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O Danúbio — gigantesco rio da EuropaDespertai! — 1970 | 22 de novembro
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e alimenta simultaneamente o camponês búlgaro e o milionário parisiense. Desempenha importante papel na vida do comerciante londrino e do criador de cavalos húngaro. Imparcialmente serviu aos exércitos das tribos nômades e às potências mundiais. Mas, também inspirou o homem a escrever linda música, dançada através do mundo: O Danúbio Azul.
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Tem seu médico medo do leitor?Despertai! — 1970 | 22 de novembro
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Tem seu médico medo do leitor?
QUÃO amiúde os pacientes expressam medo ou ansiedade de irem ao consultório de seu médico! Agora, porém, parece que a situação talvez se inverteu.
Recentemente, uma Subcomissão do Senado Sobre a Reorganização Executiva concluiu um estudo de dois anos sobre o problema de falhas médicas nos Estados Unidos. Segundo o Medical Tribune, de 1.º de dezembro de 1969, o relatório observava: “O número avolumante de processos devido a falhas médicas obriga os médicos a praticar o que chamam de ‘medicina defensiva’, considerando cada paciente como potencial iniciador dum processo de falha médica.”
O medo dum processo causa os médicos por demais cautelosos a pedir excessivos exames para seu diagnóstico, ou a evitar um exame necessário devido a envolver um risco. Assim, não raro isto influencia o cuidado do paciente e os custos.
O American Medical News declarou que “julgamentos e acordos mais elevados aumentam o custo dos prêmios do seguro dos médicos, que estão sendo passados aos pacientes, às companhias de seguro de saúde e aos programas médicos federais sob a forma de consultas mais caras”. Assim, segundo a subcomissão do Senado, a intervenção federal parece iminente.
Crescente Número de Processos
O primeiro processo relatado devido a falhas médicas nos Estados Unidos foi feito em 1794. Assim, os processos devido a falhas médicas não são coisa nova, mas por certo aumentam rápido de número. Entre 1930 e 1940, os processos devido a falhas médicas aumentaram mil por cento, segundo relatado! O aumento continua a ser vertiginoso.
Em seu exemplar de 10 de maio de 1958, o Journal of the American Medical Association disse que se movera um processo contra um de cada sete de seus membros vivos em algum tempo de sua carreira. Relatou-se por volta do mesmo tempo que, em Nova Iorque e em Washington, D.C., um de cada cinco médicos fora processado pôr falha médica, e que, na Califórnia, o número era de um em cada quatro.
Parece que tal tendência mudará! Não, pois, no último ano se relatou que pelo menos um médico em cada cinco nos EUA podia esperar que se movesse contra ele um processo em algum tempo antes do fim de sua carreira. E foi dito que talvez acontecesse com um de cada quatro.
Naturalmente, muitos destes são processos movidos apenas para incomodar os outros, movidos em bases débeis, na esperança dum acordo rápido. Calcula-se que apenas um de cada 100 processos devido a falhas médicas chegue ao tribunal de apelação. Visto que houve 266 casos de falhas médicas decididos pelos tribunais de apelação dos EUA de 1.º de janeiro de 1946 até junho de 1956, isto indica que talvez tenha havido cerca de 26.000 processos movidos no mesmo período.
Julgamentos Contra a Classe Médica
Os julgamentos contra a classe médica com freqüência têm sido muitíssimo custosos porque envolvem duas das mais preciosas posses do paciente — sua saúde e sua vida. Em certo caso, um anestésico espinhal foi ministrado a uma senhora e causou dificuldades respiratórias e parada cardíaca, resultando em irreversível dano cerebral. Fez-se um julgamento ao preço de Cr$ 1.585.000,00 num tribunal de Nova Iorque.
Em Nova Jersey, um júri concedeu aos pais de uma criança de cinco anos a soma de Cr$ 1.250.000,00 devido ao cuidado impróprio prestado na ocasião de a criança nascer. Sustentou-se que a negligência resultou na perda das faculdades sensoriais da menininha, e em ela ser incapaz de sentar-se e alimentar a si mesma.
Em outro caso, deu-se anestesia geral à esposa dum médico, muito embora ela ingerira uma refeição completa e um sanduíche de meia-noite, dentro de seis horas do início das dores do parto. Quando ela vomitou e então ficou sufocada pelo vômito, os médicos falharam em injetar um relaxante muscular ou em fazer uma traqueotomia, que teria permitido que ela inalasse oxigênio. Assim, sofreu irreversível dano cerebral. O veredicto do júri foi a favor de Cr$ 2.080.000,00.
As transfusões de sangue têm figurado em vários processos devido a falhas médicas. Num caso de Nova Iorque, certa enfermeira e um médico interno ministraram a uma paciente uma transfusão de sangue que havia sido ordenada para outrem. Mesmo quando a paciente lhes disse que o sangue não era para ela, eles a deram assim mesmo. O hospital foi tido como responsável.
Em caso similar, o autor processou certo anestesista, um cirurgião e o hospital devido à dor, ao sofrimento e à morte causados a um paciente de cirurgia a quem se administrou sangue tencionado para outra pessoa. O veredicto do júri foi contra todos os três acusados em conjunto, no valor de Cr$ 650.000,00.
A transfusão de sangue incompatível também esteve envolvida em vários julgamentos. Em um, Cr$ 750.000,00 foram concedidos a um oficial de marinha pela morte de sua esposa. Em outro caso, a autora do processo e seu marido receberam Cr$ 250.000,00. Ela sofrera uma reação hemofílica à transfusão de sangue incompatível.
A sentença recorde até agora foi dada por um tribunal de apelação da Flórida, EUA — de Cr$ 7.500.000,00! O processo foi movido a favor de certa mãe de três filhos menores, de trinta e cinco anos, que alegadamente sofreu grave dano cerebral iatrogênico (provocado pelo médico). A ação se baseou na acusação de que foram ministradas drogas com potência e quantidade excessivas “contrário ao exercício correto e aceito da medicina”.
Mas, esta não é a única sentença superior a sete milhões de cruzeiros que os tribunais baixaram. Tem havido pelo
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