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Adaptar-se ou não se adaptar?A Sentinela — 1973 | 1.° de fevereiro
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Deus. Este foi o adversário de Deus, Satanás, o Diabo. Queremos de algum modo adaptar-nos à imagem dele, e, de fato, tornar-nos seus “filhos”? (João 8:44; 1 João 3:10-12) Ou queremos ser iguais ao Filho de Deus, que se negou a se adaptar ao proceder errado do mundo, embora sofresse maior pressão do que qualquer outro já sofreu? Em vez de se adaptar ao mundo, Jesus podia dizer: “Eu venci o mundo.” — João 16:33.
Raras vezes é fácil recusar-se a se adaptar. Mas, lembre-se disso: aquele que defende corajosamente o que sabe ser direito é usualmente admirado por muitos. É verdade que alguns falarão dele com desprezo, mas fazem isso porque querem justificar seu próprio proceder errado por tentarem rebaixá-lo ao seu próprio nível baixo de vida. Contudo, os que zombam e caçoam muitas vezes admiram secretamente, no seu íntimo, a convicção do jovem ou da jovem que se apega firmemente ao que ele ou ela crê ser direito e verdadeiro. Talvez gostassem de ter tal força.
Sim, em vez de nos adaptar a este mundo, nós também podemos ‘vencer o mundo’ e obter a aprovação de Deus e a felicidade infindável que a Sua aprovação nos pode dar.
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Aceitação do treinamento piedoso desde a infânciaA Sentinela — 1973 | 1.° de fevereiro
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Aceitação do treinamento piedoso desde a infância
Conforme narrado por Rose Cuffie
A BÍBLIA diz em Provérbios 22:6: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” Visto que este princípio se aplica também às moças, considero-me abençoada por ter tido pais que fizeram exatamente isso.
Nasci em Trinidad, no ano de 1919. As testemunhas cristãs de Jeová estavam então ajudando meus pais a estudar a Bíblia. Por isso, meus pais começaram bastante cedo a treinar seus dez filhos de modo piedoso.
Amiúde fomos ensinados com a ajuda de gravuras, tais como as num livro chamado “Sinopse do Fotodrama da Criação”, que ilustrava a história real da Bíblia. Por exemplo, meus pais me mostravam a gravura de Noé construindo a arca e depois perguntavam: Por que foi Noé salvo quando veio o dilúvio? Assim aprendi já bastante cedo que Noé e sua família sobreviveram porque eram justos. Isto causou uma impressão duradoura em mim, de modo que quis ser semelhante a Noé, mas nunca como aqueles que foram destruídos pelo dilúvio.
Além de usarem gravuras, meus pais treinaram-me por contar experiências que tiveram e que me ajudariam a apreciar princípios bíblicos. Por exemplo, meu pai contou certa experiência que me ensinou que os verdadeiros cristãos nunca devem transigir quanto à sua fé. Ele contou que, quando eu tinha cerca de cinco anos de idade, seu patrão, sob a pressão dum clérigo, deu-lhe este ultimato: “Vou dar-lhe trinta dias para escolher entre seu Deus e seu emprego.” Meu pai disse que sabia que Deus vinha em primeiro lugar e que não precisava nem mesmo de um só dia para escolher. Em resultado disso, foi logo despedido do emprego, e ficou assim ‘encalhado’ em Tobago, cerca de duzentos e doze quilômetros ao norte de Trinidad. Meu pai ficou feliz de não ter transigido. O espírito de Jeová induziu seus irmãos cristãos em Trinidad a ajudar-nos a mudar para lá.
Entoar cânticos de louvor a Jeová era outra particularidade da vida doméstica de que eu gostava e que também me ajudou a ser treinada. Meu pai obteve um dos cancioneiros produzidos especialmente para crianças e primeiro publicado em 1925 pela Sociedade Torre de Vigia; era um pequeno livrinho encadernado com oitenta cânticos, com música, intitulado “Hinos do Reino”. Ele nos ajudou a aprender a cantar os cânticos, e enquanto os aprendíamos cantávamos durante o trabalho em casa.
Ainda me lembro de algumas das palavras do cântico intitulado “Embora Eu Seja Pobre e Necessitado”. A primeira estrofe era esta: “Embora eu seja pobre e necessitado, o Deus Todo-poderoso cuida de mim; Dá-me roupa, abrigo e alimento, Tudo o que é bom ele dá a mim.” A terceira estrofe: “Embora eu sofra aqui por um pouco, Ele prometeu que a terra sorriria; Quando a aflição passar dentro em pouco, Bendito por fim eu seria.” Aprendi deste cântico a agradecer a Deus o que tenho, a estar contente e a aguardar dele as bênçãos.
Outra maneira, muito importante, pela qual fui treinada era meus pais me levarem às reuniões da congregação cristã. Às vezes tínhamos de andar a pé às reuniões; outras vezes, íamos de charrete ou carruagem de toldo, com um assento adicional na parte traseira. Estas reuniões eram importantes na minha vida.
Ao passo que eu aceitava o treinamento piedoso, aumentava meu apreço por Jeová e seus propósitos. Por isso sempre me sentia feliz poder acompanhar minha mãe na pregação de porta em porta. Depois de ela falar primeiro, eu costumava entregar um livro, um folheto ou um convite ao morador. No ano de 1933, comecei a pregar sozinha. Daí, em março de 1939, fiz a minha dedicação para servir a Jeová e simbolizei-a pelo batismo em água. Aceitando o treinamento piedoso, eu quis fazer cada vez mais coisas para os outros. Em 1943, apresentou-se uma boa oportunidade, quando eu estava empregada no escritório dum sindicato em Porto de Espanha. Naquele tempo, nossa literatura bíblica estava proscrita por causa dum mal-entendido quanto à nossa obra cristã por parte do governo. No entanto, o escritório em que eu trabalhava podia receber toda espécie de jornais estrangeiros, sem qualquer dificuldade; portanto, usei o endereço de meu lugar de trabalho para obter exemplares da revista A Sentinela duma Testemunha em Granada. Embora eu não obtivesse suficientes para todos na congregação, ajudei a fazer cópias datilografadas, para que mais de nós pudessem obter este importante alimento espiritual.
MINHA CARREIRA DE PREGADORA DE TEMPO INTEGRAL
Em aceitação do treinamento que recebi cedo dos meus pais, eu sempre freqüentava as reuniões da congregação cristã e lia as publicações da Sociedade Torre de Vigia. Estas e também especialmente a Sentinela de 1945, que considerava o capítulo doze do livro bíblico de Eclesiastes, influenciaram-me grandemente. Fiquei muito impressionada com os versículos um e três deste capítulo bíblico: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento. No dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas.”
O artigo explicava que os jovens devem servir a Deus antes de virem “os maus dias”, quer dizer, a velhice com seus problemas físicos. Eu achava que, visto que tinha vinte e seis anos e em pouco tempo deixaria meus dias de mocidade, não tinha tempo a perder. Providenciei meus assuntos de modo a seguir
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