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  • Atravessando a China em direção à Europa de trem
    Despertai! — 1978 | 8 de maio
    • exceto nos passageiros. Eram quase que exclusivamente estrangeiros: russos, mongóis, poloneses, alemães, afeganes e vietnamitas. Nossa cabina se tornou um lugar popular de reunião, visto que todos que falavam um pouco de inglês estavam ansiosos de experimentá-lo.

      Nosso trem subiu bem alto nas montanhas, passando pela Grande Muralha. Casas de tijolos queimados ao sol aninhavam-se perto de radiantes campos de girassóis em flor. Daí, viramos para o norte e o cenário começou a mudar. Pequenas lavouras produziam safras pobres, com seu desenvolvimento tolhido, e os leitos dos rios estavam apenas úmidos. À noite chegamos a árida região, o limiar do Deserto de Góbi.

      Às 20,50 horas, música alta e comentários descontínuos pelo alto-falante nos informaram de que tínhamos chegado à fronteira, em Erhlien. Por duas horas e meia, bebemos chá na estação, enquanto nosso trem era revistado, e a locomotiva e o carro-restaurante eram trocados pelos seus correspondentes mongóis. O trem inteiro foi içado a cerca de 2,40 metros no ar, enquanto as rodas eram trocadas para ajustar-se à bitola mais larga do sistema mongol e russo. Depois de curta viagem, chegamos a Dzamiin Uude, na fronteira mongol, para outra revista e outra espera de uma hora. Às 12,15 horas, apenas quinze minutos depois de expirarem nossos vistos chineses, o trem partiu da estação e nos acomodamos para passar a noite.

      2 de setembro: Despertamos em um ‘mundo novo’ — um infinito deserto sob uma cúpula azul de céus sem nuvens. De nosso ponto de observação, divisamos grupos esporádicos de camelos bactrianos, com as corcovas balançando ao andarem em passo esquipado. Vimos manadas de cavalos selvagens, e um ocasional amontoado de tendas brancas, circulares, os abrigos portáteis dos criadores nômades.

      As paradas de trem no Deserto de Góbi foram infreqüentes, e entusiasticamente aguardadas pela gente local. Subindo em massa no trem, vendiam lanches para os passageiros ou se congregavam no carro-restaurante para tomar cerveja e abastecer-se de itens enlatados. Todos estavam vestidos de forma apropriada para a grande ocasião. O traje nativo era um chapéu alto e calças compridas, tendo por cima uma túnica presa com um cinto brilhante.

      Nossa parada mais longa foi na capital, Ulã Bator, onde um grupo jubilante de celebradores dum casamento ficou tão deleitado com nossa solicitação de fotografar o casal de noivos que insistiram para que provássemos um pouco de sua bebida alcoólica local, generosamente oferecida num cálice que todos partilhavam. Mais tarde, depois de uma tigela de sopa de repolho e um pouco de pão preto, voltamos à nossa cabina, aguardando outra travessia de fronteira à meia-noite, desta vez para a Rússia.

      Da Sibéria à Europa

      3-8 de setembro: De manhã, o deserto da noite anterior se tinha transformado em montanhas densamente cheias de florestas. O tempo estava garoando, cinzento e frio. Enrolamo-nos em nossos grossos cobertores de lã, tremendo de frio no trem sem aquecimento. Então, esta era a Sibéria!

      Por várias horas, seguimos a margem de imensa massa aquosa, suas ondas se batendo contra as margens rochosas. O Lago Baical é um lago extremamente profundo, frio, de água doce, contendo, talvez, tanta água quanto os cinco Grandes Lagos da América do Norte combinados.

      Assim começou nossa longa e árdua jornada através da Sibéria. Horas e mais horas de montanhas, que se mudaram gradualmente para planícies baixas, densamente repletas de florestas de vidoeiros-brancos e abetos, apenas raramente interrompidas por um povoado de cabanas de troncos, ou uma cidade industrial de fábricas que cuspiam fumaça negra. Em cada parada, o trem se esvaziava, à medida que os passageiros corriam até o povoado para examinar as numerosas barraquinhas em que as babushkas (mulheres idosas) vendiam pão, ovos, queijos e flores.

      Às 16 horas de 6 de setembro chegamos a Moscou. Dispúnhamos apenas de algumas horas para tomar o metrô, fazer um pouco de turismo e achar o hotel onde compramos as duas últimas passagens num trem que partia naquela mesma noite. Na manhã seguinte, atravessamos a fronteira polonesa e, dentro de algumas horas, estávamos na Alemanha, viajando velozmente, em conforto, em direção a Luxemburgo, e pegando nosso avião para Nova Iorque.

      Havíamos passado duas semanas e meia no amplo domínio que se estende de Hong Kong até à Europa oriental. Foi uma viagem inesquecível, que permitiu-nos ter relances dum mundo diferente do nosso, em tantos sentidos. Todavia, era povoado de seres humanos comuns, que nos trataram de forma hospitaleira. Aguardamos, agora, ainda mais ansiosamente, o dia em que não mais existirão as barreiras nacionais.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1978 | 8 de maio
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [Matéria selecionada do compêndio Aid to Bible Understanding, Edição de 1971. A soletração dos nomes bíblicos, nesta publicação, baseia-se na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, edição em português.]

      ARÃO [elevado, esclarecido]. Arão nasceu no Egito, em 1597 A. E. C., de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi, bisavô de Arão. (Êxo. 6:13, 16-20) Miriã era sua irmã mais velha e Moisés era seu irmão mais moço, em três anos. (Êxo. 2:1-4; 7:7) Arão casou-se com Eliseba, filha de Aminadabe, e teve quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Morreu em 1474 A. E. C., aos 123 anos. — Núm. 33:39.

      A primeira menção de Arão ocorre em Êxodo 4:14-16. Devido à relutância de Moisés, por achar difícil falar com fluência, Jeová designou Arão para agir como porta-voz de Moisés perante Faraó afirmando sobre Arão: “Sei deveras que ele pode realmente falar.” Arão foi encontrar-se com Moisés no monte Sinai e foi informado das amplas proporções do programa de ação divinamente delineado, que envolvia Israel e o Egito, e os irmãos então viajaram juntos de volta para o Egito. — Êxo. 4:14, 27-30.

      Arão começou então a servir de “boca” para Moisés, falando por ele aos anciãos de Israel e realizando sinais miraculosos como prova da origem divina de suas mensagens. Chegou o tempo de se apresentarem na corte de Faraó e Arão, com 83 anos, como porta-voz de Moisés, teve de enfrentar aquele regente arrogante. Conforme Jeová disse posteriormente a Moisés: “Vê, eu te fiz Deus para Faraó e Arão, teu próprio irmão, se tornará teu profeta.” (Êxo. 7:1, 7) Foi Arão quem realizou o primeiro sinal miraculoso perante Faraó e seus sacerdotes-magos; e, mais tarde, às ordens de Moisés, foi Arão quem estendeu o bastão de Moisés e assinalou o início das dez pragas. (Êxo. 7:9-12, 19, 20) Ele continuou a trabalhar em coordenação unida com Moisés, e em obediência a Deus, durante as pragas que se seguiram, até que finalmente veio a libertação. Nisto, foi um bom exemplo para os cristãos que servem como “embaixadores, substituindo a Cristo, como se Deus instasse por nosso intermédio”. — Êxo. 7:6; 2 Cor. 5:20.

      A atividade de Arão como porta-voz de Moisés evidentemente diminuiu nos quarenta anos de viagens do Êxodo, visto que Moisés parece ter, ele mesmo, falado mais. (Êxo. 32:26-30; 34:31-34; 35:1, 4) O bastão também retornou às mãos de Moisés depois da terceira praga, e, na batalha de Amaleque, Arão, junto com Hur, meramente sustentaram os braços de Moisés. (Êxo. 9:23; 17:9, 12) No entanto, Jeová geralmente continuou a associar os dois ao dar instruções, e mencionam-se os dois como agindo e falando juntos, até a hora da morte de Arão. — Núm. 20:6-12.

      Arão, em sua posição subordinada, não acompanhou Moisés ao cume do monte Sinai, a fim de receber o pacto da Lei, mas, junto com dois de seus filhos, e setenta anciãos daquela nação, permitiu-se-lhe aproximar-se do monte e contemplar a visão magnificente da glória de Deus. (Êxo. 24:9-15) No pacto da Lei, Arão e sua casa receberam menção honrosa, e Deus designou Arão para a posição de sumo sacerdote. — Êxo. 28:1-3.

      SUMO SACERDOTE

      Por meio duma cerimônia de investidura de sete dias, Arão foi investido em seus sagrados deveres por Moisés, como agente de Deus, e seus quatro filhos foram também empossados como subsacerdotes. Moisés vestiu Arão de lindas vestes de materiais de ouro, azul, púrpura e escarlate, inclusive ombreiras e um

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