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O mundo tenta controlar sua populaçãoDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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pela vida do nascituro se acham entre os problemas morais que ele citou. “O aborto se tornou substituto da prevenção da gravidez”, conforme indicado pelo 1,5 milhão feitos em 1972. Ele crê que, onde se nutre tão pouca consideração pela vida, o próximo passo poderia ser a eutanásia, submetendo-se à morte as pessoas de certa idade!
A Índia, que tem, talvez, o mais antigo programa de planejamento familiar do mundo, recentemente reduziu em 40 por cento seu total-alvo de redução dos nascimentos em 1980! Muitas pessoas e até mesmo seus líderes resistem aos programas governamentais e internacionais.
Interesses egoístas impedem a muitos de cooperar no planejamento familiar. Talvez queiram manter sua raça, religião ou grupo lingüístico numericamente superior a fim de obter ou manter o poder político, embora ficassem contentes de ver a redução na população dos outros. Certa grande nação latino-americana recentemente restringiu o controle da natalidade ali, esperando duplicar sua população ainda neste século. O desejo de crescente poder nacional e medo dos vizinhos superpopulosos foram citados como razões.
A Igreja Católica há muito usa os dogmas religiosos para bloquear qualquer forma artificial de controle da natalidade, assim mantendo suas massas empobrecidas em números sempre crescentes. The Encyclopœdia Britannica resume a perspectiva geral:
“Seria fútil negar que o controle artificial da população é inibido por poderosas restrições e tabus morais. . . . até mesmo o mais otimista programa de controle populacional pode apenas esperar alcançar ligeira redução da taxa de aumento por volta do fim do século 20.” — Vol. 18, p. 54.
Será que “ligeira redução” em 25 anos lhe parece ser a “solução”?
Ação “Unida”?
O fracasso de todas as “soluções” precedentes frisa aos líderes mundiais que o crescimento populacional é um problema mundial. A civilização se tornou compactamente interdependente, e as nações não podem mais agir sem considerar as repercussões internacionais. Crescentes números de líderes instam um enfoque mundial cooperativo para a solução dos problemas ligados à população. Assim sendo, as Nações Unidas declararam 1974 como “Ano Mundial da População”, tendo realizado uma conferência mundial sobre o controle populacional em agosto.
Um “plano de ação populacional mundial” foi o resultado desta reunião. Mas, será aplicado? Certo observador comenta que o plano “poderia mais apropriadamente ser chamado de sugestão”, que esboça passos que os países “talvez queiram tomar em suas próprias circunstâncias. “Tudo isso parece um remédio bem fraco”, observa este escritor, em vista da situação em rápido escalonamento. — Science, 1.º de março de 1974, p. 833.
A alternativa para vigorosa ação mundial é vista, por muitos, como uma série de dificuldades, aos trancos e barrancos, que talvez pavimentem o caminho para o controle ditatorial da população e seus recursos, bem como a perda das liberdades humanas. Prevêem o aborto obrigatório, a esterilização e até mesmo coisas tais como a manipulação genética e a eliminação dos fracos. Desejaria que tal “solução” lhe seja imposta? Haverá outra melhor?
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A verdadeira solução para a população da terraDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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A verdadeira solução para a população da terra
JÁ NOTOU que as “soluções” apresentadas pelos “peritos” combatem apenas os sintomas dos problemas, ao passo que despercebem inteiramente a verdadeira doença? Será que o problema fundamental é realmente a superpopulação?
Ou é, ao invés, o sistema de coisas deste mundo, egoistamente dividido econômica, política e religiosamente? É isso que alguns já começam a compreender. Vêem a necessidade de outros arranjos diferentes dos atuais para a administração dos assuntos da terra. O livro Environmental Ethics (Ética Ambiental) observa que o primeiro passo para assegurar a sobrevivência do homem na terra tem de ser ‘alguma forma de governo mundial, de modo que a humanidade possa cuidar-se como um todo’.
Mas, chegarão os homens alguma vez a desistir de suas rivalidades nacionais egoístas em prol do bem comum? Temos poucas razões de imaginar que desistirão. Por exemplo, às Nações Unidas recentemente aprovaram uma proposta para que as grandes potências reduzissem seus orçamentos militares em 10 por cento e então usassem essa quantia em ajudar os países pobres. Mas, o que fizeram as grandes potências? Simplesmente ignoraram a proposta. Daí, também, o egoísmo impera no seio das próprias nações. Existem desigualdades. Nos EUA, para exemplificar, um quinto da população dispõe de 76 por cento das riquezas, ao passo que o último quinto dispõe de apenas um por cento! Se as nações não podem acabar com tais desigualdades dentro de suas próprias fronteiras, que motivo temos de crer que possam fazê-lo em escala mundial?
A verdadeira solução reside num novo tipo de governo mundial. Mas, tal governo não pode ser administrado por homens imperfeitos, egoístas. Há clamorosa necessidade dum governo mundial sob um regente altruísta e imparcial. Sabia que a Bíblia revela que Deus propôs tal governo mundial para a humanidade? Lemos: “Continuei observando nas visões da noite e eis que aconteceu que chegou com as nuvens do céu alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará e seu reino é um que não será arruinado. — Dan. 7:13, 14.
Antes de rejeitar tal idéia como irrealística ou tolice religiosa, pense no que significará um governo e regente mundiais cujo propósito é a união no céu e na terra. Visto que Cristo é perfeito, harmonizar todas as coisas com ele significaria
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