-
A necessidade de união em toda a terraA Sentinela — 1971 | 15 de novembro
-
-
A necessidade de união em toda a terra
“Exorto-vos agora, irmãos, por intermédio do nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos . . . estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar.” — 1 Cor. 1:10.
1. Sobre que questão há hoje acordo geral e, por isso, em prol de que chamam as pessoas em toda a parte?
EXISTE alguém que contestaria a declaração de que vivemos hoje num mundo dividido? O homem deste século vinte se encontra em desacordo com seus vizinhos em sentido político, religioso, econômico, nacional e internacional. A chamada “brecha entre as gerações” é apenas outra evidência da divisão existente entre os jovens e os mais idosos, entre filhos e pais. Por todos os lados se fala: “Vamos raciocinar juntos.” Desde os conflitos no Vietname, no Oriente Médio, na África e na Europa oriental, até os confrontos nas universidades, nas faculdades, nas escolas secundárias e primárias, clama-se pelo uso de bom senso, para acabar com as divisões existentes. Todavia, parece que a humanidade avança inexoravelmente para o cumprimento das palavras do apóstolo Paulo, na sua carta a Timóteo, no sentido de que nestes últimos dias dos tempos críticos os homens ‘não estariam dispostos a acordos’. — 2 Tim. 3:3.
2. Apesar do clamor pelo bom senso o que está acontecendo, levando alguns a que conclusão?
2 Apesar de todas as conversações para se trazer união, a divisão continua e o abismo aumenta entre os povos. Os problemas da paz entre os diversos grupos nacionais e raciais amiúde levam à violência e a atos de derramamento de sangue. Alguns acham que os problemas nunca serão solucionados e que, por causa da origem natural da pessoa ou por causa de sua cor, ela devia viver separada dos outros da raça humana.
3, 4. (a) Que pergunta se faz logicamente quando se consideram as divisões no campo religioso? (b) Como se salienta esta divisão na Igreja Católica e no protestantismo?
3 No campo do pensamento religioso, a divisão é deveras notória. Na maioria das vezes, quando se lê sobre os conceitos das pessoas de diferentes crenças religiosas, e mesmo daquelas da mesma organização religiosa, sobre determinado assunto, fica-se ainda mais em confusão. Pergunta-se onde está ‘a mesma mente e a mesma maneira de pensar’ no que se refere às crenças religiosas? A situação ficou tão ruim que até mesmo os que são membros da mesma organização religiosa não concordam quanto a que crêem, e acham impossível explicar suas crenças uns aos outros, ou a outrem. A divisão aumenta quando se toma em consideração o pensamento religioso em escala internacional. O pensamento católico entre os grupos nacionais difere grandemente. Por exemplo, a Igreja Católica na Holanda produziu um novo catecismo. Roma disse que encontrou cinqüenta e oito heresias nele. O novo catecismo diz que não é possível haver um ensino claro sobre o “inferno de fogo” e que “cada um deve tirar daqui as suas próprias conclusões”. Questiona também certos aspectos da eucaristia, o que, naturalmente, toca num ensino católico muito básico, que trata da transubstanciação do vinho e do pão servidos na missa. Do edito sobre o controle da natalidade, emitido pelo Papa Paulo VI, bem como do celibato dos sacerdotes dentro da Igreja, têm resultado divisões. A divisão chegou a um ponto em que o Papa não pôde mais ficar calado sobre certas questões. No Times de Nova Iorque, de sexta-feira, 4 de abril de 1969, a manchete da primeira página rezava: “Papa Diz que a Dissensão na Igreja É ‘Praticamente Cismática’.” O artigo salientou que muitas centenas de sacerdotes e dois bispos latino-americanos renunciaram aos votos do sacerdócio por causa de suas divergências com os ensinos de Roma.
4 O protestantismo, com as suas divisões e subdivisões em centenas de denominações religiosas, não apresenta um aspecto melhor de união no pensamento religioso. Em vista da aprovação tácita dada à conduta imoral, tal como a fornicação e o homossexualismo, indo até a flagrante condenação dos ensinos da Bíblia, chamando-se a narrativa de Gênesis e outras doutrinas bíblicas de mitos, as organizações protestantes mostram que elas também são incapazes de estarem ‘aptamente unidas na mesma mente e na mesma maneira de pensar’.
5. Em vista de tais divisões, que perguntas lógicas se suscitam?
5 Tudo isto nos leva a perguntar: É possível que a humanidade fique ‘aptamente unida na mesma mente e na mesma maneira de pensar’? Em caso afirmativo, como se pode alcançar tal união? Examinemos algumas das soluções apresentadas, para ver se é possível que haja união em toda a terra.
SOLUÇÕES APRESENTADAS
6, 7. De que modo se unem às vezes as pessoas em face da adversidade? Cite exemplos.
6 O que une as pessoas para agirem em união e harmonia? Às vezes é a adversidade que une as pessoas. Já observou que, quando ocorre uma catástrofe natural, tal como um terremoto, uma inundação, um furacão, um vendaval ou outra tempestade, as pessoas têm o impulso repentino de ajudarem o seu próximo? Com referência ao terremoto no Alasca, em março de 1964, uma notícia contava que as pessoas ‘formavam uma cadeia humana para se protegerem caso se abrisse uma fenda na rua’. Outra notícia falava de uma senhora idosa sair correndo duma loja, de braços estendidos, tendo a face branca de medo. Ela abraçou outra mulher, e as duas ficaram abraçadas. Disse a segunda mulher: “Depois de a terra ter parado de se mover, a pequena senhora idosa seguiu seu caminho e desapareceu na esquina. Eu nunca a havia visto antes e não tenho nenhuma idéia de quem ela era. Mas por uns instantes tínhamos um interesse comum — a sobrevivência.” Em janeiro de 1969, a costa ocidental dos Estados Unidos sofreu pesadas chuvas. A situação ficou tão ruim, que casas foram arrastadas pelas enxurradas. Um relato escrito fala de pessoas fugirem a cavalo, em carros e por helicópteros. No tempo de emergência, as pessoas se agrupavam para se ajudarem mutuamente, para trabalharem pela causa comum e em união. Uma estação local de rádio transmitia notícias contínuas sobre a evacuação e quando as pessoas deviam deixar o seu lar. A polícia verificava a partida das pessoas de certa área e depois vinham tropas do exército para impedir o saque. Após as inundações, os tratores limparam as ruas e os gramados. Milhares de voluntários se apresentaram para ajudar. Sim, as pessoas trabalhavam juntas em união, em face da adversidade.
7 Às vezes acontece que, quando se sabe que em certa região há um ladrão assaltando as casas das pessoas, os vizinhos se unem para o seu bem comum e mantêm boa vigilância sobre a propriedade e os bens uns dos outros. Quando o ladrão é preso ou abandona a região, as pessoas voltam para os seus próprios interesses e afazeres.
8, 9. Delineie de que modo as nações se esforçam em certas ocasiões em prol da união.
8 Em escala maior, amiúde as nações se unem numa ação conjunta, quando se vêem ameaçadas por um adversário comum. Assim aconteceu que em 1899 e em 1907 se realizaram duas conferências de paz em Haia, na Holanda, a primeira assistida por vinte e seis nações e a segunda por quarenta e quatro. A maioria destas nações estava em guerra em 1914! A fim de impedir a ocorrência de outra grande guerra igual a que abrangeu a terra em 1914-1918, o Tratado de Versalhes, em 1919, devia regular os armamentos da Alemanha. Depois veio 1936, e a Alemanha nazista se apossou da Renânia, uma zona desmilitarizada, estabelecida sob o tratado de Versalhes, não fazendo caso das restrições militares.
9 Em 1928, sessenta e duas nações assinaram o Pacto de Paz Kellogg-Briand. Seu objetivo elevado era proscrever a guerra “como instrumento de política nacional”. Depois veio 1939 e o começo da Segunda Guerra Mundial, e antes de acabar esta grande guerra, a maior parte daquelas sessenta e duas nações participaram naquele holocausto.
10-12. Que outros atos de união houve, conforme mostra a história?
10 A União Soviética assinou um acordo de não-agressão com os países da Estônia, Lituânia, Látvia, Polônia, Finlândia e România. Pouco depois, a União Soviética assumiu o controle sobre todos estes países ou parte deles.
11 Em 1939, a Rússia e a Alemanha assinaram o que veio a ser conhecido como o famoso pacto de não-agressão “Stálin-Hitler”. Uns dois anos depois, estas duas nações estavam em guerra no campo de batalha, massacrando-se mutuamente.
12 Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, a Inglaterra e a Rússia, junto com outras nações, cooperaram mutuamente contra o inimigo comum, as nações do Eixo, chefiadas pela Alemanha e incluindo o Japão. Sua união para a sobrevivência teve curta duração depois, quando a Rússia empreendeu tomar um rumo separado de conquista. E no ínterim, os inimigos dos Estados Unidos e da Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, notavelmente a Alemanha, a Itália e o Japão, tornaram-se agora seus aliados, e o adversário comum, em muitos sentidos, veio a ser a Rússia comunista.
13. (a) O que provam estes esforços das nações? (b) Como sabemos que tal união por motivos egoístas não é algo novo?
13 Tudo isso serve para provar apenas uma coisa: A união destas nações e seus esforços comuns têm apenas fins egoístas, a promoção de um objetivo ou alvo nacional. Tendo-se alcançado o objetivo, as nações não estão mais interessadas em manter a união e a unidade com os seus vizinhos. Um estudo da história da humanidade, desde 1481 A. E. C., quando o Egito era a potência mundial dominante, e até o fim da Segunda Guerra Mundial, um período que soma cerca de 3.426 anos, mostra que houve mais de 3.000 anos de guerra e apenas 268 anos de paz. Durante este tempo, fizeram-se e violaram-se uns 8.000 acordos ou tratados internacionais de paz. Desde 1945, continua a haver tratados de paz, alianças e pactos feitos entre nações, mas todos visando um objetivo egoísta, não havendo o desejo de viver em união e paz com o vizinho.
14, 15. (a) Por que se mantém às vezes união no campo político? (b) O que resulta amiúde depois disso?
14 Na área da política nacional e local também encontramos que o motivo da união amiúde não é o interesse genuíno no povo. Em muitas campanhas políticas se dá apoio a determinado candidato, não porque ele pode produzir o maior bem para o povo, mas porque ele pode conceder certos favores aos que o apóiam. Estes favores são amiúde chamados de “patrocinato”. Assim, quando as pessoas apóiam certo candidato, podem obter certas vantagens. A união obtida é novamente para fins egoístas. Muitas vezes se proclama de modo alto e claro que, se for eleito determinado candidato a um cargo político, ele fará o maior bem para a população em geral. Realizam-se comícios políticos, ágapes de campanha e conferências, todos mostrando massas de gente unidas atrás do ‘homem que pode fazer o maior bem’. A primeira vista, seria fácil de concluir-se que os esforços unidos de tanta gente assim realmente vão produzir mudanças futuras para o bem do povo.
15 Uma vez que a pessoa alcançou o cargo, precisa começar a pagar as suas dívidas, suas promessas aos que a apoiaram de modo financeiro ou outro. Isto amiúde significa que não é esta pessoa, que pode fazer o maior bem para as massas, que se torna o chefe dum departamento ou duma agência governamental, mas sim aquele que serviu melhor os interesses do candidato e talvez fizesse uma grande contribuição para a campanha. Outros que também o tenham apoiado, mas talvez não tanto assim, verificam então que as promessas e a união da campanha foram meras ilusões. Nada muda, mas novamente se destaca o egoísmo da humanidade, o desejo de ganho e promoções pessoais.
16. Até este ponto, que questão premente ainda nos confronta?
16 E em tudo isto ainda nos confronta a questão: O que une as pessoas para que possam agir em verdadeira união e harmonia? É a adversidade? São os tratados e pactos nacionais e internacionais? São as muitas organizações religiosas? São os políticos e seus apoiadores? Já um breve exame desta questão induz os sinceros a dizer que deve ser outra coisa. Precisa haver outra coisa, algo mais estável, mais seguro, fundado em princípios melhores. Por certo precisa haver tal coisa.
A BASE DA VERDADEIRA UNIÃO
17. Identifique a base da verdadeira união.
17 Esta outra coisa tem a sua base num livro que tem sido desconsiderado por muitos, usado por outros como amuleto para dar “boa sorte” é condenado por ainda outros. Sim, é o livro de verdade do Deus Todo-poderoso, a Bíblia Sagrada. Dentro de suas páginas se encontra esta outra coisa que realmente unirá as pessoas sem consideração de sua origem nacional ou de sua posição na vida.
18. Qual foi o conselho de Paulo à congregação coríntia quanto à união, e por que deu o conselho?
18 O apóstolo Paulo, ao escrever a sua carta à congregação coríntia, no primeiro século de nossa Era Comum, disse-lhe o seguinte: “Exorto-vos agora, irmãos, por intermédio do nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis de acordo, e que não haja entre vós divisões, mas que estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar. Pois, foi-me exposto a respeito de vós, meus irmãos, pelos da casa de Cloe, que existem dissensões entre vós. O que eu quero dizer é o seguinte: que cada um de vós diz: ‘Eu pertenço a Paulo’, ‘mas eu a Apolo’, ‘mas eu a Cefas’, ‘mas eu a Cristo’. O Cristo existe dividido.” (1 Cor. 1:10-13, rev. ingl. de 1970) Quando Paulo escreveu estas palavras, os membros da congregação em Corinto não estavam cooperando em união. Antes, seguiam a homens com a idéia de que estes homens de algum modo mereciam a sua lealdade, às custas do cultivo da união, por todos falarem de acordo e terem o mesmo pensamento.
19. O que perderam os coríntios por seguirem diversos homens, e o que era para eles realmente uma força unificadora, levando-nos a fazer que perguntas?
19 Paulo mostrou claramente a estes cristãos em Corinto que, se se tornassem seguidores de homens, de Paulo, Apolo, Cefas ou outros, sacrificariam a sua força mais importante — a união mental e do coração. Ele descreveu claramente o estado religioso existente, dizendo: “O Cristo existe dividido.” Por isso não podia haver verdadeira união cristã, pois os aderentes do ensino do cristianismo se achavam divididos. Paulo disse mais aos Coríntios: “Pois, quando um diz: ‘Eu pertenço a Paulo’, mas outro diz: ‘Eu a Apolo’, não sois simples homens?” (1 Cor. 3:4) Portanto, a fim de serem mais do que simples homens, os cristãos Coríntios, e realmente todos os cristãos, precisavam empenhar-se em prol da união mental e do coração. E qual é a base para a união? São as “boas novas”, para proclamar as quais Paulo disse que Cristo o enviou. Talvez pergunte: O que é que são as “boas novas”! O que está englobado neste termo e como promovem a união mental de todas as pessoas?
AS BOAS NOVAS QUE RESULTAM EM UNIÃO
20. São as “boas novas” necessariamente apenas uma mensagem?
20 Num mundo cheio de notícias diárias que são más novas para tantos dos habitantes da terra, as boas novas da Palavra de Deus deviam trazer felicidade aos habitantes da terra. A Bíblia está cheia de boas novas, e são estas boas novas que constituem a força unificadora dos verdadeiros cristãos. Podemos assim dizer que as “boas novas” contêm muitas mensagens unificadoras. Vamos considerar apenas algumas destas mensagens, conforme contidas no livro de verdade de Deus, a Bíblia Sagrada.
21. Quais eram as “boas novas” de Gênesis 3:15?
21 Em Gênesis 3:15, Jeová Deus disse à serpente que induzira Adão e Eva a desobedecer à Sua ordem justa: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” Aqui, as boas novas eram que Jeová Deus, no tempo devido, produziria um descendente que esmagaria o primeiro adversário de Deus, a serpente, o Diabo, e a descendência iníqua dele. À base destas boas novas e pela compreensão de seu significado profético, a humanidade podia ter uma esperança quanto ao futuro, que traria bênçãos em vez de maldições e serviria para unir todos os povos.
22. Quais eram as “boas novas” de Gênesis 22:16-18?
22 Em Gênesis 22:16-18, depois de Abraão, o “amigo de Jeová”, ter feito voluntariamente a tentativa de oferecer seu filho Isaque como sacrifício, Jeová Deus disse: “‘Juro deveras por mim mesmo’, é a pronunciação de Jeová, ‘que, pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único, seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de tua descendência, pelo fato de que escutaste a minha voz.’” As ‘boas novas”, para Abraão, eram que Jeová fez um pacto juramentado com ele no sentido de que através do descendente de Abraão todas as nações da terra seriam abençoadas, no tempo devido, e seriam unidas como um só povo. Tornou-se então mais evidente que a promessa feita no Éden, de que o descendente de Deus com o tempo se tornaria manifesto, viria então através da linhagem do ‘amigo de Deus’, Abraão. — Tia. 2:23.
23. (a) Quais eram as “boas novas” de 2 Samuel 7:12, 13? (b) Como foram estas “boas novas” reveladas à virgem Maria? E aos pastores no campo?
23 Em 2 Samuel 7:12, 13, Jeová Deus fez uma promessa ao Rei Davi, de Judá, nas seguintes palavras: “Quando se completarem os teus dias e tiveres de deitar-te com os teus antepassados, então hei de suscitar o teu descendente depois de ti, que sairá das tuas entranhas, e deveras estabelecerei firmemente o seu reino. É ele quem construirá uma casa ao meu nome, e eu hei de estabelecer firmemente o trono do seu reino por tempo indefinido.” As “boas novas” para Davi eram que através de sua linhagem, desde Abraão, viria um herdeiro permanente e eterno dum Reino justo. Séculos depois, o escritor bíblico Lucas falava destas “bons novas” nas seguintes palavras dirigidas pelo anjo à virgem Maria: “Conceberás na tua madre e darás à luz um filho, e deves dar-lhe o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:31-33) Assim, as “boas novas” a respeito do descendente, primeiro proferidas no Éden e depois prometidas através de Abraão e Davi, culminaram com exatidão em Jesus Cristo, a respeito de quem Mateus inicia a sua narrativa nas seguintes palavras: “O livro da história de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” (Mat. 1:1) Por isso, por ocasião do nascimento de Jesus, os anjos do céu podiam alegrar-se, e um destes mensageiros angélicos disse aos pastores daquela mesma terra em que Jesus nasceu: “Não temais, pois, eis que vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, porque hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Luc. 2:10, 11) Esta ocorrência notável resultaria, no tempo devido de Deus, na união permanente da humanidade.
24. Quais são as “boas novas” de Mateus 24:14?
24 Em Mateus 24:14, pouco antes de ser preso e pendurado numa estaca de tortura, em 33 E. C., Jesus disse aos seus discípulos outro assunto de boas novas: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Este reino era deveras boas novas, pois traria à humanidade o cumprimento de todas as promessas feitas por Jeová Deus, começando no Éden e passando através do nascimento, da vida, da morte, da ressurreição e do enaltecimento de Cristo Jesus para ser o Rei daquele reino.
25. Que três perguntas precisam agora ser respondidas a respeito da união em toda a terra?
25 Resumidamente, pois, as boas novas que unem a humanidade em toda a terra têm muitas facetas, e nós tocamos apenas em algumas delas, conforme contidas na Palavra de Verdade de Deus. Há muitas outras boas novas nas páginas da Bíblia, na informação que recebemos de Deus, contida nas suas sessenta e seis cartas ou livros. Mas a questão é: Como resultam as “boas novas” em união? De que modo se pode causar a união entre os povos desta terra, com suas muitas divisões nacionais e raciais, e suas diversas crenças políticas? Mais ainda, visto que a humanidade se acha em grande necessidade desta união em toda a terra agora, quando a humanidade está tão seriamente dividida e em conflito, uns com os outros, quando se tornará realidade esta união em toda a terra? As respostas a estas perguntas e a outras deixamos para o artigo que segue, e convidamo-lo a que o leia, junto com as referências bíblicas, que o habilitarão a ter fé nas promessas de Jeová Deus quanto à união mundial da humanidade.
-
-
As boas novas que unem a humanidadeA Sentinela — 1971 | 15 de novembro
-
-
As boas novas que unem a humanidade
1. Qual é o contrário de união, e como amiúde surge? Cite um exemplo.
O DESACORDO é o contrário da união. Há desacordo quando as pessoas têm idéias contrárias, objetivos opostos e opiniões divergentes. Precisa haver uma força unificadora para unir as pessoas. As “boas novas” mostram ser tal força. Às vezes é possível unir pessoas e grupos por meio dum objetivo comum. Mas, uma vez alcançado este objetivo, amiúde surgem então opiniões e idéias divergentes. Um exemplo disso é o empenho espacial feito para levar o homem à lua. Conseguiu-se realizar esta façanha por meio da ação unida de milhares de pessoas, e ela resultou em aclamação mundial. Agora que se alcançou o objetivo, as diversas opiniões quanto a que se deve fazer a seguir têm causado desacordo, divergência e a perda da ação unida. Uma notícia publicada no Times de Nova Iorque, de 17 de agosto de 1969, sob o cabeçalho “Programa Espacial, Após o Triunfo Há Crítica dos Objetivos”, disse o seguinte: “A Controvérsia N.º 1 revolve em torno da questão: Quais os astronautas que devem ser enviados nas futuras missões Apolo, homens que têm formação principalmente como pilotos de prova e engenheiros . . . ou cientistas-astronautas, cuja qualificação primária é seu conhecimento de geologia, biologia, física e outras ciências? . . . O descontentamento . . . já resultou na renúncia de diversos cientistas-astronautas. . . . A Controvérsia N.º 2 focaliza a questão: Quem deve controlar o tempo das futuras missões Apolo e as planejadas atividades dos astronautas enviados à lua? . . . A Controvérsia N.º 3 focaliza a questão: Para a exploração do sistema solar além da lua, deve a nação enfatizar sondas não-tripuladas, levando câmaras e outros instrumentos, ou deve concentrar-se em vez disso num programa acelerado para colocar homens em Marte e fazê-los voltar à terra em princípios da década de 1980?”
2. Qual e o argumento de alguns com respeito ao desacordo?
2 Neste ponto, talvez diga: ‘Sem desacordo, nada melhorará. Visto que certamente nenhum único homem sabe todas as respostas, para fazermos progresso temos de ter algum desacordo, mesmo às custas da união. Portanto, como é que será possível unir alguma vez a humanidade? Visto que todos nós temos livre arbítrio, nosso futuro sempre terá a companhia dos desunidos.’ Existe alguma força possível que possa unificar toda a humanidade? Deve lembrar-se de que no fim do artigo precedente salientou-se que as “boas novas” unem a humanidade. Convidamo-lo, portanto, a considerar ainda mais este assunto.
3. Por causa de que fonte podemos confiar na Bíblia e na sua mensagem de boas novas?
3 A Bíblia, a Palavra de Deus, contém boas novas. Quando se chega a conhecer estas boas novas e a avaliar sua força dinâmica, pode-se ficar fortalecido nas próprias convicções de que tais boas novas podem unir pessoas de diversas origens nacionais, raciais e lingüísticas. Isto se dá porque as boas novas contêm boas promessas, não da parte dum homem imperfeito ou dum grupo de homens imperfeitos — todos os quais têm falhado lamentavelmente em causar união na terra — mas da parte do Deus Todo-poderoso, Jeová, Criador e Sustentador da Vida do homem.
AQUELE QUE PODE UNIR A HUMANIDADE
4. (a) Em que é que as “boas novas” edificam a fé? (b) Que boas novas a respeito do Criador do homem escreveu Isaías? (c) Por intermédio de que vem a união de pensamento e de ação?
4 As boas novas da Bíblia edificam a fé, e a fé é “a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas”. (Heb. 11:1) De modo que as boas novas da Bíblia falam das coisas esperadas pela fé, e, mais ainda, apresentam uma demonstração evidente de certas realidades, embora atualmente algumas destas realidades não sejam vistas ou observadas. As boas novas edificam também a fé no Criador da humanidade. Isto é vital, porque, conforme já se salientou, nenhum único homem conhece todas as respostas. As boas novas nos ajudam a recorrer à Fonte de toda a verdade e conhecimento, Àquele que pode dirigir todas as coisas sem que alguém discorde, dizendo que o método ou o objetivo é errado. Esta Grande Causa Primária possui todas as qualificações para conduzir a humanidade nas veredas da justiça. Isaías escreveu sob inspiração as seguintes palavras de boas novas a respeito de Jeová, o Criador do homem: “E a quem é que podeis assemelhar Deus e que semelhança podeis comparar com Ele? ‘Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. . . . Acaso não vieste a saber ou não ouviste? Jeová, o Criador das extremidades da terra, é Deus por tempo indefinido. Ele não se cansa nem se fatiga. Não se esquadrinha o seu entendimento.’” (Isa. 40:18, 26, 28) Ademais, Jeová disse por intermédio de Isaías: “‘Pois os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos.’” (Isa. 55:8, 9) A união de pensamento e de ação, portanto, vem de se conhecer e servir o Criador. Portanto, embora o desacordo talvez seja um proceder do homem imperfeito para melhorar as coisas, não é o proceder do Criador todo-sábio, Jeová, cuja plena compreensão e conhecimento não podem ser totalmente esquadrinhados pelo homem.
5. De que modo é uma força unificadora a redenção do homem mediante Cristo, por parte de Deus?
5 As “boas novas” edificam a fé na provisão feita por Deus para a vida eterna do homem, por intermédio de Cristo Jesus. Os ensinos claros das Escrituras Sagradas mostram que Jeová, na sua misericórdia e terna compaixão para com a humanidade, fez arranjos para remir do pecado e da morte o homem decaído. Fez isso por intermédio de seu Filho primogênito, conhecido antes de seu nascimento humano como sendo a Palavra ou Logos. (João 1:1; Col. 1:15) Estas boas novas unem a humanidade em dar louvor a Jeová Deus por esta indizível provisão maravilhosa de seu Filho primogênito, e em dar graças ao Senhor Jesus Cristo, por cumprir fielmente a vontade de seu Pai, resultando em benefício para a humanidade em toda a terra. Não se sente fortalecida a nossa fé na bondade de Deus e não nos sentimos unidos numa determinação comum quando consideramos quão inestimável foi esta provisão dum resgate para a humanidade, por parte de Deus, por intermédio de Jesus Cristo? Foi Paulo o apóstolo, quem disse: “Pois, deveras, Cristo, enquanto ainda éramos fracos, morreu por homens ímpios, no tempo designado. Pois, dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer. Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.” (Rom. 5:6-8) Este conhecimento serve para unir os beneficiados, a humanidade imperfeita, porque se resolvem a agir unidamente em obedecer às diretrizes do Deus Todo-poderoso Jeová, Criador e Pai de toda a humanidade, e ao seu Filho unigênito, Jesus Cristo, provedor dum livramento do pecado e da morte por meio do seu sacrifício de resgate.
“PERFEITO VÍNCULO DE UNIÃO”
6. De que modo é a qualidade do amor um fator unificador para a humanidade?
6 Consideremos juntos os diversos modos em que os que acompanham de perto a Palavra de Deus cooperam em união, não importando onde vivam na terra, quais a sua cultura ou seus costumes, bem como sua origem nacional. Jesus Cristo indicou um fator forte na unificação da humanidade quando falou das boas novas a respeito do amor que Deus tinha pela humanidade, e que se requer que o homem tenha por Deus e pelo seu próximo. Jesus disse aos seus seguidores: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Jesus disse a respeito da necessidade de o homem ter este amor: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mat. 22:37-40) Este tipo de amor, um amor que segue princípios, é mais do que apenas dizer-se: “Eu te amo.” Não é alguma atração erótica a outra pessoa. Baseia-se em elevados princípios, nos proclamados no livro das boas novas de Deus, a Bíblia. Exige profunda compreensão da vontade e do propósito de Deus para com a humanidade e de como as pessoas podem agir em união e harmonia ao seguirem os ensinos da Palavra de Deus.
7. Como beneficia esta qualidade os cristãos nas suas relações mútuas?
7 Para ilustrar as boas novas deste amor segundo princípios, que os cristãos são mandados ter, o apóstolo Paulo escreveu, em Colossenses, sobre a atitude que se precisa ter para agradar a Deus. Ele disse: “Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Col. 3:12-14.
PROTEGIDOS CONTRA AS PRÁTICAS QUE PRODUZEM DESUNIÃO
8, 9. (a) Quais são algumas das causas do desacordo, conforme mostra Efésios 5:3-5? (b) O que é necessário, se o conselho de Efésios 5:3-5 há de unir todos na congregação?
8 O comentário de Paulo revela prontamente que o amor é o perfeito vínculo de união, resultando na unificação, na unidade ou na aproximação das pessoas. Assim se pode dar que as pessoas, por intermédio das “boas novas”, trabalhem no interesse comum dos outros sem altercação, disputa e controvérsia. Tais pessoas, por exemplo, por causa deste perfeito vínculo de união, que é o amor, levam uma vida em harmonia com as boas novas da Palavra de Deus. Seguindo o conselho unificador de Efésios 5:3-5, sua conduta em questão de moral mostra que se esforçam a ser retas. Paulo disse ali: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes, mas, antes, ações de graças. Pois isso sabeis, reconhecendo-o por vós mesmos, que nenhum fornicador, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” Quando todos os aderentes das “boas novas” seguem este conselho, então há união. Não há necessidade de se desconsiderar o conselho por se dizer simplesmente que se trata de mera direção humana. Não; antes, é a orientação de Deus para seu povo, mediante espírito santo. Para prevalecer a união, todo aderente das boas novas da Palavra de Deus em todo o mundo precisa obedecer a este conselho. Não é a prerrogativa de nenhum homem dizer a que parte destas diretrizes ele vai obedecer e que parte vai desconsiderar. Os que servem a Jeová e desejam fazer isto unidamente reconhecem que não se podem arvorar em juízes daquilo a que se deve obedecer e a que não se deve obedecer. Esta é a chave da união: reconhecer a posição superior de Jeová e daquilo que ele diz mediante a sua Palavra. Todos, portanto, tenham em mente o conselho de Paulo em Romanos 12:3: “Pois, por intermédio da benignidade imerecida que me foi dada, digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar; mas, que pense de modo a ter bom juízo, cada um conforme Deus lhe distribuiu uma medida de fé.” A união, portanto, resulta de todos falarem de acordo e seguirem a mesma maneira de pensar.
9 O conselho das “boas novas” é não se falar e meditar em cometer fornicação ou se tornar cobiçoso. Guarde a língua, para que não se empenhe em piadas obscenas, e acautele-se para que a sua conduta seja livre de vitupério, livre de vergonha. Por quê? Para que todos possam unidamente servir os interesses das “boas novas” sem diferenças devidas aos costumes, à cultura ou à origem nacional.
10. Que advertência adicional e dada por Paulo na carta aos efésios?
10 As boas novas da Palavra de Deus acautelam também quanto à questão de se mentir, furtar e imprecar. Paulo escreveu: “Sendo que agora pusestes de lado a falsidade, falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo, porque somos membros que se pertencem uns aos outros. Ficai furiosos, mas não pequeis; não se ponha o sol enquanto estais encolerizados, nem deis margem ao Diabo. O gatuno não furte mais, antes, porém trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade. Não saia de vossa boca nenhuma palavra pervertida, mas a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, para que confira aos ouvintes aquilo que é favorável.” (Efé. 4:25-29) Pela ação unida nestes campos, as boas novas da Palavra de Deus fornecem orientação edificante aos que desejam servir a Jeová de todo o coração.
11. Como consideram alguns o mentir, mas por que é a mentira um proceder que causa desacordo?
11 Atualmente, em muitas partes da terra, os governos empregam a técnica de mentir ao seu próprio povo, bem como a outros governos. Certo funcionário dum governo disse, quando perguntado a respeito do mentir, que é o direito inerente dum governo “mentir para salvar-se”. A Palavra de Deus aconselha de modo diferente: “Falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo, porque somos membros que se pertencem uns aos outros.” (Efé. 4:25) Só pode haver união quando as pessoas dizem a verdade umas às outras. Os mentirosos são enganadores. Como é possível que a mentira produza união baseada num alicerce firme e de longa duração? Não é possível!
12. Por que produz desunião o furtar?
12 Furtar produz desunião. As boas novas da Palavra de Deus condenam isso. Segundo certa organização pesquisadora, empregados no comércio furtam mais de vinte e cinco milhões de cruzeiros em dinheiro e mercadorias cada dia de trabalho. Nem todos os que furtam são pagãos ou incrédulos. Antes, a maioria deles têm ligações religiosas. Estes tomaram a lei nas próprias mãos, rejeitando o bom conselho da Palavra de Deus, de que o gatuno não deve furtar mais. Para haver união, as boas novas das Escrituras Sagradas proíbem os furtos da parte dos que procuram a bênção e o favor de Deus.
13. (a) Até que ponto se destacam hoje as imprecações? (b) Que conselho sábio da Bíblia temos sobre isso?
13 Fazer imprecações parece hoje estar na moda, parece ser o modo aceito de vida de muitos. O teatro, o cinema e até mesmo a televisão se tornaram vítimas das palavras de baixo calão. O conceito prevalecente é que, para se ser alguém, é preciso usar de linguagem suja e se precisa imprecar. Para os que mantêm tais conceitos deturpados, a admoestação e o conselho da Bíblia parecem deveras arcaicos, antiquados e desprezíveis. Não obstante, o conselho dado aos que procuram promover a união da humanidade é que não devem deixar sair nem mesmo uma palavra torpe de sua boca. Saber usar linguagem suja não torna a ninguém “homem” ou “mulher”. O bom conselho bíblico é que os que desejam agradar a Deus e promover a união sigam esta admoestação: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” (Fil. 4:8) Palavras torpes podem produzir pessoas torpes. Para evitar a torpeza, siga o conselho de Filipenses 4:8. Para promover a união, siga o conselho das boas novas da Palavra de Deus. Evite as coisas que encheriam a sua mente com palavras e idéias torpes. Se encher a sua mente com as produções sujes do teatro, do cinema, da televisão e da página impressa, com o tempo falará coisas sujas ou palavras torpes. Lembre-se de que o conselho provém do Criador da humanidade mediante a operação do espírito santo sobre homens que falaram conforme foram movidos por este espírito santo.
14. Como se produz união por se evitar o uso de linguagem ultrajante, amargura maldosa, ira, furor e brado?
14 As “boas novas” produzem união em ainda outro campo de atividade. O apóstolo Paulo escreveu sobre isso nas seguintes palavras: “Sejam tirados dentre vós toda a amargura maldosa, e ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade.” (Efé. 4:31) O mundo atual está cheio de linguagem ultrajante, amargura maldosa, ira e furor. Protestos, distúrbios, marchas, todas estas e muitas outras formas de expressão são amiúde virulentas na sua demonstração de desagrado de alguma ação ou falta de ação da parte de outro homem ou grupo de homens. O conselho do discípulo Tiago, um daqueles a quem se confiaram as declarações sagradas das boas novas, foi: “O furor do homem não produz a justiça de Deus.” (Tia. 1:20) As boas novas contidas na Palavra de Deus aconselham que o furor, o brado, e a linguagem abusiva não devem fazer parte da personalidade cristã. Antes, os cristãos são admoestados: “[Vós] vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” (Efé. 4:24) A união de pensamento e de ação fica assegurada quando todos os que desejam a aprovação do Criador aderem às boas novas da parte de Deus. Quão sábias, portanto, são as palavras de Tiago, que aconselhou: “Todo homem tem de ser rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor.” — Tia. 1:19.
UNIDOS EM APOIAR O REINO DE DEUS
15. (a) De que modo produz união a neutralidade dos cristãos? (b) Por que não apóia Jeová um grupo nacional contra outro?
15 Outra faceta da vida, em que se produz a união por se acatar o conselho das boas novas da Palavra de Deus é a neutralidade dos cristãos. Jesus Cristo disse de modo bem claro a respeito de seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14) A Bíblia mostra claramente que “a Jeová pertence a terra e o que a enche, o solo produtivo e os que moram nele”. (Sal 24:1) De modo que para Jeová não há tal coisa como fronteiras nacionais dos países neste globo. As atuais divisões desta terra em diversos tipos de governo não são obra de Jeová. Ele não respeita um grupo nacional mais do que outro, nem favorece um em prejuízo do outro, apoiando um com a exclusão do outro. Estas divisões são a obra do “deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo, que ofereceu a Jesus todos os reino do mundo, se ele fizesse apenas um ato de adoração perante Satanás. (2 Cor. 4:4; Mat. 4:8, 9) As boas novas da Palavra de Deus mostram que Jeová “fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra”. (Atos 17:26) Portanto, Deus requer dos que querem servir a ele em união que sejam neutros quanto aos assuntos deste sistema de coisas. Para que prevaleça tal união, não importa onde a pessoa viva, não importa qual a sua herança nacional, língua, cor ou descendência, esta pessoa precisa estar em união com o povo de Deus em todas as partes da terra. Novamente, não depende de como o homem imperfeito interpreta as leis de Deus. Depende do que a Todo-poderosa Causa Primária, Jeová Deus, decreta para o homem, a fim de haver união e a bênção desta Causa Primária.
16. (a) Embora os cristãos sejam neutros, são eles desobedientes aos governantes? (b) Que orientação lhes deu Jesus neste sentido?
16 Ao mesmo tempo, as boas novas da Palavra de Deus mostram que todos os que querem estar unidos na união que assinala o povo de Deus seriam obedientes a governantes e governos, nunca violando a sua união por lutarem pela derrubada do sistema existente. Foi o próprio Jesus quem disse: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mat. 22:21) Esta obediência dos cristãos em toda a terra é evidência adicional de sua união em pensamento e em ação.
17. Como é Mateus 24:14 uma força unificadora para os verdadeiros cristãos?
17 Em adição a todos este modos em que as boas novas da Palavra de Deus unificam os crentes há a união que resulta da obediência à ordem em Mateus 24:14, de se pregarem as boas novas do reino de Deus em toda a terra habitada, em testemunho. Os que estão ligados na união das boas novas de Deus, de sua Palavra, a Bíblia, proclamam também mundialmente uma mensagem a respeito do reino de Deus, que em si mesma é uma proclamação unificadora. Estas boas novas servem para unir pessoas de todas as raças e origens nacionais numa obra comum, partilhada por todos sem parcialidade.
18. Quando Jeová fala e o homem escuta, qual é o resultado?
18 De modo que acontece que, neste século vinte, esta mensagem unificadora da Palavra de Deus está sendo levada às pessoas verbalmente e pela página impressa. Embora alguns talvez achem que sem desacordo nada melhorará, podemos dizer com segurança que, quando o Criador do universo, Jeová Deus, fala, e pessoas de todas as rodas da vida, em todas as partes da terra, escutam, então podem trabalhar em união, sem desacordo, sem altercação e sem divisão.
19. O que disse Jeová que ele faria para o seu povo, e a que se convida você, leitor?
19 O Deus Todo-poderoso disse a respeito de seu povo, em Miquéias 2:12: “Pô-los-ei em união, como o rebanho no redil.” Portanto, “quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união! . . . E como o orvalho do Hermom que desce sobre as montanhas de Sião. Pois ali Jeová ordenou que estivesse a bênção, sim, vida por tempo indefinido”. (Sal. 133:1-3) Esta união existe agora e se evidencia em 206 terras e ilhas do mar, em todo este globo. Poderá fazer parte de tal união mundial. Convidamo-lo a examinar de perto a Palavra de Deus e a organização que ele usa hoje para levar às pessoas as boas novas que unem toda a humanidade.
-