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  • São os “Estados Unidos da Europa” um passo na direção certa?
    Despertai! — 1979 | 8 de agosto
    • estaria incompleta sem o espanhol’, todavia, existe certa relutância de ambos os lados de levar avante tal idéia. Com uma taxa de desemprego já desconfortavelmente alta no Mercado Comum, seus atuais membros relutam em admitir nações que têm problema de desemprego ainda maior do que o deles. Alguns têm falado em termos de um período de negociações de 10 anos, que, compreensivelmente, não é aceitável para os que desejam progresso mais rápido.

      Obviamente, há muitos que acham que a ampliação impediria, ao invés de promover, as possibilidades da unidade européia. John Cole, num artigo em The Observer (O Observador), expressou-se da seguinte forma: “A ampliação também significa, provavelmente, o abandono, por muitos anos, de qualquer esperança — ou temor — de uma Europa federal, qualquer possibilidade antecipada de união econômica e monetária.”

      Barreiras Adicionais ao Progresso

      O nacionalismo é, indubitavelmente, a maior barreira para a verdadeira unidade. A cooperação entre iguais políticos, para mútuo benefício comercial, é uma coisa; desistir da sua soberania nacional, ou mesmo de parte dela, é outra coisa. Com efeito, muitas alianças foram formadas com o entendimento — sim, até com a condição — de que se respeitassem as soberanias nacionais e de modo nenhum fossem violadas. A história nos ensina que as nações e os regentes raramente se dispõem a entregar sua soberania a outros.

      Até mesmo nações com forma similar de governo, baseado numa ideologia comum, não estão especialmente interessadas em se unir sob um único governo. A União Soviética e a China, por exemplo, até mesmo desenvolveram seus próprios tipos de comunismo. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América provavelmente gozam de uma das relações mais íntimas, entre as potências mundiais, que já existiram. Todavia, devíamos esperar planos para uni-los politicamente, resultando, possivelmente, quer num “Presidente da Grã-Bretanha” quer numa “Rainha dos Estados Unidos”, a receber aprovação unânime e instantânea?

      A unidade política, se pudesse ser alcançada, obviamente iria bem longe em promover a unidade mundial. Mas a unidade política significaria a eliminação do nacionalismo, e o nacionalismo deveras tem uma morte difícil!

      Outra coisa: a base da unidade tem de ser uma lei comum, reconhecida por todos e a qual todos resolvam submeter-se, sem exceção. Uma lei comum, porém, pressupõe uma única norma de conduta e de convicções éticas. Poderá realmente haver unidade, enquanto os povos e as nações continuam estabelecendo suas próprias normas, “fazendo o que lhes apraz”? Esta ausência de convicções e normas de conduta similares torna extremamente difícil de se alcançar a formação de uma lei comum, a que todos decidam submeter-se. Quem teria a sabedoria e a autoridade necessária para estabelecer tais normas a que todos se dispusessem a submeter-se?

      O Dr. Owen, ministro do exterior britânico, falando em Bruxelas, em fevereiro de 1978, disse que “o federalismo plenamente criado”, ao qual alguns permaneceram dedicados, era “um alvo nobre, mas um alvo que, para a maioria de nós, na Grã-Bretanha, é irrealístico, e, para alguns, é mítico. Não conseguimos ver, em termos concretos, como nove nações, com tradições políticas, sociais e culturais bem diferentes . . . possam tornar-se federadas em qualquer escala periódica de atividade política em que seja realístico focalizar-se.”

      Sob o título “A Europa do Amanhã”, o mensário teuto Unsere Arbeit (Nosso Trabalho) declarou: “O caminho para uma União Européia — com seu próprio corpo legislativo, governo, banco central, e todos os símbolos dum estado soberano — é árduo, e está cheio de obstáculos. Até mesmo o Mercado Comum, o ponto inicial da federação, . . . não funciona sem queixas.”

      A revista Time chamou a Comunidade, depois de 20 anos de existência, de “mais um adolescente subdesenvolvido do que um adulto maduro”, e acrescentou que “o progresso adicional para uma Europa verdadeiramente unificada é, talvez, mais esquivo hoje em dia do que era no início do grande experimento. Os estados-membros ainda não hesitam de passar por alto as instituições da Comunidade quando existe uma vantagem nacional a ser obtida.”

      Assim, embora tenha havido progresso, parece que os problemas que ainda confrontam este empreendimento europeu ocidental são formidáveis. De muitos modos, são similares aos enfrentados, em escala global, pela Organização das Nações Unidas. Voltemos nossa atenção para ela, então, por um momento, e vejamos se ela, talvez, teve êxito em colocar a unidade mundial finalmente ao nosso alcance.

  • Recuperação do deserto
    Despertai! — 1979 | 8 de agosto
    • Recuperação do deserto

      Um deserto quente, de uns 24 quilômetros de comprimento e uns 7 quilômetros de largura está sendo recuperado perto da cidade de Yanbu’, no litoral do Mar Vermelho, na Arábia Saudita. Deve tornar-se um gigantesco complexo industrial. Constroem-se ali três grandes portos marítimos, para a entrega de produtos petrolíferos, químicos e minerais, e também para a importação de alimentos e outras mercadorias. Milhares de trabalhadores começaram a gigantesca tarefa, que custará dezenas de bilhões de dólares. Espera-se que a cidade de 21.000 habitantes aumente para uns 250.000. Como se obterá água potável? Um exemplo disso é um navio ancorado ao largo. Construído e operado por trabalhadores japoneses, é uma usina de dessalinização da água, capaz de produzir diariamente uns 1.890.000 litros de água potável.

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