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Perscrutando mais a fundo os céusDespertai! — 1984 | 22 de setembro
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anos-luz.a O dr. Edward R. Harrison, astrônomo e físico, descreve-os da seguinte forma: “Imagine que uma grande sala represente o tamanho da Galáxia; nesta escala, o quasar altamente luminoso não é nada mais do que uma simples partícula de pó que flutua no ar.” Todavia, cada uma destas ‘partículas de pó’ emite, em média, cem vezes mais energia do que o conjunto de todos os bilhões de estrelas de nossa galáxia!
O que são estes quasares? Ninguém sabe, mas existem teorias a respeito. Eis aqui uma intrigante. A luz dos quasares mais distantes leva 15 bilhões de anos para chegar até nós. Isto quer dizer que os vemos como eram há 15 bilhões de anos. Nenhum quasar conhecido dista mais de 15 bilhões de anos-luz; por isso, representam algo que começou a acontecer há 15 bilhões de anos.
De acordo com a teoria popular corrente, o universo teve início com uma “grande explosão” há cerca de 18 a 20 bilhões de anos. Assim sendo, os quasares vieram a existir quando o universo “só” tinha de 3 a 5 bilhões de anos. Segundo tal teoria, foi por volta dessa época que as galáxias teriam começado a formar-se. Destarte, os quasares podem ser galáxias em processo de formação.
Daí Surgem os Pulsares
Em 1967, os astrônomos ficaram pasmos de novo quando descobriram um objeto tão estranho que julgaram tratar-se de alguma inteligência extraterrestre que tentava contatar a Terra.
Os membros do Observatório de Radioastronomia Mullard, de Cambridge, Inglaterra, faziam pesquisas de rotina quando observaram novo tipo de sinal. Era um sinal de rádio que ‘acendia’ e ‘apagava’, pulsando, num ritmo regular. A radioastronomia, como pode imaginar, vê-se assolada pela interferência de fontes locais, tais como os automóveis que passam. Por isso, de início, tais sinais estranhos foram ignorados. No entanto, um exame mais sistemático revelou que provinham, não do ruído do tráfego, mas do espaço sideral!
De onde, no espaço sideral? Desta vez, as fontes pareciam ser certas estrelas localizadas dentro de nossa galáxia. Vieram a ser chamados de pulsares por causa de sua luz e emissões de rádio estranhas e pulsantes. No entanto, os pulsares não são como as estrelas comuns. Para emitirem seus sinais distintivos, precisam girar, um tanto parecido a um feixe de luz emitido por um farol. E visto que pulsam a cada segundo, mais ou menos — existe um que pulsa 30 vezes por segundo — têm de ser pequeniníssimos e girar como um peão. Os astrônomos crêem agora que os pulsares talvez tenham apenas 24 quilômetros de diâmetro, mas que são tão densos que pouco mais de 16 centímetros cúbicos pesariam milhões de toneladas. Também acham que devem ser quentíssimos e possuir enorme campo gravitacional. Que objetos estranhos!
Nossos Vizinhos Mais Próximos
Nas últimas décadas, temos observado surpreendentes mudanças em nosso entendimento também de alguns de nossos vizinhos mais próximos. Como sabe, nossa Terra é apenas um de pelo menos nove planetas que orbitam o sol. Espaçonaves automáticas percorrem o vazio do espaço, passam por outros planetas e enviam-nos fotos de lá. Nossos vizinhos provaram-se assombrosos, mas nada convidativos.
Vênus é um mundo cauterizador, permanentemente cercado de nuvens de ácido sulfúrico, com temperaturas em sua superfície maiores que as do chumbo derretido. Marte é um mundo frio, sem vida, sem apresentar nenhum vestígio dos marcianos das fábulas. Júpiter parece ser principalmente uma bola de gás. Irradia energia (mas não o bastante para qualificar-se como um sol) e acha-se envolto por um sistema solar em miniatura, composto de 16 luas. Saturno, o seguinte, perdeu a distinção de ser o único planeta cercado por um sistema de anéis quando também se descobriram anéis em volta de Júpiter e de Urano. Mas os anéis de Saturno ainda são, incomparavelmente, os mais lindos.
Em 1979, a espaçonave Voyager-1 descobriu que os vulcões ativos não se limitam à Terra. À medida que a pequena espaçonave passava por Io, grande lua de Júpiter, fotografou um vulcão em erupção. Verificou-se, ademais, que o monte mais alto da Terra, o Evereste, não é realmente grande coisa no que diz respeito aos grandes montes. O “Olympus Mons”, por exemplo, um cone vulcânico de Marte, ascende 24.000 metros acima da superfície geral daquele planeta.
Números Inimagináveis
É impossível considerar o universo sem utilizar números vastíssimos Nossa própria Terra, por exemplo, tem cerca de 12.900 quilômetros de diâmetro. Compare-se isto com o sol, que tem 1.392.000 quilômetros de diâmetro, e poderia conter mais de um milhão de Terras. A temperatura da superfície do sol é de quase 6.000 graus Celsius, e, no núcleo, crê-se que aumente para mais de 15.000.000 graus Celsius.
No entanto, em comparação com uma estrela examinada em 1981 pelo satélite Explorer, nosso sol é pequenino. Esta estrela azul quente, conhecida apenas como R136a, é dez vezes mais quente que o nosso sol, 2.500 vezes mais maciça, um milhão de vezes maior e cem milhões de vezes mais brilhante! Consegue compreender tudo isso?
Sem dúvida, muitas das teorias propostas para explicar tais vistas extraordinárias serão revisadas, de tempos a tempos. Mas, uma coisa é certa, vivemos num universo maravilhoso, e, à medida que perscrutamos cada vez mais o espaço, verificamos que concordamos mais e mais com o Rei Davi. O “homem mortal” é deveras insignificante em comparação com “a lua e as estrelas”!
Todavia, ao passo que sublinha nossa própria pequenez, nosso entendimento ampliado dos céus serve para aprofundar nosso apreço e nossa admiração por Jeová Deus, a fonte dinâmica de todas estas maravilhas. A Bíblia estende o convite: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” — Isaías 40:26.
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Poderoso mata-mosquitosDespertai! — 1984 | 22 de setembro
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Poderoso mata-mosquitos
Os cientistas crêem ter desenvolvido “nova arma capaz de extirpar legiões [de mosquitos] em questão de minutos”, veicula o jornal San Francisco Chronicle. É um larvicida, e não um derivado químico, que “não é nem carcinógeno nem prejudicial à vida vegetal e animal das redondezas”, declara o informe. Até agora, parece ser “venenoso apenas para as larvas dos mosquitos e um par de outras pragas”. Os entomólogos concluem que é “extremamente eficaz”.
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