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Tribulações finais dos inimigos da paz com DeusA Sentinela — 1970 | 1.° de julho
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obra de distribuição de Bíblias, o que se mostrou um grande “ai” para um “terço dos homens”, o rebanho da cristandade.
“O TERCEIRO AI”
45. Que reação mundana ao “segundo ai” tornou apropriado que João anunciasse o “terceiro ai”?
45 Há dezenove séculos atrás, o apóstolo João viu que o “segundo ai” não desviou “os demais homens” do seu proceder pecaminoso, mundano. A aflição do “segundo ai” tampouco causou nestes dias modernos uma impressão tal sobre a humanidade, que desviasse quer a cristandade quer os demais homens do proceder que leva à destruição no dia da vingança de Deus. Eles se negam a fazer paz com Deus (Rev. 9:20) O apóstolo João viu a necessidade de um terceiro ai, para lidar com todos estes impenitentes. No momento certo, ele relatou: “O segundo ai já passou. Eis que o terceiro ai vem depressa.” (Rev. 11:14) Qual seria este terceiro ai? Seria visto depois de ser proclamado pelo sétimo anjo.
46. O que descreve João como seguindo-se imediatamente ao toque da sétima trombeta?
46 João escreve: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: ‘O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.’ E as vinte e quatro pessoas mais maduras, sentadas nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: ‘Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas, as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.’” — Rev. 11:15-18.
47. (a) O que se vê assim como sendo o “terceiro ai”? (b) Quando assumiu o Senhor Deus o seu poder e começou a reinar, e como?
47 O que se vê aqui como sendo o “terceiro ai”? É o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. É o reinado conjunto do Senhor Deus Jeová e do seu Messias ou Cristo. É o reino messiânico de Deus sobre todo o mundo da humanidade. Jeová Deus, o Todo-poderoso, assumiu ele próprio o seu grande poder e começou a reinar, e isso de direito, porque toda a terra lhe pertence e ele fez tanto a ela como os seus habitantes. Ele esperou que terminasse, no ano de 1914 E. C., a concessão de regência que permitira às nações não-judaicas ou gentias. Naquele tempo, as nações gentias negaram-se a reconhecer o fim dos “tempos dos gentios” e negaram-se a empossar o Messias ou Cristo de Jeová como rei sobre si. Deixou Jeová Deus a decisão quanto aos assuntos da terra entregue às nações gentias? Não, mas ele, na sua onipotência, assumiu o seu grande poder e o exerceu. Como? Por entronizar seu próprio Filho, Jesus, como o Messias ou Cristo, nos céus. Por meio deste golpe de estado estabeleceu seu reino messiânico. — Luc. 21:24.
48. (a) Que perguntas se suscitam quanto a se este reino messiânico é um “ai”? (b) De que modo mostraram as nações terrestres serem inimigos da paz com Deus?
48 De que modo, porém, é o reino messiânico de Deus um “ai”, o ai mais sério? Não se destina este reino a abençoar todo o mundo da humanidade? Não fazem os seguidores de Cristo a oração que ele lhes ensinou: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra”? (Mat. 6:9, 10) Sim, tudo isto é verdade. Mas, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, as nações mundanas não viram seus regentes imitar o proceder das “vinte e quatro pessoas mais maduras, sentadas diante de Deus”. Os reis do mundo não se lançaram de seus tronos, prostrando-se e adorando a Deus, dizendo: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.” (Rev. 11:16, 17) Ao contrário: “as nações ficaram furiosas”, e expressaram o seu furor por perseguirem os ungidos “embaixadores, substituindo a Cristo”, que pregavam as boas novas do reino messiânico de Deus. Estas nações, por estarem furiosas para com o reino messiânico de Deus, provaram que eram inimigas da paz com Deus.
49. (a) Portanto, o que tem de tornar-se o reino messiânico de Deus para as nações? (b) Já por que proceder merecem as nações ser arruinadas?
49 Nesta base, o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” tinha de tornar-se um Ai para as nações. O furor de Deus tinha de vir sobre as nações hostis. São elas as que realmente “arruínam a terra”. Arruínam a terra literal em sentido bem real, pelo modo em que exploram a terra e a tornam inabitável para a humanidade, ameaçando arruiná-la ainda mais com a sua guerra nuclear, bacteriológica e radiológica num terceiro conflito mundial. Só por esta obra ruinosa já merecem ser elas mesmas arruinadas, mesmo que o Deus Todo-poderoso não tome em conta a sua perseguição furiosa dos embaixadores ungidos do seu reino messiânico.
50. Qual será o grande clímax deste “terceiro ai” sobre as nações?
50 Que as nações arruinadoras não se enganem nisso: Terão de prestar contas a Jeová Deus, o Todo-poderoso, contra quem se enfureceram por ele assumir o “reino do mundo”. Ele as arruinará na guerra de todas as guerras, a saber, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) Este será o grandioso clímax deste terceiro e último ai. O reino de Deus, por seu Messias, é o seu meio de infligir este ai às nações furiosas. Depois disso não se precisará de outro ai.
51. (a) Para quem será este reino messiânico uma alegria? (b) Por que não poderão as nações acusar a Deus de não lhes ter dado advertência e aviso antecipados?
51 Aquilo que para as nações mundanas e seu regente e deus invisível, Satanás, o Diabo, é um ai, será ilimitada alegria para todos, no céu e na terra, que agradecem a Jeová Deus, o Todo-poderoso, que ele assumiu o seu grande poder, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, e começou a reinar para sempre, por meio de seu Messias, que então foi entronizado. É a respeito de este Reino assumir o aspecto de um ai calamitoso para as nações furiosas, arruinadoras, no Har-Magedon, que estes gratos oram na oração que Jesus Cristo ensinou: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino.” (Mat. 6:9, 10) As nações foram avisadas. Não se pode acusar a Deus de não ter sido justo, por não as avisar e advertir de antemão. Seus sete anjos celestiais tocaram as suas trombetas neste “tempo do fim”. Os eventos anunciados e introduzidos por estes toques de trombeta ocorreram em cumprimento das coisas vistas na visão pelo apóstolo João, há quase dezenove séculos. O efeito destas coisas atingirá em breve seu auge, no “dia de vingança da parte de nosso Deus” sobre todos os inimigos da paz com Deus.
52. (a) Quando virá o tempo devido para a profecia se cumprir concernente a Deus: “Veio teu próprio furor”? (b) Como trará Deus assim paz a terra e em harmonia com o desejo sincero de quem?
52 Quando este dia vier, as nações expressarão o seu furor até o limite. Então será o tempo apropriado para Jeová Deus, que foi muito paciente, dar-lhes a sua recompensa. Conforme o expressa Revelação 11:18: “Veio teu próprio furor.” Ele não refreará para sempre o seu furor, mas o expressará no seu tempo devido contra todas as nações que desafiam o seu direito ao reinado do mundo. Desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, tais nações são meros intrusos na terra. Desde então, Jeová Deus, o Rei legítimo, tem o direito legal de expulsá-las. Terá então chegado seu tempo para fazer isso. Fazer ele isso em furor significará a destruição delas. É somente por aniquilar estes inimigos da paz com Deus que ele introduzirá a paz nesta terra, paz duradoura, desejada tão ardentemente pelos que se reconciliaram com Deus. Somente os amantes da paz, que se reconciliaram com Ele por meio de seu Messias ou Cristo serão poupados vivos através daquele tempo de ai catastrófico para as nações furiosas.
53. (a) Portanto, com quem iniciará Deus o novo sistema pacífico de coisas? (b) Como se lidará com os maiores perturbadores da paz, e o que fará então toda a criação terrestre?
53 O furor de Deus não se dirige contra os que procuraram pacificamente a reconciliação com ele. Estes reconciliados serão os súditos terrestres com os quais ele dará início ao seu pacífico novo sistema de coisas para toda a humanidade remida. Satanás, o Diabo, e seus demônios, os maiores perturbadores da paz, serão presos com cadeias no abismo de isolamento e restrição, completamente fechado, não constituindo mais “céus” iníquos sobre o mundo da humanidade. Quem regerá serão os “novos céus” do reino de Deus por seu Messias. Toda a criação terrestre, não mais sendo arruinada ou poluída, regozijar-se-á em paz e amor fraternal, e dará louvor e agradecimentos a Deus.
[Ao terminar este discurso “Tribulações Finais dos Inimigos da Paz com Deus”, nas Assembléias “Paz na Terra” das Testemunhas de Jeová, de 1969/70, apresentou-se à assistência a seguinte Declaração para ser adotada:]
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DeclaraçãoA Sentinela — 1970 | 1.° de julho
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Declaração
1. As testemunhas de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra”, acharam a ocasião propícia para que ato público?
NÓS, as testemunhas cristãs de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra” em (nome da cidade e do país), neste dia (data), aproveitamos esta ocasião favorável para especificar a nossa posição e atitude, neste período dos mais turbulentos e perigosos da história humana:
2. (a) Qual é a chave da paz duradoura da humanidade, e o que se exige para ser filho de Deus?
2 PAZ COM o Criador do céu e da terra, por meio do seu há muito prometido reino de seu Messias — isto é o que consideramos ser a chave para haver paz duradoura para todo o mundo da humanidade. Quando mantemos paz com Deus, nunca podemos estar em guerra com os nossos próximos que são criaturas de Deus como nós; a paz com Deus e a paz com o nosso próximo estão intimamente ligadas. Para sermos filhos de Deus e súditos leais do seu reino messiânico, somos obrigados a ser pacificadores. (Mat. 5:9) Por isso repudiamos toda e qualquer relação com o domínio que professa ser cristão, conhecido como cristandade, pois a sua história prova que ela é fomentadora de guerra carnal até mesmo entre concrentes da mesma religião, manchando as suas vestes com o sangue deles. Ela tem perseguido com tortura e morte violenta os que divergiram dela na questão de consciência religiosa. Ela não tem promovido os interesses do reino messiânico de Deus, tendo fracassado notoriamente neste sentido desde o irrompimento da Primeira Guerra Mundial em 1914. Não podemos ter parte nela, pois se manifesta agora claramente que os julgamentos de Deus, conforme expressos na Bíblia Sagrada, se dirigem contra a cristandade e serão em breve executados nela.
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