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Unidade na adoração — que deve significar para você?Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 1
Unidade na adoração — que deve significar para você?
1, 2. (a) O que produz hoje verdadeira unidade na adoração? (b) Como descreve a Bíblia o que está acontecendo?
EM TODO o globo existe um movimento emocionante em prol da unidade na adoração. Está ajuntando pessoas de todas as nações, tribos e línguas. Sua unidade não é o resultado de alguma transigência nas crenças. Não é conseguida por não se criticar o modo de vida de outros, que esteja em conflito com a Palavra de Deus. Então, como é conseguida? Pelo mero fato de que pessoas de todas as formações estão chegando a conhecer a Jeová como o único Deus verdadeiro, e estão harmonizando voluntariamente sua vida com os modos justos dele. — Veja Revelação 15:3, 4.
2 Isto cumpre uma profecia registrada há uns 2.700 anos pelo profeta Miquéias. Ele escreveu com respeito à “parte final dos dias”: “Muitas nações certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová e à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’” (Miq. 4:1, 2)a Está vendo isso hoje?
3, 4. (a) Em que sentido é que “nações” se voltam para Jeová? (b) Que perguntas devemos fazer a nós mesmos?
3 Não são “nações” inteiras que se apresentam na casa espiritual de Jeová para a adoração. Mas são pessoas dentre tais nações. Quando ficam sabendo do propósito amoroso e da personalidade atraente de Jeová Deus, seu coração comove-se profundamente. Procuram humildemente descobrir o que Deus requer delas. Sua oração é similar à de Davi, homem de fé, que disse: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus.” — Sal. 143:10.
4 Vê a si mesmo no meio desta vasta multidão de adoradores de Jeová? Evidencia sua reação às instruções recebidas que aprecia realmente que Jeová é a fonte delas? Até que ponto está ‘andando nas veredas dele’?
COMO SE CONSEGUE FAZER ISSO
5. (a) Até que ponto se alcançará finalmente a unidade na adoração? (b) Por que é urgente que as pessoas se tornem agora adoradores de Jeová, e como podemos ajudar outros a tornar-se tais?
5 Jeová tem o propósito de que toda a criação inteligente esteja unida na adoração — que ninguém seja enganado por falsidade, que ninguém ande perdido por não ter encontrado o verdadeiro significado da vida. Quanto nós ansiamos o dia em que todos os viventes bendirão o único Deus verdadeiro! (Sal. 103:19-22) Mas antes de isso poder acontecer, Jeová terá de expurgar da criação aqueles que desprezam o seu amoroso reinado e que insistem em estragar a vida dos outros. Ele, em misericórdia, dá aviso antecipado do que fará. As pessoas, em toda a parte, têm a oportunidade de mudar de proceder. De modo que se faz hoje, nos nossos dias, um apelo mundial: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele, e assim, adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Rev. 14:6, 7) Já aceitou este convite? Em caso afirmativo, tem então agora o privilégio de cooperar com a organização de Jeová para ajudar outros a fazer o mesmo.
6. Depois de aprendermos os ensinos bíblicos, básicos, que progresso adicional devemos empenhar-nos seriamente a fazer?
6 Não é do propósito de Deus incluir na sua organização pessoas que simplesmente dizem que crêem em Jeová e que querem viver no Paraíso, mas que ao mesmo tempo continuam a empenhar-se pelos seus próprios interesses egoístas. Ele quer que as pessoas venham a obter um “conhecimento exato da sua vontade”, e isso deverá refletir-se na vida delas. (Col. 1:9, 10) Depois que pessoas apreciativas aprendem os ensinos fundamentais da Bíblia, querem progredir à madureza cristã. Elas têm o desejo de chegar a conhecer intimamente a Jeová, para ampliar e aprofundar seu entendimento da Palavra dele e para aplicá-la mais plenamente na sua vida. Procuram ser semelhantes ao seu Pai celestial, refletindo as qualidades dele e encarando os assuntos assim como ele faz. Isto as induz a procurar meios para participar o mais plenamente possível na obra que ele manda fazer hoje na terra. É isso o que você está fazendo? — Efé. 5:1; Heb. 5:12 a 6:3; 1 Tim. 4:15.
7. De que modo é possível agora a verdadeira unidade, e como é conseguida?
7 A Bíblia mostra que os que servem a Jeová devem ser um povo unido. (Efé. 4:1-3) Esta união deve existir agora, embora vivamos num mundo dividido e ainda estejamos lutando com as nossas próprias imperfeições. Jesus orou fervorosamente para que seus discípulos todos fossem como um só usufruindo verdadeira unidade. O que significaria isso? Em primeiro lugar, que teriam uma boa relação com Jeová e seu Filho. Também, que estariam unidos uns com os outros. (João 17:20, 21) Isto está sendo conseguido agora ao passo que aplicam as instruções recebidas na “casa” de Jeová.
QUE FATORES CONTRIBUEM PARA A UNIDADE?
8. (a) O que desenvolvemos quando nós mesmos usamos a Bíblia para deduzir logicamente as respostas às perguntas que nos afetam? (b) Ao responder às perguntas acima alistadas, analise os fatores que contribuem para a unidade cristã.
8 Alguns dos fatores-chaves que contribuem para esta unidade estão enumerados mais abaixo. Quando responder às perguntas que lhes seguem, pense em como cada ponto afeta sua própria relação com Jeová e com os outros cristãos. Refletir sobre estes pontos à luz dos textos citados contribuirá para o seu desenvolvimento da faculdade de raciocínio e de discernimento orientados por Deus, qualidades de que todos nós precisamos. (Pro. 5:1, 2; Fil. 1:9-11) Portanto, considere esses fatores um por vez:
(1) Todos nós adoramos a Jeová e reconhecemos que ele tem o direito de determinar o que é bom e o que é mau.
Como encararia isso Jeová, se deliberadamente não fizéssemos caso de seu conselho em assuntos que nos parecem de somenos importância? (Luc. 16:10; veja Malaquias 1:6-8.)
Ficam outras pessoas afetadas quando nem sempre obedecemos às ordens de Jeová? (Veja Romanos 5:12; Josué 7:20-26; 1 Reis 14:16.)
(2) Onde quer que estejamos no mundo, temos a Palavra de Deus para nos guiar.
Quando tomamos decisões, que perigo há em simplesmente fazermos o que “achamos” ser direito? (Jer. 17:9; Pro. 14:12)
Se não soubermos qual o conselho que a Bíblia dá sobre certo assunto, o que devemos fazer? (Pro. 2:3-5)
(3) Todos tiramos proveito do mesmo programa de alimentação espiritual.
Que condições existem entre os que não apreciam os arranjos de Jeová para a alimentação espiritual? (Veja Isaías 1:3; 9:16; 65:14.)
(4) Jesus Cristo, e não algum humano, é nosso Lidar e aquele por meio de quem nos aproximamos todos a Jeová em adoração.
Há alguém entre nós que tem motivo válido para pensar que, como pessoas, somos superiores aos outros? (Rom. 3:23, 24; 12:3; Mat. 23:8-10)
(5) Não importa onde vivamos, consideramos o Reino de Deus como a única esperança para a humanidade.
Como nos protege isso contra influências divisórias? (Mat. 6:9, 10; Miq. 4:3)
(6) O espírito santo produz nos adoradores de Jeová qualidades que são vitais para a unidade cristã.
Como abrimos o caminho para o espírito de Deus produzir em nós os seus frutos? (Sal. 1:2, Pro. 22:4; Rev. 3:6; Atos 5:32)
Que influência tem sobre nossa relação com Jeová termos os frutos do espírito? E sobre nossa relação com nossos irmãos? (Gál. 5:22, 23)
(7) Todos nós temos a responsabilidade de pregar as boas novas do Reino de Deus.
Que influência tem estarmos atarefados em participar na pregação junto com concristãos sobre o que sentimos a respeito deles? (Veja Colossenses 4:7, 11.)
9. Que efeito produz quando realmente aplicamos essas verdades na nossa vida?
9 Uma coisa é admitir esses fatos. Viver em harmonia com eles, porém, requer muito mais. Mas, quando o fazemos, achegamo-nos mais a Jeová. A nossa associação com concrentes também se torna motivo de reanimação. Conforme diz o Salmo 133:1: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” Não sentiu você mesmo quão reanimador pode ser afastar-se do mundo, com todo o seu egoísmo, e estar presente nas reuniões junto com outros que realmente amam a Jeová?
EVITE INFLUÊNCIAS DIVISÓRIAS
10. Por que precisamos ter cuidado para evitar o espírito de independência?
10 Temos de evitar as influências divisórias para não macular essa preciosa unidade. Uma das principais delas é o espírito de independência. Jeová ajuda-nos a evitá-lo por desmascarar seu originador, Satanás, o Diabo. Foi ele quem enganou Eva a pensar que seria mais vantajoso para ela não fazer caso do que Deus dissera, e tomar as suas próprias decisões. Adão juntou-se a ela neste proceder rebelde. Isto resultou em calamidade para eles e para nós. (Gên. 2:16, 17; 3:1-6, 17-19) Vivemos num mundo que está tão saturado desse espírito de independência, que não nos deve surpreender termos de coibir este espírito em nós mesmos. Jeová ajuda-nos amorosamente a fazer isso por dar conselho por meio de sua organização.
11. Como se revelará que nos preparamos sinceramente para a vida na Nova Ordem justa de Deus?
11 Por intermédio desta organização ficamos sabendo da grandiosa promessa de Jeová, de substituir o ambiente atual por novos céus e uma nova terra, em que “há de morar a justiça”. (2 Pedro 3:13) Ficamos emocionados com a perspectiva de que, dentro em breve, este mundo iníquo desaparecerá e a terra será transformada num Paraíso. No entanto, mostra nosso próprio modo de vida que nos preparamos sinceramente para a vida num mundo em que a justiça será a prática prevalecente? A Bíblia nos diz claramente: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15) É verdade que são muitas as coisas neste mundo de que nenhum de nós gosta. Mas, será que não gostamos principalmente apenas daqueles aspectos do mundo que restringem nosso próprio usufruto imediato da vida? Ou evitamos também o seu espírito — sua atitude independente, sua excessiva preocupação com a própria pessoa? Tomamos realmente por hábito escutar a Jeová e obedecer-lhe de coração, apesar das inclinações da carne em sentido contrário? Todo o nosso proceder na vida — não importa onde estejamos, não importa o que façamos — deve evidenciar que nossa maneira de pensar e nossa motivação são orientadas por Deus. — Pro. 3:5, 6.
12. (a) Por que é importante aproveitar agora a oportunidade de aprender os modos de proceder de Jeová e segui-los na nossa vida? (b) O que significam para nós mesmos os textos citados no parágrafo?
12 Quando chegar o tempo designado de Jeová para destruir este sistema iníquo de coisas e todos os que amam o seu proceder, ele não demorará. Não vai adiar esse tempo, nem mudar suas normas para acomodar aqueles que ainda procuram apegar-se ao mundo, os que são meio indiferentes quanto a aprender a vontade de Deus e a fazê-la. O tempo para agir é agora! (Luc. 13:23, 24; 17:32; 21:34-36) Portanto, quão animador é ver a “grande multidão” de pessoas que aproveitam esta preciosa oportunidade, ansiosamente buscando a instrução que Jeová provê por meio de sua amorosa organização, andando então unidas nas veredas dele!
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Magnifique a Jeová como o verdadeiro DeusUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 2
Magnifique a Jeová como o verdadeiro Deus
1. (a) Quem é o verdadeiro Deus? (b) Ao passo que o ficamos conhecendo, como deve influir isso na nossa vida?
O APÓSTOLO Paulo escreveu aos outros cristãos que, embora haja muitos chamados deuses, “para nós há realmente um só Deus, o Pai, . . . e há um só Senhor, Jesus Cristo”. (1 Cor. 8:5, 6) Este “um só Deus” a quem Paulo se referiu é Jeová, o Criador de todas as coisas. (Deut. 6:4; Rev. 4:11) Pessoas apreciativas, que ficam conhecendo as qualidades dele e as coisas que fez para a humanidade, sentem-se irresistivelmente atraídas a ele. Com que resultado? É somente natural que magnifiquem Aquele a quem admiram tão profundamente, fazendo-o tanto por palavras como por ações. Ao passo que seu amor a Deus aumenta, sentem-se impelidas a falar a outros sobre ele, e no que lhes for possível, como humanos, querem imitá-lo. A Bíblia exorta todos nós a fazermos isso, dizendo: “Tornai-vos imitadores de Deus, como filhos amados, e prossegui andando em amor.” (Efé. 5:1, 2) Para podermos aplicar este conselho, teremos de chegar a conhecer a Jeová assim como realmente é.
A ESPÉCIE DE PESSOA QUE JEOVÁ É
2. Quais são algumas das qualidades destacadas de Deus, que nos induzem a louvá-lo?
2 Em toda a Bíblia encontramos muitas declarações diretas que identificam as qualidades destacadas de Deus. Lendo sobre elas, tome tempo para refletir sobre o que essas qualidades realmente são e quão importantes são para você. Por exemplo: “Deus é amor.” (1 João 4:8) “Todos os seus caminhos são justiça.” (Deut. 32:4) “Com ele há sabedoria.” (Jó 12:13) Ele é “vigoroso em poder”. (Isa. 40:26) Ao refletir nesses atributos, não se sente induzido a louvá-lo, por sua admiração de Deus?
3. Que outros aspectos da personalidade de Jeová são muito atraentes?
3 Familiarizando-nos ainda mais com a personalidade atraente dele, a Bíblia nos diz que Jeová é um “Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade”. (Êxo. 34:6) “Tu, ó Jeová, és bom e estás pronto a perdoar.” (Sal. 86:5) “Quanto a Jeová, seus olhos percorrem toda a terra, para mostrar a sua força a favor daqueles cujo coração é pleno para com ele.” (2 Crô. 16:9) “Deus não é parcial, mas em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Jeová “dá generosamente” e é o “Deus feliz”. (Tia. 1:5; 1 Tim. 1:11) Quão reanimador é servir este Deus incomparável e sentir seu cuidado amoroso!
4. (a) Que espécie de devoção requer Jeová e quão importante é isso? (b) Em que nos convida a participar o Salmo 34:3?
4 Harmoniza-se com os seus atributos ser ele “um Deus que exige devoção exclusiva”. (Êxo. 20:5) Para servi-lo aceitavelmente, temos de dar-lhe nossa plena devoção. Não podemos ao mesmo tempo amar o mundo do qual Satanás é deus. (1 João 2:15-17; 2 Cor. 4:3, 4) Jeová percebe qualquer fingimento de justiça. Não só sabe muito bem o que fazemos, mas também o que achamos disso e que espécie de pessoa procuramos ser. Se realmente amarmos a justiça, ele nos ajudará. (Jer. 17:10; Pro. 15:9) Por Jeová ser tal espécie de pessoa, milhões de pessoas, em toda a terra, aceitaram de bom grado o convite do salmista bíblico, que escreveu: “Magnificai comigo a Jeová, exaltemos juntos o seu nome.” (Sal. 34:3) É você um dos que faz isso?
5. O que nos ajudará a tirar pleno proveito de nosso estudo da personalidade de Jeová?
5 Seu desejo de falar sobre Deus se aprofundará e será muito auxiliado nos seus esforços de imitá-lo se examinar de perto as elevadas qualidades dele. Descubra (1) exatamente qual é cada uma destas qualidades, talvez o que a distingue das outras, (2) como Jeová a tem demonstrado e para com quem, e também (3) como você pode manifestá-la ou como ela deverá afetar seus conceitos.
6. Tomando o amor como exemplo, mostre como você poderia examinar as qualidades de Jeová. Faça isso por responder às perguntas no fim deste parágrafo, incluindo textos nas suas respostas.
6 Tome apenas um exemplo. Quando a Bíblia diz que “Deus é amor”, o que significa isso? (1 João 4:8) Naturalmente, há diversas espécies de amor. A palavra grega usada neste texto é agape, que se refere à forma mais elevada de amor, conforme exemplificada no próprio Jeová Deus. Tal amor é uma expressão de total altruísmo. Com isto em mente, formule as suas próprias respostas às perguntas que seguem, usando os textos citados.
Como se demonstra esta qualidade nas obras de criação, de Jeová? (Atos 14:16, 17)
Qual é o exemplo mais notável do amor que Jeová tem à humanidade? (João 3:16) Foi por causa da qualidade boa do homem que Jeová fez isso? (Rom. 5:8)
Como devia aquilo que Jeová fez por meio de seu Filho influenciar o modo em que usamos a nossa vida? (2 Cor. 5:14, 15, 18, 19)
De que maneiras podemos nós, como cristãos, mostrar que temos a mesma espécie de amor aos nossos companheiros cristãos? (1 Cor. 13:4-7; 1 João 4:10, 11; 3:16-18)
A quem mais devemos mostrar amor, e como? (Mat. 5:43-48; 28:19, 20; Gál. 6:10)
7. No seu estudo pessoal, como poderá encontrar matéria similar sobre outras qualidades de Jeová?
7 Gostaria de examinar também algumas das outras qualidades de Jeová? Para começar, no seu estudo pessoal, por que não experimenta “justiça” e “sabedoria”, depois talvez “benevolência” e “misericórdia”. Com o uso dos índices das publicações da Torre de Vigia e uma concordância bíblica, poderá encontrar uma abundância de matéria esclarecedora.
AJUDE OUTROS A APRENDER A VERDADE SOBRE DEUS
8. (a) Que deuses adoram as pessoas do mundo? (b) Quem está por detrás de toda esta confusão, e por que responde assim?
8 Em oposição à adoração do verdadeiro Deus, os homens adoram literalmente milhões de outros deuses. No quarto século, a cristandade adotou a crença da “Trindade”, ensinada pelos babilônios, pelos egípcios, pelos hindus e pelos budistas antes daquele tempo. Além deste conceito sobre Deus, idolatram-se governantes poderosos, atletas e cantores de destaque, como sendo deuses. O dinheiro, a própria pessoa e o sexo também se tornaram deuses aos quais se dá fervorosa devoção. Quem está por detrás de tudo isso? “O deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo. (2 Cor. 4:4; 1 Cor. 10:20) Por todas as artimanhas concebíveis, ele tem procurado desviar as pessoas de Jeová, ou pelo menos dividir a devoção delas.
9. Qual é a melhor maneira de ajudar alguém a aprender a verdade sobre Deus?
9 Como podemos ajudar tais pessoas, quer professos cristãos, quer não, a conhecer a verdade sobre Deus? Um dos melhores modos é mostrar-lhes de maneira prestimosa o que a própria Bíblia diz sobre a identidade do verdadeiro Deus e a espécie de pessoa que ele é. Daí, temos de apoiar isso por nos comportar de modo que reflitamos qualidades piedosas na nossa própria vida. — 1 Ped. 2:12.
10. Quando falamos com um trinitário, por que não é sábio presumir que sabemos exatamente o que ele crê?
10 Mas o que fará, se alguns dos membros de igrejas da cristandade argumentarem com você, afirmando que a sua crença na “Trindade” é bíblica? Em primeiro lugar, deve dar-se conta de que, embora haja declarações oficiais a respeito da doutrina da “Trindade”, muitos têm as suas próprias idéias sobre ela. Convide-os a se expressarem, e depois ajude-os a compararem suas crenças com o que está na própria Bíblia deles. Com o tempo, exorte-os também a compararem o ensino oficial da igreja com a Palavra de Deus.
11. Tomando apenas um dos cinco pontos principais por vez, use as perguntas e os textos alistados neste parágrafo para raciocinar sobre a doutrina da “Trindade” como não sendo bíblica.
11 Com o desejo de ajudar pessoas sinceras, considere como poderá usar os textos indicados a seguir, para raciocinar sobre os pontos com os quais estes textos estão relacionados:
(1) Alguns trinitários destacam a idéia de que há três Pessoas divinas (Pai, Filho e Espírito Santo), mas apenas um Deus.
Mas indica Atos 2:4, 17, que o “espírito santo” é uma pessoa?
Por que é útil notar quantas pessoas estão mencionadas em cada um dos seguintes textos? (João 17:20-22; Atos 7:56; Rev. 7:10)
(2) Alguns crêem que todos os membros da “Trindade” são iguais em glória, que nenhum deles é maior ou menor que outro, que são coiguais, bem como coeternos.
Concordam as Escrituras com isso? (Em resposta, veja João 14:28; Mateus 24:36; Revelação [Apocalipse] 3:14.)
(3) Outros citam João 1:1 como prova da “Trindade”. Argumentam que o texto grego, aqui, não tem nenhum artigo indefinido (“um”) e que o texto, portanto, deve rezar: “a Palavra era Deus”, em vez de “era [um] deus”.
Mas, de quantas pessoas se fala em João 1:1? De três ou de duas? Como se choca também João 1:18 com a doutrina da “Trindade”?
É verdade que o grego não tem artigo indefinido, mas muitas línguas o possuem e nestas línguas é usado para expressar corretamente as idéias. Se alguém achar que é errado usar o artigo indefinido na tradução de João 1:1 (em algumas versões), será que o deixaria também fora na tradução de Atos 28:6, onde ele existe em diversas versões? (Outra maneira de verter João 1:1, conforme mostra Uma Tradução Americana, em inglês, é “a Palavra era divina”, quer dizer, tinha as mesmas qualidades divinas que Deus tem.)
(4) Os trinitários argumentam também que, em Gênesis 1:1, 26, a palavra hebraica traduzida por “Deus” é Elohim e que ela é o plural em hebraico e realmente significa “Deuses”.
Por que não dá isso apoio ao ensino de três Pessoas divinas em “um só Deus”?
Se indicasse uma “Trindade” em Gênesis 1:1, então o que indicaria em Juízes 16:23, que usa elohim para “deus”, com o verbo hebraico no singular, não no plural?
Por que se usa a forma plural de Deus nestes textos, em hebraico? Esta é uma maneira em que o hebraico transmite a idéia de excelência ou majestade. Quando se refere a mais de uma pessoa, os verbos acompanhantes também estão no plural, mas nos casos acima citados não estão.
(5) Por causa da ênfase que as igrejas dão a Jesus (junto com o fato de que o nome Jeová foi retirado de muitas traduções da Bíblia), alguns pensam apenas em Jesus, quando se menciona Deus.
Mas que exemplo de adoração nos deu Jesus para ser imitado? (Luc. 4:8)
12. Por que se dirigiu Jesus apropriadamente a seu Pai como sendo o “único Deus verdadeiro”?
12 Embora Jesus seja mencionado nas Escrituras como “deus”, e mesmo como “Deus Poderoso”, contudo, ele magnificava seu Pai, chamando-o de “meu Deus e vosso Deus”. (João 1:1; 20:17; Isa. 9:6) Ele concordou com Moisés, que havia declarado anteriormente: “Jeová é o verdadeiro Deus; não há outro além dele.” (Deut. 4:35) Jeová destaca-se em nítido contraste com objetos de adoração tais como ídolos, humanos deificados e Satanás, o Diabo. Em contraste com todos esses, Jeová é, conforme Jesus o chamou, “o único Deus verdadeiro”. — João 17:3.
‘ANDE NO NOME DE JEOVÁ’
13, 14. O que está envolvido em ‘conhecer’ o nome de Jeová e em ‘andar nele’?
13 Depois de anos de confusão quanto à identidade de Deus, muitos ficam emocionados quando vêem pela primeira vez o nome pessoal de Deus, Jeová, na sua Bíblia. (Êxo. 6:3) Mas eles só tirarão proveito eterno deste conhecimento se ‘andarem no nome de Jeová para todo o sempre’. (Miq. 4:5) Isto envolve muito mais do que apenas saber o nome de Jeová ou afirmar ser Testemunha de Jeová.
14 Quanto à importância do nome de Deus, o Salmo 9:10 diz: “Os que conhecem o teu nome confiarão em ti, . . . ó Jeová.” O que está envolvido nisso? Envolve mais do que apenas conhecer o nome de Jeová, o que não significa automaticamente que se confie em Jeová. ‘Conhecer’ o nome de Deus significa aqui apreciar a espécie de Deus que Jeová é, respeitar sua autoridade e obedecer às suas ordens. De maneira similar, ‘andar no nome de Jeová’ subentende estar dedicado a ele e representá-lo como adorador seu, usando a vida realmente em harmonia com a vontade de Deus. (Luc. 10:27) Está fazendo isso?
15. O que, além dum senso de dever, é necessário se havemos de servir a Jeová para todo o sempre?
15 Se havemos de servir a Jeová eternamente, devemos ser impelidos a isso por mais do que apenas um senso de dever. O apóstolo Paulo instou com Timóteo, que já servia a Jeová por muitos anos: “Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo.” (1 Tim. 4:7) A devoção provém do coração; é estimulada pelo apreço para com a pessoa a quem é dada. A “devoção piedosa” é o profundo respeito para com Jeová pessoalmente. Manifesta apego amoroso a ele por se ter apreço dele e de seu modo de proceder. Induz-nos a querer que todos estimem muito o seu nome. Temos de cultivar a “devoção piedosa” como alvo ou objetivo na nossa vida, se havemos de andar no nome de Jeová, o verdadeiro Deus, para todo o sempre. — Sal. 37:4; 2 Ped. 3:11.
RECAPITULAÇÃO
● Que espécie de pessoa é Jeová? Que proveito tiramos por obtermos um claro entendimento de cada uma de suas qualidades?
● Como podemos ajudar outros a saber a verdade sobre Deus?
● O que está envolvido em ‘conhecer’ a Jeová e em ‘andar no seu nome’?
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Agarre-se firmemente à Palavra de DeusUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 3
Agarre-se firmemente à Palavra de Deus
1. (a) Como sentiu o antigo Israel a veracidade da Palavra de Deus? (b) Por que nos interessa isso?
“VÓS bem sabeis, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco.” Este foi o lembrete que Josué deu aos anciãos de Israel, depois de se terem estabelecido na Terra da Promessa. No entanto, nos anos que se seguiram, eles não foram constantes em tomar a peito a Palavra de Deus e em aplicá-la. Qual foi o resultado disso? A Bíblia torna claro que, assim como as promessas de bênção de Jeová mostraram-se fidedignas, assim ele cumpriu também o que disse serem as conseqüências da desobediência. (Jos. 23:14-16) Este registro, bem como todo o restante da Bíblia, foram preservados para a nossa instrução — para que “tivéssemos esperança” e para que não fizéssemos algo que resultaria em perdermos esta esperança. — Rom. 15:4.
2. (a) Em que sentido é a Bíblia “inspirada por Deus”? (b) Sabermos isso nos traz que responsabilidade?
2 Embora se usassem uns 40 “secretários” humanos para registrar a Bíblia, o Autor dela é o próprio Jeová. Significa isso que ele dirigiu ativamente a escrita de tudo o que há nela? Sim. Conforme disse verazmente o apóstolo Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” Estando convencidos disso, exortamos as pessoas em toda a parte a acatá-la e a fazerem sua vida girar em torno do que ela contém, assim como nós nos esforçamos a fazer — 2 Tim. 3:16; 1 Tes. 2:13.
O QUE AJUDARÁ OUTROS A APRECIÁ-LA?
3. Qual é a melhor maneira de ajudar muitos daqueles que não estão convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus?
3 Naturalmente, muitos daqueles com quem falamos não compartilham a nossa convicção de que a Bíblia realmente é a Palavra de Deus. Como podemos ajudar a tais? Muitas vezes, o melhor modo é abrir a Bíblia e mostrar-lhes o que ela contém. “A palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes . . . e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Heb. 4:12) “A palavra de Deus” é a Sua palavra de promessa, registrada na Bíblia. Não se trata de história morta, mas ela está viva e avança irresistivelmente para o cumprimento. Ao fazer isso, as verdadeiras motivações de coração das pessoas que são trazidas em contato com ela tornam-se manifestas quanto a se satisfazem as condições. A influência dela é muito mais poderosa do que qualquer coisa que nós mesmos poderíamos dizer.
4. Que explicações simples das verdades da Bíblia transformaram a atitude de alguns para com a Bíblia? Por quê?
4 Para muitos, apenas verem o nome de Deus na Bíblia já foi algo decisivo. Outros decidiram estudar a Bíblia quando se lhes mostrou o que ela diz sobre o objetivo da vida, por que Deus permite a iniqüidade, o significado dos acontecimentos atuais ou a esperança realística que gira em torno do Reino de Deus. Nos países em que as práticas religiosas expuseram as pessoas a muito molestamento por espíritos iníquos, a explicação bíblica sobre a causa disso e como obter alívio tem suscitado interesse. Por que ficam tão impressionadas com esses pontos? Porque a Bíblia é a única fonte de informação fidedigna sobre esses assuntos vitais. — Sal. 119:130.
5. Quando alguém diz que não acredita na Bíblia, qual pode ser o motivo disso? Como poderíamos ajudá-lo?
5 Todavia, o que devemos fazer quando alguém nos diz diretamente que não acredita na Bíblia? Deve isso encerrar a palestra? Não se ele estiver disposto a raciocinar. Devíamos sentir a responsabilidade de falar com convicção sobre a Palavra de Deus. Talvez ele encare a Bíblia como livro da cristandade. Os antecedentes hipócritas desta e sua intromissão na política, bem como as suas constantes solicitações de dinheiro, talvez expliquem a reação negativa dele para com a Bíblia. Por que não perguntar-lhe se é assim? Pode ser que a condenação do proceder mundano da cristandade pela Bíblia, junto com os pontos de contraste entre a cristandade e o verdadeiro cristianismo, suscitem o interesse dele. — Veja Mateus 15:7-9; Tiago 4:4; Miquéias 3:11, 12.
6. (a) O que convenceu a você que a Bíblia é a Palavra de Deus? (b) Que outros raciocínios poderiam ser usados para ajudar outros a reconhecer que a Bíblia procede realmente de Deus?
6 A outros ajuda uma conversa franca sobre as evidências de inspiração. Qual é para você a prova clara de que a Bíblia procede de Deus? É o que a própria Bíblia diz sobre a sua origem? (2 Tim. 3:16, 17; Rev. 1:1) Ou é que a Bíblia contém numerosas profecias que refletem conhecimento pormenorizado do futuro, sendo que tais profecias, portanto, precisam ter origem sobre-humana? (2 Ped. 1:20, 21; Isa. 42:9) Talvez seja a harmonia interna da Bíblia, embora fosse assentada por escrito por muitos homens, durante um período de 1.610 anos? Ou é sua exatidão científica, em contraste com outros escritos daqueles tempos? Ou é a candura dos seus escritores? Ou é sua preservação apesar de esforços perversos de destruí-la? Aquilo que você achou impressionante poderá também ser usado para ajudar outros.
NOSSA LEITURA PESSOAL DA BÍBLIA
7, 8. (a) O que devemos fazer nós, individualmente, com a Bíblia? (b) Do que precisamos, em adição à leitura pessoal da Bíblia, e como mostra isso a própria Bíblia? (c) Como obteve você mesmo um entendimento dos propósitos de Jeová?
7 Além de ajudarmos outros a crer na Bíblia, nós mesmos devemos tomar tempo para lê-la regularmente. Está fazendo isso? Dentre todos os livros já produzidos, este é o mais importante. Naturalmente, isto não significa que a mera leitura dela faz com que não precisemos de mais nada. As Escrituras advertem-nos contra o isolamento, pensando que nós mesmos podemos descobrir tudo pela pesquisa independente. Tanto o estudo pessoal como freqüentar regularmente as reuniões são necessários, se havemos de ser cristãos equilibrados. — Pro. 18:1; Heb. 10:24, 25.
8 A Bíblia, em nosso benefício, fala sobre um oficial etíope, a quem um anjo dirigiu o evangelizador cristão Filipe, quando este oficial estava lendo a profecia de Isaías. Filipe perguntou ao homem: “Sabes realmente o que estás lendo?” O etíope respondeu humildemente: “Realmente, como é que eu posso, a menos que alguém me guie?” Ele instou com Filipe para que lhe explicasse essa passagem da Escritura. Ora, Filipe não era apenas um leitor independente da Bíblia que expressou ali a sua opinião sobre as Escrituras. Não; o registro mostra que mantinha contato íntimo com os apóstolos na congregação de Jerusalém e era membro da organização visível de Jeová. De modo que podia ajudar o etíope a tirar proveito da instrução que Jeová tornava disponível por meio dessa organização. (Atos 6:5, 6; 8:5, 14, 15, 26-35) É similar hoje; pois quem de nós chegou a um entendimento claro e correto dos propósitos de Jeová por conta própria? Ao contrário, precisávamos e ainda precisamos da ajuda que Jeová provê amorosamente por meio de sua organização visível.
9. Que programas de leitura da Bíblia poderão beneficiar a todos nós?
9 A fim de nos ajudar a usar e a entender a Bíblia, a organização de Jeová provê excelente matéria bíblica em A Sentinela e em outras publicações relacionadas. Além disso, provê-se para nós um programa regular de leitura da Bíblia em conexão com a Escola do Ministério Teocrático nas congregações das Testemunhas de Jeová. Algumas das Testemunhas de Jeová, em adição a isso, fazem uma leitura consecutiva da Bíblia. Pode-se tirar muito proveito do tempo gasto no exame das Escrituras Sagradas. (Sal. 1:1-3; 19:7, 8) Já leu pessoalmente a Bíblia inteira? Se não, faça um empenho especial neste sentido. Mesmo que não entenda plenamente tudo, ser-lhe-á de grande valor ter uma visão geral dela. Se ler apenas quatro ou cinco páginas por dia, completará a Bíblia em aproximadamente um ano.
10. (a) Quando é que você lê a Bíblia? (b) Por que é importante a regularidade?
10 Quando poderá fazer esta leitura pessoal da Bíblia? Se puder reservar nem que sejam 10 ou 15 minutos por dia, quanto proveito isso lhe trará! Se não puder, pelo menos programe ocasiões regulares para isso, cada semana, e depois apegue-se a este programa. A leitura da Bíblia deveria ser um hábito vitalício, igual a comer. Conforme sabe, quando alguém não se alimenta bem, sua saúde passa a sofrer. O mesmo se dá também com a nossa espiritualidade. Nossa vida depende de nos nutrirmos regularmente de “cada pronunciação procedente da boca de Jeová”. — Mat. 4:4.
11. Qual deve ser nosso objetivo ao lermos a Bíblia?
11 Qual deve ser nosso objetivo ao lermos a Bíblia? Seria um erro se tomássemos por alvo simplesmente abranger uma certa quantidade de páginas ou mesmo apenas para ganhar a vida eterna. Para tirarmos proveito duradouro, teremos de ter uma motivação mais elevada — amor a Deus, o desejo de conhecê-lo melhor, entender a sua vontade e adorá-lo de maneira aceitável. (João 5:39-42) Nossa atitude deve ser semelhante à daquele escritor bíblico que disse: “Faze-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas.” — Sal. 25:4.
12. (a) Por que é necessário obter “conhecimento exato”, e que esforço, durante a leitura, talvez seja necessário para obtê-lo? (b) Conforme mostrado na página 27, de que pontos de vista poderemos proveitosamente analisar aquilo que lemos na Bíblia? (c) Ilustre estes cinco pontos, um por vez, por responder às perguntas providas no fim deste parágrafo. Não deixe de usar a sua Bíblia.
12 Ao assimilarmos este ensino, deve ser nosso desejo obter “conhecimento exato”. Sem ele, como poderíamos aplicar corretamente a Palavra de Deus na nossa própria vida ou explicá-la de maneira correta aos outros? (Col. 3:10; 2 Tim. 2:15) Obter conhecimento exato requer que leiamos atenciosamente, e se alguma parte é profunda, talvez tenhamos de lê-la mais de uma vez, para compreender o sentido dela. Tiraremos também proveito se tomarmos tempo para meditar sobre a matéria, encarando-a de diversos ângulos. Na página 27 deste livro apresentam-se cinco maneiras valiosas de fazer pesquisa. Muitas partes da Bíblia podem ser analisadas com proveito recorrendo-se a uma ou mais delas. Ao responder às perguntas nas páginas que seguem, verá como se dá isso.
(1) Freqüentemente, a parte das Escrituras que estiver lendo fornece algum indício sobre que espécie de pessoa Jeová é.
Quando meditamos com apreço no que a Bíblia nos diz sobre as obras de criação feitas por Jeová, como influi isso na nossa atitude para com ele? (Sal. 139:13, 14, nos capítulos 38-42 de Jó, note especialmente Jó 38:1, 2, e Jó 40:2, 8, e depois Jó 42:1-6.)
Em vista do que Jesus disse em João 14:9, 10, o que podemos concluir a respeito de Jeová à base de incidentes tais como o registrado em Lucas 5:12, 13?
(2) Considere como o relato contribui para o desenvolvimento do tema da Bíblia, a saber, a vindicação do nome de Jeová por meio do Reino sob Jesus Cristo, o Descendente Prometido.
Como se relacionam as pragas sobre o Egito com este tema? (Veja Êxodo 5:2; 9:16; 12:12.)
Que dizer do animador relato sobre Rute, a moabita? (Rute 4:13-17; Mat. 1:1, 5)
Onde se enquadra nisso o anúncio que Gabriel fez a Maria sobre o vindouro nascimento de Jesus? (Luc. 1:26-33)
Por que é significativa a unção dos discípulos de Jesus com espírito santo, em Pentecostes? (Atos 2:1-4; 1 Ped. 2:4, 5, 9; 2 Ped. 1:10, 11)
(3) O contexto tem relação com o significado de versículos específicos.
A quem são dirigidas as declarações de Romanos 5:1 e Rom. 8:16? (Veja Romanos 1:7.)
Indica o contexto que 1 Coríntios 2:9 comenta a vida na terra na Nova Ordem de Deus? Conforme mostram os versículos 1 Cor. 2:6-8, os olhos e ouvidos de quem não compreendiam as coisas sobre as quais Paulo escrevia?
(4) Pergunte-se como poderá fazer uma aplicação pessoal daquilo que está lendo.
É o relato sobre Caim matar Abel apenas de interesse histórico ou contém conselho para nós? (Gên. 4:3-12; 1 João 3:10-15; Heb. 11:4)
Quando lemos (em Êxodo até Deuteronômio) sobre o que aconteceu com Israel no ermo, que aplicação pessoal devemos fazer disso? (1 Cor. 10:6-11)
Aplica-se o conselho sobre conduta, escrito a cristãos ungidos, também a pessoas que tem a esperança de vida eterna na terra? (Veja Números 15:16; João 10:16)
Embora tenhamos uma boa reputação na congregação cristã, precisamos pensar em maneiras de aplicar mais plenamente o conselho bíblico que já conhecemos? (2 Cor. 13:5; 1 Tes. 4:1)
(5) Pense em como poderá usar aquilo que lê para ajudar outros.
Quem seria ajudado pelo relato sobre a ressurreição da filha de Jairo? (Luc. 8:41, 42, 49-56)
13. Que resultado podemos esperar dum programa contínuo de leitura da Bíblia e de estudo com a organização de Jeová?
13 Quão altamente satisfatória se torna a leitura da Bíblia quando é feita desta maneira! É certo que a leitura da Bíblia é um desafio — um projeto em que nos podemos empenhar com proveito a vida inteira. Mas, ao fazermos isso, ficaremos espiritualmente mais fortes. Isso nos achegará mais ao nosso amoroso Pai, Jeová, e aos nossos irmãos cristãos. Ajudar-nos-á a acatar o conselho de nos ‘mantermos firmemente agarrados à palavra da vida’. — Fil. 2:16.
RECAPITULAÇÃO
● Por que foi a Bíblia escrita e preservada até os nossos dias?
● Como podemos ajudar outros a apreciá-la?
● Por que é proveitosa a leitura regular, pessoal, da Bíblia? De que cinco pontos de vista poderemos analisar proveitosamente aquilo que estamos lendo?
[Foto/Quadro na página 27]
AO LER A BÍBLIA CONSIDERE —
O que cada parte dela lhe diz sobre a pessoa de Jeová.
Como esta se relaciona com o tema geral da Bíblia.
Como o contexto influi no significado.
Como deve influir na sua própria vida.
Como poderá usá-la para ajudar outros.
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Aquele de quem todos os profetas deram testemunhoUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 4
Aquele de quem todos os profetas deram testemunho
1. Que mostram os fatos a respeito da existência pré-humana de Jesus quanto à sua relação com Jeová?
JESUS disse, descrevendo sua própria relação cordial com Jeová: “O Pai tem afeição pelo Filho e mostra-lhe todas as coisas que ele mesmo faz.” (João 5:19, 20) A intimidade desta relação começou na época da sua criação, incontáveis milênios antes de seu nascimento humano. Ele era o Filho unigênito de Deus, o único criado só por Jeová. Tudo o mais, no céu e na terra, foi criado por intermédio desse Filho primogênito muito amado. Ele serviu também como Palavra ou Porta-voz de Deus, aquele por meio de quem se comunicava a vontade divina a outros. Este, o Filho de quem Deus gostava especialmente, tornou-se o homem Jesus Cristo. — Col. 1:15, 16; João 1:14; 12:49, 50.
2. Até que ponto se referem as profecias bíblicas a Jesus?
2 Antes de seu nascimento milagroso como humano, registraram-se sobre ele dezenas de profecias inspiradas. Conforme o apóstolo Pedro atestou a Cornélio: “Dele é que todos os profetas dão testemunho.” (Atos 10:43) O papel de Jesus relacionado com a adoração pura é destacado a tal ponto na Bíblia, que um anjo disse ao apóstolo João: “Adora a Deus; pois, dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar.” (Rev. 19:10) Essas profecias claramente o identificam e trazem à atenção aspectos do propósito de Deus para com ele que nos interessam vivamente hoje em dia.
O QUE AS PROFECIAS REVELAVAM
3. (a) Na profecia de Gênesis 3:14, 15, quem é representado pela “serpente”, pela “mulher” e pelo ‘descendente da serpente’? (b) Por que deve interessar muito aos servos de Jeová ser ‘a cabeça da serpente machucada’?
3 A primeira de tais profecias foi proferida após a rebelião no Éden. Estava incluída na sentença de Jeová dirigida contra a serpente. Jeová disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gên. 3:14, 15) O que significava isso? No tempo devido de Deus, outras profecias esclareceram e ampliaram isso. O resultado é que sabemos que aquele a quem foi dirigida, conforme representado pela serpente, é Satanás, o Diabo. “A mulher” é a própria organização celestial, leal, de Jeová, que para ele é como uma esposa fiel. ‘O descendente da serpente’ inclui tanto anjos como humanos que mostram ter o espírito do Diabo, os que se opõem a Jeová e ao povo dele. Por causa da maneira em que a serpente foi usada pelo Diabo, no Éden, podia-se discernir da profecia que ‘machucar a cabeça da serpente’ referia-se à subseqüente destruição deste filho rebelde de Deus, que caluniou Jeová e causou grande pesar à humanidade. No entanto, a identidade do “descendente” que a machucaria ficou por muito tempo um segredo sagrado. — Rom. 16:25, 26.
4. Como ajudou a genealogia de Jesus a identificá-lo como sendo o Descendente prometido?
4 Depois de uns 2.000 anos de história humana, Jeová proveu pormenores adicionais. Indicou que este Descendente apareceria na linhagem de Abraão. (Gên. 22:15-18) Todavia, a linhagem que levaria ao Descendente não dependeria apenas da descendência carnal, mas sim da escolha de Deus. Apesar do amor que Abraão tinha ao seu filho Ismael, nascido da escrava Agar, Jeová disse especificamente: “Meu pacto eu estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz.” (Gên. 17:18-21; 21:8-12) Mais tarde, este pacto não foi confirmado ao primogênito de Isaque, Esaú, mas a Jacó de quem descenderam as 12 tribos de Israel. (Gên. 28:10-14) Com o tempo, indicou-se que o Descendente nasceria na tribo de Judá, na casa de Davi. — Gên. 49:10; 1 Crô. 17:3, 4, 11-14.
5. Mesmo já no começo do ministério terrestre de Jesus, o que mais tornava evidente que ele era o Messias?
5 Com mais de 700 anos de antecedência, a Bíblia mencionou Belém como o lugar do nascimento humano do Descendente, mas revelou também que este era alguém que já existia “desde os dias do tempo indefinido”, desde que fora criado no céu. (Miq. 5:2) O tempo de ele aparecer na terra como o Ungido de Jeová, como o Messias, foi predito por meio do profeta Daniel. (Dan. 9:24-26) E quando ele foi ungido com espírito santo, foi identificado por uma voz procedente do céu. (Mat. 3:16, 17) Assim, Filipe, depois de se tornar seguidor de Jesus, podia dizer com convicção: “Achamos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho [adotivo] de José, de Nazaré.” — João 1:45.
6. (a) Após a morte de Jesus, de que passaram a dar-se conta os seus seguidores? (b) Principalmente, quem é ‘o descendente da mulher’, e a que se refere machucar ele a cabeça da serpente?
6 Depois disso, os seguidores de Jesus foram dar-se conta de que literalmente dezenas de referências proféticas a ele estavam entrelaçadas nas Escrituras inspiradas. Após a morte e ressurreição dele, pessoalmente “interpretou-lhes em todas as Escrituras as coisas referentes a si mesmo”. (Luc. 24:27) Torna-se assim evidente que principalmente Jesus é o ‘descendente da mulher’, que havia de machucar a cabeça da “serpente” de tal maneira, que Satanás finalmente seria eliminado da existência. Por meio de Jesus cumprir-se-ão todas as promessas que Deus fez à humanidade, todas as coisas que fervorosamente ansiamos. — 2 Cor. 1:20.
7. Além da identidade daquele mencionado nessas profecias, que mais convém considerar?
7 Quando leu pela primeira vez essas profecias, talvez perguntasse, assim como o eunuco etíope: “A respeito de quem diz isso o profeta?” Mas o eunuco não deixou o assunto nisso, quando recebeu a resposta. Depois de escutar atentamente a explicação de Filipe, o homem dava-se conta de que o apreço pela maneira em que Jesus cumpriu a profecia exigia uma ação da sua parte, ser batizado. (Atos 8:32-38; Isa. 53:3-9) Reagimos de maneira similar? Às vezes, é a maneira em que uma profecia nos é apresentada que nos comove profundamente, ou nosso coração pode sensibilizar-se com as conclusões tiradas da própria Bíblia, quando se mostra o cumprimento.
8. Consideram-se aqui quatro modelos proféticos a respeito de Jesus Cristo. Raciocine sobre as perguntas e os textos providos para mostrar como essas profecias influem em nós. Considere apenas um por vez.
8 Veja como isto se dá nas seguintes promessas e modelos proféticos a respeito de Jesus Cristo. Deverá responder às perguntas com a ajuda dos textos citados.
(1) Como nos ajuda o relato sobre a tentativa de Abraão, de sacrificar Isaque, a avaliar o que Jeová fez ao prover o resgate por meio de seu Filho? (João 3:16; Gên. 22:1-18 [note como Isaque é descrito no versículo Gên. 22:2].)
Que confiança nos deve dar isso? (Rom. 8:32, 38, 39)
Mas o que requer isso da nossa parte? (Gên. 22:18; João 3:36)
(2) Ao identificar Jesus como o profeta semelhante a Moisés, de que séria responsabilidade nos faz lembrar a Bíblia? (Atos 3:22, 23; Deut. 18:15-19)
Quais são algumas das coisas de que Jesus nos falou, e por que são agora oportunas? (Mat. 28:18-20; 19:4-9; 18:3-6)
(3) Na explicação do que foi prefigurado pelo sacerdócio de Arão, para que qualidades atraentes de Jesus, como sumo sacerdote, chama a Bíblia atenção? (Heb. 4:15 a 5:3; 7:26-28)
Portanto, como devemos sentir-nos quanto a chegarmos a Deus em oração, por meio de Cristo, pedindo ajuda para vencer nossas fraquezas?
(4) Em vista da superioridade do sacrifício de Jesus (que substituiu todos os oferecidos sob a Lei mosaica), por que devemos ter muito cuidado para evitar tomar por hábito fazer algo de que sabemos que desagrada a Deus? (Heb. 10:26, 27)
Se realmente apreciarmos a esperança de vida, tornada possível em resultado do sacrifício de Jesus, o que faremos diligentemente? (Heb. 10:19-25)
COMO PODEMOS MOSTRAR NOSSA FÉ EM CRISTO?
9. Por que não há para nós nenhuma salvação à parte de Jesus Cristo?
9 O apóstolo Pedro, depois de salientar para a suprema corte judaica em Jerusalém como a profecia se havia cumprido em Jesus, concluiu enfaticamente: “Não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos.” (Atos 4:11, 12; Sal. 118:22) Todos os descendentes de Adão são pecadores, de modo que a sua morte decorre da condenação pelo pecado e não oferece nenhum mérito que possa ser aplicado como resgate a favor de alguém. Mas Jesus era perfeito, e entregar ele a sua vida possuía mérito sacrificial. (Sal. 49:6-9; Heb. 2:9) Ele ofereceu a Deus um resgate que corresponde exatamente em valor ao que Adão perdera para os seus descendentes. Que benefício tiramos disso? — 1 Tim. 2:5, 6.
10. Explique uma maneira em que o sacrifício de Jesus nos beneficiou grandemente.
10 Tornou possível que tivéssemos uma consciência limpa, por causa do perdão do pecado — algo muito superior ao que já fora conseguido para Israel por meio dos sacrifícios de animais, sob a Lei mosaica. (Atos 13:38, 39; Heb. 9:13, 14) Naturalmente, para podermos tê-la requer que sejamos honestos com nós mesmos e que tenhamos fé genuína em Jesus Cristo. Reconhecemos pessoalmente quanto precisamos do sacrifício de Cristo? “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça.” — 1 João 1:8, 9.
11. Por que é a imersão em água um fator importante para se obter uma boa consciência para com Deus?
11 Naturalmente, alguns dos que dizem que sabem que são pecadores e que professam crer em Cristo, e que mesmo participam até certo ponto em falar a outros sobre o Reino de Deus, assim como Jesus fez, todavia ainda não têm plena fé em Jesus. Em que sentido? Ora, conforme mostra a Bíblia, no primeiro século, quando alguém realmente se tornava crente, como demonstrava isso publicamente? Por ser batizado. Por quê? Porque Jesus ordenou que os discípulos fossem batizados. (Mat. 28:19, 20; Atos 8:12; 18:8) Quando o coração de alguém fica realmente comovido com a amorosa provisão que Jeová fez por meio de Jesus Cristo, ele não se refreará. Fará os necessários ajustes na vida, dedicar-se-á a Deus e simbolizará isso pela imersão em água. Conforme a Bíblia mostra, é por demonstrar fé desta maneira que ele ‘solicita a Deus uma boa consciência’. — 1 Ped. 3:21.
12. Se nos dermos conta de que cometemos um pecado, o que devemos fazer a respeito disso, e por quê?
12 Naturalmente, mesmo depois disso manifestar-se-ão as tendências pecaminosas. O que se deve fazer então? “Escrevo-vos estas coisas para que não cometais pecado”, disse o apóstolo João. Portanto, não devemos tratar levianamente os pecados em nós mesmos, quer se manifestem em ação, quer em palavras ou atitudes. “Contudo, se alguém cometer pecado, temos um ajudador junto ao Pai, Jesus Cristo, um justo. E ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:1, 2) Significa isso que, não importa o que façamos, se orarmos a Deus: ‘Perdoa-nos os nossos pecados’, tudo está certo? Não. A chave para o perdão é o arrependimento genuíno. Talvez se precise também da ajuda de anciãos da congregação cristã. Temos de reconhecer quão errado é aquilo que fizemos e lamentá-lo sinceramente, a ponto de fazermos empenho sério de evitar repeti-lo. (Atos 3:19; Tia. 5:13-16) Se fizermos isso, poderemos estar certos da ajuda de Jesus. À base de nossa fé no valor expiatório de pecados do seu sacrifício, é possível sermos restabelecidos no favor de Jeová, e isto é vital, se a nossa adoração há de ser aceitável a ele.
13. (a) Explique outra maneira em que o sacrifício de Jesus nos beneficiou. (b) Por que é que nosso serviço a Deus não nos faz merecedores desta recompensa? (c) Mas o que faremos, se realmente tivermos fé?
13 O sacrifício de Jesus abriu também para nós a oportunidade de vida eterna — nos céus, para um “pequeno rebanho”, e na terra paradísica, para bilhões de outros da humanidade. (Luc. 12:32; Rev. 20:11, 12; 21:3, 4) Esta não é uma recompensa que merecemos. Não importa quanto fazemos no serviço de Jeová, nunca podemos obter tanto mérito, que Deus nos deva a vida. A vida eterna é “o dom dado por Deus . . . por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rom. 6:23; Efé. 2:8-10) Não obstante, se tivermos fé nesse dom, e apreço pela maneira em que foi tornado disponível, manifestaremos isso. Por discernirmos quão maravilhosamente Jeová usou Jesus para realizar a Sua vontade e quão vital é que todos nós sigamos de perto os passos de Jesus, faremos do ministério cristão uma das coisas mais importantes na nossa vida. Nossa fé se evidenciará na convicção com que falarmos a outros sobre este magnífico dom da parte de Deus. — Veja Atos 20:24.
14. Que efeito unificador tem tal fé em Jesus Cristo?
14 Quão excelente e unificadora é tal fé! Por meio dela achegamo-nos a Jeová, a seu Filho e uns aos outros na congregação cristã. (1 João 3:23, 24) Induz-nos a nos alegrarmos que Jeová deu bondosamente ao seu Filho “o nome que está acima de todo outro nome [exceto o nome de Deus], a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Fil. 2:9-11.
RECAPITULAÇÃO
● Quando o Messias apareceu, por que era sua identidade evidente aos que realmente criam na Palavra de Deus?
● Como devem influir em nós os modelos proféticos cumpridos em Jesus, conforme representados na página 34?
● De que maneira já nos beneficiou o sacrifício de Jesus? Como podemos mostrar nosso apreço desse sacrifício?
[Foto/Quadro na página 34]
MODELOS PROFÉTICOS DE JESUS — Como devem influenciar você?
Abraão apresentando Isaque em sacrifício.
Moisés como porta-voz de Deus.
Arão como sumo sacerdote.
Sacrifícios de animais.
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A liberdade usufruída pelos adoradores de JeováUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 5
A liberdade usufruída pelos adoradores de Jeová
1, 2. (a) Que espécie de liberdade concedeu Deus ao primeiro casal humano? (b) Mencione algumas das leis que governavam as atividades deles
QUANDO Jeová criou o primeiro casal humano, este usufruiu uma liberdade que era muito superior a qualquer que os homens tenham hoje. Seu lar era o Paraíso. Não havia doenças para estragar seu usufruto da vida. A morte não os aguardava. Mas o respeito pelas leis de Deus era um fator importante para que continuassem a ter tal liberdade.
2 Algumas dessas leis talvez não tivessem sido expressas em palavras, mas Adão e Eva foram criados de tal modo, que era apenas natural obedecer a elas. Assim, o apetite indicava a necessidade de comer; a sede, a necessidade de beber. O pôr-do-sol induzia-os a procurarem o necessário descanso e sono. Jeová também falou com eles e deu-lhes uma tarefa. Na realidade, esta tarefa era uma lei, porque governaria o proceder deles. Mas quão bondosa e benéfica era essa lei! Dava-lhes um trabalho que seria totalmente satisfatório, habilitando-os a usarem plenamente as suas faculdades de maneira sadia. Deviam ter filhos, exercer domínio sobre a vida animal da terra e aos poucos estender os limites do Paraíso, até que este cobrisse todo o globo. (Gên. 1:28; 2:15) Deus não os sobrecarregou com pormenores desnecessários. Deu-lhes muita margem para fazerem as suas próprias decisões. Que mais se poderia desejar?
3. Como podia Adão ter sido ajudado a usar sabiamente a sua liberdade de fazer decisões?
3 Naturalmente, conceder-se a Adão o privilégio de fazer decisões não significava que qualquer tipo de decisão dele, não importando qual fosse, produziria bons resultados. Sua liberdade de fazer decisões implicava responsabilidade. Ele podia aprender por escutar seu Pai celestial e por observar as obras dele, e Deus concedera a Adão inteligência que o habilitaria a aplicar o que aprendia. Visto que Adão fora criado “à imagem de Deus”, sua inclinação natural seria refletir qualidades divinas ao fazer decisões. Certamente, teria cuidado em fazer isso, se realmente apreciasse o que Deus fizera por ele e quisesse agradar a Deus. — Gên. 1:26, 27; veja João 8:29.
4. (a) Ficou Adão privado da liberdade por causa da ordem restritiva que recebeu? (b) Por que era este um requisito apropriado?
4 Como lembrete da dependência do homem de seu Criador e Dador da vida, Jeová lhe impôs esta ordem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gên. 2:16, 17) Privava esta lei o homem da liberdade? Certamente que não. Adão podia livremente obedecer ou desobedecer. A proibição não lhe impunha nenhum fardo. Ele tinha comida em abundância, sem precisar tocar naquela única árvore. Todavia, era apenas apropriado que reconhecesse que a terra em que vivia pertencia a Deus e que este, como Criador, era o Governante legítimo de sua criação. — Sal. 24:1, 10.
5. (a) Como perderam Adão e Eva a gloriosa liberdade que tinham? (b) O que aconteceu, e como ficamos nós afetados por isso?
5 Mas o que aconteceu? Motivado por ambição egoísta, um anjo enganou Eva por se apresentar como guia verdadeiro, assegurando-lhe algo contrário à vontade de Deus. Adão, em vez de obedecer a seu Pai, juntou-se a Eva na transgressão. Por tentarem obter algo que não lhes pertencia, Adão e Eva perderam a gloriosa liberdade que tinham. O pecado tornou-se amo deles, e, conforme Deus advertira, a morte os aguardava positivamente. Em resultado disso, que legado transmitiram aos seus descendentes? O pecado, evidente na tendência inata para a transgressão, nas fraquezas que nos tornam suscetíveis da doença e na degeneração que por fim ocorre pelo envelhecimento. Também a morte. A inclinação herdada para a transgressão, agravada pela influência satânica, tem produzido uma sociedade em que a vida se torna precária para todos. Que contraste com a liberdade que Deus dera à humanidade no começo! — Rom. 5:12; Jó 14:1; Rev. 12:9.
ONDE A LIBERDADE PODE SER ENCONTRADA
6. (a) Onde se pode encontrar a verdadeira liberdade? (b) Sobre que espécie de liberdade falava Jesus em João 8:31, 32?
6 Em vista das condições atuais, não surpreende que as pessoas anseiem uma liberdade maior do que usufruem. Mas, onde pode ser encontrada a verdadeira liberdade? Jesus Cristo disse: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31, 32) Esta liberdade não tem as limitações da que os homens esperam obter quando rejeitam um governante político ou uma forma de governo a favor de outro. Em vez disso, toca nas próprias raízes dos problemas humanos. A liberdade de que Jesus estava tratando é a que livra do pecado, da escravidão ao pecado. (Veja João 8:24, 34-36.) De modo que, quando alguém se torna verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, isto resulta numa notável mudança na sua vida, numa libertação.
7. (a) Então, em que sentido podemos agora ficar livres do pecado? (b) O que temos de fazer, para ter esta liberdade?
7 Isto não significa que, atualmente, os verdadeiros cristãos não sintam mais os efeitos da tendência inata à conduta pecaminosa. Ao contrário, eles têm uma luta por causa dela. (Rom. 7:21-25) Mas, se alguém realmente viver em harmonia com os ensinos de Jesus, ele não será mais escravo servil do pecado. O pecado não será mais para ele como um rei que dá ordens às quais ele obedece. Não mais ficará preso num modo de vida que não tem objetivo e que o deixa com uma consciência perturbada. Terá uma consciência limpa perante Deus, porque seus pecados passados foram perdoados à base de sua fé no sacrifício de Cristo. As inclinações pecaminosas talvez tentem impor-se, mas, quando ele recusa segui-las por se lembrar dos ensinos puros de Cristo, mostrará que o pecado não mais o domina. — Rom. 6:12-17.
8. (a) Que liberdade adicional nos concede o verdadeiro cristianismo? (b) Como deve isso afetar nossa atitude para com os governantes seculares?
8 Nós, como cristãos, usufruímos muita liberdade. Temos sido libertados dos efeitos dos ensinos falsos, da escravidão à superstição e da servidão ao pecado. As grandiosas verdades sobre a condição dos mortos e a sobre a ressurreição libertaram-nos do medo desarrazoado duma morte violenta, que induz os homens a suprimir a sua consciência. Sabermos que os governos humanos imperfeitos serão substituídos pelo Reino justo de Deus livra-nos do desespero. Mas essa liberdade não justifica a desconsideração da lei ou o desrespeito pelas autoridades governamentais, na premissa de que o velho sistema desaparecerá em breve. — 1 Ped. 2:16, 17; Tito 3:1, 2.
9. (a) Como nos ajuda amorosamente Jeová a usufruirmos a maior liberdade possível hoje aos homens? (b) Nas decisões que fazemos, como podemos mostrar que entendemos claramente o que resultou de Adão ter abusado de sua liberdade?
9 Jeová não deixa que descubramos por experiência qual é o melhor modo de viver. Ele sabe como fomos feitos, o que nos dará verdadeiro contentamento e um senso de dignidade pessoal, e aquilo que será de proveito mais duradouro para nós. Sabe também o tempo que marcou para cumprir seu propósito, e, portanto, quais as atividades mais proveitosas para nos empenharmos nelas. Conhece também os pensamentos e a conduta que podem degradar alguém ou estragar suas relações com outros, ou mesmo excluí-lo das bênçãos do Reino de Deus. Ele nos informa amorosamente destas coisas por meio da Bíblia e mediante sua organização visível. (Gál. 5:19-23; Mar. 13:10; veja 1 Timóteo 1:12, 13.) Depois cabe a nós, usando nosso livre-arbítrio dado por Deus, decidir como vamos reagir. Se tivermos tomado a peito o que a Bíblia nos diz sobre como Adão perdeu a liberdade concedida à humanidade no começo, faremos decisões sábias neste respeito. Mostraremos que nossa principal preocupação na vida é ter uma boa relação com Jeová.
ALMEJO DE OUTRA ESPÉCIE DE LIBERDADE
10. Que espécie de liberdade procuram ter alguns dos que que professam ser cristãos?
10 Às vezes acontece que jovens criados como Testemunhas de Jeová, bem como outros já não mais tão jovens, acham que querem ter outra espécie de liberdade. O mundo talvez tenha fascinação para eles, e quanto mais pensam nele, tanto mais forte se torna seu desejo de fazer o que as pessoas do mundo fazem. Talvez não planejem intoxicar-se com drogas, beber demais ou cometer fornicação. Mas começam a gastar o tempo fora da escola ou depois do trabalho com companheiros do mundo. Naturalmente, querem ser aceitos pelos seus novos companheiros, de modo que começam a imitar-lhes a maneira de falar e de se comportar. — 3 João 11.
11. Donde vem às vezes a tentação de fazer isso?
11 A tentação de se entregar a uma conduta mundana às vezes vem de outra pessoa que professa servir a Jeová. Isto foi o que aconteceu no Éden quando Satanás seduziu Eva, e depois, quando Eva instou com Adão para se juntar a ela. Aconteceu também entre os primitivos cristãos e ocorre igualmente nos nossos dias. Tais pessoas amiúde gostam de emoção e almejam as coisas que dão intenso prazer. Exortam outros a “divertir-se”. ‘Prometem-lhes liberdade, embora eles mesmos sejam escravos da corrupção’. — 2 Ped. 2:18, 19.
12. (a) Quais são os resultados lastimáveis da conduta mundana? (b) Se os envolvidos nela sabem do resultado, por que insistem em fazer tais coisas?
12 Os frutos resultantes não são agradáveis. Relações sexuais ilícitas causam perturbações emocionais. Também podem resultar em doença, gravidez indesejada e num possível rompimento do matrimônio. (Pro. 6:32-35; 1 Cor. 6:18; 1 Tes. 4:3-8) O abuso de drogas pode produzir irritabilidade, fala indistinta, visão anuviada, tonturas, respiração difícil, alucinações e morte. (Veja Provérbios 23:29-35.) Pode tornar-se vício, o qual pode levar ao crime, para custeá-lo. Os que se envolvem em tal conduta costumam saber qual será o resultado. Mas o seu almejo de emoções e de prazeres sensuais faz com que fechem a mente para com as conseqüências. Convencem a si mesmos de que isto é liberdade, mas depois, quando é tarde demais, descobrem que são escravos do pecado, e que o pecado é um amo muito cruel! Pensarmos no assunto agora pode ajudar a nos proteger contra tais coisas. — Gál. 6:7, 8.
O COMEÇO DOS PROBLEMAS
13. (a) Como amiúde são estimulados os desejos que levam a tais problemas? (b) O conceito de quem precisamos, para entender o que são “más associações”? (c) Enfatize o conceito de Jeová, quando responder às perguntas no fim do parágrafo. Comente apenas uma pergunta por vez.
13 Pare e pense em como esses problemas costumam começar. A Bíblia explica: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” (Tia. 1:14, 15) Mas como é que esses desejos são estimulados? Por aquilo que entra na mente, e isso muitas vezes vem em resultado da associação com pessoas que não aplicam os princípios bíblicos. Naturalmente, todos nós sabemos que temos de evitar “más associações”. Mas a questão é: O que constitui más associações? Como é este assunto encarado por Jeová? Raciocinarmos sobre as seguintes perguntas e textos deve ajudar-nos a tirar conclusões corretas.
Visto que certas pessoas parecem ser honrosas, significa isso que são boa companhia? (Veja Gênesis 34:1, 2, 18, 19.)
São sua conversa ou talvez suas piadas um indício para saber se nós devemos ter associação íntima com elas? (Efé. 5:3, 4)
É motivo de preocupação para nós, se elas não acreditarem nas mesmas coisas que nós sobre o propósito de Deus? (Veja 1 Coríntios 15:12, 32, 33.)
O que pensaria Jeová, se escolhêssemos a companhia de pessoas que não o amam? (Veja 2 Crônicas 19:1, 2.)
Embora talvez estejamos trabalhando com incrédulos ou freqüentando a escola com eles, como podemos mostrar que não os escolhemos por companheiros? (1 Ped. 4:3, 4)
Ver televisão e ler livros, revistas e jornais também é uma maneira de nos associarmos com outros. Contra que tipo de matéria destas fontes precisamos especialmente precaver-nos nos dias atuais? (Pro. 3:31; Isa. 8:19; Efé. 4:17-19)
O que diz a Jeová a nossa escolha de companheiros sobre que espécie de pessoas somos? (Sal. 26:1, 4, 5; 97:10)
14. Que grandiosa liberdade aguarda os que agora aplicam fielmente o conselho da Palavra de Deus?
14 No futuro imediato aguarda-nos a Nova Ordem de Deus. Por meio do Seu Reino, a humanidade será liberta da influência escravizadora de Satanás e de todo o sistema iníquo de coisas dele. Aos poucos se eliminarão da humanidade todos os efeitos do pecado. Ela terá diante de si a vida eterna no Paraíso. A liberdade que está em plena harmonia com “o espírito de Jeová” será por fim usufruída por toda a criação. (2 Cor. 3:17) Teria sentido arriscar a perda de tudo isso por tratarmos agora levianamente o conselho da Palavra de Deus? Que todos nós, pela maneira em que usamos hoje a nossa liberdade cristã, mostremos claramente que realmente queremos “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. — Rom. 8:21.
RECAPITULAÇÃO
● Que espécie de liberdade tinha o primeiro casal humano? Como se compara ela com a que a humanidade tem agora?
●Em contraste com o mundo, que liberdade usufruem os verdadeiros cristãos? Como é isso possível?
●Que preço pagam os que procuram a espécie de liberdade que o mundo tem?
●Por que é tão importante evitar as “más associações”? Dessemelhantes de Adão, nós aceitamos as decisões de quem quanto ao que é mau?
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A questão com que se confronta toda a criaçãoUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 6
A questão com que se confronta toda a criação
1. (a) Que questão suscitou Satanás no Éden? (b) Como é esta questão implícita no que ele disse?
QUANDO irrompeu a rebelião no Éden, suscitou-se uma questão séria que afeta toda a criação. Chegando-se a Eva, Satanás deu a entender que ela e seu marido Adão estavam sendo seriamente privados de algo. Ele perguntou: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” Eva respondeu que fora só com respeito a uma única árvore que Deus dissera: ‘Não deveis comer dela, não, nem deveis tocar nela, para que não morrais.’ Então, Satanás acusou Jeová diretamente de mentir, dizendo que nem a vida de Eva, nem a de Adão dependiam da obediência a Deus. Afirmou que Deus negava às suas criaturas algo de bom — a capacidade de fixarem as suas próprias normas na vida. “Positivamente não morrereis”, afirmou Satanás “Porque Deus sabe que, no dia em que comerdes [dela], forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gên. 3:1-5) Satanás induziu Eva a crer que seria melhor ela fazer as suas próprias decisões. Por inferência, ele questionava assim o direito de Deus governar e Seu modo de governar. Realmente, a questão suscitada envolvia a soberania universal.
2. O que poderia ter protegido o primeiro casal humano?
2 O amor a Jeová poderia ter protegido Eva. O respeito pela chefia de seu marido também a poderia ter refreado da transgressão. Mas ela pensava apenas no que parecia ser um benefício imediato. O que era proibido tornava-se desejável aos seus olhos. Totalmente enganada pelo raciocínio de Satanás, ela violou a lei de Deus. Depois envolveu Adão nisso. Embora este não fosse enganado pela mentira de Satanás, também mostrou grave falta de apreço pelo amor de Deus. Desconsiderou a chefia de Jeová e preferiu lançar a sua sorte com a sua esposa rebelde. — Gên. 3:6; 1 Tim. 2:13, 14.
3. (a) Que questão adicional está intimamente relacionada com o ataque de Satanás à soberania de Jeová? (b) Quem é afetado por ela?
3 O ataque de Satanás à soberania de Jeová não parou com o que aconteceu no Éden. Seu evidente êxito ali foi seguido por ele questionar a lealdade de outros a Jeová. Esta tornou-se assim uma questão secundária, intimamente relacionada com a principal. Seu desafio estendia-se tanto à descendência de Adão, como a todos os filhos espirituais de Deus, até mesmo ao muito amado Filho primogênito de Jeová. Nos dias de Jó, Satanás afirmou que os que servem a Jeová fazem isso, não por amor a Deus e ao seu modo de governar, mas por razões egoístas. Argumentou que, se fossem sujeitos a dificuldades, cederiam todos aos desejos egoístas. Tinha ele razão? — Jó 1:6-12; 2:1-6; Rev. 12:10.
COMO ELES REAGIRAM À QUESTÃO
4. Por que é que muitos humanos não apoiaram a soberania de Jeová?
4 Jeová não excluiu a possibilidade de que outros, em rebelião, se juntassem a Satanás. De fato, ao passar a sentença no Éden, Deus mencionou os que constituiriam o ‘descendente da serpente’. (Gên. 3:15) Os fariseus, que tramaram a morte de Jesus, e Judas Iscariotes, que traiu Cristo, estavam entre estes. Não deram apenas algum passo em falso antes de se aperceberem disso. Sabiam o que era direito, mas tomaram deliberadamente uma atitude em oposição a Jeová e seus servos. No entanto, inúmeros outros que não se harmonizaram com os requisitos de Jeová agiram em ignorância. — Atos 17:29, 30.
5. (a) Dessemelhantes de Eva, como é que aqueles que permaneceram leais a Jeová encararam a palavra dele? (b) Como provou Noé a sua lealdade, e que proveito podemos tirar do exemplo dele?
5 Contrastando com todos esses havia homens e mulheres de fé, que se informavam sobre o seu Criador e mostraram sua lealdade a ele como Soberano. Criam em Deus. Sabiam que sua vida dependia de eles o escutarem e lhe obedecerem. Noé foi tal homem. Portanto, quando Deus disse a Noé: “Chegou o fim de toda a carne diante de mim . . . Faze para ti uma arca”, Noé sujeitou-se à orientação de Jeová. Outros daqueles dias, apesar de receberem aviso, seguiram sua vida normal como se nada de incomum estivesse para acontecer. Mas Noé construiu uma gigantesca arca e manteve-se ocupado em pregar a outros sobre os modos justos de Jeová. Conforme o registro relata: “Noé passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim.” — Gên. 6:13-22; veja também Hebreus 11:7; e 2 Pedro 2:5.
6. (a) O que mais tem caracterizado aqueles que mantêm a sua integridade? (b) Como manifestou Sara essas qualidades, e como podemos tirar proveito do seu exemplo?
6 O elevado respeito pelo princípio da chefia, junto com o amor pessoal a Jeová, também se têm destacado entre os que mantêm a integridade. Eles não têm sido iguais a Eva, que se adiantou ao seu marido. Nem como Adão, que não fez caso da lei de Jeová. Sara, esposa de Abraão, demonstrava essas boas qualidades. Para ela, Abraão era seu “senhor” não só em palavras mas também no coração. Além disso, ela mesma amava a Jeová e era mulher de fé. Junto com Abraão, ela “aguardava a cidade [o Reino de Deus] que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus”. — 1 Ped. 3:5, 6; Heb. 11:10-16.
7. (a) Em que situações defendeu Moisés a soberania de Jeová? (b) Como pode o exemplo dele beneficiar-nos?
7 Cerca de 430 anos depois de Abraão ter partido de sua terra natal, Moisés defendeu a soberania de Jeová num confronto de face a face com o Faraó do Egito. Não era o caso de Moisés ter tido confiança em si mesmo. Ao contrário, duvidava de sua capacidade de falar suficientemente bem. Mas obedeceu a Jeová. Com o apoio de Jeová e com a ajuda de seu irmão Arão, Moisés transmitiu repetidas vezes a palavra de Jeová a Faraó. Faraó foi obstinado. Até mesmo alguns dos filhos de Israel criticaram duramente a Moisés. Mas, em lealdade, Moisés fez tudo o que Jeová lhe ordenou, e, por meio dele, Israel foi liberto do Egito. — Êxo. 7:6; 12:50, 51.
8. (a) O que mostra que a lealdade a Jeová envolve mais do que apenas fazer o que Deus mencionou especificamente por escrito? (b) Como pode o apreço desta espécie de lealdade ajudar-nos a aplicar 1 João 2:15?
8 Os que eram leais a Jeová não pensavam que só precisavam harmonizar-se com a letra da lei, obedecer apenas àquilo que Deus mandara escrever. Quando a esposa de Potifar procurou induzir José a ter relações adúlteras com ela, não existia nenhum mandamento escrito de Deus que proibisse especificamente o adultério. Mas à base do que José sabia sobre o arranjo do casamento instituído por Jeová no Éden, ele sabia que ter relações sexuais com a mulher de outro homem desagradaria a Deus. José não estava interessado em experimentar até que limites Deus lhe permitiria ser igual aos egípcios. Apoiava os modos de Jeová por meditar nos tratos de Deus com a humanidade e depois aplicar conscienciosamente o que discernia ser a vontade de Deus. — Gên. 39:7-12; veja Salmo 77:11, 12.
9. Como se mostrou repetidas vezes que o Diabo é mentiroso na acusação que levantou nos dias de Jó?
9 Os que realmente conhecem a Jeová, mesmo quando submetidos a uma severa prova, não se afastam dele. Satanás levantou a acusação de que, se Jó perdesse seus bens ou fosse fisicamente ultrajado, então mesmo este, a quem Jeová havia elogiado, abandonaria a Deus. Jó porém, mostrou que o Diabo era mentiroso, e fez isso embora não soubesse por que lhe sobreviera toda aquela calamidade. (Jó 2:3, 9, 10) Ainda tentando provar que tinha razão, Satanás, mais tarde, induziu um enfurecido rei de Babilônia a ameaçar três jovens hebreus com a morte numa fornalha ardente, se não se curvassem em adoração perante uma imagem erguida pelo rei. Obrigados a escolherem entre a ordem do rei e a lei de Jeová contra a idolatria, fizeram-no saber firmemente que serviam a Jeová e que este era o seu Soberano Supremo. Para eles, a fidelidade a Deus era mais preciosa do que a vida. — Dan. 3:14-18.
10. Como é possível que nós, humanos imperfeitos, mostremos que somos realmente leais a Jeová?
10 Devemos concluir disso que, para ser leal a Jeová, é preciso ser perfeito, e que aquele que cometesse um erro teria fracassado completamente? De modo algum! A Bíblia nos fala especificamente sobre as ocasiões em que Moisés era faltoso. Jeová se desagradava disso, mas não rejeitou a Moisés. Os apóstolos, embora em muitos sentidos exemplares, tinham as suas fraquezas. A lealdade requer obediência coerente motivada pelo coração. Mas Jeová, tomando em conta que herdamos a imperfeição, agrada-se quando não desconsideramos deliberadamente a sua vontade em qualquer sentido. Se nós, por causa de fraqueza, ficamos envolvidos numa transgressão, é importante que nos arrependamos sinceramente e que não façamos dela uma prática. Demonstramos assim que realmente amamos aquilo que Jeová diz ser bom e que odiamos aquilo que ele mostra ser mau. À base de nossa fé no valor expiatório de pecados do sacrifício de Jesus, podemos usufruir uma condição limpa perante Deus. — Amós 5:15; Atos 3:19; Heb. 9:14.
11. (a) Quem dentre os homens manteve uma perfeita devoção piedosa, e o que provou isso? (b) Como nos ajuda aquilo que ele fez?
11 Entretanto, será que a perfeita devoção piedosa simplesmente não é possível para os humanos? Por uns 4.000 anos, a resposta a isso era um “segredo sagrado”. (1 Tim. 3:16) Adão, embora criado perfeito, não deu um exemplo perfeito de devoção piedosa. Quem é que poderia dá-lo? Certamente nenhum dos seus descendentes pecaminosos. Jesus Cristo foi o único homem a fazer isso. O que Jesus realizou provou que Adão, que tivera uma situação mais favorável, poderia ter mantido perfeitamente a integridade, se quisesse. A culpa não cabia à obra criativa de Deus. Portanto, Jesus Cristo é o exemplo que procuramos imitar, demonstrando não só obediência à lei divina, mas também devoção pessoal a Jeová, o Soberano Universal.
QUAL É NOSSA RESPOSTA PESSOAL?
12. Por que precisamos estar constantemente atentos à nossa atitude para com a soberania de Jeová?
12 Cada um de nós, hoje, vê-se confrontado com esta questão universal. Não podemos esquivar-nos. Se tivermos declarado abertamente que estamos do lado de Jeová, então Satanás nos tomará por alvo. Exercerá pressão de todos os ângulos concebíveis e continuará a fazer isso até o fim deste sistema iníquo de coisas. Não podemos afrouxar a nossa vigilância. (1 Ped. 5:8) Nossa conduta mostra nossa posição com relação à questão suprema.
13. (a) O que, a respeito da origem da mentira e do furto, deve induzir-nos a evitá-los? (b) Responda às perguntas no fim deste parágrafo, uma por vez, sobre as situações que induzem alguns a tal transgressão.
13 Não podemos tratar a conduta desleal como de somenos importância, só porque ela é comum no mundo. Mantermos a integridade requer que apliquemos os modos justos de Jeová em todos os assuntos da vida. Como ilustração, considere o seguinte:
(1) Satanás usou uma mentira para induzir nossos primeiros pais ao pecado. Ele se tornou “o pai da mentira”. (João 8:44)
Em que circunstâncias deixam os jovens às vezes de dizer a verdade aos pais? Por que é importante que os jovens cristãos evitem isso? (Pro. 6:16-19)
Que práticas comerciais poderiam identificar alguém com “o pai da mentira” em vez de com o Deus da verdade? (Miq. 6:11, 12)
Se falarmos algo para dar uma impressão melhor de nós do que os fatos justificam, é isso errado quando não prejudica a ninguém mais? (Sal. 119:163; veja Atos 5:1-11.)
Quando alguém se envolveu numa séria transgressão, por que é importante que não tente encobri-la por meio de falsidades? (Pro. 28:13)
(2) Quando Eva e depois Adão seguiram as instâncias de Satanás para fazerem as suas próprias decisões sobre o que é bom e o que é mau, a primeira coisa que fizeram foi apoderar-se de algo que não lhes pertencia. Tornaram-se ladrões.
Justifica-se o furto quando alguém está em necessidade ou quando aquele de quem se furta tem abundância? (Pro. 6:30, 31; 1 Ped. 4:15)
É isso menos objetável quando se trata duma prática comum lá onde vivemos ou quando se trata de pouca coisa? (Rom. 12:2; Efé. 4:28; Luc. 16:10)
14, 15. (a) No fim do Reinado Milenar de Cristo, que prova sobrevirá à toda a humanidade? (b) De que modo será o resultado de então afetado por aquilo que fazemos agora?
14 Durante o Reinado Milenar de Cristo, Satanás e seus demônios estarão no abismo, sem poderem influenciar a humanidade. Quanto alívio isso dará! Mas depois dos mil anos, serão soltos por um pouco de tempo. Satanás e os que o seguem exercerão pressão sobre os “santos”, os da humanidade restabelecida que manterão a sua integridade. Ele avançará como que em guerra contra “a cidade amada”, a Nova Jerusalém celestial, por tentar exterminar a justiça que se terá estabelecido na terra. — Rev. 20:7-10.
15 É bem provável que, como no passado, Satanás empregará o engano, junto com induzimentos ao egoísmo e ao orgulho, para engodar os homens a atos de deslealdade para com Jeová. Se tivermos o privilégio de estar vivos naquele tempo, como é que nós mesmos reagiremos? Onde estará nosso coração com relação à questão universal? Visto que toda a humanidade estará então perfeita, qualquer ato de deslealdade será deliberado e resultará na destruição eterna. Portanto, para que nos mostremos leais naquele tempo, quão vital é que cultivemos agora o hábito de acatar pronta e positivamente qualquer orientação que Jeová nos dá, quer por meio de sua Palavra, quer por meio de sua organização! Procedendo assim, mostraremos nossa genuína devoção a ele, como o Soberano Universal.
RECAPITULAÇÃO
● Qual é a grande questão com que toda a criação se confronta? Como é que nós ficamos envolvidos nela?
● O que há de notável na maneira em que cada um dos homens e das mulheres mostrados na página 49 mostrou integridade a Jeová?
● Por que é vital que cuidemos cada dia de honrar a Jeová por meio de nossa conduta?
[Fotos na página 49]
ELES DEFENDERAM A SOBERANIA DE JEOVÁ
NOÉ
SARA
MOISÉS
JOSÉ
JÓ
Que proveito podemos tirar do exemplo deles?
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O que aprendemos de Deus ter permitido o malUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 7
O que aprendemos de Deus ter permitido o mal
1. (a) Se Jeová tivesse executado prontamente os rebeldes no Éden, que efeito teria isso tido sobre nós? (b) Em vez disso, que provisões amorosas tornou Jeová disponível a nós?
NÃO importa quais as dificuldades que talvez tenhamos de enfrentar na vida, nosso nascimento não foi nenhuma injustiça da parte de Deus. Ele dotou os primeiros humanos com perfeição e lhes deu o Paraíso como lar. Se ele os tivesse executado logo depois de eles se rebelarem, não haveria raça humana assim como a conhecemos, com a acompanhante doença, pobreza e crime. Em misericórdia, porém, Jeová permitiu que Adão e Eva tivessem filhos antes de morrer, embora estes herdassem a imperfeição. Por meio de Cristo, ele fez a provisão de que os descendentes de Adão que exercessem fé recuperassem aquilo que Adão perdeu — a vida eterna em circunstâncias que tornariam possível o maior usufruto da vida. — Deut. 32:4, 5; João 10:10.
2. Foi tudo isso feito apenas para a nossa salvação?
2 Os benefícios que nós mesmos derivamos disso são imensuráveis. Mas aprendemos do relato bíblico que estava envolvido algo muito mais importante do que a nossa própria salvação.
POR CAUSA DO SEU GRANDE NOME
3. O que estava em jogo quanto ao cumprimento do propósito de Jeová para com a terra e a humanidade?
3 O que estava envolvido no cumprimento do propósito de Jeová para com a terra e a humanidade era seu nome, sua reputação como o Soberano Universal e Deus da verdade. Por causa da posição de Jeová, a paz e o bem-estar de todo o universo exigem que seu nome receba o pleno respeito que merece e que todos lhe obedeçam.
4. O que é que estava incluído neste propósito?
4 Depois de criar Adão e Eva, ele lhes deu uma tarefa a cumprir. Tornou claro que seu propósito não era apenas o de sujeitar toda a terra, estendendo assim os limites do Paraíso, mas também de povoá-la com os descendentes do primeiro homem e da primeira mulher, Adão e Eva. (Gên. 1:28) Fracassaria este propósito em vista do pecado deles, resultando isso em vitupério para o nome de Deus?
5. (a) De acordo com Gênesis 2:17, quando morreria aquele que comesse da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau? (b) Como cumpriu isso Jeová, embora respeitando seu propósito quanto a povoar a terra?
5 Jeová havia advertido Adão de que, se em desobediência comesse da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, ele positivamente morreria “no dia” em que comesse dela. (Gên. 2:17) Fiel à palavra de Deus, no mesmo dia em que Adão pecou, Jeová chamou os transgressores a contas e proferiu a sentença de morte. A punição era inescapável. Do ponto de vista de Deus, Adão e Eva haviam morrido judicialmente naquele dia. (Veja Lucas 20:37, 38.) Mas, a fim de cumprir seu próprio propósito declarado quanto a povoar a terra, Jeová permitiu-lhes ter filhos antes de morrerem literalmente. Não obstante, considerando o ponto de vista de Deus, de que 1.000 anos eqüivalem a um dia, quando a vida de Adão findou aos 930 anos, isso estava dentro daquele um “dia”. (Gên. 5:3-5; veja Salmo 90:4; 2 Pedro 3:8.) A veracidade de Deus foi assim sustentada quanto ao tempo em que se executaria a punição, e seu propósito de povoar a terra com a prole de Adão não foi frustrado. Mas isso significava que, por algum tempo, se permitiria que pessoas pecaminosas vivessem.
6, 7. (a) O que indica Êxodo 9:15, 16, quanto ao motivo de Jeová permitir que os iníquos continuem por um tempo? (b) No caso de Faraó, como se mostrou o poder de Jeová e como se deu a conhecer Seu nome? (c) Portanto, qual será o resultado do fim do atual sistema iníquo?
6 O que Jeová disse ao governante do Egito nos dias de Moisés indica ainda mais o motivo de Deus permitir que os iníquos continuem por um tempo. Quando Faraó proibiu a partida dos filhos de Israel do Egito, Jeová não o abateu imediatamente. Trouxeram-se dez pragas sobre aquele país, demonstrando o poder de Jeová de maneira espantosa e diversificada. Advertindo Faraó sobre a sétima praga, Jeová lhe disse que poderia ter facilmente eliminado Faraó e seu povo da face da terra. “Mas, de fato”, disse Jeová, “por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra”. Êxo. 9:15, 16.
7 Quando Jeová libertou Israel, seu nome ficou realmente bem conhecido. Atualmente, quase 3.500 anos mais tarde, não ficou esquecido o que ele fez então. Não só se proclamou o nome pessoal de Jeová, mas também a verdade sobre Aquele que leva este nome. Isto estabeleceu a reputação de Jeová como Deus que cumpre seus pactos e que age a favor de seus servos. Isto demonstrou que, por ele ser todo-poderoso, nada pode impedir a execução de seu propósito. A iminente destruição de todo o sistema iníquo, visível e invisível, será ainda mais impressionante. Esta demonstração de onipotência e a glória que dará ao nome de Jeová nunca serão esquecidos na história universal. Seus benefícios serão infindáveis! — Eze. 38:23; Rev. 19:1, 2.
‘Ó PROFUNDIDADE DA SABEDORIA DE DEUS!’
8. Que fatores adicionais exorta-nos Paulo a considerar?
8 O apóstolo Paulo, na sua carta aos romanos, levantou esta questão: “Há injustiça da parte de Deus?” E depois ele respondeu por destacar a misericórdia de Deus e por mencionar o que Jeová dissera a Faraó. Relembrou também que nós, humanos, somos como barro nas mãos dum oleiro. Queixa-se o barro sobre para que é usado? Paulo acrescentou: “Se Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição, a fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão para glória, a saber, nós, a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações, o que tem isso?” — Rom. 9:14-24.
9. (a) Quem são os “vasos do furor, feitos próprios para a destruição”? (b) Por que mostrou Jeová grande longanimidade em face da hostilidade deles, e como será o resultado final para o bem daqueles que o amam?
9 Desde que Jeová fez a declaração profética registrada em Gênesis 3:15, Satanás e seu descendente têm sido “vasos do furor, feitos próprios para a destruição”. Durante todo esse tempo, Jeová tem usado de longanimidade. Os iníquos têm zombado do modo de proceder dele; têm perseguido os servos dele e até mesmo mataram o Filho dele. Jeová, porém, mostrou ter grande controle, com benefício duradouro para os seus servos. Toda a criação tem tido a oportunidade de ver os resultados desastrosos da rebelião contra Deus. Ao mesmo tempo, a morte de Jesus proveu os meios para libertar a humanidade obediente e “para desfazer as obras do Diabo”. — 1 João 3:8; Heb. 2:14, 15.
10. Por que tem Jeová continuado a tolerar os iníquos durante os últimos 1.900 anos?
10 Durante os mais de 1.900 anos, desde a ressurreição de Jesus, Jeová tem tolerado ainda mais os “vasos do furor”, adiando a destruição deles. Por quê? Porque tem preparado a parte secundária do descendente da mulher, aqueles que hão de ser associados com Jesus Cristo no seu Reino celestial. (Gál. 3:29) Estes, no número de 144.000, são os “vasos de misericórdia” mencionados pelo apóstolo Paulo. Primeiro foram convidadas pessoas dentre os judeus para compor esta classe. Depois foram acrescentados samaritanos circuncisos, e, por fim, pessoas das nações gentias. Jeová tem realizado seu propósito com muita longanimidade, não obrigando a ninguém a servi-lo, mas concedendo grandes bênçãos aos que aceitaram com apreço as suas provisões amorosas. Agora já está quase completa a preparação dessa classe celestial.
11. Que outro grupo é agora beneficiado pela longanimidade de Jeová?
11 Mas que dizer dos habitantes da terra? No tempo devido de Deus, bilhões de pessoas serão ressuscitadas como súditos terrestres do Reino. Também, especialmente desde 1935 EC, a longanimidade de Jeová tornou possível o ajuntamento de uma “grande multidão” dentre todas as nações, visando a sua salvação. — Rev. 7:9, 10; João 10:16.
12. (a) Em resultado disso, o que aprendemos sobre o próprio Jeová? (b) Como reage você à maneira em que Jeová tratou desses assuntos?
12 Tem havido alguma injustiça em tudo isso? Certamente que não! Como poderia alguém de direito queixar-se por Deus ter adiado a destruição dos iníquos, os “vasos do furor”, para poder mostrar compaixão com outros, em harmonia com o seu propósito? Antes, conforme observamos o desenrolar do seu propósito, aprendemos muito sobre o próprio Jeová. Ficamos maravilhados com os aspectos de sua personalidade que vêm a luz — sua justiça, sua misericórdia, sua longanimidade e a diversidade de sua sabedoria. A maneira sábia em que Jeová trata da questão ficará para sempre como testemunho do fato de que sua maneira de governar é a melhor. Dizemos junto com o apóstolo Paulo: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — Rom. 11:33.
UMA OPORTUNIDADE PARA MOSTRARMOS NOSSA DEVOÇÃO
13. (a) Quando padecemos sofrimentos pessoais, que oportunidade nos apresenta isso? (b) O que nos ajudará a reagir sabiamente?
13 Há situações que envolvem verdadeiro sofrimento pessoal, visto que Deus ainda não destruiu os iníquos e ainda não trouxe o predito restabelecimento da humanidade. Qual é a nossa reação diante disso? Consideraremos isso como oportunidade para participar em limpar o nome de Jeová de vitupério e em provar que o Diabo é mentiroso? Nisso podemos ser muito fortalecidos se nos lembrarmos do conselho: “Sê sábio, filho meu, e alegra meu coração, para que eu possa replicar àquele que me escarnece.” (Pro. 27:11) Satanás, aquele que escarnece de Jeová, levantou a acusação de que as pessoas, se sofressem perdas materiais ou aflições físicas, elas culpariam a Deus e até mesmo o amaldiçoariam. (Jó 1:9-11; 2:4, 5) Alegramos o coração de Jeová quando demonstramos pela nossa lealdade a Deus em face de dificuldades que isso não se dá em nosso caso. Temos plena confiança em que Jeová tem terna afeição por seus servos e que, como no caso de Jó no tempo devido, ele nos recompensará generosamente, se nos mostrarmos fiéis. — Tia. 5:11; Jó 42:10-16.
14. Se nos estribarmos em Jeová quando passamos por provações, que outros benefícios poderemos ter?
14 Se nos estribarmos confiantemente em Jeová quando sofremos penosas provações, poderemos desenvolver inestimáveis qualidades. Em resultado das coisas que Jesus sofreu, ele “aprendeu a obediência” dum modo que nunca antes conhecera. Nós também podemos aprender — cultivando a longanimidade, a perseverança e um profundo apreço pelos modos justos de Jeová. Aceitaremos pacientemente tal treinamento? — Heb. 5:8, 9; 12:11; Tia. 1:2-4.
15. Como podem outros ser beneficiados quando suportamos pacientemente dificuldades?
15 Outros observarão o que fazemos. Alguns deles, vendo o que sofremos por causa de nosso amor à justiça, talvez com o tempo cheguem a reconhecer quem realmente são os “irmãos” de Cristo hoje em dia, e, unindo-se aos “irmãos” dele em adoração, poderão habilitar-se para as bênçãos da vida eterna. (Mat. 25:34-36, 40, 46) Jeová e seu Filho querem que tenham esta oportunidade. Queremos nós o mesmo? Estamos dispostos a suportar dificuldades para torná-lo possível?
16. Como se relaciona nosso conceito sobre tais dificuldades pessoais com a questão da unidade?
16 Quão bom é quando encaramos assim até mesmo situações difíceis na vida como oportunidades para mostrar nossa devoção a Jeová, e para participar na realização de sua vontade! Fazermos isso pode evidenciar que realmente estamos avançando para a unidade com Deus e Cristo, pela qual Jesus orou a favor de todos os verdadeiros cristãos. — João 17:20, 21.
RECAPITULAÇÃO
● Embora permitisse o mal, como mostrou Jeová corretamente grande respeito pelo seu próprio nome?
● Por Deus tolerar os “vasos do furor”, como se tornou possível que sua misericórdia se estendesse até nós?
● O que devemos esforçar-nos a ver nas situações que envolvem nosso próprio sofrimento?
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‘Uma pugna contra forças espirituais iníquas’Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 8
‘Uma pugna contra forças espirituais iníquas’
1. Por que é de interesse especial para nós a atividade de espíritos iníquos?
PESSOAS de mentalidade materialista talvez zombem da idéia da existência de espíritos iníquos. Mas não é algo de que se deve fazer pouco. Quer tais pessoas acreditem nisso, quer não, a atividade demoníaca exerce pressão sobre todos. Os adoradores de Jeová não ficam eximidos disso. De fato, eles são o alvo primário. O apóstolo Paulo alerta-nos a este conflito, dizendo: “Temos uma pugna, não contra sangue e carne, mas contra os governos [que não são do domínio de sangue e carne], contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” (Efé. 6:12) Nos dias atuais, a pressão atingiu um auge de todos os tempos, porque Satanás foi expulso do céu e está furioso, porque sabe que tem pouco tempo. — Rev. 12:12.
2. Como é possível que lutemos com bom êxito contra espíritos sobre-humanos?
2 Como é que poderíamos ser bem-sucedidos numa luta contra forças espirituais sobre-humanas? Só por nos estribarmos completamente em Jeová. Temos de dar atenção a ele e obedecer à sua Palavra. Procedendo assim, poderemos ser poupados ao dano físico, moral, emocional e mental sofrido pelos que estão sob controle satânico. — Efé. 6:11; Tia. 4:7.
GOVERNANTES MUNDIAIS EM LUGARES CELESTIAIS
3. A que e a quem se opõe Satanás ferozmente?
3 Jeová descreve vividamente para nós a situação mundial conforme ele a vê de seu ponto de observação no céu. Ele forneceu ao apóstolo João uma visão, na qual Satanás é descrito como “grande dragão cor de fogo”, prestes a devorar, se possível, o Reino messiânico de Deus assim que fosse dado à luz no céu, em 1914 EC. Fracassando nisso, Satanás desencadeou uma onda de oposição feroz contra os representantes visíveis desse Reino, que são a parte secundária do descendente da “mulher” de Deus. — Rev. 12:3, 4, 13, 17.
4. (a) A que fato a respeito da origem do poder dos governos humanos nos alerta a Bíblia? (b) A que estão sendo ajuntados agora todos os governantes políticos, e por quem?
4 A origem do poder e da autoridade dos governos humanos também foi exposto nessa revelação dada a João. Mostrou-se-lhe uma fera composta, com 7 cabeças e 10 chifres, fera que tinha autoridade “sobre toda tribo, e povo, e língua, e nação”. Isto não representa apenas um governo, mas o sistema político global. João foi informado de que “o dragão [Satanás, o Diabo,] deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade”. (Rev. 13:1, 2, 7; veja Lucas 4:5, 6.) Mesmo que os governantes políticos professem ter alguma religião, nenhuma das nações-membros da “fera” sujeita-se à soberania de Jeová e ao Seu Rei designado, Jesus Cristo. Todas elas lutam para manter a sua própria soberania. Atualmente, conforme mostra Revelação (Apocalipse), “expressões inspiradas por demônios” ajuntam a todas elas para “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:13, 14, 16) De fato, conforme escreveu o apóstolo Paulo, “os governantes mundiais” não são meros homens, mas são “forças espirituais iníquas nos lugares celestiais”. (Efé. 6:12) Todos os que querem mostrar que são verdadeiros adoradores de Jeová precisam compreender o pleno sentido disso.
5. Por que se precisa ter cuidado para evitar ser manobrado a dar apoio ao sistema satânico?
5 Nossa vida está diariamente exposta a conflitos que tendem a romper a família humana. É comum as pessoas tomarem partido, verbalmente ou de outro modo, da nação, tribo, grupo lingüístico ou classe social de que fazem parte. Mesmo quando a sua facção específica da sociedade não está diretamente envolvida em um conflito da atualidade, talvez se dêem conta de que estão favorecendo um lado em oposição a outro lado. No entanto, não importa qual o motivo de queixa, qual a pessoa ou causa que endossam, na realidade, o que estão apoiando? A Bíblia diz explicitamente que “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. (1 João 5:19) Então, como se pode evitar ser desencaminhado junto com os demais da humanidade? Só por dar pleno apoio ao Reino de Deus e manter completa neutralidade para com os conflitos entre as facções do mundo. — João 17:15, 16.
ARTIMANHAS DO INÍQUO
6. O que está incluído entre os meios usados por Satanás para desviar as pessoas da adoração verdadeira?
6 Em todos os períodos da história, Satanás tem usado a perseguição verbal e física para desviar as pessoas da adoração verdadeira. Mas ele usou também meios mais sutis — maquinações e artimanhas.
7. Como se mostra a esperteza de Satanás no uso que ele está fazendo da religião falsa?
7 Com esperteza, tem mantido uma grande parte da humanidade em escuridão por meio da religião falsa, deixando as pessoas pensar, se quisessem, que estavam servindo a Deus. Por falta de genuíno amor à verdade, tais pessoas talvez se sintam atraídas a ofícios religiosos místicos e emocionais, ou fiquem impressionadas com obras poderosas. (2 Tes. 2:9, 10) Nós, porém, somos advertidos de que, mesmo entre os que já tiveram parte na adoração verdadeira, “alguns se desviarão . . . prestando atenção a desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios”. (1 Tim. 4:1) Como é que isso pode acontecer?
8. Como tem engodado Satanás à religião falsa até mesmo alguns dos que costumavam adorar a Jeová?
8 Astutamente, o Diabo vale-se das fraquezas da pessoa. Está ela ainda nas garras do medo do homem? Em caso afirmativo, talvez ceda à pressão de parentes ou vizinhos para participar em práticas que têm origem na religião falsa. É a pessoa orgulhosa? Então talvez se ofenda quando aconselhada ou quando os outros não aceitam as idéias que ela promove (Pro. 29:25; 15:10; 1 Tim. 6:3, 4) O que se dá quando sua participação no ministério de campo não é motivada pelo amor? Em vez de ajustar seu conceito para se harmonizar com o exemplo de Cristo, talvez se incline para os que ‘lhe fazem cócegas nos ouvidos’, por dizer que basta ler a Bíblia e levar uma “vida boa”. (2 Tim. 4:3) Para Satanás não importa se tal pessoa realmente ingressa num outro grupo religioso ou apenas se apega ao seu próprio tipo de religião, desde que não esteja adorando a Jeová do modo que Deus indica por meio de sua Palavra e sua organização.
9. Como usa Satanás astutamente o sexo para conseguir seus objetivos?
9 Satanás, com esperteza, também engoda as pessoas a satisfazerem os desejos normais de modo errado. Ele tem feito isso com o desejo de intimidades sexuais. Muitos no mundo, rejeitando a moralidade bíblica, encaram as relações sexuais entre pessoas não casadas como prazeres legítimos ou como maneira de provar que são adultos. E que dizer dos casados? Não é incomum que pessoas do mundo, com problemas maritais, obtenham um divórcio e se casem de novo, ou simplesmente se separem e convivam com outro companheiro ou companheira. Quando observamos tal tipo de vida, achamos que estamos perdendo alguma coisa, que o modo de vida cristão é muito restritivo? A tática sutil de Satanás é fazer a pessoa pensar que Jeová lhe está negando algo de bom. Incentiva-nos a pensar no prazer que podemos ter agora — não no efeito de longo alcance sobre nós mesmos e outros, e certamente não na nossa relação com Jeová e seu Filho. — Gál. 6:7, 8; 1 Cor. 6:9, 10.
10. Que meios usa Satanás para tentar subverter nossa atitude para com a violência?
10 Outro desejo natural é a diversão. Quando é sadia, pode ser física, mental e emocionalmente revigoradora. Mas qual é a nossa reação quando Satanás usa astutamente ocasiões de recreio para tentar alienar nossa maneira de pensar da de Deus? Por exemplo, sabemos que Jeová odeia os que amam a violência. (Sal. 11:5) Mas quando esta é mostrada em filmes na televisão ou num cinema, ficamos passivamente sentados e assimilamos tudo? Ou quando ela é apresentada em nome dum esporte, aceitamo-la e talvez até mesmo gritamos para incentivar os participantes? — Veja Gênesis 6:13.
11. Como poderia mesmo alguém que sabe a verdade sobre o espiritismo ser enlaçado, se não ficar atento?
11 Estamos também apercebidos de que aqueles que se entregam a qualquer forma de espiritismo — praticando a adivinhação, usando de feitiçaria ou tentando comunicar-se com os mortos — são “algo detestável para Jeová”. Não pensaríamos em consultar médiuns espíritas, e certamente não os receberíamos no nosso lar para praticarem suas artes demoníacas. Mas, será que os escutaríamos e observaríamos com fascinação, se aparecessem na tela de nosso televisor? Embora nunca aceitássemos o tratamento dum curandeiro, será que atamos um fio em volta do pulso do bebê recém-nascido, com a idéia de que isso talvez proteja a criança contra algum mal? Ou, sabendo que a Bíblia condena ‘prender outros com encantamento’, permitiríamos que um hipnotizador controle nossa mente, mesmo que temporariamente? — Deut. 18:10-12; Gál. 5:19-21.
12. (a) Como se usa a música para entretermos idéias de que sabemos que são erradas? (b) Como poderão a roupa, o modo de usar o cabelo ou a maneira de falar da pessoa indicar que ela admira aqueles cujo modo de vida Jeová desaprova? (c) O que se requer da nossa parte, se havemos de evitar cair vítimas de artimanhas satânicas?
12 Já lemos nas Escrituras que ‘a fornicação e a impureza de toda sorte, com motivos impróprios, nem devem ser mencionados entre nós’. (Efé. 5:3-5) Mas o que se dá quando esses temas são astutamente acompanhados por música de melodia agradável, com ritmo cativante ou cadência insistente? Será que, mesmo inconscientemente, começamos a repetir a letra de música que glorifica o sexo fora do casamento, o uso de tóxicos para prazer, e muito mais? Ou, embora saibamos que não devemos imitar o modo de vida de pessoas que se entregam a tais coisas, temos a tendência de nos identificar com elas por imitar-lhes o modo de vestir e de usar o cabelo, ou a maneira de falar? Como Satanás é astuto! Quão insidiosos são os métodos que ele usa para engodar os homens a se harmonizarem com a própria mente corrupta dele! (2 Cor. 4:3, 4) Para não sermos vítimas de suas artimanhas, temos de evitar deixar-nos levar junto com o mundo. Precisamos ter em mente quem são “os governantes mundiais desta escuridão” e seriamente lutar contra a influência deles. — Efé. 6:12; 1 Ped. 5:8.
EQUIPADOS PARA SERMOS VENCEDORES
13. Como podemos todos nós, apesar de nossas imperfeições, vencer o mundo governado por Satanás?
13 Antes de Jesus morrer, ele disse aos seus apóstolos: “Coragem! eu venci o mundo.” De modo que eles também podiam ser vencedores; e mais de 60 anos depois, o apóstolo João escreveu: “Quem é que vence o mundo senão aquele que tem fé em que Jesus é o Filho de Deus?” (João 16:33; 1 João 5:5) Demonstramos essa fé por obedecer às ordens de Jesus e confiar na Palavra de Deus, assim como ele fez. O que mais se requer? Que nos mantenhamos achegados à congregação de que ele é o chefe. Quando cometemos uma falta, temos de arrepender-nos seriamente e buscar o perdão de Deus à base do sacrifício de Jesus. Desta maneira, apesar de nossas imperfeições, também podemos ser vencedores.
14. (a) Leia Efésios 6:13-18. (b) Use as perguntas e os textos providos como base para considerar os benefícios de cada parte da armadura espiritual.
14 Para sermos bem-sucedidos, temos de revestir-nos da “armadura completa de Deus”, não negligenciando nenhuma parte dela. Queira abrir sua Bíblia em Efésios 6:13-18 e ler como se descreve essa armadura. Daí, por responder às perguntas que se seguem, pense em como poderá beneficiar-se com a proteção oferecida por toda peça desta armadura.
“Lombos cingidos com a verdade”
Embora possamos conhecer a verdade, como nos protegem o estudo regular, a meditação sobre a verdade bíblica e a assistência às reuniões? (Fil. 3:1; 4:8, 9; 1 Cor. 10:12, 13; 2 Cor. 13:5; 1 Ped. 1:13, “cingi as vossas mentes”, Interlinear do Reino, em inglês.)
“A couraça da justiça”
A norma de justiça de quem? (Rev. 15:3)
Ilustre como a desobediência às ordens de Jeová, por não se cultivar o amor ao seu modo de proceder, pode expor a pessoa a grande dano espiritual. (Veja 1 Samuel 15:22, 23; Deuteronômio 7:3, 4.)
“Pés calçados do equipamento das boas novas de paz”
Como somos protegidos por mantermos os pés ocupados em nos levarem para falarmos às pessoas sobre as provisões de paz feitas por Deus? (Rom. 10:15; Sal. 73:2, 3; 1 Tim. 5:13)
“O grande escudo da fé”
Se tivermos uma fé bem fundada, como reagiremos em face dos esforços destinados a fazer-nos duvidar ou temer? (Veja 2 Timóteo 1:12; 2 Reis 6:15-17.)
“O capacete da salvação”
Como ajuda a esperança de salvação a evitar ser enlaçado pela excessiva preocupação com os bens materiais? (1 Tim. 6:7-10, 19)
“A espada do espírito”
Em que devemos sempre estribar-nos quando rechaçamos os ataques contra a nossa espiritualidade ou a de outros? (Sal. 119:98; Pro. 3:5, 6; veja Mateus 4:3, 4.)
Em harmonia com isso, em Efésios 6:18, 19, o que mais é mostrado como sendo vital para se ser bem-sucedido na guerra espiritual? Quantas vezes deve ser empregado? A favor de quem?
15. (a) Travamos todos nós simplesmente uma guerra espiritual particular? (b) Como podemos tomar a ofensiva nesta luta?
15 Nós, como soldados cristãos, fazemos parte dum grande exército empenhado numa guerra espiritual. Se nos mantivermos atentos e fizermos bom uso da plena armadura de Deus, não cairemos vítimas desta guerra. Em vez disso, seremos de ajuda fortalecedora para os que junto conosco servem a Deus. Estaremos prontos e ansiosos de tomar a ofensiva, divulgando as boas novas do Reino messiânico de Deus, o governo a que Satanás se opõe tão violentamente.
RECAPITULAÇÃO
● Por que se esforçam os adoradores de Jeová a manter completa neutralidade nos conflitos entre os elementos do mundo?
● Quais são algumas das artimanhas usadas por Satanás para causar a ruína espiritual dos cristãos?
● Como nos protege a armadura provida por Deus dum modo decisivo nesta guerra espiritual?
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O poder da esperança da ressurreiçãoUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 9
O poder da esperança da ressurreição
1. Que maravilhosa perspectiva é tornada possível pela ressurreição?
SEM a ressurreição, não há esperança de vida futura para os mortos humanos. Mas Jeová, em benignidade imerecida, abriu para bilhões de falecidos a inestimável oportunidade de usufruir a vida eterna. Em resultado disso, temos também a animadora esperança de ser reunidos com entes queridos nossos que adormeceram na morte. — Veja Marcos 5:35, 41, 42; Atos 9:36-41.
2. (a) Em que sentido mostrou-se a ressurreição importante na execução do propósito de Jeová? (b) Especialmente quando é a esperança da ressurreição uma fonte importante de força para nós?
2 Em vista da ressurreição, Jeová, sem causar dano duradouro aos seus servos fiéis, pode deixar que Satanás vá até o limite na tentativa de provar sua acusação maliciosa: “Tudo o que o homem tem dará pela sua alma.” (Jó 2:4) Visto que Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, ele pôde apresentar o valor de seu sacrifício humano perante o trono celestial de seu Pai, com o benefício de salvar a nossa vida. Os co-herdeiros de Cristo são unidos com ele no Reino celestial por meio da ressurreição. E para todos de nós que temos fé, a ressurreição dá força além do que é normal quando sofremos provações que nos confrontam com a morte.
POR QUE É FUNDAMENTAL PARA A FÉ CRISTÃ
3. (a) Em que sentido é a ressurreição uma “doutrina primária”? (b) O que significa a ressurreição para o mundo em geral?
3 A ressurreição, conforme declara Hebreus 6:1, 2, é uma “doutrina primária”, fazendo parte da base de fé sem a qual nunca poderíamos tornar-nos cristãos maduros. Mas ela é estranha para o modo de pensar do mundo em geral. Por falta de espiritualidade, são cada vez mais os que se entregam à busca dos prazeres. Eles encaram apenas esta vida como real. (1 Cor. 15:32) Os que aderem às religiões tradicionais, tanto dentro como fora da cristandade, acham que eles têm uma alma imortal, a qual tornaria a ressurreição desnecessária. Todos os que procuram reconciliar ambos esses conceitos acham-na mais confusa do que inspiradora de fé. Como podemos ajudar aqueles que estão dispostos a escutar? — Atos 17:32.
4. (a) Antes que alguém possa compreender a ressurreição, o que se terá de considerar com ele? (b) Que textos usaria para explicar o que é a alma, e a condição dos mortos? (c) Mas o que fará quando alguém usar uma tradução da Bíblia que parece obscurecer as verdades encontradas nesses textos?
4 Antes que tais pessoas possam compreender quão maravilhosa é a provisão da ressurreição, precisam entender o que a alma é, e qual é a condição dos mortos. Muitas vezes bastam apenas alguns textos para esclarecer estes assuntos à pessoa que está faminta da verdade. (Gên. 2:7; Eze. 18:4; Sal. 146:3, 4) Mas algumas traduções modernas e edições parafraseadas da Bíblia obscurecem essas verdades. De modo que talvez seja necessário considerar as expressões usadas nas línguas originais da Bíblia.
5. Como ajudaria a alguém assim a entender o que é a alma?
5 Nisto a Tradução do Novo Mundo é especialmente valiosa, porque verte uniformemente o termo hebraico néphesh e a correspondente palavra grega psykhé por “alma”, e seu apêndice (ed. 1967) alista muitos textos onde se encontram esses termos. Outras versões modernas talvez traduzam as mesmas palavras originais não só por “alma”, mas também por “criatura”, “ser”, “pessoa” e “vida”; “minha néphesh” talvez seja traduzido por “eu”, e “tua néphesh” por “tu”. Uma comparação dessas Bíblias com algumas das traduções mais antigas ou com a Tradução do Novo Mundo ajudará o estudante sincero a reconhecer que os termos das línguas originais traduzidos por “alma” referem-se (1) a pessoas, (2) a animais e (3) à vida usufruída como tais. Mas nunca transmitem a idéia de que a alma seja alguma coisa invisível e intangível, que consegue escapar do corpo por ocasião da morte e ter uma contínua existência consciente em outra parte.
6. (a) Por que é que algumas traduções modernas deixam os leitores confusos quanto ao significado de Seol, Hades e Geena? (b) De que modo explicaria com a Bíblia a condição daqueles que estão no Seol ou Hades, e na Geena?
6 Do mesmo modo, a Tradução do Novo Mundo é uniforme no seu uso de Seol para transliterar o termo hebraico sheól, e no seu uso de Hades para o termo grego hádes, e de Geena para géenna. Mas algumas outras traduções e paráfrases modernas da Bíblia confundem o leitor por traduzir TANTO hádes COMO géenna por “inferno”, além de usarem “sepulcro” e “mundo dos mortos” como traduções alternativas de sheól e hádes. Uma comparação de traduções, onde necessária, pode mostrar que Seol é o equivalente de Hades. (Sal. 16:10; Atos 2:27) A Bíblia esclarece que Seol, ou Hades, a sepultura comum da humanidade, é associado com a morte, não com a vida. (Sal. 89:48; Rev. 20:13) Ela indica também a perspectiva de se voltar dali por meio da ressurreição (Jó 14:13; Atos 2:31) Em contraste, não se oferece nenhuma esperança de vida futura para os que vão para a Geena, e, naturalmente, não se fala da alma como tendo ali uma existência consciente. — Mat. 18:9; 10:28.
7. Quando corretamente entendida, como pode a ressurreição influenciar a atitude e as ações da pessoa?
7 Esclarecidos esses assuntos, a morte e a ressurreição de Cristo assumem verdadeiro sentido. Pode-se agora ajudar a pessoa a compreender o que a ressurreição pode significar para ela e ela pode começar a reconhecer o amor de Jeová em fazer tal provisão maravilhosa. O pesar sentido pelos que perderam entes queridos na morte pode agora ser substituído pela alegre expectativa duma reunião na Nova Ordem de Deus. Os cristãos do primeiro século davam-se conta de que a ressurreição de Jesus Cristo era uma base da fé cristã. Testemunhavam zelosamente a outros sobre ela e a esperança que garantia. Do mesmo modo, também hoje aqueles que a apreciam estão ansiosos de compartilhar esta preciosa verdade com outros. — Atos 5:30-32; 10:40-43; 13:32-39; 17:31.
O USO DA ‘CHAVE DO HADES’
8. O que significa o uso das “chaves da morte e do Hades” por Jesus para os seus seguidores ungidos com espírito?
8 Todos os que hão de estar associados com Cristo no seu Reino celestial por fim terão de morrer. Mas eles sabem muito bem que ele deu uma garantia quando disse ao apóstolo João: “Fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” (Rev. 1:18) O que queria dizer com isso? Estava trazendo à atenção a sua própria experiência. Ele também havia morrido. Mas Deus não o deixara no Hades. Jeová pessoalmente o ressuscitou no terceiro dia para a vida espiritual e lhe concedeu a imortalidade. Não só isso, mas Deus lhe deu também “as chaves da morte e do Hades”, a serem usadas para libertar outros da sepultura comum da humanidade e dos efeitos do pecado adâmico. Estando de posse dessas chaves, Jesus pode ressuscitar seus seguidores fiéis dentre os mortos. Ao fazer isso, ele concede aos membros de sua congregação, ungidos com espírito, o precioso dom da vida imortal, celestial, assim como seu Pai fizera para ele. — Rom. 6:5; Fil. 3:20, 21.
9. Quando ocorre a ressurreição dos fiéis cristãos ungidos?
9 Quando é que esses fiéis cristãos ungidos teriam essa ressurreição? Ela já começou. O apóstolo Paulo explica que eles seriam ressuscitados ‘durante a presença de Cristo’, presença essa que começou em 1914 EC. (1 Cor. 15:23) Então, quando estes terminam a sua carreira terrestre, não precisam esperar na morte pelo retorno de seu Senhor. Assim que morrem, são ressuscitados em espírito, sendo “mudados, num momento, num piscar de olhos”. Quanta felicidade eles têm, porque “as coisas que fizeram os acompanham”! — 1 Cor. 15:51, 52; Rev. 14:13.
10. Que outra ressurreição haverá, e quando começará?
10 Mas a ressurreição deles não é a única. Ser ela chamada de “primeira ressurreição” indica que se seguiria outra. (Rev. 20:6) Os beneficiados por esta última ressurreição terão a perspectiva feliz de ter vida eterna na terra paradísica. Quando se dará isso? O livro de Revelação (Apocalipse) mostra que ocorrerá depois de se terem eliminado “a terra e o céu” do atual sistema iníquo de coisas. Este fim do velho sistema está muito próximo. Daí, no tempo designado de Deus, começará a ressurreição terrestre. — Rev. 20:11, 12.
11. Quem estará incluído entre os fiéis ressuscitados para a vida na terra, e por que é esta uma perspectiva emocionante?
11 Quem estará incluído nela? Os fiéis servos de Deus desde os tempos mais primitivos. Entre eles haverá homens que, por sua forte fé na ressurreição, “não queriam aceitar um livramento por meio de algum resgate” — alguma transigência na sua integridade a Deus, para escaparem duma morte violenta. (Heb. 11:35) Quanto prazer será chegar a conhecê-los pessoalmente e ouvir deles, de primeira mão, os pormenores dos acontecimentos que são relatados apenas em resumo na Bíblia! Entre outros, estará ali Abel, a primeira testemunha fiel de Jeová. Enoque e Noé, proclamadores destemidos da mensagem de aviso de Deus antes do Dilúvio. Abraão, que acolheu anjos. Moisés, por meio de quem se deu a Lei no monte Sinai. Profetas corajosos, tais como Jeremias, que viu a destruição de Jerusalém em 607 AEC. E João, o Batizador, que ouviu o próprio Deus identificar Jesus como Seu filho. Haverá também os leais que morreram durante os últimos dias do atual sistema. — Heb. 11:4-38; Mat. 11:11.
12. (a) Quantos dos mortos no Hades serão ressuscitados? (b) Portanto, quem estará incluído entre eles, e por quê?
12 Com o tempo, também outros serão ressuscitados. Até que ponto Jesus usará a ‘chave do Hades’ a favor da humanidade é demonstrado numa visão dada ao apóstolo João, na qual ele viu o Hades ‘lançado no lago de fogo’. O que significa isso? Que ele é destruído; deixa de existir por ser completamente esvaziado. Assim, além de ressuscitar os fiéis adoradores de Jeová, Jesus, em misericórdia, trará de volta do Hades, ou Seol, até mesmo os injustos. Nenhum destes é ressuscitado simplesmente para ser julgado digno de morrer de novo. No ambiente justo sob o Reino de Deus, serão ajudados a harmonizar sua vida com os modos de Jeová. A visão mostrou que foi aberto o “rolo da vida”, e eles terão a oportunidade de ter seus nomes registrados nele. Serão “julgados individualmente segundo as suas ações” realizadas depois de sua ressurreição. (Rev. 20:12-14; Atos 24:15) Assim, encarada do ponto de vista do resultado final, a ressurreição deles poderá ser “uma ressurreição de vida” e não será inevitavelmente “uma ressurreição de julgamento” condenatório. — João 5:28, 29.
13. (a) Quem não será ressuscitado? (b) Como deverá o conhecimento da verdade sobre a ressurreição influir em nossa vida?
13 Naturalmente, não serão ressuscitados todos os que já viveram. Alguns cometeram pecados pelos quais não é possível o perdão. Os executados na “grande tribulação”, agora já próxima, estarão incluídos entre os que sofrerão a destruição eterna. (Mat. 12:31, 32; 23:33; 24:21, 22; 25:41, 46; 2 Tes. 1:6-9) Assim, embora se demonstre extraordinária misericórdia na soltura de todos os que estão no Hades, a ressurreição não será base para ficarmos indiferentes quanto à maneira como vivemos agora. Antes, deve motivar-nos a mostrar quão profundamente apreciamos esta realmente imerecida benignidade de Deus.
FORTALECIDOS PELA ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO
14. De que modo pode a ressurreição ser uma fonte de grande força para alguém que se aproxima do fim da sua vida atual?
14 Os que aceitam a esperança da ressurreição podem derivar dela grande força. Quando chegam ao fim de sua vida, sabem que não podem indefinidamente adiar a morte, não importa a que tratamentos médicos recorram. (Ecl. 8:8) Se eles se tiverem mantido ativos na obra do Senhor e tiverem servido realmente junto com a sua organização, poderão aguardar o futuro com plena confiança. Sabem que, por meio da ressurreição, no tempo devido de Deus, poderão usufruir novamente a vida. E que vida será esta! Será a “verdadeira vida”, conforme a chamou o apóstolo Paulo. — 1 Tim. 6:19; 1 Cor. 15:58; Heb. 6:10-12.
15. Se formos ameaçados por perseguidores violentos, o que nos poderá ajudar a manter a integridade a Jeová?
15 O que nos habilita a ser fortes não é apenas sabermos que há uma ressurreição, mas conhecermos Aquele que é a Fonte desta provisão. Isto nos fortalece a ser leais a Deus, mesmo quando ameaçados com a morte às mãos de perseguidores violentos. Satanás já usa por muito tempo o medo duma morte prematura como meio de manter as pessoas em escravidão. Mas Jesus não cedeu a tal medo; mostrou-se fiel a Jeová, até a morte. Por meio daquilo que sua morte realizou ele proveu os meios para a emancipação de outros de tais temores. (Heb. 2:14, 15) Em resultado de sua fé nessa provisão, seus verdadeiros seguidores têm criado uma notável reputação como pessoas que mantêm a integridade. Quando sofrem pressão, mostram que ‘não amam a sua própria alma’ mais do que amam a Jeová. (Rev. 12:11) Agem sabiamente em não procurar salvar sua vida atual por abandonar os princípios cristãos, perdendo com isso sua perspectiva de vida eterna. (Luc. 9:24, 25) Tem você tal fé? Terá essa fé, se realmente amar a Jeová e tomar a peito aquilo que a esperança da ressurreição significa para você.
RECAPITULAÇÃO
● Por que se precisa entender o que a alma é, e qual a condição dos mortos, antes de se poder compreender a ressurreição?
● Quem retornará dos mortos? Como deve esse conhecimento influir em nós?
● Como nos fortalece a esperança da ressurreição?
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Um Reino “que não será arruinado”Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 10
Um Reino “que não será arruinado”
1, 2. (a) O que se destaca cada dia nos acontecimentos mundiais, e como? (b) Qual é a única solução?
CADA dia, os acontecimentos mundiais tornam patente que os homens não encontram felicidade por rejeitarem a soberania de Jeová, e, em vez disso, tentarem governar a si mesmos. Nenhum sistema de governo humano tem trazido benefícios imparciais à humanidade. Embora os homens tenham desenvolvido seu conhecimento científico numa proporção sem precedentes, não conseguiram eliminar o pecado, nem vencer a doença e acabar com a morte, nem mesmo para um de seus súditos. Ao contrário, as nações continuam a desenvolver armas novas e mais horríveis. A violência criminosa aumenta. A tecnologia, a ganância e a ignorância se conjugam para poluir a terra, a água e o ar. A inflação e o desemprego aumentam vertiginosamente e tornam extremamente difícil para muitos obterem as necessidades da vida. As pessoas procuram desesperadamente uma saída. — Ecl. 8:9.
2 Qual é a solução? O Reino de Deus, pelo qual Jesus ensinou seus discípulos a orar. (Mat. 6:9, 10) Quão gratos devemos ser de que já está bem próximo o alívio que trará!
3. (a) Relacionado com este Reino, o que aconteceu no céu, em 1914 EC? (b) Por que é isso importante para nós?
3 O Reino de Deus, desde 1914 EC, nas mãos de Jesus Cristo, já está em operação.a Naquele ano, os eventos observados por Daniel em visão profética aconteceram realmente no céu. O “Antigo de Dias”, Jeová Deus, conferiu ao Filho do homem, Jesus Cristo, “domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem”. Relatando esta visão, Daniel escreveu: “Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” (Dan. 7:13, 14) É por meio deste Reino que Deus habilitará os que amam a justiça a usufruir incontáveis coisas boas, que eram do seu propósito quando colocou nossos primeiros pais humanos no Paraíso.
4. Que pormenores a respeito do Reino são de vivo interesse para nós, e por quê?
4 Os súditos leais do Reino estão vivamente interessados na estrutura e no funcionamento deste governo. Querem saber o que está fazendo agora, o que realizará no futuro e o que se requer deles. Examinam-no de perto, e ao fazerem isso aumenta seu apreço dele e equipam-se para falar a outros sobre ele. — Sal. 48:12, 13.
UMA INSPEÇÃO QUE COMOVE O CORAÇÃO
5. (a) Como mostram as Escrituras a soberania de quem é expressa por meio do Reino messiânico? (b) Portanto, como influi em nós aquilo que aprendemos sobre o Reino?
5 Uma das primeiras coisas que esse exame revela é que este Reino messiânico é uma expressão da soberania do próprio Jeová. Foi ele quem deu “domínio, e dignidade, e um reino” ao seu Filho. Assim, depois que este Reino começou a dominar, vozes no céu proclamaram apropriadamente: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor [Jeová Deus] e do seu Cristo, e ele [Jeová] reinará para todo o sempre.” (Rev. 11:15) De modo que tudo o que observamos a respeito deste Reino e o que este faz nos achega mais ao próprio Jeová. Incute em nós o desejo de nos sujeitarmos para sempre à sua soberania.
6. Por que é de interesse especial para nós que Jesus Cristo é o governante adjunto de Jeová?
6 Quão excelente é que Jeová colocou Jesus Cristo no trono como Seu governante adjunto! Como Mestre-de-Obras, usado por Deus para fazer a terra e o homem, Jesus conhece as nossas necessidades melhor do que nós mesmos. Além disso, demonstrou desde o começo da história humana que ‘gostava dos filhos dos homens’. (Pro. 8:30, 31; Col. 1:15-17) Tão grande é este amor, que ele mesmo veio à terra e deu sua vida como resgate a favor deles. Assim tornou disponível para nós os meios de sermos libertos do pecado e da morte, e a oportunidade de termos a vida eterna. — Mat. 20:28.
7. (a) Em contraste com o domínio exercido por qualquer homem, por que perdurará este governo? (b) Que relação existe entre o “escravo fiel e discreto” e o governo celestial?
7 Trata-se dum governo estável e duradouro. Sua qualidade duradoura é assegurada por Jeová mesmo não estar sujeito à morte. (Hab. 1:12; Sal. 146:3-5, 10) Em contraste com reis humanos, Jesus Cristo, aquele a quem Deus confiou o reinado, também é imortal. (Rom. 6:9; 1 Tim. 6:15, 16) Com Cristo haverá associados em tronos celestiais mais 144.000, servos leais de Deus, tirados dentre “toda tribo, e língua, e povo, e nação”. Estes também recebem vida imortal. (Rev. 5:9, 10; 1 Cor. 15:42-44, 53) A vasta maioria deles já está nos céus, e o restante deles ainda na terra constitui a classe do “escravo fiel e discreto”, que promove realmente os interesses deste Reino aqui. — Mat. 24:45-47.
8, 9. (a) Que influências divisórias e corrompedoras eliminará o Reino? (b) Portanto, se havemos de evitar tornar-nos inimigos do Reino de Deus, evitaremos o envolvimento em que organizações e atividades?
8 Dentro em breve, no tempo designado de Jeová, suas forças executoras entrarão em ação para limpar a terra. Destruirão para sempre aqueles humanos que, por vontade própria, não conhecem a Deus, negam-se a reconhecer a soberania dele e tratam com escárnio as provisões amorosas que ele faz por meio de Jesus Cristo. (2 Tes. 1:6-9) Este será o dia de Jeová, o tempo há muito aguardado para a sua vindicação como Soberano Universal.
9 Toda a religião falsa, e também todos os governos humanos e seus exércitos, que foram manipulados pelo invisível governante iníquo deste mundo, serão aniquilados para sempre. Todos os que se identificam como parte deste mundo por se empenharem num modo de vida egocêntrico, desonesto e imoral serão decepados na morte. Satanás e seus demônios serão retirados do contato com os habitantes da terra, firmemente restritos por mil anos. Quanto alívio isso dará a todos os que amam a justiça! — Rev. 18:21, 24; 19:11-16, 19-21; 20:1, 2.
SEUS OBJETIVOS — COMO SÃO ATINGIDOS
10. (a) Como realizará o Reino messiânico o propósito de Jeová para com a própria terra? (b) O que significará isso para as pessoas que então viverem na terra?
10 Este Reino messiânico realizará plenamente o propósito original de Deus para com a terra. (Gên. 2:8, 9, 15; 1:28) Até hoje o homem tem fracassado quanto a cumprir este propósito. Todavia, “a vindoura terra habitada” foi sujeita ao Filho do homem, Jesus Cristo. Todos os que sobreviverem à execução do julgamento de Jeová neste velho sistema trabalharão unidos sob Cristo, qual Rei, fazendo de bom grado o que ele manda, para que a terra se torne um Paraíso global. (Heb. 2:5-9) Toda a humanidade usufruirá o trabalho das suas mãos e tirará pleno proveito da abundância dos produtos da terra. — Sal. 72:1, 7, 8, 16-19; veja Isaías 65:21, 22.
11. (a) Como será conseguida a perfeição da mente e do corpo para os súditos do Reino? (b) O que estará incluído nisso?
11 Quando Adão e Eva foram criados, eram perfeitos, e era do propósito de Deus para com a terra que ela ficasse cheia dos filhos deles, todos estes usufruindo mente e corpo perfeitos. Sob o domínio do Reino, este propósito se tornará uma gloriosa realidade. Isto requer a eliminação de todos os efeitos do pecado, e é para este fim que Cristo não serve apenas como Rei, mas também como Sumo Sacerdote. Ele ajudará pacientemente seus súditos obedientes a tirar proveito do valor expiatório de pecados do sacrifício de sua própria vida humana. Abrir-se-ão os olhos dos cegos. Destapar-se-ão os ouvidos dos surdos. A carne desfigurada pela idade ou por doença tornar-se-á mais nova do que a duma criança. As fraquezas crônicas darão lugar à saúde vigorosa. Virá o dia em que ninguém terá motivos para dizer: “Estou doente”, porque os homens tementes a Deus serão aliviados do fardo do pecado e de seus efeitos penosos. — Veja Isaías 33:22, 24; 35:5, 6; Jó 33:25; Lucas 13:11-13.
12. (a) Que mais é necessário para a perfeição humana? (b) Como será isso conseguido, e o que resultará disso?
12 Atingir a perfeição, porém, envolve muito mais do que apenas ter um físico perfeito e mente sã. Inclui refletir corretamente as qualidades da personalidade de Jeová, porque o homem foi feito ‘à imagem de Deus, segundo a sua semelhança’. (Gên. 1:26) Para este fim, será preciso muita instrução. Trata-se duma Nova Ordem em que “há de morar a justiça”, de modo que, conforme predisse o profeta Isaías, “os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça”. (2 Ped. 3:13; Isa. 26:9) Esta qualidade conduz à paz — entre pessoas de todas as nações, entre companheiros íntimos, na própria família, e, acima de tudo, com o próprio Deus. (Isa. 32:17; Sal. 85:10-13) Os que aprenderão a justiça serão instruídos progressivamente na vontade de Deus para eles. Ao passo que o amor aos modos de Jeová se arraigar profundamente no seu coração, eles os seguirão em todos os aspectos de sua vida. O homem perfeito Jesus podia dizer: ‘Faço sempre as coisas que agradam a meu Pai.’ (João 8:29) Quão agradável será a vida quando isso se der com toda a humanidade!
REALIZAÇÕES JÁ EVIDENTES
13. Use as perguntas acima para destacar as realizações do Reino e o que nós, portanto, deveríamos estar fazendo.
13 Já se evidenciam claramente as realizações impressionantes do Reino àqueles que têm olhos de fé. As seguintes perguntas e citações bíblicas lhe farão lembrar algumas delas, bem como coisas que todos os súditos do Reino podem e devem fazer agora:
Contra quem agiu o Rei primeiro e com que resultado? (Rev. 12:7-10, 12)
O ajuntamento dos últimos membros de que grupo recebeu pronta atenção após a entronização de Cristo? (Mat. 24:31; Rev. 7:1-4)
Em Mateus 25:31-33, que outra obra predisse Jesus, que ele faria após assumir o seu trono e antes de destruir os iníquos?
Como se realiza esta obra? Quem está participando nela? (Mat. 24:14; Sal. 110:3; Rev. 14:6, 7)
Por que foram os opositores políticos e religiosos incapazes de pará-la? (Atos 5:38, 39; Zac. 4:6)
Em resultado da obra educativa que se realiza, que mudanças já ocorreram na vida dos que se sujeitam ao domínio do Reino? (Isa. 2:4; 1 Cor. 6:9-11)
A QUALIDADE DURADOURA DO REINO
14. (a) Quanto tempo governará Cristo? (b) O que será realizado durante este tempo?
14 Após o lançamento de Satanás e seus demônios no abismo, Jesus Cristo junto com seus 144.000 co-herdeiros governarão por mil anos. (Rev. 20:6) Durante este tempo, a humanidade será levada à perfeição. Todo governo, autoridade e poder em oposição a Jeová serão eliminados. Depois de realizar isso, Jesus entregará o Reino de volta ao seu Pai, “para que Deus seja todas as coisas para com todos”. — 1 Cor. 15:24, 28.
15. Em que sentido é que o Reino ‘nunca será arruinado’?
15 Portanto, a própria posição de Jesus com relação à terra mudará. Não obstante, seu domínio será “de duração indefinida” e seu Reino “não será arruinado”. (Dan. 7:14) Em que sentido? No sentido de que a autoridade governante não passará para as mãos de outros com objetivos diferentes. As realizações do Reino ‘nunca serão arruinadas’. O que o Reino fará para vindicar o nome de Jeová e seu propósito para com a terra permanecerá para sempre.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja o livro “Venha o Teu Reino”, páginas 127-139.
RECAPITULAÇÃO
● Por que é o Reino de Deus a única solução para os problemas da humanidade? Quando começou a dominar?
● O que lhe agrada especialmente no Reino de Deus e o que realizará este Reino? Por quê?
● Que realizações do Reino já podemos observar? Que parte temos nelas?
[Foto nas páginas 84, 85]
A justiça é o que as pessoas aprenderão.
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‘Persista em buscar primeiro o Reino’Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 11
‘Persista em buscar primeiro o Reino’
1. (a) Por que disse Jesus, há uns 1.900 anos, que se deveria buscar primeiro o Reino? (b) Que pergunta devemos fazer a nós mesmos?
HÁ MAIS de 1.900 anos, num discurso proferido na Galiléia, Jesus exortou seus ouvintes: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” Mas, por quê? Não estava então a entronização de Cristo ainda muitos séculos no futuro? Sim. Mas este Reino messiânico é o meio pelo qual o santo nome do próprio Jeová será vindicado e seu grandioso propósito para com a terra cumprido. Todo aquele que realmente se der conta da importância disso vai dar ao Reino o primeiro lugar na sua vida. Foi assim no primeiro século e certamente é assim agora, que o Reino já está dominando. Mostra o seu modo de vida que você está buscando primeiro o Reino de Deus? — Mat. 6:33.
2. Quais são as coisas pelas quais as pessoas em geral se empenham avidamente?
2 As pessoas em geral estão mais interessadas em outras coisas. Empenham-se avidamente pelas riquezas, e pela roupa, pelo alimento e por outros bens materiais e prazeres que o dinheiro pode comprar. (Mat. 6:31, 32) Seu modo de vida reflete a preocupação com a sua própria pessoa e com o prazer. Deus é colocado em lugar secundário na sua vida — se é que crêem nele.
3. (a) Jesus incentivou seus discípulos a buscar que espécie de tesouro, e por quê? (b) Por que não era preciso preocupar-se demais com as necessidades materiais?
3 Mas Jesus deu o seguinte conselho aos seus discípulos: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra”, porque nenhum de tais bens dura para sempre. “Antes”, disse ele, “armazenai para vós tesouros no céu”, por servir a Jeová. Exortou seus seguidores a manterem seu olho “singelo”, fixando sua atenção apenas numa coisa, fazer a vontade de Deus. “Não podeis trabalhar como escravos para Deus e para as Riquezas”, disse-lhes ele. Mas que dizer das necessidades materiais: alimento, roupa e abrigo? “Parai de estar ansiosos”, aconselhou Jesus. Chamou-lhes a atenção para as aves — que Deus as alimenta. Exortou seus seguidores a tirarem uma lição das flores — que Deus as veste belamente. Não valem os servos humanos, inteligentes, de Jeová mais do que elas? “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça”, disse Jesus, “e todas estas outras coisas [necessárias] vos serão acrescentadas”. (Mat. 6:19-34) Acredita nisso? Mostram isso suas ações?
NÃO DEIXE QUE A VERDADE DO REINO SEJA SUFOCADA
4. Quando alguém dá ênfase demais a coisas materiais, qual poderá ser o resultado? Ilustre isso.
4 Quando alguém está excessivamente preocupado com as coisas materiais, o resultado pode ser desastroso. Mesmo que professe estar interessado no Reino, se no seu coração ele colocar outras coisas em primeiro lugar, a verdade do Reino será sufocada. (Mat. 13:18, 19, 22) Por exemplo, em certa ocasião, um jovem governante rico perguntou a Jesus: “Que tenho de fazer para herdar a vida eterna?” Sua reação à resposta de Jesus mostrou que ele levava uma vida de boa moral e tratava bem os outros. Mas apegava-se demais aos seus bens materiais. Não conseguia separar-se deles para ser seguidor de Cristo. De modo que perdeu a oportunidade que poderia ter resultado em ele ser governante com Cristo no Reino celestial. Conforme Jesus disse naquela ocasião: “Quão difícil será para os de dinheiro entrar no reino de Deus!” — Mar. 10:17-23.
5. (a) Paulo incentivou Timóteo a se contentar com quê e por quê? (b) Como usa Satanás o “amor ao dinheiro” como laço destrutivo?
5 Anos mais tarde, o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, que então estava em Éfeso, um centro comercial abastado. Lembrou-lhe: “Não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” É correto trabalhar para prover adequado “sustento e com que nos cobrir”, para si e para a família. Mas Paulo advertiu: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína.” Satanás é sutil. No começo, ele talvez engode a pessoa com coisas pequenas. A isto amiúde seguem pressões maiores — talvez a oportunidade de uma promoção para um emprego que pague mais, mas que exige tempo que antes se reservava para assuntos espirituais. A menos que estejamos em guarda, “o amor ao dinheiro” pode sufocar os interesses todo-importantes do Reino. Conforme o expressou Paulo: “Alguns, por procurarem alcançar este amor [ao dinheiro], foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Tim. 6:7-10.
6. (a) Que temos de fazer para evitar ser enlaçados? (b) É isso realístico, em vista da atual situação econômica do mundo?
6 Paulo, com genuíno amor ao seu irmão cristão, exortou Timóteo: “Foge destas coisas”, e: “Trava a luta excelente da fé.” (1 Tim. 6:11, 12) Requer esforço sério se havemos de evitar ser arrastados pelo modo materialista de vida do mundo em volta de nós. Mas, se fizermos empenho em harmonia com a nossa fé, Jeová nunca nos abandonará. Apesar dos preços elevados e do amplo desemprego, ele se certificará de que tenhamos aquilo de que realmente precisamos. — Heb. 13:5, 6.
OS PRIMITIVOS DISCÍPULOS FORNECEM O MODELO
7. Quando Jesus mandou os apóstolos para pregarem em Israel, que instruções lhes deu, e por que eram apropriadas?
7 Depois de Jesus ter dado aos seus apóstolos um treinamento adequado, ele os enviou em Israel para pregarem as boas novas. “O reino dos céus se tem aproximado.” Que mensagem emocionante! Jesus Cristo, o Rei messiânico, estava no seu meio. Visto que os apóstolos se devotavam ao serviço de Deus, Jesus instou com eles para que tivessem confiança em que Deus cuidaria deles. Por isso ele disse: “Não leveis nada para a viagem, nem bastão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro de prata; tampouco tenhais duas peças de roupa interior. Mas, onde quer que entrardes num lar, ficai ali e parti dali.” (Mat. 10:5-10; Luc. 9:1-6; 10:4-7) Jeová cuidaria de que suas necessidades fossem satisfeitas pelas mãos de outros israelitas, entre os quais era costumeiro ser hospitaleiro para com os estranhos.
8. (a) Por que deu Jesus instruções diferentes pouco antes de sua morte? (b) Não obstante, o que ainda deveria ocupar o primeiro lugar na vida deles?
8 Mais tarde, pouco antes de sua morte, Jesus alertou seus apóstolos a que estariam trabalhando sob situações mudadas. Em resultado da oposição oficial, a hospitalidade talvez não fosse oferecida mais tão prontamente em Israel. Logo estariam também levando a mensagem do Reino a países gentios. Deviam assim levar consigo “bolsa” e “alforje”. Não obstante, deviam persistir em buscar primeiro o Reino de Jeová e a justiça Dele, confiantes em que Deus abençoaria os seus esforços de obter o sustento e a roupa necessários. — Luc. 22:35-37.
9. (a) Como manteve Paulo o Reino em primeiro lugar? (b) Como se cuidava das suas necessidades físicas? (c) Que conselho deu a outros sobre este assunto?
9 O apóstolo Paulo deu um exemplo excelente de como aplicar o conselho de Jesus. A vida de Paulo girava em torno do ministério. (Atos 20:24, 25) Quando entrava numa região para pregar, ele cuidava de suas próprias necessidades materiais por trabalhar em fabricar tendas. Não esperava que os outros cuidassem dele. (Atos 18:1-4; 1 Tes. 2:9; 1 Cor. 9:18) Mas aceitou com gratidão hospitalidade e presentes quando outros queriam expressar seu amor e seu apreço desta maneira. (Atos 16:15, 34; Fil. 4:15-17) Não incentivou homens e mulheres cristãos a negligenciar suas obrigações familiares para irem pregar, mas, antes, a que cuidassem de suas diversas responsabilidades de maneira equilibrada. Aconselhou-os a trabalharem com as próprias mãos, a amarem sua família e a serem generosos para com os outros. (Efé. 4:28; 2 Tes. 3:7-12; Tito 2:3-5) Exortou-os também a depositarem sua confiança, não em bens materiais, mas em Deus, e a usarem sua vida dum modo que mostrasse que realmente entendiam o que era mais importante na vida. Em harmonia com os ensinos de Jesus, isto significava buscar primeiro o Reino e a justiça de Deus. — Fil. 1:9-11.
DÊ AO REINO O PRIMEIRO LUGAR NA SUA VIDA
10. (a) Que significa ‘buscar primeiro o Reino’? (b) Mas o que não deve ser negligenciado?
10 Até que ponto proclamamos pessoalmente as boas novas do Reino a outros? Em parte, isto depende da nossa situação, e, em parte maior, de quão profundo é nosso apreço. Lembre-se de que Jesus não disse: ‘Busque o Reino quando não tiver outra coisa para fazer.’ Nem disse ele: ‘Desde que fale de vez em quando sobre o Reino, está fazendo o necessário.’ Nem: ‘Comece com zelo pelos interesses do Reino; mas se a Nova Ordem parecer demorar, continue fazendo algo no serviço de Deus, mas viva mais como os outros vivem.’ Conhecendo bem a importância do Reino, ele expressou a vontade de seu Pai no assunto, dizendo: “Buscai continuamente o seu reino.” Ou, conforme registrado pelo apóstolo Mateus: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” (Luc. 12:31; Mat. 6:33) Embora a maioria de nós ache necessário fazer alguma espécie de trabalho para cuidar das necessidades físicas nossas e de nossa família, se realmente tivermos fé, nossa vida girará em torno da obra que Deus nos deu em conexão com o seu Reino. Ao mesmo tempo, não negligenciaremos as nossas responsabilidades familiares. — 1 Tim. 5:8; Pro. 29:15.
11. (a) Como ilustrou Jesus que nem todos poderiam fazer o mesmo na divulgação da mensagem do Reino? (b) Que fatores influem nisso?
11 Alguns de nós podem devotar mais tempo do que outros ao ministério de campo. Mas Jesus, na sua parábola sobre as diversas espécies de solo, mostrou que todos aqueles cujo coração é como o solo excelente produzirão frutos. Até que ponto? A situação das pessoas varia. A idade, a saúde e as responsabilidades familiares são fatores a considerar. Mas quando há genuíno apreço, pode-se realizar muita coisa. — Mat. 13:19, 23.
12. Que alvos espirituais sadios se incentiva especialmente os jovens a fixarem para si?
12 Convém que tenhamos alvos que nos ajudem ampliar a nossa participação no ministério do Reino. Os jovens deviam pensar seriamente no exemplo excelente daquele cristão jovem e zeloso, Timóteo. (Fil. 2:19-22) Poderia haver algo mais excelente para eles do que ingressarem no ministério de tempo integral ao terminar a sua instrução escolar secular? Também os mais velhos tirarão proveito de fixarem alvos espirituais salutares.
13. (a) Quem decide o que você mesmo é capaz de fazer no serviço do Reino? (b) Se realmente buscarmos primeiro o Reino, o que evidencia isso?
13 Em vez de criticarmos aqueles que talvez achemos que poderiam fazer mais, devemos ser induzidos pela fé a empenhar-nos em nosso melhoramento, para que possamos servir a Deus ao máximo que a nossa própria situação permite. (Rom. 14:10-12; Gál. 6:4) Conforme se mostrou no caso de Jó, Satanás afirma que nós estamos principalmente interessados em nossos bens materiais, em nosso próprio conforto e bem-estar pessoal, e que nossa motivação em servir a Deus é egoísta. Mas, se realmente buscarmos primeiro o Reino, participamos em provar que o diabo é mesmo um flagrante mentiroso. Fornecemos evidência de que aquilo que vem primeiro na nossa vida não são nem os bens materiais, nem nosso conforto pessoal, mas o serviço de Deus. Provamos assim em palavras e atos nosso profundo amor a Jeová, nosso apoio leal à sua soberania e nosso amor ao próximo. — Pro. 27:11; Jó 1:9-11; 2:4, 5.
14. (a) Por que é proveitosa uma programação para o serviço de campo? (b) Até que ponto participam muitas Testemunhas no ministério de campo, e por quê?
14 Uma programação poderá ajudar-nos a realizar mais do que faríamos de outro modo. O próprio Jeová tem ‘tempos designados’ para a execução de seu propósito, e faremos bem em imitá-lo. (Êxo. 9:5; Mar. 1:15; Gál. 4:4) Se possível, é bom participar no ministério de campo uma ou mais vezes em horário programado por semana. Dezenas de milhares de Testemunhas de Jeová em todo o mundo alistaram-se como pioneiros auxiliares e tiveram prazer em gastar em média duas ou mais horas por dia na pregação das boas novas. Alguns fazem isso regularmente; outros, algumas vezes por ano. Muitos outros milhares servem como pioneiros regulares, usando pelo menos três horas por dia, em média, para proclamar a mensagem do Reino. Mais outros, como pioneiros especiais e missionários, gastam ainda mais tempo no serviço do Reino. E quer nos empenhemos no próprio ministério de campo, quer em outras circunstâncias, podemos procurar oportunidades para compartilhar a esperança do Reino em toda ocasião apropriada com todos os que escutarem. (Veja João 4:7-15.) Todos nós devemos pensar seriamente no que está subentendido na profecia de Jesus, de que “estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Nosso desejo deveria ser ter a mais plena participação possível nesta obra, segundo o que a nossa situação nos permite. — Mat. 24:14; Efé. 5:15-17.
15. Relacionado com o nosso ministério, por que acha você que o conselho em 1 Coríntios 15:58 é oportuno?
15 As Testemunhas de Jeová em todas as partes da terra, unidas, sem consideração da nação em que vivem, participam ativamente neste grandioso privilégio de serviço. Aplicam a si mesmas o inspirado conselho bíblico: “Tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor”. — 1 Cor. 15:58.
RECAPITULAÇÃO
● Quando Jesus disse que se devia buscar primeiro o Reino, o que indicava ele quanto a que deveria ocupar um lugar secundário?
● Que conceito deveríamos formar sobre cuidar das necessidades físicas nossas e de nossa família? Que ajuda nos dará Deus?
● Faz alguma diferença quanto fazemos no serviço do Reino, desde que tenhamos alguma participação nele? Por quê?
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O significado de seu batismoUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 12
O significado de seu batismo
1, 2. (a) Por que deve o batismo em água ser de interesse pessoal para cada um de nós? (b) Como responderia brevemente às perguntas feitas no parágrafo 2?
NO ANO 29 EC, Jesus foi imerso no rio Jordão. O próprio Jeová observou isso e expressou sua aprovação. (Mat. 3:16, 17) Três anos e meio mais tarde, Jesus, após a sua ressurreição, deu instruções aos seus discípulos e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as.” (Mat. 28:18, 19) Foi você batizado em harmonia com o que Jesus mandou? Ou prepara-se para isso?
2 De qualquer modo, é importante ter um entendimento claro do batismo. Entre as perguntas que merecem ser consideradas estão as seguintes: Tem o batismo dos cristãos hoje o mesmo sentido que o de Jesus? Aplica-se a você tudo o que a Bíblia diz a respeito do batismo? O que está envolvido em viver em harmonia com o significado do batismo cristão em água?
OS BATISMOS REALIZADOS POR JOÃO
3. A quem se limitava o batismo de João?
3 Cerca de seis meses antes de Jesus ser batizado, João Batista foi ao ermo da Judéia pregar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:1, 2) Pessoas de toda aquela região ouviram o que João dizia, confessando abertamente seus pecados e sendo batizadas por ele no Jordão. Este batismo era para os judeus. — Atos 13:23, 24; Luc. 1:13-16.
4. (a) Por que precisavam os judeus arrepender-se com urgência? (b) O que era necessário se haviam de evitar ser ‘batizados com fogo’?
4 Esses judeus precisavam urgentemente de arrependimento. No ano 1513 AEC, junto ao monte Sinai, seus antepassados haviam entrado num pacto nacional com Jeová Deus. Mas não haviam cumprido com suas responsabilidades sob este pacto e por isso foram condenados por este como pecadores. Sua situação era crítica. “O grande e atemorizante dia de Jeová”, predito por Malaquias, estava próximo, e ele sobreveio a Jerusalém em 70 EC como destruição rápida. João Batista, com zelo pela adoração verdadeira igual ao de Elias, foi enviado antes dessa destruição “a fim de aprontar para Jeová um povo preparado”. Precisavam arrepender-se de seus pecados contra o pacto da Lei, e estar preparados na mente e no coração para aceitar o Filho de Deus, que Jeová lhes enviava. (Mal. 4:4-6; Luc. 1:17; Atos 19:4) Conforme João explicou, o Filho de Deus batizaria com espírito santo (batismo que os discípulos fiéis tiveram em Pentecostes de 33 EC) e com fogo (que sobreveio aos impenitentes como destruição em 70 EC) (Luc. 3:16) Para que eles mesmos não sofressem esse ‘batismo com fogo’, aqueles judeus do primeiro século precisavam ser batizados em água, em símbolo de seu arrependimento, e precisavam tornar-se discípulos de Jesus Cristo, quando esta oportunidade surgisse.
5. (a) Quando Jesus veio para ser batizado, por que foi isso questionado por João? (b) O que simbolizava o batismo de Jesus em água? (c) Quanto tomava Jesus a sério o cumprimento da vontade de Deus para com ele?
5 Entre os que se dirigiram a João para serem batizados estava o próprio Jesus. Mas, por quê? João sabia que Jesus não tinha pecados para confessar, e por isso disse: “Eu e que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Mas o batismo de Jesus devia simbolizar algo diferente. Por isso, respondeu: “Deixa por agora, pois assim é apropriado que executemos tudo o que é justo.” (Mat. 3:13-15) O batismo de Jesus não podia simbolizar o arrependimento de pecados; nem precisava dedicar-se a Deus, porque era membro duma nação já dedicada a Jeová. Antes, ser ele batizado ao atingir a qualidade de adulto como judeu, aos 30 anos de idade, simbolizava apresentar-se ele ao seu Pai celestial para fazer a vontade adicional deste. A vontade de Deus para com o “homem, Cristo Jesus”, envolvia atividade relacionada com o Reino, bem como o sacrifício de sua vida humana perfeita como resgate e como base para um novo pacto (Luc. 8:1; 17:20, 21; Heb. 10:5-10; Mat. 20:28; 26:28; 1 Tim. 2:5, 6) Jesus tomou bem a sério aquilo que seu batismo em água simbolizava. Não se deixou desviar para outros interesses. Até o fim de sua vida terrestre ele se apegou a fazer a vontade de Deus. — João 4:34.
BATISMO NA MORTE
6. Que outro batismo teve Jesus e durante que período de tempo?
6 Em harmonia com o que o batismo de Jesus em água simbolizava, ele também teve outro batismo. Sabia que a tarefa que Deus lhe dera o levaria a entregar sua vida humana como sacrifício, mas que seria ressuscitado em espírito, no terceiro dia. Falou disso como sendo um batismo. Este “batismo” começou em 29 EC, mas só foi completado quando realmente morreu e foi ressuscitado. De modo que podia dizer apropriadamente uns três anos depois de sua imersão em água: “Tenho um batismo com que devo ser batizado, e como estou aflito até que termine!” — Luc. 12:50.
7. (a) Quem mais é batizado na morte? (b) Quem realiza este batismo?
7 Também os que reinarão com Cristo no seu Reino celestial terão de ser batizados na morte. (Mar. 10:37-40; Col. 2:12) Quando morrem, deixam para sempre a sua vida humana, assim como Jesus fez. E, ao serem ressuscitados, juntam-se a ele no governo celestial. Este batismo não é realizado por algum homem, mas por Deus, mediante seu Filho celestial.
8. Que significa serem também “batizados em Cristo Jesus”?
8 Os que são batizados na morte de Jesus são também mencionados como “batizados em Cristo Jesus”. Por meio do espírito santo transmitido através de Cristo, ficam unidos com ele, cabeça deles, como membros de sua congregação ungida com espírito, seu “corpo”. Visto que esse espírito os habilita a refletirem a personalidade superior de Cristo, pode-se dizer que todos eles se tornam “um só em união com Cristo Jesus”. — Rom. 6:3-5; 1 Cor. 12:13; Gál. 3:27, 28; Atos 2:32, 33.
O BATISMO EM ÁGUA DOS DISCÍPULOS CRISTÃOS
9. (a) Quando ocorreu pela primeira vez o batismo da maneira indicada em Mateus 28:19? (b) Analise com o uso das perguntas e dos textos providos neste parágrafo o que Jesus indicava que os batizandos precisam reconhecer.
9 Os primeiros discípulos de Jesus foram batizados em água por João e foram então encaminhados a Jesus, como prospectivos membros de sua noiva espiritual. (João 3:25-30) Eles também batizavam outros, sob a orientação de Jesus, com o mesmo significado do batismo de João. (João 4:1-3) A partir de Pentecostes de 33 EC, porém, começaram a cumprir a comissão de batizar “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. (Mat. 28:19) Verá que é muito proveitoso recapitular o que isso significa, à luz dos textos citados junto às seguintes perguntas:
Para alguém ser batizado “em o nome do Pai”, o que terá de reconhecer a respeito do Pai? (2 Reis 19:15; Sal. 3:8; 73:28; Isa. 6:3; Rom. 15:6; Heb. 12:9; Tia. 1:17)
O batismo em o nome “do Filho” requer o reconhecimento de quê? (Mat. 16:16, 24; Fil. 2:9-11; Heb. 5:9, 10)
O que precisa a pessoa crer para ser batizada em o nome “do espírito santo”? (Luc. 11:13, João 14:16, 17, Atos 1:8; 10:38; Gál. 5:22, 23; 2 Ped. 1:21)
10. (a) O que é simbolizado pelo batismo cristão em água hoje em dia? (b) Em que difere isso do batismo do próprio Jesus? (c) O que se tornam as pessoas biblicamente qualificadas quando são batizadas?
10 Os primeiros a serem batizados em harmonia com essas instruções dadas por Jesus eram judeus (e prosélitos judaicos), os quais, como nação, já estavam dedicados a Deus e receberam consideração especial dele até 36 EC. Entretanto, quando o privilégio do discipulado cristão foi estendido aos samaritanos e aos gentios, antes de estes serem batizados eles tinham de fazer uma dedicação incondicional de si mesmos a Jeová, para servirem a ele como discípulos de seu Filho. Para todos, inclusive os judeus, este continua a ser o significado do batismo cristão em água até os nossos dias. Este “um só batismo” aplica-se a todos os que se tornam verdadeiros cristãos. Eles se tornam assim testemunhas cristãs de Jeová, ministros ordenados de Deus. — Efé. 4:5; 2 Cor. 6:3, 4.
11. (a) A que corresponde o batismo cristão em água e como? (b) De que é o cristão assim salvo?
11 Esse batismo tem grande valor aos olhos de Deus. Depois de mencionar como Noé construiu a arca em que ele e sua família foram preservados durante o Dilúvio, o apóstolo Pedro destacou isso. Ele escreveu: “O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, (não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus,) pela ressurreição de Jesus Cristo.” (1 Ped. 3:21) A arca era evidência tangível de que Noé se dedicara a fazer a vontade de Deus e que então fizera fielmente a obra que Deus lhe designara. Isto levou à sua preservação. De maneira correspondente, os que se dedicam a Jeová à base da fé no ressuscitado Cristo, que são batizados em símbolo disso e que depois passam a fazer a vontade de Deus para os servos dele, nos nossos dias, são salvos do atual mundo iníquo. (Gál. 1:3, 4) Não mais se destinam à destruição junto com o restante deste mundo. Foram salvos disso e receberam de Deus a concessão duma boa consciência.
CUMPRAMOS COM AS NOSSAS RESPONSABILIDADES
12. Por que o batismo não é em si mesmo garantia de salvação?
12 Seria errado concluir que o próprio batismo seja garantia de salvação. Ele vale apenas quando a pessoa se dedica realmente a Jeová por meio de Jesus Cristo e depois cumpre com a vontade de Deus, fiel até o fim. — Mat. 24:13.
13. (a) Qual é a vontade de Deus quanto à maneira em que os cristãos batizados levam a sua vida? (b) Quão importante deve ser o discipulado cristão na nossa vida?
13 A vontade de Deus para com Jesus incluía a maneira em que ele usava sua vida como homem. Ela devia ser entregue à morte como sacrifício. Em nosso caso, nosso corpo deve ser apresentado a Deus, para levarmos uma vida abnegada. Deve ser usado exclusivamente para fazer a vontade de Deus. (Rom. 12:1, 2) Certamente, não faríamos isso se, mesmo ocasionalmente, nos comportássemos de propósito assim como o mundo em volta de nós ou se fizéssemos a nossa vida girar em torno de empenhos egoístas, prestando apenas pró-forma um serviço a Deus. (1 Ped. 4:1-3; 1 João 2:15-17) Quando certo judeu perguntou a Jesus o que devia fazer para obter a vida eterna, este lembrou-lhe a importância de levar uma vida moralmente limpa, e depois salientou a necessidade de tornar o discipulado cristão, ser seguidor de Jesus, a coisa primária na vida. Não poderia ser secundário aos empenhos materiais. — Mat. 19:16-21.
14. (a) Que responsabilidade relacionada com o Reino têm todos os cristãos? (b) Conforme ilustrado na página 101, quais são algumas maneiras eficazes de se fazer esta obra? (c) Se realmente participarmos de todo o coração em tal atividade, que evidencia isso?
14 Também é preciso lembrar que a vontade de Deus para com Jesus incluía atividade vital relacionada com o Reino. O próprio Jesus foi ungido para ser Rei. Mas, enquanto na terra, foi também testemunha zelosa a respeito do Reino. Nós temos uma obra similar de dar testemunho e temos todos os motivos de nos empenharmos nela de todo o coração. Fazendo isso, demonstraremos nosso apreço pela soberania de Jeová e nosso amor ao próximo. Mostraremos também que estamos unidos com co-adoradores em todo o mundo, todos eles testemunhas do Reino, em avançar para o alvo da vida eterna no domínio deste Reino.
RECAPITULAÇÃO
● Que similaridades e que diferenças há entre o batismo de Jesus e o atual batismo em água?
● Para quem era o batismo de João? Quem é batizado na morte? E quem é ‘batizado em Cristo Jesus’?
● O que está envolvido em cumprir com as responsabilidades do batismo cristão em água?
[Foto/Quadro na página 101]
DE QUE MODO PROCLAMA VOCÊ O REINO?
De porta em porta.
Por revisitar os interessados.
Em estudos bíblicos domiciliares.
Nas ruas.
A colegas de escola.
A colegas de trabalho.
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Uma grande multidão diante do trono de JeováUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 13
Uma grande multidão diante do trono de Jeová
1. (a) Antes de quer servos pré-cristãos de Deus, quer os 144.000, receberem sua recompensa, o que tem de se dar com eles? (b) Mas o que será possível para uma grande multidão dos que viverem quando a “grande tribulação” chegar?
EMBORA fiéis servos de Deus, de Abel a João, o Batizador, colocassem em primeiro lugar na sua vida fazer a vontade de Deus, todos eles tiveram de morrer e aguardar a ressurreição. Os 144.000 que estarão com Cristo no seu Reino celestial também têm de morrer antes de poderem receber a sua recompensa. Em contraste, o apóstolo João recebeu uma visão a respeito duma grande multidão que realmente sobreviveria à “grande tribulação” e teria a perspectiva de viver para sempre, sem morrer. — Rev. 7:9-17.
A IDENTIFICAÇÃO DA “GRANDE MULTIDÃO”
2. O que levou a um entendimento claro da identidade da “grande multidão” de Revelação 7:9?
2 Durante séculos não se compreendia a identidade desta “grande multidão”. Mas o entendimento progressivo de profecias relacionadas preparou o caminho. Em 1923 discerniu-se que as “ovelhas” da parábola de Jesus, em Mateus 25:31-46, e as “outras ovelhas” que ele mencionou em João 10:16 eram pessoas agora vivas que teriam a oportunidade de morar para sempre aqui na terra. Em 1931, os descritos em Ezequiel 9:1-11 como sendo marcados na testa pelo homem com o tinteiro de secretário foram identificados como sendo as “ovelhas” do capítulo 25 de Mateus. Daí, em 1935, a “grande multidão” de Revelação 7:9-17 foi entendida como sendo as mesmas “ovelhas” da parábola de Jesus das ovelhas e dos cabritos. Embora lá em 1923 já se compreendesse que algumas de tais pessoas semelhantes a ovelhas já haviam começado a manifestar-se, foi só em 1935 que seu número começou a aumentar rapidamente. Hoje há literalmente milhões de pessoas que procuram identificar-se como parte dessa divinamente favorecida “grande multidão” das “outras ovelhas”.
3. Por que é que estarem “em pé diante do trono” não significa que sejam uma classe celestial?
3 Os da “grande multidão” são diferenciados dos 144.000 membros do Israel espiritual, já mencionados antes no mesmo capítulo de Revelação (ou Apocalipse). João não viu na sua visão os desta “grande multidão” como estando no céu. Estarem “em pé diante do trono” (em grego: enópion tou thrónou, “à vista do trono”) de Deus não requer que estejam no céu. Sua posição está simplesmente “à vista” de Deus, o qual nos diz que observa os filhos dos homens desde o céu. (Rev. 7:9; Sal 11:4; veja Salmo 100:1, 2, também Lucas 1:74, 75, e Atos 10:33, Interlinear do Reino, em inglês.) Do mesmo modo, não é necessário que “todas as nações” estejam no céu para estarem diante do trono de Cristo (literalmente: “na frente dele”), conforme descrito em Mateus 25:31, 32. Que a “grande multidão, que nenhum homem podia contar”, não é uma classe celestial é mostrado pela comparação de Revelação 7:4-8 com Rev. 14:1-4, onde se revela o número específico dos que são tirados da terra para ficarem no céu.
4. (a) O que é a “grande tribulação” a que sobrevivem? (b) Conforme diz Revelação 7:11, 12, quem observa a “grande multidão” e participa com ela na adoração?
4 João escreveu, identificando a “grande multidão”: “Estes são os que saem da grande tribulação.” Eles sobreviverão realmente à maior tribulação que já houve na terra. (Rev. 7:13, 14; Mat. 24:21) Os sobreviventes desse atemorizante dia de Jeová não terão dúvida sobre quem é responsável pelo seu livramento. Quando atribuírem em gratidão sua salvação a Deus e ao Cordeiro, assim como João observou na visão, então todas as criaturas fiéis no céu unirão as suas vozes com eles na adoração do único Deus verdadeiro, dizendo: “Amém! A bênção, e a glória, e a sabedoria, e o agradecimento, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.” — Rev. 7:11, 12.
PROVADOS DIGNOS DE SOBREVIVEREM
5. (a) Como podemos saber o que se requer para fazer parte da “grande multidão” que será preservada? (b) Explique, por responder às perguntas no fim deste parágrafo, o que se requer para sobreviver à “grande tribulação”.
5 A preservação da “grande multidão” se dá em harmonia com as próprias normas justas de Jeová. Os claros indícios das características identificadoras dos que serão libertos encontram-se englobados nas referências proféticas que a Bíblia faz a eles. Deste modo é possível que os que amam a justiça atuem agora visando à sobrevivência. Já mencionamos os textos que seguem. Mas analise-os agora com cuidado, com a ajuda dos textos adicionais mencionados, e considere o que terá de fazer para se enquadrar nessas descrições proféticas.
As “outras ovelhas” mencionadas em João 10:16.
O que significa alguém realmente escutar a voz de Jesus? (João 10:27; Mat. 9:9; Efé. 4:17-24)
Como podemos demonstrar que reconhecemos Cristo como nosso “um só pastor”? (Mat. 23:10, 11)
As “ovelhas” na ilustração de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos. (Mat. 25:31-46)
Quem são os “irmãos” de Cristo aos quais estes fazem o bem? (Heb. 2:10, 11; 3:1)
Em que circunstâncias difíceis se requer deles identificar-se com os irmãos de Cristo na terra? E em que obra dão ajuda leal? (Rev. 12:12, 17; Mat. 24:14; 28:19, 20)
As pessoas marcadas para a sobrevivência pelo homem com o tinteiro de secretário. (Eze. 9:1-11)
Como mostram que não estão em harmonia com as coisas detestáveis feitas na antitípica Jerusalém, ou cristandade? (Rev. 18:4, 5)
O que está incluído no “sinal” que os diferencia dos pretensos cristãos e os candidata à preservação? (1 Ped. 3:21; Mat. 7:21-27; João 13:35)
6. Como nos ajuda a descrição da “grande multidão” feita por João a entender por que é preservada?
6 A descrição da “grande multidão” encontrada em Revelação 7:9-15 acrescenta outros pormenores importantes. Na informação sobre como os da “grande multidão” aparecem depois da “grande tribulação”, as Escrituras também trazem à atenção fatores que levaram à preservação deles.
7. O que fizeram tais antes da “grande tribulação”, e como se indica isso?
7 Embora venham de todas as nações, tribos, povos e línguas, mostra-se que estão unidos “em pé diante do trono”, reconhecendo a Jeová, Aquele que está sentado no trono, como o Soberano Universal. Mostraram pelo seu modo de vida que são defensores leais do domínio dele. Terem ‘lavado as suas vestes compridas e as terem embranquecido no sangue do Cordeiro’ indica que reconheceram que precisam do mérito expiatório de pecados do sacrifício de Jesus, qual Cordeiro de Deus. (João 1:29;1 João 2:2) Dedicaram-se com fé a Deus, à base deste sacrifício, simbolizaram isto pela imersão em água e usufruem agora uma condição limpa perante Deus, representada pelas suas compridas vestes brancas. Não se refrearam de divulgar publicamente a sua fé no Filho de Deus. (Mat. 10:32, 33) Coerente com tudo isso, são mostrados como estando no templo de Deus, a casa universal de adoração dele, como adoradores que prestam a Deus “serviço sagrado, dia e noite”. Criaram assim uma reputação como apoiadores leais da adoração verdadeira e proclamadores do Reino dele. — Isa. 2:2, 3.
8. A fim de que esta informação seja de proveito para nós, O que temos de fazer?
8 Enquadra-se você nestes pormenores dessas representações proféticas? Há alguns aspectos em que precisa harmonizar mais plenamente sua vida com o que se descreve aqui? Em caso afirmativo, já é hora de fazer isso!
VIDA NUM PARAÍSO ESPIRITUAL
9. Como descreve João as bênçãos espirituais usufruídas desde já pela “grande multidão”?
9 É você um daqueles que esperam sobreviver como parte da “grande multidão”? Se você se tiver harmonizado com os modos justos de Jeová, então, sem dúvida, já está começando a usufruir as condições prometidas apropriadamente chamadas de paraíso espiritual. O apóstolo João foi informado: “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” (Rev. 7:16, 17) Mostrou ser assim no seu caso?
10. (a) Em sentido espiritual, como é que os da “grande multidão” ‘não têm mais fome, nem têm mais sede’? (b) Já se deu isso com você?
10 Antes de chegar a estar sob o cuidado amoroso do Pastor Excelente, Jesus Cristo, estava faminto e sedento da justiça? (Veja Mateus 5:6.) Em caso afirmativo, ansiava algo que só podia ser provido por Jeová mediante seu Filho. Quando aprendeu algo sobre os modos justos de Jeová — seu propósito de destruir os iníquos, mas também sua benignidade imerecida em tornar possível a salvação dos descendentes de Adão — então, sem dúvida, pela primeira vez na sua vida, sentiu-se realmente contente. O alimento e a bebida espirituais da Palavra de Deus, conforme servidos por meio de sua organização, têm continuado a dar-lhe satisfação. (Isa. 65:13, 14) E se você se tiver dedicado a Deus, por meio de Cristo, então tem agora verdadeiro objetivo na vida. (Veja João 4:32-34.) Tem diante de si a perspectiva alegre de ter vida eterna na terra paradísica, porque o Cordeiro “guiará [a “grande multidão”] a fontes de águas da vida”.
11. (a) Em que sentido se dá que ‘não se abate mais sobre eles nem o sol, nem calor abrasador’? (b) Quão importante é isso para você?
11 Os da “grande multidão”, como “ovelhas” confiantes, são também protegidos e guiados em segurança pelo Pastor Excelente. É por isso que, em sentido figurativo, ‘não se abate mais sobre eles nem o sol, nem calor abrasador’. Isto não quer dizer que você, como um dos da “grande multidão”, não sofrerá perseguição da parte do mundo. Antes, significa que está protegido contra o calor abrasador do desagrado do próprio Deus. E quando ele fizer chover a destruição divina sobre os iníquos, isso não lhe causará dano. Tal relação favorecida poderá continuar para sempre. — Eze. 38:22, 23; veja Salmos 11:6; 85:3, 4.
12. Como se enxugaram as lágrimas dos seus olhos, mesmo já agora?
12 Que motivo maravilhoso de alegria tem, se realmente for um dos dessa “grande multidão”! Tem a maravilhosa esperança de ver a eliminação completa dos iníquos, livrando então realmente a sua própria mente e corpo de todos os efeitos do pecado. No entanto, mesmo já agora, o pesar sentido pelas pessoas por desconhecerem a Deus não aflige você. Está começando a conhecer a alegria que só o povo cujo Deus é Jeová tem. (Sal. 144:15b) Assim já está começando a sentir o cumprimento da promessa: “Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.”
13. O que aumentará as alegrias do paraíso espiritual com o progresso do reinado milenar de Cristo?
13 Assim como os da “grande multidão” sobreviverão ao fim deste sistema de coisas, assim se dará também com o paraíso espiritual. Se for um deles, então continuará a usufruir um banquete espiritual de coisas gordurosas, ao passo que o reinado milenar de Cristo progredir. Seu conhecimento do próprio Deus se aprofundará, ao ver a gloriosa realização do infalível propósito dele. Sua alegria aumentará quando participar em acolher de volta uma crescente multidão de falecidos, para se unirem a você na adoração verdadeira. E as bênçãos físicas que então serão providas serão especialmente preciosas para todos os servos leais de Deus, por serem encaradas como expressões de amor do próprio Jeová. — Isa. 25:6-9; Tia. 1:17.
RECAPITULAÇÃO
● Com que acontecimento extraordinário associa a Bíblia a “grande multidão”, e como?
● O que teremos de fazer agora, se realmente quisermos estar incluídos nesta divinamente favorecida “grande multidão”?
● Quão importantes são para você as bênçãos do paraíso espiritual?
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‘Faço convosco um pacto para um Reino’Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 14
‘Faço convosco um pacto para um Reino’
1. Que perspectiva apresentou Jesus aos seus apóstolos na noite antes de ele morrer?
FOI na noite antes de Jesus ser morto que ele disse aos seus apóstolos fiéis: ‘Na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou embora para vos preparar um lugar, para que, onde eu estiver, vós também estejais.’ Disse-lhes mais: “Eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino.” (João 14:2, 3; Luc. 22:29) Quão maravilhosa era a perspectiva que lhes apresentou!
2. Quantos participarão com Cristo no seu Reino celestial?
2 No entanto, Jesus não queria dizer que somente aqueles apóstolos governariam com ele no seu Reino celestial. Mais tarde foi tornado conhecido que 144.000 remidos da terra teriam esse grandioso privilégio. (Rev. 5:9, 10; 14:1, 4) Procuram alguns hoje obtê-lo?
O AJUNTAMENTO DOS HERDEIROS DO REINO
3. No seu ministério público, que oportunidade trouxe Jesus à atenção?
3 Depois de João, o Batizador, ter sido encarcerado por Herodes Ântipas, Jesus empreendeu uma intensa campanha de pregação pública, na qual enfocou “o reino dos céus”. (Mat. 4:12, 17) Fazia as pessoas saber que haveria para elas a oportunidade de entrarem nesse Reino, e seus discípulos procuravam seriamente alcançar este prêmio. — Mat. 5:3, 10, 20; 7:21; 11:12.
4. (a) Quando foram os primeiros discípulos de Jesus ungidos com espírito santo? (b) O que indica que a partir de então se fixava a atenção no ajuntamento dos herdeiros do Reino?
4 Em Pentecostes de 33 EC, os primeiros deles foram ungidos com espírito santo. (Atos 2:1-4; 2 Cor. 1:21, 22) Divulgou-se a provisão de Deus para a salvação que conduziria à vida imortal no céu. Pedro usou “as chaves do reino dos céus” para dar este conhecimento — primeiro aos judeus, a seguir, aos samaritanos, e depois a pessoas das nações gentias. (Mat. 16:19) Dava-se então atenção especial à constituição do governo que regeria a humanidade por 1.000 anos, e quase todas as cartas inspiradas nas Escrituras Gregas Cristãs dirigem-se primariamente a este grupo de herdeiros do Reino — “os santos”, os “participantes da chamada celestial”.a
5. Eram estes chamados para a vida celestial porque eram melhores servos de Deus do que os que viveram antes deles?
5 Não são chamados para a vida celestial por serem de algum modo melhores do que todos os servos de Deus que haviam morrido antes de Pentecostes de 33 EC. (Mat. 11:11) Antes, Jeová começara então a escolher aqueles que seriam governantes associados de Jesus Cristo. Durante uns 19 séculos depois disso havia apenas uma chamada, a celestial. Era uma benignidade imerecida que Deus concedia a um número limitado na promoção de seus próprios propósitos sábios e amorosos. — Efé. 2:8-10.
6. (a) Por que teria de vir o tempo em que se encerraria a chamada celestial? (b) Quem dirigiria os assuntos para que a profecia a respeito da “grande multidão” também se cumprisse, e o que tem acontecido realmente?
6 Com o tempo, o número determinado, mas limitado, de 144.000 ficaria preenchido. Aproximar-se-ia a selagem final desses israelitas espirituais como aprovados. (Rev. 7:1-8) Daí, Jeová, mediante seu espírito e o entendimento de sua Palavra que ele possibilitou à sua organização visível, dirigiria os assuntos de modo a cumprir outra parte de seu propósito, conforme descrito em Revelação 7:9-17. Seria ajuntada uma “grande multidão” de todas as nações, com a perspectiva emocionante de sobreviver à grande tribulação e viver para sempre em perfeição no meio dum Paraíso terrestre. Quando consideramos o que realmente tem acontecido, parece evidente que a chamada celestial, em geral, foi completada por volta do ano 1935 EC, quando se passou a discernir claramente a esperança terrestre da “grande multidão”. Desde então, milhões de adoradores de Jeová, que sinceramente esperam viver para sempre aqui mesmo na terra, foram associados com os comparativamente poucos milhares remanescentes da classe celestial.
7. É possível que mesmo hoje alguns ainda recebam a chamada celestial, e por que responde assim?
7 Significa isso que ninguém mais está sendo chamado agora por Deus para a vida celestial? Até terminar a selagem final, é possível que alguns poucos dos que têm esta esperança se mostrem infiéis e seja necessário escolher outros para ocupar o lugar deles. Mas parece razoável que isto ocorreria apenas raras vezes.
FILHOS ESPIRITUAIS — COMO SABEM QUE SÃO?
8. Que explicação deu Paulo para mostrar como os gerados pelo espírito santo se apercebem disso?
8 O espírito de Deus dá garantia positiva da adoção como filhos espirituais aos cristãos batizados que receberam a chamada celestial. O apóstolo Paulo mostrou isso quando escreveu aos “santos” em Roma, descrevendo a situação de todos os verdadeiros cristãos naquele tempo. Ele disse: “Todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, estes são filhos de Deus. Pois não recebestes um espírito de escravidão, causando novamente temor, mas recebestes um espírito de adoção, como filhos, espírito pelo qual clamamos: ‘Aba, Pai!’ O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente.” — Rom. 1:7; 8:14-17.
9. Como é que “o próprio espírito dá testemunho” com o espírito dos que realmente são filhos de Deus?
9 Aqui são trazidos à nossa atenção dois usos da palavra “espírito”: “o próprio espírito” e “o nosso espírito”. O primeiro é a força ativa, invisível, de Deus. Inspira aos seus filhos espirituais a convicção de terem sido adotados como filhos livres de Deus. Esse espírito testifica também através da inspirada Palavra de Deus, a Bíblia, que é como uma carta pessoal aos seus filhos espirituais. (1 Ped. 1:10-12) Quando os que foram gerados pelo espírito santo lêem o que as Escrituras dizem aos que são filhos espirituais de Deus, reagem corretamente, dizendo: ‘Isto se aplica a mim.’ A própria força ativa de Deus testifica assim de diversas maneiras com o espírito deles, a força motivadora da própria mente e coração deles, que são filhos de Deus. Em harmonia com o que o espírito de Deus assim indica, a mente e o coração deles fixam-se na perspectiva de serem co-herdeiros de Cristo, e aceitam as responsabilidades de filhos espirituais de Deus. — Fil. 3:13, 14.
10. (a) Que fatores não identificam por si sós que alguém é cristão ungido? (b) Que conceito adotam as “outras ovelhas” sobre o seu lugar no propósito de Deus?
10 Aplica-se isso a você? Em caso afirmativo, tem um privilégio maravilhoso. Todavia, seria um erro se alguém concluísse que, por ter vivo apreço pelas coisas espirituais mais profundas, ou por ser zeloso no ministério de campo, ou por ter intenso amor aos seus irmãos, ele, portanto, deve ser cristão ungido com espírito. Essas mesmas coisas caracterizam muitas das “outras ovelhas”. O coração de tais também é tocado pelo que lêem nas Escrituras a respeito dos co-herdeiros de Cristo, mas não presumem reivindicar para si algo que Deus não reservou para eles. (Veja Números 16:1-40) Reconhecem o propósito original de Deus para com a terra e empenham-se com apreço para poderem participar nisso.
PARTICIPAÇÃO DIGNA DOS EMBLEMAS
11. Quem assiste à comemoração anual da morte de Jesus, e por quê?
11 Todo ano, em 14 de nisã, após o pôr-do-sol, os seguidores ungidos de Jesus Cristo, em todas as partes da terra, comemoram a morte dele, em harmonia com as instruções que ele deu aos seus apóstolos (Luc. 22:19, 20) As “outras ovelhas” também estão presentes, não como participantes do pão e do vinho, mas como observadores respeitosos.
12. Como era que alguns primitivos cristãos em Corinto deixavam de ter o devido apreço pela Refeição Noturna do Senhor?
12 Não se trata dum rito religioso fútil, mas é algo que está cheio de forte significado. O apóstolo Paulo escreveu conselho sério a cristãos de Corinto, na Grécia, no primeiro século, visto que alguns deles deixaram de mostrar o devido apreço pela ocasião, dizendo: “Quem comer o pão e beber o copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor.” O que os tornava ‘indignos’ como participantes? Eles não se preparavam devidamente no coração e na mente. Havia divisões na congregação. Alguns também entregavam-se em excesso ao comer e ao beber antes da reunião. Tratavam a Refeição Noturna do Senhor com indiferença. Não estavam em condições de discernir o significado sério do pão e do vinho. — 1 Cor. 11:17-34.
13. Qual é o significado do pão e do vinho servidos na Comemoração?
13 Qual é este significado? Não é alguma suposta transubstanciação milagrosa do pão e do vinho. Cristo de nenhum modo é sacrificado novamente em cada Comemoração. As Escrituras declaram que Cristo “foi oferecido . . . uma vez para sempre, para levar os pecados de muitos”. (Heb. 9:28; 10:10; Rom. 6:9) o pão não fermentado e o vinho tinto são apenas emblemas para representar o sacrificado corpo literal de Jesus e o sangue literal que ele derramou. Mas quão preciosas são estas realidades! O corpo humano de Jesus, sem pecado, foi entregue para que o mundo da humanidade pudesse ter a oportunidade de viver para sempre. (João 6:51) E seu sangue derramado serve um objetivo duplo: purificar de pecado os homens que exerçam fé nele, e pôr também em vigor o novo pacto entre Deus e a congregação do Israel espiritual, que se compõe dos cristãos ungidos com espírito. (1 João 1:7; 1 Cor. 11:25; Gál. 6:14-16) São essas preciosas provisões que tornam possível que os membros do “pequeno rebanho” sejam declarados justos por Deus, creditando-se-lhes realmente a perfeição humana. (Luc. 12:32) Faz-se isso para que possam ser gerados por espírito santo como filhos de Deus, visando à sua participação com Cristo no Reino celestial dele. Ao participarem dos emblemas comemorativos, cada ano, dando assim testemunho de sua esperança celestial, renova-se e aprofunda-se seu apreço por estarem no “novo pacto” mediado por Cristo. — Heb. 8:6-12.
“IREMOS CONVOSCO”
14. (a) Por que não participam os das “outras ovelhas” dos emblemas comemorativos, mas o que aguardam ansiosamente? (b) Como encaram eles sua associação com o restante dos herdeiros do Reino?
14 As “outras ovelhas” discernem como Jeová tem lidado com os seus ungidos e juntam-se a eles, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” (Zac. 8:20-23) Não só se reúnem, mas participam juntos na divulgação das boas novas do Reino em toda a terra habitada No entanto, os das “outras ovelhas” não estão incluídos no “novo pacto” com o Israel espiritual, nem estão incluídos no ‘pacto para um reino’ feito por Jesus com esses escolhidos, para compartilharem com ele a vida celestial, e por isso é apropriado que não participem dos emblemas comemorativos. (Luc. 22:20, 29) Mas, ao passo que o “novo pacto” atinge o seu objetivo, o ajuntamento dos últimos membros do “pequeno rebanho” para o Reino celestial, os das “outras ovelhas” dão-se conta de que isto indica que as bênçãos que receberão na terra por meio do Reino estão próximas. Consideram-no um privilégio servir unidos, nos “últimos dias”, com o restante leal dos herdeiros do Reino.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja os versículos iniciais de Romanos 1:1;, 1 Co 1:1; e 2 Coríntios 1:1, Efésios 1:1, Filipenses 1:1, Colossenses 1:1, Tito 1:1;, 1 Pe 1:1; e 2 Pedro 1:1; também Gálatas 3:26-29,; 1 Tessalonicenses 2:12,; 2 Tessalonicenses 2:14,; 2 Timóteo 4:8, Hebreus 3:1, Tiago 1:18,; 1 João 3:1, 2 e Judas 1.
RECAPITULAÇÃO
● Por que é que uma parte tão grande das Escrituras Gregas Cristãs chama atenção para a esperança celestial?
● Como sabem os que foram gerados como filhos de Deus que isso se deu? Qual é o significado dos emblemas comemorativos de que participam?
● Como demonstram os das “outras ovelhas” que realmente estão unidos com o “pequeno rebanho”?
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Como dirige Jeová a sua organização?Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 15
Como dirige Jeová a sua organização?
1. Que informação a respeito da organização de Jeová revela a Bíblia, e por que é isso importante para nós?
JEOVÁ, por meio das Escrituras inspiradas, oferece-nos vislumbres de sua maravilhosa organização celestial. (Isa. 6:2, 3; Eze. 1:1, 4-28; Dan. 7:9, 10, 13, 14) Embora não possamos ver as criaturas espirituais, ele nos alerta às maneiras em que a atividade dos santos anjos afeta os verdadeiros adoradores na terra. (Gên. 28:12, 13; 2 Reis 6:15-17; Sal. 34:7; Mat. 13:41, 42; 25:31, 32) A Bíblia descreve também a parte visível da organização de Jeová e ajuda-nos a entender como ele a dirige. Se tivermos realmente compreensão espiritual dessas coisas, isso nos ajudará a ‘andarmos dignamente de Jeová, com o fim de lhe agradarmos plenamente’. — Col. 1:9, 10.
A IDENTIFICAÇÃO DA PARTE VISÍVEL
2. Desde Pentecostes de 33 EC, qual tem sido a congregação de Deus?
2 A nação de Israel foi por 1.545 anos a congregação de Deus. Mas deixou de guardar o pacto da Lei e rejeitou o próprio Filho de Deus. De modo que Jeová trouxe à existência uma nova congregação, com o qual fez um novo pacto. Esta congregação é identificada nas Escrituras como a “noiva” de Cristo, composta de 144.000 escolhidos por Deus para serem unidos com seu Filho no céu. (Efé. 5:22-32; Rev. 14:1; 21:9, 10) Os primeiros foram ungidos com espírito santo por ocasião de Pentecostes de 33 EC. Jeová, por meio do espírito santo, forneceu evidência inconfundível de que esta era agora a congregação que ele usaria para alcançar seu objetivo. — Heb. 2:2-4.
3. Quem constitui hoje a organização visível de Jeová?
3 Atualmente, há na terra apenas um restante dos 144.000. Mas, em cumprimento da profecia bíblica, uma grande multidão de “outras ovelhas” foi levada a uma associação ativa com eles. Jesus Cristo, o Pastor Excelente, uniu essas “outras ovelhas” com os do restante de seus seguidores ungidos com espírito, para que formassem apenas “um só rebanho” sob ele como seu “um só pastor” (João 10:11, 16; Rev. 7:9, 10) Todos estes constituem uma só organização unida, a atual organização visível de Jeová.
ESTRUTURA TEOCRÁTICA
4. Quem dirige a organização, e como?
4 A expressão bíblica “congregação do Deus vivente” torna claro quem a dirige. A organização é teocrática, ou governada por Deus. Jeová provê ao seu povo orientação por meio daquele a quem designou para ser o chefe invisível da congregação, o Senhor Jesus Cristo, e por meio de Sua própria Palavra inspirada, a Bíblia. — 1 Tim. 3:14, 15; Efé. 1:22, 23; 2 Tim. 3:16, 17.
5. (a) Como se manifestou no primeiro século a orientação celestial provida à congregação? (b) O que mostra que Jesus continua sendo o chefe da congregação?
5 Tal orientação teocrática evidenciou-se muito quando os primeiros membros da congregação foram movidos à ação pelo espírito santo, em Pentecostes de 33 EC. (Atos 2:1-4, 32, 33) Manifestou-se quando o anjo de Jeová dirigiu os acontecimentos que levaram a divulgação das boas novas na África. (Atos 8:26-39) O mesmo se deu quando a voz de Jesus deu orientações por ocasião da conversão de Saulo de Tarso, e novamente quando se iniciou a obra missionária entre os gentios. (Atos 9:3-7, 10-17; 10:9-16, 19-23; 11:12) Mas, nem sempre se proveu a necessária orientação de maneira tão espetacular. Com o passar do tempo não se ouviam mais vozes do céu, nem mais apareciam anjos aos homens, e não havia mais dons milagrosos do espírito. Todavia, Jesus havia prometido aos seus seguidores fiéis: “Eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas” e os fatos mostram que ele está mesmo. (Mat. 28:20; 1 Cor. 13:8) As Testemunhas de Jeová não somente reconhecem a chefia dele, mas é evidente que teria sido impossível continuarem a proclamar a mensagem do Reino em face de intensa hostilidade sem a sua ajuda.
6. (a) Quem constitui o “escravo fiel e discreto”, e por quê? (b) Que tarefa deu Jesus a esse “escravo”?
6 Pouco antes de Jesus morrer, ele falou aos seus discípulos sobre um “escravo fiel e discreto” a quem ele, como Amo, confiaria responsabilidade especial. Este “escravo”, segundo a descrição de Jesus, estaria presente quando o Senhor partisse para o céu e ainda estaria vivo por ocasião da volta de Cristo. Essa descrição não poderia ajustar-se a um homem individual. Mas ela se ajusta, sim, à fiel congregação ungida de Cristo encarada como um todo. Jesus sabia que ia comprá-los com o seu próprio sangue, de modo que se referiu a eles coletivamente, de modo apropriado, como seu “escravo”. Deu-lhes um trabalho a fazer, comissionando todos eles a fazerem discípulos e depois alimentá-los progressivamente de modo espiritual, dando-lhes “seu alimento [espiritual] no tempo apropriado”. A designação deles foi confirmada por espírito santo em Pentecostes de 33 EC. — Mat. 24:45-47; 28:19, 20; 1 Cor. 6:19, 20; veja Isaías 43:10.
7. (a) Que responsabilidades maiores tem agora esse “escravo”? (b) Por que é importante acatarmos as instruções por meio deste canal?
7 Por ocasião da volta do Amo, se o “escravo” estivesse fazendo fielmente o seu trabalho, receberia maiores responsabilidades. Os anos seguintes seriam a ocasião para um testemunho global do Reino, e se ajuntaria uma “grande multidão” de adoradores de Jeová, visando à sua preservação durante a “grande tribulação”. (Mat. 24:14; Rev. 7:9, 10) Estes também precisariam de alimento espiritual, o qual lhes seria servido pelo “escravo” composto, os servos de Cristo, ungidos com o espírito. Para agradarmos a Jeová, temos de aceitar a instrução que ele provê por meio deste canal e agir em plena harmonia com ela.
8, 9. (a) Que arranjo havia no primeiro século para resolver questões sobre doutrina e para prover a necessária orientação com respeito à pregação das boas novas? (b) Que arranjo similar existe hoje?
8 Às vezes, naturalmente, poderiam surgir questões a respeito de doutrinas e de procedimentos. O que se daria então? O capítulo 15 de Atos nos fala sobre como se resolveu uma questão a respeito dos requisitos para os gentios convertidos. Ela foi apresentada aos apóstolos e anciãos em Jerusalém, os quais serviam como corpo governante central. Esses anciãos não eram infalíveis; não eram pessoas que nunca cometiam um engano. (Veja Gálatas 2:11-14.) Mas Deus usava-os. Eles consideraram o que as Escrituras inspiradas diziam sobre o assunto em pauta, bem como a evidência da operação do espírito de Deus em abrir o campo gentio, e depois fizeram uma decisão. Deus abençoou este arranjo. (Atos 15:1-29; 16:4, 5) Da parte deste corpo central enviaram-se também pessoas para promoverem a pregação das boas novas em harmonia com o que o próprio Senhor havia autorizado. — Atos 8:14; Gál. 2:9.
9 Nos nossos dias, o Corpo Governante compõe-se de irmãos ungidos com o espírito, procedentes de diversos países. Encontra-se na sede mundial das Testemunhas de Jeová. Promove realmente os interesses da adoração pura sob a chefia de Jesus Cristo. Esses irmãos compartilham o conceito do apóstolo Paulo, o qual escreveu, quando enviou conselho espiritual a companheiros cristãos: “Não é que sejamos os amos de vossa fé, mas somos colaboradores para a vossa alegria, porque é pela vossa fé que estais em pé.” — 2 Cor. 1:24.
10. (a) Como se decide quem será ancião ou servo ministerial? (b) Por que devemos cooperar de perto com os designados para tais cargos?
10 Este arranjo teocrático é reconhecido pelas Testemunhas de Jeová em todo o mundo. Todas as suas congregações locais colaboram intimamente com ele. Recorrem ao Corpo Governante para providenciar a designação de anciãos e servos ministeriais para cuidarem do suave funcionamento das congregações. O que serve de base para a escolha de pessoas para tais designações? Os requisitos são claramente especificados na Bíblia. Tanto os anciãos que fazem as recomendações como os autorizados a fazer a designação têm a séria responsabilidade perante Deus de aderir a tais requisitos. (1 Tim. 3:1-10, 12, 13; 5:22; Tito 1:5-9) Não há campanhas eleitorais entre os membros da congregação, nem votação congregacional. Em vez disso, em harmonia com o que os apóstolos fizeram ao fazer designações no primeiro século, esses superintendentes responsáveis por fazer recomendações, e os que mais tarde fazem as designações, oram pedindo a ajuda do espírito de Deus e buscam a orientação de Sua Palavra inspirada. (Atos 6:2-4, 6; 14:23; veja Salmo 75:6, 7.) Por aceitarmos a orientação provida pelos anciãos podemos mostrar nosso apreço pela provisão amorosa dessas “dádivas em homens”, feita por Cristo, para ajudar a todos nós a alcançar a “unidade na fé”. — Efé. 4:8, 11-16.
11. (a) Que serviços valiosos são prestados por mulheres no arranjo teocrático? (b) Quando é que elas precisam usar uma cobertura na cabeça, e por quê?
11 As Escrituras mandam que os cargos de supervisão na congregação sejam exercidos por homens. Isto de modo algum rebaixa as mulheres, porque muitas delas estão incluídas entre os herdeiros do Reino celestial. As mulheres cristãs, pela conduta modesta e casta, e pela diligência em cuidarem de sua família, também contribuem para a boa reputação da congregação. (Tito 2:3-5) Muitas vezes fazem grande parte do trabalho de achar recém-interessados e de trazê-los em contato com a organização. (Sal. 68:11) Mas o ensino dentro da congregação é dado pelos homens designados. (1 Tim. 2:12, 13) E se não houver homens qualificados numa reunião provida pela congregação, então uma mulher usaria uma cobertura na cabeça ao presidir ou orar.a Ela mostra assim respeito pelo arranjo de Jeová, assim como Jesus deu a todos o exemplo pela sujeição ao seu Pai. — 1 Cor. 11:3-16; João 8:28, 29.
12. (a) A Bíblia exorta os anciãos a adotarem que conceito sobre o seu cargo? (b) Em que esplêndido privilégio podemos todos nós participar?
12 No mundo, alguém que ocupa uma posição de destaque é considerado como importante, mas dentro da organização de Deus prevalece a regra: “Quem se comportar como menor entre todos vós é o que é grande.” (Luc. 9:46-48; 22:24-26) Por isso, as Escrituras aconselham aos anciãos terem cuidado de não dominar sobre os que são a herança de Deus, mas, em vez disso, tornarem-se exemplo para o rebanho. (1 Ped. 5:2, 3) Não apenas uns poucos escolhidos, mas todas as Testemunhas de Jeová, homens e mulheres, têm o esplêndido privilégio de representar o Soberano do universo, falando humildemente em nome dele e informando as pessoas em toda a parte sobre o Reino dele.
13. Usando os textos citados, considere as perguntas alistadas no fim deste parágrafo.
13 Faremos bem em perguntar-nos: “Reconhecemos realmente como Jeová dirige a sua organização visível? É isso refletido nas nossas atitudes, na nossa maneira de falar e nas nossas ações?” Raciocinarmos sobre os pontos que seguem pode ajudar a cada um de nós a fazer tal análise:
Se realmente nos sujeitarmos a Cristo, como chefe da congregação, então, conforme indicado nos seguintes textos, o que estaremos fazendo? (Mat. 24:14; 28:19, 20; Luc. 21:34-36; João 13:34, 35)
Até que ponto devem todos os que fazem parte da organização sentir-se dependentes de Deus e Cristo, nos seus esforços de serem cristãos produtivos? (João 15:5; 1 Cor. 3:5-7)
Quando os anciãos procuram reajustar a maneira de pensar de alguém, para que encare os assuntos em harmonia com os demais da organização, a preocupação bondosa de quem devemos discernir nisso? (Efé. 4:7, 8, 11-13; 2 Cor. 13:11)
Quando aceitamos com apreço as provisões espirituais que são feitas por intermédio da classe do “escravo” e seu Corpo Governante, a quem mostramos respeito? Mas o que dizer se falássemos depreciativamente sobre estes? (Luc. 10:16; veja 3 João 9, 10.)
Por que não devemos criticar duramente os anciãos designados? (Atos 20:28; Romanos 12:10)
14. (a) O que demonstramos pela nossa atitude para com a organização teocrática? (b) Neste respeito, que oportunidades temos para provar que o Diabo é mentiroso e para alegrar o coração de Jeová?
14 Jeová lida conosco hoje por meio de sua organização visível, que está debaixo de Cristo, como chefe designado. De modo que nossa atitude para com esta organização demonstra de maneira prática a posição que adotamos para com a questão da soberania. (Heb. 13:17) Satanás alega que todos nós somos motivados pelo desejo de obter lucro pessoal, que a nossa principal preocupação é com nós mesmos. Mas, se de bom grado nos colocarmos à disposição para servir de qualquer maneira necessária, evitando dizer e fazer coisas que atrairiam indevida atenção a nós mesmos, provaremos que o Diabo é mentiroso. Se amarmos e respeitarmos os que “tomam a dianteira” entre nós, imitando-lhes a fé, mas recusando ser a espécie de pessoa que ‘admira personalidades para o seu próprio proveito’, alegraremos o coração de Jeová. (Heb. 13:7; Judas 16) Por cultivarmos respeito salutar pela organização de Jeová e fazermos de todo o coração a obra que ele manda fazer, evidenciaremos que Jeová é realmente nosso Deus e que estamos unidos na sua adoração. — 1 Cor. 15:58.
[Nota(s) de rodapé]
a No entanto, ela não precisa usar uma cobertura na cabeça quando prega de casa em casa, visto que a responsabilidade de pregar as boas novas recai sobre todos os cristãos. Mas, se as circunstâncias exigirem que ela dirija um estudo bíblico domiciliar na presença do marido (sua cabeça, mesmo que ele não seja cristão), ela deve usar uma cobertura na cabeça. Também, numa situação excepcional, quando houver um varão dedicado da congregação presente enquanto ela dirige um estudo bíblico domiciliar pré-arranjado, ela deve cobrir a cabeça, mas é ele quem deve fazer a oração.
RECAPITULAÇÃO
● O que constitui hoje a organização visível de Jeová? Qual é seu objetivo?
● Quem é o chefe designado da congregação? Por meio de que arranjos visíveis provê ele orientação amorosa para nós?
● Que atitudes benéficas para com a responsabilidade e as pessoas na organização devemos cultivar?
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Escute o conselho, aceite a disciplinaUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 16
Escute o conselho, aceite a disciplina
1. (a) Há alguém entre nós que não precisa de conselho e disciplina? (b) Mas que perguntas faremos bem em considerar?
A MAIORIA de nós concorda prontamente com o texto que diz: “Todos nós tropeçamos muitas vezes.” (Tia. 3:2) Não é difícil pensar em casos em que deixamos de ser a espécie de pessoa que a Palavra de Deus nos exorta a ser e que queremos ser. De modo que reconhecemos que a Bíblia tem razão quando ela nos diz: “Escuta o conselho e aceita a disciplina, para que te tornes sábio no teu futuro.” (Pro. 19:20) Sabemos que precisamos de tal ajuda. Sem dúvida, fizemos ajustes na nossa vida em harmonia com o que aprendemos da Bíblia. Mas como reagimos quando um companheiro cristão nos aconselha em particular sobre um assunto específico em que não agimos sabiamente, ou se ele simplesmente nos dá uma sugestão sobre como poderíamos melhorar em alguma atividade?
2. (a) Por que devemos apreciar o conselho em particular? (b) Como não devemos reagir?
2 Apesar de nossas imediatas reações íntimas, por causa da natureza humana imperfeita, devemos expressar sinceramente apreço pelo conselho e empenhar-nos em aplicá-lo. O resultado de fazermos isso pode ser proveitoso. (Heb. 12:11) No entanto, quando aconselhados, talvez tenhamos tentado justificar-nos, minimizar a seriedade da situação ou lançar a culpa sobre outros. Já reagiu alguma vez assim? Refletindo sobre aquela ocasião, temos ressentimento para com aquele que nos deu o conselho? Estamos inclinados a criticar as falhas de alguém que nos aconselhou ou a maneira em que o fez, como se isso de algum modo desculpasse a nossa própria fraqueza? Pode a Bíblia ajudar alguém a vencer tais inclinações?
EXEMPLOS REGISTRADOS PARA NOSSA ADMOESTAÇÃO
3. (a) O que tem a Bíblia que nos pode ajudar a desenvolver o conceito correto para com o conselho e a disciplina? (b) Use as perguntas acima providas para analisar as reações de Saul e de Uzias a conselho.
3 A Palavra de Deus, além de prover uma abundância de admoestações diretas sobre este assunto, contém experiências da vida real de pessoas que foram aconselhadas. O conselho, muitas vezes, também era disciplina, no sentido de que aquele que o recebia precisava mudar de atitude ou conduta. Usando as perguntas que seguem para examinar alguns desses exemplos, verificará que há muita coisa de que todos nós podemos tirar proveito:
SAUL, FILHO DE QUIS: Ele deixou de obedecer plenamente a Jeová, ao guerrear contra Amaleque, quando poupou a vida do Rei e dos melhores animais deles. (1 Sam. 15:1-11)
Na reação de Saul ao conselho repreendedor de Samuel, o que mostra que ele procurava minimizar o erro? (V. 1 Sam. 15:20) Sobre quem tentou lançar a culpa? (V. 1 Sam. 15:21) Quando finalmente admitiu o erro, que desculpa deu? (V. 1 Sam. 15:24) O que parecia preocupá-lo mais, até mesmo neste ponto? (Vv. 1 Sam. 15:25, 30)
UZIAS: Ele entrou no templo de Jeová para queimar incenso, embora só os sacerdotes tivessem autorização para isso. (2 Crô. 26:16-20)
Quando o principal sacerdote tentou impedir o Rei Uzias, por que reagiu o rei irado? (Veja o versículo 2 Crô. 26:16.) Qual foi o resultado? (Vv. 2 Crô. 26:19-21)
4. (a) Por que acharam tanto Saul como Uzias difícil de aceitar conselhos? (b) Por que é isso também hoje um problema sério?
4 Em cada caso destes, por que achou a pessoa tão difícil de admitir a necessidade de receber conselho? O problema básico era o orgulho, estar convencida demais. Muitos se causam hoje grande mágoa por causa desta tendência. Depois de atingirem o que acham ser uma posição privilegiada, quer por idade, quer por cargo, não são receptivos a conselho particular. Parecem achar que isso implica em alguma deficiência deles ou que macula a sua reputação. Mas o que realmente indica fraqueza é o orgulho. Não é algo que devemos escusar em nós mesmos, só porque é uma falta comum. É um laço usado por Satanás para ofuscar o modo de pensar da pessoa, para que resista à ajuda amorosa provida por Jeová por meio de sua Palavra e de sua organização visível. Jeová adverte: “O orgulho vem antes da derrocada e o espírito soberbo antes do tropeço.” — Pro. 16:18; veja também Romanos 12:3; Provérbios 16:5.
5. Use as perguntas neste parágrafo para ver quais as lições que podem ser aprendidas dos relatos a respeito de Moisés e de Davi.
5 Por outro lado, as Escrituras contêm exemplos excelentes daqueles que aceitaram conselhos. Também destes podemos aprender lições valiosas. Considere os seguintes:
MOISÉS: Seu sogro deu-lhe um conselho prático sobre como lidar com a sua pesada carga de trabalho sem arruinar a sua saúde. Moisés escutou e imediatamente o aplicou. (Êxo. 18:13-24)
Embora Moisés tivesse grande autoridade, por que era tão receptivo a conselho bom? (Veja Números 12:3.) Quão importante é esta qualidade para nós? (Sof. 2:3)
DAVI: Ele era culpado de adultério, tramando depois a morte do marido da mulher, para que Davi pudesse casar-se com ela e assim encobrir o adultério. Passaram-se meses antes de Jeová enviar Natã para repreender Davi. (2 Sam. 11:2 a 12:12)
Irou-se Davi com a repreensão, minimizando o erro ou tentando culpar outros? (2 Sam. 12:13, Sal. 51: cabeçalho e vv. Sal. 51:1-3) Significava a aceitação do arrependimento de Davi por Deus que Davi e sua família estavam livres dos maus efeitos de sua conduta errada? (2 Sam. 12:10, 11, 14; Êxo. 34:6, 7)
6. (a) Como encarava Davi os que lhe davam bom conselho? (b) Como podemos ser beneficiados se aceitarmos prontamente tal conselho? (c) De que não devemos esquecer-nos se formos severamente disciplinados?
6 O Rei Davi conhecia muito bem o benefício de se escutar conselho bom, e ocasionalmente agradecia a Deus o envio daquele por meio de quem o recebeu. (1 Sam. 25:32-35; veja também Provérbios 9:8.) Somos nós assim? Em caso afirmativo, precaver-nos-emos contra dizer e fazer muitas coisas que poderíamos lamentar. Mas, se entrarmos em situações que nos levem a sermos severamente disciplinados, assim como Davi foi com relação ao seu pecado com Bate-Seba, não percamos de vista que a disciplina é evidência do amor de Jeová, visando ao nosso bem-estar eterno. — Pro. 3:11, 12; 4:13.
QUALIDADES INESTIMÁVEIS A SEREM CULTIVADAS
7. Que qualidade indicou Jesus que as pessoas precisam ter para entrar no Reino?
7 Para termos uma boa relação com Jeová e com os nossos irmãos cristãos, precisamos desenvolver certas qualidades pessoais. Jesus salientou uma delas quando pôs uma criancinha no meio dos seus discípulos e disse: “A menos que deis meia-volta e vos torneis como criancinhas, de modo algum entrareis no reino dos céus. Por isso, todo aquele que se humilhar, semelhante a esta criancinha, é o que é o maior no reino dos céus.” (Mat. 18:3, 4) Esses discípulos precisavam fazer mudanças. Tinham de se livrar de seu orgulho e cultivar a humildade.
8. (a) Perante quem precisamos ser humildes, e por quê? (b) Se formos humildes, como reagiremos diante do conselho?
8 O apóstolo Pedro escreveu mais tarde a companheiros cristãos: “Todos vós . . . cingi-vos de humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 5:5) Sabemos que precisamos ser humildes perante Deus, mas este texto está dizendo que precisamos ser humildes ou despretensiosos também nas relações com companheiros de crença. Se formos assim, não nos ressentiremos tolamente de sugestões que talvez recebamos. Estaremos dispostos a aprender uns dos outros. (Pro. 12:15) E se nossos irmãos acharem necessário dar-nos conselho corretivo, então não o recusaremos, reconhecendo que Jeová usa amorosamente este meio para amoldar-nos. — Sal. 141:5
9. (a) Que qualidade importante está intimamente relacionada com a humildade? (b) Por que nos devemos preocupar com o efeito que nossa conduta tem sobre os outros?
9 Outra qualidade, intimamente relacionada com a humildade, é a genuína preocupação com o bem estar dos outros. Não podemos escapar do fato de que aquilo que fazemos afeta os outros. O apóstolo Paulo aconselhou os primitivos cristãos em Corinto e em Roma a se preocuparem com a consciência dos outros. Ele não estava dizendo que eles tinham de relegar todas as preferências pessoais, mas exortou-os a não fazerem nada que pudesse induzir outra pessoa a fazer o que a consciência dela lhe dizia ser errado, levando-a assim à sua ruína espiritual. Expressando claramente o princípio geral, Paulo escreveu: “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa. . .. Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus. Guardai-vos para não vos tomardes causas de tropeço para judeus, bem como para gregos e para a congregação de Deus.” — 1 Cor. 10:24-33; 8:4-13; Rom. 14:13-23.
10. O que poderá indicar se temos, ou não, o hábito de aplicar esse conselho bíblico?
10 É você alguém que tem por hábito colocar o bem-estar dos outros à frente de sua preferência pessoal? Há muitas maneiras em que se pode fazer isso, mas considere um exemplo: De modo geral, a roupa e o modo de usar o cabelo são simples questões de gosto pessoal, enquanto formos modestos, esmerados e limpos. Mas, se você souber que, por causa da formação das pessoas na sua localidade, a maneira em que você se veste ou usa o cabelo impede outros de escutarem a mensagem do Reino, faria alguns ajustes? É a vida de outra pessoa mais importante para você do que agradar a si mesmo?
11. O que mostra que é importante cultivar essas qualidades, se realmente quisermos ser cristãos?
11 Quando as qualidades de que acabamos de tratar se tornam parte de nossa personalidade, isso evidencia que estamos começando a ter a mente de Cristo. Jesus deu o perfeito exemplo quanto a ser humilde. (João 13:12-15; Fil. 2:5-8) Por mostrar interesse nos outros, em vez de agradar apenas a si mesmo, ele proveu para nós um modelo para seguir. — Rom. 15:2, 3.
NÃO REJEITE A DISCIPLINA DE JEOVÁ
12. (a) Que mudanças precisamos todos fazer para ter uma personalidade que agrade a Deus? (b) O que nos ajudará nisso?
12 Visto que todos somos pecadores, requer mudanças na nossa atitude, na nossa maneira de falar e na nossa conduta para refletirmos a personalidade de nosso Deus. Temos de revestir-nos da “nova personalidade”. (Col. 3:5-14; Tito 2:11-14) Conselho e disciplina ajudam-nos a identificar pontos em que precisamos fazer ajustes e a ver como fazê-los.
13. (a) De que maneira tem Jeová provido conselho e disciplina para todos nós? (b) O que devemos fazer com isso?
13 A fonte básica de tal instrução é a própria Bíblia. (2 Tim. 3:16, 17) Então Jeová, por meio de publicações bíblicas e das reuniões providas pela sua organização visível, ajuda-nos a ver como podemos aplicá-la. Reconheceremos humildemente a nossa necessidade pessoal dela — mesmo que já a tenhamos ouvido antes — e procuraremos constantemente fazer melhoras?
14. Que ajuda adicional provê Jeová para nós individualmente?
14 Jeová não nos deixa lutar sozinhos com assuntos que podem ser para nós um problema especial. Com preocupação amorosa, ele faz a provisão para dar ajuda pessoal. Milhões de pessoas tiraram proveito de tal ajuda por meio de estudos bíblicos domiciliares. Os pais tem uma responsabilidade especial de disciplinar seus filhos, com o fim de protegê-los contra uma conduta que poderia causar muita mágoa mais adiante na vida. (Pro. 6:20-35; 15:5) Também dentro da congregação, os que têm qualificações espirituais têm a responsabilidade de usar as Escrituras para reajustar outros, quando notam a necessidade disso, mas fazendo-o num espírito de brandura. (Gál. 6:1, 2) Jeová nos aconselha e disciplina assim para que possamos adorá-lo como povo unido.
RECAPITULAÇÃO
● Como nos ajuda Jeová amorosamente a ver em que nós mesmos precisamos fazer ajustes?
● Por que tem muitos dificuldade em aceitar conselhos? Quão sério é isso?
● Que qualidades inestimáveis nos ajudarão a ser receptivos a conselhos? Como nos deu Jesus nisso um exemplo?
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“Tende intenso amor uns pelos outros”Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 17
“Tende intenso amor uns pelos outros”
1, 2. (a) O que muitas vezes impressiona os novos que vem às reuniões das Testemunhas de Jeová? (b) Que outra evidência desta qualidade observam eles nas nossas assembléias?
QUANDO alguém vai pela primeira vez a uma reunião congregacional das Testemunhas de Jeová, muitas vezes fica profundamente impressionado com o amor demonstrado ali. Observa-o na cordial associação e nas boas-vindas dadas a ele pessoalmente.
2 Nas nossas assembléias, os visitantes notam também que a maioria dos presentes é muito bem comportada. Um jornalista escreveu a respeito de uma dessas assembléias: ‘Ninguém estava sob os efeitos de drogas ou de bebidas alcoólicas. Não havia berros, nem gritaria. Ninguém empurrava. Ninguém acotovelava. Ninguém praguejava, nem amaldiçoava. Não se ouviam piadas obscenas, nem palavrões. Não havia fumaça enchendo o ar. Não havia furtos. Ninguém jogava garrafas no gramado. Era realmente algo incomum.’ Tudo isso evidencia amor da espécie que ‘não se comporta indecentemente e não procura os seus próprios interesses’. — 1 Cor. 13:4-8.
3. (a) O que se deve evidenciar com o tempo quanto à nossa demonstração de amor? (b) Em imitação de Cristo, que espécie de amor devemos cultivar?
3 O amor é a qualidade que identifica todo genuíno cristão. (João 13:35) E ao passo que nos desenvolvemos espiritualmente, devemos expressá-lo de modo mais pleno. O apóstolo Paulo orou para que o amor de seus irmãos ‘abundasse ainda mais e mais’. (Fil. 1:9; 1 Tes. 3:12) Pedro exortou também os companheiros cristãos a deixarem que seu amor abrangesse a “associação inteira dos irmãos”. (1 Ped. 2:17) Nosso amor deve induzir-nos a fazer mais do que simplesmente assistir às reuniões com pessoas que fazemos pouco empenho em conhecer. Deve incluir mais do que apenas dizer de vez em quando um cumprimento amigável. O apóstolo João mostrou que ele deve ser abnegado. Ele escreveu: “Por meio disso chegamos a conhecer o amor, porque [o Filho de Deus] entregou a sua alma por nós; e nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos.” (1 João 3:16; João 15:12, 13) Ainda não fizemos isso. Mas, daríamos realmente a nossa vida pelos nossos irmãos? Ora, até que ponto fazemos empenho extra para ajudá-los agora, mesmo quando talvez não seja conveniente?
4. (a) De que outra maneira talvez vejamos que podemos expressar mais plenamente o amor? (b) Por que é vital termos intenso amor uns pelos outros?
4 Junto com atos que refletem um espírito abnegado, é também importante ter sentimentos genuinamente cordiais para com os nossos irmãos. A Palavra de Deus nos exorta: “Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros.” (Rom. 12:10) Todos nós a temos para com determinadas pessoas. Poderíamos incluir mais outros no grupo para com o qual temos tal afeição? Com a aproximação do fim do velho sistema, é vital que nos acheguemos cada vez mais aos nossos irmãos cristãos. A Bíblia alerta-nos a isso, dizendo: “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas. . .. Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” — 1 Ped. 4:7, 8.
5. Por que seria errado esperar que não surjam problemas entre os membros duma congregação?
5 Naturalmente, enquanto formos imperfeitos, haverá ocasiões em que faremos algo que ofenda outros. Eles também pecarão contra nós de diversas maneiras. (1 João 1:8) O que deve fazer, quando se encontra em tal situação?
O QUE FAZER QUANDO SURGEM PROBLEMAS
6. (a) Por que talvez o conselho bíblico nem sempre concorde com as nossas inclinações? (b) Qual será o resultado se o aplicarmos?
6 As Escrituras fornecem a orientação necessária. Mas o que elas aconselham talvez não coincida com o que nós, como humanos imperfeitos, estamos inclinados a fazer. (Rom. 7:21-23) Não obstante, empenharmo-nos seriamente nisso evidenciará nosso sincero desejo de agradar a Jeová e melhorará também a qualidade de nosso amor aos outros.
7. (a) Caso alguém nos magoe, por que não devemos retaliar? (b) Por que não devemos simplesmente evitar o irmão que nos ofendeu?
7 Às vezes, quando alguém é magoado, ele procura meios de se vingar daquele que o ofendeu. Mas isso apenas piora a situação. Caso se precise dum revide, devemos deixar isso entregue a Deus. (Pro. 24:29; Rom. 12:17-21) Outros talvez procurem excluir o ofensor de sua vida, evitando o contato com ele. Mas não podemos fazer isso com co-adoradores. A aceitabilidade de nossa adoração depende em parte de amarmos os nossos irmãos. (1 João 4:20) Podemos honestamente dizer que amamos alguém com quem não queremos falar ou cuja presença nos perturba? Precisamos enfrentar o problema e solucioná-lo. Como?
8, 9. (a) Se tivermos motivo de queixa contra um irmão qual é a coisa certa a fazer? (b) Mas o que se dá quando ele repetidas vezes pecou contra nós? (c) Por que devemos tratar do assunto desta maneira, e o que nos ajudará a fazer isso?
8 O apóstolo Paulo escreveu sobre isso: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei.” (Col. 3:13) Consegue fazer isso? Mas o que acontece quando essa pessoa peca repetidas vezes contra você, de diversas maneiras?
9 O apóstolo Pedro tinha a mesma pergunta, e ele sugeriu que talvez devesse perdoar ao irmão até sete vezes. Jesus respondeu: “Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.” Mas, por quê? Jesus explicou isso com uma ilustração que salienta a enormidade de nossa dívida para com Deus, em comparação com o que algum homem possa dever-nos. (Mat. 18:21-35) Todos os dias pecamos de muitas maneiras contra Deus — às vezes por um ato egoísta, freqüentemente pelo que dizemos ou pensamos, bem como por não fazermos o que deveríamos fazer. Na nossa ignorância, talvez nem nos demos conta de que algumas das coisas que fizemos eram erradas, ou no afã da vida talvez não pensemos bastante seriamente no assunto. Deus poderia exigir a nossa vida em compensação pelos nossos pecados. (Rom. 6:23) Mas ele tem continuado a ser misericordioso para conosco. (Sal. 103:10-14) Portanto, de modo algum é desarrazoado que ele exija de nós que tratemos uns aos outros de modo similar. (Mat. 6:14, 15; Efé. 4:1-3) Quando fazemos isso, em vez de abrigar ressentimentos, evidenciamos que desenvolvemos a espécie de amor que “não leva em conta o dano”. — 1 Cor. 13:4, 5; 1 Ped. 3:8, 9.
10. O que devemos fazer quando um irmão tem alguma coisa contra nós?
10 Pode haver ocasiões em que nos damos conta de que, embora nós não sintamos amargura para com nosso irmão, ele tem algo contra nós. O que devemos fazer? Devemos sem demora falar com ele e esforçar-nos a restabelecer relações pacíficas. A Bíblia exorta-nos a tomar a iniciativa. (Mat. 5:23, 24) Isso talvez não seja fácil. Requer amor conjugado com humildade. São estas qualidades bastante fortes em você para fazer o que a Bíblia aconselha? Este é um objetivo importante que devemos procurar atingir.
11. Se um irmão fizer algo que nos perturbe, o que se deve fazer a respeito disso?
11 Por outro lado, pode ser que alguém está fazendo algo que perturba você — e possivelmente outros. Não seria bom que alguém falasse com ele? Talvez. Se você pessoalmente lhe explicar o problema de maneira bondosa, isso talvez traga bons resultados. Mas, primeiro deveria perguntar-se: ‘É aquilo que ele faz realmente antibíblico? Ou é o problema causado na maior parte porque a minha formação e instrução são diferentes das dele?’ Neste caso, tenha cuidado de que não estabeleça as suas próprias normas e depois julgue por elas. (Tia. 4:11, 12) Jeová aceita imparcialmente pessoas de todas as formações e é paciente com elas, ao passo que se desenvolvem espiritualmente.
12. (a) Se houver um caso de grave transgressão na congregação, quem deve cuidar disso? (b) Mas em que circunstâncias cabe a responsabilidade de agir primeiro àquele contra quem se pecou? Com que objetivo?
12 No entanto, se alguém na congregação se envolver em grave transgressão, isto requer pronta atenção. Mas da parte de quem? Usualmente da parte dos anciãos. Todavia, se envolver um assunto comercial entre irmãos, ou possivelmente o abuso da língua dum modo que feriu seriamente alguém, então aquele contra quem se pecou deve primeiro esforçar-se a ajudar o ofensor em particular. Para alguns, isto pode parecer difícil. Mas é o que Jesus aconselhou em Mateus 18:15-17. O amor ao irmão e o desejo sincero de continuar a tê-lo como irmão ajudarão a fazer isso dum modo que, se possível, toque o coração do errante. — Pro. 16:23.
13. Caso surja um problema entre nós e outro irmão, o que nos ajudará a encarar corretamente o assunto?
13 Quando surge um problema, quer grande, quer pequeno, somos ajudados se nos esforçamos a entender como Jeová o encara. Ele não aprova o pecado em nenhuma forma, mas o vê em todos nós. No seu tempo devido, os que são impenitentes na prática do pecado serão eliminados de sua organização. Mas que dizer dos demais de nós? Todos nós somos alvos de sua longanimidade e misericórdia. Ele estabelece o modelo a ser imitado por nós. Quando o imitamos, refletimos seu amor. — Efé. 5:1, 2.
PROCURE MANEIRAS DE ‘ALARGAR-SE’
14. (a) Por que exortou Paulo os coríntios a ‘se alargarem’? (b) Como indicam os textos mencionados aqui que todos nós faremos bem em pensar nisso?
14 O apóstolo Paulo havia passado muitos meses edificando a congregação em Corinto, na Grécia. Trabalhara arduamente para ajudar os irmãos ali e os amava. Mas alguns deles não morriam de amores por ele. Eram muito críticos. Ele os exortou a ‘se alargarem’ em expressar afeto. (2 Cor. 6:11-13; 12:15) Faremos bem em considerar até que ponto expressamos amor a outros e em procurar modos de ‘alargar-nos’. — 1 João 3:14; 1 Cor. 13:3.
15. O que nos poderá ajudar a aumentar em amor por alguém a quem talvez não nos sintamos pessoalmente atraídos?
15 Há na congregação alguns aos quais temos dificuldade de nos achegar? Se fizermos um empenho extra de não fazer caso de transgressões menores da parte deles, assim como gostaríamos que eles também o fizessem para conosco, isto nos poderá ajudar a melhorar a relação com eles. (Pro. 17:9; 19:11) Nossos sentimentos para com eles podem também melhorar se procurarmos as suas boas qualidades e nos concentrarmos nelas. Já observamos a maneira em que Jeová usa esses irmãos? Isto certamente fará aumentar nosso amor a eles. — Luc. 6:32, 33, 36.
16. Encarado de modo realístico, como podemos ‘alargar-nos’ em mostrar amor aos de nossa congregação?
16 Deve-se admitir que há limitações no que podemos fazer para os outros. Talvez não possamos cumprimentar todos em cada reunião. Pode não ser possível incluir todos quando convidamos amigos para uma refeição. Todos nós temos amigos íntimos com os quais passamos mais tempo do que com outros. Mas, poderíamos ‘alargar-nos’ neste respeito? Poderíamos gastar apenas alguns minutos, cada semana, para chegar a conhecer melhor alguém na congregação que não tem sido amigo íntimo nosso? Poderíamos ocasionalmente convidar a um destes a trabalhar conosco no ministério de campo? Se realmente tivermos intenso amor uns pelos outros, certamente encontraremos um meio de fazer isso.
17. Quando estamos entre irmãos com que nunca nos encontramos antes, o que mostrará se temos intenso amor também a eles?
17 As assembléias cristãs oferecem uma bela oportunidade para ‘alargarmos’ nosso amor. Poderá haver milhares de pessoas presentes. Não podemos entrar em contato com todos. Mas podemos comportar-nos dum modo que mostre que colocamos o bem-estar deles à frente de nossa conveniência, mesmo que nunca nos encontramos antes com eles. E podemos tomar interesse pessoal neles nos intervalos das sessões por tomar a iniciativa de conhecer alguns dos em volta de nós. Virá o dia em que todos os que viverem na terra serão irmãos e irmãs, unidos na adoração do Deus e Pai de todos. Quanta alegria dará chegar a conhecê-los todos, com suas muitas e diversas qualidades! O intenso amor a eles nos induzirá a querer fazer isso. Por que não começar desde já?
RECAPITULAÇÃO
● Quando surgem problemas entre irmãos ou irmãs, como devem ser resolvidos? Por quê?
● Ao passo que nos desenvolvemos espiritualmente, de que maneira deve desenvolver-se também nosso amor?
● Como é possível mostrar intenso amor a mais do que apenas os do círculo de nossos amigos íntimos?
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Temos de praticar a devoção piedosa em casaUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 18
Temos de praticar a devoção piedosa em casa
1. (a) Depois de aprenderem as normas de Jeová para o casamento, que mudanças fizeram muitas pessoas? (b) No entanto, que mais está envolvido na vida familiar cristã?
ENTRE as animadoras verdades que aprendemos durante os nossos anteriores estudos bíblicos encontravam-se as relacionadas com o casamento e a vida familiar. Chegamos a reconhecer a Jeová como o Originador do casamento e vimos que ele provera na Bíblia a melhor orientação para a família. Em resultado desta orientação, muitos abandonaram elogiavelmente uma vida de imoralidade sexual e registraram corretamente o seu casamento. Mas a vida familiar cristã envolve muito mais do que isso. Envolve também nossa atitude para com a permanência da união marital, o cumprimento das nossas responsabilidades na família e a maneira de lidarmos com os outros membros da família. — Efé. 5:33-6:4.
2. (a) Aplicam todos no lar o que sabem da Bíblia? (b) Como salientaram Jesus e Paulo a importância de que se faça isso?
2 Milhões de pessoas sabem o que a Bíblia diz sobre esses assuntos. Mas quando confrontadas com problemas na sua própria casa, não aplicam isso. Que dizer de nós mesmos? Certamente, nenhum de nós quer ser igual àqueles que Jesus condenou por se esquivarem do mandamento de Deus, de que os filhos devem honrar os pais, argumentando que bastava fingir ter devoção religiosa. (Mat. 15:4-9) Não queremos ser pessoas que têm uma forma de devoção piedosa, mas que deixam de praticá-la “na sua própria família”. Antes, devemos querer demonstrar ter verdadeira devoção piedosa, que é “meio de grande ganho”. — 1 Tim. 5:4; 6:6; 2 Tim. 3:5.
QUANTO TEMPO DURARÁ O CASAMENTO?
3. (a) O que está acontecendo com muitos casamentos, mas qual deve ser a nossa determinação? (b) Use a sua Bíblia para responder às perguntas alistadas acima sobre a permanência do casamento.
3 É com freqüência cada vez maior que os laços maritais se mostram muito frágeis. Alguns cônjuges, que conviveram por 20, 30 ou 40 anos, agora decidem iniciar uma “nova vida” com outra pessoa. Também, não é mais incomum ouvir que casais jovens se separaram depois de apenas poucos meses de casamento. Não importa o que outros estejam fazendo, nós, como adoradores de Jeová, devemos ter o desejo de agradar a Deus. O que diz sobre isso a Palavra dele?
Quando um homem e uma mulher se casam, quanto tempo devem esperar ficar juntos? (Rom. 7:2, 3; Mar. 10:6-9)
Qual é o único motivo válido de divórcio perante Deus? (Mat. 19:3-9; 5:31, 32)
Que conceito forte tem Deus sobre o divórcio não autorizado pela sua Palavra? (Mal. 2:13-16)
Advoga a Bíblia a separação como meio de solucionar os problemas maritais? (1 Cor. 7:10-13)
4. Apesar da tendência moderna, por que duram alguns casamentos?
4 Por que duram alguns casamentos, ao passo que outros — mesmo entre professos cristãos — se rompem? Um fator-chave muitas vezes é esperar até que ambos sejam maduros. Encontrar um cônjuge que tem os mesmos interesses e com quem se possa tratar de assuntos francamente também é importante. De importância maior, porém, é ser alguém que pratica a genuína devoção piedosa. Se alguém realmente amar a Jeová e estiver convencido de que os modos Dele são corretos, então haverá uma base sólida para lidar com os problemas que surgem. (Sal. 119:97, 104; Pro. 22:19) O casamento de tal pessoa não será minado pela atitude de que, se não funcionar, ela sempre poderá obter uma separação ou um divórcio. Não se aproveitará das falhas do cônjuge como desculpa para esquivar-se de suas próprias responsabilidades. Em vez disso, aprenderá a enfrentar os problemas da vida e encontrar soluções funcionais.
5. (a) Como está envolvida nisso a lealdade a Jeová? (b) Mesmo quando surgem grandes dificuldades, que benefícios podem ser derivados do firme apego às normas de Jeová?
5 Estamos bem apercebidos de que o Diabo afirma que, quando passarmos por sofrimentos pessoais, desconsideraremos os modos de proceder de Jeová e concluiremos ser melhor decidir por nós mesmos o que é bom e o que é mau. Mas os que permanecem leais a Jeová não são assim. (Jó 2:4, 5; Pro. 27:11) A vasta maioria das Testemunhas de Jeová que têm sofrido perseguição da parte de cônjuges incrédulos não renunciou aos seus votos maritais. (Mat. 5:37) Alguns, depois de um período de anos, até mesmo tiveram a alegria de ver seu cônjuge se juntar a eles em servir a Jeová. (1 Cor. 7:16; 1 Ped. 3:1, 2) No caso de outras pessoas, cujo cônjuge não deu evidência de querer mudar ou que as abandonou por se apegarem firmemente à sua fé — estas também sabem que foram ricamente abençoadas por se apegarem às normas de Jeová. De que modo? Sua situação lhes ensinou achegar-se mais a Jeová. Aprenderam a refletir qualidades piedosas mesmo sob adversidade. São pessoas cuja vida evidencia o poder da devoção piedosa. — Sal. 55:22; Tia. 1:2-4; 2 Ped. 1:5, 6.
CADA UM DESEMPENHA O SEU PAPEL
6. Para que o casamento seja bem sucedido, que arranjo precisa ser respeitado?
6 Naturalmente, requer mais do que apenas os dois ficarem juntos para haver um casamento realmente bem sucedido. Uma necessidade básica é o respeito pelo arranjo de chefia instituído por Jeová, por parte de cada membro da família. Isto contribui para uma boa ordem e para o senso de segurança no lar. — 1 Cor. 11:3; Tito 2:4, 5; Pro. 1:8, 9; 31:10, 28.
7. Como deve ser exercida a chefia na família?
7 Como deve ser exercida esta chefia? Da maneira que reflita as qualidades de Jesus Cristo. Jesus defende firmemente os modos de proceder de Jeová; ele ama a justiça e odeia o que é contra a lei (Heb. 1:8, 9) Ama também profundamente a sua congregação, fornecendo-lhe a necessária orientação e cuidando dela. Não é orgulhoso, nem tem falta de consideração, mas, antes, é “de temperamento brando e humilde de coração”, e os que vêm sob a sua chefia ‘acham revigoramento para a sua alma’. (Mat. 11:28, 29; Efé. 5:25-33) Quando o marido e pai lida assim com a sua família, torna-se evidente que ele se sujeita a Cristo, que deu o perfeito exemplo de devoção piedosa. As mães cristãs, naturalmente, devem refletir essas mesmas qualidades no trato com os seus filhos.
8. (a) Em alguns lares, por que pode parecer que os métodos cristãos não obtêm os resultados desejados? (b) O que devemos fazer quando confrontados com tal situação?
8 No entanto, por causa da imperfeição humana, talvez surjam problemas. Certo ressentimento para com a orientação de outros talvez já se tenha aprofundado bastante em alguns, antes que alguém da família passasse a aplicar princípios bíblicos. Solicitações bondosas e modos amorosos talvez não parecem obter resultados. Sabemos que a Bíblia manda eliminar “ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante”. (Efé. 4:31) Mas, o que se deve fazer quando certas pessoas não parecem entender outra coisa? Ora, como reagiu Jesus quando sofreu severa pressão? Não imitou os que o ameaçavam e ultrajavam. Antes, encomendou-se a seu Pai, confiando nele. (1 Ped. 2:22, 23) Do mesmo modo, quando surgem situações provadoras no lar, mostramos ter devoção piedosa se nos voltamos para Jeová, orando por sua ajuda, em vez de adotar os modos do mundo. — Pro. 3:5-7.
9. Em vez de criticar, que métodos aprenderam muitos maridos cristãos a usar?
9 As mudanças não ocorrem sempre depressa, mas o conselho bíblico funciona mesmo. Muitos maridos, que costumavam queixar-se amargamente dos defeitos de sua esposa, verificaram que começou a haver melhora quando eles mesmos passaram a reconhecer mais plenamente os tratos de Cristo com a congregação dele. Esta congregação não é composta de humanos perfeitos. No entanto, Jesus ama a congregação, deu-lhe o exemplo correto, deu até mesmo sua vida em favor dela e usa as Escrituras como meio para ajudá-la a melhorar, para que lhe seja totalmente agradável. (Efé. 5:25-27; 1 Ped. 2:21) Seu exemplo incentivou muitos maridos cristãos a se empenharem em prover um bom exemplo e em oferecer amorosa ajuda pessoal para haver melhora. Tais métodos produzem resultados muito melhores do que as críticas amargas ou a simples recusa de conversar.
10. (a) De que modo poderá o marido e pai — mesmo alguém que professa ser cristão — tornar a vida difícil para os outros na sua casa? (b) O que se poderá fazer para melhorar tal situação?
10 Naturalmente, pode ser que as faltas que causam problemas no lar sejam do marido e pai. Mas o que se dá se ele não for sensível às necessidades emocionais de sua família, ou realmente nem tomar a dianteira em providenciar palestras sobre a Bíblia em família, bem como outras atividades? Algumas famílias obtiveram bons resultados depois duma conversa franca e respeitosa sobre o problema. (Pro. 15:22; 16:23; 31:26) Todavia, mesmo que os resultados não sejam assim como se esperava, cada um poderá fazer uma contribuição valiosa para um ambiente melhorado no lar por ele mesmo cultivar os frutos do espírito, mostrando interesse amoroso e consideração para com os outros membros da família. Haverá progresso, não por esperarmos que o outro faça alguma coisa, mas por nós fazermos bem a nossa parte, mostrando assim que nós mesmos praticamos a devoção piedosa em casa. — Col. 3:18-20, 23, 24.
ONDE OBTER RESPOSTAS
11, 12. (a) Que provisões fez Jeová para nos ajudar com problemas na vida familiar? (b) Para que tiremos pleno proveito disso, o que se recomenda que façamos?
11 Há muitas fontes a que as pessoas recorrem para obter conselho sobre os seus assuntos familiares. Mas sabemos que a Palavra de Deus contém o melhor dos conselhos, e somos gratos de que ele nos ajuda a aplicá-lo, por meio de sua organização visível. Tira você pleno proveito desta ajuda? — Sal. 119:129, 130; Miq. 4:2.
12 Além de assistir às reuniões congregacionais, reserva ocasiões regulares para um estudo bíblico em família? As famílias que fazem isso regularmente, cada semana, tornam-se unidas na sua adoração. Sua vida familiar fica enriquecida ao conversarem sobre a aplicação da Palavra de Deus à sua própria situação. — Veja Deuteronômio 11:18-21.
13. (a) Se tivermos perguntas sobre assuntos maritais ou familiares específicos, onde podemos amiúde encontrar a necessária ajuda? (b) O que se deve refletir em todas as decisões que tomamos?
13 Talvez haja perguntas sobre assuntos maritais ou familiares específicos que preocupam você. Por exemplo, que dizer do controle da natalidade? É a esterilização correta para os cristãos? Justifica-se o aborto, quando parece provável que o bebê nasça deformado? Existem algumas limitações quanto ao tipo de relações sexuais corretas entre marido e mulher? Se um jovem adolescente mostra pouco interesse em assuntos espirituais, até que ponto se deve exigir que ele participe com a família na adoração? Sem dúvida, você tem uma opinião sobre cada um destes pontos. Mas, sabe responder a essas perguntas à base de princípios bíblicos? Cada uma destas perguntas foi tratada na revista A Sentinela. Aprenda a usar os índices disponíveis para achar tal matéria. Se não possuir as publicações mais antigas a que algum índice se refere, consulte a biblioteca no Salão do Reino. Não espere um Sim ou um Não para cada pergunta. Às vezes a decisão cabe a você — individualmente ou como casal. Mas aprenda a fazer decisões que reflitam seu amor a Jeová e aos membros de sua família. Tome decisões que evidenciem seu sincero desejo de agradar bem a Deus. Se fizer isso, será evidente tanto a Jeová como a outros que o conhecem bem que você realmente pratica a devoção piedosa não só em público, mas também na sua própria casa. — Efé. 5:10; Rom. 14:19.
RECAPITULAÇÃO
● De que modo está a lealdade a Jeová envolvida na fidelidade aos votos maritais?
● Quando sofremos pressões por causa de problemas familiares, o que nos ajudará a fazer o que agrada a Deus?
● Mesmo que outros da família falhem, o que podemos nós fazer para melhorar a situação?
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O que a lei mosaica significa para vocêUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 19
O que a lei mosaica significa para você
1. (a) O que indicava que, a partir de 36 EC, os gentios incircuncisos eram aceitáveis a Jeová como cristãos? (b) Mas a respeito de que questão tinham alguns dos primitivos cristãos fortes convicções?
UMA questão muito debatida nos dias do apóstolo Paulo era se os cristãos gentios eram obrigados a harmonizar-se com os requisitos da Lei mosaica. É verdade que no ano 36 EC descera espírito santo sobre gentios incircuncisos. Mas alguns cristãos de origem judaica estavam convictos de que os discípulos gentios deviam ser circuncidados e ensinados a observar a Lei de Moisés. Era realmente necessário que guardassem essa Lei ou talvez parte dela? Por volta de 49 EC, a questão foi apresentada ao corpo governante em Jerusalém. — Atos 10:44-48; 15:1, 2, 5.
2. Por que nos interessa esta questão?
2 O resultado é de vivo interesse para nós. Por quê? Não é só porque às vezes encontramos pessoas que argumentam que os cristãos têm de satisfazer certos requisitos da Lei, tais como a observância do sábado, mas também porque a própria Bíblia diz que “a lei . . . é santa, e o mandamento é santo, e justo, e bom” (Rom. 7:12) Embora seja chamada de Lei mosaica, por Moisés ter sido o mediador do pacto da Lei, este código de leis realmente se originou de Jeová Deus. — Êxo. 24:3, 8.
POR QUE A LEI?
3. Por que foi dada a Lei a Israel?
3 A maneira de encararmos hoje a Lei é influenciada pelo entendimento que temos sobre o motivo de Jeová ter dado a Israel um código de leis. As Escrituras explicam: “Ela foi acrescentada [ao pacto abraâmico] para tornar manifestas as transgressões, até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa . . . A Lei, por conseguinte, tornou-se o nosso tutor, conduzindo a Cristo, para que fôssemos declarados justos devido à fé.” (Gál. 3:19, 24) Como fazia isso a Lei?
4. (a) Como é que a Lei ‘tornava manifestas as transgressões’? (b) Como conduziu também os fiéis a Cristo?
4 Por estabelecer um modelo perfeito, abrangendo as diversas facetas da vida, mostrava que os judeus eram pecadores. Tornava-se evidente que, apesar de todas as boas intenções e esforços diligentes, eles não podiam satisfazer os requisitos dela. Usando os judeus como exemplo da família humana imperfeita, a Lei expunha todo o mundo, inclusive cada um de nós, como pecadores, sujeitos à punição por Deus. (Rom. 3:19, 20) Salientava assim a necessidade dum salvador para a humanidade, e conduzia os fiéis a Jesus Cristo, como este Salvador. De que modo? Identificou-o como o único que cumpriu a Lei perfeitamente, sendo assim o único humano que não tinha pecado. Os sacrifícios de animais, sob a Lei, tinham apenas um valor limitado, mas Jesus, como homem perfeito, podia oferecer a sua vida como sacrifício que eliminaria realmente o pecado e abriria o caminho para a vida eterna de todos os que exercessem fé. — João 1:29; 3:16; 1 Ped. 1:18, 19.
5. Usando os textos providos, responda às perguntas incluídas no parágrafo.
5 Com este fundo histórico em mente, como responderia às seguintes perguntas?
Destinava-se a Lei mosaica de algum modo a ser obrigatória para toda a humanidade? (Sal. 147:19, 20; Êxo. 31:12, 13)
Deu Jeová alguma indicação a Israel de que algum dia o pacto da Lei havia de terminar? (Jer. 31:31-33; Heb. 8:13)
Será que os Dez Mandamentos, inclusive o requisito de se observar o sábado semanal, permaneceram em vigor depois de se cancelar o restante da Lei? (Col. 2:13, 14, 16; 2 Cor. 3:7-11 [conforme tornado claro por Êxodo 34:28-30]; Rom. 7:6, 7)
Por que meios terminou Jeová o pacto da Lei? (Col. 2:13-17; Mat. 5:17, 18; Rom. 10:4)
6. Em que implicam os argumentos que afirmam que a Lei mosaica ainda está em vigor?
6 Em vista disso, em que implica o argumento de que a Lei mosaica ainda está em vigor? Na realidade, constitui um repúdio da fé em Jesus Cristo. Por quê? Porque tal conceito rejeita o fato de Jesus ter cumprido a Lei, abrindo assim o caminho para Deus terminá-la. Àqueles que professavam ser cristãos, mas que se deixavam levar por argumentos a favor da guarda da Lei, ou de alguma parte dela, o apóstolo Paulo escreveu incisivamente: “Estais apartados de Cristo, quem quer que sejais que tenteis ser declarados justos por meio de lei; decaístes da sua benignidade imerecida.” — Gál. 5:4; veja também Romanos 10:2-4.
7. (a) O que não é plenamente entendido por aqueles que argumentam pela continuidade de certos aspectos da Lei? (b) Quão importantes são as obras cristãs, e que relação têm com recebermos a dádiva da vida eterna?
7 Os que argumentam a favor da continuidade de certos aspectos da Lei não entendem plenamente que a condição justa perante Deus não depende das obras da Lei que a pessoa faz, mas da fé que ela tem no valor do sacrifício de Jesus. (Gál. 3:11, 12) Acham que a pessoa precisa mostrar-se justa por meio de tais obras — algo que é impossível a humanos imperfeitos. De fato, é importante fazer obras em obediência às ordens de Deus e de Cristo que se aplicam aos cristãos. (Tia. 2:15-17; Mat. 28:19, 20) Elas são a maneira de demonstrarmos nosso amor e nossa fé, e a falta deles indicaria que nossa fé está morta. Mas não podemos merecer a salvação, não importa quanto nos esforcemos. Nenhuma salvação do pecado e da morte seria possível sem o sacrifício de Jesus Cristo. A vida eterna é assim uma dádiva de Deus por meio de Jesus Cristo, uma expressão de extraordinária benignidade imerecida, e não o pagamento por nossas obras. — Efé. 2:8, 9; Rom. 3:23, 24; 6:23.
8. O que decidiu o corpo governante do primeiro século a respeito da questão que envolvia a aplicação da Lei mosaica aos cristãos gentios?
8 Quando a questão da aplicação da Lei mosaica aos cristãos gentios foi apresentada ao corpo governante em Jerusalém, no primeiro século, a decisão deste estava em harmonia com esses fatos. Eles reconheceram que Jeová não exigia que os crentes gentios realizassem obras em obediência à Lei mosaica antes de se derramar sobre eles espírito santo. A decisão desse corpo governante alistou como “coisas necessárias” certas proibições que estavam em harmonia com essa Lei, mas que se baseavam no registro bíblico sobre eventos que antecederam à Lei. De modo que não se impôs aos cristãos gentios a responsabilidade de se harmonizarem com a Lei mosaica ou com parte dela, mas, antes, confirmaram-se as normas reconhecidas já antes de Moisés. — Atos 15:28, 29; veja Gênesis 9:3, 4; 34:2-7; 35:2-5.
9. (a) Requer Deus ainda dos judeus que eles obedeçam à Lei mosaica ? (b) Que provisão foi feita para eles pela maneira em que Cristo morreu?
9 Depois de Pentecostes de 33 EC, nem mesmo os próprios judeus eram obrigados por Deus a continuarem a acatar o código da Lei mosaica. E os judeus que exerciam fé viam nisso um motivo especial para se alegrarem. Por quê? Embora os gentios também fossem pecadores e assim estivessem morrendo, só os judeus haviam sofrido a maldição de Deus por serem violadores do pacto da Lei. Mas, pela maneira em que Cristo morreu — pregado numa estaca como se fosse um criminoso amaldiçoado — ele tomou o lugar dos judeus que tivessem fé nele e proveu-lhes o livramento da penalidade incorrida em resultado de sua desobediência à Lei. (Gál. 3:10-13) Proveu-lhes assim um perdão que eles nunca teriam tido sob a Lei mosaica. — Atos 13:38, 39.
10. Como se mostrou a eliminação da Lei um fator na adoração unida?
10 A Lei, de fato, havia separado os judeus dos gentios. Impunham-se aos judeus requisitos que não se aplicavam aos gentios, e os gentios incircuncisos estavam impedidos de participar plenamente com os judeus na sua adoração. (Veja Êxodo 12:48; Atos 10:28.) Mas, uma vez que a Lei tinha cumprido seu objetivo e fora removida, era possível que os judeus e os gentios incircuncisos fossem unidos por meio de Cristo na adoração do único Deus verdadeiro. — Efé. 2:11-18.
O CONHECIMENTO DA LEI NOS BENEFICIA
11. Como nos ajuda o conhecimento da Lei a entender os ensinos de Cristo?
11 Embora hoje não estejamos sob a Lei, o conhecimento dela é de grande benefício para cada um de nós. De que modo? Lembre-se de que Jesus nasceu duma mãe judia e veio a estar sob a Lei mosaica. Certas coisas que ele fez só podem ser plenamente entendidas à base do conhecimento dos requisitos dessa Lei. (Gál. 4:4; veja Lucas 22:7, 8.) Também realizou seu ministério entre gente que estava sob essa Lei. De modo que seus ensinos muitas vezes baseavam-se em situações relacionadas com a Lei. — Veja Mateus 5:23, 24.
12. (a) Que relação indicou Jesus entre a sua vida e a Lei mosaica? (b) Como indicou o apóstolo Paulo o valor de se ter conhecimento da Lei? (c) Que resultado pode ter compreendermos o significado espiritual de seus requisitos?
12 Após a sua ressurreição, Jesus lembrou aos seus discípulos que sua vida como homem havia cumprido as coisas escritas sobre ele na Lei, nos Profetas e nos Salmos (Luc. 24:44) Também, o apóstolo Paulo se referiu a particularidades relacionadas com o pacto da Lei como “representação típica e como sombra das coisas celestiais”, e ele disse que “a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras”. (Heb. 8:4, 5; 10:1) A Lei mosaica inclui pormenores espantosos que têm cumprimento no sacerdócio de Jesus Cristo e no sacrifício de sua vida humana. Nossa compreensão deles pode aumentar o significado de tais provisões para nós. Entre os modelos proféticos encontram-se pormenores que apontavam para o arranjo atual de adoração aceitável de Jeová no seu grande templo espiritual. Ao passo que nosso entendimento deles aumenta, nosso apreço pela congregação ungida com espírito e seu papel sob Jesus Cristo, em conexão com a nossa adoração, também aumenta.
13. Por que é proveitoso meditar nos excelentes princípios refletidos na Lei?
13 A Lei mosaica faz parte das Escrituras inspiradas por Deus, todas elas sendo ‘proveitosas para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas’. (2 Tim. 3:16) Pesquisarmos os princípios duradouros em que a Lei se baseia e meditarmos sobre eles pode ajudar-nos a aumentar em nós o desejo de coração de fazer aquilo que agrada a Deus. Se percebermos o espírito indicado pela Lei e refletirmos este espírito em nossa vida, de quanto benefício isso pode ser!
14. (a) Como ilustrou Jesus o valor de se compreender o espírito indicado pelos requisitos da Lei? (b) Chame à atenção alguns dos outros princípios excelentes englobados na Lei, conforme mostrados na página 152. (c) Como pode o apreço destas coisas ajudar-nos a ser mais agradáveis a Deus?
14 Jesus ilustrou isso eficientemente no seu Sermão do Monte. Falando a pessoas que então estavam sob a Lei, mostrou que, em vez de apenas se refrearem de assassinar, elas precisavam desarraigar qualquer tendência de continuar iradas e refrear-se de usar sua língua em expressões depreciativas sobre seus irmãos. Em vez de estarem contentes de nunca terem cometido adultério, deviam nem mesmo olhar libidinosamente para uma mulher. Assim como eles, também nós devemos esforçar-nos a usar todos os membros do nosso corpo em harmonia com os modos justos de Jeová. (Mat. 5:21, 22, 27-30; veja também Romanos 13:8-10.) Se fizermos isso, mostraremos que também entendemos o significado do maior mandamento na Lei: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mat. 22:36, 37) Isso certamente nos achegará mais a Jeová Deus. Embora não estejamos sob o código da Lei mosaica, definitivamente tiraremos proveito do conhecimento exato dos princípios em que ela se baseia e dos modelos proféticos que contém.
RECAPITULAÇÃO
● Por que estão realmente rejeitando a Cristo aqueles que insistem em obedecer à Lei mosaica?
● Como nos ajuda o conhecimento da Lei a entender o papel de Jesus no propósito de Jeová?
● Embora não estejamos sob a Lei, que coisas valiosas podemos discernir do estudo dela?
[Quadro na página 152]
ALGUNS DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS NA LEI MOSAICA
RESPONSABILIDADES PARA COM DEUS
Adore apenas a Jeová. Êxo. 20:3; 22:20.
Trate seu nome com respeito Êxo. 20:7; Lev. 24:16.
Ame-o e sirva-o de pleno coração, alma, força vital. Deut. 6:5; 10:12; 30:16.
Tema ser desobediente, reverencie-o. Deut. 5:29; 6:24.
Chegue-se a ele apenas do modo aprovado por ele. Lev. 1:1-5; Núm. 16:1-50; Deut. 12:5-14.
Dê-lhe seu melhor; recebeu-o dele. Êxo. 23:19; 34:26.
Adoradores têm de estar fisicamente limpos. Êxo. 19:10, 11; 30:20.
Os interesses sagrados não devem ser relegados a favor de empenhos seculares. Êxo. 20:8-10; 34:21; Núm. 15:32-36.
PRÁTICAS RELIGIOSAS PROIBIDAS
Idolatria. Êxo. 20:4-6; Deut. 7:25.
Ecumenismo. Êxo. 23:13; 34:12-15; Deut. 6:14, 15; 13:1-5.
Espiritismo, feitiçaria, ler a sorte, adivinhação, magia, encantamentos. Êxo. 22:18; Lev. 20:27; Deut. 18:10-12
CASAMENTO E VIDA FAMILIAR
Proibido o adultério. Êxo. 20:14; Lev. 20:10.
Não casar-se com alguém que não serve a Jeová. Deut. 7:1-4.
Proibido o incesto. Lev. 18:6-16; 20:11.
Evite perversões sexuais. Lev. 18:23; 20:13.
Respeite a vida do filho por nascer. Êxo. 21:22, 23.
Honre os pais. Êxo. 20:12; 21:15, 17; Deut. 21:18-21.
Ensine aos filhos os modos de Jeová. Deut. 6:4-9; 11:18-21.
DEVERES QUE ENVOLVEM OUTRAS PESSOAS
Tenha a vida humana por sagrada. Êxo. 20:13; Núm. 35:9-34.
Ame o próximo; evite ressentimentos. Lev. 19:17, 18.
Tenha consideração com os idosos. Lev. 19:32.
Mostre preocupação amorosa para com os em apertos econômicos, os órfãos e as viúvas. Lev. 25:35-37; Deut. 15:7-11; 24:19-21.
Não maltrate os surdos e os cegos. Lev. 19:14; Deut. 27:18.
Seja honesto nos negócios. Lev. 19:35, 36; 25:14.
Respeite os direitos de propriedade. Êxo. 20:15; 22:1, 6; 23:4; Deut. 22:1-3
Não cobice o que é dos outros. Êxo. 20:17.
Exponha sérios transgressores. Lev. 5:1; Deut. 13:6-11.
Seja veraz; não dê falso testemunho. Êxo. 20:16; 23:1, 2.
Não seja parcial, por alguém ter posição. Êxo. 23:3, 6; Lev. 19:15.
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A vida e o sangue — trata-os como sagrados?Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 20
A vida e o sangue — trata-os como sagrados?
1. (a) Como encara Deus a vida? (b) Como podemos demonstrar que apreciamos a dádiva da vida conferida por Deus?
NÃO deve surpreender-nos que o conceito de Deus sobre a vida seja bem diferente daquele do mundo. Para Deus, a vida humana é sagrada. Encara-a você assim? Somos inteiramente dependentes de Deus, o qual “dá a todos vida, e fôlego, e todas as coisas”. (Atos 17:25-28; Sal. 36:9) Se compartilharmos o conceito de Deus, protegeremos a nossa vida. Mas não violaremos a lei divina na tentativa de salvar a nossa vida atual. Prezamos a promessa de vida eterna feita por Deus aos que realmente exercem fé no seu Filho. — Mat. 16:25, 26; João 6:40; Judas 21.
2. A atitude de quem para com a vida é repetida pelo mundo, e a que espécie de raciocínio leva isso às vezes?
2 Em contraste, Jesus disse que Satanás, o Diabo, o governante deste mundo, “foi homicida quando começou”. (João 8:44; 12:31) Desde que iniciou seu proceder rebelde ele causou a morte à humanidade. A história violenta do mundo reflete o seu espírito. Mas Satanás pode também dar-se um aspecto aparentemente diferente. De modo que os homens influenciados pelo seu modo de pensar argumentam que, embora seja correto ser religioso, quando a vida está em jogo, você deve beneficiar-se por acatar o conselho “perito” deles, em vez de citar a Bíblia. (Veja 2 Coríntios 11:14, 15.) Quando se vir confrontado com uma aparente situação de vida ou morte, em que direção se inclinará o seu coração? Naturalmente, devemos ter o desejo de agradar a Jeová.
3. (a) Por que devemos estar especialmente interessados no que a Bíblia diz sobre o sangue? (b) Leia Gênesis 9:3-6 e Atos 15:28, 29, e depois responda às perguntas alistadas acima com os textos.
3 A Palavra de Deus revela uma relação íntima entre a vida e o sangue, dizendo: “A alma [ou vida] da carne está no sangue.” Assim como a vida é sagrada, assim Deus também tornou o sangue sagrado. É algo que pertence a ele, para ser usado apenas da maneira que ele aprova. (Lev. 17:3, 4, 11; Deut. 12:23) Portanto, faremos bem em considerar com cuidado o que ele requer de nós com respeito ao sangue.
Leia Gênesis 9:3-6.
Que práticas na sua região requerem que você esteja atento a não consumir sangue animal?
Em vista do que se diz no versículo Gên. 9:4 sobre o sangue animal, como reagiria você a beber sangue humano (algo que se fazia nos espetáculos gladiatórios romanos)?
Conforme mostram os versículos Gên. 9:5 e 6, perante quem é primariamente responsável pelo derramamento de sangue humano?
Leia Atos 15:28, 29.
Diz aqui que estes requisitos se aplicariam apenas por um tempo limitado? Aplicam-se a nós?
Exclui-se o sangue humano com a linguagem usada aqui?
Indica o texto que se poderiam fazer exceções em casos de emergência?
4. Conforme considerado aqui, que ação mostram as Escrituras que a pessoa talvez precise tomar para não participar na culpa pelo sangue derramado?
4 Com respeito ao sangue humano, não podemos presumir que apenas refrear-nos de cometer assassinato nos mantém livres de culpa pelo sangue derramado. As Escrituras mostram que, se fizermos parte de qualquer organização que perante Deus é culpada por sangue derramado, teremos de cortar nossos vínculos com ela, se não quisermos compartilhar os seus pecados. (Rev. 18:4, 24; Miq. 4:3) Essa ação merece atenção urgente.
5. Como se associa a diligência no ministério de campo com estar livre de culpa pelo sangue?
5 No caso dos servos de Deus, que ele comissionou para avisar sobre a vindoura destruição na grande tribulação, manterem-se livres de culpa pelo sangue derramado requer que proclamem fielmente essa mensagem. (Veja Ezequiel 3:17-21.) O apóstolo Paulo considerava-se devedor de pessoas de toda sorte, por causa do ministério que recebera. Sentiu-se livre da responsabilidade pelo sangue delas só depois de lhes ter dado cabalmente testemunho sobre a provisão de Deus para a salvação. (Rom. 1:14, 15; Atos 18:5, 6; 20:26, 27) Reflete a sua diligência no ministério de campo uma percepção similar da responsabilidade que recai sobre todas as Testemunhas de Jeová?
6. Que relação há entre a prevenção de acidentes e o respeito pela santidade do sangue?
6 Acidentes fatais também nos devem preocupar seriamente. Sob a Lei mosaica, aqueles que acidentalmente causavam a morte a um semelhante não eram encarados como isentos de culpa. Impunham-se-lhes penalidades. (Êxo. 21:29, 30; Deut. 22:8; Núm. 35:22-25) Se tomarmos a peito o princípio envolvido, teremos cuidado de evitar contribuir para um acidente fatal pela maneira em que dirigimos um carro, por nos arriscarmos tolamente ou por permitirmos condições inseguras em nossa casa ou no nosso estabelecimento comercial. Reflete sua atitude neste respeito o pleno apreço pela santidade da vida?
QUE DIZER DO USO MEDICINAL DO SANGUE?
7. (a) É compatível com a santidade do sangue a transfusão do sangue de uma pessoa para outra? (b) Por que não é razoável restringir a ordem de ‘abster-se do sangue’ às práticas costumeiras no primeiro século?
7 Embora a prática não seja nova, foi especialmente no século vinte que o sangue passou a ser usado amplamente para transfusões, com a intenção de preservar a vida. Usam-se desta maneira tanto o sangue integral como componentes primários do sangue. Naturalmente, tal procedimento clínico não garante que o paciente não morra. De fato, às vezes, segue-se a morte em resultado direto de tal uso do sangue. Mas, de preocupação ainda maior é: Aplica-se a esta prática da medicina o requisito bíblico de ‘abster-se do sangue’? Sim! Assimilar sangue no corpo, procedente de qualquer outra criatura, humana ou animal, viola a lei divina. Mostra desrespeito para com a santidade do sangue. (Atos 15:19, 20) Não há base para restringir a ordem de ‘abster-se do sangue’ aos costumes prevalecentes no primeiro século e excluir assim técnicas modernas da medicina. Raciocine sobre o assunto: Quem argumentaria que a ordem bíblica contra o assassinato não inclui tirar ilegalmente uma vida humana por meio duma arma de fogo, visto que a pólvora só foi inventada no décimo século? E seria razoável argumentar que a proibição da embriaguez só se aplica a bebidas conhecidas no primeiro século e não às atuais bebidas alcoólicas fortes? Para os que realmente querem agradar a Deus, a mensagem transmitida pela ordem de ‘abster-se do sangue’ é clara.
8. (a) Como poderá você saber se certo tratamento médico é apropriado para o cristão? (b) Se o médico quiser retirar um pouco do seu sangue, armazená-lo e depois repô-lo no seu corpo durante uma operação a que você se submete, que princípios bíblicos poderão ajudá-lo a fazer uma boa decisão? (c) Como poderia alguém argumentar a respeito dum tratamento que requer que o sangue circule por uma aparelhagem fora do corpo?
8 Todavia, a complexidade de alguns processos clínicos talvez suscite questões. Como podem ser resolvidas? Primeiro, peça ao seu médico uma explicação clara do tratamento proposto. Daí, analise isso com oração à luz dos princípios bíblicos. O médico talvez lhe sugira que se retire um pouco do seu sangue e que se o armazene para uso futuro, se necessário, durante uma operação posterior. Concordaria você com isso? Lembre-se de que, de acordo com a Lei de Deus dada mediante Moisés, o sangue retirado duma criatura devia ser derramado no solo. (Deut. 12:24) Não estamos hoje sob o código da Lei, mas a mensagem básica é que o sangue é sagrado e que, quando retirado do corpo duma criatura, deve ser devolvido a Deus por derramá-lo no seu escabelo, a terra. (Veja Mateus 5:34, 35.) Portanto, como poderia ser correto armazenar seu sangue (mesmo que apenas por um período relativamente curto) e depois repô-lo no seu corpo? Mas o que faria se o médico dissesse que, durante a cirurgia ou no decorrer de outro tratamento, seu sangue seria canalizado através dum equipamento fora do seu corpo e então reposto imediatamente? Consentiria nisso? Alguns acharam que podem permitir isso com a consciência limpa, desde que o equipamento seja aprontado com um líquido que não é sangue. Encararam a aparelhagem externa como extensão de seu sistema circulatório. Naturalmente, as situações variam, e quem tem de decidir é você. Mas a sua decisão deve deixá-lo com uma consciência limpa perante Deus — 1 Ped. 3:16; 1 Tim. 1:19.
9. (a) Para garantir que se respeite a sua decisão de ‘abster-se do sangue’, que precauções devem ser tomadas? (b) Mesmo no caso duma emergência, como se pode às vezes evitar um confronto desagradável? (c) Se um médico ou um tribunal tentasse impor uma transfusão de sangue, que faria você?
9 Para garantir que seu médico respeite a sua decisão de ‘abster-se do sangue’, converse com ele antes de surgir qualquer emergência que exija cuidados médicos. Se for necessário internar-se num hospital para receber tratamento, tome a precaução de pedir por escrito que não se use sangue, também de falar sobre isso pessoalmente com o médico que tratará do seu caso. Mas o que se dá quando surge uma inesperada emergência? Confrontos desagradáveis podem muitas vezes ser evitados por se ter uma conversa respeitosa e razoável com o médico, instando-se com ele para que use sua perícia para ajudar, mas respeitando a consciência cristã de você. (Pro. 15:1; 16:21, 23) No entanto, se médicos bem-intencionados talvez insistam em que a nossa recusa do sangue porá em perigo a nossa vida e assim procuram obrigar-nos a concordar, o que devemos fazer então? A fé na justeza dos modos de proceder de Jeová deve fazer-nos firmes. A lealdade a Jeová deve induzir-nos a resistir resolutamente, porque escolhemos antes obedecer a Deus do que aos homens — Atos 5:29; veja Jó 2:4; Provérbios 27:11.
QUÃO SÉRIO É ESTE ASSUNTO?
10. Por que não mudaríamos de conceito sobre o assunto quando se afirmasse que a transfusão é necessária para salvar uma vida?
10 Para os que ainda não conhecem a Jeová, os argumentos a favor das transfusões de sangue às vezes podem parecer ter muito respeito pela santidade da vida. Mas não esquecemos que muitos dos que argumentam assim também fecham os olhos à destruição da vida por meio dum aborto. Jeová sabe mais sobre a vida e o sangue do que qualquer “perito” em medicina. Todos os Seus mandamentos mostraram ser para o nosso bem, protegendo nossa vida atual e nossas perspectivas futuras. (Isa. 48:17; 1 Tim. 4:8) É diferente no caso da ordem de ‘abster-se do sangue’?
11. (a) Qual era o único uso do sangue que Jeová permitia aos israelitas? (b) Por que é isso muito importante para nós, cristãos?
11 A seriedade do respeito para com a santidade do sangue é salientada por aquilo que Jeová disse a respeito do único uso que se podia fazer do sangue. “A alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma nele. Foi por isso que eu disse aos filhos de Israel: ‘Nenhuma alma vossa deve comer sangue.’” (Lev. 17:11, 12) Todo o sangue animal derramado junto ao altar de Jeová, em harmonia com este requisito, prefigurava o precioso sangue de Jesus Cristo. (Heb. 9:11, 12; 1 Ped. 1:18, 19) Assim, a santidade do sangue do próprio Jesus é destacada pela lei de Deus que proíbe qualquer outro uso do sangue. Disso se pode ver que qualquer uso errado do sangue mostra grave desrespeito pela provisão de salvação por Jeová feita mediante seu Filho.
12. Quando confrontado com a morte, por que não recorreria o verdadeiro cristão ao uso errado do sangue na tentativa de continuar vivo?
12 Quando confrontado com uma situação de vida ou morte, quão míope seria voltar as costas para Deus! Embora apreciemos os serviços de médicos conscienciosos, não procuramos desesperadamente manter a nós ou a nossos entes queridos vivos por mais alguns dias ou anos pela violação da lei de Deus, como se esta vida fosse tudo o que há. Temos fé no valor do sangue derramado de Jesus e na vida eterna que torna possível. Cremos de todo o coração que os fiéis servos de Deus — mesmo os que falecerem — serão recompensados com a vida eterna. — João 11:25; 1 Tim. 4:10.
RECAPITULAÇÃO
● O que torna sagrados a vida e o sangue? Por que argumenta o mundo a favor de um conceito diferente?
● No que se refere aos animais, como mostramos respeito pela santidade do seu sangue?
● De que diversas maneiras devemos todos nós mostrar que tratamos a vida humana como sagrada? Quão importante e isso?
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“Não fazem parte do mundo”Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 21
“Não fazem parte do mundo”
1. (a) O que orou Jesus a favor dos seus discípulos na noite antes de ele morrer? (b) Por que era tão importante ‘não fazer parte do mundo’?
NA NOITE antes de Jesus ser pregado numa estaca, ele orou fervorosamente a favor de seus discípulos. Sabendo que eles sofreriam tremenda pressão da parte de Satanás, disse a seu Pai: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:15, 16) Por que é tão importante ficar separado do mundo? Porque Satanás é o governante dele. Os que fazem parte do mundo estão sob o seu controle. (João 14:30; 1 João 5:19) Em vista disso, é vital que todo cristão compreenda exatamente o que significa ‘não fazer parte do mundo’. Como se deu isso no caso de Jesus?
2. Em que sentido Jesus ‘não fazia parte do mundo’?
2 Jesus certamente não se isolou dos outros. ‘Não fazer ele parte do mundo’ não significava falta de amor aos outros. Ao contrário, ele foi de cidade em cidade para falar-lhes sobre as boas novas a respeito do Reino de Deus. Curou os doentes, restaurou a vista dos cegos, ressuscitou os mortos, e até mesmo deu a sua própria vida a favor da humanidade. Mas não amou as atitudes ímpias e as ações iníquas de pessoas cheias do espírito do mundo. Advertiu contra desejos imorais, o modo de vida materialista e o empenho egoísta de ter destaque pessoal. (Mat. 5:27, 28; 6:19-21; Luc. 12:15-21; 20:46, 47) Em vez de imitar o modo de vida das pessoas alheadas de Deus, Jesus andou nos caminhos de Jeová. (João 8:28, 29) Quanto às controvérsias políticas que envolviam Roma e os judeus, Jesus, embora judeu, não tomou partido.
“MEU REINO NÃO FAZ PARTE DESTE MUNDO”
3. (a) Que acusação contra Jesus levantaram os líderes religiosos judaicos perante Pilatos, e por quê? (b) Como revelou Jesus que não tinha nenhum interesse em se tornar rei humano?
3 Os líderes religiosos dos judeus, porém, acusaram Jesus de subverter os interesses nacionais. Mandaram prendê-lo e levá-lo perante Pôncio Pilatos, o governador romano. O que realmente os perturbava era que o ensino de Jesus expunha a hipocrisia deles. Mas para conseguirem fazer o governador agir, levantaram a acusação: “Achamos este homem subvertendo a nossa nação e proibindo o pagamento de impostos a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, um rei.” (Luc. 23:2) Acontece que, um ano antes, quando o povo queria fazer dele rei, Jesus se havia negado a isso. (João 6:15) Ele sabia que havia de ser Rei celestial, e que ainda não chegara o tempo para ser Rei, e que não havia de ser entronizado por alguma ação democrática ou popular, mas sim por Jeová Deus.
4. O que revelam os fatos sobre a atitude de Jesus quanto a ‘pagar impostos a César’?
4 Quanto ao pagamento de impostos, apenas três dias antes de Jesus ser preso, os fariseus haviam tentado induzi-lo a dizer algo que o incriminasse neste assunto. Mas, em resposta à pergunta astuta deles, Jesus havia respondido: “Mostrai-me um denário [moeda romana]. A imagem e inscrição de quem está nele?” Quando disseram: “De César”, ele respondera: “De todos os modos, pois, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” — Luc. 20:20-25.
5. (a) Que lição ensinou Jesus aos seus discípulos por ocasião da sua prisão? (b) Como explicou Jesus a Pilatos o motivo do que havia feito?
5 Aquilo que aconteceu por ocasião da prisão de Jesus demonstrou que ele não estava instigando à rebelião contra Roma e que não queria que seus discípulos o fizessem. Soldados romanos junto com judeus, portando espadas e cacetes, vieram prender Jesus. (João 18:3, 12; Mar. 14:43) Vendo isso, o apóstolo Pedro puxou da espada e golpeou um dos homens, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus repreendeu Pedro, dizendo: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mat. 26:51, 52) Na manhã seguinte, perante Pilatos, Jesus explicou o motivo de sua ação, dizendo: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” — João 18:36.
6. Qual foi o resultado daquele julgamento?
6 Depois de considerar a evidência, Pilatos declarou que ‘não havia base para as acusações’ lançadas contra Jesus. Entretanto, cedeu às demandas da turba e mandou Jesus ser pregado numa estaca. — Luc. 23:13-15; João 19:12-16.
OS DISCÍPULOS SEGUIRAM A LIDERANÇA DO AMO
7. Como mostravam os primitivos cristãos que evitavam o espírito do mundo, mas amavam as pessoas?
7 O relato sobre o primitivo cristianismo, tanto na Bíblia como em outras obras históricas, mostra que os discípulos de Jesus entenderam o que requeria deles ‘não fazerem parte do mundo’. Esforçaram-se a evitar o espírito do mundo. Visto que se abstinham das diversões violentas e imorais do circo e do teatro romanos, foram escarnecidos como odiadores da raça humana. Todavia, longe de odiarem seus semelhantes, gastavam-se para ajudar outros a tirar proveito das provisões amorosas de Deus para a salvação.
8. (a) O que sofreram aqueles primitivos discípulos por ‘não fazerem parte do mundo’? (b) Mas como encaravam os governantes políticos e o pagamento de impostos, e por quê?
8 Assim como seu Amo, eles também eram alvo de intensa perseguição, amiúde às mãos de autoridades governamentais mal informadas. (João 15:18-20) Mas por volta de 56 EC, o apóstolo Paulo escreveu aos companheiros cristãos em Roma e reforçou o conselho dado por Jesus. Paulo exortou-os a ‘estarem sujeitos às autoridades superiores’, os governantes políticos, “pois não há autoridade exceto por Deus”. Não era o caso de Jeová ter instituído governos seculares, mas de eles governarem com sua permissão. Paulo explicou que ‘se acham colocados por Deus nas suas posições relativas’, porque Deus previra e predissera a ordem em que viriam ao poder. As “autoridades superiores”, portanto, constituem o “arranjo de Deus” para o tempo atual, até que o Reino do próprio Deus, nas mãos de Jesus Cristo, se torne o único governo a dominar a terra. De modo que Paulo aconselhou os cristãos a mostrarem a devida honra às autoridades seculares e a pagar os impostos que estas impõem. — Rom. 13:1-7; Tito 3:1, 2.
9. (a) O que não se deve deixar de tomar em conta na sujeição às “autoridades superiores”? (b) Como mostra a história que os primitivos cristãos seguiam cuidadosamente o exemplo de Jesus?
9 Paulo não lhes disse, porém, que estivessem em sujeição absoluta a elas, sem consideração para com Deus, a Palavra de Deus e sua consciência cristã. Eles sabiam que Jesus havia adorado apenas a Jeová, que ele se negara a deixar o povo fazê-lo rei e que mandara a Pedro guardar a sua espada. Aderiram conscienciosamente à liderança de seu Amo. O livro Na Estrada Para a Civilização — Uma História Mundial (de Heckel e Sigman, páginas 237, 238, em inglês) relata: “Os cristãos recusavam-se a participar em certos deveres dos cidadãos romanos. Os cristãos . . . achavam que era uma violação da sua fé entrar no serviço militar. Não queriam ocupar cargos políticos. Não adoravam o imperador.”
10. (a) Por que agiram os cristãos em Jerusalém do modo como fizeram em 66 EC? (b) Como provê isso um modelo valioso?
10 Os discípulos de Jesus mantiveram estrita neutralidade nas controvérsias políticas e militares dos seus dias. No ano 66 EC, os judeus da província romana da Judéia revoltaram-se contra César. O exército romano cercou rapidamente Jerusalém. Que fizeram os cristãos naquela cidade? Lembraram-se do conselho de Jesus, de permanecer neutros e sair do meio dos exércitos em guerra. Quando o exército romano se retirou temporariamente, os cristãos aproveitaram a oportunidade e fugiram para além do rio Jordão, para a região montanhosa de Pela. (Luc. 21:20-24) Na sua neutralidade, eles serviram de modelo fiel para os cristãos posteriores.
CRISTÃOS NEUTROS NO TEMPO DO FIM
11. (a) Em que obra se mantêm atarefadas as Testemunhas de Jeová, e por quê? (b) Com relação a que mantém-se neutras?
11 Mostra o registro histórico que, nesse “tempo do fim” desde 1914 EC, há um grupo que tem adotado um proceder de neutralidade cristã, imitando aqueles cristãos primitivos? Sim, as Testemunhas de Jeová têm feito isso. Em toda a terra, elas se têm mantido ocupadas em pregar que o Reino de Deus é o único meio pelo qual a paz, a prosperidade e a felicidade duradoura são possíveis para os que amam a justiça, em toda a terra. (Mat. 24:14) Mas têm mantido estrita neutralidade para com as controvérsias entre as nações.
12. (a) Como se contrasta a neutralidade das Testemunhas com a prática dos clérigos? (b) Para as Testemunhas de Jeová, o que está incluído na neutralidade para com a política?
12 Em nítido contraste com isso, os clérigos da cristandade se envolvem muito nos assuntos políticos do mundo. Em alguns países, fazem campanha ativa pró ou contra certos candidatos. Alguns dos próprios clérigos ocupam cargos políticos. Outros exercem muita pressão sobre políticos, para favorecerem programas aprovados pelos clérigos. Em outros lugares, os clérigos “conservadores” são aliados íntimos dos homens em poder, ao passo que sacerdotes e ministros “progressistas” talvez apóiem movimentos guerrilheiros que se empenham em derrubá-los. As Testemunhas de Jeová, porém, não se metem na política, não importa o país em que vivam. Não interferem no que os outros fazem quanto a ingressar num partido político, candidatar-se a um cargo ou votar nas eleições. Mas, visto que Jesus disse que seus discípulos ‘não fariam parte do mundo’, as Testemunhas de Jeová não participam em nenhuma atividade política.
13. O que mostram os fatos sobre a posição das Testemunhas de Jeová quanto a participarem na guerra?
13 Conforme Jesus predisse, durante este “tempo do fim”, as nações foram repetidas vezes à guerra, e até mesmo facções dentro das nações têm pegado em armas umas contra as outras. (Mat. 24:3, 6, 7) Entretanto, em vista de tudo isso, que posição têm adotado as Testemunhas de Jeová? Sua neutralidade em tais conflitos é bem conhecida em todas as partes do mundo. Em harmonia com a posição adotada por Jesus Cristo e mais tarde demonstrada por seus primitivos discípulos, A Torre de Vigia (agora A Sentinela) de fevereiro de 1940 declarou: “Todos os que estão do lado do Senhor serão neutros no tocante às nações litigantes, estando inteiramente a favor do grande Teocrata [Jeová] e do seu Rei [Jesus Cristo].” Os fatos mostram que as Testemunhas de Jeová, em todas as nações e sob todas as circunstâncias, continuam a manter esta posição. Não permitiram que a política divisória e as guerras do mundo rompessem sua fraternidade internacional como adoradores de Jeová. — Isa. 2:3, 4; veja 2 Coríntios 10:3, 4.
14. (a) Por causa de sua atitude neutra, o que mais recusaram fazer as Testemunhas? (b) Como explicam o motivo disso?
14 Um exame dos fatos históricos mostra que as Testemunhas de Jeová não somente recusaram vestir uniformes militares e pegar em armas, durante o último meio século, ou mais, mas que também recusaram fazer serviços não-combatentes ou aceitar outro serviço em substituição do serviço militar. Por quê? Porque estudaram os requisitos de Deus e depois fizeram uma conscienciosa decisão pessoal. Ninguém lhes diz o que devem fazer. Nem interferem no que os outros preferem fazer. Mas quando se requer delas que expliquem a sua atitude, as Testemunhas de Jeová têm tornado conhecido que, como pessoas que se apresentaram a Deus em dedicação, têm a obrigação de usar seu corpo no serviço dele, não podendo agora cedê-lo a amos terrestres que agem contrário ao propósito de Deus. — Rom. 6:12-14; 12:1, 2; Miq. 4:3.
15. (a) O que têm sofrido as Testemunhas de Jeová por se manterem separadas do mundo? (b) Mesmo quando encarceradas, como são guiadas por princípios cristãos?
15 O resultado tem sido assim como Jesus disse: “Porque não fazeis parte do mundo . . . o mundo vos odeia.” (João 15:19) Muitas das Testemunhas de Jeová foram encarceradas por não quererem violar a sua neutralidade cristã. Algumas foram tratadas com brutalidade, mesmo a ponto de serem mortas. Outras continuaram a demonstrar sua neutralidade durante anos de prisão. O livro Valores e Violência em Auschwitz (de Anna Pawelczynska, página 89, em inglês) relata: “Todos sabiam que nenhuma Testemunha de Jeová [no campo de concentração] cumpriria uma ordem contrária à sua crença e convicções religiosas ou qualquer ação dirigida contra outra pessoa, mesmo que essa pessoa fosse um assassino e oficial da SS. Por outro lado, faria qualquer outro serviço, até mesmo o mais detestável, da melhor maneira possível, se este fosse moralmente neutro para ela.”
16. (a) Para onde marcham todas as nações, e, portanto, o que evitam cuidadosamente as Testemunhas de Jeová? (b) Então, por que é assunto tão sério manter-se separado do mundo?
16 As Testemunhas de Jeová reconhecem que todas as nações estão marchando para a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom. Os servos de Jeová, como povo unido, têm tomado sua posição a favor do Reino messiânico dele. Por isso têm muito cuidado em evitar deixar-se manobrar para uma posição oposta a este Reino. (Rev. 16:14, 16; 19:11-21) Reconhecem a seriedade da declaração de Jesus, de que seus verdadeiros seguidores “não fazem parte do mundo”. Sabem que este velho mundo desaparecerá em breve e que somente os que genuinamente fazem a vontade de Deus permanecerão para sempre. — 1 João 2:15-17.
RECAPITULAÇÃO
● Como mostrou Jesus o que está envolvido em ‘não fazer parte do mundo’?
● O que indica a atitude dos primitivos cristãos para com (1) o espírito do mundo, (2) os governantes seculares e o pagamento de impostos, e (3) o serviço militar?
● De que maneira têm evidenciado as Testemunhas de Jeová nos tempos modernos a sua neutralidade cristã?
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Continue a falar a palavra de Deus com destemorUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 22
Continue a falar a palavra de Deus com destemor
1. (a) Que boas novas proclamaram os discípulos de Jesus a partir de Pentecostes de 33 EC, mas qual foi a reação dos governantes e dos anciãos dos judeus? (b) Que perguntas poderíamos fazer a nós mesmos sobre isso?
OS ACONTECIMENTOS mais importantes em mais de 4.000 anos da história humana já haviam ocorrido. O próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, havia sido ungido como futuro Rei de toda a terra. Apesar de Jesus ter sido executado às instigações de inimigos religiosos, Jeová havia ressuscitado seu Filho dentre os mortos. Por meio dele tornara-se possível a salvação com vistas à vida eterna. Mas quando os fiéis discípulos de Jesus proclamaram publicamente estas boas novas, irrompeu uma oposição ferrenha. Primeiro, dois dos apóstolos foram lançados na prisão, e depois todos eles. Foram chibateados, e ordenou-se que parassem de falar no nome de Jesus. (Atos 4:1-3, 17; 5:17, 18, 40) Que iam fazer? Que teria feito você? Teria continuado destemidamente a dar testemunho?
2. (a) Que novas ainda mais maravilhosas precisam ser proclamadas em nossos dias? (b) Quem tem a responsabilidade de fazer isso?
2 No ano de 1914 EC, aconteceu um evento ainda mais maravilhoso de importância universal. O Reino de Deus, nas mãos de Jesus Cristo, foi realmente instituído no céu. A seguir, Satanás e seus demônios foram lançados para a terra. (Rev. 12:1-5, 7-12) Haviam começado os últimos dias do atual sistema iníquo. Antes de se extinguir a geração que presenciou os acontecimentos de 1914, Deus esmagará todo o sistema satânico de coisas. (Mat. 24:34) Os sobreviventes terão diante de si a perspectiva de vida eterna. Em cumprimento do propósito original de Deus, toda a terra se transformará num Paraíso. Se você já tiver aceito estas boas novas, então tem a responsabilidade de compartilhá-las com outros. (Mat. 24:14) Mas que reação poderá esperar?
3. (a) Como reagem as pessoas à mensagem do Reino? (b) Portanto, com que questão temos de nos confrontar?
3 Embora alguns talvez o recebam bem como proclamador do Reino, a maioria ficará simplesmente indiferente. (Mat. 24:37-39) Outros talvez zombem de você ou se lhe oponham amargamente. Jesus advertiu que poderá sofrer certa oposição de seus próprios familiares. (Luc. 21:16-19) Ela poderá surgir também no seu lugar de trabalho ou na escola. Em muitas partes da terra, as Testemunhas de Jeová até mesmo são injustamente proscritas pelo governo. Confrontado com algumas ou todas essas situações, continuará você a proclamar destemidamente a Palavra de Deus?
4. Assegura a determinação pessoal que continuaremos a servir fielmente a Deus?
4 Sem dúvida, deseja ser um servo corajoso de Deus. No entanto, alguns dos que achavam que nada os poderia fazer voltar atrás saíram das fileiras dos proclamadores do Reino. Em contraste, outros, inclusive alguns que são por natureza um pouco tímidos, continuam incessantemente como servos zelosos de Deus. Como poderá você mostrar que se mantém ‘firme na fé’? — 1 Cor. 16:13.
NÃO NOS ESTRIBAMOS NA NOSSA PRÓPRIA FORÇA
5. (a) Para nos mostrarmos servos fiéis de Deus, que requisito básico há? (b) Por que são as reuniões tão importantes?
5 Naturalmente, ser servo fiel de Deus envolve muitos fatores. Mas o básico de todos eles é a confiança em Jeová e nas suas provisões. Como mostramos tal confiança? Um modo é assistir às reuniões congregacionais. As Escrituras exortam-nos a não negligenciá-las. (Heb. 10:23-25) Os que têm continuado a ser testemunhas fiéis de Jeová, quer em face de apatia pública, quer de perseguição, têm-se empenhado em ser regulares em freqüentar as reuniões com companheiros na adoração. Nestas reuniões aumenta nosso conhecimento das Escrituras, mas o que nos atrai não é o mero fascínio com coisas novas. (Veja Atos 17:21.) Nosso apreço pelas verdades bem-conhecidas aumenta, e nossa percepção das maneiras em que usá-las se aguça. O exemplo que Jesus nos deu fica profundamente gravado na mente e no coração. (Efé. 4:20-24) Ficamos mais achegados aos nossos irmãos cristãos na adoração unida e somos pessoalmente fortalecidos para continuar a fazer a vontade de Deus. O espírito de Jeová fornece orientação por meio da congregação, e Jesus está no nosso meio mediante este espírito, quando nos reunimos em seu nome. — Rev. 3:6; Mat. 18:20.
6. O que se faz quanto às reuniões nos lugares onde as Testemunhas de Jeová estão proscritas?
6 Assiste você regularmente a todas as reuniões e faz uma aplicação a si mesmo daquilo que ouve ali? Às vezes, quando há proscrição, é preciso realizar as reuniões em grupos pequenos em lares particulares. Os lugares e os horários poderão variar, e talvez nem sempre sejam convenientes, visto que algumas reuniões talvez sejam realizadas tarde da noite. Mas, apesar da inconveniência pessoal ou de perigo, irmãos e irmãs fiéis fazem sério empenho de estar presentes a cada reunião.
7. (a) De que outro modo demonstramos nossa confiança em Jeová? (b) Como pode isso ajudar-nos a continuar a falar destemidamente?
7 A confiança em Jeová é também demonstrada em se recorrer a ele regularmente em oração — não como mera rotina formal, mas com o reconhecimento de coração de que precisamos da ajuda de Deus. Faz isso? Jesus orou repetidas vezes durante o seu ministério terrestre. (Luc. 3:21; 6:12, 13; 9:18, 28; 11:1; 22:39-44) E na noite antes de ser pregado numa estaca ele exortou seus discípulos: “Mantende-vos vigilantes e orai, a fim de que não entreis em tentação.” (Mar. 14:38) Se encontrarmos muita indiferença à mensagem do Reino, talvez haja a tentação de reduzir o nosso ministério. Quando as pessoas zombam de nós ou quando há uma perseguição ainda mais severa, talvez nos sintamos tentados a ficar calados para evitar isso. Mas, se orarmos fervorosamente, pedindo que o espírito de Deus nos ajude a continuar a falar destemidamente, seremos protegidos contra ceder a essa tentação. — Luc. 11:13; Efé. 6:18-20.
REGISTRO DE TESTEMUNHO DESTEMIDO
8. (a) Por que é o registro de Atos de interesse especial para nós? (b) Responda às perguntas providas no fim deste parágrafo, salientando como esta informação pode beneficiar-nos.
8 O registro contido no livro de Atos é de interesse especial para todos nós. Fala sobre como os apóstolos e outros dos primitivos discípulos, gente que tinha sentimentos iguais aos nossos, venceram obstáculos e mostraram ser testemunhas fiéis e destemidas de Jeová. Examinemos uma parte deste registro com a ajuda das seguintes perguntas e dos textos mencionados. Ao fazermos isso, considere que proveito pessoal você pode tirar do que lê.
Eram os apóstolos homens de elevada instrução? Eram pessoas que por natureza eram destemidas, não importando o que acontecesse? (Atos 4:13; João 18:17, 25-27; 20:19)
O que habilitou Pedro a falar com destemor diante do tribunal judaico que havia condenado o próprio Filho de Deus apenas poucas semanas antes? (Atos 4:8; Mat. 10:19, 20)
O que haviam feito os apóstolos durante as semanas que antecederam a serem levados perante o Sinédrio? (Atos 1:14; 2:1, 42)
Quando os governantes lhes mandaram parar de pregar à base do nome de Jesus, o que responderam Pedro e João? (Atos 4:19, 20)
Depois de serem libertos, a quem recorreram novamente em busca de ajuda? Rogaram-lhe que eliminasse a perseguição, ou o quê? (Atos 4:24-31)
De que maneira proveu Jeová ajuda quando os opositores tentaram impedir a obra de pregação? (Atos 5:17-20, 33-40)
Como mostraram os apóstolos que compreendiam o motivo de terem sido libertos? (Atos 5:21, 41, 42)
Mesmo quando muitos dos discípulos foram espalhados por causa da intensidade da perseguição, o que continuaram a fazer? (Atos 8:3, 4; 11:19-21)
9. (a) Que resultado emocionante teve o ministério daqueles primitivos discípulos? (b) Como estamos nós envolvidos nisso?
9 Sua obra relacionada com as boas novas não fora em vão. Cerca de 3.000 discípulos haviam sido batizados em Pentecostes de 33 EC. “Os crentes no Senhor continuavam a ser acrescidos, multidões deles, tanto de homens como de mulheres.” (Atos 2:41; 4:4; 5:14) Com o tempo, relatou-se que até mesmo um dos mais ferrenhos perseguidores, Saulo de Tarso, tornara-se cristão e também estava destemidamente dando testemunho da verdade. Ele veio a ser conhecido como o apóstolo Paulo. (Gál. 1:22-24) A obra que começou no primeiro século não parou. Ela tem ganho ímpeto nestes “últimos dias” e se estende a todas as partes da terra. Temos o privilégio de participar nela, e, ao fazermos isso, podemos aprender do exemplo dado por testemunhas leais que serviram antes de nós.
10. (a) Que oportunidades aproveitou Paulo para testemunhar? (b) De que maneira divulga você a mensagem do Reino a outros?
10 Quando Paulo aprendeu a verdade sobre Jesus Cristo, ele não ficou procrastinando. “Começou imediatamente . . . a pregar Jesus, que Este é o Filho de Deus.” (Atos 9:20) Reconhecia a benignidade imerecida que Deus teve para com ele e dava-se conta de que todos precisavam conhecer as boas novas que recebera. Segundo o costume daqueles dias, visto que era judeu, ia às sinagogas, que eram os lugares dos judeus para assembléia pública, para dar ali testemunho. Pregava também de casa em casa, e raciocinava com as pessoas nas feiras. E estava disposto a ir a novos territórios para divulgar as boas novas. — Atos 17:17; 20:20; Rom. 15:23, 24.
11. (a) Como mostrou Paulo que, embora fosse destemido, também usava de discernimento na maneira em que dava testemunho? (b) Como podemos nós refletir esta qualidade quando testemunhamos a parentes, colegas de trabalho ou de escola?
11 Paulo era destemido, mas também tinha discernimento, assim como nós devemos ser. Instava com os judeus à base das promessas feitas por Deus aos antepassados deles. Falava aos gregos à base de coisas que eles conheciam. Às vezes usava aquilo que tinha passado ao aprender a verdade como meio de dar testemunho. Conforme explicou: “Faço todas as coisas pela causa das boas novas, para tornar-me compartilhador delas com outros.” — 1 Cor. 9:20-23; Atos 22:3-21.
12. (a) Embora destemido, o que fazia Paulo para evitar constantes confrontos com opositores? (b) Quando seria sábio que imitemos este exemplo, e como? (c) Donde provém o poder para continuar a falar com destemor?
12 Quando a oposição às boas novas fazia parecer melhor pregar em outro lugar ou mudar-se por algum tempo para outro território, Paulo fazia isso, em vez de provocar constantes confrontos com os inimigos da verdade (Atos 14:5-7; 18:5-7; Rom. 12:18) Mas nunca se envergonhava das boas novas. (Rom. 1:16) Embora Paulo achasse desagradável o tratamento insolente e até mesmo violento dispensado pelos opositores, ‘ficou denodado por meio de nosso Deus’ para continuar a pregar. Apesar das situações difíceis que encontrava, disse: “O Senhor estava perto de mim e me infundiu poder, para que, por meu intermédio, se efetuasse plenamente a pregação.” (1 Tes. 2:2; 2 Tim. 4:17) O chefe da congregação cristã, o Senhor Jesus, continua a prover o poder necessário para fazer a obra que predissera para os nossos dias. — Mar. 13:10.
13. O que dá evidência do destemor cristão, e qual é a base dele?
13 Temos todos os motivos para continuar a falar a Palavra de Deus com destemor, assim como fizeram Jesus Cristo e outros servos fiéis de Deus no primeiro século. Isto não significa ser duro ou arrogante nos nossos modos. Não há necessidade de ter falta de consideração ou de impor a mensagem aos que não a querem. Mas não desistimos só porque outros são indiferentes, nem ficamos amedrontados a ponto de nos calarmos por causa da oposição. Iguais a Jesus, indicamos o Reino de Deus como o governo legítimo de toda a terra. Falamos com confiança, porque representamos a Jeová, o Soberano Universal, e a mensagem que proclamamos não é nossa, mas dele. — Fil. 1:27, 28;1 Tes. 2:13.
RECAPITULAÇÃO
● Por que é importante transmitir a mensagem do Reino a todos os que pudermos contatar? Mas que reações devemos esperar?
● Como podemos mostrar que não tentamos confiar na nossa própria força para servir a Jeová?
● Que lições valiosas aprendemos do livro de Atos?
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Tenha bem em mente o dia de JeováUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 23
Tenha bem em mente o dia de Jeová
1. (a) Quando ficou sabendo que estava próximo o livramento das mágoas deste velho sistema, como reagiu? (b) Que perguntas sobre isso deveríamos seriamente considerar?
SEM dúvida, uma das primeiras coisas que aprendeu do estudo da Bíblia foi que está próximo o livramento das mágoas da vida no atual sistema de coisas. (Luc. 21:28) Passou a dar-se conta de que o propósito de Deus é que toda a terra seja um Paraíso. Não haverá mais crimes, nem guerra, nem doença e nem morte, e até mesmo os entes queridos falecidos viverão novamente. Que perspectiva animadora! A proximidade de tudo isso foi enfatizada pela evidência de que a presença invisível de Cristo como Rei reinante começou em 1914 EC e que, desde então, estamos nos últimos dias deste mundo iníquo. Produziu este conhecimento alguma mudança na sua vida? Demonstra seu modo de vida de que está realmente convicto de que o “dia de Jeová” está próximo?
2. (a) Quando virá o “dia de Jeová”? (b) Como se mostrou benéfico que Jeová não revelou ‘o dia ou a hora’?
2 As Escrituras mostram claramente que a “geração” que presenciou o início da presença de Cristo também presenciaria o “grande dia de Jeová”, no qual ele executará o julgamento em todos os que praticam a injustiça. (Mat. 24:34; Sof. 1:14 a 2:3) Esta “geração” já está agora bem avançada em anos. Mas a Bíblia não especifica a data exata em que Jesus Cristo virá como executor da parte de Jeová contra o sistema terrestre de coisas de Satanás. “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai”, disse Jesus. (Mar. 13:32) Isto se mostrou muito benéfico. De que modo? Ajuda a revelar o que as pessoas têm no coração. Se alguém realmente não amar a Jeová, estará inclinado a adiar na mente o “dia” dele e a voltar-se para empenhos seculares que agradam ao seu coração. Jeová aprova como servos seus apenas aqueles que realmente o amam e que mostram isso por servi-lo de toda a alma, sem considerar quando virá o fim do sistema iníquo. A aprovação de Deus e de seu Filho não é dada aqueles que são tíbios ou indecisos. — Rev. 3:16; Sal. 37:4; 1 João 5:3.
3. O que disse Jesus para nos acautelar sobre este assunto?
3 Jesus disse, numa palavra de cautela aos que amam a Jeová: “Persisti em olhar, mantende-vos despertos, pois não sabeis quando é o tempo designado.” (Mar. 13:33-37) Exorta-nos a não deixarmos que o comer ou o beber, ou as “ansiedades da vida”, absorvam tanto da nossa atenção, que percamos de vista a seriedade do tempo. — Luc. 21:34-36; Mat. 24:37-42.
4. Conforme Pedro explicou, o que trará o “dia de Jeová”?
4 Mais tarde, o apóstolo Pedro aconselhou a todos os que têm verdadeira fé a ‘aguardar e ter bem em mente a presença do dia de Jeová, pelo qual os céus, estando incendiados, serão dissolvidos, e os elementos, estando intensamente quentes, se derreterão’. A proximidade do “dia de Jeová” é um fato que nenhum de nós deve minimizar. Os visíveis céus governamentais e a iníqua sociedade humana serão em breve substituídos por “novos céus e uma nova terra” criados por Deus, e todos os “elementos” que acompanham o atual sistema mundano — sua atitude independente, seu modo imoral e materialista de vida — terão seu fim no calor destrutivo do “dia de Jeová”. (2 Ped. 3:10-13) Precisamos ficar atentos, apercebidos de que esses eventos abaladores do mundo podem começar a qualquer momento. — Mat. 24:44.
ESTEJA ATENTO AOS EVENTOS QUE CUMPREM O SINAL
5. (a) Até que ponto aplicava-se a resposta de Jesus à pergunta registrada em Mateus 24:3 ao fim do sistema judaico? (b) Que partes de sua resposta enfocam os acontecimentos a partir de 1914 EC?
5 Especialmente em vista do tempo em que vivemos, devemos estar bem familiarizados com os pormenores do sinal composto que identifica os “últimos dias” ou a “terminação do sistema de coisas”. Para interpretarmos corretamente o sinal, temos de ter em mente que parte daquilo que Jesus respondeu à pergunta dos seus discípulos, conforme registrada em Mateus 24:3, aplicava-se ao fim do sistema judaico no primeiro século, mas que a aplicação principal ia muito além disso. O que ele descreveu nos versículos Mat. 24:4 a 22 teve um cumprimento em pequena escala entre 33 e 70 EC. Mas a profecia tem o seu cumprimento maior nos nossos dias, e identifica o período desde 1914 EC como o tempo da “presença [de Cristo] e da terminação do sistema de coisas”. (Também Marcos 13:5-20 e Lucas 21:8-24.) Mateus 24:23-28 conta o que aconteceria a partir de 70 EC até o tempo da presença de Cristo. (Também Marcos 13:21-23.) Quanto aos acontecimentos descritos a partir de Mateus 24:29-25:46 até o fim do capítulo 25, estes apontam para o período desde 1914 EC. — Também Marcos 13:24-37 e Lucas 21:25-36.
6. (a) Por que devemos estar pessoalmente atentos a como os acontecimentos atuais cumprem “o sinal”? (b) Responda às perguntas no fim deste parágrafo para mostrar como “o sinal” tem cumprimento desde 1914.
6 Nós devemos estar pessoalmente atentos aos acontecimentos atuais que cumprem “o sinal”. Relacionarmos esses acontecimentos com a profecia bíblica nos ajudará a ter “bem em mente” o dia de Jeová. Habilitar-nos-á também a ser persuasivos quando avisamos outros sobre a proximidade do “dia de vingança da parte de nosso Deus”. (Isa. 61:1, 2) Com estes objetivos em mente, recapitule os seguintes aspectos do “sinal”.
De que maneira extraordinária cumpriu-se o predito levante de ‘nação contra nação e reino contra reino’ a partir de 1914 EC? O que tem acontecido mesmo em meses recentes que acrescenta algo ao cumprimento?
Até que ponto afeta a escassez de víveres a terra, apesar do conhecimento científico do século 20?
Tem havido realmente uma diferença na freqüência dos terremotos num lugar após outro desde 1914 EC?
Em 1918, que pestilência custou mais vidas do que a guerra mundial? Apesar do conhecimento da medicina, que doenças ainda têm proporções epidêmicas?
Que evidência observa você de homens realmente ficarem desalentados de temor, conforme predito em Lucas 21:26?
O que o convence de que as condições descritas em 2 Timóteo 3:1-5 não são simplesmente um modo de vida que sempre existiu, mas que elas se intensificam a um grau chocante ao passo que avançamos para o fim dos últimos dias?
A SEPARAÇÃO DE PESSOAS
7. (a) Que outro evento, descrito em Mateus 13:36-43, foi associado por Jesus com a terminação do sistema de coisas? (b) O que significa esta ilustração?
7 Há também outros eventos significativos que Jesus associou em destaque com a terminação do sistema de coisas. Um destes é a separação dos “filhos do reino” daqueles que são “os filhos do iníquo”. Jesus falou sobre isso na sua parábola sobre um campo de trigo, em que um inimigo havia semeado também joio. O “trigo”, na sua ilustração, representa os verdadeiros cristãos ungidos. O “joio” são os cristãos de imitação. Na terminação do sistema de coisas, o “joio” — os que professam ser cristãos, mas mostram ser “filhos do iníquo”, porque se apegam ao mundo do qual o Diabo é governante — são separados dos “filhos do reino” de Deus e marcados para serem destruídos. (Mat. 13:36-43) Tem isto acontecido realmente?
8. (a) Depois da Primeira Guerra Mundial, que grande separação de todos os que afirmavam ser cristãos ocorreu? (b) Como evidenciaram os verdadeiros cristãos ungidos que, de fato, eram “filhos do reino”?
8 Depois da Primeira Guerra Mundial houve, de fato, uma grande separação em duas classes, de todos os que afirmavam ser cristãos: (1) Os clérigos da cristandade e seus seguidores, que passaram a dar forte apoio à Liga das Nações (agora Nações Unidas), ao mesmo tempo apegando-se ao seu nacionalismo. (2) Os relativamente poucos verdadeiros cristãos ungidos daquela era do após-guerra, que deram seu pleno apoio ao Reino messiânico de Deus. A primeira classe, pelo franco apoio que deu aos governos do mundo, como meio de alcançar paz e segurança, tornou claro que não era de verdadeiros cristãos. (João 17:16) Em contraste, os servos de Jeová identificaram corretamente a Liga das Nações como a hodierna “coisa repugnante que causa desolação”, mencionada em Mateus 24:15. Mostrando que eram verdadeiros “filhos do reino” de Deus, empreenderam a pregação destas “boas novas do reino . . . em toda a terra habitada”. (Mat. 24:14) Com que resultado?
9. Qual foi o primeiro resultado da atividade da pregação do Reino?
9 Primeiro houve um ajuntamento do restante dos “escolhidos”, dos cristãos ungidos com espírito. Embora muito espalhados entre as nações, como que aos “quatro ventos”, sob orientação angélica foram levados a uma unidade organizacional. — Mat. 24:31.
10. (a) Como tem sido feita uma obra adicional de separação, e em harmonia com que profecia? (b) O que significa o cumprimento destas profecias?
10 Daí, conforme Jesus predissera, ele começou a separar pessoas de todas as nações, “assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos”. Esta obra, dirigida por Cristo desde o seu trono celestial, prossegue até o presente momento, e você é pessoalmente afetado por ela. A maioria da humanidade despreza o Reino de Deus e seus “filhos” ungidos com espírito, e por isso será destinada ao “decepamento eterno” na morte. Todavia, o Senhor faz a outros o convite de herdarem o domínio terrestre do seu Reino, visando à vida eterna. Tais pessoas semelhantes a ovelhas passaram a associar-se com os ungidos “filhos do reino”, embora estes sejam alvos de cruel perseguição. (Mat. 25:31-46) Ajudam-nos realmente a divulgar a mensagem vital do Reino. Uma grande multidão, que ascende a milhões, está participando nesta obra. A mensagem do Reino está sendo ouvida até os confins da terra. O que significam esses eventos? Que estamos muito próximos do fim dos “últimos dias” e que o “dia de Jeová” é iminente.
O QUE TRARÁ O FUTURO?
11. Deve haver mais pregação antes de chegar o “dia de Jeová”?
11 Falta ainda o cumprimento de profecias antes de começar o grande e atemorizante dia de Jeová? Sim! A separação de pessoas por causa da questão do Reino ainda não terminou. Em algumas regiões onde durante anos havia intensa oposição há agora uma safra enorme de novos discípulos. E mesmo quando as pessoas rejeitam as boas novas, a justiça e a misericórdia de Jeová são sustentadas por nós darmos testemunho. Portanto, avante com a obra! Jesus assegura-nos que, quando estiver terminada, “virá o fim”. — Mat. 24:14.
12. (a) Conforme mostra 1 Tessalonicenses 5:2, 3, que acontecimento notável ainda está para ocorrer? (b) O que significará para nós?
12 Outra profecia bíblica altamente significativa prediz: “Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tes. 5:2, 3) Que forma assumirá a proclamação de “paz e segurança” resta a ver. Mas ela certamente não significará que os líderes mundiais conseguiram realmente solucionar os problemas da humanidade. Os que ‘têm bem em mente’ o dia de Jeová não se deixarão enganar por esta proclamação. Sabem que, imediatamente depois disso, virá a “repentina destruição”.
13. Que eventos seguirão logo após a proclamação de “paz e segurança”, e em que ordem?
13 Primeiro, conforme as Escrituras mostram, os governantes políticos, de modo global, se voltarão contra Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, e a aniquilarão (Rev. 17:15, 16) É realmente digno de nota que as atitudes hostis, especialmente para com as religiões da cristandade, manifestam-se mesmo já agora. Governos que têm uma forte política anti-religiosa já exercem uma poderosa influência nas Nações Unidas, e o próprio público em países tradicionalmente religiosos abandona em grande número as religiões de seus antepassados. Que significa tudo isso? Que está próxima a desolação de toda religião falsa. Daí, quando as nações, em desafio, se voltarem com plena força contra os que defendem a soberania de Jeová, o furor divino lançar-se-á contra os governos políticos e seus apoiadores, resultando na destruição total de todos eles. Por fim, o próprio Satanás com seus demônios será lançado no abismo, totalmente impedido de influenciar a humanidade. Este será realmente o “dia de Jeová”, dia em que seu nome será magnificado. — Eze. 38:18, 22, 23; Rev. 19:11 a 20:3.
14. Por que não é sábio pensar que o dia de Jeová ainda está longe?
14 Isso acontecerá na hora certíssima, segundo o cronograma de Deus. Não tardará. (Hab. 2:3) Lembre-se de que a destruição de Jerusalém veio depressa, em 70 EC, quando os judeus menos a esperavam, quando pensavam que o perigo havia passado. E que dizer da antiga Babilônia? Ela era poderosa, confiante e fortificada com muralhas maciças. Mas caiu numa só noite. Assim, também, sobrevirá ao atual sistema iníquo a “repentina destruição”. Quando isso acontecer, que sejamos achados unidos na adoração verdadeira, tendo tido “bem em mente” o dia de Jeová.
RECAPITULAÇÃO
● Por que é vital ter “bem em mente” o dia de Jeová? Como podemos fazer isso?
● Como nos afeta pessoalmente a separação de pessoas, que está acontecendo agora?
● O que trará o futuro antes de começar o dia de Jeová? Portanto, o que é que nós deveríamos estar fazendo?
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O propósito de Jeová tem glorioso êxitoUnidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro
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Capítulo 24
O propósito de Jeová tem glorioso êxito
1, 2. (a) Qual é o propósito de Jeová para com as suas criaturas inteligentes? (b) Quem foi incluído na família unida de adoradores de Deus? (c) Quanto a isso, que pergunta pessoal merece consideração?
TODA a criação inteligente unida na verdadeira adoração e todos usufruindo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus — este é o propósito sábio e amoroso de Jeová. Isso é também o que todos os que amam a justiça desejam fervorosamente.
2 Jeová começou a cumprir este grandioso propósito quando iniciou suas obras de criação. Sua primeira criação foi um Filho, aquele que mostrou ser “o reflexo da sua glória e a representação exata do seu próprio ser”. (Heb. 1:1-3) Este era único, sendo criado por Deus diretamente. Os outros filhos foram trazidos à existência por meio dele — primeiro os anjos nos céus e depois o homem na terra. (Jó 38:7; Luc. 3:38) Todos estes filhos constituíam uma só família universal. Para todos eles, Jeová era o Deus, o único a ser adorado. Era o Soberano Universal. Era também seu Pai amoroso. É ele também o seu Pai, e é você um de seus filhos? Quão preciosa pode ser esta relação!
3. (a) Por que nenhum de nós é filho de Deus por nascença? (b) Mas, que provisão amorosa fez Jeová para os descendentes de Adão?
3 Todavia, temos de encarar o fato de que, quando nossos primeiros pais humanos foram condenados à morte como pecadores deliberados, eles foram expulsos do Éden e repudiados por Deus. Deixaram de ser parte da família universal de Jeová. (Gên. 3:22-24; veja Deuteronômio 32:4, 5.) Todos nós, por sermos descendentes do pecador Adão, nascemos com tendências pecaminosas. Visto que somos descendentes de pais que foram expulsos da família de Deus, não podemos afirmar ser filhos de Deus só por termos nascido como humanos. Mas Jeová sabia que alguns dentre os descendentes de Adão amariam a justiça, e Ele fez uma provisão amorosa pela qual estes poderiam alcançar a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. — Rom. 8:20, 21.
A SITUAÇÃO FAVORECIDA DE ISRAEL
4. (a) À base de que eram os israelitas “filhos” de Deus? (b) O que não significava isso?
4 Uns 2.500 anos após a criação de Adão, Jeová concedeu novamente a certos humanos o privilégio de estar numa relação com ele quais filhos seus. Em harmonia com seu pacto com Abraão, Jeová escolheu Israel para seu povo. Por isso falou ao Faraó do Egito sobre Israel como “meu filho”. (Êxo. 4:22, 23; Gên. 12:1, 2) Mais tarde, no monte Sinai, deu a Israel a sua Lei, constituiu aquele povo em nação e usou-o em conexão com o seu propósito. Dum ponto de vista nacional falava-se deles como “filhos” de Deus, por serem “propriedade especial” de Jeová. (Deut. 14:1, 2; Isa. 43:1) Também, por causa dos seus tratos especiais com certas pessoas dentro dessa nação, Jeová chamou-as de filhos. (1 Crô. 22:9, 10) Esta condição baseava-se na relação pactuada que tinham com Deus. Não significava, porém, que usufruíssem a gloriosa liberdade que Adão teve como filho de Deus. Ainda estavam em servidão ao pecado e à morte.
5. Como perdeu Israel sua condição especial perante Deus?
5 No entanto, como filhos, tinham uma condição favorecida perante Deus. Tinham também a responsabilidade de respeitar seu Pai e trabalhar em harmonia com o propósito dele. Jesus destacou a importância de cumprirem esta obrigação — não só afirmarem ter a Deus por Pai, mas ‘mostrarem ser’ filhos dele. (Mat. 5:43-48; Mal. 1:6) Os judeus como nação, porém, falharam nisso. Portanto, durante o último ano do ministério terrestre de Jesus, quando os judeus que procuravam matá-lo declaravam: “Temos um só Pai, Deus”, Jesus destacou firmemente que as ações deles e o espírito que mostravam refutavam esta afirmação. (João 8:41, 44, 47) Em 33 EC, o pacto da Lei foi terminado por Deus e a base para a relação especial usufruída por Israel cessou. Todavia, Jeová não deixou de ter entre a humanidade alguns que ele aceitava como filhos.
JEOVÁ UNIFICA SEU POVO
6. Que “administração” descreveu Paulo em Efésios 1:9, 10, e qual é o objetivo dela?
6 O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Éfeso sobre o programa de Jeová para unificar seu povo — um arranjo de Deus pelo qual aqueles que exercessem fé podiam tornar-se membros amados de Sua família, dizendo: “[Deus nos fez] saber o segredo sagrado de sua vontade. É segundo o seu beneplácito, que ele se propõe em si mesmo, para uma administração [gestão doméstica] no pleno limite dos tempos designados, a saber, ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra.” (Efé. 1:9, 10) Esta “administração” gira em torno de Jesus Cristo. Por meio dele, os humanos são levados a uma condição aprovada perante Deus — alguns com a perspectiva de estar no céu; outros, na terra — para servirem em unidade com os filhos angélicos de Deus que se mostraram leais a Jeová.
7. Quais são “as coisas nos céus”, e o que significa para tais o seu ajuntamento?
7 Primeiro, a partir de Pentecostes de 33 EC, deu-se atenção às “coisas nos céus”, quer dizer, aqueles que seriam co-herdeiros com Cristo no Reino celestial. Eles foram declarados justos por Deus à base de sua fé no valor do sacrifício de Jesus. (Rom. 5:1, 2) Daí ‘nasceram de novo’, ou foram produzidos como filhos de Deus, com a perspectiva de terem vida celestial. (João 3:3; 1:12, 13) Com estes, qual nação espiritual, Deus fez o novo pacto. Com o tempo seriam incluídos tanto judeus como gentios, e eles somariam 144.000. — Gál. 3:26-29; Rev. 14:1.
8. Como se compara a relação dos herdeiros do Reino com o Pai com a dos judeus sob a Lei mosaica?
8 Embora ainda imperfeitos na carne, o restante de tais herdeiros do Reino celestial usufruem uma relação preciosa e íntima com o Pai. Paulo escreveu sobre isso: “Ora, visto que sois filhos, Deus enviou o espírito do seu Filho aos nossos corações, e ele clama: ‘Aba, Pai!’ De modo que não és mais escravo, mas filho; e, se filho, também herdeiro por intermédio de Deus” (Gál 4:6, 7) A expressão aramaica “Aba” significa “pai”, mas é uma forma carinhosa de se dirigir ao pai, como a usada por uma criança. Por causa da superioridade do sacrifício de Jesus e da própria benignidade imerecida de Deus, esses cristãos ungidos com espírito usufruem uma relação mais íntima com Deus do que era possível que humanos imperfeitos tivessem sob a Lei. Entretanto, o que os aguarda é ainda mais maravilhoso.
9. Que significa o pleno cumprimento de sua filiação?
9 Se eles se mostrarem fiéis até a morte, receberão o pleno cumprimento de sua filiação por serem ressuscitados à vida imortal nos céus. Terão ali o privilégio de servir unidos na própria presença de Jeová Deus. Apenas um número relativamente pequeno desses filhos de Deus está ainda na terra — Rom. 8:14, 23; 1 João 3:1, 2.
AJUNTAMENTO DAS “COISAS NA TERRA”
10. (a) Quais são “as coisas na terra”, e desde quando estão sendo ajuntadas à unidade de adoração? (b) Qual é sua relação com Jeová?
10 A mesma “administração” que torna possível que humanos sejam ajuntados à família de Deus, visando à vida celestial, também focaliza “as coisas na terra”. Especialmente desde 1935 EC, pessoas com fé no sacrifício de Cristo têm sido ajuntadas com a perspectiva de vida eterna na terra. Ombro a ombro com os remanescentes da classe ungida magnificam o nome de Jeová e enaltecem a adoração dele. (Sof. 3:9; Isa. 2:2, 3) Também estes se dirigem a Jeová com profundo respeito com o termo “Pai”, reconhecendo-o como a Fonte da vida, e esforçam-se seriamente a refletir as qualidades dele, assim como espera que seus filhos façam. Usufruem uma condição aprovada perante ele à base da sua fé no sangue derramado de Jesus. (Mat. 6:9; Rev. 7:9, 14) Mas sabem que a alegria de Deus os reconhecer plenamente como seus filhos ainda está no futuro, no caso deles.
11. (a) Que promessa oferece Romanos 8:19-21 à humanidade? (b) O que é a “revelação dos filhos de Deus” que ela aguarda ansiosamente?
11 Conforme mostra Romanos 8:19-21, aguardam ansiosamente “a revelação dos filhos de Deus”, porque será então o tempo de estes, da criação humana, serem ‘libertos da escravização à corrupção’. Essa “revelação” ocorrerá quando os humanos aqui na terra observarem a evidência de que os filhos ungidos com espírito, de Deus, que obtiveram a sua recompensa celestial, passaram a agir como associados do seu glorificado Senhor, Jesus Cristo. Isto se manifestará na destruição de todo o sistema iníquo de coisas, seguida pelas bênçãos do Reinado Milenar de Cristo, no qual esses “filhos de Deus” participarão com ele quais reis e sacerdotes. — Rev. 2:26, 27; 20:6.
12. Após a grande tribulação, que cântico de louvor entoarão os vitoriosos filhos de Deus, ungidos com espírito, e o que significa isso?
12 Quão emocionante será quando tiver passado a grande tribulação e esses filhos de Deus, unidos com Cristo, juntarem suas vozes em louvor a Deus, proclamando alegremente: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Jeová Deus, o Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, Rei da eternidade. Quem realmente não te temerá, Jeová, e glorificará o teu nome, porque só tu és leal? Pois virão todas as nações e adorarão perante ti, porque os teus justos decretos foram manifestos”! (Rev. 15:3, 4) Sim, toda a humanidade, composta de pessoas de todas as nações anteriores, estará unida na adoração do verdadeiro Deus. Mesmo os que estão nos túmulos memoriais serão ressuscitados e receberão a oportunidade de juntar suas vozes em louvor a Jeová.
13. Que liberdade maravilhosa será usufruída imediatamente pelos sobreviventes da grande tribulação?
13 Satanás, o Diabo, não será mais o “deus deste sistema de coisas”. Os adoradores de Jeová, aqui na terra, não mais terão de lutar contra a sua influência vil. (2 Cor. 4:4 ; Rev. 20:1-3) A religião falsa não mais difamará nosso amoroso Deus, nem servirá de influência divisória na sociedade humana. Os servos do verdadeiro Deus não mais sofrerão injustiça e exploração por parte de homens em cargos governamentais. Quão maravilhosa será esta liberdade dos sobreviventes da grande tribulação!
14. Como serão libertos do pecado e de todos os efeitos deste?
14 Jesus Cristo, como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, aplicará o valor do seu sacrifício para cancelar todos os pecados passados da humanidade. (João 1:29) Quando Jesus, na terra, declarava perdoados os pecados de alguém, ele também curava o perdoado em prova disso. (Mat. 9:1-7) De maneira similar, desde o céu, ele curará milagrosamente os cegos, os surdos, os mudos, os aleijados, os mentalmente aflitos e os que tiverem qualquer outra doença. Todos os dispostos e obedientes, por se ajustarem fielmente aos modos justos de Deus, terão aos poucos completamente anulada em si mesmos a “lei do pecado”, de modo que todas as suas ações, todos os seus pensamentos e todos os desejos de seu coração agradarão tanto a eles como a Deus. (Rom. 7:21-23; veja Isaías 25:7, 8; e Revelação 21:3, 4.) Antes do fim do Milênio, terão sido ajudados a atingir a plena perfeição humana. Estarão completamente livres do pecado e de todos os penosos efeitos dele. Refletirão corretamente ‘a imagem e semelhança de Deus’ no meio dum Paraíso terrestre que abrangerá o globo inteiro. — Gên. 1:26.
15. No fim do Milênio, que ação tomará Cristo, e com que objetivo?
15 Quando Cristo tiver levado a humanidade à perfeição, então devolverá ao Pai a autoridade que lhe fora concedida para esta obra. Conforme predito em 1 Coríntios 15:28: “Quando todas as coisas . . . tiverem sido sujeitas [ao Filho], então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos.”
16. A que ficarão então sujeitos todos os humanos aperfeiçoados, e por quê?
16 A humanidade aperfeiçoada receberá então a oportunidade de demonstrar que fez a escolha imutável de servir para sempre o único Deus vivente e verdadeiro. Por isso, antes de adotá-los como seus filhos por meio de Jesus Cristo, Jeová sujeitará todos esses humanos aperfeiçoados a uma última prova cabal. Satanás e seus demônios serão soltos do abismo. Isto não resultará em dano permanente para os que realmente amarem a Jeová. Mas aqueles que, em deslealdade, se deixarem levar à desobediência a Jeová serão destruídos para sempre, junto com o rebelde original e seus demônios. — Rev. 20:7-10.
17. Em cumprimento do propósito de Jeová, que situação existirá novamente entre toda a sua criação inteligente?
17 Jeová adotará então amorosamente todos os humanos aperfeiçoados que suportarem a prova final e decisiva como seus filhos por meio de Cristo. Estes participarão então plenamente da “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. (Rom. 8:21) Tornar-se-ão por fim parte da família unida e universal de Deus, sendo que para todos estes Jeová será para sempre o único Deus, o Soberano Universal, e seu Pai amoroso. Toda a criação inteligente de Jeová, no céu e na terra, estará então novamente unida na adoração do único Deus verdadeiro.
RECAPITULAÇÃO
● Que relação tiveram todos os adoradores de Jeová com ele antes da rebelião no Éden?
● Que responsabilidade recai sobre os que são filhos de Deus?
● Quem são hoje os filhos de Deus? Quem são os que ainda se tornarão filhos de Deus, e como se relaciona isso com o propósito de Jeová para com a adoração unida?
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