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Doenças E TratamentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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declarado: “Onde é dada uma descrição médica, ela é meticulosamente exata. Lucas usa um total de vinte e três palavras técnicas gregas, encontradas em Hipócrates, Galeno e outros escritos médicos daquela época.” — “Medicine and the Bible” (A Medicina e a Bíblia), por C. Truman Davis, M.D., M.S., na revista Arizona Medicine (Medicina do Arizona), março de 1966, p. 177.
Da observância à Lei freqüentemente resultavam benefícios para a saúde. Por exemplo, ela exigia que o excremento humano num acampamento militar fosse coberto (Deut. 23:9-14), assim provendo considerável proteção contra doenças infecciosas transmitidas por moscas, tais como a disenteria e a febre tifóide. Havia proteção contra a contaminação dos alimentos e da água, a Lei especificando que devia ser considerada impura qualquer coisa sobre a qual caísse uma criatura “impura” ao morrer, requerendo que certas medidas fossem tomadas, inclusive a destruição de um vaso de barro assim contaminado. — Lev. 11:32-38.
Significativamente, foi declarado: “Os cuidados profiláticos eram básicos para esta legislação, os quais, quando observados, contribuiriam muito para a prevenção da incidência de polioencefalite transmitida pela comida, das febres entéricas, da intoxicação alimentar e da verminose. A insistência na proteção de um suprimento de água limpa era o meio mais eficiente de evitar o aparecimento e a disseminação de doenças tais como a amebíase, as febres intestinais, a cólera, a esquistosomíase, e a icterícia espiroquética. Essas medidas profiláticas, que constituem parte fundamental de qualquer sistema de saúde pública, eram de particular importância para o bem-estar de uma nação que vivia, sob condições primitivas, numa região subtropical da terra.” — The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete), Vol. 2, pp. 544, 545.
No seu livro The Bible and Modern Medicine (A Bíblia e a Medicina Moderna), A. Rendle Short, M.D., F.R.C.S., Professor Emérito de Cirurgia da Universidade de Bristol, Inglaterra, destacou que leis de saneamento público só existiam, se é que existiam, de forma elementar entre as nações que rodeavam o antigo Israel, e disse: “É bem surpreendente, portanto, que num livro como a Bíblia, que se afirma não ser científico, haja um código sanitário, e é igualmente surpreendente que uma nação que acabava de ser liberta da escravidão, tendo sido freqüentemente devastada por inimigos e levada ao cativeiro de tempos em tempos, tenha em seus livros de estatutos um código tão sábio e razoável de regras de saúde. Isto tem sido reconhecido por autoridades fidedignas, mesmo aquelas com pouco interesse nos aspectos religiosos da Bíblia. O italiano Aldo Castellani [Manual of Tropical Medicine (Manual de Medicina Tropical), p. 5], perito em doenças tropicais, escreve: ‘Ninguém pode deixar de se impressionar com as cuidadosas precauções higiênicas do período mosaico. As extremamente severas regras de quarentena resultaram mui provavelmente em grande bem.’ F. H. Garrison, no seu trabalho padrão sobre a história da medicina, cita Neuberger como dizendo: ‘A principal glória da medicina bíblica reside na instituição da higiene social como uma ciência.’ Trata-se de altas autoridades médicas.” — P. 37.
De acordo com a Lei, a lebre e o porco estavam entre os animais que os israelitas não tinham permissão de comer. (Lev. 11:4-8) Quanto a isso, o Dr. Short declara: “Sim, comemos porco, coelho e lebre, mas estes animais são sujeitos a infecções parasitárias e só são seguros se o alimento estiver bem cozido. O porco não possui hábitos limpos de alimentação, e abriga dois vermes, a triquina e a tênia, os quais podem ser transmitidos ao homem. O perigo é mínimo sob as presentes condições neste país, mas seria muito diferente na antiga Palestina, e era melhor evitar tal alimento.” — The Bible and Modern Medicine, pp. 40, 41.
A aderência aos justos requisitos de Jeová quanto à moralidade sexual tinha também um bom efeito sobre os israelitas em sentido espiritual, mental e físico. (Êxo. 20:14; Lev., cap. 18) Benefícios quanto à saúde são similarmente desfrutados pelos cristãos que têm de manter limpeza moral. (Mat. 5:27, 28; 1 Cor. 6:9-11; Rev. 21:8) Obedecer aos altos padrões morais da Bíblia oferece proteção contra as doenças venéreas.
Paulo recomendou que Timóteo tomasse um pouco de vinho por causa do seu estômago e de suas freqüentes crises de doença. (1 Tim. 5:23) Que o vinho tem propriedades medicinais é confirmado pela pesquisa hodierna. O Dr. Salvatore P. Lucia, professor de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, declarou: “O vinho é amplamente usado no tratamento dos distúrbios do sistema digestivo. Verificou-se que é especialmente benéfico em casos de anorexia, de hipocloridria sem gastrite e de dispepsia hipostênica. As insuficiências hepáticas menores respondem bastante favoravelmente ao vinho branco e seco de mesa não adulterado. O teor de tanino e as moderadas propriedades anti-sépticas do vinho o tornam valioso no tratamento das cólicas intestinais, da colite mucosa, da constipação espástica, da diarréia e de muitas doenças infecciosas do trato gastrointestinal.” [Wine as Food and Medicine (Vinho Como Alimento e Remédio), p. 58] Naturalmente, Paulo recomendou que Timóteo ‘usasse um pouco de vinho’, e não bastante vinho, e a Bíblia condena a bebedice. — Pro. 23:20; veja BEBEDICE (EMBRIAGUEZ).
As Escrituras reconhecem o princípio psicossomático, embora só em tempos relativamente recentes os pesquisadores médicos em geral se tenham tornado cônscios de que há alguma conexão entre as condições patológicas do corpo e o estado emocional de uma pessoa. Provérbios 17:22 declara: “O coração alegre faz bem como alguém que cura, mas o espírito abatido resseca os ossos.” Emoções tais como a inveja, o medo, a cobiça, o ódio e a ambição egoísta são danosas, ao passo que efeitos bons e, às vezes, terapêuticos, são produzidos através do cultivo e da demonstração de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio — os frutos do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) As Escrituras, é claro, não consideram todas as enfermidades como psicossomáticas, nem excluem como objetáveis toda consulta ou todo tratamento feito por médicos. Paulo chamou o fiel cristão Lucas de “o médico amado”. — Col. 4:14.
QUARENTENA
De acordo com a Lei, uma pessoa que tivesse, ou fosse suspeita de ter, uma doença contagiosa era posta em quarentena, isto é, mantida distante ou isolada de outros por certo tempo. Períodos de sete dias de quarentena eram impostos em testes de averiguação da lepra no caso de pessoas, de roupas e de outros itens, ou de casas. (Lev. 13:1-59; 14:38, 46) Também, uma pessoa era considerada impura por sete dias se tocasse num cadáver humano. (Núm. 19:11-13) Embora as Escrituras não digam que este último regulamento foi dado por razões de saúde, alguma proteção foi assim oferecida a outros indivíduos, no caso de o cadáver ser de alguém que morresse duma doença contagiosa.
O Dr. Short declara: “Nossa palavra ‘quarentena’ tem uma conexão interessante com o código sanitário hebraico. Foi observado na Itália, no século XIV, que os judeus quase não eram atingidos enquanto outros morriam em epidemias de peste, e concluiu-se corretamente que isto deve ter sido em razão de suas leis quanto à impureza, depois de tocar em cadáveres. Assim o código judeu se tornou compulsório para toda a comunidade, e em data posterior, um período de quarenta dias de isolamento, igual ao mencionado na Lei de Moisés (Lev. 12:1-4), foi reconhecido como o tempo adequado. A palavra italiana para quarenta é quaranta, daí a nossa palavra quarentena.” (The Bible and Modern Medicine, p. 44) As atuais quarentenas de doentes variam de um lugar para outro, mas a lei de Deus dada aos israelitas através de Moisés cuidou da proteção deles neste respeito, há muitos séculos.
LIDAR COM A ENFERMIDADE FÍSICA E ESPIRITUAL
O tratamento da doença espiritual que aflige um membro da congregação cristã é considerado em Tiago 5:13-20. O contexto, que contrasta o estar doente com o ter bom ânimo, mostra que Tiago considerava, não a enfermidade física, mas a doença espiritual. Concernente às medidas terapêuticas e sua eficácia, Tiago escreveu: “Há alguém [espiritualmente] doente entre vós? Chame a si os anciãos da congregação, e orem eles sobre ele [de modo que ele possa ouvir a oração e mostrar que concorda por dizer “Amém”], untando-o com óleo [estimulando-o com confortadora e tranqüilizadora instrução da Palavra de Deus, para restaurá-lo à união com a congregação (Sal. 133:1, 2; 141:5)] em nome de Jeová [com fidelidade a Deus e de acordo com Seu propósito]. E a oração de fé [oferecida pelos anciãos em favor da pessoa espiritualmente doente] fará que o indisposto fique [espiritualmente] bom, e Jeová o levantará [como, por exemplo, do desânimo e do sentimento de estar abandonado por Deus, Jeová fortalecendo-o para andar no caminho da verdade e da justiça (Fil. 4:13)]. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado [por Jeová (Sal. 32:5; 103:10-14), se o indivíduo reagir favoravelmente às orações e à repreensão, à correção e à exortação da Palavra de Jeová, dadas a ele pelos anciãos, se ele, arrependido, der meia-volta e trilhar a vereda correta (Sal. 119:9-16)].”
Quando um dos servos de Deus está fisicamente doente, é apropriado que ore a Jeová pedindo a força moral necessária para suportar seu mal, e a força espiritual para manter a integridade, durante esse período de fraqueza da carne. “O próprio Jeová . . . amparará [tal pessoa] no divã de enfermidade.” — Sal. 41:1-3; veja também 1 Reis 8:37-40.
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DorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DOR
Devido ao trabalho exaustivo de cultivar o solo amaldiçoado (Gên. 3:17-19; 5:29), por causa de palavras injuriosas (Pro. 15:1), devido à falha dos outros em corresponder ao bem que lhes é feito (Rom. 9:2), às doenças e a outras adversidades (Jó 2:13; 16:6), os humanos têm sofrido dor mental, emocional e física. Situações horríveis ou aflitivas, sejam reais, sejam imaginárias, têm similarmente dado origem à dor. — Sal. 55:3, 4; Isa. 21:1-3; Jer. 4:19, 20; Eze. 30:4, 9; veja DORES DE PARTO.
‘NÃO HAVERÁ MAIS DOR’
Embora desagradável, a sensação física da dor serve a um objetivo benéfico por alertar a pessoa aos perigos de dano corporal, e desse modo a capacita a dar passos no sentido de evitar ferimentos graves. Portanto, o cumprimento da promessa de Deus de que “não haverá mais . . . dor” (Rev. 21:4) não poderia significar que os humanos se tornariam insensíveis ou incapazes de sentir dor. Antes, a dor mental, emocional e física que resulta do pecado e da imperfeição (Rom. 8:21, 22) ‘não existirá mais’ no sentido de que suas causas (tais como a doença e a morte) serão removidas. Que a perfeição física não exige em si absoluta ausência da sensação de dor é notado de que até mesmo o homem perfeito, Jesus, sofreu dor física e
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