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Estamos realmente nos “últimos dias”?A Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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as grandes potências jogam — por meio de desarmamento sério e substancial, limitações de bases, do tráfico global de armas, de operações ocultas — ou o jogo em que estamos acabará numa guerra nuclear em nosso tempo.”
No entanto, há atualmente um povo que não participa neste “jogo”. Trata-se do grupo internacional conhecido como Testemunhas de Jeová. Se ‘aprendessem a guerra’, seriam lançadas contra seus irmãos cristãos em outras partes do mundo. Preferem cultivar o amor ao próximo, cristão, e a toda a humanidade, participando assim no cumprimento da profecia de Miquéias. A neutralidade das Testemunhas lhes tem granjeado o respeito em muitas partes da África, na Irlanda, no Líbano e em outros lugares, onde a religião tem dividido o povo em facções militantes. Por coerentemente ‘forjarem das espadas relhas de arado’, mesmo sob a pressão da perseguição, os do povo de Jeová se identificam como cumprindo esta profecia “na parte final dos dias”.
Felizmente, “na parte final dos dias” há um povo na terra, mundialmente unido no vínculo do amor, que está decidido a andar, não segundo os “deuses” da religião sectária, mas no precioso nome de ‘Jeová, seu Deus’, para sempre. (Miq. 4:5) Eles acreditam firmemente, à base de profecia cumprida, que estamos vivendo nos “últimos dias”, e que, conforme Pedro o descreveu, “o dia de Jeová virá como ladrão”, para destruir o sistema iníquo que agora controla a terra de Deus. Por isso, diligenciam acatar a admoestação:
“Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” — 2 Ped. 3:10-12.
Este “dia” não acabará com ‘andarem no nome de Jeová, seu Deus’, visto que esperam fazer isso para sempre. Portanto, na expectativa da maravilhosa provisão de Jeová, duma nova ordem, fazem o máximo para se mostrarem dignos de entrar neste tempo glorioso. Sua brilhante esperança é expressa nas palavras adicionais de Pedro:
“Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13)
Esta é uma esperança real, uma esperança presente, porque toda a evidência indica que estamos realmente nos “últimos dias” do atual sistema mundial. É urgente que os reconheçamos como tais.
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Quão urgentes são os nossos tempos?A Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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Quão urgentes são os nossos tempos?
“Sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome [o de Jesus]. Mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” — Mar. 13:13.
1. Que tribulação predisse Jesus para o povo de Deus, em quem se cumpriu isso, e como?
JESUS disse, como parte de sua emocionante profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”: “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” (Mat. 24:9) Em que único povo cumpriram-se estas palavras nos tempos modernos? Ora, nas testemunhas cristãs de Jeová! Dentre todos os grupos religiosos, só elas se destacam como os perseguidos por nazistas, comunistas, ditaduras militares e até mesmo pelos chamados países democráticos, em toda a terra.
2. Como foi esta questão enfrentada pelas Testemunhas de Jeová na África? (Sal. 37:39)
2 Nos últimos anos, a fé inabalável das Testemunhas malauis, em face de matanças, estupros, espancamentos e encarceramentos, granjeou o respeito e a admiração não só de seus irmãos espirituais, mas também de pessoas cônscias da liberdade, em toda a parte. Embora a situação possa ter melhorado um pouco em Malaui, outros países africanos relatam crescente perseguição.
Uma nova nação ordenou que todos os seus cidadãos usem distintivos políticos. Em outro país, na noite da Comemoração da morte de Cristo, um falso “irmão” traiu a congregação, de modo que a polícia veio e cercou o lugar de reunião, concentrando suas forças, por algum motivo, perto da entrada dos fundos. Quando se deu o alarme, as Testemunhas encontraram a porta da frente desprotegida, de modo que todos, com exceção de dois, puderam escapar e espalhar-se pela noite adentro. Esses dois cristãos foram cruelmente espancados, mas a sua fé não vacilou e eles deram um esplêndido testemunho no tribunal.
Em mais outro país, Testemunhas leais, que se negaram a clamar lemas patrióticos, foram espancadas e expulsas de suas aldeias. A algumas se disse, zombeteiramente: “Podem ir a qualquer lugar, até mesmo a seu Jeová.” Ali se tornou cada vez mais difícil viajar, e superintendentes viajantes foram presos. Todavia, não há falta de “alimento” espiritual nos campos de prisão. Essas Testemunhas assediadas tiveram até mesmo participação nas assembléias “Fé Vitoriosa”, no ano passado.
Outro país africano relata que 22 Testemunhas foram presas, acusadas falsamente de atividade política, terrivelmente espancadas, despidas até a roupa de baixo e encarceradas nesta condição seminua por um mês. Em outro país, três foram espancados até à morte, e diversos outros sentenciados à morte, por causa da questão da neutralidade; a sentença foi apelada. Também em certo país africano, um sacerdote copta fez a acusação falsa de que as Testemunhas de Jeová estavam envolvidas na política do Oriente Médio, causando assim o encarceramento de 13 homens e 20 mulheres das Testemunhas, sendo que uma delas estava grávida e outra tinha consigo a sua filhinha.
3. Como demonstra o povo de Jeová a sua fé?
3 Embora se mencionem aqui especialmente acontecimentos mais recentes na África, muitos outros países da terra têm fechado o cerco às Testemunhas de Jeová, de modo que a pregação regular e a programação de assembléias cristãs têm ficado mais difíceis. Os missionários foram expulsos de diversos países, e tornou-se mais difícil enviar missionários a campos novos. É exatamente como Jeová predisse por intermédio de seu profeta Jeremias: “Por certo lutarão contra ti.” Estão fazendo exatamente isso! Mas, apesar da amarga propaganda e perseguição, o povo de Jeová continua a dar um testemunho cabal. Tem plena fé na promessa de Jeová: “Não prevalecerão contra ti, pois ‘eu [Jeová] estou contigo . . . para te livrar’.” — Jer. 1:19.
“ASSIM COMO ERAM OS DIAS DE NOÉ”
4. Por que podia Noé perseverar? (Tia. 1:2-4)
4 O patriarca Noé foi um dos que atravessaram tempos especialmente provadores. Seu trabalho especial na preparação para o dilúvio durou possivelmente uns 60 anos — aproximadamente o mesmo tempo que a nossa pregação do reino estabelecido de Deus nos tempos modernos. Embora a terra viesse “a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e . . . cheia de violência”, Noé pôde perseverar porque depositou fé na sua obra. Iguais às Testemunhas de Jeová dos tempos modernos, continuou a servir zelosamente como “pregador da justiça”. — Gên. 6:11; 2 Ped. 2:5.
5, 6. (a) Que comparações devem ser observadas entre os dias de Noé e os nossos? (b) Em que devem ficar absortos os cristãos, e por quê?
5 No entanto, a maioria das pessoas, lá naquele tempo, eram iguais ao mundo da humanidade hoje em dia. “Não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos.” Segundo a versão de Lucas, referentes às mesmas palavras de Jesus:
“Comiam, bebiam, os homens casavam-se, as mulheres eram dadas em casamento, até aquele dia em que Noé entrou na arca, e chegou o dilúvio e destruiu a todos.”
Atualmente, um mundo iníquo, de mentalidade igual, enfrenta a culminante “grande tribulação” global! — Mat. 24:21, 37-39; Luc. 17:26, 27.
6 Será que as palavras citadas de Jesus significam que é errado que os cristãos, nestes últimos dias, comam, bebam e se casem? Não, Jesus não estava dizendo isso. É correto usufruir boa comida e beber com moderação. Do mesmo modo, o casamento é o arranjo de Deus para a humanidade. O que Jesus estava dizendo é que não devíamos considerar estas atividades como todo-importantes na vida, ficando tão absortos nelas, que se excluam os interesses espirituais. (1 Ped. 4:3; 1 Cor. 7:8, 29) Antes, devemos planejar nossa vida de tal modo, que demos o primeiro lugar à grande obra de ‘pregar estas boas novas do reino estabelecido, em testemunho’, antes de vir o fim. — Mat. 24:14.
“ASSIM COMO OCORREU NOS DIAS DE LÓ”
7. Que urgência surgiu nos dias de Ló?
7 No tempo em que Abraão e Ló serviram quais testemunhas de Deus na terra, Jeová advertiu-os sobre o seu julgamento contra Sodoma e Gomorra. Nem mesmo 10 homens justos podiam ser encontrados ali! Enquanto os anjos se preparavam para causar a predita destruição, Ló exortou repetidas vezes os noivos de suas filhas: “Levantai-vos! Saí deste lugar, porque Jeová vai arruinar a cidade!” Todavia, estes prospectivos genros, muito parecidos às pessoas deste atual mundo imoral, rejeitaram a advertência divina como mera brincadeira. Mas, não havia tempo a perder. “Os anjos ficaram insistentes com Ló dizendo: ‘Levanta-te! Toma tua esposa e as duas filhas tuas que se acham aqui, para que não sejas arrasado no erro da cidade!” — Gên. 19:14, 15.
8. (a) Que “erro” resultou na destruição de Sodoma e Gomorra? (b) Por que deve isso servir de aviso para nós, hoje?
8 Qual era este “erro”? Incluía as perversões sexuais, que neste mundo moderno constituem uma parte tão grande da vida, em muitas cidades, sendo até mesmo glorificadas no palco e na tela. “Sodoma e Gomorra, e as cidades em volta delas, . . . [tinham] cometido fornicação de modo excessivo e . . . ido após a carne para uso desnatural.” Também, sem pensarem na justiça de Deus, “comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam”. Ficaram completamente absortos no seu próprio modo egoísta de vida. E o que lhes aconteceu? “Choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos.” Jesus advertiu que executaria um julgamento igual quando se revelasse, dentro em breve, como “o Filho do homem”. — Gên. 19:24-26; Luc. 17:28-30; Judas 7.
9. Que urgência se requer de nós, agora, e como podemos achar proteção?
9 Sejamos como o justo Ló em considerarmos urgente a mensagem de julgamento de Jeová para os nossos dias. E não sejamos como a esposa de Ló mas, antes, previnamo-nos contra olhar para trás, com o desejo de ter as vantagens materiais deste mundo condenado. (Luc. 17:31, 32) Ficarmos totalmente absortos em fazer a vontade de Deus para os dias atuais servirá de proteção para nós. Lembre-se de que foi em conexão com a libertação de Ló que Pedro disse: “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia do julgamento, para serem decepados.” — 2 Ped. 2:6-9.
DEMOS UM ‘TESTEMUNHO CABAL’
10. (a) Que urgência havia quando Jesus e seus apóstolos estavam na terra? (b) Como, e para que fim, instruiu Jesus seus discípulos?
10 Quando Jesus e seus apóstolos estavam na terra, era urgente que se desse um testemunho cabal naquele dia de julgamento. O próprio Jesus apresentou o modelo para esta obra, pois “viajava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus”. Os 12 apóstolos e outros, inclusive mulheres, acompanhavam-no. Com que finalidade? Para que os instruísse em desenvolverem sua vida em torno do serviço de Deus. Assim, eles poderiam também participar em dar o aviso sobre a vindoura destruição do “sistema de coisas” judaico e em consolar os oprimidos. Além disso, seriam ajudados a revestir-se da personalidade cristã, exibindo na sua vida as mesmas qualidades justas e leais que observavam no seu Amo. — Mat. 9:35 a 10:15; Luc. 8:1, 2; 9:1-6; 10:1, 13-15; Efé. 4:24.
11. Como mostraram os discípulos que haviam aprendido bem a sua lição?
11 Aqueles primitivos discípulos aprenderam bem a sua lição. Gastaram-se no zeloso serviço do Reino, dirigindo-se compassivamente às pessoas, onde quer que puderam encontrá-las — nas feiras e em outros lugares públicos, nas sinagogas (segundo o costume daqueles dias) e nos seus lares. Até mesmo quando foram espalhados pela perseguição, continuaram “declarando as boas novas da palavra”. — Atos 5:42; 8:4; 16:13; 17:17.
12. Que espécie de testemunho foi dado nos dias dos apóstolos, e com que resultado?
12 Perto do fim de muitos longos anos de pregação zelosa, o apóstolo Paulo podia dizer aos seus co-anciãos: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” (Atos 20:20, 21) Relacionadas com o testemunho urgente dado pelos apóstolos e seus colaboradores, ocorrem repetidas vezes as palavras “cabal” e “cabalmente”, no livro de Atos. (Atos 2:40; 8:25; 10:42; 20:24; 23:11; 28:23) Qual foi o resultado de tal testemunho “cabal”? Congregações de crentes surgiram e floresceram onde quer que se pregassem as “boas novas”. E essas congregações ficaram fortalecidas, ao passo que superintendentes viajantes as visitaram e incentivaram no seu serviço. Elas “continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia”. — Atos 15:36 a 16:5.
13. Que julgamento executou Jeová no primeiro século, mas, por que sobreviveu a congregação cristã?
13 Em cumprimento do aviso dado por Jesus e pelos seus discípulos, Jeová, no tempo devido, executou o julgamento naquela “geração pervertida” de judeus, geração que ‘matara o Agente Principal da Vida’, o Senhor Jesus Cristo. (Atos 2:40; 3:15) Como se saiu a congregação cristã — aquele pequeno grupo que acatara com tanta urgência a ordem de seu Amo, de fazer que ‘estas boas novas do reino fossem pregadas em toda a terra habitada, em testemunho’? Quando o fim veio mesmo, sua fé ativa significou para eles salvação. Sua perseverança recebeu a recompensa. — Mat. 24:13-16.
ONDE ESTAMOS NA CORRENTE DOS EVENTOS?
14. Em comparação, até que ponto se pregam hoje as “boas novas”, e com que êxito?
14 Novamente, no clímax desta era, as “boas novas” estão sendo “pregadas em toda a criação debaixo do céu”. (Col. 1:23) Mas, hoje, o campo de pregação abrange a inteira “terra habitada”, inclusive os domínios do “rei do norte” e do “rei do sul”, bem como em muitos outros países da África, das Américas, da Ásia, da Australásia e das ilhas dos mares. Só pelo espírito de Jeová pode ter sido possível dar tal testemunho global no curto espaço de uns 60 anos. E ainda há novos afluindo à organização de Jeová! O território tem sido muito mais extenso que nos dias dos apóstolos, quando levou menos de 40 anos para dar o aviso final ao disperso povo judaico.
15. Por que foram retidos “os quatro ventos”, de Revelação 7?
15 No entanto, onde é que estamos na corrente dos eventos? Revelação, capítulo 7, nos informa sobre isso. Ali, o apóstolo João viu “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, segurando firmemente os quatro ventos da terra”. São ventos de destruição, porque, no tempo devido, devem ‘fazer dano à terra, ao mar e às árvores’. Primeiro, porém, é preciso que os “escravos de nosso Deus” sejam selados nas suas testas. Lá em 1914, no tempo em que ‘o reino do mundo tornou-se o reino de seu Senhor [Jeová] e do seu Cristo’, estes escravos ansiavam o fim, para que pudessem ser ajuntados ao seu Senhor, no céu. Mas, não — Jeová ainda tinha um trabalho para eles aqui na terra. Também, eles mesmos tinham de ser refinados e aprontados para seu futuro serviço sacerdotal no reino de Cristo, de mil anos. Por isso, os “quatro ventos da terra” foram retidos por um tempo. — Rev. 7:1-4; 11:15.
16. Que outro grupo foi favorecido porque os anjos ‘seguraram firmemente os ventos’, e qual é sua esperança?
16 Jeová, na sua abundante misericórdia e benevolência, tem usado esses “escravos” de seu Israel espiritual, o “Israel de Deus”, numa grandiosa obra a favor de outro grupo — “uma grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Depois que os 144.000 membros do Israel espiritual tiverem entrado no seu serviço nos céus, o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” tem de continuar a governar sobre a humanidade aqui na terra. Assim, desde os meados da década de 1930, tem surgido esta “grande multidão”, ao ponto de hoje haver mais de dois milhões de pessoas aguardando servir continuamente como súditos terrestres do Reino. Constituem o núcleo da “nova terra”, uma sociedade justa da humanidade, que viverá para sempre sob a soberania de Jeová Deus. (Rev. 7:9, 10; 21:1, 3-5; 2 Ped. 3:13) Entretanto, os anjos ainda estão “segurando firmemente os quatro ventos da terra” Por quê?
17. Por que motivo continuam os anjos a ‘segurar os ventos?
17 Só pode ser porque Jeová tem ainda mais trabalho para suas testemunhas aqui na terra. Mais pessoas da “grande multidão” devem ser ajuntadas. O número de milhões de pessoas presentes à comemoração da morte de Cristo, nos últimos anos, junto com o constante aumento em Testemunhas em muitos países asiáticos, nas ilhas dos mares e em países católicos da Europa, mostram que a obra de ajuntamento ainda não terminou. É urgente que todos os do povo de Jeová se empenhem neste serviço, até o fim deste sistema iníquo. — Mar. 13:10; Efé. 5:15, 16.
18. (a) Que peneiração parece agora estar em progresso? (b) Por que devemos prestar bem atenção à admoestação de Paulo em 2 Coríntios 13:5?
18 Também, assim como houve uma grande penetração entre os do restante ungido na década após 1914, parece que há agora uma penetração em andamento entre alguns dos que professam ser da “grande multidão”. As palavras do apóstolo Paulo são especialmente aplicáveis a todos nós, nestes tempos críticos: “Persisti em examinar se estais na fé, persisti em provar o que vós mesmos sois.” (2 Cor. 13:5) Damos realmente valor à nossa dedicação a Jeová — à relação muito íntima que temos com ele e que se tornou possível pelo sacrifício de Jesus? Apreciamos nossa união com o Pai e o Filho, na grande obra em que temos o privilégio de participar no tempo atual? Servimos por genuíno amor a Jeová e ao nosso próximo? Ou é nossa motivação a de apenas ‘salvar a própria pele’ durante a batalha do Har-Magedon? Se formos da “grande multidão”, continuaremos a servir a Deus “dia e noite” através de toda a “grande tribulação”? Ou afrouxaremos a nossa vigilância, permitindo que Satanás nos vença por meio de prazeres, de imoralidades e das ansiedades da vida?
19. (a) Por que podemos sentir-nos felizes de que os anjos ‘seguraram firmemente os ventos’ até o momento? (b) Conforme indicado por 2 Coríntios 13:11, como podemos manter o passo com o avanço da organização de Deus, hoje em dia?
19 Os quatro anjos não vão ‘segurar firmemente’ para sempre os quatro ventos da terra. Podemos sentir-nos felizes de que o fizeram até agora, e que isso resultará na salvação de milhões de pessoas da humanidade. Mas, o tempo se esgota rapidamente. Precisamos ficar atentos, alertas, constantemente avançando junto com a organização de Deus na terra. Quanto nos alegra fazermos parte da única fraternidade mundial que tem paz e união em louvar o nome de Jeová, nestes tempos críticos! A fim de mantermos o passo, às vezes talvez tenhamos de fazer ajustes na nossa atitude pessoal ou no nosso conceito. Mas, estejamos sempre prontos para fazer isso humildemente, a fim de servirmos com urgência e para continuarmos a ter a alegria de compartilhar com todos os do povo de Deus. Conforme Paulo aconselhou: “Finalmente, irmãos, continuai a alegrar-vos, a ser reajustados, a ser consolados, a pensar em acordo, a viver pacificamente; e o Deus de amor e de paz estará convosco.” — 2 Cor. 13:11.
[Foto na página 10]
‘NÃO FAZEM CASO’ — Assim como foi nos dias de Noé e de Ló, a maioria das pessoas ficam tão envolvidas nos assuntos do dia-a-dia da vida, que nem percebem a urgência dos tempos.
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‘Mantenha-se vigilante’A Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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‘Mantenha-se vigilante’
“Mantende-vos vigilantes e orai continuamente, para que não entreis em tentação.” — Mat. 26:41.
1, 2. (a) Que eventos cercaram a ocasião em que Jesus disse aos seus apóstolos: “Mantende-vos vigilantes”? (b) Mas, qual foi a reação dos apóstolos?
EM QUE ocasião proferiu Jesus estas palavras? Foi por ocasião da maior crise de sua vida na terra — pouco antes de ser traído, preso, julgado e executado. Aquele dia mostraria ser o mais importante na história humana. Os acontecimentos que estavam prestes a ocorrer levariam à salvação de toda a humanidade. Naquele dia, Jesus daria a sua vida em sacrifício. Como Filho que serviu fielmente até o fim, poderia relatar ao Pai, nas suas últimas palavras: “Está consumado!” — João 19:30.
2 Entretanto, o que faziam os apóstolos de Jesus? Acabavam de participar com seu Amo na instituição, por ele, da comemoração de sua morte. Embora não reconhecessem na ocasião o seu significado, sabiam que era importante. Contudo, enquanto ele orava, lá no jardim de Getsêmani, adormeceram! Ele lhes havia dito: “Minha alma está profundamente contristada, até à morte. Ficai aqui e mantende-vos vigilantes comigo.” Entretanto, não uma vez, mas três vezes, ele voltou e os encontrou dormindo. Na terceira ocasião, Jesus exclamou: “Numa ocasião destas, vós estais dormindo e descansando! Eis que se tem aproximado a hora.” E naquele instante, sobrevieram-lhe seus inimigos! — Mat. 26:36-47.
3. (a) Por que é o atual o tempo mais importante para se manter desperto? (b) Por que seria desastroso não acatar Revelação 16:15?
3 Atualmente, estamos no limiar de outro grande evento da história da humanidade — a “grande tribulação”, que atingirá seu clímax na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Mat. 24:21; Rev. 7:14; 16:14, 16) Agora, mais do que nunca, é hora de se manter desperto! No entanto, a mesmíssima profecia que descreve a iminente guerra adverte a respeito de pessoas que talvez não ficassem despertas. Esta advertência está intercalada entre a menção da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, e o “Har-Magedon”. Foi o próprio Senhor Jesus Cristo quem deu o aviso: “Eis que venho como ladrão. Feliz aquele que ficar desperto e guardar as suas roupas exteriores, para que não ande nu e olhem para a sua vergonha.” Os que hoje estão no serviço sacerdotal de Deus, e também os da “grande multidão”, precisam ter cuidado de não perderem suas vestes de identificação. E o que é que hoje os identifica como servos de Deus? Ora, são suas obras zelosas, ao passo que falam com as pessoas nos seus lares e em logradouros públicos, pondo em prática, na sua vida, os mesmos excelentes princípios cristãos que recomendam aos outros. Adormecer o servo de Deus em sentido espiritual lhe causaria grande vergonha. Ele ficaria despojado de sua identidade como testemunha do verdadeiro Deus. Isto seria desastroso na iminência da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. — Rev. 16:14-16.
LUTE CONTRA A SONOLÊNCIA ESPIRITUAL
4. Qual é a principal ameaça atual para o sistema mundial?
4 As condições na terra nunca antes foram tão perigosas. Os líderes políticos reconhecem este fato. A anarquia e a violência aumentam vertiginosamente na terra. Até mesmo do ponto de vista mundano, o atual sistema de coisas está decaindo rapidamente, e está em perigo de sofrer a destruição no futuro previsível. Mas, do ponto de vista de Deus, em que pé está o atual sistema? Jeová declara que ele o destroçará enquanto ainda estiver ‘em pleno andamento’. (Dan. 2:44, 45) Isto terá de ser muito em breve, porque as coisas estão degenerando muito rapidamente nesta era de crimes e de terror.
5. O que enfatizou Jesus quando falou sobre a “terminação do sistema de coisas”?
5 O Senhor Jesus Cristo profetizou claramente a respeito de nossos dias. Enfatizou repetidas vezes, nestas profecias, a necessidade de continuarmos despertos. As seguintes são algumas de suas declarações, relatadas de diversos modos:
“Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.” — Mat. 24:42.
“Vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora em que não pensais.” — Mat. 24:44.
“Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis nem o dia nem a hora.” — Mat. 25:13.
“Vós, portanto, vigiai; eu vos disse todas as coisas de antemão.” — Mar. 13:23.
“Persisti em olhar, mantende-vos despertos, pois não sabeis quando é o tempo designado.” — Mar. 13:33.
“Mantende-vos vigilantes, pois não sabeis quando vem o senhor.” — Mar. 13:35.
“O que eu vos digo, digo a todos: Mantende-vos vigilantes.” — Mar. 13:37.
“Felizes são aqueles escravos, cujo amo, ao chegar, os achar vigiando!” — Luc. 12:37.
“Mantende-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora que não achais provável.” — Luc. 12:40.
“Aquele dia [virá] sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra. Portanto, mantende-vos despertos.” — Luc. 21:34-36.
6. O que enfatizou Jesus com respeito às “coisas que têm de ocorrer em breve”?
6 Também, na sua última Revelação a respeito das “coisas que têm de ocorrer em breve”, Jesus enfatizou novamente a repentinidade com que virá:
“Virei a ti depressa . . . Venho depressa. Persiste em apegar-te ao que tens.” — Rev. 2:16; 3:11.
“Eis que eu venho depressa. . . . Eis que venho depressa, e a recompensa que dou está comigo. . . . Sim; venho depressa.” (Rev. 22:7, 20)
Em resposta a estas últimas expressões de nosso Amo, cada um de nós, certamente, se junta ao apóstolo João em dizer: “Amém! Vem, Senhor Jesus.”
7. Por que temos de permanecer atentos?
7 Não se engane! Este mundo avança rapidamente para o seu predito fim. Está sofrendo a agonia da morte. Declara-se abertamente que muitas das grandes cidades estão morrendo. Mas, Jeová acabará com a sua miséria antes que possam sofrer a sua morte natural. Temos de permanecer atentos, prontos para o grande dia, descrito por tantos dos profetas de Jeová. — Isa. 2:12, 17; Jer. 30:7; Joel 2:11; Amós 5:18-20.
8. (a) Por que devemos estar ‘à espera’ de Jeová? (Sof. 2:3) (b) Que situação, na ONU, requer a nossa vigilância?
8 O profeta Sofonias, que era príncipe da linhagem de Davi, declarou:
“‘Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente; porque toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo’.” (Sof. 3:8)
Este dia da “ira ardente” de Jeová aproxima-se perigosamente. A própria grande profecia de Jesus, a respeito da “terminação do sistema de coisas”, tem tido agora seu cumprimento notável em nosso século vinte, desde 1914. Vemos claramente os elementos militaristas daquela “coisa repugnante”, a organização das Nações Unidas, prontos para devastar o domínio da cristandade. As potências socialistas não fazem segredo de seu ódio à religião — “o ópio do povo”, conforme a chamam. Não se engane! No tempo devido de Deus, os “chifres” da fera cor de escarlate, a ONU, voltar-se-ão contra o império mundial da religião falsa — que por muito tempo tem blasfemado o nome de Jeová — para devastá-lo e destruí-lo. — Mat. 24:15; Rev. 17:3-6, 16.
9. Por que será a “grande tribulação” um tempo provador de fé para o povo de Deus, na terra?
9 Sem dúvida, a “grande tribulação” será uma época provadora de fé para o próprio povo de Deus aqui na terra. Pois, os “dez chifres” lutarão também contra o Senhor Jesus Cristo, que é “Senhor dos senhores e Rei dos reis”. (Rev. 17:14) Essas potências terrenas não poderão tocar nele lá no céu, e, por isso, a quem atacarão senão seus fiéis representantes aqui na terra, em especial o restante das testemunhas ungidas de Jeová? Mas, não serão bem sucedidas! “O Cordeiro os vencerá. Também o farão com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis.” Revelação 19:11-21 fornece pormenores a respeito da vitória do “Rei dos reis e Senhor dos senhores”.
OS CAVALEIROS ESTÃO CAVALGANDO
10. Por que podemos confiar em que Jesus vença por nós?
10 O poderoso vencedor no Har-Magedon luta desde o céu. O apóstolo João observou-o em visão montando um cavalo branco, símbolo de guerra justa. Ele disse: “Eu vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. E o sentado nele chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça.” Esta guerra resultará em bênçãos para os que amam a justiça. (Rev. 19:11) Anteriormente, em Revelação, João registrou outra visão do mesmo cavaleiro, nas seguintes palavras: “Eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória.” (Rev. 6:2) Temos aqui a visão sobre Jesus vir no poder do Reino, em 1914, não como bebê desamparado, numa manjedoura, ou como cadáver pendurado numa estaca, mas como o mais poderoso guerreiro que já existiu, para tomar o campo de batalha. (Rev. 11:15; Mat. 25:31) Podemos ter absoluta confiança em que este “Rei dos reis” sairá vencedor, a nosso favor.
11. (a) Por que são inferiores os outros cavaleiros de Revelação 6, no que se refere à vitória? (b) O que tem realizado o cavaleiro do “cavalo cor de fogo”, e desde quando?
11 Todavia, havia outros cavaleiros na visão. Não se faz nenhuma menção de eles vencerem, mas, antes, de vitimarem a humanidade. A vitória fica reservada apenas para o cavaleiro no cavalo branco, porque com ele triunfará a justiça. Mas, o que disse João sobre aqueles outros cavaleiros? “E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.” (Rev. 6:4) Isto representa guerra feroz e sangrenta, da espécie que primeiro irrompeu em 1914, no que os historiadores chamaram de “Grande Guerra”. Mas a matança foi quatro vezes maior quando a “grande espada” foi brandida na catastrófica Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. E a violência continua a irromper em toda a terra. A partir de 1914, não tem havido mais nenhuma paz real, ao passo que o cavalo vermelho continua no seu galope atemorizante. Embora as Testemunhas de Jeová sejam neutras com respeito às lutas, até mesmo elas têm sofrido direta ou indiretamente por causa da violência, da perseguição e das dificuldades que acompanham esta ocorrência de se “tirar da terra a paz”.
12. O que é simbolizado pelo terceiro cavaleiro, e como afeta isso o próprio povo de Deus?
12 O desperto João viu ainda outro cavaleiro na visão. “Eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz . . . dizer: ‘Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho.” (Rev. 6:5, 6) Este terceiro cavaleiro simboliza a fome, e com a fome vem o racionamento de gêneros alimentícios, como em tempos de guerra total. Até mesmo os próprios essenciais, como o trigo e a cevada, são escassos. Os abastados ficam nervosos, temendo que se lhes tirem seus luxos, tais como ‘o azeite e o vinho’. Esse cavaleiro tem cavalgado devastadoramente pela terra desde 1914. A inflação, os preços em ascensão vertiginosa, o sistema monetário abalado e a crise energética, todos têm que ver com este galope em disparada. Todavia, os do próprio povo de Jeová não devem ficar desanimados pela escassez de rações ou pelas dificuldades econômicas que se vêem temporariamente compelidos a suportar. Lembre-se de que o cavaleiro no cavalo branco está à frente e acabará com essas coisas.
13. O que é trazido pelo quarto cavaleiro, e com que efeito sobre o povo de Jeová?
13 Mas, ainda surge outro cavaleiro. João fornece a seguinte descrição: “Eu vi, e eis um cavalo descorado; e o que estava sentado nele tinha o nome de Morte. E o Hades seguia-o de perto. E foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com uma longa espada, e com escassez de víveres, e com praga mortífera, e pelas feras da terra.” (Rev. 6:8) Este é o último dos cavaleiros, um cavaleiro horripilante, porque traz doenças devastadoras à terra. Ele tomou uma dianteira após a Primeira Guerra Mundial, quando matou uns 20 milhões de pessoas com a gripe espanhola de 1918-1919. E este cavaleiro ainda está galopando. Apesar dos elogiáveis progressos no campo da medicina, a raça humana ainda sofre hoje epidemias. A ingestão de pílulas e outros remédios aumentou vertiginosamente. Mas o aumento de ataques cardíacos, síncopes, derrames, câncer, doenças venéreas e inúmeros outros padecimentos continuam a levar muitos às garras do Hades, a sepultura comum de toda a humanidade. Especialmente neste “tempo do fim”, o Hades (Seol, em hebraico) não está dizendo: “Basta!” (Pro. 30:15, 16) Os do povo de Jeová, sendo humanos sujeitos a doenças, também sofrem por causa da disparada mortífera do cavalo descorado. Mas, conhecem os motivos de suas doenças físicas, e estão preparados para suportá-las alegremente, no conhecimento de que o resgate de Jesus resultará em breve na eliminação de todas essas epidemias — até mesmo do próprio cavaleiro chamado Morte. Embora possam cair vítimas do Hades (da sepultura), está assegurada sua ressurreição para uma nova ordem justa. — João 5:28, 29.
14. Por que devemos ser gratos por esta visão, e como deve estimular-nos?
14 A cavalgada desses cavaleiros está hoje bem em evidência. Toda a humanidade sente agora os ominosos efeitos de guerra total, escassez de víveres, epidemias e morte em massa. Mas, são apenas os que vêem com olhos de fé que percebem o cavalo branco, montado pelo derradeiro vencedor, o “Rei dos reis”, o Arqueiro coroado. Quão gratos devemos ser por esta visão que fortalece a fé! Ela deve estimular-nos a ser bem ativos em dar testemunho a respeito dessas coisas. Nisto, podemos ser leais à nossa comissão da parte de Jeová, seguindo o exemplo de Jesus, que veio a ser chamado de “Fiel e Verdadeiro” — “a testemunha fiel e verdadeira”. — Rev. 3:14; 19:11.
NÃO SE DEIXE DESVIAR!
15. Por que devemos antes crer na Palavra de Deus, do que na dos homens?
15 O mundo não acredita que seu fim é iminente. Gostaria de dissuadir-nos também de crermos nisso. Mas, em quem acreditará você — na palavra dele ou na Palavra de Deus? É a Palavra de Deus que esclarece que estamos na “terminação do sistema de coisas”. Nem mesmo o armamento nuclear do “deus dos baluartes” — glorificado pelo “rei do norte” — pode resistir ao “Rei dos reis”, derradeiro vencedor. — Dan. 11:38, 45.
16. Que excelente conselho dá Paulo em Romanos 13:11, 12, e como podemos acatá-lo?
16 O apóstolo Paulo dá bom conselho a todo aquele que talvez fique sonolento, dizendo:
“Já é hora de despertardes do sono, pois agora a nossa salvação está mais próxima do que quando nos tornamos crentes. A noite está bem avançada, o dia já se tem aproximado. Portanto, ponhamos de lado as obras pertencentes à escuridão e revistamo-nos das armas da luz.” (Rom. 13:11, 12)
Conhecemos bem as armas da luz, porque temos tido o grande privilégio de usá-las na proclamação destas “boas novas do reino”, em toda a terra, em testemunho. — Mat. 24:14; Efé. 6:11-17.
17. Como evitamos “as obras pertencentes à escuridão”?
17 Mas, que dizer das “obras pertencentes à escuridão”? Estas são as obras mundanas, as coisas que as pessoas materialistas gostam de fazer, sem pensarem em Deus e no seu caminho de luz. Por isso, devemos evitá-las. “Andemos decentemente, como em pleno dia, não em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada, nem em rixa e ciúme.” (Rom. 13:13) Estas são coisas mundanas que se introduziriam na nossa vida cristã e na congregação, se permitíssemos isso. Precisamos precaver-nos contra elas. Nos países mais prósperos, as pessoas, em geral, dão grande importância ao lazer e a coisas materiais. Em muitos lugares, a semana de trabalho fica progressivamente mais curta, o amor aos prazeres aumenta de maneira correspondente, e o povo de Deus sofre pressões para se tornar igual ao mundo. Enfrentaremos este desafio no espírito cristão da abnegação?
18. Como ficaremos protegidos por nos concentrarmos em assuntos espirituais?
18 Se estivermos ativos no serviço de Deus, mantendo-nos atentos e despertos a este serviço, não teremos tempo para nos envolver “em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada”. Nosso amor a Jeová e ao seu serviço, colocados em primeiro lugar, atuarão como proteção. (Mat. 6:33) Com a mente fixa nos assuntos espirituais e no desenvolvimento dos frutos do espírito, seremos humildes e compreensivos nas nossas relações familiares e com os irmãos. Evitaremos “rixa e ciúme”.
19, 20. (a) Que belo exemplo deixou Jesus para nós? (b) Como seremos beneficiados por acatarmos Romanos 13:14?
19 O apóstolo Paulo prossegue: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não estejais planejando antecipadamente os desejos da carne.” (Rom. 13:14) Que belo exemplo temos assim no Senhor Jesus Cristo! Durante todo o seu ministério na terra, ele estava bem atento ao grande privilégio de fazer a vontade de Jeová. Nunca se desviou nem por um instante de seu serviço de toda a alma em divulgar a outros o nome de seu Pai. Mesmo no dia em que tinha de morrer, quão altruísta e abnegado era em aproveitar todo momento disponível para dar aos seus discípulos as instruções valiosas e necessárias, nas horas remanescentes! (João, caps. 13 a 17) Na estaca de tortura, quando Jesus se aproximava do fim, ele recusou a droga que podia ter aliviado sua agonia. Quis manter plenamente seus sentidos, para manter a integridade até o fim. — Mat. 27:34.
20 Que todos nós sejamos contados junto com os que se ‘revestem do Senhor Jesus Cristo’, seguindo de perto os seus passos. (1 Ped. 2:21; Mat. 16:24, 25) Por planejarmos antecipadamente as coisas espirituais, não as carnais, poderemos manter-nos bem despertos no serviço de Jeová, assim como Jesus. Mantenhamo-nos vigilantes, portanto, enchendo nossa vida com o serviço do Reino até a hora em que o “Filho do homem” chegar para executar o julgamento. Grande será a nossa recompensa!
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A 65.a classe de Gileade é incentivada a permanecer fielA Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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A 65.ª classe de Gileade é incentivada a permanecer fiel
O dia 10 de setembro de 1978 presenciou a formatura dos 29 estudantes da 65.ª classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Eles haviam completado com bom êxito seu curso de cinco meses em Brooklyn, Nova Iorque sendo designados para o serviço missionário em partes da África, América do Sul e Eurásia, e para ilhas do Pacífico Sul. Todos haviam aguardado ansiosamente sua instrução. Um casal havia esperado dez anos, até surgir uma vaga para eles na escola. Outros haviam esperado pelo menos por três anos. Nenhum dos estudantes era novato em prover ajuda espiritual a outras pessoas. Em média, haviam devotado cerca de 10 anos a esta obra vital.
O programa de formatura destacou duas partes distintas. A manhã foi dedicada às últimas admoestações à classe, e a tarde presenciou um programa apresentado pelos formandos, perante uma assistência de quase 1.900 amigos e parentes.
F. W. Franz, presidente da escola, lembrou aos formandos a necessidade de prestarem atenção a si mesmos, para permanecerem fiéis a Deus. Para a sua palestra, recorreu a Marcos, capítulo 4. Depois de salientar a importância de prestar indivisa atenção e profundo respeito a Jesus Cristo, na sua qualidade de instrutor, Franz acautelou os formandos contra o envolvimento com maus companheiros dentro e fora da congregação cristã.
Destacou os seguintes pontos: Seguindo para uma nova designação como missionários, os formandos, na realidade, estavam sendo transplantados. Encontrar-se-ão em solo novo, quer dizer, num novo ambiente. Qual será a sua reação? Continuarão a desenvolver suas capacidades, boas atitudes e qualidades? Quando chegar a hora da colheita, quer dizer, quando não houver mais oportunidade para desenvolverem sua personalidade cristã, em que condição serão encontrados? Isto dependerá na maior parte do que deixaram que os influenciasse.
Por isso, Franz exortou os formandos a terem cuidado para não caírem sob influência mundana. Antes, deviam colocar o reino de Deus em primeiro lugar na sua vida e esforçar-se a cultivar os frutos de Seu espírito. Daí, ao vir o dia do julgamento, passarão por ele com bom êxito.
Antes disso, outros oradores, inclusive os dois instrutores da escola, também deram admoestação edificante sobre permanecer fiel. Salientaram aspectos tais como a importância da paciência, da perseverança numa atitude sadia, de não julgarem os outros pela aparência exterior, de encontrarem alegria em servir humildemente, e de manterem profundo amor a Deus e confiança no amor dele.
Até mesmo o programa apresentado pelos estudantes serviu como incentivo para se permanecer fiel. Depois de ilustrar o desenvolvimento da música usada pelas Testemunhas de Jeová nas suas reuniões, os estudantes encenaram dois dramas bíblicos. O primeiro demonstrou a necessidade de se prevenir contra as tendências que poderiam fazer alguém deixar de presenciar o cumprimento das promessas de Deus. Eventos do reinado do rei judeu Jeosafá foram encenados no segundo drama. Especialmente a libertação de Judá das forças combinadas de Moabe, Amom e dos de Monte Seir, no tempo de Jeosafá, revelou que a fiel confiança em Deus deveras leva a bênçãos.
Naturalmente, não só os formandos da 65.ª classe de Gileade, mas todos os discípulos de Jesus Cristo devem pensar seriamente em permanecerem fiéis a Deus. Somente pela perseverança fiel até o fim da vida como cristão, ou até a execução do julgamento divino, pode alguém estar entre os que usufruirão bênçãos eternas como parte dos “novos céus e uma nova terra” produzidos por Deus. — 2 Ped. 3:13.
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