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  • Progresso no Equador
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1983
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  • ESFORÇOS INICIAIS RECOMPENSADOS
  • TRABALHO RECOMPENSADOR EM QUITO E EM GUAIAQUIL
  • SOB ATAQUE
  • EXPANSÃO PACÍFICA
  • O “PEQUENO VATICANO” SUCUMBE
  • A OBRA AVANÇA PARA O SUL
  • AJUDA DO EXTERIOR
  • MAIS TRABALHO À FRENTE
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1983
w83 15/3 pp. 28-31

Progresso no Equador

O NORTE encontra-se com o sul no Equador. Aqui, na menor das nações da costa do Pacífico na América do Sul, os hemisférios norte e sul se unem na linha do equador. Literalmente, o norte dista apenas um passo do sul.

Quando se observa num mapa o contorno do Equador, este pode fazer lembrar a paleta dum pintor, cujo entalhe para o polegar é o Golfo de Guaiaquil. As selvas verdejantes, as ondas do mar, com suas cristas brancas, os vales bem cuidados, os rios serpenteantes e os estuários curvam-se diante dos picos andinos cobertos de neve, que se elevam a grandes altitudes, sob uma abóbada de céus azuis. Pode-se desfrutar simultaneamente, durante o ano todo, tórridas temperaturas tropicais e refrescantes climas primaveris. Acrescente a isso o colorido do arco-íris visto nas abundantes plantações de café, cacau, banana, arroz, algodão, melão, maçã, uva, abacaxi, mamão e da distintiva laranjita-de-quito, e as possibilidades de expressão artística são ilimitadas.

A população do Equador é tão interessante e variada quanto sua topografia. É fácil distinguir os espanhóis de pele alva, os grupos indígenas com suas roupas coloridas, os negros da África e da Jamaica, a colônia oriental de tamanho considerável e a variedade de descendentes de europeus. Mas, a maioria dos mais de 8.644.000 habitantes, caracterizados por sua natureza hospitaleira e pelo seu pronto sorriso, constituem uma mistura de diferentes raças.

O monopólio da Igreja Católica, que durou 300 anos, produziu um ambiente religioso estagnado. Mas ventos de mudança começaram a soprar uns quarenta anos atrás, e as épocas de revigoramento bíblico continuam até o presente. As Testemunhas de Jeová têm figurado nessa mudança e sua história revela devoção e perseverança. De fato, ao passo que certas influências religiosas parecem ter diminuído, o verdadeiro cristianismo tem prosperado no Equador.

ESFORÇOS INICIAIS RECOMPENSADOS

Retrocedamos até 1935. Theodore Laguna e um companheiro trouxeram a mensagem do reino de Deus para o Equador naquele ano de plena depressão. Sua estada de 10 meses produziu 1.432 horas de pregação, e algumas das sementes da verdade que então foram lançadas caíram em solo excelente, produzindo ótimos frutos 40 anos depois.

Avancemos até 1946. A Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia estava preparando centenas de ansiosos missionários. Em setembro daquele ano, os formados Thomas e Mary Klingensmith, junto com Walter e Willmetta Pemberton, chegaram a Quito, capital do Equador, inflamados de zelo pela atividade de dar testemunho. Vencer três séculos de tradição com o limitado conhecimento que tinham do idioma espanhol mostrou ser um verdadeiro desafio. Os cartões de testemunho, as gravações fonográficas de discursos bíblicos e muita linguagem de sinais resultaram na primeira reunião das Testemunhas de Jeová organizada ali, em outubro de 1946. Os esforços dos missionários foram recompensados com uma assistência de oito pessoas, incluindo um equatoriano. Já na semana seguinte, sete equatorianos e os quatro missionários pregavam no setor de Magdalena, em Quito.

Entre as sete pessoas que simbolizaram sua dedicação a Jeová por submeter-se ao batismo em água, em agosto de 1947, estavam Ramón Redín e Pedro Tules. Aos oitenta e três anos, o irmão Redín ainda serve qual pioneiro especial, ou seja, proclamador do Reino por tempo integral. O irmão Tules, já por trinta e cinco anos no serviço de tempo integral, foi o primeiro equatoriano a cursar a Escola de Gileade (em 1951).

TRABALHO RECOMPENSADOR EM QUITO E EM GUAIAQUIL

O calendário muda agora para 1948. Outros seis missionários treinados em Gileade chegaram a Quito e um número igual de missionários estabeleceu seu lar na cidade portuária de Guaiaquil.

Lottie Foster, agora octogenária, veio para o Equador junto com o grupo de 1948 e ainda reside aqui. “Tenho sido semeadora e regadora”, diz a irmã Foster a respeito de seus trinta e três anos de serviço missionário, acrescentando: “Certamente, ajudei muitos até o ponto de se dedicarem a Deus. Mas, em muitos casos, colocava publicações, iniciava estudos e então as pessoas se mudavam. Depois, em algumas de nossas grandes assembléias, eu as encontrava novamente, batizadas e fazendo progresso. . . . Deveras, Jeová faz seu campo produzir.” — 1 Coríntios 3:6-9.

Fern Noboa também veio para o Equador em 1948. Hoje, a irmã Noboa continua a servir com sua família num país que para ela tornou-se seu lar. Ao recordar o passado, ela lembra: “No setor de Magdalena em Quito, o padre percorria as ruas com sua bicicleta e reunia sua turba para expulsar-nos. Pelo menos uma vez nós fomos expulsos do território a pedradas.”

Mas, a perseguição foi inútil e Jeová fez a obra de pregação do Reino prosperar. Assim, hoje há quatorze congregações em Quito.

Guaiaquil, o porto comercial do Pacífico, recebeu pela primeira vez testemunho da verdade da Bíblia naquele mesmo ano, 1948. Albert e Zola Hoffman figuraram entre os primeiros pioneiros que serviram nessa cidade. A irmã Hoffman completou fielmente sua carreira terrestre em 1975, mas Albert conta sobre aqueles primeiros esforços frutíferos:

“Trabalhávamos em pares para nos ajudar uns aos outros com o espanhol. Anunciávamos simplesmente uma maravilhosa e importante mensagem e, daí, ligávamos o fonógrafo. Ajuntava-se uma multidão e nós lhes oferecíamos publicações, especialmente o livro ‘A Verdade Vos Tornará Livres’, que se tornou uma das publicações mais populares da cidade. . . . Quatro interessados compareceram à nossa primeira reunião.”

Em março de 1949, N. H. Knorr (então presidente da Sociedade Torre de Vigia, nos EUA) fez sua primeira visita ao Equador. Em Quito, oitenta e duas pessoas ouviram seu discurso proferido à luz de velas. Em Guaiaquil, depois de apenas dois meses e meio de atividade dos missionários, uma multidão de 280 pessoas se reuniu para ouvir o irmão Knorr.

Até então, o escritório da Sociedade em Nova Iorque havia cuidado da obra de pregação do Reino no Equador. Com cinqüenta e três proclamadores ativos do Reino e excelentes perspectivas de expansão, porém, estabeleceu-se um escritório da Sociedade em Guaiaquil.

SOB ATAQUE

A zelosa obra de testemunho do Reino não passou despercebida. Outros elementos religiosos ficaram preocupados. Curiosamente, esse desassossego inicial surgiu, não da Igreja Católica, que afirma representar 95 por cento da população, mas dum grupo protestante, evangélico. Mas, os ataques contra as Testemunhas de Jeová, publicados na revista evangélica oficial suscitaram o interesse de pessoas refletivas, muitas das quais aceitaram por fim o verdadeiro cristianismo.

A Igreja Católica Romana não iria permanecer indiferente. Em 1951, irrompeu violência de turbas em Quito. Todavia, o povo de Jeová tomou ação imediata para “defender e estabelecer legalmente as boas novas”. (Filipenses 1:7) O artigo 168 da Constituição do Equador garante liberdade de consciência em todos os seus aspectos e manifestações, incluindo o livre exercício da religião escolhida pela pessoa.

O principal jornal de Quito defendeu o direito das Testemunhas de Jeová à liberdade de adoração. As autoridades do governo emitiram advertências ao clero, e o clérigo responsável pela turba teve de humilhar-se e dizer que tomaria providências para que tais atos não ocorressem novamente.

Pelo visto, alguns sacerdotes achavam que eles mesmos eram autoridades, e não demorou muito até que ocorreram mais atos de violência contra as Testemunhas de Jeová. Apelos adicionais feitos às autoridades competentes do governo resultaram num despacho telegráfico do Ministério do Governo, em 3 de dezembro de 1952. Esse especificava que os missionários das Testemunhas de Jeová deviam receber a “devida proteção” contra ataques violentos. Arquivado nas repartições de todos os governadores provinciais, esse telegrama atesta até hoje a atitude oficial com respeito à posição legal das Testemunhas de Jeová.

A obediência à lei é outra questão. Dentro de dois anos, uma turba de 200 pessoas atacou uma assembléia do povo de Jeová em Riobamba. Contudo, os esforços dos clérigos novamente se voltaram contra eles mesmos, pois os jornais em todo o país defenderam o direito das Testemunhas de Jeová à liberdade de adoração.

EXPANSÃO PACÍFICA

A década de 50 foi um período de crescimento e solidificação. Os irmãos N. H. Knorr e M. G. Henschel visitaram o Equador, e novos lares missionários foram estabelecidos. As cinco congregações começaram então a ser visitadas regularmente por um superintendente viajante. Atualmente, há seis circuitos no país.

O espaço para as reuniões e para as operações da filial estava apertado. Portanto, adquiriu-se em 1955 um terreno para a construção de novas dependências de filial. As escavações começaram em outubro de 1956, e maio de 1957 presenciou o término da construção dum prédio bom e forte que propiciava espaço para crescimento e amplo espaço para 300 pessoas em seu Salão do Reino. Até princípios da década de 70 tornou-se evidente a necessidade de expansão. Em dezembro de 1974, completou-se um programa de construção que quadruplicou a capacidade de estocagem e proveu moradia para até vinte e quatro missionários. E, nos arredores de Guaiaquil, adquirimos em 1981 uma propriedade para a construção dum local de assembléias, depósito e possivelmente outras dependências.

O “PEQUENO VATICANO” SUCUMBE

Em 1953, missionários foram enviados a Cuenca, a terceira maior cidade do Equador, às vezes chamada de “Pequeno Vaticano”. O progresso foi lento e os missionários foram transferidos de lá em 1955. Mas,a semente encontrara algum solo bom. Por exemplo, um jovem, Carlos Sanchez, reconheceu a verdade. “Quando assisti pela primeira vez às reuniões”, recorda-se ele, “eu estava tão acanhado e constrangido que desejava pegar o gorro que usava e cobrir o rosto para que os outros não me vissem”. Hoje, sua face irradia a alegria da verdade que transformou sua vida. Embora esteja paralisado da cintura para baixo, devido a um grave acidente de automóvel, o irmão Sanchez continua zelosamente a procurar outros que desejam encontrar a verdade.

Cuenca — o “Pequeno Vaticano” — mudou, e um clérigo teve parte nisso. Harley Harris, atual coordenador da filial no Equador, recorda que em 1966 ele, junto com três outros missionários e um pioneiro especial, iniciaram um esforço combinado para estabelecer-se uma congregação ali. Ele conta:

“No trabalho de porta em porta, ouvimos falar dum padre espanhol . . . [que] havia anunciado na igreja que se pessoas estivessem falando sobre a Bíblia, elas deviam ser ouvidas, visto que a Bíblia continha a verdade. . . . Tive uma conversa de duas horas com ele no lar missionário. Ele solicitou uma Bíblia e manifestou uma atitude muito receptiva. Visto que se opunha à cobrança de serviços eclesiásticos segundo a categoria, uma vez que ele achava que Missa era Missa e devia-se cobrar o mesmo por todas, esse padre incitou a ira do bispo e foi transferido para sua Espanha natal. No entanto, seus comentários soltaram os grilhões mentais de muitos e nossos esforços de pregação produziram cada vez mais. Atualmente há três congregações ativas do povo de Jeová em Cuenca.”

A OBRA AVANÇA PARA O SUL

A partir de 1.º de outubro de 1956, Carl Dochow e Nicolas Wesley foram designados à inteira província sulina de El Oro. Trabalharam dezoito meses no crescente centro agrícola de Machala antes de verem um novo publicador do Reino sair no campo. “Daí, a obra ‘disparou’”, recorda-se o irmão Dochow. “Em 1960, o grande avanço foi a aquisição do primeiro Salão do Reino que se tornou propriedade duma congregação das Testemunhas de Jeová [neste país, em que salões costumavam ser alugados] . . . Foi ampliado e reformado desde então, e, deveras, é uma honra para a adoração verdadeira.”

Machala tem atualmente três congregações, com outras seis espalhadas pela província. E hoje em dia a maioria dos Salões do Reino no Equador são propriedade das congregações locais.

AJUDA DO EXTERIOR

Na assembléia internacional das Testemunhas de Jeová na cidade de Nova Iorque, em 1958, estendeu-se um convite para que famílias servissem em países onde havia maior necessidade de testemunho do Reino. Estima-se que o Equador recebeu mais de tal ajuda do que qualquer outro país da América do Sul. Em 1959, o irmão Knorr falou perante uma assistência de 120 pessoas que vieram para cá. Diversas dessas famílias ainda servem no campo do Equador.

MAIS TRABALHO À FRENTE

A partir da quadragésima primeira turma da Escola de Gileade, em 1966, muitos missionários vieram para o campo aqui do Equador. Os resultados têm sido muitíssimo gratificantes.

Atualmente há 116 congregações no Equador. Embora certas regiões do país ainda estejam aguardando ouvir a mensagem do Reino, faz-se empenho para que tais territórios não-designados sejam trabalhados. A notável assistência à Refeição Noturna do Senhor indica claramente que ainda há potencial para aumento. Com o auge de 6.475 publicadores do Reino, a assistência à Comemoração em 1982 foi de 34.024 pessoas.

É evidente que Jeová está apoiando a pregação do Reino neste país. Ao passo que a influência da cristandade no Equador pode bem estar diminuindo, alegramo-nos de que o verdadeiro cristianismo está prosperando para o louvor eterno de Jeová.

[Mapa na página 28]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Quito

Riobamba

Guaiaquil

Cuenca

Machala

Golfo de Guaiaquil

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