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  • Distúrbios não detêm as boas novas
    A Sentinela — 1989 | 15 de novembro
    • Distúrbios não detêm as boas novas

      CERTO dia, em fevereiro passado, anunciou-se o há muito esperado novo pacote econômico da Venezuela. Os preços estavam sendo ajustados em mais de 100 por cento para itens básicos de alimentação, como leite, farinha e pão. A gasolina aumentaria 90 por cento. Autorizou-se um aumento nas tarifas dos transportes públicos de 30 por cento. O país ficou perplexo. De repente, na segunda-feira, 27 de fevereiro, o povo reagiu provocando distúrbios em âmbito nacional.

      Na manhã seguinte, a situação havia atingido um auge de destruição e saque. Tiros ecoavam em diversos locais. Jovens e idosos devastavam as ruas de cidades, deixando um rastro de destruição que se assemelhava a um campo de batalha arrasado pela guerra.

      Naquela tarde, o presidente declarou estado de emergência e suspendeu as garantias constitucionais por dez dias. Estabeleceu-se um toque de recolher para o período das 18 horas às 6 da manhã. No dia seguinte, o ministro da defesa anunciou que o toque de recolher vigoraria até segunda ordem. Os militares usaram sua autoridade para assumir o controle das ruas, entrar em casas sem autorização, e parar e revistar as pessoas. “Duzentos mortos e mil feridos em três dias de distúrbios”, noticiou certo jornal.

      Como passavam as congregações das Testemunhas de Jeová durante a crise? Aconselhou-se aos irmãos: Sejam prudentes e evitem zonas de perigo. Remanejem o horário das reuniões para que se ajustem ao toque de recolher, e evitem pregar em grupos grandes. Contudo, a pregação das boas novas do Reino de Deus continuou. — Mateus 24:14; 28:19, 20.

      Preocupado com o bem-estar de sua esposa cristã, caso ela saísse de casa para pregar, certo marido descrente proibiu-a de sair. “Você não compreende que eu tenho uma obrigação a cumprir”, disse-lhe ela. “Neste caso, então, vou estudar a Bíblia com você!”

      Foi a primeira vez nos 22 anos dessa senhora como Testemunha de Jeová que seu marido expressou disposição de estudar a Bíblia. Mesmo assim, ele advertiu: “Está bem, desde que prometa que não sairá. Mas não me faça perguntas, apenas leia para mim.” Não obstante, a irmã estudou com ele durante uma hora e meia. “Foi um estudo modelo, o melhor estudo que já tive nos meus 22 anos de verdade”, disse ela, com lágrimas nos olhos.

      Em outro caso, uma pioneira regular estava varrendo a calçada na frente de sua casa quando se aproximou dela uma senhora que, em geral, não dava ouvidos às Testemunhas quando estas a visitavam. “Ultimamente não tenho visto vocês pregarem”, disse ela. “Não me digam que não irão mais pregar!”

      A irmã explicou que tinham parado a pregação de casa em casa apenas durante os distúrbios. “Mas chegará o dia em que não mais pregaremos às pessoas, e isto significará o fim do mundo”, disse a irmã. “A senhora deveria aproveitar agora a oportunidade e aceitar um estudo bíblico em sua casa.”

      “Quando podemos combinar isso?”, perguntou ela imediatamente. No mesmo instante fizeram-se arranjos para se começar um estudo bíblico domiciliar.

      Felizmente, a agitação acabou, permitindo que os assuntos do país normalizassem. Contudo, em tais situações tensas, é reconfortante saber que em breve haverá um novo mundo de tranqüilidade e segurança. A Palavra de Deus promete: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Pedro 3:13) Enquanto Deus permitir, as Testemunhas de Jeová continuarão a pregar as boas novas do Reino.

      [Fotos na página 31]

      A agitação não deteve os proclamadores do Reino.

      [Crédito da foto]

      Foto de Publicaciones Capriles, Caracas, Venezuela

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1989 | 15 de novembro
    • Perguntas dos Leitores

      ◼ Por que a Lei de Deus ditava que um israelita que tivesse relações sexuais com uma virgem não comprometida tinha de casar-se com ela e nunca poderia divorciar-se dela?

      Em Êxodo 22:16, 17 e Deuteronômio 22:28, 29, encontramos essa lei, que alguns dizem parecer insensível para com as mulheres. Na verdade, ela incentivava um elevado padrão moral, tanto para homens como para mulheres.

      Deuteronômio, capítulo 22, apresenta diversas leis domésticas. Por exemplo, aborda a situação de um homem que não mais amasse sua esposa e alegasse que não era virgem por ocasião do casamento. Também apresenta as leis de Deus concernentes ao adultério e ao estupro. Lemos, então:

      “Caso um homem ache uma moça, uma virgem que não é noiva, e ele realmente a pegue e se deite com ela, e forem achados, então o homem que se deitou com ela tem de dar cinqüenta siclos de prata ao pai da moça e ela se tornará sua esposa devido ao fato de que a humilhou. Não se lhe permitirá divorciar-se dela em todos os seus dias.” — Deuteronômio 22:28, 29.

      Tratava-se dum caso de sedução forçada e/ou fornicação. Se um homem sem escrúpulos tomasse a liberdade de ter relações sexuais com uma virgem, ela seria a principal prejudicada. Além da possibilidade de ela vir a ter um filho ilegítimo, seu valor como prospectiva esposa ficaria diminuído, porque muitos israelitas possivelmente não desejariam casar com ela visto que não mais era virgem. Então, o que desestimularia um homem de agir com indevida liberdade com uma virgem? A Lei de Deus, ‘santa, e justa, e boa’, o desestimularia. — Romanos 7:12.

      O código mosaico tinha dispositivos que permitiam ao homem divorciar-se de sua esposa por determinados motivos. (Deuteronômio 22:13-19; 24:1; Mateus 19:7, 8) No entanto, o que lemos em Êxodo 22:16, 17 e Deuteronômio 22:28, 29 revela que a opção de divórcio desaparecia depois de haver fornicação pré-marital. Isto, portanto, poderia fazer com que o homem (ou a virgem) resistisse à tentação de envolver-se em fornicação. O homem não pensaria: ‘Ela é bonita e excitante, portanto, vou divertir-me com ela, embora não seja o tipo com quem gostaria de casar-me.’ Antes, essa lei desincentivava a imoralidade por fazer que um transgressor em potencial pesasse a longo prazo as conseqüências da fornicação — ter de ficar com a pessoa o resto de sua vida.

      A Lei também diminuía o problema de filhos ilegítimos. Deus decretou. “Nenhum filho ilegítimo pode entrar na congregação de Jeová.” (Deuteronômio 23:2) Assim, já que o homem que seduzisse uma virgem teria de casar-se com ela, sua fornicação não resultaria em descendência ilegítima entre os israelitas.

      Admite-se que os cristãos vivem numa estrutura social diferente da dos antigos israelitas. Não estamos sob os ditames da Lei mosaica, que incluía essa lei que exigia o casamento de duas pessoas que se envolvessem em fornicação dessa natureza. Entretanto, não podemos concluir que envolver-se em fornicação pré-marital seja algo insignificante. Os cristãos devem ponderar seriamente as conseqüências a longo prazo, como a já mencionada lei movia os israelitas a fazer.

      Seduzir uma pessoa solteira arruína seu direito de assumir um casamento cristão como virgem limpo (homem ou mulher). A fornicação pré-marital também afeta o direito de qualquer um que venha a tornar-se o cônjuge dessa pessoa, a saber, o direito de se casar com um(a) cristão(ã) casto(a). Acima de tudo, deve-se evitar a fornicação porque Deus diz que é errado; é um pecado. O apóstolo acertadamente escreveu: “Isto é o que Deus quer, a vossa santificação, que vos abstenhais de fornicação.” — 1 Tessalonicenses 4:3-6; Hebreus 13:4.

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