiar cuidadosamente. Um chofer em S. Thomas, Ilhas Virgens, falou que, em dez anos como motorista de táxi, jamais recebera uma multa por violações de trânsito.
Naturalmente, caso vivesse em alguma cidade grande, como Nova Iorque, é possível que fosse multado apesar de todo o seu cuidado. Em tais cidades, às vezes um guarda de trânsito subitamente fica ciente de que tem aplicado muito poucas multas e, imediatamente, começa tentando melhorar seu registro de multas aplicadas por violações de trânsito. Então, prontamente usará incidentes duvidosos ou os que possam ser tidos como violações, caso em que o motorista poderá ser multado apesar de todo o seu cuidado.
Isto não quer dizer que a polícia e os motoristas de táxi sejam inimigos naturais. Justamente o contrário! Muitos policiais ganham um dinheirinho extra por serem motoristas de tempo parcial. Típica da cooperação entre os dois é o caso em que dois casais, apanhados por um táxi, tornaram-se muito abusados, insistindo que o chofer não tomara o caminho mais curto para seu destino. Ele finalmente se aproximou de um carro de patrulha e explicou o assunto aos policiais. Estes mandaram que os passageiros bagunceiros descessem do táxi.
O Desafio do Crime
Em adição aos acidentes e às violações do trânsito, há o desafio que os criminosos apresentam ao chofer de praça, em especial em cidades grandes como Nova Iorque. Nessa cidade, nos primeiros oito meses de 1970, sete motoristas foram mortos, quer baleados, apunhalados ou espancados até morrer e mais de setenta motoristas foram assaltados cada semana.
Para combater este risco à ocupação de motorista, permitiu-se que policiais guiassem táxis em suas horas de folga, a cidade ordenou que escudos de vidro à prova de bala fossem instalados entre o motorista e os passageiros e caixas trancadas foram soldadas ao chão do carro para receber as taxas do motorista, sendo que ele não possui a chave. Tais medidas, algumas das quais têm sido adotadas em outras cidades, reduziram tão decididamente o risco que os motoristas de táxi enfrentaram que, em 1971, nenhum motorista foi assassinado em serviço.
A respeito desse desafio, um motorista de praça contou a seguinte experiência à um membro da redação de Despertai!: “Era a véspera de Ano Novo. Um rapaz bem vestido me pediu que o levasse a seu destino. Ao chegar lá, saltou e, ao tentar pegar o troco, deixou cair parte dele no chão. Visto que parecia ter dificuldades em encontrar seu dinheiro, eu tirei o táxi do caminho e concentrei seus faróis no local. Eu saltei para ajudá-lo a encontrar seu dinheiro, e, ao olhar para ele, vi que apontava um revólver para a minha cabeça.
“Mandou que eu subisse na varanda de sua casa, e ao chegar ao fim da escada, dois homens desceram correndo dos andares de cima. Os três me levaram para o andar superior e me fizeram ficar de rosto para a parede, com braços estendidos sobre a cabeça, ao levarem minha carteira, meu relógio e anel. Perguntaram se eu tinha mais dinheiro no táxi — eu tinha bastante no bolso — e eu lhes disse que podiam descer e procurar, esperando conseguir fugir. Mas ao invés, um deles disse: ‘Vamos matá-lo!’ Eu lhes disse que era ministro cristão, que eu ajudara muitas pessoas no meu tempo livre e gostaria de continuar fazendo isso, mas, se quisessem matar-me, isso dependia deles, eu não podia impedi-los. Nisso, perguntaram-me se eu podia identificá-los, e, visto que era uma noite bem escura, eu lhes disse que não, e, aí, deixaram-me ir embora. Parece que eram viciados em tóxicos. Eu apresentei queixa à polícia, mas nunca mais ouvi nada sobre o assunto.”
O Desafio da Honestidade
Há também outro desafio que os motoristas de táxi têm de enfrentar — roubar ou não roubar de seus patrões ou fregueses. Por exemplo, um motorista talvez dê muitas voltas, ao levar um estranho, de modo a conseguir uma tarifa mais alta, o estranho não sabendo a diferença. Daí, então, quem é dono de seu próprio carro talvez sugira uma tarifa redonda ao invés de se usar o taxímetro, sabendo que tal tarifa seria maior do que a indicada pelo taxímetro. Ou, se operar um carro de uma frota, talvez ofereça levar o passageiro a seu destino por uma taxa redonda, inferior à que o taxímetro indicaria, porque, não usando o taxímetro, poderia embolsar a quantia toda ao invés de sua porcentagem.
Que alguns cedem a esta tentação é evidente dum item publicado em Taxi News, de 15-30 de dezembro de 1971. Sob a manchete “Batidas Contra as Bandeiras Levantadas”, declarava: “Desde 15 de out., sob a nova comissão, os motoristas que rodam com a bandeira levantada — assim roubando de seu patrão — ficaram sujeitos a multas de Cr$ 150,00 para a primeira ofensa, de Cr$ 300,00 para a segunda, e ficam sujeitos a perder sua licença na terceira vez.
“A comissão relata que, durante novembro, 23 motoristas de praça foram apanhados e multados em Cr$ 150,00. Até agora, em dezembro, 13 mais foram apanhados como ofensores primários e castigados com multas de Cr$ 150,00. Quatro homens [foram] castigados com multas de Cr$ 300,00 como reincidentes.”
Para combater essa tapeação, alguns táxis têm sido equipados com um “assento quente” que automaticamente faz girar o taxímetro quando um passageiro se senta.
Mas, o público tem seu quinhão de culpa neste assunto. Amiúde, o passageiro pede para que não se use o taxímetro a fim de fazer uma corrida mais barata, visto que o motorista poderá embolsar toda a tarifa, ao invés de obter uma porcentagem dela. E há alguns que ordenam que façam isso de uma forma um tanto ameaçadora. Quando isto aconteceu a certo chofer de praça, ele respondeu: “Desculpe, senhor, mas os inspetores estão por aí hoje à noite. Eu seria apanhado na certa.” Isto satisfez ao passageiro.
Este motorista também conta a seguinte experiência. “Uma senhora disse: Leve-me ao Bronx. Eis aqui Cr$ 30,00, não abaixe a bandeira.’ Eu respondi: ‘Sinto muito, minha senhora, mas sempre rodo pelo taxímetro.’ Ela se aborreceu comigo até seu destino no Bronx. A tarifa foi de Cr$ 21,00. Ela a pagou, mas não me deu gorjeta, muito embora tivesse economizado Cr$ 9,00 por eu rodar com o taxímetro, por ser honesto.” Sim, o público tem de levar seu quinhão de culpa por alguns motoristas não serem honestos!
Motoristas de Táxi Cristãos
Entre os motoristas de táxi se encontram algumas testemunhas cristãs de Jeová assim como podem ser encontradas quase em todas as formas honestas de emprego. As experiências precedentes foram tidas na maior parte por tais choferes de praça. Dizem que ser um motorista de táxi tem suas vantagens para o ministro. Um chofer de praça que antes tinha um emprego de responsabilidade num escritório disse que ele considerou vantajoso que o motorista não é incomodado por colegas briguentos ou lascivos. Pode facilmente manter distância de seus fregueses, se assim desejar.
Mais do que isso, goza de bastante liberdade. Pode tirar tempo quando quiser para comparecer às assembléias bíblicas, e pode trabalhar mais horas se precisar de dinheiro extra. Na cidade de Nova Iorque, os motoristas de praça tiram férias baseadas numa certa porcentagem de tarifas totais recebidas e têm muitos outros benefícios. E os motoristas cristãos de táxi encontram muitas oportunidades de falar com as pessoas, inclusive as chamadas celebridades, sobre sua esperança baseada na Bíblia de um paraíso terrestre, em harmonia com Revelação 21:1.
Sim, há possibilidade de que, da próxima vez em que chamar “Táxi!”, encontre uma pessoa amigável ao volante, uma pessoa que terá prazer em conversar com o leitor, um chefe de família que tenta ganhar dinheiro de forma honesta.
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“Quase atingindo um teto”Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
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“Quase atingindo um teto”
● Ao considerar a população da terra, Nathan Keyfitz, Professor de Demografia, indicou que a duplicação da população da terra ocorreu entre 1825 e 1927, ou em 102 anos. A evidência é de que uma segunda duplicação, de 2 para 4 bilhões de pessoas, ocorrerá por volta de 1970, ou num espaço de apenas quarenta e oito anos. No entanto o professor indica que a taxa de alimento está crescendo, e, assim, o tempo exigido poderia ser até menor. Daí, acrescenta: “À base das asserções mais otimistas sobre o número de pessoas que podem viver na terra — não importa quão desconfortavelmente — apenas duas ou três duplicações mais são possíveis. Sob a melhor das circunstâncias, estamos quase atingindo um teto que será alcançado no período de vida das crianças que já nasceram.” — Environment — Resources, Pollution & Society (1971), página 32.
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