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  • Como se desenvolveu a doutrina da Trindade?
    Deve-se Crer na Trindade?
    • é uma doutrina de Cristo e de seus Apóstolos, mas sim uma ficção da escola de posteriores platonistas.”

      Assim, no quarto século EC, a apostasia predita por Jesus e por seus apóstolos veio a florescer plenamente. O desenvolvimento da Trindade era apenas uma evidência disso. As igrejas apóstatas também começaram a abraçar outras idéias pagãs, como o inferno de fogo, a imortalidade da alma e a idolatria. Espiritualmente falando, a cristandade havia entrado na sua predita era obscura, dominada por uma crescente classe clerical, o “homem que é contra a lei”. — 2 Tessalonicenses 2:3, 7.

      Por Que os Profetas de Deus Não a Ensinaram?

      POR QUE, por milhares de anos, nenhum dos profetas de Deus ensinou Seu povo a respeito da Trindade? No mínimo, não usaria Jesus a sua habilidade como Grande Instrutor para tornar a Trindade clara a seus seguidores? Inspiraria Deus centenas de páginas de Escritura, e, ainda assim, nada usaria dessa instrução para ensinar a Trindade se esta realmente fosse a “doutrina central” da fé?

      Devem os cristãos crer que séculos depois de Cristo, e depois de ter inspirado a escrita da Bíblia, Deus apoiaria a formulação de uma doutrina que era desconhecida a seus servos por milhares de anos, uma doutrina que é um ‘mistério insondável’, “além da compreensão da razão humana”, que admitidamente teve um fundo pagão e era “em grande parte uma questão de política eclesial”?

      O testemunho da história é claro: O ensino da Trindade é um desvio da verdade, uma apostasia.

  • O que diz a Bíblia sobre Deus e Jesus?
    Deve-se Crer na Trindade?
    • O que diz a Bíblia sobre Deus e Jesus?

      SE ALGUÉM lesse a Bíblia de capa a capa sem nenhuma idéia preconcebida a respeito de uma Trindade, chegaria ele a tal conceito por si mesmo? De modo algum.

      O que se torna bem claro para um leitor imparcial é que somente Deus é o Todo-poderoso, o Criador, separado e distinto de qualquer outra pessoa, e que Jesus, mesmo na sua existência pré-humana, era e é também uma pessoa separada e distinta, um ser criado, subordinado a Deus.

      Deus É Um, Não Três

      ESSE ensino bíblico de que Deus é um só é chamado de monoteísmo. E L. L. Paine, professor de história eclesiástica, indica que o monoteísmo em sua mais pura forma não permite uma Trindade: “O Antigo Testamento é estritamente monoteísta. Deus é um ser pessoal, único. A idéia de que ali se encontra uma trindade . . . é totalmente infundada.”

      Houve algum desvio do monoteísmo depois que Jesus veio à terra? Paine responde: “Neste ponto não existe descontinuidade entre o Antigo Testamento e o Novo. A tradição monoteísta continua. Jesus era judeu, educado por pais judeus nas escrituras do Antigo Testamento. O ensino dele era judaico até o âmago; um novo evangelho, sim, mas não uma nova teologia. . . . E ele aceitou como crença sua o grande texto do monoteísmo judaico: ‘Ouve, Ó Israel, o Senhor, nosso Deus é um só Deus.’”

      Estas palavras se acham em Deuteronômio 6:4. A tradução católica A Bíblia de Jerusalém (BJ), diz ali: “Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh!”a Na gramática desse versículo, a palavra “único” não tem modificativos para o plural para sugerir que signifique outra coisa senão um só indivíduo.

      O cristão apóstolo Paulo tampouco indicou alguma mudança na natureza de Deus, mesmo depois de Jesus ter vindo à terra. Ele escreveu: “Deus é apenas um.” — Gálatas 3:20; veja também 1 Coríntios 8:4-6.

      Milhares de vezes, por toda a Bíblia, fala-se de Deus como sendo uma única pessoa. Quando ele fala, é como indivíduo indiviso. A Bíblia não podia ser mais clara nisso. Como Deus diz: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem.” (Isaías 42:8) “Eu sou Iahweh, teu Deus . . . Não terás outros deuses diante de mim.” (O grifo é nosso.) — Êxodo 20:2, 3, BJ.

      Por que todos os escritores bíblicos inspirados por Deus falariam Dele como sendo uma pessoa única se ele fosse realmente três pessoas? A que objetivo isso serviria, senão desencaminhar as pessoas? Certamente, se Deus fosse composto de três pessoas, ele teria feito com que os escritores bíblicos deixassem isso rigorosamente claro, para que não houvesse dúvida a respeito. Pelo menos os escritores das Escrituras Gregas Cristãs, que tiveram contato pessoal com o próprio Filho de Deus, teriam feito isso. Mas não fizeram.

      Em vez disso, o que os escritores bíblicos realmente deixaram rigorosamente claro é que Deus é uma só Pessoa — um Ser ímpar, indiviso, sem igual: “Eu sou Jeová, e não há outro. Além de mim não há Deus.” (Isaías 45:5) “Tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” — Salmo 83:18.

      Não Um Deus Pluralizado

      JESUS chamou a Deus de “o único Deus verdadeiro”. (João 17:3) Jamais referiu-se ele a Deus como uma deidade composta de pessoas pluralizadas. É por isso que na Bíblia ninguém senão Jeová é chamado de Todo-poderoso. Se assim não fosse, isso anularia o sentido da palavra “todo-poderoso”. Nem Jesus e tampouco o espírito santo é alguma vez assim chamado, pois somente Jeová é supremo. Em Gênesis 17:1 ele declara: “Eu sou o Deus Todo-poderoso.” E Êxodo 18:11 diz: “Jeová é maior do que todos os demais deuses.”

      Nas Escrituras Hebraicas, a palavra ʼelóh·ah (deus) tem duas formas de plural, a saber, ʼelo·hím (deuses) e ʼelo·héh (deuses de). Estas formas de plural geralmente se referem a Jeová, casos em que são traduzidas no singular por “Deus”. Indicam tais formas pluralizadas a existência de uma Trindade? Não, não indicam. Em A Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), William Smith diz: “A fantasiosa idéia de que [ʼelo·hím] se refere à trindade de pessoas na Divindade dificilmente encontra agora entre os peritos alguém que a apóie. Trata-se daquilo que os gramáticos chamam de plural de majestade, ou denota a plenitude da força divina, a soma dos poderes exibidos por Deus.”

      A The American Journal of Semitic Languages and Literatures (Revista Americana de Línguas e Literatura Semítica) diz sobre ʼelo·hím: “É quase que invariavelmente construída com um predicado verbal singular, e tem atributo adjetival singular.” Ilustrando, o título ʼelo·hím aparece 35 vezes isoladamente no relato da criação, e em todos os casos o verbo que descreve o que Deus disse e fez está no singular. (Gênesis 1:1-2:4) Assim, essa publicação conclui: “[ʼElo·hím] deve antes ser explicado como sendo um plural intensivo, denotando grandeza e majestade.”

      ʼElo·hím não significa “pessoas”, mas sim “deuses”. Portanto, aqueles que argumentam que essa palavra subentende uma Trindade fazem de si mesmos politeístas, adoradores de mais de um Deus. Por quê? Porque significaria que haveria três deuses na Trindade. No entanto, quase todos os defensores da Trindade rejeitam o conceito de que a Trindade se componha de três deuses separados.

      A Bíblia também usa as palavras ’elo·hím e ’elo·héh ao se referir a um sem-número de falsos deuses ídolos. (Êxodo 12:12; 20:23) Mas, outras vezes pode referir-se simplesmente a um único deus falso, como quando os filisteus se referiram a “Dagom, seu deus [ʼelo·héh]”. (Juízes 16:23, 24) Baal é chamado de um “deus [ʼelo·hím]”. (1 Reis 18:27) Além disso, o termo é usado para humanos. (Salmo 82:1, 6) A Moisés se disse que ele devia servir como “Deus [ʼelo·hím]” para Arão e para Faraó. — Êxodo 4:16; 7:1.

      Obviamente, o emprego dos títulos ʼelo·hím e ʼelo·héh para deuses falsos, e até para humanos, não significava que cada um deles fosse uma pluralidade de deuses; do mesmo modo, aplicar ʼelo·hím ou ʼelo·héh a Jeová não significa que ele seja mais do que uma só pessoa, em especial quando levamos em conta o testemunho do restante da Bíblia sobre esse assunto.

      Jesus É Uma Criação à Parte

      ENQUANTO esteve na terra, Jesus era humano, embora perfeito, pois fora Deus quem transferira a força de vida de Jesus para o ventre de Maria. (Mateus 1:18-25) Mas, não foi assim o início de Jesus. Ele mesmo declarou que ‘descera do céu’. (João 3:13) Assim, era apenas natural que ele mais tarde dissesse a seus seguidores: “E quando virdes o Filho do Homem [Jesus] subir aonde estava antes?” — João 6:62, BJ.

      Assim, Jesus existia no céu antes de vir à terra. Mas, existia ele em forma de uma das pessoas componentes de uma Divindade todo-poderosa, eterna e trina? Não, pois a Bíblia diz claramente que na sua existência pré-humana, Jesus era um ser espiritual criado, do mesmo modo como os anjos são seres espirituais criados por Deus. Nem os anjos e tampouco Jesus existiam antes de serem criados.

      Jesus, na sua existência pré-humana, era “o Primogênito de toda criatura”. (Colossenses 1:15, BJ) Era “o princípio da criação de Deus”. (Revelação [Apocalipse] 3:14, Bíblia Vozes [BV]) “Princípio” [grego: ar·khé] não pode corretamente ser interpretado para significar que Jesus era o ‘principiador’ da criação de Deus. Em seus escritos bíblicos, João usa diversas formas da palavra grega ar·khé mais de 20 vezes, e estas sempre têm o significado comum de “princípio”. Sim, Jesus foi criado por Deus como o princípio das criações invisíveis Deste.

      Note quão de perto essas referências à origem de Jesus se correlacionam com expressões feitas pela “Sabedoria” figurativa no livro bíblico de Provérbios: “Iahweh me criou, primícias de sua obra, antes de seus feitos mais antigos. Antes que as montanhas fossem implantadas, antes das colinas, eu fui gerada; ainda não havia feito a terra e a erva, nem os primeiros elementos do mundo.” (Provérbios 8:12, 22, 25, 26, BJ) Ao passo que o termo “Sabedoria” é usado para personificar aquele que Deus criou, a maioria dos peritos concorda que se trata realmente de uma figura de linguagem que se refere a Jesus na sua condição de criatura espiritual anterior à sua existência qual humano.

      Como “Sabedoria” em sua existência pré-humana, Jesus diz adicionalmente que “estava junto com ele [Deus] como o mestre-de-obras”. (Provérbios 8:30, BJ) Em harmonia com esse papel de mestre-de-obras, Colossenses 1:16 diz de Jesus que “por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra”. — A Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH).

      Assim, foi por meio desse mestre-de-obras, seu sócio minoritário, por assim dizer, que o Deus Todo-poderoso criou todas as outras coisas. A Bíblia resume o assunto da seguinte maneira: “Para nós, contudo, há só um Deus, o Pai, de quem tiveram o ser todas as coisas . . . e só um Senhor Jesus Cristo, por quem todas as coisas (foram feitas).” (O grifo é nosso.) — 1 Coríntios 8:6, So.

      Sem dúvida foi a esse mestre-de-obras que Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem.” (Gênesis 1:26) Alguns afirmam que “façamos” e “nossa” nessa expressão indicam uma Trindade. Mas, se você dissesse: ‘Façamos algo para nós’, ninguém normalmente entenderia que isso subentendesse que várias pessoas estivessem combinadas como uma só dentro de sua pessoa. Você simplesmente estaria querendo dizer que duas ou mais pessoas trabalhariam juntas em algum projeto. Assim, também, quando Deus disse “façamos” e “nossa”, ele estava simplesmente falando a outra pessoa, à sua primeira criação espiritual, o mestre-de-obras, o pré-humano Jesus.

      Poderia Deus Ser Tentado?

      EM MATEUS 4:1, fala-se de Jesus como sendo “tentado pelo Diabo”. Depois de mostrar a Jesus “todos os reinos do mundo e a glória deles”, Satanás disse: “Todas estas coisas te darei, se te prostrares e me fizeres um ato de adoração.” (Mateus 4:8, 9) Satanás tentava induzir Jesus a ser desleal a Deus.

      Mas, que teste de lealdade seria esse se Jesus fosse Deus? Poderia Deus rebelar-se contra

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