-
Fica irado por causa de pequenas coisas?A Sentinela — 1965 | 1.° de novembro
-
-
a vida? Não é melhor perdoar a pessoa que impensadamente lhe esbarra numa calçada ou que lhe impede o caminho, do que lançar uma torrente de doer os ouvidos de invectivas! Por certo, manifesta, sabedoria de sua parte, o não deixar que as pequenas coisas o irritem.
-
-
Júbilo no meio do temor mundialA Sentinela — 1965 | 1.° de novembro
-
-
Júbilo no meio do temor mundial
Por que há crescente temor mundial? Como podemos encarar com júbilo o futuro?
O MUNDO vive numa dieta de temor. Os veículos noticiosos, dando destaque aos crimes e às catástrofes sensacionais, criam diariamente o senso de maus agouros. Ameaças, reais e imaginárias, pendem sobre as cabeças das pessoas, quer as consideremos individual, nacional ou internacionalmente. Acrescente-se a isto o medo duma guerra quente atômica, o colapso da fé e da boa moral, o aumento da suspeita e intolerância que agora caracterizam as relações humanas, e o leitor verá um mundo de criaturas humanas que vivem e trabalham, que divertem-se e dormem, passando por constante pesadelo.
Por motivo das “penetrações” científicas, a humanidade veio a conhecer um pouco mais sobre as vastas amplidões do espaço que cercam seu lar global. Ao invés de isto resultar em maior conforto e satisfação mentais, as informações adicionais às vezes servem para tornar o homem mais temeroso, mais perturbado quanto ao futuro, mais ansioso de suas horrendas possibilidades. Ao invés de o sol ser apenas um agente benigno, vitalizante, para a bênção do homem, para muitos ele se tornou ameaça potencial a toda a vida neste planeta, ao aprenderem sobre as poderosas manchas de energia que ele lança a centenas de milhares de quilômetros no espaço circunvizinho, intensificando grandemente a constante e misteriosa chuva de partículas cósmicas que interrompem as comunicações terrestres, e que se diz que até mesmo têm efeitos prejudiciais sobre a mente humana. Alguns cientistas predizem a futura intensificação das manchas solares até o ponto em que provavelmente envolvam o inteiro sistema planetário de nosso sol e reduzam tudo a cinzas.
Agora, também, o homem tem conseguido enviar ao espaço veículos que circundam e atingem a lua, até mesmo obtendo notáveis fotografias de perto da superfície lunar. A emoção de tal consecução científica, contudo, não vem desacompanhada do difundido sentimento de insegurança, pois é bem conhecido que ambos os grandes blocos de nações, que agora se confrontam um ao outro em formação de guerra fria, planejam ser o primeiro a colocar uma missão militar na lua e a usá-la para perscrutar as instalações e os movimentos do inimigo. Assim, a lua não é mais apenas uma luz suavemente brilhante para o céu noturno. Tornou-se causa de cada vez mais profunda ansiedade. E o que ainda poderá ser descoberto, ao voltar o homem a sua atenção para os planetas próximos, é semelhantemente certo de promover o senso atemorizador de insegurança e incerteza.
Até mesmo os poderosos mares, que Deus proveu como inexaurível reservatório para a operação do grande ciclo do refrigério vitalizador descrito em Isaías 55:10, já vieram a ser considerados quais inimigos imprevisíveis e violentos do homem. Já não sentiu o homem seus golpes fulminantes, ao se chocarem poderosas ondas contra muito mais do que os litorais normais, movidas à fúria por terremotos e furacões? A explosão populacional da terra, adicionada ao grande apressamento das comunicações, tem trazido esta ameaça do mar ao foco imediato. Os cientistas indicam que o nível dos oceanos precisa elevar-se apenas alguns centímetros e dezenas de áreas metropolitanas em todo o mundo ficariam inundadas, com tremendos prejuízos de propriedade e perdas de vida. Isto, sabem os homens, poderia resultar de marés maiores devidas a alguma alteração ligeira das posições relativas da lua e de nossa terra. Uma sacudidela literal destes corpos celestes poderia produzir ràpidamente efeitos que o homem não poderia enfrentar ou controlar.
PREDITO O TEMOR MUNDIAL
Há dezenove séculos atrás, Cristo Jesus previu esta geração tomada de temor, e indicou a causa imediata: “Haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada; porque os poderes dos céus serão abalados.” (Luc. 21:25, 26) Já se apoderaram da humanidade as dores mentais e o senso atemorizante de estar perdida, ao encarar ela o futuro desolador e sem propósito. O que os próximos anos trarão no sentido de acontecimentos atemorizantes, é um assunto de meditação, que bem poderia levar a humanidade a ficar mais perto do pânico. “Do mar e da sua agitação” talvez adquira maior significado vital, ao nos adiantarmos mais nesta era atômica e ao se esforçarem em vão os homens para achar uma saída duma era de completo temor. Os sinais nos céus acima e os acontecimentos na superfície da terra são tamanhos, de modo a aterrorizar os homens que não têm Deus e nem esperança.
Não deve ser despercebida a causa mais profunda das dificuldades e dos temores que afligem esta geração, causa esta que apenas a Palavra de Deus, a Bíblia, revela. Quer os homens admitam, quer não, estão sujeitos a um poder nocivo e invisível que vem exercendo influência sem precedentes sobre os humanos, especialmente desde pouco depois do ano de 1914. Aquele ano, segundo a profecia bíblica, assinalou o fim do domínio ininterrupto da humanidade por parte de governos nacionais ou imperiais ímpios, bem como o tempo de o reino de Cristo nos céus entrar em operação. Segundo a visão inspirada do apóstolo João, aquele ano viu grande batalha no céu entre as forças angélicas justas, sob Cristo, e as forças demoníacas iníquas, sob Satanás, o Diabo. O resultado, conforme descrito por João, foi: “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele. E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘. . . Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que êle tem um curto período de tempo.’” — Rev. 12:9, 10, 12.
Não é de se admirar que o homem não possa livrar-se dos temores que dominam atualmente a sua vida! Como pode ele esperar cruzar seu tino com êxito com o do inimigo astucioso e invisível que se empenha a voltar contra Deus toda a humanidade, por meio de pressão de ameaças e de sofrimentos? (Jó 1:9-11) Sem a ajuda de Deus, o homem está completamente à mercê do “deus deste sistema de coisas”.
Deus não abandonou o homem, contudo, muito embora os homens o tenham despercebido. Tem trazido à atenção o significado destes tempos de temor por
-