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Despertai! — 1970
g70 22/9 p. 24

Apanhados na armadilha num vale de torrente

Do correspondente de “Despertai!” em Israel

ERA a festa anual da Páscoa em Israel. Visto estarmos de folga dos deveres seculares por alguns dias, resolvemos viajar para o sul, passando por Berseba, atravessando a parte norte do deserto do Negebe e indo até o Mar Morto e Masada. Nosso grupo de dois carros prometia interessante viagem.

Pesada chuva na manhã da Páscoa arrefeceu nossa excitação, mas pensamos que o tempo mudaria logo, visto que a estação chuvosa é em geral durante abril. Aparentemente, esta era a última “chuva primaveril”. (Deu. 11:14) Ao nos dirigirmos ao sul, o tempo melhorou.

Perto de Gate, conhecido agora como Quiriate-Gate, o campo era verde e agradável. Aqueles filisteus sabiam onde se estabelecer! Ao passarmos por tendas feitas de pele de cabra preta, das tribos de beduínos, ao longo da estrada para Berseba, nos reportamos a quase 4.000 anos, aos dias de Abraão, quando também “morava em tendas” nesta região. (Heb. 11:9) Quando chegamos a Berseba, o sol já brilhava com fulgor.

Dirigimo-nos, então, ao sul e fomos subindo cada vez mais. Quão colorido é o deserto aqui! Há camadas de rocha de tantas matizes — violeta, verde, amarelo, escarlate, azul, para se citar apenas algumas que divisamos.

Dois estouros de pneu em um dos carros detiveram nosso progresso. Só havia uma solução; o outro carro teria de ir à mais próxima cidade para consertar os pneus. Quão surpresos ficamos ao ver o brilhante dia de sol mudar dramaticamente para um temporal violento! Foi bem aí que chegamos a um uádi ou vale seco, através do qual se abrira a estrada. Devia ter uns oitocentos metros de largura. Notamos que já se formava um riacho. O céu ficou cada vez mais escuro, e o aguaceiro atingiu proporções alarmantes, ao ponto de os limpadores de pára-brisa não fazerem efeito.

Parecia que o vale inteiro tremia, as águas em enxurradas enchendo-o de todos os lados. Em toda a parte nasciam de súbito correntes e as águas corriam cada vez mais rápidas. Com determinação, tentamos alcançar o outro lado do vale de modo a nos colocarmos em terreno mais elevado. Quase conseguimos, mas encontramos água funda na nossa frente. Um árabe beduíno acenou-nos para que voltássemos por onde viemos. Conseguimos virar o carro e percorrer de novo o nosso caminho.

Mas, ao atravessarmos de volta metade do terreno do vale, águas fundas se interpuseram no nosso caminho. Não havia jeito de chegar ao outro lado. A estrada sumiu por completo sob as águas crescentes. Saímos com o carro fora da estrada e o colocamos num grande banco de areia, que partilhamos com uma variedade de implementos e máquinas de construção de estrada. Todos os trabalhadores estavam em casa com a família, visto ser o feriado da Páscoa. A poucos metros, a cabana de um trabalhador foi derrubada pelo forte fluxo. O vale estava em rebuliço. Grandes tanques de combustível bolavam e dançavam nas águas tumultuosas, colidindo uns com os outros e derramando seu conteúdo. Outros equipamentos foram carregados enxurrada abaixo.

Um vigia beduíno tinha sua tenda armada num banco de areia próximo. Ficamos admirados que sua tenda pôde resistir a chuvas tão pesadas! Sua presença não muito longe era reconfortante para nós.

Passada uma hora, as chuvas diminuíram bastante e a visibilidade melhorou. Pudemos ver que o vale inteiro se enchera de toneladas de água que desabaram dos céus. Notamos também que os únicos dois lugares acima da tona das águas eram o banco de areia onde tínhamos estacionado e o lugar onde o beduíno tinha sua tenda.

Quando o nível da água baixou o suficiente, este vigia amigável o vadeou e nos assegurou que teríamos de esperar algumas horas antes que pudéssemos partir. Isso era o de menos — dávamos graças a Deus de estarmos vivos!

Umas três horas depois, a estrada reapareceu. Uma camada de entulhos e pedras cobria sua superfície, por onde tínhamos de passar com o carro. Foi uma luta, mas chegamos ao outro lado, e por fim nos encontramos com o grupo no outro carro.

Chegamos a conhecer por experiência própria exatamente aquilo a que a Bíblia se refere com a expressão “vale da torrente” e “torrente pela qual não se podia passar”. — Deu. 2:24; Eze. 47:5.

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