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Crise no JapãoDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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dependem; que “mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui”. Assim, alguns talvez aprendam a avaliar que há outros valores mais importantes na vida, e se voltem para as coisas espirituais. — Luc. 12:15.
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Um exame mais de perto da OUADespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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Um exame mais de perto da OUA
Do correspondente de “Despertai!” na Libéria
ERA o dia 25 de maio de 1963. A primeira Conferência de Cúpula de Toda a África ameaçava terminar em fracasso. Trinta e um líderes africanos discutiram sobre como formar uma união de estados independentes. Esgotados, um esboço de carta foi apresentado aos chefes de estado — apenas para ser rejeitado!
Todavia, a cúpula reunida no Salão da África em Addis Abeba naquele dia estava determinada a produzir alguma forma de união prática das nações africanas, divididas como estavam por línguas, culturas e conceitos políticos divergentes. Os homens fortes da África há muito se empenhavam nesse sentido.
Tendo rejeitado o primeiro esboço da carta, os próprios chefes de estado fizeram uma segunda tentativa. Sua discussão continuou até depois da meia-noite, mas, quando se fez uma votação, desta vez houve acordo unânime! A respeito desse momento dramático, uma testemunha ocular escreveu: “Houve hurras, aplausos, lágrimas nos olhos de homens de outra forma cínicos, ao apertarem as mãos de qualquer pessoa perto deles. Nasceu a OUA; as dúvidas, as disputas, a eloqüência, a introspeção, haviam passado.
Libertação e Unidade
Segundo a sua carta, a recém-nascida Organização da Unidade Africana (OUA) foi fundada para remover o colonialismo do continente e realmente unir a África. A cooperação econômica, a conciliação por meio de mediação, e uma hoste de outras provisões, foram incluídas entre os compromissos. Agora, mais de uma década já passou desde que aquele documento histórico foi assinado. Quantos de seus compromissos estabelecidos na carta cumpriu a OUA?
Meses depois de sua fundação, a luta irrompeu de novo no Congo. Outros estados novos disputaram ardentemente questões fronteiriças. As superpotências e o Mundo Árabe demoraram-se em examinar tais diferenças. Os líderes africanos, contudo, tomaram a iniciativa de fazer com que as facções rivais discutissem seus problemas. Com que resultados? O segundo conflito no Congo não foi tão ruim quanto o primeiro. A luta entre Marrocos e a Argélia parou, e a Somália e a Etiópia iniciaram conversações. Embora a solução final não fosse alcançada, conversar era melhor do que lutar, e a OUA se fazia sentir. Depois disso, mediações bem sucedidas foram feitas entre a Guiné e Gana, a República do Congo e o Zaire, a Uganda e a Tanzânia, a Etiópia e o Sudão, bem como entre o Gabão e a Guiné Equatorial.
Ímpeto Desvanecente
Desde então, contudo, alguns ficaram imaginando se a OUA tinha perdido seu ímpeto original. Nem todos os esforços mediadores da OUA tiveram êxito, ou ocorreram de imediato. Por exemplo, a guerra civil da Nigéria não foi colocada na agenda da OUA senão depois de haver luta ali por três meses, e a comissão investigadora da OUA não chegou na cena da luta senão um mês depois disso. Nada foi feito em prol dos asiáticos de Uganda, nem para fazer cessar os massacres em Burundi. Os críticos acusam tais negligências de estarem ocultas sob o manto da não-intervenção nos assuntos de estados soberanos, mas, tal intervenção, disseram, é a forma africana de agir.
Outras críticas surgiram na revista Africa de maio de 1973, em relação com um artigo de Ogbolu Okonji, da Universidade de Lagos.
“A OUA não desempenha nenhum papel crítico em resolver disputas. Os estados-membros têm sido mais eficazes do que a Organização e, às vezes, tiveram êxito em casos onde a OUA falhou. A OUA tende a ter êxito apenas quando consegue fazê-lo sem realmente tentar!”
A respeito da própria estrutura da OUA, Ogbolu Okonji citou o comentário de Zdenek Cervenka:
“A história da OUA desde sua fundação tem mostrado bem claramente que o mecanismo desenvolvido em Addis Abeba em 1963 não era suficientemente forte para agir como extintor imediato das hostilidades na África. As disputas antigas e até mesmo presentes revelam claramente a debilidade do sistema imaginado pela carta da OUA para resolver disputas. . . . O Estadista africano de per si continua a ter preferência à autoridade organizada da OUA.”
O que dizer dos problemas de centenas de milhares de deslocados refugiados africanos? Tem a OUA feito algo por eles? Inteira seção do Secretariado da OUA foi estabelecida junto com uma comissão conjunta das Nações Unidas para ajudar aos que buscam ser relocados. Nzo Ekangaki declarou que a OUA tem “feito considerável progresso quanto ao problema dos refugiados. . . . Há muitos refugiados que, por meio da OUA, foram restabelecidos reassumindo sua vida normal em vários países africanos. Também conseguimos operar com jovens refugiados de idade escolar em fornecer instalações educacionais dentro e fora da África . . . Assim, diria que nosso desempenho nos últimos dez anos tem sido positivo e encorajador, e encaramos o futuro com confiança.”
Cooperação Econômica
A África precisa muito de desenvolvimento, e a OUA tem a grande tarefa em suas mãos de promovê-lo no continente. No passado, os países africanos dependiam quase que unicamente dos Estados Unidos e da Europa quanto à ajuda econômica, mas agora, até mesmo os países de língua francesa estão voltando-se para outras partes e para os estados-irmãos africanos, em busca de cooperação econômica e de ajuda para o desenvolvimento.
Várias comunidades econômicas regionais foram estabelecidas que continuam bem fortes, apesar de inquietante tumulto político. Alguns projetos enfrentam dificuldades, tais como a “Air Afrique” e os projetos conjuntos do Lago Chade e a bacia do Rio Senegal. A respeito da Rodovia Transafricana, que visa atravessar a África de Mombase até Lagos, um porta-voz da OUA declarou que “todos os estados envolvidos cooperam de forma excelente com a OUA e a Comissão Econômica Para a África, e
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