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Deus reajusta o modo de pensar de seu povoA Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
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congregação de Deus e a aceitar a liderança de Jeová, com a certeza de que ele nos esclarecerá no tempo devido?
Quando temos um amigo, abandonamo-lo quando ele diz ou faz uma coisa que não entendemos? Quanto mais devemos ter fé em Deus e na sua congregação. “Aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”, dizem as Escrituras. (Heb. 11:6) Nós, os que chegamos a conhecer a verdade, sabemos que o reino de Jesus Cristo e seu sacrifício expiador de pecados precisam ser pregados como a única esperança da humanidade. Quem faz esta pregação? A quem abençoa Deus com paz e prosperidade espiritual em toda a terra? O que acontece com aqueles que combatem a obra e a organização do povo de Deus hoje em dia? Eles procuram derrubar, mas a quem edificam? Se permitirmos que uma pedra de tropeço nos faça cair permanentemente e nos desvie de Deus e de Seu povo, aonde poderíamos ir para obter vida?
Quando certas pessoas objetavam a algumas das declarações de Jesus, que não compreendiam, Jesus perguntou aos seus discípulos íntimos: “Causa-vos isso tropeço?” Daí disse aos seus apóstolos: “Será que vós também quereis ir?” e Simão Pedro respondeu: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna; e nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.” — João 6:61, 67-69.
A Bíblia aconselha que se tenha paciência. (Tia. 5:9-11) Não devemos ter paciência, em primeiro lugar, para com os nossos maiores Amigos, Jeová Deus e Jesus Cristo, até que revelem o motivo de suas ações? Quão tolos seríamos se opuséssemos nosso conhecimento e critério contra os deles! O profeta de Jeová disse: “Quem mediu as proporções do espírito de Jeová, e quem, como seu homem de conselho, pode fazê-lo saber alguma coisa?” — Isa. 40:13.
E quanto à congregação cristã, composta de humanos imperfeitos, não podemos ser pacientes com ela, ao passo que ela segue a orientação de Deus? Nós certamente nos sentimos felizes quando se tem paciência conosco. Faremos bem em imitar a paciência de Deus, pois ele fará por meio de Cristo que a congregação passe imaculada e incólume. — 2 Ped. 3:15; Efé. 5:25-27; Rev. 19:7, 8.
Deveras, o único lugar de felicidade e de vida encontra-se em se seguir a liderança de Jeová. Agora, que estamos no limiar de Sua nova ordem justa, mostremo-nos dispostos a deixar Jeová reajustar nosso modo de pensar. Ao fazermos isso, nos fortaleceremos uns aos outros a ficar firmes contra o Diabo, “para que não sejamos sobrepujados por Satanás, pois não desconhecemos os seus desígnios”. — 2 Cor. 2:11; Efé. 6:11.
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Tem a tendência de tropeçar?A Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
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Tem a tendência de tropeçar?
JESUS CRISTO disse: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31, 32) Antes de alguém se tornar verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, tendo fé no sacrifício resgatador e tornando-se seguidor de Cristo, ele é escravo do pecado e da morte. Tem de fazer uma mudança. — João 8:34.
O apóstolo Paulo admoestou os cristãos em Éfeso, na Ásia Menor, que pusessem “de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos”. (Efé. 4:22) Sim, a velha personalidade tinha desejos errados que precisavam ser removidos.
Concordemente, quando alguém se dirige a Deus em busca de Sua ajuda, precisa estar disposto a esforçar-se muito para transformar a mente. (Rom. 12:2) Apercebe-se de que “‘o olho não tem visto e o ouvido não tem ouvido, nem foram concebidas no coração do homem as coisas que Deus tem preparado para os que o amam’. Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito.” Devemos ajustar nosso modo de pensar a estas revelações que são novas para nós. — 1 Cor. 2:9, 10.
Se tiver a tendência de tropeçar por não compreender cabalmente alguma explicação das Escrituras ou algum assunto de organização ou de proceder, provinda por intermédio da classe do “escravo fiel e discreto”, lembre-se de sua situação perante Deus. Pense: Orientei-me corretamente? Transformei a minha mente de modo progressivo? Vou parar de fazer isso agora? — Mat. 24:45-47.
Examine também seu coração. Pergunte-se: Há algum desejo, alguma inclinação ou algum egoísmo que me impede de compreender ou aceitar esta idéia? Procuro saber a verdade sobre cada assunto, ou quero que as coisas sejam do meu modo em alguns sentidos específicos?
HUMILDADE E REFLEXÃO
A humildade é essencial para o cristão, para perseverar até o fim. As provações resultantes da perseguição amiúde não são tão difíceis como a luta contra a velha personalidade, com seu orgulho e suas pressões de adaptar a pessoa aos seus desejos. Quem acha que sabe mais do que a congregação cristã devia perguntar-se: ‘Conheço plenamente a história do povo de Deus?’ Pode ser que as coisas que advoga ou o modo em que deseja que se façam as coisas já foi tentado há anos atrás e achado errado. Pense: ‘Tenho mais sabedoria do que os que serviram fiéis a Jeová Deus durante décadas, que gastaram sua vida na pesquisa, no estudo e no serviço de Deus, orientando a obra de seu povo em toda a terra? Deu-me Deus de repente mais sabedoria do que a estes?’
Neste respeito, pense no que o apóstolo Paulo escreveu ao superintendente cristão Timóteo. Depois de descrever alguns que resistiam à verdade, Paulo disse: “Tu, porém, continua nas coisas que aprendeste e ficaste persuadido a crer, sabendo de que pessoas as aprendeste.” — 2 Tim. 3:14.
Se tiver dúvidas, poderá seguir este bom conselho. Quando estudava a Bíblia para obter conhecimento da verdade sobre Jeová Deus e seu Filho Jesus Cristo, estava aprendendo. Provava os pontos ao passo que prosseguia. Ficou persuadido a crer nas coisas que aprendeu, mas não por meio de conversa suave ou pressão da parte daquele que o ensinou. Antes, ficou persuadido pelas próprias Escrituras, com a ajuda do espírito de Deus. Ficou firmemente convencido da verdade. Sabia que estava certo em aceitá-la. Talvez tenha prosseguido e expresso plena fé por meio duma dedicação plena a Deus, sendo batizado “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. (Mat. 28:19) Disse, na realidade: ‘Vim para fazer a tua vontade, ó Deus.’ (Heb. 10:7) Fez isso voluntariamente, de coração. Então, por que devia agora duvidar daquilo que antes provou e decidiu cabalmente? Por que devia tropeçar e talvez desviar-se desta vereda de conhecimento progressivo, por causa de uma ou duas coisas que não entende plenamente?
Também, pense ‘de que pessoas aprendeu’ estas coisas. Estavam interessadas no seu dinheiro? Estavam querendo enganá-lo ou tirar proveito de sua pessoa? Eram ignorantes e incapazes de ensinar-lhe as coisas fundamentais de Deus? Acaso a congregação com que passou a associar-se praticava obras iníquas, fingindo hipocritamente ser instrutora da verdade? Antes, não tomou mais interesse no seu bem-estar espiritual do que alguém já fizera antes?
Timóteo sabia que sua mãe e sua avó, e mais tarde o apóstolo Paulo e outros cristãos, o haviam ensinado visando os melhores interesses dele. Seu exemplo também era bom. Mas Paulo sabia que tinha de dizer estas coisas a Timóteo, a fim de fortalecê-lo para as provas e as provações e possivelmente para as dúvidas que lhe sobreviessem.
Por conseguinte, se tiver a inclinação de tropeçar, pense nestas palavras de Paulo, e, também, no seu conselho aos cristãos hebraicos em Jerusalém. Ele os admoestou: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” — Heb. 13:7.
Sim, apegue-se ao proceder fiel. Qual é o resultado que deseja da sua conduta? Um bom, naturalmente. A vida, é claro. Então, já tem a fórmula segura nas palavras do apóstolo: “Imitai a sua fé.” Estes irmãos têm permanecido na fé; eles têm ‘esperado por Jeová’. (Sal. 130:5, 6) Têm suportado provações e passado por circunstâncias em que as inclinações humanas imperfeitas teriam indicado um proceder diferente. Às vezes talvez lhes fosse difícil ver as ‘realidades não observadas’. Mas permaneceram na fé e sentem-se felizes em servir a Jeová. — Heb. 11:1.
ACAUTELE-SE DE NÃO PROCURAR UMA SAÍDA INFELIZ
No que se refere a este assunto da felicidade, há outra maneira em que poderá examinar a sua própria situação. Pergunte-se: ‘Estou alegre; tenho verdadeiro prazer em servir a Jeová?’ Se tiver perdido a sua alegria, então há algo de errado, mas não com Jeová ou seu povo. A perda é sua própria. Perdeu certa medida de sua espiritualidade. Se estiver ficando retraído, não mantendo associação feliz — de todo o coração — com seus irmãos, se se estiver isolando, tornando-se introvertido, então cuidado! É um sério sinal de perigo. O provérbio inspirado diz: “Quem se isola procurará o seu próprio desejo egoísta; estourará contra toda a sabedoria prática.” — Pro. 18:1.
Se verificar que está tropeçando ou que se está ofendendo com alguma coisa ensinada na organização de Deus ou com alguns ajustes feitos, lembre-se do seguinte: Deus colocou na Bíblia o suficiente para prover um fundamento completo para a fé. (2 Tim. 3:16, 17) Ele deixou também fora da narrativa muitos pormenores de diversos eventos na Bíblia, o suficiente para que alguém cujo coração não é direito, que quiser descobrir uma aparente falta, que quiser achar uma desculpa para abandonar o caminho da verdade, possa achar isso.
Do mesmo modo, Jeová providenciou plenamente o bem-estar espiritual de todos os do seu povo, por meio da congregação cristã. Se ouvir palavras duvidosas ou observar ações duvidosas, mesmo ações erradas ou enganos por parte de alguém da congregação, não tropece, nem perca o favor de Jeová por causa disso. Visto que a congregação de Deus de fato, compõe-se de humanos imperfeitos, alguém que realmente não ama a Jeová e seu povo, por certo, pode encontrar uma desculpa para sair. O apóstolo João escreveu que alguns se apartaram. Ele disse: “Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas, saíram para que se mostrasse que nem todos são dos nossos.” (1 João 2:19) Jeová quer apenas os do tipo leal, amoroso e compreensivo, os da espécie que persevera. Os que saíram, sem dúvida, acharam alguma queixa para justificar suas ações na sua própria mente e no seu próprio coração. Mas, “Jeová conhece os que lhe pertencem”. O alicerce firme de sua congregação não falhará. Ele inspirou o salmista a escrever: “Paz abundante pertence aos que amam a tua lei, e para eles não há pedra de tropeço.” — 2 Tim. 2:19; Sal. 119:165.
A ATITUDE CORRETA
Dificuldades, dúvidas e causas para tropeço surgirão forçosamente. O que se deve fazer então? O apóstolo expressou o espírito que todos devem ter, ao dizer: “Esquecendo-me das coisas atrás e esticando-me para alcançar as coisas na frente empenho-me para alcançar o alvo do prêmio da chamada para cima, da parte de Deus, por meio de Cristo Jesus. Tenhamos então esta atitude mental, tantos quantos formos maduros; e, se estiverdes mentalmente inclinados em outro sentido, Deus vos revelará a atitude indicada. De qualquer modo, ao ponto que fizemos progresso, prossigamos andando ordeiramente nesta mesma rotina.” — Fil. 3:13-16.
Se tiver dificuldades e provações, ou se observar coisas que não pode entender bem dentro da estrutura da verdade conforme a conhece, ore a Deus. Tiago disse: “Se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada. Mas, persista ele em pedir com fé, em nada duvidando.” (Tia. 1:5, 6) Dirija-se a Deus livremente em ocasiões de forte prova ou julgamento, pois o apóstolo João disse: “É assim que o amor tem sido aperfeiçoado para conosco, para que tivéssemos franqueza no falar no dia do julgamento” (1 João 4:17) Em qualquer ocasião de necessidade em que nos dirigirmos ao “trono de benignidade imerecida” poderemos confiantemente esperar ajuda. Deus nos revelará então a atitude correta. — Heb. 4:16.
Daí, aja em harmonia com as suas orações. Pense: Até que ponto progredi no meu serviço a Jeová? Como progredi? Não foi por meio do estudo da Palavra de Deus, da associação com o povo de Deus, da aplicação dos princípios bíblicos na vida diária, dando comentários nas reuniões e cumprindo outras tarefas? Não foi também por me empenhar na atividade de pregação? Não foi assim que desenvolveu sua franqueza no falar em fé e sua capacidade de apresentar as boas novas a outros? Daí, Paulo aconselha, “prossigamos andando ordeiramente nesta mesma rotina”.
Se fizer estas coisas quando estiver em perigo de tropeçar, Deus restabelecerá a sua felicidade e alegria em servi-lo, e poderá expressar a mesma convicção do apóstolo Paulo, que escreveu: “Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” — Rom. 8:38, 39.
“Aquele que vos pode fazer firmes de acordo com as boas novas . . . e a pregação de Jesus Cristo, segundo a revelação do segredo sagrado que por tempos de longa duração tem sido guardado em silêncio, mas que agora tem sido manifestado e tem sido dado a conhecer entre todas as nações, por intermédio das escrituras proféticas, de acordo com o mandado do Deus eterno, para fomentar a obediência pela fé.” — Rom. 16:25, 26.
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