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  • A morte de um Deus
    A Sentinela — 1975 | 1.° de novembro
    • Além disso, ao olhar mais além da mera identificação do ‘homem que é contra a lei”, aquele que sinceramente buscar a verdade verificará que o propósito excelente de Deus para com a humanidade aproxima-se agora de seu cumprimento. A destruição daqueles que deturparam a Deus será seguida pela completa eliminação do atual sistema de coisas. Haverá sobrevivência para os que ‘aceitam o amor da verdade, para serem salvos’ e terem a oportunidade de vida numa terra purificada. Tais assuntos serão considerados no próximo número de A Sentinela. — Rev. 19:19-21; 7:9-17; 21:1-4; Sof. 2:3.

  • Por que não fomos informados acerca “daquele dia e daquela hora”
    A Sentinela — 1975 | 1.° de novembro
    • Por que não fomos informados acerca “daquele dia e daquela hora”

      “Mantende-vos vigilantes, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.” — Mat. 24:42.

      1. (a) O que significará a vindoura “grande tribulação” para todos os habitantes da terra? (b) Quando é que vem o ‘filho do homem nas nuvens do céu’, conforme predito em Mateus 24:30?

      ESTÁ próximo o tempo em que todos os habitantes da terra terão de enfrentar um acontecimento que significará vida ou morte para eles. Jesus Cristo predisse-o ao dizer: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” É o tempo em que, em resultado de sentirem o poder destrutivo dele, “todas as tribos da terra . . . verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória”, e baterão em si mesmas em pesar egoísta por causa do que isso significará para elas. — Mat. 24:21, 22, 30.

      2. Como sabemos que haverá sobreviventes daquela “grande tribulação”?

      2 Mas, embora isso seja verdade a respeito de “todas as tribos” coletivamente, não se aplicará a cada pessoa individual e não se precisa dar em nosso próprio caso. Por que não? Porque Jesus predisse na mesma profecia a salvação de alguma “carne”. Oferecendo uma esperança maravilhosa, deu a conhecer que alguns seriam poupados, com a perspectiva de terem a “vida eterna”. (Mat. 24:22; 25:46) E mais de sessenta anos depois desta profecia, revelou ao apóstolo João que haveria pessoas “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” que ‘sairiam da grande tribulação’ como sobreviventes. (Rev. 7:9-14) Se agir agora de modo apropriado, poderá ser um destes sobreviventes. — Sof. 2:2, 3.

      QUANDO SE DARÁ ISSO

      3, 4. Em que pensavam os apóstolos de Jesus Cristo quando fizeram a pergunta registrada em Mateus 24:3?

      3 Visando a nossa própria segurança pessoal e a de nossos entes queridos, é apenas natural fazer a pergunta: Quando virá esta “grande tribulação”? Será que a Bíblia nos diz isso?

      4 Os apóstolos de Jesus Cristo fizeram uma pergunta similar: “Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3; Mar. 13:3, 4) Em que pensavam ao fazer tal pergunta? Indagavam a respeito do tempo em que nós vivemos? Os versículos bíblicos precedentes explicam isso. Mostram que os apóstolos, pouco antes, estiveram com Jesus na área do templo em Jerusalém, ocasião em que ele dissera às multidões: “De modo algum me vereis doravante, até que digais: ‘Bendito aquele que vem em nome de Jeová!’” E, ao saírem da área do templo, ele disse aos seus discípulos com referência aos prédios do templo: “De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” Isto significaria obviamente o fim do sistema judaico de coisas. (Mat. 23:38 a 24:2) Foi com estas coisas em mente que os apóstolos fizeram sua pergunta.

      5. (a) Tratava a resposta de Jesus do fim do sistema judaico de coisas? (b) Como sabemos que a sua resposta envolvia muito mais do que isso?

      5 Jesus respondeu à sua indagação, mas a sua resposta abrangeu mais do que apenas aquilo que afetaria o sistema judaico de coisas. A linguagem usada em Mateus 24:21, 22, indica que ele tinha em mente uma “grande tribulação”, de tais dimensões, que nada na história humana jamais a igualaria. Além disso, ele mostrou, no Mt 24 versículo 30, que não só os judeus, mas “todas as tribos da terra” estariam envolvidas. E no Mt capítulo 25, versículo 32, ele incluiu nisso “todas as nações”.

      6. (a) Quanto do capítulo 24 de Mateus tem mais de um cumprimento? (b) Especialmente em que parte do mundo tem havido um cumprimento hodierno?

      6 Tudo o que está registrado em Mateus, capítulo 24, do versículo 4 ao 22, teve cumprimento lá no primeiro século, entre os anos 33 e 70 E. C. Mas aplica-se também aos nossos dias, desde o ano de 1914 E. C., que é identificado tanto pela Bíblia como pela história secular como data marcada na história do mundo. Os acontecimentos em cumprimento da profecia de Jesus evidenciam-se especialmente nos países que constituem o equivalente da antiga Jerusalém infiel, isto é, na cristandade, que afirma estar numa relação pactuada com o Deus da Bíblia.

      7. Desde 1914, de que modo tem sido veraz que surgiram impostores dizendo: “Eu sou o Cristo”?

      7 Conforme Jesus predisse, desde 1914 E. C. tem havido impostores que se apresentaram como cumprindo um papel messiânico, dizendo, virtualmente: “Eu sou o Cristo.” (Mat. 24:4, 5; Mar. 13:5, 6) Alguns destes têm sido líderes religiosos, tais como aquele homem, nos 1930, que se intitulava “Pai Divino” e foi chamado “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. Outros têm sido políticos; por exemplo, Nkrumah, ex-governante de Gana, que refraseou as palavras de Jesus Cristo e exortou seu povo: “Buscai primeiro o reino político.” Até mesmo o comunismo russo tem afirmado que traria a bênção messiânica do “Paraíso” ao seu povo.

      8. (a) São as “guerras e relatos de guerras”, preditos por Jesus, diferentes de ‘nação se levantar contra nação e reino contra reino’, de que ele falou? (b) Será que levantar-se “nação . . . contra nação e reino contra reino” refere-se necessariamente a guerras mundiais?

      8 Durante este mesmo período, tem havido “guerras e relatos de guerras”, porque ‘nação se levantou contra nação e reino contra reino’. (Mat. 24:6-8; Mar. 13:7, 8) Em especial, tem havido duas guerras mundiais sem precedentes na história humana. Todavia, lembre-se de que a expressão de Jesus, de ‘nação contra nação e reino contra reino’ teve também uma aplicação no primeiro século, de modo que não se limita a guerras mundiais. As guerras vieram acompanhadas de escassez de víveres e doenças, assim como predito. Aterrorizantes terremotos, “num lugar após outro”, também têm assinalado os nossos dias. Conhece esses fatos porque estão no noticiário diário de nossa geração.

      9. (a) Até que ponto estão sendo pregadas as “boas novas do reino” em nossos dias? (b) Qual é o “nome” pelo qual os seguidores de Jesus se tornaram pessoas odiadas por todas as nações?

      9 Apesar das condições difíceis, inclusive o surto do que é contra a lei, as testemunhas cristãs de Jeová têm levado a pregação das “boas novas do reino” a “toda a terra habitada”, sim, a mais de duzentas terras. Milhões de pessoas as ouviram de bom grado, mas elas também se tornaram “pessoas odiadas por todas as nações por causa do nome de seu Amo. Tais coisas também foram preditas. (Mat. 24:9-14; Mar. 13:9-13) Não é apenas o uso do nome de “Jesus” que lhes trouxe tal ódio; muitos dos que afirmam crer em Jesus não foram perseguidos por isso. Mas as testemunhas cristãs de Jeová apontam para Jesus como o Ungido por Deus para ser o novo Rei da terra o único por meio de quem os homens podem chegar-se a Deus de modo aceitável. (Luc. 19:11-23; João 14:6; Atos 4:12) Este é o “nome”, ou aquilo que implica ou representa, que irrita os homens que procuram seguir egoistamente seus próprios planos.

      10. (a) No primeiro século, qual era o sinal para os seguidores de Jesus fugirem de Jerusalém? (b) O que mostraram ser a “coisa repugnante” e o “lugar santo” em que estava em pé?

      10 No primeiro século, trinta e três anos depois de Jesus proferir sua profecia, aconteceu algo que foi para seus seguidores o sinal de saírem de Jerusalém e de seus arredores. A própria Jerusalém foi “cercada por exércitos acampados”, exércitos da mesma nação que os judeus haviam escolhido em preferência a Jesus Cristo. (João 19:12-15) A predita “coisa repugnante que causa desolação”, os exércitos romanos debaixo de Céstio Galo, vieram a “estar em pé num lugar santo”, ali em Jerusalém, “cidade santa” dos judeus. Isto indicava que havia chegado o tempo de fugirem aqueles que criam nas palavras de Jesus Cristo, sem tentarem salvar bens materiais. Estava iminente uma “grande tribulação”, algo sem precedentes na história de Jerusalém. Abriu-se providencialmente o caminho de fuga quando os exércitos romanos se retiraram temporariamente. — Mat. 24:15-22; Luc. 21:20-22; Mar. 13:14-20.

      11. (a) No século vinte, o que veio a ser a “coisa repugnante”, e qual é o “lugar santo”? (b) Que sorte terá a cristandade por ter confiado no governo humano, em vez de no reino do Filho de Deus?

      11 Esta particularidade do “sinal”, igual às demais, também tem tido seu cumprimento no século vinte. Foi em 1918 que o Conselho Federal de Igrejas aclamou a Liga das Nações como “expressão política do Reino de Deus na terra”, mostrando que realmente preferiam o governo humano a sujeitar-se à autoridade que o Filho de Deus, Jesus Cristo, nos céus, recebera sobre as nações. (Rev. 11:15; 12:10) Quão “repugnante” isso era aos olhos de Jeová Deus! “Honras” similares foram também dadas à sucessora da Liga, as Nações Unidas, colocando-as assim num lugar que a cristandade considera como “santo”. Mas a Bíblia prediz que será esta “coisa repugnante”, as Nações Unidas, que causará a desolação dos que confiam nela, primeiro dos da cristandade (que recebe a atenção principal na grande profecia de Jesus) e depois do restante de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. (Rev. 17:1-5, 16-18) Isto não será nada insignificante. Descrevendo-o, Jesus disse que “então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”.

      12. Que ação temos de tomar agora individualmente, para evitarmos ser destruídos naquela “grande tribulação”?

      12 Para se evitar ser decepado naquela tribulação, é urgente fugir agora, sair da cristandade, cortando todos os laços com as igrejas dela. É necessário demonstrar a Deus, não apenas por palavras, mas por ações, que não se está em harmonia com a hipocrisia da cristandade, que afirma crer em Cristo, mas deixa de aplicar os ensinos dele, envolvendo-se em vez disso nos assuntos políticos do mundo. Para se estar entre os sobreviventes, é preciso ‘não estar amando nem o mundo, nem as coisas no mundo’ — nenhuma parte dele — mas precisa-se ser seguidor fiel do Filho de Deus. — 1 João 2:15-17.

      13. Que efeito benéfico teve o primeiro cumprimento de Mateus 24:4-22 sobre as expectativas dos verdadeiros cristãos?

      13 Lembre-se de que, conforme mostrado pelos acontecimentos, toda esta parte da profecia de Jesus, conforme registrada nos versículos 4 a 22 do capítulo 24 de Mateus, tem aplicação dupla. Seu primeiro cumprimento fortaleceu a convicção dos verdadeiros cristãos, de que as coisas restantes também ocorreriam.

      APÓS A TRIBULAÇÃO DE JERUSALÉM

      14. (a) Que coisas preditas em Mateus 24:23-28 ocorrem durante que período da história? (b) Portanto, qual é a diferença entre o aviso contra “falsos cristos”, registrado em Mateus 24:24, e a advertência encontrada nos versículos 4 e 5?

      14 O que está registrado em Mateus, capítulo 24, versículos 23 a 28, refere-se a acontecimentos a partir de 70 E. C. e até os dias da presença (parousia) invisível de Cristo. A advertência contra “falsos cristos” não é simples repetição dos Mt 24 versículos 4 e 5. Os versículos posteriores descrevem um período mais longo — tempo em que homens tais como o judeu Bar Kokhba liderou uma revolta contra os opressores romanos, em 131-135 E. C., ou quando o líder muito posterior da religião Bahai afirmava ser o Cristo retornado e quando o líder dos Doukhobors, no Canadá, professava ser Cristo, o Salvador. Mas ali, na sua profecia, Jesus advertira seus seguidores, de não se deixarem desencaminhar pelas alegações de pretendentes humanos.

      15. Como podia o reconhecimento de que a presença de Jesus seria invisível proteger os discípulos dele contra serem desencaminhados?

      15 Ele disse aos seus discípulos que sua presença não seria simplesmente assunto local, mas, visto que seria Rei invisível, dirigindo desde os céus sua atenção sobre a terra, sua presença seria como o relâmpago que “sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais”. Por isso os exortou a terem vista aguda, enxergando longe, assim como as águias, e a reconhecerem que o verdadeiro alimento espiritual só seria encontrado com Jesus Cristo, a quem se deveriam ajuntar como ao verdadeiro Messias, na sua presença invisível, que estaria ocorrendo a partir de 1914. — Mat. 24:23-28; Mar. 13:21-23; veja Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, páginas 320-323 da edição inglesa.

      A PARTIR DE 1914 E. C.

      16. Em que período se cumprem os acontecimentos descritos em Mateus 24:29 a 25:46?

      16 Conforme indica a comparação dos textos bíblicos com os acontecimentos da história, a partir do Mt 24 versículo 29 do capítulo 24 do relato de Mateus, até o fim do Mt capítulo 25, os acontecimentos descritos são os que atingem seu clímax durante o período a partir de 1914 E. C. Alguns destes acontecimentos, naturalmente, tiveram seu começo no primeiro século, mas a conclusão que indicam se dá neste século vinte. Isto se aplica ao que se diz sobre o “escravo fiel e discreto” e também às ilustrações das dez virgens e dos talentos. — Mat. 24:45-47; 25:1-30.

      17. (a) Qual é a “tribulação” mencionada em Mateus 24:29? (b) Como se pode dizer que os acontecimentos que começaram em 1914 E. C. ocorreram “imediatamente depois” do que aconteceu em 70 E. C.?

      17 A referência de Mateus 24:29 a algo que ocorre “depois da tribulação daqueles dias” diz respeito a acontecimentos desde 1914 E. C., e isso é depois da “grande tribulação” que sobreveio a Jerusalém em 70 E. C. É verdade que, do ponto de vista do homem, com sua vida curta, eventos dos nossos dias talvez não sejam encarados como ocorrendo “imediatamente depois” do que aconteceu em 70 E.C. Mas Deus, para quem mil anos “são apenas como o ontem que passou”, encara as coisas de modo diferente. — Sal. 90:4; compare isso com o “em breve” de Revelação 1:1.

      18. Explique o cumprimento de Mateus 24:29.

      18 Tem ocorrido desde 1914 E. C., assim como predito: “O sol ficará escurecido, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados.” A partir do irrompimento da Primeira Guerra Mundial, a humanidade entrou num período realmente tenebroso. Não tem havido luz quanto ao futuro, de fontes a que o homem costumava recorrer. Também tem sido verdade que, em sentido histórico, os céus literais eram encarados como domínio das aves. Mas, no começo do século vinte, o homem conseguiu fazer voar um aeroplano, que logo foi usado para fins de guerra. Isto levou ao desenvolvimento dos mortíferos foguetes, também às sondas espaciais que levaram homens à lua, com o resultado de que esta passou a ser encarada como potencial base militar para controlar a terra. Durante este mesmo tempo, o que se aprendeu sobre o bombardeio da terra por raios cósmicos procedentes do sol e das estrelas tem aumentado os temores do homem. Não é que os próprios céus tenham mudado, mas em resultado do que o próprio homem tem feito e por causa de seu crescente conhecimento de forças extraterrestres, que não pode controlar, os céus físicos têm assumido um aspecto agourento para muitos desta geração. — Mat. 24:29; Mar. 13:24, 25.

      19. Tudo isso leva a que acontecimento descrito em Mateus 24:30?

      19 Tudo isso leva ao fim deste sistema de coisas, ao tempo em que, conforme diz Mateus 24:30, “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamentação”. Este tempo está agora muito próximo! — Mar. 13:26.

      20. Por que não participarão todos na “lamentação” e como é isso indicado pelo versículo seguinte?

      20 Nem todos se estarão lamentando, porém, quando ‘o Filho do homem vier com poder’ para destruir o atual sistema iníquo de coisas. Até este tempo, já terão sido ajuntados todos os “escolhidos”, os 144.000 seguidores de Jesus Cristo, ungidos com espírito, conforme Jesus predisse. (Mat. 24:31; Mar. 13:27) Também outros, em grande número, estão tomando sua posição do lado destes ungidos, participando com eles em dar testemunho a todas as nações a respeito do reino messiânico de Deus. — Zac. 8:23.

      21. Que certeza podemos ter de que o tempo da ‘vinda’ do Filho do homem está muito próximo?

      21 Esses não têm dúvida na mente sobre a certeza do cumprimento de todas as coisas preditas por Jesus. Jesus disse: “Aprendei, pois, da figueira o seguinte ponto, como ilustração: Assim que os seus ramos novos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo. Do mesmo modo, também, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele [o Filho do homem] está próximo às portas.” “Todas estas coisas” que ele predisse podem agora ser vistas com clareza inconfundível. — Mat. 24:32-34; Mar. 13:28, 29.

      DETERMINAR O TEMPO

      22. A que “geração” referiu-se Jesus como aquela que presenciaria sua ‘vinda’ com poder destrutivo?

      22 Então, quando é que o Filho do homem virá com poder destrutivo, para eliminar desta terra todos os que amam o caminho da injustiça? O próprio Jesus responde: “Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Mat. 24:34; Mar. 13:30) De que “geração” se trata? Daquela que presenciou os acontecimentos em cumprimento da profecia, a partir de 1914 E. C. Não há dúvida sobre a veracidade do que Jesus disse. Ele acrescentou enfaticamente: “Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.” — Mat. 24:35; Mar. 13:31; veja Mateus 5:18.

      23. O que disse Jesus a respeito de alguém ter conhecimento “daquele dia e daquela hora,” de tal acontecimento?

      23 Forneceu Jesus outros pormenores, além desses, dizendo aos seus discípulos o tempo exato de isto acontecer? Ao contrário, disse-lhes que ‘dia e hora’ não eram conhecidos por nenhuma criatura, e enfatizou este ponto por repeti-lo vez após vez — sim, cinco vezes. “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai”, disse ele. — Mat. 24:36 a 25:13.

      24. No cumprimento da profecia a respeito da “grande tribulação”, no primeiro século, foram os discípulos de Jesus informados de antemão sobre quando começaria a tribulação?

      24 Lembre-se de que no cumprimento da profecia de Jesus, no primeiro século, a respeito da “grande tribulação”, não se forneceu nenhuma data com antecedência quanto ao tempo em que deviam fugir de Jerusalém. Antes, deviam estar atentos a um sinal — ‘a coisa repugnante, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, em pé num lugar santo’. (Mat. 24:15, 16) Apareceu no ano 66 E. C. Os seguidores de Jesus saíram obedientemente da cidade, e, seguindo os registros da história, passaram a morar do outro lado do rio Jordão, na região montanhosa de Pela. Depois disso, porém, passaram-se vários anos antes de a “grande tribulação” sobrevir a Jerusalém no ano 70 E. C. Não há indícios de que os seguidores de Jesus fossem informados com antecedência sobre quando esta tribulação viria. Já estavam num lugar de segurança; não havia realmente nenhum motivo para terem de saber isso.

      25, 26. Por que é que o fato de Noé receber aviso antecipado sobre o dia em que começaria o dilúvio não constitui base para esperarmos um aviso antecipado sobre ‘o dia e a hora’ da vinda da “grande tribulação”?

      25 Mas, não comparou o próprio Jesus os dias de Noé com o tempo de sua presença? (Mat. 24:37-39) E não se disse a Noé com antecedência o dia exato em que começaria o dilúvio? Sim, mas o motivo de Noé ser informado sobre o “dia” não se enquadra na nossa situação. Noé e sua família precisavam saber o tempo em que começaria o dilúvio, para poderem levar todas as espécies básicas de animais a salvo para dentro da arca e depois eles mesmos entrarem, antes de caírem as águas do dilúvio. Isto é algo que não poderiam ter feito com meses de antecedência, porque teria resultado em gastarem prematuramente as provisões armazenadas. Por isso foi exatamente no tempo certo que Deus disse a Noé: “Em apenas mais sete dias farei que esteja chovendo sobre a terra por quarenta dias e quarenta noites; e vou obliterar da superfície do solo toda coisa existente que tenho feito.” — Gên. 7:4.

      26 Nós, porém, não precisamos saber “daquele dia e daquela hora” em que começará o vindouro ato destrutivo de Deus. Não nos foi confiada a sobrevivência da criação animal, nem depende a preservação de pessoas tementes a Deus — agora em mais de duzentas terras em volta do globo — de todos entrarem numa construção literal, em determinado lugar. A execução do propósito de Deus, inclusive a preservação de seu povo, não exige que saibamos de antemão “daquele dia e daquela hora”.

      PERSPECTIVAS PARA OS SOBREVIVENTES

      27. Que requisitos precisam ser satisfeitos para se estar entre os sobreviventes da “grande tribulação”?

      27 A Bíblia torna claro que haverá sobreviventes da vindoura “grande tribulação”, e ela mostra o que se exige para estar entre os sobreviventes. Revelação 7:14 descreve a “grande multidão” de sobreviventes da tribulação, dizendo: “Lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro.” Isto significa que, quando começar a “grande tribulação”, terão uma aparência limpa e aceitável perante Jeová Deus. O que terá isso exigido deles? Ter fé no sangue derramado de Jesus, como base para o perdão de seus pecados, e também empenho contínuo em fazer a vontade de Deus. — João 3:36; Tia. 2:26.

      28. Que grandiosas perspectivas estão diante dos que sobreviverem àquela “grande tribulação”?

      28 As perspectivas que se apresentam perante a “grande multidão” de sobreviventes são realmente maravilhosas. O Cordeiro, Jesus Cristo, “os guiará a fontes de águas da vida”. (Rev. 7:17) Livres de todos os sistemas opressivos, que contribuíram para tornar a vida desagradável na terra, os da “grande multidão” estão assim numa situação ideal de ser reabilitados das fraquezas e imperfeições humanas. Jesus Cristo aplicará a eles os plenos benefícios de seu sacrifício expiatório. Ao passo que aceitarem obedientemente a sua ajuda, avançarão à perfeição. Assim serão por fim destruídas eternamente a doença, a velhice e a morte devidas ao pecado e à imperfeição herdados. (Rev. 21:3-5) Até mesmo o dano causado pela morte será desfeito, ao passo que bilhões de pessoas ressuscitarem dentre os mortos. (João 5:28, 29) Estes ressuscitados terão igualmente a oportunidade de ganhar a vida infindável.

      29. O que é sábio fazermos agora individualmente?

      29 Deveras, ‘o dia e a hora’ em que a tribulação começar pode significar vida ou morte para você, leitor. Não seria sábio, então, que se certificasse de que viva agora como se aquele ‘dia e hora’ viessem amanhã? Não sabemos ‘dia e hora’ em que a “grande tribulação” começará. Mas isto não muda em nada o fato de que se aproxima rapidamente. O período geral é claramente indicado na Palavra de Deus. A “geração” da qual Jesus disse que ela não só veria os acontecimentos do ano de 1914, mas também a “grande tribulação”, já está bem avançada em anos. Isto dá mais urgência à situação e deve induzir-nos a considerar bem se nós, pessoalmente, vivemos mesmo em pleno reconhecimento de que ‘o dia e a hora’ do julgamento por Deus são iminentes.

      [Foto na página 657]

      Jesus Cristo descreveu aos seus seguidores os acontecimentos que levariam ao fim do sistema de coisas.

      [Foto na página 661]

      Depois de os cristãos terem fugido para a segurança, não havia necessidade de saberem exatamente quando a “grande tribulação” sobreviria a Jerusalém.

  • Como o afeta não saber ‘dia e hora’?
    A Sentinela — 1975 | 1.° de novembro
    • Como o afeta não saber ‘dia e hora’?

      1. O que é que a qualidade predominante de Deus tem que ver com ele não revelar ‘dia e hora’ do começo da “grande tribulação”?

      JEOVÁ DEUS tem um propósito em não revelar ‘dia e hora’ de a “grande tribulação” começar a sua obra demolidora do atual sistema de coisas. Este propósito está intimamente relacionado com a qualidade predominante de Deus — o amor. (1 João 4:8) Sendo ele Deus de amor, deseja ter por servos apenas os que realmente o amem profundamente. (Sal. 119:97; 1 João 5:3) Não quer que criaturas inteligentes se encolham de terror diante dele, servindo só por temerem as punições que possa aplicar a eles. Seus tratos com pessoas sempre foram tais que suscitavam o amor nelas, ao mesmo tempo permitindo-lhes mostrar o que realmente têm no coração.

      2. Como demonstrou Jeová seu amor aos homens imperfeitos?

      2 Expressando muita benignidade imerecida, Jeová permitiu que até mesmo homens ingratos e depreciativos usufruíssem os ciclos naturais que ele pôs em operação para tornar possível a vida na terra. (Atos 14:16, 17; 17:24, 25) Também, durante um período de dezesseis séculos, inspirou cerca de quarenta homens a produzir um registro inspirado, que torna conhecido exatamente que espécie de Deus ele é e o que exige daqueles que aprova. (2 Tim. 3:16, 17) Este registro, contido na Bíblia, fornece orientação sadia, que torna possível que tiremos o melhor proveito da vida, mesmo já agora, apesar de problemas e situações difíceis. (Sal. 19:7-11) Ela nos familiariza também com o extraordinário amor demonstrado por Deus ao dar seu Filho unigênito, a fim de que depusesse a sua vida a nosso favor. Isto abriu para a humanidade a oportunidade de chegar a uma relação aprovada com o único Deus verdadeiro e tornou possível a perspectiva duma vida livre de doença, fraqueza da velhice e morte. — João 3:16; Tito 3:4-7; Rev. 21:3, 4.

      3. Por que não é incoerente com ele ser Deus de amor que Jeová traga a “grande tribulação”?

      3 Mas, como é que pode ser que tal Deus traga também uma tribulação que aterrorize a humanidade com a destruição que causará? Na realidade, ser ele Deus de amor exige que faça isso. Isto talvez pareça estranho a muitas pessoas de hoje. Também parecia estranho a muitos israelitas, há uns vinte e sete séculos atrás, quando o profeta hebreu Miquéias anunciou que Jeová traria uma calamidade sobre o reino de dez tribos de Israel e o reino de duas tribos de Judá. Perguntaram, em descrença: “Ficou descontente o espírito de Jeová ou são estas as suas ações?” A resposta que Jeová deu a isso foi: “Não fazem bem as minhas próprias palavras no caso daquele que anda em retidão?” (Miq. 2:7) Sim, fazer ele o bem aos que andam em retidão exige que aja contra todos os que obstinadamente recusam ajustar-se ao caminho da justiça e que assim contribuem para as injustiças, a opressão e o que é contra a lei, que hoje tornam a vida na terra mais perigosa e desagradável.

      4. Qual é o desejo de Jeová para com toda a humanidade?

      4 Não obstante, antes da vinda “daquele dia e daquela hora”, para agir contra os iníquos, Jeová suplica cordialmente a todos a que abandonem seus caminhos maus. (Veja Isaías 55:6, 7; Jeremias 18:7-10.) Ele é igual a um amoroso pai humano que não se agrada em ter de punir filhos desobedientes, mas que tem prazer em que façam o que é direito. Sobre como Jeová se sentiu a respeito da terrível destruição que permitiu que sobreviesse a Jerusalém, em 607 A. E. C., a Bíblia diz: “Não é do seu próprio coração que ele tem atribulado ou está causando pesar aos filhos dos homens.” (Lam. 3:33) Prefere que as pessoas sigam um modo de vida que não só torne desnecessário que tome ação contra elas, mas que também lhes dê felicidade e satisfação pessoal, e contribua para a segurança e a alegria de seu próximo. “Não deseja que alguém seja destruído”, escreveu o apóstolo Pedro, “mas deseja que todos alcancem o arrependimento”. — 2 Ped. 3:9.

      5. (a) O que são as pessoas induzidas a mostrar a respeito de si mesmas, por Jeová não revelar ‘o dia e a hora’? (b) Como são ajudadas as pessoas sinceras a identificar os verdadeiros cristãos, por Deus não dar a conhecer ‘aquele dia e aquela hora’?

      5 Não ter Jeová Deus dado a conhecer ‘dia e hora’ em que enviará seu Filho para executar o julgamento no sistema iníquo de coisas nesta terra tem desempenhado um papel definitivo em revelar o que há no coração das pessoas. Se realmente não amarem seu Criador e não apreciarem o valor duma boa relação com ele, empenhar-se-ão pelas coisas para as quais se inclina seu coração — abundância de bens materiais, popularidade no mundo, vida egocêntrica. Talvez se inclinem a pensar que, visto Deus não nos informar sobre ‘dia e hora’, provavelmente não venha em nossos dias. Ao mesmo tempo, não divulgar Deus ‘dia e hora’ tem beneficiado os que querem fazer a Sua vontade. Como? Ora, o que Deus tem feito exclui grandes demonstrações de piedade hipócrita apenas pouco antes de seu ‘dia e hora’, por parte dos que apenas fingem ser seus servos. Portanto, os sinceros não ficam confusos sobre a identidade do povo devotado de Deus. Podem ver claramente a diferença entre os que não fazem caso do ‘dia e hora’ de Deus para o julgamento e os que não agem assim.

      NÃO FAZER CASO “DAQUELE DIA E DAQUELA HORA” É PERIGOSO

      6. Que atitude mencionada em 2 Pedro 3:3-7 demonstram muitos hoje em dia?

      6 Muitos minimizam e ridicularizam a evidência bíblica da proximidade da “grande tribulação”, quando é trazida à sua atenção. Suas ações se enquadram na descrição bíblica: “Nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.’” As execuções de julgamentos de Deus no passado, tais como o dilúvio dos dias de Noé, não significam nada para eles. Simplesmente não querem crer que Deus destrua os iníquos, assim como fez no passado. Não querem mudar seu modo de vida, mas querem continuar a entregar-se a seus desejos egoístas. (2 Ped. 3:3-7) Se persistirem nesta atitude e ‘o dia e a hora’ de Deus os apanhar, de modo algum escaparão da calamidade.

      7. Como poderá afetar até mesmo alguns associados com a congregação cristã não tomarem a sério a certeza da vinda “daquele dia e daquela hora” para a execução do julgamento?

      7 A desconsideração do vindouro ‘dia e hora’ de Jeová para executar seu julgamento pode contagiar até mesmo os associados com a verdadeira congregação cristã hoje em dia. Alguém talvez saiba o que a Bíblia diz sobre a “grande tribulação”. Talvez ouça falar dela já por anos, possivelmente até por pais cristãos, dedicados. Mas, não vendo acontecer nada de realmente dramático, começa na própria mente a adiar para o futuro distante a vinda “daquele dia e daquela hora” de Deus. Talvez usufrua a associação sadia dos da congregação, mas pessoalmente não participa com eles de toda a alma na obra de pregação e de fazer discípulos, que Cristo mandou seus seguidores fazer. O mundo e o que tem a oferecer em matéria de aparentes vantagens materiais talvez passem a ser cada vez mais atraentes. Em pouco tempo, encontrar-se-á seguindo interesses materialistas ou talvez pare de fazer empenhos adicionais para renunciar a modos e hábitos que lhe impedem ter uma relação aprovada com Jeová Deus. Talvez pense até mesmo em mudar de vida ‘quando as coisas realmente começarem a acontecer’. Mas, no momento, não está pronto para isso. A tal pessoa falta apreço da justeza dos requisitos de Deus e ela está em grave perigo.

      8. Que efeito podem os excessos no comer e no beber ter sobre a atitude da pessoa para com a “grande tribulação”?

      8 Muitos permitem que os excessos lhes entorpeçam os sentidos quanto à certeza da vinda da “grande tribulação”. Jesus Cristo alertou seus discípulos a este perigo, dizendo: “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço.” (Luc. 21:34, 35) É evidente que os excessos no comer e beber entorpecem os sentidos e ‘sobrecarregam’ o coração com sentimentos de culpa. Ao mesmo tempo, tais excessos abafam as boas motivações. — Pro. 20:1; veja Isaías 28:7.

      9. De que perigo pode ser a preocupação indevida com ganhar a vida?

      9 De modo similar, a preocupação indevida em ganhar a vida pode sobrecarregar o coração. Se alguém se deixasse perder de vista a garantia consoladora de que Jeová Deus cuidará de seu povo, o coração dele em pouco tempo o motivaria a fazer todo o possível para garantir financeiramente seu futuro. (Heb. 13:5, 6) Com o tempo, o empenho pelos interesses espirituais seria posto de lado, deixando-o espiritualmente em falência e numa condição desaprovada perante Jeová Deus. — 1 Tim. 6:9, 10.

      VIVER EM HARMONIA COM A FÉ

      10. Como nos devemos esforçar a viver cada dia, e por quê?

      10 É muito melhor viver cada dia em reconhecimento da certeza da vinda do tempo de Jeová executar o julgamento. Isto não só impedirá que alguém esteja enlaçado numa condição divinamente desaprovada ao chegar ‘o dia e a hora’ de Deus, mas lhe tornará a vida mais agradável, mesmo já agora. (1 Tim. 4:8) Isto se dá porque as ordens de Deus se baseiam em amor e servem para promover o bem. (Rom. 13:8-10) A obediência a estes impede que se siga um proceder mental, física e emocionalmente prejudicial. — Pro. 4:1-15; Ecl. 11:9, 10.

      11. O que habilitou os homens e as mulheres no passado a desenvolver toda a sua vida em torno de fazer a vontade de Deus, embora soubessem que o fim do sistema iníquo não viria durante a sua vida?

      11 Muito antes do século vinte viviam pessoas dum modo que mostrava fé no propósito de Deus, de acabar com toda a iniqüidade e administrar em justiça os assuntos da terra. Sabiam que isso não aconteceria durante a vida delas. Não obstante, a esperança de participar no que Deus reservava para elas era tão forte, que desenvolviam toda a sua vida em torno de fazer a vontade Dele. — Veja Hebreus 11:35-40.

      12. Como demonstraram Abraão e Sara sua fé no cumprimento da promessa de Deus?

      12 Veja o exemplo de Abraão e Sara. Eram habitantes da cidade progressista de Ur. Apesar disso, a convite de Deus, Abraão abandonou de bom grado sua cidade natal em troca duma terra sobre a qual não sabia nada. (Gên. 12:1-4) Sua esposa Sara cooperou nisso plenamente com ele. Quando finalmente chegaram à terra a que Deus os dirigiu, Abraão e Sara não se fixaram em alguma cidade, nem se acomodaram num lar confortável. Eles e seus descendentes fiéis continuaram a morar em tendas. Visto que nada os impediu realmente de voltar a uma vida mais confortável em Ur, por que não o fizeram? A Bíblia responde: “Embora não recebessem o cumprimento das promessas, . . . viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país. Pois, os que dizem tais coisas dão evidência de que buscam seriamente um lugar para si próprios. Contudo, se deveras se tivessem lembrado do lugar de que tinham saído, teriam tido a oportunidade de voltar. Mas agora procuram alcançar um lugar melhor, isto é, um pertencente ao céu.” — Heb. 11:13-16.

      13, 14. O que mostra que Abraão e Sara eram sábios por não deixarem a preocupação indevida com bens materiais decidir seu proceder na vida?

      13 Acha que Abraão e Sara fizeram uma escolha sábia? A vida deles deu-lhes realmente satisfação. (Gên. 25:8) Abraão e Sara receberam ricas recompensas pelo seu proceder. Jeová abençoou os esforços de Abraão, de fazer provisões para os de sua casa, de modo que nunca lhe faltou nada, mas sempre teve abundância. (Gên. 13:2; 14:14) Abraão usufruiu uma relação muito íntima com Deus, sendo até mesmo privilegiado em falar com anjos e recebê-los hospitaleiramente. (Gên. 18:1 a 19:1) Tanto ele como sua esposa receberam o restabelecimento milagroso de sua faculdade de reprodução, habilitando-o a gerar Isaque mediante sua amada esposa Sara. E da linhagem dele nasceu o próprio Filho de Deus como homem. (Gên. 17:17; Heb. 11:11, 12; Luc. 3:23-34) Com referência à proteção e ao cuidado de Deus para com Abraão e os descendentes fiéis deste, o Salmo 105:14, 15, diz: “Ele não permitiu que algum homem os defraudasse, mas por causa deles repreendeu reis, dizendo: ‘Não toqueis nos meus ungidos e não façais nada de mal aos meus profetas.’” — Gên. 12:17; 20:3, 7.

      14 Se Abraão não tivesse aceito o convite de Deus, de abandonar Ur, teria perdido grandiosas oportunidades. Não teria sido em nada diferente de qualquer outro dos habitantes prósperos da antiga Ur, cujo nome há muito está esquecido. Mas, visto que a aceitou, Jeová cumpriu a sua promessa, de engrandecer o nome de Abraão. (Gên. 12:1, 2) Poucos nomes da antigüidade ficaram tão grandes como o de Abraão, especialmente como exemplos de fé notável. E Abraão tornou-se conhecido como ‘amigo de Jeová’. (Isa. 41:8) No tempo devido de Deus, Abraão será ressuscitado dentre os mortos, com a perspectiva de vida eterna diante de si. Hebreus 11:16 diz a respeito de Abraão e de sua prole devota: “Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque aprontou para eles uma cidade [o reino messiânico].”

      15. Esperavam os cristãos do primeiro século que a nova ordem justa de Deus viesse durante a sua vida?

      15 O espírito excelente demonstrado por Abraão e Sara evidenciou-se também entre os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo no primeiro século E. C. Eles também sabiam que a introdução duma nova ordem justa, de novos céus e uma nova terra, não se cumpriria durante a sua vida. O apóstolo Paulo, escrevendo sob inspiração divina, salientou a concrentes que o “dia de Jeová” só viria depois de se arraigar firmemente uma apostasia da verdadeira crença. — 2 Tes. 2:1-8; 2 Ped. 3:13.

      16. Que atitude adotavam aqueles primitivos cristãos para com os bens materiais, e como foi isso benéfico?

      16 Será que os cristãos do primeiro século levavam então uma vida que desconsiderava a vinda de ‘dia e hora’ de Jeová? Não os que davam valor à sua relação com Deus, como discípulos de Jesus Cristo. Despojavam-se voluntariamente de bens materiais, a fim de que outros pudessem compartilhar de suas alegrias espirituais. (Luc. 14:33; Fil. 3:7-9) Por exemplo, depois do dia de Pentecostes de 33 E. C., muitos crentes venderam seus bens e tornaram os fundos disponíveis, a fim de que fossem usados para ajudar os que necessitassem deles para permanecer em Jerusalém, para continuar a tirar proveito do ensino dos apóstolos. — Atos 2:41-47; 4:34, 35.

      17. Por que encaravam os cristãos lá no primeiro século a pregação das “boas novas” como questão de urgência?

      17 Os seguidores fiéis de Jesus Cristo tomaram a sério sua comissão de fazer discípulos. (Mat. 28:19, 20) Em menos de trinta anos, conseguiram fazer com que as “boas novas” fossem proclamadas em lugares amplamente dispersos do Império Romano e mesmo além dele. (Col. 1:23) Reconheciam a urgência de fazer isso. Sabiam que as pessoas podiam morrer mesmo antes de saberem da perspectiva de ganhar vida imortal, como governantes associados de Jesus Cristo. Trabalhavam altruistamente, a fim de que o maior número possível tivesse a oportunidade de participar nesta perspectiva gloriosa. Além disso, o fim do sistema judaico de coisas havia de vir dentro daquela geração. Portanto, era preciso que os judeus, não importando onde vivessem, fossem informados da profecia de Jesus Cristo sobre isso, a fim de que pudessem agir em harmonia com ela e escapar da calamidade.

      18. O que pensam as testemunhas cristãs de Jeová, como grupo, nos nossos dias, a respeito da importância da aplicação do conselho bíblico à sua vida, bem como da pregação das “boas novas” a outros?

      18 As testemunhas cristãs de Jeová, como grupo, esforçam-se hoje a fazer a mesma coisa. Estão convencidas de que acatar o conselho da Palavra de Deus é o melhor modo de viver. Habilita a pessoa a usufruir a vida já agora e dá-lhe uma sólida esperança do futuro. (1 Tim. 6:17-19) Reconhecem também a importância de alertar as pessoas em toda a parte à necessidade de chegarem a uma relação aprovada com o Criador, antes de começar a “grande tribulação”. (Veja Ezequiel 33:2-9; 1 Coríntios 9:16.) Por isso estão dispostos a fazer esforços sinceros de ajudar seu próximo a obter conhecimento exato da vontade de Deus.

      19, 20. (a) Até que ponto estiveram muitas Testemunhas dispostas a ajudar outros a obter conhecimento do propósito de Deus? (b) Há qualquer motivo de lamentarem não ter seguido outros interesses?

      19 A fim de ajudar outros a saber sobre Jeová e seu maravilhoso propósito para a humanidade, um número considerável deles renunciou a carreiras promissoras, desfez-se de lucrativos interesses comerciais, vendeu bens materiais que achou desnecessários, ou reajustou de outro modo sua situação. Pelo mesmo motivo, muitos mudaram-se para outras partes de seu próprio país ou até para outros países. Depois há os que escolheram o celibato, ou que, como casados, decidiram renunciar à alegria de ter filhos, a fim de se tornarem disponíveis para o serviço, que de outro modo teria sido difícil de realizar.

      20 Alguns de tais homens e mulheres já ficaram idosos e doentios. Sentem-se desapontados de ainda não terem sido libertos do atual sistema ímpio? Lamentam não ter ido atrás de certos interesses que em si mesmos não teriam sido errados? Acham que foi desnecessário o sacrifício que fizeram? Os que fizeram sua decisão à base do profundo amor a Jeová Deus e do desejo de ajudar outros não lamentam isso. Não invejam outros, pensando que teria sido melhor se tivessem levado sua vida de modo diferente. Nem desprezam os que decidem estabelecer-se em certa região e ali criar seus filhos segundo princípios bíblicos. Têm a satisfação de ter feito o que sabiam ser direito no seu caso e alegram-se de ter mantido uma relação íntima com Jeová Deus.

      APREÇO DOS MODOS DE JEOVÁ

      21. Como devemos encarar a questão de a “grande tribulação” talvez não vir tão cedo como pessoalmente a esperemos?

      21 É apenas natural que queiramos ter o mais depressa possível o alívio dos crescentes problemas do mundo, da luta do dia a dia de ganhar a vida, bem como das doenças, da velhice e da morte. Mas, o que acontecerá se tal alívio não vier tão cedo como pessoalmente o espera? Afetaria isso seu coração? Ficaria tentado a esquecer-se da importância da relação correta com Jeová Deus e de cuidar de que tenha os prazeres que possa achar no mundo? Se realmente amar a Jeová, seu serviço a Jeová não se limita a qualquer data. Sabe que aquilo que os verdadeiros cristãos têm vale mais do que qualquer outra coisa que este mundo possa oferecer. Está convencido de que Jeová Deus não deixará de cumprir todas as coisas que prometeu aos seus servos. Conforme diz a carta inspirada aos hebreus: “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.” — Heb. 6:10.

      22. Se compartilharmos realmente do ponto de vista de Jeová para com a humanidade, como encararemos qualquer tempo remanescente antes da “grande tribulação”?

      22 Nunca devemos chegar à conclusão de que aquilo que se diz aqui significa que a “grande tribulação” ainda esteja longe, nem permitir que adotemos um modo de pensar semelhante ao do mundo alheado de Deus. Enquanto houver pessoas que ainda aceitam o cordial apelo de Deus, devemos ficar animados com isso. Está em harmonia com o desejo de Jeová, de que ninguém seja destruído, mas que todos alcancem o arrependimento. (2 Ped. 3:9) Compartilharmos o ponto de vista de Deus para com a humanidade fará com que nos regozijemos de que o caminho ainda está aberto para outros tomarem posição ao lado de Jeová, tendo em vista a perspectiva da vida eterna. E ao continuarmos a ver o cumprimento óbvio do propósito de Jeová, de que o máximo número possível obtenha uma condição aprovada perante ele, certamente deve fortalecer nossa convicção de que seu ‘dia e hora’ para a execução do julgamento virá, porque isto também faz parte de seu propósito imutável.

      23. (a) O que nos dá absoluta certeza de que se cumprirá o propósito de Deus para com a eliminação do atual sistema iníquo e a introdução de sua nova ordem e de que isso se dará no tempo designado de Deus? (b) Em vista disso, o que devemos estar individualmente decididos a fazer?

      23 A própria reputação de Jeová, sua veracidade, nos fornecem uma firme garantia de que sua promessa, de acabar com a injustiça, opressão e dor, está “arfando” ou avidamente avançando para o seu cumprimento. (Sal. 117:2) Do ponto de vista humano, talvez pareça a alguns que está demorando. Não obstante, é assim como foi revelado ao profeta hebreu Habacuque: “A visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Hab. 2:3) Sendo assim, esforça-se agora mesmo a manter uma relação aprovada com Jeová Deus? Está decidido a continuar a servir a ele, não importa o que o futuro traga? Se for motivado corretamente pelo amor a Deus e ao próximo, será assim. E poderá aguardar confiantemente a recompensa que Deus lhe dará, bem como a todos os outros da humanidade, que o amarem intensamente de coração.

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    A Sentinela — 1975 | 1.° de novembro
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      ● A Bíblia inteira, ou partes dela, acha-se agora disponível em 1.526 idiomas, segundo as Sociedades Bíblicas Unidas. No ano retrasado, apareceu pela primeira vez em mais vinte e seis idiomas. O compêndio bíblico A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e lançado em 1968, já foi impresso no total de 74 milhões de exemplares em 91 idiomas. Outro destes compêndios bíblicos, Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte? (1973), já é publicado em 14 idiomas: já se imprimiram mais de 16 milhões de exemplares.

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