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Salvação para a sua família e para o seu próximoA Sentinela — 1960 | 15 de março
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16. Por que não basta apenas nascer num lar cristão? Que mais se exige?
16 Há alguns que não avaliam a necessidade da cuidadosa instrução bíblica para os filhos. Parece existir a idéia de que basta nascer num lar cristão, conforme às vezes se ouve dizer: “Meu filho nasceu na verdade.” Ninguém nasceu na verdade, pois a mente da criança recém-nascida não contém impressões. Até mesmo o Rei Davi disse: “Em peccado me concebeu minha mãe.” (Sal. 51:5) Não basta apenas nascer num lar cristão, mas precisa haver treinamento, porque o filho jovem dum cristão dedicado é considerado ‘santo’. (1 Cor. 7:14) A educação bem sucedida do jovem ministro Timóteo começou na sua infância. “Tu, porém, continua nas coisas que aprendeste e que fôste persuadido a crer, sabendo de quem as tens aprendido, e que desde a infância conheces os escritos sagrados que podem fazer-te sábio para a salvação.” (2 Tim. 3:14, 15, NM) Só pelo treinamento, pela disciplina e pela instrução na justiça pode a mente jovem ser levada ao ponto de entrar numa relação pessoal com Jeová Deus.
17. Quem são as melhores associações da família, e como podem ser corrompidos os hábitos úteis?
17 Todos estes hábitos úteis que conduzirão à salvação de sua família podem, porém, perder-se pelas más associações. “Não vos enganeis. Más associações corrompem hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33, NM) Evite as associações erradas por encher a vida familiar com associações boas e sadias. Pais, tomem o tempo para ser os companheiros e associados de sua própria família. Maridos, lembrem-se de que são a associação correta para sua própria esposa e filhos. Precisa-se prover também recreação sadia para a família, senão se encontrarão talvez formas erradas de divertimento.
18. Que objetivo na vida devem os pais cristãos apresentar aos seus filhos, para a salvação deles?
18 É o padrão de vida em que os pais orientam seus filhos da espécie que conduz à salvação deles? Qual é a esperança ou a ambição que se inculca na mente dos filhos? Está cheia do pensamento de que é admirável ter ou ocupar uma importante posição neste velho mundo, ou está cheia da esperança melhor de realizar uma função importante no novo mundo? Ensina-lhes que se enfronhem na instituição falida que é este mundo velho, ou os treina para viverem pela verdade e pela justiça como louvadores gratos do grande Criador do céu e da terra? O que é mais importante para os jovens hoje em dia: ter uma boa conta no banco, contada em cruzeiros economizados, ou uma boa conta junto a Jeová, contada em vidas salvas? Para que treina os seus filhos? Apresenta-lhes o serviço missionário de tempo integral como grandioso privilégio, como dádiva da parte do próprio Deus Altíssimo? Grava-se nas suas mentes que a salvação vem de se pregar aos outros? Os filhos assim instruídos tornar-se-ão salvadores de vidas, para a bênção de si mesmos e de outros. Os pais que dão o devido cuidado e a devida atenção a estes pontos salvarão tanto a sua família como o seu próximo.
A CASA DIVIDIDA
19. Que instrução é dada pela Palavra de Deus à esposa que tem um marido oponente? Como se aplica isso, e com que esperança?
19 Há muitos lares em que um dos cônjuges está dedicado a Jeová, para fazer a Sua vontade, mas o outro não. Estão debaixo de jugo desigual. O servo dedicado ficará profundamente preocupado com a salvação do seu cônjuge. A esposa crente tentará certamente salvar o seu marido. Isto pode ser uma tarefa confrangedora. Ele, em oposição irada, pode até proibir-lhe que fale com ele ou com os filhos sobre a Palavra de Deus. O que fará ela? O apóstolo Pedro deu instruções diretas. Ele diz às esposas: “Se quaisquer deles não foram obedientes à palavra, sejam vencidos, sem palavra, por meio da conduta de suas esposas, por causa de terem sido testemunhas oculares de vossa conduta casta, junto com o profundo respeito.” (1 Ped, 3:1, 2, NM) Quando uma esposa não puder convencer o marido pela pregação oral, ela pode fazê-lo pela sua própria conduta, o que pode ser muito poderoso. Nunca perca a esperança. Lembre-se do que foi escrito pelo apóstolo Paulo: “Pois, como sabes tu, ó mulher, se salvarás a teu marido?” – 1 Cor. 7:16.
20. Que atitude do marido é necessária para com a esposa descrente? Ficou a sua relação marital alterada pela sua aceitação da verdade?
20 As mesmas considerações se aplicam quando a situação envolve um marido crente e uma mulher descrente. As palavras do apóstolo Paulo continuam: “Ou como sabes tu, ó marido, se salvarás a tua mulher” (1 Cor. 7:16) Precisa haver muito tato e amor. O marido precisa ser paciente, bondoso e tolerante. Ter-se ele tornado adorador de Jeová não o desobriga de suas responsabilidades maritais, mas, antes, as aumenta. A esposa tem direito não só à provisão das necessidades materiais, mas também ao companheirismo. A carreira cristã não permite ao marido ficar tão absorto na sua adoração, que quase se esquece de sua mulher.
21. Como pode o marido aplicar à sua mulher o princípio seguido pelo apóstolo Paulo, e o que não fará se desejar convencer a sua esposa? Que pergunta se fará ele?
21 O marido que espera levar a sua esposa ao caminho da adoração verdadeira fará bem em dar atenção ao princípio seguido pelo apóstolo Paulo para com os que ele se esforçava em salvar. “Assim, para os judeus tornei-me judeu, para que pudesse ganhar os judeus . . . Para os fracos, tornei-me fraco, para que pudesse ganhar os fracos. Tornei-me todas as coisas para pessoas de todas as espécies, para que pudesse de todos os meios salvar alguns.” (1 Cor. 9:20, 22, NM) Ele se colocou na sua situação. Deu consideração compreensiva aos seus problemas. Não era tolo ou fraco, mas respeitava as suas convicções, embora soubesse que estavam errados. Tendo ele mesmo saído da religião judaica, Paulo não ridicularizou ou desprezou os judeus que tentava salvar, nem agiu de modo intolerante para com eles. Sabia que só por conduzir o seu entendimento a um caminho melhor podia ele esperar salvar a vida deles. Do mesmo modo, os maridos fariam bem em não zombar ou ser intolerantes; senão afastarão as suas esposas ainda mais. Pergunte-se o marido: “Como gostaria eu de ser tratado se estivesse na mesma situação?” Tendo respondido a isso, trate-a da mesma maneira. Precisa haver amor. Conforme Paulo declarou: “O amor é longânime e obsequioso . . . não fica provocado. . . . Suporta todas as coisas, crê em todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor jamais falha.” – 1 Cor. 13:4-8, NM.
22. Quais são alguns dos problemas que confrontam os ministros, e o que precisam estes fazer?
22 Ninguém quer fracassar no amor pela sua família, mas há alguns que são servos numa congregação e que estão tão ocupados com as atividades da congregação, as reuniões de comissão e o serviço de campo, que não podem passar nenhum tempo com a família. Eles podem dizer facilmente: “Eu reconheço todo o cuidado que devo dar à minha família para garantir a sua salvação. Amo a minha esposa e minha família, e desejo vê-los salvos, tanto quanto o meu próximo, mas eu estou tão ocupado com os meus deveres ministeriais, que quase não tenho tempo para a minha família. Mas, eles estão na verdade e não se queixam de que não posso estar com eles.” Realmente, não é tudo mais uma questão de equilibrar todas estas exigências de tempo? Neste equilíbrio, dê o peso correto aos interesses de sua própria família. Jeová Deus, certamente, não esperaria que um homem gastasse todo o seu tempo em atividades congregacionais, em ajudar os seus irmãos e o seu próximo a ganhar a salvação, sem cuidar ao mesmo tempo da salvação de sua própria casa. A esposa e os filhos dum homem são a sua responsabilidade principal, conforme declarou o apóstolo Paulo: ‘Se alguém não provê para a sua própria casa, ele é pior do que uma pessoa sem fé.’ — 1 Tim. 5:8, NM.
23. Que provisão precisa ele fazer em primeiro lugar, e qual deve ser o objetivo?
23 Portanto, é muitíssimo melhor que o irmão proveja primeiro o necessário para a salvação dos membros de sua própria casa. Não bastam apenas as provisões materiais. Para provermos as coisas necessárias, temos de cuidar primeiro do bem-estar espiritual que conduzirá á sua salvação. Nós todos queremos viver no novo mundo de Deus. Une mais a família. Todos os membros da família, em temor a Jeová, precisam ajudar-se mutuamente para estar do lado correto. Aproxima-se a grande batalha do Armagedon. Tome por objetivo a sobrevivência da família inteira! Ao se empenhar nisso, sua casa gozará da bênção de grande felicidade e paz.
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Salvação para se vencer o orgulho da tradiçãoA Sentinela — 1960 | 15 de março
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Salvação para se vencer o orgulho da tradição
“Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento do outro. Pois quem é que te faz sobressair? e que tens tu que não tenhas recebido? e, se recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” — 1 Cor. 4:6, 7, ARA.
1. Que perigo para a família se vê nas tradições do mundo?
TER orgulho da tradição é um modo de pensar do velho mundo que precisa ser desarraigado, visto que não há lugar para isso no novo mundo de Deus. As tradições mundanas afetam quase toda família, dum modo ou doutro. Muitas vezes as pessoas nem se apercebem até que ponto o seu modo de pensar é governado pelas tradições e pelos costumes arraigados da comunidade em que vivem. A salvação da família exige que seus membros estejam cônscios dos perigos deste hábito do velho mundo. Este artigo trata das barreiras, das divisões e da desunião que o orgulho da tradição cria entre famílias, comunidades e grupos nacionais.
2. Quais são alguns dos orgulhos tradicionais deste mundo, e por que estão em oposição aos princípios do Novo Mundo?
2 Algumas destas tradições que afetam profundamente o modo de pensar e causam divisões e preconceitos são o orgulho nacional, o orgulho racial ou tribal, o orgulho da família e das suas consecuções históricas; o orgulho da riqueza, da casta, da cor ou da língua; o orgulho classista ou profissional. Algumas famílias se orgulham muito de seus antepassados e da adoração prestada a eles, orgulham-se das façanhas militares e das tradições de seus progenitores, e da antiguidade das suas tradições eclesiásticas. Não pode haver dúvida de que estas tradições, que distinguem um homem ou um grupo de outro homem ou outro grupo, estão em oposição ao princípio piedoso da unidade. Ninguém pode apegar-se a tais tradições e preconceitos e fazer parte da sociedade do Novo Mundo.
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