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UziasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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sobre os árabes e os meunins, e obrigou os amonitas a serem tributários de Judá. Sua poderosa e bem-equipada força combatente veio a incorporar 307.500 homens sob o controle de 2.600 cabeças das casas paternas. Uzias reforçou as fortificações de Jerusalém e construiu máquinas de guerra ali. — 2 Reis 14:22; 2 Crô. 26:2, 6-9, 11-15.
Parece que os brilhantes êxitos de Uzias resultaram em ele se tornar orgulhoso, ao ponto de invadir o compartimento Santo do templo a fim de queimar incenso. Azarias, o sumo sacerdote, acompanhado de 80 subsacerdotes, imediatamente seguiu o rei na sua ida ao templo e o censurou por este ato ilícito, instando com ele a que deixasse o santuário. Tendo na mão o incensário para a queima de incenso, e vociferando contra os sacerdotes, Uzias foi miraculosamente afligido de lepra na testa, no que os sacerdotes excitadamente o lançaram para fora do templo. Como leproso impuro, Uzias foi cortado de toda adoração prestada no santuário, e não podia realizar deveres régios. Por conseguinte, embora Uzias permanecesse em certa casa, até o dia de sua morte, Jotão, filho dele, administrou os assuntos de Estado. — 2 Crô. 26:16-21.
A respeito da morte e do sepultamento de Uzias, 2 Crônicas 26:23 relata: “Por fim, Uzias deitou-se com os seus antepassados; e enterraram-no, pois, com os seus antepassados, mas no campo de inumação pertencente aos reis, porque disseram: ‘Ele é leproso.’ ” Isto poderia significar que, por causa de ser leproso, Uzias foi sepultado nos terrenos dum campo ligado ao cemitério real, em vez de ser colocado num túmulo escavado na rocha.
Uma placa de pedra calcária, encontrada em Jerusalém e que se imagina datar do primeiro século EC, traz a seguinte inscrição: “Para cá foram trazidos os ossos de Uzias, rei de Judá. Não deve ser aberto.”
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Vaca, NovilhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VACA, NOVILHA
A vaca desempenhava importante papel na economia dos israelitas. Além de servir como animal de tração, a vaca era apreciada por sua produção de leite, do qual se preparavam outros itens comuns da dieta alimentar, incluindo o queijo, a manteiga e o leitelho. (Num. 19:2; Isa. 7:21, 22) Também, o couro podia ser utilizado no fabrico de ampla gama de artigos de couro.
NOVILHA
Uma novilha é uma vaca jovem que ainda não produziu um bezerro. Havia uma novilha entre os animais que Abraão cortou em dois, e ele então viu “uma fornalha fumegante e uma tocha acesa que passava entre esses pedaços”. Isto se deu em relação com Deus firmar com ele um pacto. — Gên. 15:9-18.
Em Israel, alguém que tocasse um cadáver humano, um osso ou túmulo humanos, ou que chegasse a uma tenda em que jazesse um cadáver, tornava-se impuro. Exigia-se que seguisse um processo especificado de purificação, sob pena de ser ‘decepado do meio da congregação’. Neste processo, utilizavam-se as cinzas duma vaca vermelha sadia, que jamais tinha sido submetida a um jugo. A água em que um pouco destas cinzas tinha sido misturada era aspergida sobre a pessoa impura. Paulo faz referência a este processo, mostrando que só teria o efeito de santificar no sentido da pureza da carne, mas que tipificava a verdadeira purificação de consciência mediante o sacrifício de Jesus Cristo. — Núm. 19:1-22; Heb. 9:13, 14.
Utilizava-se também uma novilha quando a culpa de sangue recaía sobre uma cidade, em virtude dum assassínio em que se desconhecia o homicida. Os anciãos da cidade mais próxima da pessoa encontrada morta, acompanhados de alguns dos sacerdotes, os filhos de Levi, tinham de levar a novilha, ainda não submetida a trabalhos, e quebrar sua nuca num vale de torrente não-cultivado, em que havia água corrente. Daí, os anciãos daquela cidade deviam lavar as mãos sobre a novilha e apelar para que Deus não imputasse a culpa de sangue sobre tal cidade. Deus ouviria o apelo e livraria tal cidade da culpa pelo derramamento de sangue inocente. Evidentemente, o fato de que a nuca ou cerviz da novilha era quebrada, em vez de ela ser morta como oferta pelo pecado, indicava que, em símbolo, a novilha sofria a punição que teria sido imposta ao assassino desconhecido, e este proceder não servia, de algum modo, para beneficiar o assassino como expiação pelo crime dele. A Jeová Deus, que a tudo vê, cabia o julgamento do verdadeiro assassino. Naturalmente, se o assassino fosse descoberto mais tarde, devia ser morto pelo assassínio, conforme a Lei cominava. A cerimônia que envolvia uma novilha tornaria público o assunto e tenderia a ajudar na descoberta do assassino. — Deut. 21:1-9; Núm. 35:30-33.
O profeta Jeremias menciona, em sentido figurado, a nação do Egito, quando estabelecida prosperamente e bem-nutrida em sua terra, como “uma novilha [muito] bonita”, mas prediz que sua derrota viria. (Jer. 46:20, 21) O mesmo profeta também assemelha os conquistadores babilônios do povo de Deus a uma novilha pastando na grama tenra, por causa da exultação deles por terem capturado Israel. — Jer. 50:11.
As mulheres fraudulentas, opressivas, que amavam o luxo e que moravam em Samaria são mencionadas como “vacas de Basã”. (Amós 3:15; 4:1) Efraim é essemelhado a uma “novilha treinada que gostava de trilhar”. (Osé. 10:11) Esta comparação adquire um significado adicional quando se considera que os animais que trilhavam não eram açaimados e, por conseguinte, podiam comer o cereal, assim obtendo benefícios diretos e imediatos de sua labuta. (Deut. 25:4) Por ter engordado em resultado da bênção de Deus, Israel ‘deu coices’, rebelou-se contra Jeová (Deut. 32:12-15), e é, por conseguinte, mencionado apropriadamente como uma vaca teimosa, uma que não está disposta a aceitar o jugo. — Osé. 4:16.
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ValeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VALE
Jeová Deus obtém o devido crédito pelo desenvolvimento dos acidentes topográficos da Terra, incluindo seus muitos vales. (Sal. 104:8) A própria Terra Prometida contém uma abundância destas depressões entre penhascos, colinas ou montes. Na Escritura, alguns são chamados simplesmente de vales. (Jos. 8:11; 1 Sam. 13:18) Outros eram “vales planos”, áreas planas de nível baixo entre montes e colinas. (Deut. 11:11) Havia também “vales de torrentes” (ou fluviais), às vezes possuindo correntes perenes, porém, mais amiúde, onde só fluía a água na estação chuvosa. (Deut. 8:7; veja VALE DA TORRENTE. ) Certas traduções empregam “vale(s)” nos casos em que as referências são a “baixada(s)” (Gên. 14:3; 1 Crô. 12:15), e “vale” ou “planície(s)” para o termo “Sefelá”, a planície colinosa entre a planície litorânea da Filístia e as terras altas e centrais da Palestina. — Deut. 1:7; 1 Reis 10:27.
Entre os vales notáveis mencionados nas Escrituras acham-se o vale de Moabe, “defronte de Bete-Peor” (Deut. 3:29; 34:6), e o vale do Sal (2 Sam. 8:13), bem como os de Hinom (Nee. 11:30), Iftá-El (Jos. 19:14), Zeboim (1 Sam. 13:18) e de Zefata. (2 Crô. 14:10) As ‘planícies’ mencionadas no registro bíblico incluem as de Sinear (Gên. 11:2), Jericó (Deut. 34:3), Mispé (Jos. 11:8), Líbano (Jos. 12:7), Ono (Nee. 6:2) e Megido. — 2 Crô. 35:22; Zac. 12:11
EMPREGO FIGURADO E PROFÉTICO
Um vale escuro ou ravina, com fojos e animais selvagens seria perigoso para um rebanho, especialmente à noite, não foram os cuidados dum bom pastor. Davi, embora similarmente confrontado com a ameaça de várias calamidades, sentia-se seguro por saber que Jeová era seu Pastor. Por conseguinte, podia declarar: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra tenebrosa, não temerei mal algum.” — Sal. 23:1, 4.
“A pronúncia do vale da visão“, refere-se, evidentemente, à antiga Jerusalém. Embora situada em respeitável altitude, a cidade é como um “vale” no sentido de ser cercada de montes mais elevados. — Isa. 22:1, 5.
Evidentemente, pela eliminação de todos os obstáculos que existiam no caminho da volta de Seu povo do exílio babilônico, Jeová, efetivamente, ‘alteou todo vale’, ‘nivelou colinas e montes’ e fez do “terreno escabroso um vale plano” para eles. (Isa. 40:4) Embora Ele, aparentemente, os trouxesse de volta por uma rota direta através do deserto, o restante judaico não padeceu de sede. Cumpriram-se as palavras de Jeová mediante Isaías: “Em morros calvos abrirei rios, e no meio dos vales planos, mananciais.” — Isa. 41:18; compare com Isaías 35:6, 7, 10; 43:19-21; 48:20, 21.
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Vale Da TorrenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VALE DA TORRENTE
A palavra hebraica náhhal pode indicar, quer o vale através do qual flui uma corrente (Gên. 26:19; 2 Reis 3:16; Jó 30:6; Cân. 6:11), quer a própria corrente. (1 Reis 17:4; Sal. 110:7) A respeito do vocábulo náhhal, A. P. Stanley, em seu livro Sinai and Palestine (Sinai e Palestina; ed. 1885, p. 590), observa: “Nenhuma palavra em inglês é um equivalente exato, mas, talvez, ‘leito de torrente’ seja uma expressão bem aproximada.” Um léxico hebraico e aramaico da autoria de Koehler e Baumgartner alista “vale da torrente” como uma de suas definições. O termo árabe wadi (uádi) também é empregado para designar um vale de torrente ou fluvial.
Descreve-se a Terra Prometida como “uma terra de vales de torrentes de água, de fontes e de águas de profundeza surgindo no vale plano e na região montanhosa”. (Deut. 8:7) Algumas das correntes são alimentadas por fontes e são, portanto, perenes, ao passo que outras são torrentes durante a estação chuvosa, mas secam-se inteiramente na época sem chuvas. (1 Reis 17:7; 18:5) O fiel Jó comparou os modos traiçoeiros de seus irmãos lidarem com ele a uma torrente hibernaL que se seca no verão. — Jó 6:15.
Entre os vales de torrentes mencionados na Bíblia acham-se os do Arabá (Amós 6:14), Árnon (Deut. 2:36), Besor (1 Sam. 30:9), Querite (1 Reis 17:3), Egito (Jos. 15:4), Escol (Núm. 13:23), Gerar (Gên. 26:17), Jaboque (Deut. 2:37), Cana (Jos. 16:8, “Caná”, BV), Cédron (2 Sam. 15:23), Quisom (Juí. 4:7), Soreque (Juí. 16:4) e Zerede. — Deut. 2:13.
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Vale De HinomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VALE DE HINOM
Veja HINOM, VALE DE.
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VaporAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VAPOR
Veja BRUMA (NEBLINA) .
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Vara, BastãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VARA, BASTÃO
As palavras hebraicas shévet e mattéh são as palavras traduzidas mais freqüentemente “vara” e “bastão” (“bordão”; “cajado”). O termo shévet tem o significado dum bastão, cajado ou vara (de apoio) e é sempre traduzido “haste” e “cajado” (como um cajado de pastor). (Lev. 27:32) Possivelmente em virtude de os maiorais tribais portarem um cajado ou cetro, shévet é traduzido “tribo” quando o contexto indica tal significado. (Deut. 18:1; 29:18) A haste de uma lança ou arma similar era também designada pelos vocábulos hebraicos shévet ou ‘ets. — 2 Sam. 18:14; 21:19.
O termo mattéh significa um ramo, raminho, renovo, bem como uma vara ou bastão. À base de seu significado de ramo, também é traduzido “tribo”, quando se refere às tribos de Israel. (Êxo. 31:2) Outro termo, maqqél, é vertido “vara” e “bastão”, e mish‘éneth mais
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