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  • g70 22/5 pp. 9-12
  • O prazer da companhia das crianças

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  • O prazer da companhia das crianças
  • Despertai! — 1970
  • Subtítulos
  • As Mais Profundas Alegrias
  • A Diferença Que os Filhos Fazem
  • Aprender das Crianças
  • Pensar Como Jovem
  • Intimidades Prezadas
  • Momentos Inolvidáveis
  • A Disciplina Ajuda a Manter a Alegria
Despertai! — 1970
g70 22/5 pp. 9-12

O prazer da companhia das crianças

QUEM escreveu que as crianças são feitas de ‘açúcar e afeto, e tudo do mais seleto’, deixou fora uma parte da receita. As crianças às vezes também têm uma disposição birrenta, curiosidade impelente, e a inclinação de ser matreiras e travessas. (Pro. 22:15) Mas, seja qual for a sua constituição, damos graças a Deus por elas, porque pode haver profundo prazer na companhia das crianças.

A autora inglesa Mary Howitt escreveu certa vez: “Deus envia filhos com outro propósito, além de simplesmente manter a raça — para alargar nossos corações, para nos tornar altruístas e cheias de bondosas simpatias e afeições; . . . Minha alma abençoa o bondoso Pai, todo dia, de que alegrou a terra com criancinhas.” Sem dúvida muitas pessoas se sentem movidas diariamente no mesmo sentido, de dar graças a Deus por abrilhantar a terra com criancinhas.

Há algo imensamente recompensador na companhia de crianças. Há momentos em que um “lampejo” parte do pai para o filho, ou da mãe para a filha, quando algo especial é feito junto e fica selado pela memória. Por exemplo, havia a casa com um telhado alto e pontiagudo, que dominava sobre todas as casinhas ao redor, voltada para o mar. Neste telhado, perto do topo, havia um alçapão que somente poderia ser alcançado por meio duma escada colocada no chão do sótão. As crianças amiúde brincavam no sótão, mas nenhuma delas jamais subira até o alçapão. Isto teria exigido a permissão dos pais.

Em certo dia límpido, chegou o pai do garoto. Olhou para o alçapão. “De lá deve-se ter uma vista e tanto” disse ao filho. “Vamos dar uma olhada? O garoto começou sentir seu coração pulsar de excitação e também havia certo temor, ao olhar para cima. Mas, o pai rapidamente experimentou a escada. “Suba”, disse. “Irei logo atrás de você.” O pai soltou o gancho e o alçapão deslizou para trás. Uma vista nova e emocionante rompeu diante dos olhos surpresos do garoto.

O pai já estivera no telhado muitas vezes, mas sabia que seu filho estava ansioso de ver a vista lá de cima. Lá estava o mar, mas que mar! gigantesco, aparentemente ilimitado, reluzindo sob os raios difusos do sol. Anos depois, o rapaz declarou: “Lembro-me daquele momento no telhado, junto com meu pai, como se tivesse acontecido ontem.” O pai também se lembrava. Tratava-se dum momento especial que compartilharam juntos e que nenhum dos dois jamais esqueceu.

Tais experiências nos ensinam que a relação com os filhos pode ser mutuamente recompensadora. Cada um influi no outro. Quando os adultos mostram discernimento amoroso, as crianças se tornam felizes. Quando as crianças são sábias em seu comportamento, os pais se alegram. “O pai de um justo sem falta jubilará”, diz o inspirado provérbio. “Quem se torna pai de um sábio também se alegrará dele. Teu pai e tua mãe se alegrarão.” (Pro. 23:24, 25) Assim, há ação recíproca. “A coroa dos anciãos são os netos e a beleza dos filhos são os pais.” — Pro. 17:6.

As Mais Profundas Alegrias

O homem pode alcançar a fama literária ou artística, mas ainda maior pode ser a recompensa de compartilhar a vida com seus próprios filhos. Certo pai cristão de três filhos admitiu orgulhosamente que era uma emoção íntima ir às reuniões cristãs com seus filhos e vê-los tomar parte ativa nelas. “Dá-nos uma sensação de orgulho”, disse.

Esta mesma alegria profunda foi também descrita por certa mãe que tinha o seguinte a dizer: “Ter o privilégio de ajudar oito pessoas a vir a conhecer a Deus e dedicar-se a ele é uma rara bênção que tive. Mas, nem mesmo tão grande privilégio pode ser comparado com a profunda alegria que senti quando minha filha mais velha, de dezessete anos, expressou seu desejo de dedicar sua vida para servir a Jeová. Foi um momento emocionante, que jamais esquecerei durante toda a minha vida. Deixou-me profundamente feliz em pensar que meu treinamento e ensino não caiu em ouvidos de mercador, mas criou raízes profundas no coração de minha filha, apontando-lhe o caminho da vida.”

A Diferença Que os Filhos Fazem

No momento em que nasce um bebê, há a alegria de se ser uma nova mãe ou um novo pai. Segurar o seu próprio bebê recém-nascido em seus braços pela primeira vez é uma emoção inesquecível. Certo marido que por nada na vida queria segurar sua filhinha, falou com ela e cutucou-a gentilmente para ver se ela sorria. Apresentou o maior sorriso do mundo quando a mãozinha dela se enroscou no dedo dele.

Daí, há a ida na ponta dos pés ao quarto de dormir, apenas para dar um relance no precioso embrulhinho que dorme, com a delicada face voltada para a sua. Acompanha seu crescimento.

Logo aqueles dedinhos que primeiro seguravam tão firmemente e exploravam sua face, procuram agarrar possessões preciosas e são postos em cima de tudo. Os joelhos roliços e cheios de covinhas, e as pernas rechonchudas subitamente se tornam sujas e machucadas de subirem em árvores e pularem corda. Os sons guturais que costumavam dizer “Mamã” e “Papá”, agora pedem isso e aquilo.

Certo pai admitiu que seu primeiro filho alterou seu inteiro conceito da vida. “Ao voltar para casa depois de um dia árduo de trabalho, e meu filho vir correndo em minha direção, com os braços abertos e dizendo ‘Papai! Papai!’, bem, isso me fazia sentir que tudo valera a pena.” O pai acrescentou: “Às vezes simplesmente sentar à mesa e observar os filhos comerem e conversar sobre os acontecimentos do dia é muito prazeroso. É ocasião em que se pode falar com eles e perguntar como passaram e seu comportamento. Que alegria é saber que sua disciplina tem dado tão bons resultados.”

Declarou outro pai: “Quanto prazer há em segurar os filhos e apertá-los com amorosa afeição! Há também o contentamento íntimo de saber que sentem a sua falta, que o amam e que desejam a sua companhia. Ver as crianças saltitar, rir de felicidade e brincar inocentemente, completamente despercebidas das ansiedades do mundo é uma maravilha em si mesma, deveras, que vim a apreciar.”

Na verdade, os modos das criancinhas podem também causar ansiedades às vezes. Certa mãe declarou que ‘parece que se gasta a vida inteira correndo atrás dos filhos, apanhando o lixo, consertando os estragos causados e retirando de perto deles objetos pontiagudos’. Até mesmo o menino Jesus deu a seus pais momentos de ansiedade. Mas, que indizível alegria sentia Maria ao ‘guardar cuidadosamente todas as declarações do menino no coração’. — Luc. 2:41-52.

Aprender das Crianças

A autora estadunidense Lydia H. Sigourney, disse: “Falamos de educar nossos filhos. Será que sabemos que nossos filhos também nos educam?” Este fato talvez surja como revelação surpreendente para muitos adultos. Foi o homem Jesus Cristo que deu alto valor às crianças, à sua maneira simples e direta e à sua despretensiosa sinceridade. Disse que as crianças tinham certas características que os adultos fariam bem em imitar. Em certa ocasião, usou uma criancinha para ensinar a seus apóstolos uma lição de humildade! “Deveras, eu vos digo, a menos que deis meia-volta e vos torneis como criancinhas, de modo algum entrareis no reino dos céus.” — Mat. 18:1-6.

As crianças devem aprender domínio próprio de seus pais. Mas, o pai de três filhos aprendeu a beleza do domínio próprio com seu filho. Certa noitinha, os três filhos discutiam entre si. O pai aconselhou que esta não era a maneira de os cristãos se comportarem. Não demorou muito até que o pai e a mãe ficaram envolvidos em calorosa discussão por causa dum assunto trivial. O garoto de nove anos interrompeu a discussão: “O senhor nos disse que não brigássemos, mas o senhor e a mamãe estão brigando.” Havia lágrimas nos olhos do menino. “As palavras do meu filho penetraram profundamente em mim”, confessou o pai. “Ele estava certo. Eu pregava algo que eu mesmo não praticava. Agora, somos cuidadosos em como falamos um com o outro, o que tornou o nosso lar um lugar mais feliz — graças a nossos filhos.”

Pensar Como Jovem

As pessoas mais idosas muito devem às crianças por fazer com que continuem pensando como jovens. Certo casal admitiu isto mesmo, afirmando: “Verificamos que sair com as crianças nos mantém física e mentalmente ativos para com as coisas de interesse. As escolas levam os filhos a vários parques, jardins zoológicos e museus, e outros lugares de interesse. Se os filhos ficam impressionados, instam conosco a irmos a tais lugares como grupo familiar, o que, naturalmente, torna a vida mais estimulante nos anos posteriores. E, também, como pessoas mais idosas, verificamos que começamos a jogar bola, a pular corda, a rolar pelo chão junto com elas, a construir castelos de areia nas praias, até mesmo a dançar e cantar, coisas que não faríamos comumente, se as crianças não estivessem ali por perto para nos obrigar a fazê-las.”

Quando as crianças brincam, tornam-se intensamente vivas. Por meio da brincadeira, exercitam suas mentes e corpos. Os adultos que brincam junto com elas, verificam que apagam parte da dureza dessa vida — é divertido!

Também, ao brincarem com as crianças, é necessário ser-se uma pessoa do tipo que as crianças gostam de ter por perto, de outra forma, recusar-se-ão a brincar. As crianças gostam de alguém que é amigável, interessado, jovial, mas não intrometido, e, nesse particular também não gostam disso os adultos. Assim, brincar com crianças se torna emocionalmente estimulante para os adultos.

Intimidades Prezadas

As crianças nutrem sentimentos sobre as coisas. Saber como manejar tais sentimentos com tato e firmeza pode constituir a diferença entre um campo de batalha e um vínculo feliz. Certa mãe fala de sua filha se sentir triste por receber menos presentes que o irmão. A mãe segurou a menina nos braços e garantiu-lhe que a amava tanto quanto a ele, mas que as coisas saíram assim, e que, da próxima vez, poderiam ser o contrário. A criança ficou satisfeita com a explicação. Abraçou a mãe e foi-se embora com um sorriso. Tudo de que necessitava era a garantia de que não havia rompimento em sua amorosa relação. A mãe prezou a preocupação da sua filha.

Certo pai fala do dia em que choveu, e em que a família devia ir a um piquenique. Seu filho começou a chorar. O pai o levou para um lado e explicou-lhe: “Não foi o Papai que fez chover, fez? Na vida, o Papai nem sempre consegue fazer tudo que quer, mas temos de aprender a aceitar as coisas como elas vêem.” Com igual rapidez, o menino deixou de lado sua tristeza. Tudo de que precisava era a certeza de que seu pai se importava.

“Quando estava doente, acamada”, disse certa mãe, “fiquei emocionada de ver minha filhinha de oito anos, Sharon, chegar perto de mim e perguntar se eu precisava de algo. Ela fez chá e me trouxe na cama. Lavou os pratos e cuidou da casa. Seu comportamento como uma senhora me fez reluzir de orgulho”.

Momentos Inolvidáveis

Sem dúvida, apenas os pais cristãos entendem a emoção secreta do coração quando os filhos demonstram interesse em Deus. “Por que deseja ir com mamãe, quando vamos falar com outros sobre a Bíblia?” — perguntou-se a uma menina de três anos. “Porque quero servir a Jeová”, disse. “Sua resposta talvez não tenha significado muito para outros, mas nos deixou emocionados. Podíamos ver que já havia criado alguma apreciação por Deus”, disse a mãe.

E certo pai cristão disse com prazer: “Certa noitinha, quando estava prestes a fazer a oração antes de dormirmos, meu filho disse: ‘Papai, o senhor não precisa orar por mim hoje, eu mesmo vou orar a Jeová.’ Não podem ter idéia da sensação maravilhosa que isso me deu. Meu filho quer falar com Jeová, pensei emocionado comigo mesmo. Não há meios de se saber se conseguimos penetrar nos filhos até que eles aparecem com algo assim.”

A Disciplina Ajuda a Manter a Alegria

Por causa da imperfeição humana, “a tolice está ligada ao coração” da criança, diz Provérbios 22:15. Assim, há o outro lado das crianças. Aprendem mui prontamente que a chantagem emocional pode ser negócio rendoso. O infante sabe se pode manipular seus pais ou não. Se puder, fará isso. A palavra-chave para as crianças é disciplina. Precisam saber que há alguém mais forte e mais sábio na família. Quando se administra a disciplina, a situação não é de alegria. Mas, lá no íntimo, as crianças se alegram quando os pais são firmes com elas, e têm o bom juízo para protegê-las de sua própria tolice e falta de experiência.

Não obstante, as crianças estão constantemente provando para ver quanto podem conseguir, e até que ponto os pais as deixarão ir. Secretamente esperam que seus pais não lhes permitam ir muito longe. O genitor que tenta granjear o favor de seu filho por lhe dar tudo que ele pede e lhe permitir fazer o que bem entende, leva a pior. Algum dia, quando em dificuldades, o filho dirá: “Por que me deixaram fazer isso? Que espécie de pais são?” Culpam os pais por não os disciplinarem em justiça. Mas, quando a amorosa disciplina é ministrada, o resultado é usualmente feliz. — Heb. 12:11.

Há um ditado: “Não se sente a falta d’água até que o poço se seca.” Quão verídico isso é quanto aos filhos. Quando se vão, o lar se torna sossegado e há menos risadas. Pouco compreendem os filhos o caloroso apego que despertaram em seus pais. Muito embora os pais esperem que seus filhos cresçam e vivam suas próprias vidas, jamais ficam completamente preparados para enfrentar o vazio da partida dos filhos. O vazio é preenchido até certo ponto, contudo, quando os filhos voltam de vez em quando para casa, para procurar conselhos, ou para visitar a Mamãe e o Papai. Filhos, para o bem de seus pais, não se esqueçam de fazer isto, pois eles têm prazer na sua companhia.

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