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    Despertai! — 1976 | 8 de março
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  • Altera-se o equilíbrio global de poder — o que isso significa
    Despertai! — 1976 | 8 de março
    • Altera-se o equilíbrio global de poder — o que isso significa

      EVENTOS altamente significativos ocorreram nos assuntos mundiais em anos recentes. Entre as muitas coisas que aconteceriam, os observadores notaram uma tendência de incomum importância. Durante 1975, tal tendência ganhou ímpeto.

      O que muitos notaram é a alteração no equilíbrio mundial de poder — em sentido político, militar e econômico. Por que isso é tão significativo? Por causa de sua relação com a profecia bíblica para os nossos dias. Assim, pessoas refletivas se interessam vividamente pelo que ocorre, pelo real significado disso.

      Naturalmente, as alterações de poder entre as nações não constituem nada de novo. Têm ocorrido já por milhares de anos. Como, então, é diferente a tendência atual?

      Em primeiro lugar, a alteração não atinge apenas algumas áreas do globo, como aconteceu com outras no passado, mas atinge o mundo todo. Em segundo lugar, é realizada, na maior parte, com pouca influência dum elemento que as nações antes utilizavam grandemente — as religiões deste mundo. Um terceiro fator é que tal alteração ocorre num tempo que a profecia bíblica mostra ser mui significativo. Todas essas coisas juntas confirmam que estamos bem perto de imensa reviravolta na história.

      Luta Pelo Poder Global

      No fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo ocidental, isto é, os Estados Unidos e seus aliados europeus ocidentais, principalmente, atingiram o ápice do poder mundial. Nunca na história se tinha visto tal plêiade de poderio político, militar e econômico.

      Entretanto, no fim da Segunda Guerra Mundial, outra potência emergia — o comunismo soviético. Ao passo que o comunismo assumira o controle da Rússia lá em 1917, tinha ficado contido ali durante décadas. Só a Mongólia viera a ficar sob uma forma similar de governo na década de 1920. Mas, no fim da Segunda Guerra Mundial, os vitoriosos exércitos soviéticos pavimentaram o caminho para governos comunistas em toda a Europa oriental: Polônia, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia e Iugoslávia.

      Daí, em 1949, a China foi tomada pelas forças comunistas depois duma guerra civil, e, poucos anos depois, o Tibete. Cerca de uma década desde então, Cuba entrou para as fileiras comunistas. E, em 1975, forças comunistas engolfaram grande parte da Indochina.

      Assim, em menos de sessenta anos, o comunismo, como força política, militar e econômica, veio a dominar plenamente um terço da humanidade. Sob controle comunista, estes países fizeram consideráveis avanços em desenvolver seu poder e sua influência.

      Crescente Poderio

      Há quase duas décadas, o Primeiro-Ministro soviético Nikita Kruschev fez seu jactancioso desafio aos Estados Unidos: “Quer gostem quer não, a história está do nosso lado. Nós os enterraremos.”

      Kruschev, segundo noticiado, queria dizer que em coisas tais como poderio industrial e avanço científico, a União Soviética sobrepujaria os Estados Unidos, tornando-se a mais poderosa e influente nação da terra. Naquele tempo, muitos riram desse desafio. Hoje, porém, poucos o consideram motivo de riso.

      O poder da União Soviética aumentou, deveras, em enormes proporções. Em 1974, para exemplificar, a União Soviética produziu mais petróleo, aço, carvão e cimento do que qualquer outro país do mundo. Tornou-se também o principal produtor de muitos outros produtos, e é rica em matérias-primas.

      Tal crescimento habilitou a União Soviética a adquirir a base do poderio militar em constante expansão, o maior do mundo. O antigo Chefe das Operações Navais estadunidenses, o Almirante Elmo Zumwalt Jr., observou: “A combinação de crescente poderio militar soviético e decrescentes níveis de forças dos E. U. nos colocou numa encruzilhada em que a superioridade soviética em capacidade militar talvez se torne realidade.” Acrescentou: “Para onde quer que se olhe, o índice de mudanças no cenário internacional alcançou assombrosas proporções, amiúde com ominosas implicações para os interesses dos Estados Unidos.”

      Além do crescente poderio soviético, a China Comunista, com seus 800.000.000 de habitantes altamente disciplinados, também cresce rápido em poderio industrial e militar. Ao passo que nutre grandes diferenças de pontos de vista com a União Soviética, a ideologia da China é também um desafio para o Ocidente. E estes dois enormes países comunistas aumentaram amplamente sua influência junto a muitos outros países através do mundo. Dezenas dessas nações são nações em desenvolvimento, ou o que é chamado de “Terceiro Mundo”. Como encaram os assuntos globais,

      Atitudes do “Terceiro Mundo”

      Quando findou a Segunda Guerra Mundial, a influência estadunidense e européia ocidental entre as nações da Ásia, da África e da América Latina era enorme. Podia-se ver isso pelo padrão dos votos entre as então 51 nações da organização das Nações Unidas. Coerentemente, a ampla maioria dos países menores votavam nas questões globais junto com as terras ocidentais.

      Mas, isso mudou bastante nos anos recentes. Agora, crescente maioria dos atuais 142 membros das Nações Unidas com muita freqüência tomam posição contra a Europa Ocidental e os Estados Unidos nos assuntos. Deveras, algumas nações ocidentais agora se queixam da “tirania da . . . maioria”.

      Desde 1945, dezenas dessas nações do “Terceiro Mundo” obtiveram a independência da regência colonial e adotaram suas próprias formas de governo. E cada vez mais delas adotam um proceder que amiúde se choca com os interesses das nações ocidentais. O exemplo dos países produtores de petróleo em aumentar os preços e controlar os recursos petrolíferos não passou despercebido aos outros países do “Terceiro Mundo” que dispõem de outros recursos naturais. Visto que as nações industriais da Europa Ocidental dispõem de pouquíssimas matérias-primas, e os Estados Unidos sentem falta de algumas, o Ocidente se coloca em crescente desvantagem econômica.

      Também interessante é que as atividades econômicas e políticas de muitas nações do “Terceiro Mundo” são invariavelmente apoiadas pela União Soviética e China.

      Em data recente, vários outros países declararam suas intenções de afrouxar seus anteriores vínculos fortes com o Ocidente. Relata Newsweek que várias nações do “Terceiro Mundo” afirmam agora que seus governos ‘não terão dificuldades em lidar com um regime comunista’. Certa autoridade do ministério do exterior, de um país asiático, declarou meridianamente: “Achamos francamente que a distensão com a China é uma garantia muito melhor para o país do que confiar nas tropas estadunidenses.” Em outro país, disse um embaixador: “É mais seguro ser aliado dos comunistas, e parece fatal ser aliado dos Estados Unidos.”

      Naturalmente, outros indicam que tais conceitos talvez sejam exagerados. Mas, serem expressos já mostra que há deveras mudança no modo de pensar de muitos que antes eram dominados pela influência ocidental.

      Graves Reveses

      Nos tempos recentes, gravíssimos foram os reveses sofridos pelo Ocidente. Exemplificando, os colunistas Evans e Novak, do Post de Nova Iorque, chamaram o revés sofrido pelos EUA na Indochina de “a pior derrota de política exterior na história desta nação”.

      Em resultado, um editorial em The Wall Street Journal, de Vermont Royster, de Paris, pergunta: “São os Estados Unidos agora — militar, econômica e politicamente — uma potência mundial declinante? Sob formas variadas, esta é a pergunta que os europeus se propõem nas conversas, nos conselhos dos líderes políticos e na imprensa.” Adicionou que o revés no sudeste da Ásia “dificilmente é a inteira causa do declínio do prestígio dos E. U. na Europa Ocidental, sendo apenas o evento dramático que o trouxe à atenção de todos. Pois outro fato duro é que o poderio econômico e político estadunidense já está fragmentando-se por longo tempo”.

      Os observadores também apontam para outros recentes reveses da política ocidental em várias partes do mundo. O editorialista Carl Rowan declarou:

      “A Organização do Tratado do Sudeste da Ásia (SEATO) está moribunda, e a influência dos E. U. no Extremo Oriente parece estar em seu ponto mais baixo desde a Segunda Guerra Mundial. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está desarranjada . . .

      “A influência soviética está alta e o prestígio dos E. U. está baixo na Índia e no mundo árabe . . . E, embora mantidas tranqüilas, as relações dos E. U. com o Canadá e a América Latina deterioraram agudamente nos anos recentes.”

      Certa autoridade ocidental, recapitulando a avalancha de dificuldades ocorridas recentemente, disse: “Não temos dedos suficientes para enfiar em todos os buracos do dique.”

      O comentarista político William Safire concluiu que “a corrente dos eventos mundiais flui contra” o Ocidente. O Secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, falou de “maciça alteração na política estrangeira de muitos países”. C. L. Sulzberger, do Times de Nova Iorque, escreveu: “A situação do mundo livre torna-se rapidamente mais crítica.” Citou destacado estadista europeu que chegou ao ponto de afirmar que “testemunhamos o colapso da civilização ocidental”. Também declarou The Wall Street Journal: “Bem pode ser que, na grande curva a longo prazo da história, as democracias ocidentais tenham finalmente ultrapassado seu apogeu.”

      Atitudes mudadas também são ilustradas por crescente número de pessoas em muitos países ficarem imaginando se vale a pena ou se é coerente combater as nações comunistas menores ao passo que, ao mesmo tempo, melhoram-se as relações com as gigantescas — a União Soviética e a China. Evidentemente isso inclui algumas pessoas nos Estados Unidos também, pois a revista U. S. News World Report declara: “Muitos no Congresso — especialmente os novos membros — acham que já é tempo de revisar a inteira política de ‘contenção do comunismo’ que a nação tem perseguido desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Vêem enormes riscos e despesas,

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