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Trinta anos de amor e devotamentoDespertai! — 1986 | 8 de fevereiro
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têm problemas semelhantes aos meus, tanto na Austrália como em outras partes. É sempre gratificante poder incentivar outros pais e transmitir-lhes sugestões práticas obtidas por experiência própria.
Naturalmente, cada caso é diferente, e as circunstâncias domésticas variam. Mas, as autoridades médicas reconhecem que crianças portadoras da síndrome de Down dispõem duma ampla gama de habilidades e grande potencial suprimido. Os pais têm de combater a tendência de se tornarem passivos e superprotetores, ao se recuperarem do choque inicial do nascimento. A indulgência excessiva é outro problema constante. Os primeiros cinco anos são formativos para a criança portadora da síndrome de Down, assim como são para as crianças normais. Firmeza, temperada com bondade, é essencial para que se atinja o pleno potencial.
Todo esforço feito por meu marido, por minha filha, Joan, e por mim mesma, tem valido a pena. Pessoas estranhas amiúde imaginam que cuidar de uma criança excepcional deve ser uma responsabilidade pouco gratificante. Quão erradas estão! Embora Josephine não saiba cozinhar, ela amiúde prepara, de surpresa, uma chávena de chá, quando chegam visitantes. Também atende o telefone, faz sua cama, e exerce grande cuidado e muita paciência ao realizar pequenas tarefas, como tirar o pó e limpar a casa.
As crianças portadoras da síndrome de Down não só são extremamente afetuosas, mas são também sensíveis, atenciosas e gentis. Josephine não constitui exceção. Oh, sim! Ela realmente nos trouxe mais alegrias do que tristezas. No que tange a nós, é ela que manifesta especial amor e devotamento. — Conforme narrado por Anna Field.
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A síndrome de Down — um enfoque modernoDespertai! — 1986 | 8 de fevereiro
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A síndrome de Down — um enfoque moderno
A cirurgia cosmética é um novo enfoque para ajudar os portadores da síndrome de Down, embora tal cirurgia possa ser bem onerosa. Uma criança na Grã-Bretanha, e algumas nos Estados Unidos, já fizeram tal operação. Mas o trabalho pioneiro, feito com 60 crianças, tem sido realizado em Israel, por uma equipe de cirurgiões presidida pelo Professor Ruben Feuerstein.
O que está envolvido? Pode-se remover dobras excedentes de pele para corrigir olhos enviesados. Implantes de silicone podem ser utilizados para se fazer novo septo. Os ossos das maçãs do rosto podem ser ressaltados, e pode-se remodelar um queixo voltado para dentro. Pode-se também fazer com que orelhas de abano fiquem menos salientes. E uma língua gigantesca, comum a muitos portadores da síndrome de Down, pode ser reduzida.
“Estas crianças”, comentou Feuerstein, “ficam freqüentemente confinadas à lata de lixo educacional e algumas são até relegadas a morrer no hospital, depois de nascerem. Devido a seu aspecto bem característico, presume-se sejam muito mais retardadas do que amiúde o são na realidade”.
Apontando os efeitos aparentemente satisfatórios no caso duma menina na Grã-Bretanha, o jornal Sunday Times, de Londres, publicou seu informe, sob a manchete “A felicidade é um rosto inteiramente novo”. Naturalmente a cirurgia plástica, em tais casos, possui seus críticos. E Despertai! não endossa, nem recomenda, formas específicas de terapia, reconhecendo que estas são questões de decisão pessoal.
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